Continua a haver dinheiro para injetar em bancos, para perdões fiscais… Mas dinheiro para quem pagou e vai continuar a pagar tudo isso não há.
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3 comentários
Quando numa conversa um prof. afirmou que “efetivamente é difícil ter dinheiro para implementar a recuperação dos 9 anos de tempo de serviço” (o que implica que quando ocorrer progressão é para o escalão correspondente aos anos de serviço e não para o escalão superior), num tom de desculpabilização deste governo que provavelmente não teria com o governo anterior, respondi que, quando os recursos são limitados, fazem-se opções; e uma delas, é o governo decidir que não injetava dinheiro do OE nos bancos, como ainda vai fazer este ano com o BES (mais €1500 milhões…!), porque para isso nunca se questionou a falta de dinheiro (estando estimado uma DOAÇÃO de €20 mil milhões…). Outro colega em tom de reforço, também sugeriu que poderiam decidir não progredir quem já está nos escalões superiores e permitir aos que estão parados há anos nos escalões inferiores, tornando a repetir “são opções…!”.
Portanto, o argumento “não há dinheiro” é um insulto à inteligência das pessoas…
Sr.Presidente, de que servem as suas dúvidas e reticências se assinou “o faz de conta que é solução do ME”?
Ora veja V. EXª para que mais uns milhares acedam a vagas só disponíveis para eles próprios, os do quadro continuarão em cascos de rolha, sem possibilidade de mudança de quadro por falta de vagas no interno, na MI e a proibição de também serem opositores no extra. Qual a justiça disto? Enfim…
Para os banqueiros tudo, para a Educação NADA…
Eram estes a esperança? Pois…