Uma Década de Divisões

Como faz hoje precisamente uma década após a publicação do Estatuto da Carreira Docente que dividiu professores titulares conta professores não titulares, pergunto.

A divisão que Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates fizeram está definitivamente sanada, ou outras divisões ocorrem?

QA contra QZP, contratados contra quadros e vice-versa, público contra privado, Norte contra Sul.

Não era altura de TODOS os professores se voltarem a unir de forma definitiva?

Por muitos anos que passem e alguma memórias fiquem no esquecimento a divisão foi sempre a maior arma para cada governo.

O que fazer para voltar a unir a classe docente?

 

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10 comentários

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    • Movimento on 19 de Janeiro de 2017 at 20:45
    • Responder

    Arlindo, permita-me responder-lhe à questão da divisão entre professores. O que permite a união é um maior conceito de equidade. https://www.facebook.com/FilhosnoNorteSoDepoisdaRR2/

    1. Infelizmente a realidade também é esta.
      http://www.arlindovsky.net/2016/11/menos-100-mil-alunos-nos-proximos-5-anos/
      “O ministérios prevê uma redução de 109 mil alunos, principalmente nas regiões Norte e Centro, o Sul (Algarve) vai ter um ligeiro aumento, mas que não compensa as perdas do resto do território. A região do Alentejo deve perder 15% da população estudantil. O 1º Ciclo vai ser o primeiro a sentir essa redução, menos 40 mil alunos até 2018.”

        • Movimento on 20 de Janeiro de 2017 at 8:54
        • Responder

        Arlindo, penso que não está a ver é a discriminação que existe entre norte e sul por meio da norma travão que, por manigâncias, permite efetivar professores do sul e não do norte!

  1. Muito bem dito.
    Falta sindicatos contra professores do quadro principalmente QZPs pois só defendem os contratados e recolhem o dinheiro de todos.
    O sentido de injustiça cresce, cresce, cresce e a maioria dos quadros ainda não acordou para a realidade. Andam ocupados com o trabalho e com a sua vida, confiam mas não deviam.

      • quadraturadocirculo on 20 de Janeiro de 2017 at 8:34
      • Responder

      Os sindicatos há muito que não se preocupam com quem é dos quadros.Ninguém pense que os QZP s são mais beneficiados que os QA/QEs ou vice-versa.Há professore do quadro independentemente do vínculo que estão há anos afastados da família e a suportar despesas enormes para trabalhar e não tiveram qualquer aumento, apenas foram eles a quem o salário foi cortado.Tiveram um vergonhoso concurso interno extraordinário em 2015 e muitos são maltratados por contratados.Para quando uma Associação de Professores do Quadro para acabar com as benesses dos contratados? Já era tempo de os professores do quadro terem as suas Associações e lutarem por terem um lugar perto de casa e não 6 ou 7 distritos de desterro durante quadriénios.O que é que os contratados tem de especial para terem renovações e truques manhosos e conseguirem ficar mais perto de casa que quem é do quadro?

    • João Rego on 19 de Janeiro de 2017 at 22:11
    • Responder

    Este homem merece uma medalha e o Marcelo devia estar atento. E para que não me entendam mal, não, não estou a usar sarcasmo. O que o Arlindo faz é muito superior ao que fazem os sindicatos:
    Este pequeno artigo diz bem da forma de pensar deste senhor e de como prova que o seu objetivo é apenas a obtenção das melhores condições justas, equilibradas e possíveis para todos, dado o estado a que chegamos.
    Nunca se esqueçam que, seja qual for o resultado final deste concurso, existirão sempre injustiças (mudam as leis a meio do jogo, uns arriscaram mais porque sim, outros porque não tinham outra hipótese, outros arriscaram menos porque tinham quase igual ali perto, outros porque tinham que prestar cuidados a alguém… enfim um número de opções quase igual ao número de candidatos), mas essas injustiças não devem adiar a união de uma classe que teima em se separar.
    Um grande bem haja Arlindo

    • PL on 19 de Janeiro de 2017 at 22:37
    • Responder

    1.º:
    concursos pela GRADUAÇÃO para TODOS os PROFESSORES: QA / QZP / CONTRATADOS (com tempo de serviço devidamente certificado, em escolas públicas, privadas, profissionais, IPSS, IEFP, Centros RVCC, etc., do Norte / Centro / Sul / Ilhas / Estrangeiro).

    • indignada on 19 de Janeiro de 2017 at 23:15
    • Responder

    Concordo com o PL. Os concursos deviam ser pela ordem de graduação, independentemente de serem contratados, QZP ou QA. Os professores já há muito tempo que se tornaram rivais, em tudo: nos concursos e no trabalho. Só um concurso justo poderia reverter esta situação. Sou QZP e estou indignada, estamos a ser postos de parte, ninguém nos defende. Sou sindicalizada e só vejo a quota mensal a sair do ordenado. Estou farta de ser explorada e ao fim de muitos anos vou deixar o sindicato. Os QA tem prioridade, os contratados tem vagas só para eles, então e os Q Z P?????????

      • Mmaria on 20 de Janeiro de 2017 at 12:08
      • Responder

      Concordo plenamente!
      Fala-se em professores que estão contratos com muitos anos de serviço. É verdade e justa a vinculação. No entanto, há colegas, cujo grupo também pertenço, que estão no ensino público há vários anos, no meu caso 23. Estiveram em Q.E. longe das suas residências, mais tarde, para aproximar concorreram e ficaram em QZP, ainda que também muito longe das suas famílias, amigos, etc… O que vai acontecer a este grupo de professores?
      Gostaria de lançar um apelo a todos que estiverem na mesma situação que eu, para não de calarem. Enviem emails para o ministro e publicitem esta situação injusta, incorreta e incompreensível.
      Obrigada

    • Eduardo on 21 de Janeiro de 2017 at 20:09
    • Responder

    O Ministério da Educação apresentou uma proposta de revisão do Decreto-Lei 132/2012 em que divide os docentes efetivos (QA/QE e QZP) em duas prioridades, quer no Concurso Interno quer na Mobilidade Interna, contrariando o que estava consolidado desde o Decreto-Lei 35/2003, em que os docentes efetivos concorreram na mesma prioridade.

    O artigo 10º e artigo 28º da proposta do ME ao discriminar os docentes efetivos nas duas etapas/fase do concurso, comete ilegalidades, pois resulta numa desigualdade de tratamento, violando o artigo 13º (Princípio da igualdade),o artigo 47º (Liberdade de escolha de profissão e acesso à função pública) e o artigo 58º (Direito ao trabalho) da Constituição da República Portuguesa.

    Mais uma vez o ME divide para reinar!

    Analisem que posições tomaram os diversos sindicatos ao longo das negociações!

    Vejam como não se conseguiram unir e combater essas ilegalidades?

    Quem divide quem ? Quem deixa que a divisão aconteça, seja pelo silêncio, omissão ou diz que faz, mas nada faz?

    Os docentes discriminados terão de reagir e lutar, não basta falar.

    Já há um grupo de docentes efetivos discriminados que na passada semana reagiram, tendo enviado exposição para o Ministério da Educação a contestar a redação dos artigos 10º e 28º da proposta de revisão do Decreto-lei 132/2012.

    Outras iniciativas irão ser tomadas no decorrer da próxima semana.

    Brevemente serão dadas notícias no Blogue Divergir.

    Os professores efetivos que se sintam discriminados podem juntar-se ao
    Movimento de Docentes Efetivos Discriminados.

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