Menos 100 mil alunos nos próximos 5 anos…

O problema demográfico que o país vive, afeta, em particular o setor da educação. Nos próximos 5 anos vamos assistir a mais uma redução drástica no número de alunos inscritos.

O ministérios prevê uma redução de 109 mil alunos, principalmente nas regiões Norte e Centro, o Sul (Algarve) vai ter um ligeiro aumento, mas que não compensa as perdas do resto do território. A região do Alentejo deve perder 15% da população estudantil. O 1º Ciclo vai ser o primeiro a sentir essa redução, menos 40 mil alunos até 2018.

Não vai ser só a vinculação de precários que é posta em causa, o número de “efetivos” também está na corda bamba…

 

Escola pública vai perder mais de 100 mil alunos

A escola pública vai perder mais de 100 mil alunos até 2020. É a nova previsão do Ministério da Educação para o número de inscritos nos próximos cinco anos letivos.

Esta é uma estimativa superior às avançadas inicialmente, com as regiões Norte e Centro a serem as mais afetadas.

Até ao ano letivo 2020/2021, o ensino público perderá 109 mil crianças e jovens, o que significa uma redução de 8% face aos cerca de um milhão e 300 mil inscritos que frequentavam as escolas no ano passado.

Será no primeiro ciclo que a diminuição de alunos mais se vai sentir, com uma redução de 61.634 alunos até 2021.

Estes dados refletem, sobretudo, as consequências da crise demográfica que afeta o país.

As previsões penalizam, particularmente, as regiões Norte e Centro, que perderão 20% dos alunos do primeiro ciclo.

Só o Algarve terá mais crianças nas escolas dentro de cinco anos, prevendo-se um crescimento de 6,5%, com especial incidência no terceiro ciclo e no ensino secundário.

 

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6 comentários

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    • Desterrado on 17 de Novembro de 2016 at 14:48
    • Responder

    Já estava a demorar!
    Quando se começa a falar em resolver a situação dos “eternos contratados” logo surgem estas notícias para “envenenar” tudo e todos. A opinião pública em geral, e os colegas dos quadros em particular, colocam de imediato a seguinte questão: ” se não há vagas para os efetivos, porque vão colocar mais professores nos quadros?”
    Reduzam o número de alunos por turma e alterem a lei da reforma (permitindo que colegas com menos de 66 anos, mas com longas carreiras contributivas se reformem) e o número de vagas aumentará substancialmente.

      • anónimo on 17 de Novembro de 2016 at 17:31
      • Responder

      Também fiz o mesmo entendimento.
      Essa foi sempre a estratégia da Lurdes e do Crato (e “amiguinhos). Sempre que pretendiam alterar alguma coisa para pior no ensino, lançavam para a comunicação social notícias, a conta gotas, notícias para denegrir a imagem dos professores – Eram faltas dadas pelos docentes; eram vencimentos elevadíssimos; eram férias intermináveis, eram 10 alunos por professor … etc, etc. enfim, penso que todos já percebemos que esta luta não vai ser fácil.
      Vamos aguardar para ver no que dá.

    • maria on 17 de Novembro de 2016 at 18:47
    • Responder

    Reformem quem tem mai se de 36 anos de carreira.

    • cros on 17 de Novembro de 2016 at 19:13
    • Responder

    E será que ninguém se vai reformar até 2021? Bolas, não tentem fazer os professores de burros! Em 2021, vão ser necessários os mesmos professores que são agora precisos! Será que ninguém faz essas contas?

      • cros on 17 de Novembro de 2016 at 19:18
      • Responder

      Os mesmos professores contratados, se ninguém entrar para os quadros, como é óbvio!

      • veronica.alves on 17 de Novembro de 2016 at 19:24
      • Responder

      ate lala´a reforma passa para os 70..nunca mais é sabado!

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