Ago 14 2020
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Ago 13 2020
Foram aposentados 156 docentes, ao mês de Setembro de 2020, da rede pública do ME através da CGA.
O total acumulado de 2020 chega agora aos 1113 docentes aposentados e já está muito próximo das 1358 aposentações previstas para 2020.
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Ago 13 2020
Não vai ser este mês que, quem subiu de escalão a 1 de junho, verá o novo índice no recibo de vencimento, nem na conta.
Mais uma vez e devido a constrangimentos “cativantes”, vemos as subidas de escalão serem adiadas ao nível dos vencimentos. É claro que receberemos os retroativos, mas esta situação demonstra bem a situação de caos em que se encontra o sistema.
Não vale a pena descarregar a frustração nas secretarias das escolas, os seus funcionários não têm culpa do desgoverno central.
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Ago 13 2020
A escrita é uma das prioridades que o ME salienta para a recuperação das aprendizagens em 2020/21, mas os exames também são referidos no documento divulgado no dia de ontem. Os exames manterão a forma dos de 2019/20 para mitigar os efeitos da pandemia. O trabalho autónomo é outra das prioridades a desenvolver, uma vez que tem de se manter assegurada a transição do ensino presencial para o E@D a qualquer momento.
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Ago 13 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/0009100099.pdf”]
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Ago 13 2020
Decreto-Lei n.º 56/2020
de 12 de agosto
Sumário: Prorroga o prazo de transferência das competências para as autarquias locais e entidades intermunicipais nos domínios da educação e da saúde.
“2 — Sem prejuízo do número anterior, todas as competências previstas no presente decreto-lei consideram- se transferidas para as autarquias locais e entidades intermunicipais até 31 de março de 2022.
3 — Relativamente ao ano de 2021, os municípios e entidades intermunicipais que ainda não tenham aceitado as competências previstas no presente decreto -lei, e que não o pretendam fazer no ano de 2021, comunicam esse facto à Direção -Geral das Autarquias Locais, após prévia deliberação dos seus órgãos deliberativos, até 31 de dezembro de 2020.”
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Ago 13 2020
O regresso ocorre após a capital deste estado do Brasil sofrer, entre os meses de abril e maio, com colapsos no sistema de saúde e no sistema funerário por conta da pandemia. Desde junho, o estado tem apresentado queda nos números da Covid-19 e flexibilizando a quarentena, com reabertura do comércio e espaços de lazer.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/Plano-de-retorno-as-atividades-WEB-Manaus.pdf”]

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Ago 12 2020
Nem comento que é para não… Prefiro, de longe, os helicópteros…
Remarkable images show children at a Thai nursery playing together while in their own social distanced pods.
The Wat Khlong Toey School in Bangkok, Thailand, reopened its doors to its 250 students at the beginning of July after the relaxation of Covid-19 lockdown measures.
Social distanced screens are in classrooms and lunch areas to protect the kids who wear face masks.
The kindergarten has also installed sinks, soap dispensers and hand sanitiser outside of each classroom.
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Ago 12 2020
Subida de 26,46% no número de classificações máximas e quase de 50% nos dezanoves, diz o Público. Houve menos provas realizadas e muitas opcionais
As notas de excelência nos exames nacionais realizados este ano letivo quase duplicaram. A conclusão é do Público desta quarta-feira, que cita dados recentes do Júri Nacional de Exames: 3.477 alunos alcançaram nota 20, enquanto que 12.073 tiveram 19 valores – é um aumento em relação aos 2.557 e 5.929 casos registados no ano passado.
No total, nesta época de exames foram feitas 227.962 provas, menos 93.871 do que em 2019. A diminuição é explicada pelas medidas do Governo para reduzir o número de alunos nas escolas e assim reduzir o risco de contágio por covid-19, levando a que várias provas deixassem de ser obrigatórias.
Filipe Oliveira, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, disse ao Público que “era fácil ter 19 ou 20 valores neste exame”, e que “a questão é saber se serão os alunos mais bem preparados que irão entrar nos cursos mais competitivos.” Em causa, eventuais injustiças entre alunos devido ao facto de muitas perguntas terem sido opcionais.
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Ago 12 2020
Alguns estabelecimentos de ensino encerraram durante dias. Outras suspenderam as aulas em alguns anos, ou impuseram quarentenas.
O ano escolar alemão está a recomeçar de modo faseado, como acontece todos os anos, mas, ao contrário do que é habitual, os estados federados que reabrem mais tarde estão a olhar com atenção para os que começam as aulas mais cedo — e para vários casos de escolas que tiveram de encerrar pouco depois de recomeçar.
O reinício das aulas acontece após um intenso debate sobre as regras a seguir por causa da pandemia da covid-19 e quando as autoridades de saúde estão preocupadas com o aumento do número de casos diários de infecção, com vários dias a exceder os mil novos casos diários (esta terça-feira o número foi de 966).
Na semana passada, Hamburgo e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambos no Norte, foram os primeiros a recomeçar as aulas, que foram logo suspensas ao quarto dia num liceu na cidade de Ludwigslust, depois de uma professora ter tido um teste positivo — embora a professora não tivesse chegado a dar aulas, houve mais dois casos de professores infectados. Todos os alunos e funcionários estavam, entretanto, a ser testados. Em Rostock, depois de um aluno de uma escola básica ter tido um teste positivo, 67 colegas e professores foram postos em quarentena.
No estado de Schleswig-Holstein, que recomeçou esta segunda-feira as aulas, uma escola básica encerrou depois de uma professora ter recebido um teste positivo, mas reabria esta quarta-feira para todos os anos com a excepção de um. Uma segunda escola registou um caso ligado a esta, da irmã de um aluno infectado, e dois anos tiveram aulas suspensas.
Em Hamburgo foram detectadas esta semana infecções num liceu e numa escola básica, e ainda um potencial caso num segundo liceu, levando à suspensão das aulas para alguns anos.
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Ago 11 2020
“A pandemia está a causar vários choques nos jovens. Não só está a destruir os seus empregos e as suas perspetivas de emprego, mas também está a perturbar a educação e formação, e a ter um sério impacto no seu bem-estar mental. Não podemos deixar que isto aconteça”, referiu o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.”
De acordo com este estudo “Youth and COVID-19: impacts on jobs, education, rights and mental well-being”, 65% dos jovens afirma ter aprendido menos desde o início da pandemia devido à transição da sala de aula para as aulas online durante o confinamento. Apesar dos esforços para continuar a estudar, metade destes jovens acredita que os seus estudos irão ficar atrasados e 9% pensa que podem vir a reprovar, como consequência destas dificuldades.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/Youth-and-COVID19-impacts-on-jobs-education-rights-and-mental-well-being.pdf”]
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Ago 11 2020
Bem a norte da Europa, a Escócia abriu esta terça-feira a maioria das suas escolas e cerca de 700 mil crianças escocesas voltaram a um espaço onde já não iam há melo menos meio ano. Ministros e líderes de conselho escoceses decidiram reabrir as 2.500 escolas do país por fases. Em algumas áreas, os mais novos voltarão primeiro. Em outras, as escolas usarão o alfabeto para separar as crianças pelo sobrenome, com metade dos alunos a irem à escola num dia e a outra metade no outro, alternadamente. Algumas escolas alteraram o início das aulas, mas a 18 de agosto todas as escolas da Escócia estarão de volta em tempo integral.
Os sindicatos dos professores e grupos de pais são unânimes em considerar que o retorno à escola em tempo integral após cinco meses de isolamento é essencial para a educação, o bem-estar e a saúde mental das crianças.
Há temores de que o vírus se possa espalhar se as regras de distanciamento físico não forem seguidas e se os planos para testes de vigilância não forem suficientes. Principalmente, o que está em causa é perceber-se se a decisão do governo escocês de abandonar os seus planos iniciais de usar aprendizagem combinada (uma mistura de ensino presencial e ensino online) a favor de um regresso completo à escola foi ou não correta.
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Ago 11 2020
Entre o diploma de 1 de Maio
E as alterações de 11 de agosto.
Num dos comentários neste artigo percebi que a mudança publicada hoje em Diário da República foi sobre a Declaração de Retificação n.º 18-C/2020, de 5 de maio de 2020, sobre o diploma de 1 de Maio.
Acreditem que não é muito fácil acompanhar estas alterações legislativas todas.

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Ago 11 2020
Artigo 25.º -A[…]1 — Os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco, designadamente os hipertensos, os diabéticos, os doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica, os doentes oncológicos e os portadores de insuficiência renal, podem justificar a falta ao trabalho mediante declaração médica, desde que não possam desempenhar a sua atividade em regime de teletrabalho ou através de outras formas de prestação de atividade.
Lei n.º 31/2020 – Diário da República n.º 155/2020, Série I de 2020-08-11
Assembleia da República
Primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 20/2020, de 1 de maio, que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19
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Ago 11 2020
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Ago 11 2020
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Ago 11 2020
… Mas antes nos transportes do que nos negócios ruinosos dos bancos…
As câmaras da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega gastam oito vezes mais do que os municípios de Lisboa e Porto para garantir que as suas crianças residentes consigam ir à escola: 180 euros contra 20 euros, em média. As contas são feitas pelo Jornal de Notícias esta terça-feira, que alerta que os municípios do norte do país gastam bem mais do que os do sul em transporte escolar.
No novo ano letivo este fosso poderá piorar, se as rotas tiveram de ser mais frequentes e extensas.
Segundo dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), em 2017 e 2018, os municípios de todo o país gastaram um total de 183 milhões de euros para levar alunos à escola. Desta quantia, 69,1% destinou-se aos passes de transporte e circuitos especiais.
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Ago 11 2020
′′ Todos os alunos e funcionários que mostram sintomas compatíveis com o COVID-19 devem ser testados para a SARS-CoV-2 de acordo com a estratégia de teste do ECDC [6] e a atual orientação de teste laboratorial [9]. O Os sintomas incluem infeção aguda do trato respiratório (início súbita de pelo menos um dos seguintes aspetos: tosse, febre, falta de ar) ou início súbita de anosmia, idade ou disgeusia. O rastreio de contacto deve ser iniciado rapidamente após a identificação de um caso confirmado e deve incluir contactos na escola (estudantes, professores e outros funcionários), famílias e outras configurações, conforme relevante, de acordo com o ECDC ou orientação nacional [10]. Assintomático Pessoas identificadas como exposição de alto risco (próximos) contactos de casos (quadro 1) durante o rastreio de contacto podem ser consideradas para testes SARS-CoV-2 Isto permite um isolamento imediato de novos potenciais casos e rastreamento de contacto precoce dos contactos destes novos casos. Se a capacidade de teste for limitada, os seguintes grupos devem ser priorizados para testes:: estudantes sintomáticos e funcionários que corram alto risco de desenvolver doenças graves devido à idade ou condições pré-existentes (por exemplo, como doença pulmonar, cancro, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, doença renal, doença hepática, hipertensão, diabetes e condições imunocomprometizantes) [9];]; Estudantes sintomáticos e funcionários em contacto regular com pessoas que correm alto risco de desenvolver doenças graves devido à idade, viver em instalações de cuidados de longo prazo ou ter as condições preexistentes acima mencionadas.”
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/covid-19-objectives-school-testing.pdf”]
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Ago 10 2020
O novo ano letivo está à porta e as preocupações dos pais quando se vive uma pandemia aumentam. Mas não é só o distanciamento e o uso de máscaras que pode ajudar a travar a propagação da covid-19. Há outras questões, como a ventilação e a qualidade do ar dentro da sala, que são importantes, refere Manuel Gameiro da Silva, professor catedrático da Universidade de Coimbra e especialista em qualidade ambiental nos edifícios.
Como se pode manter a qualidade do ar dentro da sala de aula e diminuir o risco de contrair covid-19? Um especialista alemão defendeu aulas mais curtas para se poder renovar o ar…
É difícil atirar com uma regra geral quando temos realidades tão diversas com estabelecimentos de ensino com idades tão diferentes, uns com 200/300 anos, uns extremamente recentes, projetados, construídos e aprovados com legislações completamente díspares. Aquilo que podemos ter nesses edifícios é completamente diferente. Já cometemos o mesmo erro em relação aos transportes, tratámos tudo de forma igual quando não são de maneira nenhuma iguais. Temos de saber com o que estamos a lidar e isso significa fazer avaliações e isso faz-se usando métodos científicos, não é só por umas entidades dizerem que achavam que não estava bem. Isto não é uma coisa para se achar, é uma coisa para se analisar. O problema da gestão destes assuntos é que tem sido feita com muito pouca engenharia.
E como é que a engenharia pode entrar para ajudar a minimizar o risco?
Um dos pioneiros da qualidade do ar, um cientista alemão, dizia que o que importa é a dose. E a dose é o produto do tempo de exposição pela concentração média. Se eu tiver metade do tempo, posso ter a mesma dose, se a concentração for o dobro. Seja para contrair uma infeção seja para ficar intoxicado por um poluente químico, o que importa é a dose a que a pessoa está sujeita e, portanto, o que estava a fazer o professor de Berlim quando dizia que as aulas deviam ser de meia hora era tentar reduzir a dose. Mas, além de reduzir a dose, devemos reduzir a concentração.
E como?
A ventilar.
Como, quando a maior parte dos edifícios não têm sistemas para isso?
Pode fazer-se com alguma ventilação natural, mas também ainda há tempo de começar a pensar em instalar alguns sistemas de ventilação. Só consigo ventilar quando faço admissão de ar novo. O que estou a tentar fazer é diminuir a concentração do vírus num volume maior de ar. Imaginemos que tenho um bocadinho de vinho no fundo de um copo, se encher o copo todo de água aquele líquido vai diminuir.
O que é que tem mesmo de ser feito?
Não há uma solução única, tudo depende do que temos em cada tipo de edifício. Aliás, neste momento a pergunta mais importante, que não temos ainda respondida, é qual é o limiar de infecciosidade. Isto é, a que dose é que uma pessoa saudável tem de ser sujeita para ficar infetada? Porque será em função disso que devemos fazer o dimensionamento dos sistemas. Imaginemos que tenho uma sala de aula e nessa sala há uma pessoa infetada a libertar uma quantidade de vírus para o ambiente. As pessoas que lá estão ficarem ou não infetadas depende sempre de uma batalha entre os assaltantes que são o vírus e o sistema imunitário, que são os defensores…
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Ago 10 2020
Quem o disse foi o Boris, mas podia ter sido o Costa, um qualquer outro “politico”, economista, gestor, advogado, funcionário de escritório, artista ou pensionista. Todos sabem que a nossa sociedade está contruída em cima de pilares que não o permitirão novamente.
A nossa organização como sociedade está de tal forma interligada que o encerramento de um sector afeta todos os outros. A educação, como base dessa mesma sociedade, nunca poderá “encerrar”, a instituição responsável pela mesma é indispensável para o funcionamento do todo de forma a que a sobrevivência desse seja garantida.
A experiência do último período do ano letivo que terminou, não se voltará a repetir. A não ser que a sociedade se venha a encontrar num ponto de tal maneira crítico, à beira do abismo, que a única solução seja enfrentar uma mudança drástica na forma como sobrevive.
Quem ainda pensa que o ano letivo passado foi o pior da sua vida, desengane-se. O pior ano letivo da sua vida ainda não teve início, iniciar-se-á em setembro. A adaptação que tem vido ser feita à forma de agir perante a pandemia enquanto as escolas estiveram e estão encerradas, será um bom preludio do que se vai viver no próximo ano letivo. A educação escolar não se desenvolverá num ambiente de “normalidade”, se a educação e o civismo de cada um, como indivíduo, não se harmonizar enquanto membro da sociedade.
As escolas estão-se a organizar dentro das suas muitas limitações, mas se a colaboração entre os membros da comunidade educativa persistir nas lacunas do passado recente, pode ser que escolas fechem e que a sociedade se veja obrigada à mudança que todos parecem não desejar.
As escolas não fecharão, se todos nós as quisermos abertas. Não sei se irá pelo caminho certo, só sei que não poderá ir pelo mesmo de até aqui.
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Ago 10 2020
O Ministério da Educação (ME) enviou uma nota à comunicação social na qual informa que a partir do ano letivo de 2021/22, a colocação de professores dos quadros, em resultado do concurso de mobilidade interna, se fará apenas em horários completos. Baseia essa informação em acórdão do TCA do Sul, de abril de 2020. Segundo a nota do ME, a decisão do TCA do Sul não se baseia na ilegalidade da colocação de professores dos quadros (Escola/Agrupamento e de Zona Pedagógica) em horários letivos incompletos, por via do concursos de mobilidade interna (vulgo, aproximação à residência), mas sim em critérios de ordem economicista. Na informação enviada à imprensa, o ME explicita que da leitura do acórdão do TCA “resulta clara a necessidade de adotar uma solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão de recursos humanos docentes e na utilização de dinheiros públicos”.
Perante isto, a FENPROF reitera a sua posição, reforçada que foi pela decisão da Assembleia da República, promulgada pelo Presidente da República, de garantir a justa possibilidade de os docentes dos quadros serem colocados em horários letivos incompletos, mantendo, contudo, como determina a norma geral para toda a administração pública, o horário semanal de 35 horas.
Por outro lado, a FENPROF considera que o procedimento de preenchimento de horários deve respeitar o que está legalmente estabelecido no DL 132/2012, bem como na redação do DL 28/2017, designadamente nos artigos 25.º a 27.º, nos quais se clarifica que na satisfação de necessidades temporárias (art 25.º) os docentes são ordenados de acordo com a sua graduação profissional em prioridades, sendo uma das prioridades a correspondente aos “Docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou em escola não agrupada” (art.º 26.º). Refere ainda o atual quadro legal (art.º 27.º) que “O preenchimento dos horários é realizado através de uma colocação nacional, efetuada pela Direção-Geral da Administração Escolar pelos docentes referidos nas alíneas do artigo anterior, seguindo a ordem nele indicada). Ao não explicar se essa colocação se faz em horário letivo completo ou incompleto, o legislador decidiu, e bem, não fazer distinção.
Também a Assembleia da República, através da Lei n.º 17/2018, de 19 de abril, estabeleceu no seu Artigo 5.º (Concurso interno antecipado) que “No âmbito do concurso de mobilidade interna são considerados todos os horários completos e incompletos, recolhidos pela DGAE, mediante proposta do órgão de direção do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada.”
Perante esta situação, a FENPROF considera que esta não é matéria encerrada, pois a decisão tomada pelo ME viola o quadro legal em vigor e que a decisão da Assembleia da República se aplica ao regime, em geral, e não apenas àquele concurso em particular (2017/18). Nas primeiras reuniões dos seus órgãos (Secretariado Nacional e Conselho Nacional) nos dias 2, 3 e 4 de setembro, a FENPROF analisará esta matéria e tomará decisões quanto às medidas a tomar. A FENPROF aguarda, também, a reação dos grupos parlamentares em relação a esta decisão do governo/ME.
Lembra-se ainda que a decisão tomada pela Assembleia da República aconteceu depois de não ter sido possível chegar a acordo com o Ministério da Educação em tribunal, na audiência realizada com a presença das partes, e depois de não haver qualquer abertura da parte do ME para negociar uma solução política. A decisão tomada foi, pois, a de, como referia nota da FENPROF de 8 de abril de 2018, “repor o concurso na sua forma original, isto é, em ano de concurso interno, a mobilidade interna é universal e as colocações devem fazer-se em horários completos e incompletos, em função da graduação profissional dos candidatos”.
O Secretariado Nacional
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Ago 10 2020
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/08/2a-nota-informativa-da-recuperacao-de-2-anos-9-meses-e-18-dias.pdf”]
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Ago 10 2020
O vídeo seguinte apresenta a % de professoras nas diferentes regiões do país, segundo dados da PORDATA.
O canal Matemática-ON apresenta diversas playlists:
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Ago 09 2020
Quando se começam a elaborar estes quadro dá para perceber que o anúncio feito recentemente que os docentes colocados em Mobilidade Interna apenas em horários completos é um quase não assunto, isto porque a larga maioria dos docentes colocados nestes horários ficam colocados no seu QZP de provimento. E não imagino que não se atribua um horário incompleto a um docente QZP dentro do seu QZP para entregar esse horário incompleto a um docente contratado.
Para se ter uma melhor perceção do que escrevi em cima deixo a lista dos docentes QZP colocados em horário incompleto na Mobilidade Interna de 2018/2019 de acordo com o seu QZP de provimento.
Dos 2.636 docentes QZP colocados em horário incompleto apenas 950 foram colocados fora do seu QZP de provimento. A análise global por QZP pode ser vista aqui.
É no QZP 7 que mais docentes desse quadro são colocados em outros QZP (305) e é o QZP 1 que mais docentes recebe de outros QZP (371). Tem de se analisar o quadro deste artigo para compreender estes números.


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Ago 09 2020
Neste artigo o Davide Martins contabilizou a existência de 1.824 horários incompletos atribuídos na Mobilidade Interna no ano de 2018/2019. Após alguns reparos à lista fui verificar os dados e de facto o número de horários atribuídos na Mobilidade Interna nesse ano em horários incompletos foi de 2.636 e não de 1.824.
O QZP com mais horários incompletos atribuídos nesse ano foi o QZP 1 com 1.014 colocados.
Percebe-se com estes números porque o ME insiste em atribuir apenas horário completo na Mobilidade Interna aos docentes QZP.
No entanto, muitos destes docentes QZP ficaram colocados em horários incompletos no seu QZP de provimento e é necessário também analisar esses dados para perceber se justifica-se a mudança que vai acontecer em 2021/2022 em não atribuir horários incompletos na Mobilidade Interna.

Por curiosidade em 2019/2020 foram colocados os seguintes docentes em horário incompleto na Mobilidade Interna.

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Ago 09 2020
Este acórdão traz a inevitabilidade do futuro em qualquer luta docente, mas está tudo de férias com as costas ao Sol…
Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul – Processo: 2025/17.8BELSB
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Ago 09 2020
Mais de 70 países já anunciaram os seus planos para a reabertura das escolas, depois de meses de encerramento e ensino à distância na medida do possível. E em todos eles o debate é o mesmo. É seguro? O que pode ser feito para minimizar os riscos? Há um conjunto de regras a aplicar e comportamentos a evitar que são neste momento consensuais e que se repetem de país para país. E há um princípio que todos querem seguir: o ensino deve voltar a ser presencial para todos e só perante a deterioração das condições sanitárias se deve passar a outros cenários que, como ficou demonstrado, prejudicam quem já tem mais dificuldades.
É com esta orientação que 150 mil estudantes da região de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, regressaram esta semana às aulas. São os primeiros na Europa a iniciar o ano letivo 2020/21, já sob as novas orientações. A região teve até agora poucos casos de covid e, para já, as regras permitem que os jovens não tenham de usar máscara nas aulas — apenas quando circulam nos corredores — nem cumprir um distanciamento físico mínimo. Mas estão separados por grupos, cada um com a sua área de recreio, cacifos e espaço de refeições, descreve o canal de notícias alemão DW.
Mas esquecem-se de mencionar isto:
Hundreds of students were sent home from school on Friday in Germany because of fresh coronavirus infections, mere days after they reopened.
The state of Mecklenburg-Western Pomerania became the first in Germany to reopen school full time when children returned to classes after the summer holiday at the beginning of this week. However, almost 1,000 students were sent home from a high school in Ludwigslust Friday morning after a teacher tested positive for COVID-19. Although the teacher had not yet given a class since the school students returned, all members of staff will now undergo testing.
Separately, an elementary school near Rostock also closed for two weeks beginning on Monday after one student tested positive. Because of the short notice in the closure, classes on Friday went ahead — but took place outside.
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Ago 09 2020
Depois vêm os receios mais do que justificados…
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Ago 08 2020
Há coisas que me deixam deveras dececionado. Os docentes são capazes de reclamar sobre as condições de trabalho, sobre as politicas e educação adotadas pelos governos, pela inércia das organizações, das soluções encontradas, da carreira, das cotas, dos concursos… Mas quando chega a hora de assinarem uma petição, não o fazem por preguiça de abrir um site, registar-se e apoiar um grupo de colegas, que tal como eles, estão a lutar por uma causa justa.
É assim que se vê a falta de solidariedade que os docentes têm uns com os outros. É com esta desunião e desinteresse que o governo conta para se manter no desmando e desgoverno de que tantos e tantos se queixam sentados nos seus sofás ou nas esplanadas a olhar para o smartphone.
Vamos contribuir para mais esta causa, vamos assinar a petição, vamos ser solidários com os colegas que se levantam e lutam pelo que acham justo.
https://participacao.parlamento.pt/initiatives/1440
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Ago 08 2020
Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Nasci porque a minha mamã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai.
Mas não pensaram que eu queria ser filho deles a tempo inteiro.
E eles, afinal, não tinham tempo para mim.
Mas fizeram-me nascer na mesma.
Agora sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe (quase sempre) ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, como, os meus pais cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.
Depois entro na escola. Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama. Ando assim mais 4 anos.
Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída. Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro) e vou para casa. Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa.
Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado! Beijo o meu pai, também cansado, beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los.
E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação. Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores.
Que os educadores devem ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas. Os meus pais estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir. Fico a pensar, quem é que me pode educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra! Talvez me olhem de outra maneira…Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola.
Está lá a malta da turma. Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”. Eles dizem que aquilo é um paraíso. Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores. Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.
Os adultos dizem que eu sou mal-educado mas não é verdade, eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
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Ago 08 2020
Anda tudo muito calado. Os pais andam preocupados, mas não reivindicam, deixam falar quem não os representa. Os sindicatos fogem de um lado para o outro a tentar mostrar serviços, mas sem, realmente, fazer alguma coisa. O ME descalços a bota e os outros que façam.
Que tal lançar para o terreno equipas para verificar a implementação de regras. Não era boa ideia?
Do sabão à disposição das mesas, vistorias passam escolas a pente fino para garantir segurança no regresso às aulas em setembro. Falta de espaço é uma das maiores dificuldades
A visita começa no átrio da escola, mas para trás já ficou um problema — só há um portão de acesso que pode ser utilizado pelos alunos, o que impede a criação de circuitos diferentes de entrada e saída. E logo ali à frente há outro constrangimento. “Só temos estas escadas para o acesso às salas 1 a 4”, vai descrevendo a diretora do Agrupamento de Escolas Luís de Camões, em Lisboa. “Vamos pôr umas marcas no chão e tentar que subam pela direita e desçam pela esquerda”, continua Rosa Ralo.
À sua frente dois técnicos de saúde ambiental do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central, elementos da Câmara e outro dos serviços municipais da Proteção Civil tiram notas, acrescentam perguntas, identificam pontos críticos e pensam soluções.
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Ago 08 2020
O conhecimento epidemiológico registado em papers e relatórios pré e pós-covid é claro. Está lá, leiam: fechar escolas não é solução. Está escrito, é científico, tem décadas de consenso, tal como o consenso sobre o aquecimento global. Mas este dado foi engolido pelo medo e pela incapacidade dos governos para resistirem ao medo da “geração mais informada de sempre”. O conhecimento científico só interessa se confirmar medos e preconceitos da “geração mais bem preparada de sempre”.
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Ago 07 2020
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura… Lá vamos nós outra vez…
Concursos de mobilidade interna dos professores vão ter disponíveis apenas os horários completos a partir do próximo ano lectivo. No concurso deste ano, que já está em curso, não haverá mexidas.
Os concursos de mobilidade interna dos professores vão ter disponíveis apenas os horários completos a partir do ano lectivo 2021/22, antecipa o Ministério da Educação (ME) depois de uma decisão judicial que lhe terá dado razão na forma como foi organizado este procedimento no ano lectivo 2017/18. Na altura, centenas de professores foram colocados longe das suas áreas de residências, o que motivou protestos dos sindicatos e recursos aos tribunais. No concurso para o ano lectivo que começa em Setembro, que já está em curso, não haverá mexidas.
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Ago 07 2020
Se o distanciamento físico for mantido e as medidas de higiene cumpridas, o ECDC acredita que não será necessário encerrar escolas, até porque transmissão nestes locais “tem sido incomum”. Apesar de o papel das crianças na transmissão continuar a ser incerto, a autoridade europeia deixa um alerta para as consequências que o encerramento das escolas pode ter para os mais jovens.
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Ago 07 2020
Alunos de 11 anos podem ter só meio dia de aulas, obrigando pais a procurar soluções.
As escolas vão aumentar o horário de funcionamento a partir de setembro, abrindo mais cedo e fechando mais tarde, de modo a poder cumprir com as regras da Direção-Geral da Saúde relativas à Covid-19. Vários estabelecimentos já informaram a comunidade educativa do horário de funcionamento: há turmas que têm aulas apenas no período da manhã ou apenas no período da tarde.
O desfasamento de horários…
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