Não abrir as escolas mata mais gente do que o vírus (muito mais)
Anda tudo às voltas com o “mistério” da mortalidade excessiva de Julho. Não há mistério, há vergonha, há embaraço: o #ficaremcasa, alimentado sobretudo pelo fecho das escolas, tem muito mais sangue nas mãos do que o vírus.
O conhecimento epidemiológico registado em papers e relatórios pré e pós-covid é claro. Está lá, leiam: fechar escolas não é solução. Está escrito, é científico, tem décadas de consenso, tal como o consenso sobre o aquecimento global. Mas este dado foi engolido pelo medo e pela incapacidade dos governos para resistirem ao medo da “geração mais informada de sempre”. O conhecimento científico só interessa se confirmar medos e preconceitos da “geração mais bem preparada de sempre”.




7 comentários
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Falso. Baseado em argumentação não científica. Está ao nível da argumentação de um certo presidente dos EUA. Para entender que tudo o que raposo diz é falso não há papeis científicos que provem o que ele diz. Ele não apresentará nenhum porque eles não existem! Se for verdade ele que os mostre: falo de epidemologistas credíveis (ele saberá o que é a Ciência… ). Grave é o senhor ter uma coluna no expresso, mentir, e não ter contraditório. Se não for assim ele que apresente um único cientista renomado que diga o que ele diz na propaganda que escreveu… E não é que muitos desses especialistas estejam contra a reabertura das escolas é que são contra porque as condições não estão reunidas , a saber: uso de máscaras (o mais pprecocemente possível ) ; o distanciamento social; barreiras , por exemplo de acrílico entre alunos; arejamento contínuo das salas de aula; testagem de alunos e profissionais; e mais importante RT inferior a 1. Nada disto está feito ou preparado em Portugal e é disto que deveríamos falar e não nas convicções do senhor Raposo!
Concordo, em absoluto, com o título do autor do artigo. Aliás, trata.se de um princípio que eu sempre defendi. Geralmente, o medo irracional, o pânico plebeu, a tendência para o discurso da desgraça, tudo isso é sintoma de ignorância, da inépcia do povinho, numa palavra, de retardo intelectual das massas incultas.
Dou-lhe só dois nomes: Marc Lipstich e Anthony Stephen Fauci. É só ler.
O Raposo é um escriba do regime, pago para escrever o que lhe encomendam.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53698929
Mais uma vez bravo ao colega Rui Cardoso, por nos manter alerta do perigo para o qual estamos a ser lançados desnecessariamente.
Vai ser ver uma torrente de artigos e reportagens até a abertura do ano letivo a sublinhar como é seguro haver aulas presenciais, como os jovens não são fonte de contágio prioritária (falso, é ver o que ocorreu em Israel e Austrália, e como os teenagers propagam mais do que os outros jovens) como os jovens sofrem no E@D, mas vão esquecer-se de equacionar a segurança proporcionada pelas nossas escolas.
Ou pronto, verá numa nota de rodapé. Sublinhando o esforço de adaptação meritório, dando a ideia que foi feito o “possível” e não havia alternativa.
A única coisa positiva disto tudo, é estar a sociedade a perceber o papel dos profs e das escolas.
Pelos vistos, até parece que têm um papel estruturante na sociedade, que permite a alavancagem e dinâmica saudável e desejável de todos os outros setores de atividade.
Proporcionar segurança aceitável a docentes, pffff, sem problema, se estes se forem, outros mais novos se seguiram.
A forma como se usam os efeitos da pandemia para tudo e mais alguma coisa é revoltante. A pandemia vai sempre provocar um excesso de mortalidade, tanto em mortos diretos como indiretos. Para muita gente, isso serve para tirar todas as conclusões e mais algumas.
Opiniões todos podem ter, argumentos fundamentados é que não é tão fácil. Da mesma forma que sabemos que vai haver muitos problemas no próximo ano letivo, com este ou outro governo, com este ou outro ministro. Cada um tirará as suas conclusões em relação ao balanço da ação do governo e outras estruturas. Já o escrevi várias vezes, não queria estar na pele de quem, num contexto destes, tem de tomar decisões. Vão sempre existir situações que foram mal pensadas, que correm mal ou menos bem, é inevitável.