A partir de hoje teremos uma melhor noção dos professores que faltam nas escolas

Como já tinha referido neste artigo no início de setembro, começarão a aparecer várias ofertas de escola relativas a turmas que se encontram sem professor.

Muitas dessas ofertas dizem respeito a horários completos e anuais que poderiam já ter professor atribuído se os AE pudessem disponibilizá-las na plataforma assim que se perceba que ninguém ficou colocado no horário. Se ninguém ficou colocado isso significa que ninguém concorreu para essa escola… para quê esperar mais duas semanas?

Este quadro apresenta as ofertas de escola (acima de 7h)… é uma fotografia das 15h do dia de hoje. Veremos nos próximos dias este número a aumentar.

Claro que o distrito de Lisboa e o grupo de Informática se destacam…

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1754 Contratados na RR4

Foram colocados 1754 professores contratados na Reserva de Recrutamento 4. distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de Recrutamento 4

Reserva de recrutamento n.º 4

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 2 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 6 de outubro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Cinema Sem Conflitos: “Police”

Título:  “Police” | Autores: “Ed Smith

Um policial idoso, sofrendo de estresse pós-traumático, tem um flashback de sua vida na polícia. O filme é baseado na vida do pai do diretor e tem como objetivo fazer um retrato do sofrimento interno.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Professores de AEC com perdas de rendimentos de mais de 100€

As municipalizações e outras que tais dão nisto…

Tondela: professores queixam-se de quebra de rendimentos. Câmara passou gestão das AEC para empresa privada

Os professores das atividades extracurriculares (AEC) em Tondela sentem-se injustiçados por o município ter transferido a gestão para uma instituição de solidariedade social. Dizem que estão a perder rendimentos e queixam-se de não terem sido devidamente esclarecidos. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 15 docentes concentraram-se frente à Câmara para obterem respostas. Afirmam que a situação ainda é “mais precária” da que já têm por ainda não estarem integrados.

Daniel Fernandes fez as contas e diz que, por exemplo, quem antes recebia 500 euros, agora, com o novo protocolo e com os valores que lhes foram apresentados, aquilo que levam para casa será “menos que 400 euros”. Já outro colega, que há 14 anos anda de contrato em contrato, fala numa perda anual de dois mil euros. Tudo porque o valor da hora até aumentou três cêntimos, mas os professores sustentam que deixou de ser pago, como até então era feito, o subsídio de natal, de férias e a indemnização pelo fim de contrato ao fim de nove anos.

“Não temos uma justificação, mas com este protocolo com a empresa, o município vai poupar 30 mil euros”, sublinha, ainda, Daniela Fernandes.

Já Isabel Lopes lamenta que as regras do jogo tenham sido dadas a conhecer, já quando se encontravam a trabalhar. “Esta foi uma notícia que recebemos quando já estávamos a trabalhar há duas semanas. Contas feitas, vamos ter um corte em cerca de 20 por cento”, desabafa. Na opinião da professora, cabe agora à autarquia negociar com a IPSS que ficou com a gestão da atividades extracurriculares. A colega Catarina Almeida sente que foi enganada pela autarquia de Tondela.

LER MAIS AQUI

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A Saúde24 aconselha 3 dias em casa por “sintomas gripais”, mas…

Um conselho vale o que vale, cada um é livre de aceitar segui-lo ou não, mas o que acontece a quem o seguir?

A Saúde 24 aconselha a permanência em casa durante um período de três dias, mas quem justifica essas faltas?

Como estão a proceder os agrupamentos? Quem passa o atestado médico? A Saúde 24 assegura a informação ao médico de família e o “doente” vai buscar o atestado à Unidade de Saúde Familiar, ou é o “doente” com “sintomas gripais” que tem que marcar uma consulta?

Há procedimentos que ficaram com a “solução” a meio…

Como estão a proceder nos vossos Agrupamentos? Deixem os vossos comentários…

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Já não bastava o COVID, agora aparece a Legionela…

 

Detetada legionela em dois centros escolares de Paredes

 

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Período Probatório 2020/2021

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Presidente da CAP

Informo V.ª Exa. de que está disponível até às 18h do dia 06 de outubro, na plataforma SIGRHE, no separador SITUAÇÃO PROFISSIONAL, um formulário eletrónico para recolha dos dados relativos aos requisitos cumulativos para a dispensa do período probatório, de acordo com a Nota Informativa e as Perguntas Frequentes em anexo.

Assim, caso no AE/ENA de V.ª Ex.ª estejam colocados docentes que ingressaram na carreira em resultado das listas de colocação no concurso externo e no concurso de mobilidade interna de 2020/2021, publicadas em agosto de 2020, deverá V.ª Ex.ª aceder à plataforma SIGRHE e selecionar o separador PERÍODO PROBATÓRIO:

  1. Após selecionar o nome do docente, deverá pressionar o lápis amarelo e, para cada uma das questões apresentadas, selecionar a hipótese aplicável ao docente.
  2. Seguidamente, deverá pressionar o botão confirmar/gravar dados.
  3. Para submeter, é necessário inserir a password e pressionar o botão submeter.
  4. No período em que o questionário está disponível é possível reverter a submissão de um registo para corrigir/alterar dados já submetidos.

 

Com os melhores cumprimentos,

O Subdiretor-Geral da Administração Escolar

César Israel Paulo

Nota Informativa Período Probatório 2020

Perguntas frequentes – Período Probatório 2020-2021

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Começaram as promessas aos mesmos de sempre…

Nada que não se estivesse à espera, mas ainda são só promessas…

 

OE2021: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO DEVERÃO SER AUMENTADOS NO PRÓXIMO ANO

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Envelhecimento e falta de docentes, proposta por Manuel Queirós

 

A comunicação social noticiou no últimos dias que a maioria dos professores tem idade superior a 50 anos e que haverá falta de docentes durante o presente ano letivo.
Estes dois problemas estão completamente ligados entre si. Por um lado é necessário rejuvenescer a classe docente, por outro lado, se permitirem um aposentação mais cedo haverá problemas na sua substituição, em algumas disciplinas.
A solução é fácil? Não. É possível resolver o problema? Sim.
A questão toda está no “Como?”. A resposta é de uma simplicidade admirável: Tornar a profissão docente mais atrativa.
No curto prazo é necessário fazer regressar ao concurso os muitos professores profissionalizados que enveredaram por outras profissões durante a crise anterior. Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 12h semanais o horário mais pequeno. Abrir todas as vagas possíveis no quadro definitivo.
A longo prazo será necessário trabalhar com as Universidades para reabrir os cursos específicos para a docência. Reabilitar a imagem dos professores (talvez a parte mais difícil depois de anos a fazerem o contrário). Repensar o concurso nacional e o tamanho dos QZPs.
Obviamente que será necessário algum dinheiro para realizar estas propostas, mas se não se fizer nada vamos regressar ao tempo dos anos 80 e ter pessoas a lecionar sem formação própria para o efeito.

 

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Dia Mundial dos Professores e os Professores na linha da frente – Webinar

 

 

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Audiências caíram mais de 70%?

Não é de admirar. Já todos estávamos à espera, afinal de contas o ensino presencial está de regresso e veio para ficar (dê por onde der).

Não me entendam mal, eu sou a favor que a emissão continue. Pode ser que alguns dos alunos que cumprem ou terão de cumprir quarentena aproveitem (pelo menos os interessados ou com pais responsáveis). Sempre pode ser que evitemos de construir uns quantos planos de recuperação de aprendizagens por via das quarentenas que por aí proliferam.

#EstudoEmCasa voltou, mas as audiências caíram mais de 70%

 

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O Medo – Santana Castilho

O Medo

Começou um ano lectivo marcado pelo sacrifício de boa parte das necessidades de crescimento de crianças e jovens à decantada segurança sanitária. Os alunos regressados à escola tiveram certamente dificuldade em reconhecer os rostos dos colegas e dos professores, parcialmente tapados por máscaras sanitárias. A comunicação verbal, elemento essencial em aula, sairá fortemente limitada pelas máscaras, dificultando as aprendizagens. A quase supressão dos recreios, as limitações de todo o tipo de convívio e de contacto físico, as restrições ao uso das casas de banho, bares e refeitórios, não contribuirão para o bem-estar dos alunos.
A perturbação angustiante da nossa vida social e das nossas emoções, causada pelo cemitério de números e dados estatísticos sobre a covid-19, pobremente contextualizados e explicados, em que se transformaram os noticiários televisivos, terá consequências de caráter permanente.
Uma informação séria relacionaria sempre o aumento do número de infectados com o incremento do número de testes aplicados. Com efeito, a duplicação desse número não quer dizer, necessariamente, que tenha aumentado a disseminação do vírus. Uma informação séria daria mais importância à evolução do número de mortos e internados que ao número de infectados. Com efeito, se este número aumenta e aqueles diminuem, uma leitura possível é que o vírus esteja a perder perigosidade. Uma informação séria alarmaria menos e relativizaria mais. Por exemplo, poderia recordar-nos dados fornecidos por Graça Freitas (30.1.19), sobre a epidemia de gripe de então: taxa de incidência de 89,3 casos por 100 mil habitantes, quando hoje 20 por 100 mil nos atiram para o índex de país perigoso; 12.380 óbitos no mês de Janeiro; 23 pessoas internadas em cuidados intensivos numa só semana.
Muita informação do mesmo tipo, despejada continuamente sobre as pessoas, acaba desempenhando o papel de trolls perniciosos, apostados em moldar as nossas emoções e fomentar o medo, para nos dispor a aceitar regras, sem lhes questionar a validade.
As zaragatoas nas ventas de quem não tem sintomas, procurando um coronavírus em cada esquina, trouxeram aos trabalhadores com piores salários (restaurantes e zonas turísticas) desemprego e layoff e às empresas com crónicas fragilidades financeiras (a maioria) uma espiral de falências. Já em finais de Abril, os números divulgados pelo Banco de Portugal eram assustadores e ainda a procissão ia no adro. O medo transformou os lares dos velhos em prisões e condenou-os a penas que não podem entender. O medo encerrou os parques infantis ao ar livre, castrando imbecilmente as crianças do direito de brincarem. As múltiplas proibições e obrigações, redefinidas hora-a-hora por catadupas de informações inúteis, incoerentes e contraditórias, são impostas pelas novas brigadas dos costumes sanitários, que despejam álcool-gel na inteligência dos cidadãos, enquanto o vírus comtempla o esplendor da desumanização que os humanos criaram e o pivot da pátria é expulso da comissão de honra de Luí Filipe Vieira.
Poucos parecem reflectir sobre o preocupante modo de governar pelo medo, a pretexto da segurança sanitária, aceitando as constantes restrições à liberdade, decididas sem respeito pela legalidade constitucional, num apagar sistemático das interacções sociais fundadoras do relacionamento humano.
O medo é um fenómeno psicológico caracterizado pela tomada de consciência de que estamos expostos a um perigo, seja ele real ou imaginário. Quem não se lembra do papão e do escuro, ameaças da nossa infância, ou dos espectros recentes dos vários fins do mundo, dos choques apocalípticos dos meteoros com a terra, do terrível bug informático, que sorveria toda a organização da nossa sociedade no virar do milénio, ou dos sucessivos anúncios da iminente terceira guerra mundial?
Só a inteligência e a análise serena dos factos nos pode ajudar a distinguir o medo legítimo e razoável do medo despropositado e exagerado, originado por coisas que acabam por nunca acontecer. O medo favorece a ascensão dos piores, corrói a lucidez e é terreno fértil para demonizar os que não vão na onda da histeria colectiva. A continuarmos assim, não me surpreenderá que eu ainda viva para lutar contra vacinações obrigatórias, impostas a sociedades sem vontade própria e alimentadas por sistemas de ensino meramente utilitários.
In Público de 30.9.20

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Cinema Sem Conflitos: “Play People”

 

Título:  “Play People” | Autores: “Nadia Goldman

Esta é uma história de amor difícil. O filme mostra uma pessoa intrigada dentro de si. Um dia ele descobre alguém com seu Amor, mas não é um simples adultério – o amante tem a mesma cara do herói …

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Os alunos portugueses foram os únicos da OCDE que têm vindo a melhorar significativamente os seus desempenhos a Leitura, Matemática e Ciências, segundo uma análise que compara o desempenho académico de jovens de 15 anos desde 2010.

Esta é uma das conclusões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com base nos resultados que os alunos de 15 anos têm nos testes PISA (Programme for International Student Assessment), desde 2010.

Na última década, os gastos médios por aluno nos países da OCDE aumentaram mais de 15% mas este investimento não se traduziu em grandes melhorias de desempenhos escolares, revela o relatório divulgado esta terça-feira.

A única exceção é Portugal. O país destaca-se por ser o único país da OCDE que conseguiu que os seus alunos “melhorassem significativamente” os seus conhecimentos ao longo dos anos a Leitura, Matemática e Ciências.

Os resultados foram divulgados esta terça-feira na publicação “Effective Policies, Successful Schools” (Políticas Efectivas, Escolas de Sucesso), que constitui o quinto e último volume de série PISA 2018, que agrega dados de 79 países e economias.

Nesta comparação entre o dinheiro investido e os resultados académicos, o secretário-geral da OCDE, Angek Gurría, chama também a atenção para o caso de sucesso registado em quatro províncias da China: Pequim, Xangai, Jiansgsu e Zheijiang.

Os alunos chineses obtiveram melhores resultados a Matemática e Ciências, quando comparados com os restantes alunos dos outros 78 sistemas de ensino analisados.

Além disso, numa análise comparativa entre estudantes de diferentes meios sócio-económicos, os chineses mais carenciados conseguiram ter melhores resultados do que o aluno médio da OCDE. O grupo de 10% de alunos desfavorecidos chineses estão ao mesmo nível de desempenho que o grupo dos 10% de alunos favorecidos de alguns países da OCDE.

 

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Há idiotas no “recreio” das redes sociais…

Os alunos portugueses não andam ao molho, mas também não andam separados e sem qualquer contato com os colegas de turma. São as tais “bolhas”. No recreio os alunos brincam e sociabilizam com os colegas de turma por uma questão de controle no caso de contágio. As regras assim o definem. As escolas tudo fazem para que assim seja e não se tornem fontes de surtos para a sociedade. (O que se passa fora dos portões da escola já são outros quinhentos…)

Mas, há sempre quem tente denegrir, da pior forma, a imagem das escolas… para isso já temos os políticos, não necessitamos de “idiotas”.

Escola portuguesa afasta crianças no recreio?

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A Difícil Decisão de Decidir o Que Deve Ser Presencial e à Distância

Enquanto decisor de questões tão simples, mas ao mesmo tempo complexas quanto esta, não é fácil decidir o trabalho que deve ser feito de forma presencial e o trabalho que deve ser feito à distância.

Não tomo decisões radicais dizendo que tudo deve ser feito à distância ou de forma presencial. Devo avaliar aquilo que realmente pode ser feito de uma forma ou de outra.

Em primeiro lugar defendo sempre que tudo deve ser feito de forma presencial, frente a frente, cara a cara e olhos nos olhos. No entanto, há situações que podem e devem ser passadas para a distância.

No início do ano tomei a decisão de deixar à consideração de cada departamento ou grupo disciplinar decidir a forma de reuniões entre pares. Decidi que ficaria na decisão de cada coordenador de departamento ou grupo disciplinar optar pela melhor forma de reunião. Dei apenas as seguintes regras: Onde houvesse professores novos que as reuniões fossem presenciais para que cada um pudesse se conhecer de forma pessoal. Seria estranho que professores novos na escola não se conhecessem pessoalmente e isto já aconteceu durante o terceiro período onde professores novos colocados nunca chegaram a conhecer pessoalmente os restantes professores da escola até final do ano letivo e ainda hoje são apenas uma figura de avatar numa plataforma virtual. Também optei por influenciar as reuniões à distância onde o número de elementos permitisse o distanciamento entre todos. Calhou relativamente bem, porque neste caso as reuniões à distância calharam precisamente nos departamentos onde não existiu nenhum docente novo na escola.

No caso das reuniões com os encarregados de educação, quando a maioria das escola optou por as anular ou passar para a distância, sempre optei para que todas fossem feitas de forma presencial, respeitando todas as regras de distanciamento. Neste caso a opção também foi feita por perceber que caso a opção fosse para passar para reuniões à distância nem metade dos pais compareciam e neste caso prefiro ter pais informados sobre um ano completamente diferente dos anteriores.

Há decisões que precisam de ser tomadas em função da realidade de cada uma das escolas e tomar decisões que podem não ser iguais à generalidade das escolas compete a quem tem de decidir escolhe-las. E isso garanto que não é fácil, nem consensual.

Perceber o que é importante ser presencial e à distância é uma opção que deve ser gerida caso a caso, em função de cada realidade e com muita ponderação. Mas quem toma decisões destas não se deve nunca ficar numa redoma isolado do risco das decisões que toma.  No meu caso apenas estive presente em 28 reuniões de pais, quando alguns achavam demasiado arriscado a decisão de se fazer estas reuniões de forma presencial. Não sou Trump, nem Bolsonaro, mas há riscos ou atitudes que se devem tomar para menorizar situações de risco futuras.

Quantos às coisas inúteis que se fazem nas escolas aconselho vivamente que se passem todas para a distância, até porque em muitos casos se tornam mais produtivas desta forma. Mas há sempre coisas que devem ser feitas de forma presencial, quanto mais não seja para conhecer um professor novo que chega à escola e transmitir os valores de uma escola cara a cara. E se alguma vez perdermos estes pequenos gestos iremos perder de vez o sentido da responsabilidade que devemos ter para a educação da nossa sociedade.

Poderia não fazer este artigo, mas se não o fizesse iria por deixar de dizer aquilo que sinto sobre este assunto.

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O que falha em Portugal para termos uma Educação de sucesso?

 

Uma distribuição mais equilibrada dos recursos materiais entre escolas desfavorecidas e favorecidas ou, existindo diferença, é a favor das primeiras; uma menor diferença de recursos educacionais entre alunos favorecidos e desfavorecidos; um maior e melhor acesso às novas tecnologias e à internet e a existência de programas de promoção de um uso correto e responsável das mesmas; frequência do pré-escolar por dois ou mais anos; um menor número de retenções; mais professores qualificados; menos alunos por turma; um número adequado de pessoal não docente; horários letivos equilibrados, nem horas a mais nem horas a menos (o ideal é entre 24 a 27 horas por semana. Menos de 20 e mais de 39 são nocivas); existência de espaços na escola para os estudantes fazerem os seus trabalhos de casa, com funcionários que os ajudem e supervisionem nessa tarefa; disponibilização de atividades extracurriculares culturais, desportivas ou musicais; programas de tutoria para os alunos; comunicação assídua com os pais e um maior envolvimento destes na comunidade escolar. Em traços gerais, estes são os pontos fortes de um bom sistema de educação.

 

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Portugal no 3.º lugar na falta de Assistentes Operacionais

É o tal problema dos rácios… 1 para 21, mas esquecem-se de ter como critério o horário das escolas…

 

Portugal é o terceiro país onde os diretores de escolas sentem mais falta de funcionários

Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

s diretores das escolas portuguesas são dos que mais sentem a falta de recursos humanos e consideram que isso influencia negativamente o desempenho escolar dos alunos, segundo um estudo da OCDE que coloca o país em terceiro lugar.

Logo a seguir ao Japão e a Marrocos surge Portugal como o país onde os diretores mais lamentaram a falta de recursos humanos, revela o inquérito divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado em 2018, durante a realização dos testes PISA (Programe for Internacional Student Assessment).

Além dos testes PISA feitos por estudantes de 15 anos, a OCDE realizou inquéritos a alunos e diretores e um dos temas abordados foi precisamente a perceção sobre a falta de professores e restantes funcionários assim como as suas qualificações.

Quando se analisa todos os funcionários – professores, assistentes técnicos e operacionais – Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

Já os diretores da Bulgária, Montenegro e Polónia são os que menos relatam este problema, segundo o estudo Effective Policies, Successful Schools (Políticas Efetivas, Escolas de Sucesso), que analisa dados de 79 países e economias.

Alguns diretores sentem que o maior problema é a falta de professores enquanto outros se queixam da falta de funcionários. Em Portugal, os diretores apontam mais o dedo à escassez de assistentes técnicos e operacionais, considerando que prejudica o ensino.

 

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Plenário Sindical online  30 de setembro de 2020 – 18:00 h  – SPZC

 

Plenário Sindical online

 30 de setembro de 2020 – 18:00 h 

ORDEM DE TRABALHOS
  1. Análise Político Sindical;
  2. Impacto da Pandemia (COVID 19) na vida das escolas;
  3. Progressões na carreira e Avaliação de Desempenho;
  4. Concursos de Professores

Inscrição obrigatória 

Plataforma zoom: 

Como requisito técnico necessário, terá que instalar a aplicação ZOOM

Em alternativa pode aceder à reunião online no site do Zoom.us, colocando o ID que vai receber no seu e-mail após a inscrição.

Para esclarecimentos adicionais e personalizados podem utilizar os nossos contactos que pode consultar em www.spzc.pt

Inscreva-se aqui até às 12:00 h do dia 29 de setembro

 

Com a confirmação da inscrição serão enviadas credenciais e instruções para participar no Plenário

Saudações sindicais

 

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Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

O Arlindo referiu todos os números aqui no Blog.

A Zona de Lisboa e Algarve vão ser as primeiras a sentir, mas não as únicas…

 

Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

Na semana passada, havia mais de três mil vagas para preencher nas escolas portuguesas. O vice-presidente da Associação Nacional de Professores, Manuel Oliveira, diz que a tendência é para piorar e que as reservas de recrutamento estão a esgotar-se. Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos, assegura que o problema é estrutural e não se resolve a “apagar fogos”.

A contabilidade não está feita, mas serão muitos os alunos portugueses, sobretudo das regiões de Lisboa e vale do Tejo e do Algarve, que começaram as aulas com furos no horário. Filosofia, Matemática, Geografia, Inglês e Informática/TIC são as disciplinas com mais falta de docentes.

Todas as segundas-feiras chegam às escolas novos professores contratados para suprir as faltas ou substituir os colegas de atestado ou baixa médica, que entregaram a declaração por pertencerem a grupo de risco da covid-19 ou, ainda, que se reformaram.

Até agora, nas três reservas de recrutamento realizadas, já foram colocados 18 335 professores, o que corresponde a mais do dobro do ano passado pela mesma altura (em que tinham sido colocados 7204) e a mais de metade dos professores que concorreram neste ano e fazem parte das listas de contratação inicial.

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Cinema Sem Conflitos: “Moonday”

 

Título:  “Moonday” | Autores: “Rianne Stremmelaar

Imagens do meu diário de sonhos…

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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O que é ser professor? É ter uma tarefa de grande nobreza.

 

 

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Regulamentação da contratação de mais 1500 assistentes operacionais

 

Está publicada em Diário da República a portaria que regulamenta a contratação de mais 1500 assistentes operacionais para as escolas.
Tal como anunciado, trata-se de um procedimento que visa implementar um processo de contratação mais célere.
No recrutamento poderá recorrer-se a trabalhadores que já constam das reservas de recrutamento internas.
Estes 1500 assistentes operacionais vão reforçar o corpo de pessoal não docente em escolas de todo o país, incluindo nos municípios já abrangidos pela transferência de competências na área da Educação, no âmbito da descentralização.
A esta contratação acrescerá a revisão da portaria de rácios, que comportará um aumento adicional de assistentes operacionais nas escolas, com vinculação à Administração Pública.

 

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12 escolas com surtos ativos de Covid-19

E muitas mais com “surtos inativos” ou casos isolados… Porque não dão as informações completas?

 

Há doze escolas com surtos ativos de Covid-19

a conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus em Portugal, Graça Freitas afirmou que a Direção-Geral da Saúde (DGS) foi notificada, até à data, de 12 surtos de covid-19 em escolas.

Segundo a diretora-geral da Saúde, cinco escolas com surtos estão localizadas na região Norte, uma no Centro e seis em Lisboa e Vale do Tejo.

“No total temos nestes surtos 78 pessoas implicadas com casos positivos para SARS-coV-2”, disse Graça Freitas, esclarecendo que não estão incluídos nestes números as pessoas que têm de estar em isolamento.

A diretora-geral da Saúde disse ainda que estes dados dizem apenas respeito aos surtos que foram reportados, podendo ter aparecido em várias escolas um caso isolado, que habitualmente vêm da comunidade.

 

 

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63% dos Professores do quadro têm mais de 50 anos

Professores do quadro com 50 ou mais anos já são mais de 60%

Últimos dados da DGEEC confirmam a entrada no ensino público de milhares de contratados não está a contribuir para o rejuvenescimento da carreira.

Cerca de 63% dos professores que estavam no quadro em 2018/2019, último ano para o qual há informação, tinham idades iguais ou superiores a 50 anos, segundo mostram dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) a que o PÚBLICO teve acesso

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Perguntas e respostas aos trabalhadores em caso de isolamento profilático

 

Isolamento profilático por covid-19

Clique na imagem

 

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Cinema Sem Conflitos: “Mixed Materials”

Título:  “Mixed Materials” | Autores: “Anna Van Riel

Dois jovens formados em arte estão muito determinados a se lançar no mundo da arte e ter sucesso. Mas nem tudo sai como planeado …
Felizmente, sempre há a vovó.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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No caso dos professores não há lugar a teletrabalho quando em isolamento profilático

 

Qualquer trabalhador que a autoridade de saúde determine que deve permanecer em casa, seja por estar doente com covid-19, seja por haver uma probabilidade de ter sido exposto a um foco de infeção, tem direito a um subsídio de doença que não está sujeito a período de espera e cujo valor corresponde a 100% da remuneração de referência.

Sempre que o trabalhador fique impedido de exercer a sua atividade profissional no período indicado para o isolamento, quer esteja ou não doente, e não possa exercer a sua atividade no regime de teletrabalho, o isolamento profilático é equiparado a situação de doença. Mas tem de ser decretado por uma autoridade de saúde e motivado por uma situação de grave risco para a saúde pública.

No caso dos professores não há lugar a teletrabalho, porque as aulas estão a acontecer em regime presencial, mas não só. Para que tal acontecesse a entidade patronal teria que pôr ao dispor de cada docente em isolamento os meios para que tal acontecesse. Como bem sabemos as escolas não dispõe desses meios (computadores, internet portátil…).

Se algum diretor, mais zeloso, vos tentar impingir a continuidade do que aconteceu no terceiro período, recorram aos vossos sindicatos

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As Minhas Previsões Para as Restantes Reservas

No quadro deste artigo coloco a vermelho as minhas previsões para o número de colocados até à Reserva de Recrutamento 14.

Estas previsões apenas têm em conta o número de colocações dos anos anteriores e poderá ser diferente da realidade caso surjam motivos “normais” para a época que vivemos que justifiquem o aumento de pedidos de horários.

Após a Contratação inicial ficaram nas listas 21.769 docentes, pelo que muitos pedidos de horários devem em breve passar para a contratação de escola por ausência de candidatos nas listas para determinadas zonas e grupos de recrutamento.

Se a profissão fosse mais atrativa, o acesso ao ensino superior na área da educação poderia levar a mais jovens seguir a via do ensino. É difícil perceber que o grande problema do futuro do ensino está no número reduzido de estudantes que querem vir a ser professores?

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18.335 Colocações de Contratados Até à RR3

Em nenhum ano anterior foram colocados tantos docentes contratados com este ano até esta altura do ano.
Até à Reserva de Recrutamento 3 foram feitas 18.335 colocações que representam já mais metade dos docentes nas listas para a contratação inicial e por isso estranho que o Ministro da Educação diga que este ano não vão faltar professores para substituição.

Não sei em que terra vive o nosso ministro, mas por estes dados antes do Natal a maior parte dos grupos de recrutamento não terão professores nas listas em número suficiente para as necessidades da maior parte das escolas.

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Ainda Não Há Dia Fixo para as Reservas de Recrutamento

E desde a Reserva de Recrutamento 1 que os dias da semana nunca se repetem.

Para que todos os dias de semana sejam testados até à Reserva de Recrutamento 5 não me admirava que por causa do feriado de 5 de outubro a RR5 saísse no dia 13 de outubro (terça-feira).

 

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Só 16 estabelecimentos com casos positivos?

Não é esse número que nos chega via email e msn… por exemplo, ontem chegou-nos uma mensagem a alertar para casos em 3 agrupamentos em V. N. de Gaia… verdade ou não? Não temos confirmação.

Há (pelo menos) 16 escolas com casos de covid-19, mas não há dados oficiais

Nem o Ministério da Educação, nem a Direcção Geral de Saúde (DGS) revelam o número de casos de covid-19 nas escolas, depois da reabertura do ano lectivo. Mesmo sem dados oficiais, é possível contabilizar, pelo menos, 16 estabelecimentos com casos positivos.

Esta contagem foi feita pela Rádio Renascença junto das instituições de ensino público e privado que reportaram infecções do novo coronavírus. No total, são 16 as escolas assinaladas com casos de covid-19 entre alunos, professores e funcionários, considerando dados contabilizados até sexta-feira às 16 horas.

Começando a norte, o Agrupamento de Escolas António Feijó, em Ponte de Lima, reportou um aluno infectado que deixou a sua turma de quarentena em casa, mas a escola continua aberta.

No Centro Escolar da Lixa e na Escola Secundária da Lixa, em Felgueiras, há uma pessoa infectada que deixou 21 alunos e dois profissionais do Agrupamento em isolamento.

No Colégio Eurythmia no Porto, há quatro profissionais infectados. Mas depois de ter encerrado inicialmente para reforço de higienização, a escola já está a funcionar.

Liceu Francês Internacional no Porto reportou dois casos que colocaram 161 alunos a ter aulas à distância, mas que já voltaram às aulas.

No Colégio de Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, três alunos da mesma família testaram positivo na primeira semana de aulas, levando três turmas ao isolamento.

No Jardim de Infância da Escola Básica Nº 3 de Espinho, há 20 pessoas em quarentena depois de uma funcionária e de uma criança terem sido diagnosticadas com covid-19, mas o estabelecimento não fechou.

Em Viseu, a Escola Básica 2,3 de Penedono encerrou por falta de funcionários depois de uma ter testado positivo à covid-19 e continua sem abrir.

Na Guarda, a Escola Secundária Afonso Albuquerque tem um aluno infectado, mas as aulas seguem normalmente e nenhuma turma ficou de quarentena.

Em Leiria, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, um aluno infectado foi à aula de apresentação do ano lectivo, mas usava máscara e nenhuma turma ficou isolada, continuando a funcionar normalmente.

Na Escola Profissional de Leiria, foi reportado um caso positivo de covid-19, mas nenhuma turma ficou em isolamento.

Politécnico de Leiria também continua a funcionar depois de dois casos positivos, um na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e outro na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar que funciona em Peniche.

Colégio do Planalto em Lisboa colocou 59 estudantes em quarentena depois de dois alunos terem testado positivo, mas não encerrou.

Escola Secundária Básica 1 / Jardim de Infância das Laranjeiras, em Lisboa, encontra-se encerrada por tempo indeterminado depois de funcionários terem testado positivo. É a falta de funcionários que mantém o espaço fechado.

No Colégio Saint Julian’s em Lisboa, três alunos da mesma família testaram positivo, deixando três turmas em isolamento, mas continua a funcionar.

Escola Secundária de Palmela colocou 21 turmas no regime de aulas à distância, depois de ter sido confirmado um caso positivo num assistente operacional. A escola encerrou inicialmente por falta de funcionários, mas já está a funcionar.

Finalmente, a Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, tem uma turma em isolamento após uma aluna ter testado positivo.

 

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O martírio, dos professores, de andar com a casa às costas

 

“Às vezes, acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”

São 18 586 os professores contratados colocados até ao momento. Quantos deles foram colocados, e aceitaram a colocação, longe de casa não se sabe ao certo, mas estima-se que sejam alguns milhares. Que vida levam e como é que a pandemia veio afetá-la?

É de Mirandela e há 12 anos que o seu futuro profissional tem o prazo de validade de um ano letivo, que só conhece em finais de agosto, princípios de setembro, e que é diferente a cada ano.

Ilda Cristina Contins, 40 anos, professora de Matemática e Ciências Naturais, já passou pelo Laranjeiro, em Almada, por Odivelas e Amadora, na Grande Lisboa, por Pias e Amareleja, no Alentejo, por Faro, Silves e agora Loulé, no Algarve. A cada ano, volta à casa de partida, que é a da família, e de lá sai rumo a sul, à procura de casa adotiva. Já perdeu a conta àquelas por onde passou, mas são uma das maiores dificuldades que um professor deslocado enfrenta. Em poucas semanas, há que encontrar alojamento e os preços raramente são de feição.

“Na região de Lisboa e arredores são incompatíveis com o salário de um professor contratado, a maioria divide casa ou aluga quarto. No Algarve, os preços são um bocadinho melhores, mas em junho, julho, os senhorios querem as casas para alugar aos turistas. É complicado”, diz.

Este ano, a pandemia jogou a favor de Cristina, no que à casa diz respeito, porque permitiu-lhe manter a que tinha. “Com a quebra no turismo, os senhorios preferiram jogar pelo seguro e eu fiquei. Com os anos, os contratados vão conseguindo fazer alguns cálculos que lhes permitem antecipar em que zona serão colocados e com que horários. Esta vida requer jogo de cintura”.

Requer. E Cristina parece tê-lo. Assim como dedicação à causa. Em março, quando as escolas fecharam, não pôs sequer a hipótese de voltar para Mirandela e fazer de lá a base para o ensino à distância. A dar aulas ao primeiro ciclo do ensino básico num meio desfavorecido e a uma turma em que a maioria não tinha computador ou acesso às tecnologias, a professora ficou por perto, para garantir que não deixava ninguém para trás. “Todas as semanas ia entregar fichas e trabalhos ao agrupamento, que os encarregados de educação iam buscar e depois traziam. Assim, os meus meninos não perderam o contacto com a escola”.

A 700 quilómetros de casa, que permitem apenas visitas em período de férias letivas, este ano nem na Páscoa pôde matar saudades da família, devido ao confinamento.

Em todos os concursos, “por descargo de consciência”, candidata-se a colocações na sua região, mas sem qualquer esperança de conseguir vaga. “A maioria dos professores são do norte e a maioria das vagas está no sul. Seria preciso que um elevado número de professores lá em cima se reformasse para existir uma hipótese de ficar lá e mesmo assim as vagas que vão surgindo vão para os mais graduados e efetivos que pedem mobilidade. Às vezes acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”, diz Cristina, que tem o Algarve e o Alentejo como alternativas de eleição.

Apesar de este ser o seu terceiro ano na região algarvia, o que pode dar ideia de alguma estabilidade, a verdade é que quando o ano acaba, nunca sabe, com certeza, o que o próximo lhe reserva. Este ano, foi colocada na terceira reserva de recrutamento, no agrupamento de escolas Duarte Pacheco, em Loulé, com turmas de 5.º e 6.º anos, a dias de o novo ano letivo arrancar. “Ainda fui a tempo da receção aos alunos e da reunião de pais da minha direção de turma”.

Não é fácil estar longe da família, não é fácil manter um relacionamento amoroso estável nem tantas vezes adiar a vida pessoal (e os filhos) à espera que a carreira assente, não é fácil a solidão e o isolamento dos lugares novos, que pesam (e desmotivam) mais à medida que o tempo passa, mas Cristina não desiste de ser professora. Nem em tempos de pandemia, que levou muitos colegas a não concorrerem (ou aceitarem colocação) a lugares muito longe de casa. “Para quem tem filhos e família constituída é mais complicado sempre, mas acho que este ano ainda mais. Por não quererem estar longe neste contexto, mas também porque não estão para se deslocar, com tudo o que isso implica, por um horário incompleto e temporário, que pode deixar de existir se se passar a teletrabalho, por exemplo”.

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Que dirá, agora, a Graça em relação a esta informação?

Que medidas serão aplicadas? Quando? Continuarão a passar a mensagem que a escola é o lugar mais seguro para se estar? O uso de máscara passará a ser obrigatório para todos os alunos? A resposta a estas e mais perguntas durante os próximos capítulos diários…

“Crianças com sintomas transmitem o vírus como os adultos”

Perito da organização encarregado de vigiar e controlar as ameaças para a saúde dos europeus, o italiano Bruno Ciancio tem uma certeza: nunca vamos estar totalmente preparados para os ataques da Natureza e o que é verdade num momento pode deixar de o ser logo a seguir.

Ao contrário do que aconteceu há seis meses, agora parece assente que o confinamento deve ser a última opção. O responsável do ECDC garante que o foco na covid-19 não fez aumentar as mortes por outras doenças, está preocupado com as sequelas deixadas pelo vírus nos doentes ligeiros e assegura que as crianças com sintomas, sobretudo as mais pequenas, transmitem o vírus até mais do que os adultos.

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Cinema Sem Conflitos: “Mermaids And Rhinos”

Título:  “Mermaids And Rhinos” | Autores: “Viktória Traub

As memórias de Tilda de oito anos de sua família como visões surrealistas ganham vida: a avó ex-sereia membro do circo, a mãe eroticamente superaquecida e o pai desaparecido cujo coração partido, raiva e ciúme se manifestam como um rinoceronte.

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Cinema Sem Conflitos: “Imprópria – Mostra de cinema de igualdade de género”

De 22 a 24 de Outubro no Teatro Micaelense em São Miguel – Açores

Toda a informação em https://www.facebook.com/impropriamostra/ e  https://www.impropria.org/

A 2ª edição da IMPRÓPRIA está de volta entre 22 e 24 de outubro, este ano, no Teatro Micaelense, um parceiro fundamental para a realização da mostra em 2020.

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Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

Mas devia tornar-se uma prática corrente…

Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

A falta crónica de assistentes operacionais pode tornar-se uma ameaça às aulas presenciais. As escolas só na próxima semana devem receber a autorização para contratar os 1500 funcionários prometidos pelo primeiro-ministro. Uma semana após o arranque do ano letivo, o balanço é “positivo”. Mas o disparar das baixas pode determinar o fecho das escolas, alerta o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.

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Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Para garantir mais rapidez na colocação, os novos 1500 assistentes operacionais prometidos esta semana pelo Governo poderão ser retirados das bolsas que se destinavam apenas à substituição de funcionários de baixa. Processo deve iniciar-se na próxima semana.

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas 

A partir da próxima semana, os directores das escolas poderão ir buscar assistentes operacionais que estão em lista de espera para assegurarem funções permanentes nos seus estabelecimentos. Esta será uma das formas através das quais o Ministério da Educação (ME) tentará assegurar um processo mais rápido de contratação dos assistentes operacionais, cuja escassez tem vindo de novo a ser denunciada por directores e pais neste início do ano lectivo.

 

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Turma fica de quarentena profilática, mas os professores não?!!!

Tudo assenta no “presume-se”. Presume-se que o professor não circula pela sala de aula. Presume-se que as salas de aula têm espaço para que o afastamento de 2 metros seja cumprido entre o professor e os alunos. Presume-se que o professor não tocou em nenhum objeto tocado pelos alunos. Presume-se que nenhum aluo foi ao quadro resolver um exercício e ficou durante algum tempo a ma distância inferior à recomendada do professor. Presume-se que no final da aula nenhum aluno se aproximou do professor para tirar uma dúvida. Presume-se… Julga-se segundo certas probabilidades. Conjetura-se. Supõe-se e tem-se suspeitas…

Se isto dá para o torto lavam-se as mãos, porque os critérios que estão a ser usados pelos delegados de saúde no que diz respeito a casos que surgem nas escolas não são de conhecimento público. Ou seja, do que não sabes, não podes reclamar. Mas podes sempre reclamar por não saber.

Turma do secundário fica de quarentena profilática, os professores não

 

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