Envelhecimento e falta de docentes, proposta por Manuel Queirós

 

A comunicação social noticiou no últimos dias que a maioria dos professores tem idade superior a 50 anos e que haverá falta de docentes durante o presente ano letivo.
Estes dois problemas estão completamente ligados entre si. Por um lado é necessário rejuvenescer a classe docente, por outro lado, se permitirem um aposentação mais cedo haverá problemas na sua substituição, em algumas disciplinas.
A solução é fácil? Não. É possível resolver o problema? Sim.
A questão toda está no “Como?”. A resposta é de uma simplicidade admirável: Tornar a profissão docente mais atrativa.
No curto prazo é necessário fazer regressar ao concurso os muitos professores profissionalizados que enveredaram por outras profissões durante a crise anterior. Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 12h semanais o horário mais pequeno. Abrir todas as vagas possíveis no quadro definitivo.
A longo prazo será necessário trabalhar com as Universidades para reabrir os cursos específicos para a docência. Reabilitar a imagem dos professores (talvez a parte mais difícil depois de anos a fazerem o contrário). Repensar o concurso nacional e o tamanho dos QZPs.
Obviamente que será necessário algum dinheiro para realizar estas propostas, mas se não se fizer nada vamos regressar ao tempo dos anos 80 e ter pessoas a lecionar sem formação própria para o efeito.

 

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6 comentários

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    • Zaratrusta on 30 de Setembro de 2020 at 13:56
    • Responder

    Pois, só que não é o sistema que decide o que os professores fazem com a sua vida. São os próprios professores.
    Quando não são necessários mandam-nos procurar outras profissões; agora que precisam deles, vão tornar a profissão “mais atrativa”, seja o que isto for.
    A falta de professores, sempre negada pelo ME, já se faz sentir há alguns anos, mas decidiram meter a cabeça debaixo de terra. Agora aguentem-se.
    Estou certo que o Filinto e o Ascenção vão resolver o problema.

    • Atento on 30 de Setembro de 2020 at 15:38
    • Responder

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    Meu caro!…Não há qualquer falta de professores, bem pelo contrário o que existe é EXCESSO DE PROFESSORES.

    Passo a explicar:

    Nas zonas de Lisboa e Algarve a falta que se faz sentir (apenas em algumas disciplinas) deve-se ao facto de Horários Reduzidos não permitirem suportar o valor do Arrendamento de um Local para residir. É aqui que reside a questão nessas 2 Zonas do País e apenas aí.

    Quanto ao Regime de Aposentação atual até o acho bastante Generoso e, os colegas com 60 anos e mais só não o utilizam se não quizerem. A este propósito como aqui tenho divulgado há um texto do Economista Eugenio Rosa que explica Muito Bem as condições de Aposentação. Ver aqui:

    https://www.eugeniorosa.com/shared/docs/2020/08/36-2020-Os-diferentes-regimes-reforma-aposentacao.pdf?ts=1601476256

    Quanto a tornarem a Carreira Docente atrativa acho que estão profundamente equivocados. Hoje aquilo a que chamamos “professores” são apenas uns entertainer e/ou empregados de armazem.
    As Escolas Públicas são HOJE apenas “Armazens” onde se depositam os rebentos para que estes não chateiem.
    As Escolas Públicas são HOJE apenas “Cantinas Sociais” onde se dá comida aos Filhos dos FAMINTOS e Miseráveis desta vida (Filhos de pais do salario minimo nacional, filhos de desempregados, filhos de gente do rendimento minimo, filhos de prostitutas, filhos de presidiários….).

    Neste contexto, aquilo a que chamam de “Professores” são apenas e somente uns INTRETENS Meninos.

    Pagar mais e melhor a estes profissionais é um desperdicio e um esbanjamento a que os Xuxalistas (Sim!…do Partido do António Bosta) não estão disponiveis para fazer. Cuidado!…a Lurdes Rodrigues (Grande Xuxalista) ainda volta.

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    • ai on 30 de Setembro de 2020 at 16:37
    • Responder

    Urge tomar medidas:
    – Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 16h semanais o horário mais pequeno. Horário mais pequeno é menos vencimento. Prof. profissionalizados = horário completo.
    – tamanho dos QZPs. É necessário aumentar o nº de qzp. UM exemplo do QZP do algarve. Um prof. vive em Faro mas é colocado em Sagres ?! justificasse isso ?!!
    – mais inspeções nas escolas : verificar horários, cumprimento do regulamento interno.
    Não é necessário mais dinheiro é avançar com medidas concretas. È mms necessário reduzir esta vida de nómada, precária e miserável de muitos professores: longe da família, a viverem em quartos, a quilómetros da sua residência.
    Considero que foram tomadas medidas muito positivas no concurso. Penso que temos que continuar nessa linha.

    • Rui Filipe on 30 de Setembro de 2020 at 16:38
    • Responder

    É verdade Atento ou distraído que o que disse é verdadeiro, na medida em que não temos social democracia.
    No entanto, votar André sapo não é solução.Porque nessa altura, a Escola/Armazém de que fala e bem, será ainda um Armazém muito maior, para os filhos dos pobres e as cantinas,serão as cantinas das sopas dos pobres. E já que estou com a mão na massa, deixe-me dizer-lhe, que os hospitais públicos serão para os pobres desgraçados e quem quiser a saúde tratada , pagará um chorudo seguro, como na terra do Sr. Trump,

    • Zaratrusta on 30 de Setembro de 2020 at 16:38
    • Responder

    Caro pouco atento. Na escola onde estou, que não é nem no Algarve nem em Lisboa, faltam 8 professores. Tudo horários acima das 15 horas.

    • Fernando, el peligroso de las verdades. A dizer que o Atento é burro. on 30 de Setembro de 2020 at 22:23
    • Responder

    Ó Atento: os 60 anos não dá para os professores. Percebeste?
    Só dá os 30 de serviço aos 55 anos de idade. Com penalização brutal. Aproveita-a tu!
    Não há professores com 40 anos de serviço aos 60 de idade. Encontras 1 num panheiro grande, percebeste?
    Estou farto de te dizer que não sabes nada de aposentaçao. Mas insistes, então isso já não é normal.

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