Category: Rui Cardoso

CONCURSO DE CONTRATAÇÃO INICIAL – RAM – 2023/2024

Foram publicadas as listas definitivas de ordenação, de colocação e de exclusão do concurso de Contratação Inicial/Reserva de recrutamento – RAM – 2023/2024.

Pode consultar toda a informação no link abaixo:

– Listas – Contratação Inicial/Reserva de recrutamento:

https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/Docente/Concursos/ctl/Read/mid/4518/InformacaoId/174675/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0

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Devolução do tempo de serviço aos professores só para próximas legislaturas

 

Diploma não prevê devolução do tempo na atual legislatura, contrariando justificação de Marcelo. PR avançou ao Correio da Manhã outra interpretação.

Devolução do tempo de serviço aos professores só para próximas legislaturas

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Audição escrita – Contratação Inicial

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem audição escrita em conformidade com o disposto no art.º 18 do Decreto-Lei n.º132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor.

SIGRHE – Audição escrita – Contratação Inicial

 

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Audição escrita – Mobilidade Interna

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem audição escrita em conformidade com o disposto no art.º 18 do Decreto-Lei n.º132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor.

SIGRHE – Audição escrita – Mobilidade Interna

 

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Mais candidatos a professores

 O número de alunos colocados em licenciaturas em Educação Básica aumenta 21% face ao ano anterior, preenchendo 97% das vagas e consolidando uma tendência que já se sentia em 2022. Contas feitas, nos últimos dois anos as colocações nestas licenciaturas tiveram um acréscimo notável de 45%.

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Análise do DL “Acelerador” por Nuno Coelho

DL 74/2023 – “Acelerador na carreira”

Neste texto irei apresentar a minha leitura/interpretação deste DL.

Agradeço que quem tenha interpretações diferentes das minhas que as apresente nos comentários, com a respetiva argumentação. Estou sempre disponivel a melhorar ou corrigir as minhas interpretações. Estou também disponivel a, sempre que possivel, esclarecer eventuais duvidas que tenham.

• · Artigo 2.º – A quem se aplica

Este DL aplica-se a quem começou a trabalhar no ensino até ao ano escolar de 2005/06. Quem começou a trabalahr a partir de 2006/07 já não está abrangido.

Além da condição anterior, este DL aplica-se a quem esteve “congelado” no 2º “congelamento” (2011 a 2017), no publico e no provado, deste que este tempo de serviço esteja devidamente certificado. Também ficam abrangidos os colegas que estiveram a fazer substituições em 2012 /13 e 2013 /14 e as escolas terminaram os contratos após o fim das aulas sem que o titular tenha regressado ao serviço.

Não estão abrangidos os colegas das Regiões Autónomas que foram beneficiados pela legislação regional referente a este assunto.

• · Artigo 3.º – Regras especiais para efeitos de progressão

Relativamente a este artigo vou apresentar a minha leitura/interpretação de cada ponto, indicando a quem se destina cada um dos pontos.

1. Colegas que estiveram “presos” nas listas para os 5º e 7º escalões por falta de vaga

Vão recuperar o tempo que estiveram presos nessas listas. Esta recuperação será feita a parir de 1 de setembro.

2. Colegas que vão progredir para os 5º e 7º escalões que tiveram Bom na ADD

Serão criadas vagas necessárias para que possam progredir. Ou seja, a progressão terá efeitos a 1 de janeiro do ano civil seguinte à data em que deveriam progredir. Por exemplo, se deveriam ter progredido durante 2023 mas tiveram Bom na ADD vão ter a progressão a 1 de janeiro de 2024.

3. Colegas que estão no 7º ou 8º escalões, a 1 de setembro de 2023, e que não estiveram “presos” nas listas para os 5º r 7º escalões.

O tempo necessário para a progressão para o escalão seguinte é reduzido em 1 ano

4. Colegas abrangidos pelos pontos nº 1 e nº 3

O tempo de serviço remanescente da aplicação destes pontos passa e recuperado no escalão seguinte. Por exemplo se deveriam progredir em outubro de 2023 e recuperada ou ganharam 1 ano, passam a progredir a 1 de setembro de 2023 e os 11 meses que sobram são “descontados” no escalão seguinte, ou seja em vez de progredirem novamente em 1 de setembro de 2027 vão progredir em outubro de 2026.

5. Colegas que estão no 9º escalão e não estiveram “presos” nas listas dos 5º e 7º escalões

É reduzido em 1 ano o tempo para progressão para o 10º escalão

6. Colegas que progridam para o 7º escalão após 1 de setemvro de 2023 sem terem estado abrangidos pelos nº 1 e 2º

Destina-se, essencialmente, a quem foi avaliado com Muito Bom oi Excelente nas avaliação para a progressão para os 5º e 7º escalões e que progrida para o 7º escalão após 1 de setembro de 2023.

O tempo para a progressão para o 8º escalão é reduzido em 1 ano.

P.S. A legislação referente a ADD e os seus efeitos na progressão ainda está em vigor e não foi alterada. Continua a existir cotas para o Excelente e Muito Bom, os efeitos na progressão do Excelente, Muito Bom e Bom continuam a ser os mesmos e continua a existir vagas para o 5º e 7º escalões.

 

Neste texto vou fazer uma análise mais pormenorizada dos números 2 e 6 do art. 3º, no sentido de perceber quem é ou não é abrangido por estes dois pontos.

· “2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, são criadas nos 5.º e 7.º escalões as vagas necessárias para que os docentes previstos no artigo anteriorque reúnam os demais requisitos legais para progressão ao 5.º e 7.º escalões, desde que não se encontrem abrangidos pelo disposto no n.º 4 do artigo 37.º do ECD, progridam para os referidos escalões.”

Quem não é abrangido por este ponto: (Cenário A)

1- Quem encontra-se abrangido pelo nº 4 do art 37º do ECD, ou seja, quem teve Excelente ou Muito Bom na ADD, que, por este motivo, ficam isentos de vaga para o 5º e 7º escalões.

2- Quem, tendo sido avaliado com Bom na ADD, ocupou uma das vagas para progredir pata o 5º ou 7º escalões.

Exemplo:

Se o ME abrir 500 vagas para progressão e se, na respetiva lista de graduação para as vagas de acesso, estiverem até à posição 500, vai ocupar uma das vagas e, por esse motivo, não está abrangido pelo número 2 do art. 3º.

Quem é abrangido por este ponto: (Cenário B)

1- Quem, tendo sido avaliado com Bom na ADD, não ocupou uma das vagas para progredir pata o 5º ou 7º escalões.

Exemplo:

Se o ME abrir 500 vagas para progressão e se, na respetiva lista de graduação para as vagas de acesso, estiverem acima da posição 500, vai estar abrangido pelo número 2 do art. 3º, sendo aberta uma vaga extra.

· “6 — Aos docentes que, após a entrada em vigor do presente decreto -lei, atinjam o 7.º escalão e não tenham beneficiado do disposto nos n.os 1 e 2 é reduzido em um ano o módulo de tempo de serviço necessário para efeitos de progressão ao 8.º escalão.”

Quem está abrangido por este ponto:

1- Quem não foi abrangido pelo ponto 2 do art 3º (ver Cenário A) mo 5º e no 7º escalões

Quem não está abrangido por este ponto:

1- Quem esteve preso nas listas do 5º e/ou 7º escalões, por terem sido beneficiados pelo ponto 1 do artº 3.

2- Quem foi abrangido pelo ponto 2 do art 3º (ver Cenário B) mo 5º e/ou no 7º escalões

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70 mil professores vão progredir mais rápido na carreira

70 mil professores vão progredir mais rápido na carreira

Publicado diploma que compensa efeitos do congelamento das carreiras. Já em setembro, 16.500 docentes beneficiam da medida

Cerca de 70 mil educadores de infância e professores de ensino básico e secundário vão beneficiar dos efeitos do diploma que estabelece um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira. As soluções contidas no diploma agora publicado – e a que informalmente tem sido dado o nome de aceleradores de carreira – vão ter efeitos imediatos, já em Setembro, para 16.500 docentes. Até ao final de 2024, esse número cresce para 29 mil.
São abrangidos por este regime todos os professores e educadores dos quadros do Ministério da Educação afetados pelo congelamento entre 2011 e 2017, que estejam em funções desde 2005.
Assim, prevê-se que os professores recuperem o tempo em que ficaram a aguardar vaga nos 4.º e 6.º escalões a partir do ano de descongelamento (2018) e que fiquem isentos de vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões. Está também prevista a redução de um ano na duração do escalão para aqueles que já estão acima do 6.º escalão.
Este instrumento de valorização das carreiras complementa o caminho iniciado neste ciclo político, que começou com o descongelamento das carreiras em 2018, com a vinculação de mais de 22.500 professores entre 2015 e 2023, com a redução das áreas geográficas de colocação dos professores e com o reforço de pessoal docente nas escolas.

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Pedido de horários / Atribuição da Componente Letiva III / Indicação dos docentes não opositores a Mobilidade Interna – Reserva de Recrutamento 2023/2024

Informamos V. Exa. que as aplicações Pedido de Horários, Atribuição da Componente Letiva III e Docentes não opositores a Mobilidade Interna – Reserva de recrutamento 2023/2024 encontram-se disponíveis no SIGRHE, a partir de dia 25 de agosto de 2023.

 

– Pedido de horário

Para a RR01 apenas poderão ser pedidos horários do tipo ANUAL, completos ou incompletos, os quais deverão ser solicitados até às 18:00 horas de dia 28 de agosto de 2023.

 Os horários pedidos para as necessidades temporárias que não foram então ocupados em Mobilidade Interna ou Contratação Inicial, caso a necessidade se mantenha, devem ser novamente pedidos. Se esse horário não ocupado for completo, ao ser pedido nesta fase, segue diretamente para contratação de escola, não integrando assim o procedimento de reserva de recrutamento.  

 As novas necessidades que tenham surgido, devem ser solicitadas para a RR01.

 Mais informamos que, após o dia 1 de setembro, apenas poderá proceder ao pedido de novos horários depois da finalização de todas as colocações do tipo “temporário”/aditamentos, relativos ao ano letivo 2022/2023.

 

 – Atribuição da componente letiva

A aplicação da Atribuição da Componente Letiva III tem por objetivo a atribuição de componente letiva aos docentes de carreira a quem, inicialmente, não foi possível atribuir pelo menos 6 horas de componente letiva.

  

– Docentes não opositores a Mobilidade Interna

Caso tenha verificado que um docente que se encontrava obrigado a concorrer ao concurso de Mobilidade Interna, nos termos do disposto no art.º 28.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, não apresentou candidatura, solicitamos que efetue o preenchimento da aplicação eletrónica Mobilidade Interna – Docentes não opositores, até às 18:00 horas de dia 28 de agosto de 2023, de forma a fornecer os elementos que permitirão proceder à graduação do mesmo, permitindo assim que o docente possa vir a ser colocado administrativamente em horários pedidos para as reservas de recrutamento. Até nova colocação, o docente deve manter-se a aguardar colocação no AE/ENA que dirige.

 

Com os melhores cumprimentos,

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O Decreto “acelerador” – Decreto-Lei n.º 74/2023

Decreto-Lei n.º 74/2023

de 25 de agosto

O Programa do XXIII Governo Constitucional assumiu o desígnio de assegurar serviços públicos de qualidade que contribuam para a redução das desigualdades e para a valorização e melhoria das condições do exercício das funções públicas, em ordem a garantir percursos profissionais com futuro, procurando garantir previsibilidade, justiça e equidade.

O Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, estabelece os termos e as condições de progressão na carreira, assente no desenvolvimento profissional e na valorização remuneratória.

Por força do período de congelamento ocorrido entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017, não foi possível fazer repercutir na esfera jurídica destes profissionais as alterações do índice remuneratório através da mudança de escalão, nos termos previstos no ECD.

Reconhecendo que a não concretização das progressões e a consequente não valorização remuneratória dos docentes teve impacto diferenciado em função do tempo de serviço e do respetivo posicionamento remuneratório, o presente decreto-lei vem estabelecer um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira, introduzindo fatores de equidade, por via da discriminação positiva dos docentes, cujo desenvolvimento da carreira se encontra afetado por aqueles períodos de congelamento.

Neste sentido, introduzem-se mecanismos de aceleração das progressões na carreira destes docentes, ao considerar, para efeitos de progressão, o tempo de serviço de permanência nos 4.º e 6.º escalões por não disporem de vaga para progressão ao 5.º e 7.º escalões garantindo-se àqueles que ainda não progrediram a estes escalões que o possam fazer sem perda tempo de serviço. Por outro lado, garante-se a todos os demais docentes abrangidos pelos referidos congelamentos uma progressão mais célere na carreira, ao reduzir-se em um ano o módulo tempo de serviço de permanência no escalão em que se encontram posicionados, para efeitos de progressão ao escalão subsequente. Com a introdução destas medidas especiais concretizam-se os processos de aceleração das progressões na carreira de cerca de 60 mil docentes com os consequentes efeitos remuneratórios assegurando, ao mesmo tempo, a sustentabilidade das carreiras e a compatibilização com os recursos disponíveis.

A solução constante deste decreto-lei, coerente com o programa do Governo e com a estratégia de valorização do conjunto dos serviços do Estado, em especial a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, não prejudica que, em diferentes conjunturas, designadamente em próximas legislaturas, possam ser adotadas outras soluções, sem prejuízo naturalmente dos direitos ora adquiridos pelos educadores de infância e professores.

Foram observados os procedimentos de negociação coletiva decorrentes da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual.

Assim:

Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo 1.º

Objeto

O presente decreto-lei estabelece um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, doravante designados por docentes.

Artigo 2.º

Âmbito subjetivo de aplicação

1 – O presente decreto-lei aplica-se aos docentes que preencham cumulativamente os seguintes requisitos:

a) Exerçam funções docentes ou legalmente equiparadas desde o ano 2005-2006;

b) Tenham sido abrangidos, durante o exercício dessas funções, pelo regime de suspensão da contagem do tempo de serviço para efeitos de promoção ou progressão nas respetivas carreiras e categorias, que vigorou entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017.

2 – O disposto no número anterior aplica-se aos docentes dos quadros, bem como àqueles que os venham a integrar, para efeitos de reposicionamento na carreira.

3 – O disposto nos números anteriores aplica-se ainda aos docentes que nos anos letivos 2012-2013 e 2013-2014 tenham celebrado contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo incerto, para substituição temporária de trabalhador ausente, e o contrato haja cessado, por iniciativa do empregador, sem que tivesse ocorrido a apresentação do docente substituído.

4 – O disposto nos números anteriores não se aplica aos docentes dos quadros das Regiões Autónomas abrangidos pelos Decretos Legislativos Regionais n.os 23/2018/M, de 28 de dezembro, e 15/2019/A, de 16 de julho.

5 – Para efeitos do disposto na alínea b) do n.º 1, é suscetível de relevar o tempo de serviço prestado pelos docentes em estabelecimentos de ensino particular e cooperativo no período ali previsto, nas situações em que o mesmo esteja certificado e não tenha sido considerado aquando do respetivo reposicionamento nos termos do artigo 133.º do ECD e da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.

Artigo 3.º

Regras especiais para efeitos de progressão

1 – Aos docentes referidos no artigo anterior que, entre 2018 e 2022, não tenham progredido aos 5.º e 7.º escalões por ausência do requisito a que se refere a alínea b) do n.º 3 do artigo 37.º do Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, que aprova o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), é considerado, para efeitos de progressão, o tempo de serviço de permanência nos 4.º e 6.º escalões por inexistência de vaga.

2 – Sem prejuízo do disposto no número anterior, são criadas nos 5.º e 7.º escalões as vagas necessárias para que os docentes previstos no artigo anterior que reúnam os demais requisitos legais para progressão ao 5.º e 7.º escalões, desde que não se encontrem abrangidos pelo disposto no n.º 4 do artigo 37.º do ECD, progridam para os referidos escalões.

3 – Aos docentes que, à data de entrada em vigor do presente decreto-lei, estejam posicionados no 7.º ou 8.º escalões e não sejam abrangidos pelo disposto no n.º 1 é reduzido em um ano o módulo de tempo de serviço de permanência no escalão em que se encontram posicionados para efeitos de progressão ao escalão subsequente.

4 – Aos docentes abrangidos pelo disposto nos n.os 1 e 3 é contabilizado nos escalões subsequentes o tempo de serviço que exceda o tempo de serviço necessário para o preenchimento do módulo de tempo de serviço do escalão em que se encontram posicionados.

5 – Aos docentes posicionados no 9.º escalão e não se encontrem abrangidos pelo disposto no n.º 1 é reduzido em até um ano o módulo de tempo de serviço necessário para efeitos de progressão ao 10.º escalão.

6 – Aos docentes que, após a entrada em vigor do presente decreto-lei, atinjam o 7.º escalão e não tenham beneficiado do disposto nos n.os 1 e 2 é reduzido em um ano o módulo de tempo de serviço necessário para efeitos de progressão ao 8.º escalão.

Artigo 4.º

Entrada em vigor

O presente decreto-lei entra em vigor no primeiro dia útil do mês seguinte ao da sua publicação.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 27 de julho de 2023. – Mariana Guimarães Vieira da Silva – Mariana Guimarães Vieira da Silva – Fernando Medina Maciel Almeida Correia – João Miguel Marques da Costa.

Promulgado em 20 de agosto de 2023.

Publique-se.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Referendado em 21 de agosto de 2023.

Pelo Primeiro-Ministro, Mariana Guimarães Vieira da Silva, Ministra da Presidência.

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Perguntas e Respostas: divulgação das listas de colocação de professores para o ano 2023/2024

Perguntas e Respostas: divulgação das listas de colocação de professores para o ano 2023/2024

  • A cerca de um mês do arranque do ano letivo, 95% dos horários pedidos pelas escolas já estão preenchidos. Foram já colocados mais de 12.800 professores.
  • As políticas de combate à precariedade da carreira são já visíveis. Invertendo a situação de anos anteriores, há mais professores de quadro (64%) colocados nesta fase do que contratados (36%).

  • Depois do concurso nacional de professores, que faz uma primeira colocação de docentes, os lugares em aberto passam agora pelas reservas de recrutamento e as ofertas de escola.

Qual o resultado desta fase do concurso nacional de colocação de professores?
Nesta fase, 95% dos horários pedidos pelas escolas já têm um professor atribuído. Este ano foram pedidos mais 386 horários face ao ano anterior, num total de 13.487. Desses, 12.814 estão neste momento preenchidos – um número muito semelhante ao registado no último ano. Isto significa que, a cerca de um mês do arranque do próximo ano letivo, todas as escolas estão prontas para começar as aulas nas datas previstas.

Haverá novamente mais professores a contrato?
Pelo contrário. As políticas de combate à precariedade da carreira docente já se refletem nestas listas de colocação. A grande diferença face aos anos anteriores é precisamente a de que nesta fase ficaram colocados sobretudo professores de quadro. Dos mais de 12.800 docentes com horários atribuídos, 64% são do quadro e 36% contratados, um cenário que inverte os dados do último ano letivo (então com 56% dos professores das listas de colocação em situação precária). Isto significa mais estabilidade para professores, alunos e escolas.

Como serão preenchidos os restantes horários?
Ainda antes do início das aulas, seguem-se mais dois momentos de colocação centralizada de professores – as chamadas reservas de recrutamento – que acontecem a 1 e 8 de setembro. Nesses dois momentos procura-se preencher os horários em falta a partir do conjunto de professores que se candidataram e não tiveram ainda colocação. Mas o processo é contínuo e há outras soluções a que as escolas continuam a poder recorrer para preencher horários, mesmo após o início do ano letivo e à medida que surjam novas necessidades.

Que soluções são essas?
Além das duas Reservas de Recrutamento iniciais, as escolas podem recorrer a Reservas de Recrutamento semanais e às Ofertas de Escola – ou seja, à contratação direta de professores – para colmatar alguma falta que ocorra ao longo do ano letivo. Estes são instrumentos essenciais para atender de forma mais precisa às necessidades específicas de cada estabelecimento de ensino e que têm vindo a ser melhorados.

Melhorados como?
No último ano letivo foi agilizado o processo de substituição dos professores. Agora, os diretores podem avançar de imediato para a contratação direta de um professor pela escola (Oferta de Escola), depois de falhada uma primeira tentativa de preencher essa vaga através da Reserva de Recrutamento. Isto oferece maior autonomia de gestão às escolas e permite que os alunos fiquem menos tempo sem professor a uma dada disciplina.

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Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento 2023/2024

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, renovação, desistências e retirados da contratação inicial para o ano escolar 2023/2024.

Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento  2023/2024

Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2023/2024

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Listas definitivas de mobilidade interna 2023/2024

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e retirados da mobilidade interna para o ano escolar 2023/2024.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2023/2024

Listas definitivas de mobilidade interna 2023/2024

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As alterações ao diploma “acelerador com travões”

“Vamos poder já no próximo mês beneficiar um conjunto muito alargado de professores. São mais de 60 mil professores”, disse João Costa em declarações a jornalistas, referindo que a nova legislação inclui os cinco mil docentes afetados apenas pelo segundo congelamento, que decorreu entre 2011 e 2017.

João Costa explicou que a diferença entre a primeira versão — devolvida no final de julho ao Governo pelo Presidente da República – e a atual é que passam a estar abrangidos “não apenas os professores afetados pelos dois congelamentos, mas também os que tiveram apenas o segundo congelamento”.

Na prática, a alteração “vai acelerar a carreira de cerca de 65 mil professores já com efeitos a setembro”, ao abranger “agora um universo maior, de mais cinco mil professores beneficiados”.

“Há muitos professores que vão ver neste diploma, assim que for publicado, a sua carreira acelerada no imediato”, disse, voltando a sublinhar a importância de ter “um ano em que se ponha os alunos em primeiro lugar”.

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Presidente da República promulga “Acelerador com Travões”… Feito.

 

Atendendo à abertura, incluindo na presente legislatura, constante das últimas versões dos diplomas, para a questão da contagem do tempo de serviço, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que estabelece um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como o diploma do Governo que define uma medida especial de aceleração do desenvolvimento das carreiras dos trabalhadores com vínculo de emprego público.

 

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Minioficinas para arranjar bicicletas das escolas sem mecânicos

Quando vem a autorização para contratar mecânicos de bicicletas?

 

Mais de 12 mil bicicletas e capacetes distribuídos. Presidente da Sociedade de Educação Física defende programa no 1.º ciclo.

Os agrupamentos vão receber ferramentas para montarem minioficinas de mecânica que assegurem a manutenção das bicicletas distribuídas no âmbito do programa Desporto Escolar sobre Rodas. Este ano letivo, garantiu ao JN a secretaria de Estado do Desporto, foram distribuídas mais de 12 mil bicicletas e capacetes.

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Vai ser hoje que sabemos…

“Não demora muito, é esperarem por amanhã de manhã. Assinei hoje mesmo os vários diplomas que tinha de assinar e tomei as decisões que tinha de tomar e, por outro lado, naturalmente, o que tinha a explicar”, refere, em declarações aos jornalistas.

 

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Escolas pedem apoio para alunos estrageiros

O número de alunos estrangeiros nas nossas escolas têm vindo a aumentar exponencialmente. As escolas não possuem meios para os apoiar na introdução à nossa língua e para colmatar a diferença de programas entre os países de origem e o português. Os alunos oriundo do Brasil nunca ouviram falar de Física ou Francês até ao 9.º ano. As aprendizagens revelam lacunas que dificultam o sucesso destes alunos, mas não estão a ser tidas em conta pela tutela.

Professores e diretores de escola pedem grupo de recrutamento próprio para apoio a alunos estrangeiros

Sem lugares em algumas escolas, estudantes estrangeiros são colocados administrativamente. Já há turmas com mais alunos internacionais do que portugueses. Diretores e professores pedem mudanças para apoiar estudantes e famílias.

Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue “ArLindo” (um dos mais lidos no setor da Educação), afirma que “nenhuma escola está preparada a nível de recursos humanos e, muitas, nem em termos físicos, para receber os alunos estrangeiros”. “A título de exemplo, posso dizer que, no meu agrupamento, no 1º ciclo, já não tenho espaço nas turmas porque já estão no máximo. Os alunos terão de recorrer a outro agrupamento, mas os das proximidades também estão cheios”, refere.

Nestes casos, conta, os estudantes são colocados administrativamente numa escola onde haja vagas, sendo uma solução muitas vezes, de difícil gestão para as famílias. “Muitos pais não têm carta, não têm carro e procuram, por isso, escolas centrais. No ano passado tive um aluno que chegou em abril e foi para uma das escolas mais longe da sua área de residência. A mãe acompanhava-o três quilómetros a pé até à escola, numa zona sem transportes públicos”, recorda Arlindo Ferreira. O responsável sublinha que são necessárias mudanças urgentes para acolher os estudantes e as suas famílias. Para Arlindo Ferreira, o Ministério da Educação (ME) devia, “em primeiro lugar, criar um grupo de recrutamento próprio para PLNM e, paralelamente, atribuir horas de crédito em função do número de alunos matriculados e não apenas para resolver a questão de PLNM”. Isto porque, esclarece, “os alunos precisam de outro tipo de apoios e não apenas ajuda com a língua do país de acolhimento”. “Precisamos de recursos humanos para acompanhar esses alunos durante o dia e na fase de adaptação”, frisa.

Professores querem Grupo de Recrutamento para a disciplina de PLNM

O Agrupamento de Escolas Cego do Maio conta já com cerca de 120 alunos estrangeiros, nos vários ciclos de ensino e de mais de 20 nacionalidades. “Tenho alunos russos e ucranianos na mesma sala ou estudantes já com algum domínio da língua misturados com alunos sem conhecimento algum a trabalhar no mesmo bloco de apoio de PLNM. Este tipo de questões mais sensíveis devem ser repensadas”, alerta. Neste contexto, Arlindo Ferreira pede a criação de um Grupo de Recrutamento para PLNM. “Muitas vezes, os professores de português não têm formação e não é a mesma coisa dar PLNM e Português de Secundário. Seria importante haver um grupo, como há, por exemplo, o de Língua Gestual”, defende.

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Todos “malham” nos Professores…

 

De forma explícita ou implícita, todos “malham” nos Professores, desde o Governo até ao Presidente da República; passando por certos “fazedores de opinião”, determinados comentadores avençados pela Comunicação Social e alguma “opinião pública”; até alguns Directores de Agrupamento e pais/encarregados de educação…

Todos “malham” nos Professores, incluindo, também, os próprios Professores…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram algumas “escaramuças” entre grupos de Professores, parecendo, por vezes, eleger-se os próprios pares como “bodes expiatórios” de muita frustração e descontentamento…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram na Classe Docente episódios ilustrativos de plausíveis “guerrilhas internas” e de lutas potencialmente “fratricidas”…

Desde que se iniciou a presente contestação às políticas do Ministério da Educação, frequentemente se observaram situações, onde se subentendem estas afirmações:

– “A minha luta é melhor do que a tua” ou “a minha casta é muito mais excelsa e distinta do que a tua” ou, ainda, “há lutas pindéricas e há lutas iluminadas”…

Desde que se iniciou a presente contestação, frequentemente se observaram quezílias entre estruturas sindicais, previsivelmente, procurando, umas e outras, o controlo e o protagonismo dos protestos…

A acção do STOP, que começou de forma fulgurante, mas que acabou por se esvanecer, e a acção, sempre previsível e anémica, da FENPROF, talvez permitam considerar isto:

– Não se sabe se o STOP já deu tudo o que tinha a dar, mas sabe-se que a FENPROF não dá o que deveria dar, desde há muito tempo…

O “trauma” e os ressentimentos do que se passou em 2010, pelo ruinoso acordo estabelecido entre a FENPROF e a Ministra da Educação Isabel Alçada, desbaratando toda a força alcançada em 2008, pela maior Manifestação de Professores alguma vez ocorrida em Portugal, não parecem ter sido resolvidos, nem ultrapassados…

A propósito do STOP e da FENPROF, e como estamos em período de Férias, lembrei-me de dois destinos que me suscitaram sensações completamente antagónicas:

– O Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial (Arquipélago dos Açores) e a cidade de Florença, em Itália…

Metaforicamente, o silêncio ensurdecedor do Vulcão dos Capelinhos e a sua paisagem inóspita, com uma aridez quase “lunar”, faz-me lembrar o deserto de ideias, que tem pautado a acção da FENPROF…

Metaforicamente, o bulício e o frenesim inebriantes, quase esquizofrénicos, e o excesso de estímulos imposto por tanto que há para ver e admirar na cidade de Florença, faz-me recordar os tempos iniciais da acção do STOP…

Por motivos diferentes, o Vulcão dos Capelinhos e a cidade de Florença serão excelentes locais a visitar, mas, talvez, desaconselháveis para viver permanentemente…

Há quem afirme que esta luta não é uma “corrida de velocidade”, mas antes uma “maratona”…

Quem resistirá à pretensa “maratona”?

Afinal, para onde vão os Professores? Que caminho escolherão?

Depois de tudo o que se viu ao longo do último ano por parte da Tutela, em particular a perniciosa imposição de Serviços Mínimos, que acabou por ser declarada como ilegal pelos Tribunais, a única coisa que, neste momento, parece segura, será esta:

– Enquanto as escolas permanecerem abertas, dando, para o exterior, a indicação de que, afinal, tudo decorrerá dentro da normalidade esperada, a luta não irá a lado nenhum e não produzirá os efeitos pretendidos…

– A “opinião pública” só se interessará, realmente, pelos problemas das escolas e, em particular, pelos dos Professores, quando se vir privada de levar as crianças e os jovens à escola…

Em Portugal só se costuma discutir e escalpelizar um problema quando se está na iminência de uma tragédia ou quando já se está perante uma tragédia consumada… Evitar ou prevenir tragédias, não parece ser coisa relevante para o Povo Lusitano, nem para os seus sucessivos Governos…

Nesse sentido, será de esperar que a “opinião pública” só dê a devida importância aos problemas existentes nas escolas e aos constrangimentos com que se debatem os profissionais que nelas trabalham quando se verificar a “tragédia” de os estabelecimentos escolares deixarem de cumprir a função de “guardar” crianças e jovens, pelo tempo que for necessário…

O encerramento temporário das escolas seria, muito provavelmente, a “tragédia” necessária para se olhar para os problemas das escolas e dos Professores de uma forma muito mais assertiva, competindo às estruturas sindicais e aos próprios Professores o delineamento das medidas necessárias para o concretizar…

Como é público, o actual modelo de “negociações”, entre as estruturas sindicais e o Governo, apenas tem assegurado a imposição da vontade da Tutela…

O encerramento temporário das escolas seria, muito provavelmente, a “tragédia” necessária para compelir o Governo a considerar as pretensões dos Professores e a resolver celeremente os principais problemas que afectam a Classe Docente, uma vez que, no interesse de todos, não seria desejável que essa “solução” se prolongasse por muito tempo…

Até que isso não aconteça, a vida decorrerá de forma aparentemente normal, dentro e fora das escolas, e sem o reconhecimento da gravidade do problema, ainda que, pontualmente, possam ocorrer algumas iniciativas ou eventos de protesto…

Até que isso não aconteça, tudo o resto serão “peaners” (dito por Jorge Jesus) para um Governo habituado a acreditar e a apostar na inabalável resignação e na incessante apatia dos seus concidadãos, servindo-se dessa prerrogativa para os ludibriar e impor as suas pretensões…

Enquanto os Professores se mantiverem entretidos em desnecessárias e insensatas polémicas e controvérsias ou a pelejarem, uns contra os outros, a luta contra quem manda nos destinos da Educação estará irremediavelmente perdida…

“Malhar” nos Professores chega a ser tão óbvio que, por vezes, mais parece um “passatempo nacional”…

Quando é que os Professores deixarão de tolerar essa condição?

E o principal, e pior, “inimigo” de um Professor não poderá ser outro Professor…

Os Professores têm que conseguir escapar a esse fado, demonstrando, pela sua acção, que não existe fundamento na alegação de que “o pior inimigo de um Professor costuma ser outro Professor”

Estará, também, na altura de todas as estruturas sindicais revelarem, e comprovarem, de uma vez por todas, a competência necessária para demonstrar ao Governo que o tempo de “malhar” nos Professores acabou…

Esta luta é ou não é séria?

Se é séria, tenha-se a hombridade de se acabarem, também, com as rábulas do género “agarrem-me senão vou-me a eles”, que não dignificam as estruturas sindicais e que sistematicamente enfraquecem a luta daqueles que, de forma genuína, continuam a acreditar que é possível resistir, sem “bluffs”, sem fingimentos e sem encenações…

(Paula Dias)

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Segunda-feira, Marcelo promulgará o “acelerador com travões”

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a admitir a promulgação do novo diploma de progressão de carreira dos professores, considerando que a abertura de diálogo do Governo com sindicatos foi “crucial”.

“Abrir uma continuação do diálogo ainda esta legislatura foi crucial para criar um ambiente em relação a um diploma que tinha sido vetado inicialmente”, disse, na praia de Monte Gordo em declarações à TVI.

Nos últimos dias de férias antes de viajar para a Polónia no dia 20, Marcelo acelera para promulgar ou vetar todos os diplomas que tem em mãos, como o pacote “Mais Habitação” e diplomas que envolvem a progressão de carreira dos professores e funcionários públicos.

O chefe de Estado referiu que a decisão para estes diplomas “sairá em simultâneo” e mencionou os diplomas promulgados esta sexta-feira, como o da divulgação de impostos por empresas e a gestão de museus.

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FNE ameaça com início de ano mais duro

 

 

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Contratação de Escola – EP Cabo Verde – CELP

Contratação de Escola

Pessoal Docente

Torna-se pública a abertura do procedimento concursal para contratação de pessoal docente.

Para aceder ao aviso de abertura, clique no link do Grupo de Recrutamento a que pretende candidatar-se.

AVISO N.º 1/2023 – Grupo de Recrutamento 100 (horário n.° 1)

AVISO N.º 2/2023 – Grupo de Recrutamento 110 (horários n.° 2 a n.° 5)

AVISO N.º 3/2023 – Grupo de Recrutamento 430 (horário n.° 6)

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Publicação da Lista Definitiva do procedimento para a celebração de contratos de associação 2023

 

 

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Concurso Interno de Afetação 2023/2024 – Açores

Lista de Colocações

Educação Pré-Escolar [ 100 ] – Educação Pré-Escolar [ 100 ] – 100 – Educação Pré-Escolar

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Governo foge às suas responsabilidades sociais – Santana Castilho

 

Depois do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior ter instituído a passagem das universidades a fundações públicas de direito privado, o Governo vem agora reforçar o processo de mercantilização do Ensino Superior público, querendo alterar o respectivo modelo de financiamento. Criou para tal a figura dos contratos-programa de desenvolvimento e pretende que fundos regionais, sob gestão das regiões autónomas e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), bem assim como instituições privadas, passem a pagar parte substancial dos custos de funcionamento das universidades e dos politécnicos.
Sob o proclamatório propósito de o novo modelo vir a “fortalecer o papel das instituições de ensino superior no desenvolvimento dos territórios onde se encontram inseridas”, esconde-se, afinal, a intenção de desresponsabilizar o Estado, uma vez mais, da obrigação de financiar o ensino superior. Com efeito, o que a proposta prevê é que, do valor dos “inovadores” contratos-programa, o Governo só pague um terço, cabendo os outros dois terços a instituições privadas ou não governamentais.
É neste quadro que se impõe a pergunta crítica: como pretende o Governo salvaguardar a independência científica das universidades e dos politécnicos, já que, legitimamente, os investidores quererão ter retorno do seu aporte financeiro? A resposta é óbvia: não pretende, nem se preocupa com essa questão. Mas as consequências também são óbvias: são os interesses privados que, crescentemente, irão influenciar o que se investiga nas instituições e irão pressionar para que o esforço de ensino se concentre nas áreas e nos cursos que mais interessam às suas actividades. Assim, o financiamento das infraestruturas científicas ficará cada vez mais subjugado por exigências de aplicação e de utilidade, como se fosse possível aplicar um conhecimento antes de o produzir. Esta política acabará por matar a ciência.
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) não parecem apoiar a medida em análise. Mas os argumentos que aduzem tão-pouco denotam particular preocupação com a perda da independência científica das suas instituições. Talvez porque, de há tempo, já começaram a trilhar esse caminho. Tudo visto, o meu prognóstico para o resultado das negociações que se seguem é fortemente reservado.
Cada vez mais a educação escolar foge do conhecimento universal, do conhecimento civilizacionalmente elaborado ao longo dos tempos, que vale por si mesmo. Paulatinamente, a universidade, instituição por natureza produtora de conhecimento, abstracto ou aplicado, vem-se afastando da erudição, fonte de cultura, para se entregar ao utilitário, gerador de ganhos económicos imediatos. Progressivamente, a universidade vai ficando submersa por aquilo a que Zygmunt Bauman chamou de modernidade líquida: uma época em que as relações económicas suplantaram as humanas e os dinamismos sociais e económicos “escorrem” como os líquidos, por oposição à época anterior, a da modernidade sólida, onde os fenómenos se estabeleciam de modo mais duradouro e a moral nos protegia do consumismo desenfreado e da obsessiva preocupação com o lucro material dos interesses particulares.
A mesma tendência é facilmente identificável nas reformas curriculares em curso no ensino básico e secundário, onde o valor intrínseco do estudo das humanidades, designadamente da Filosofia, da História e da Literatura, foi substituído pelo valor instrumental e imediato de questões menores.
Se à ideia demagógica, segundo a qual o aluno é capaz de construir o seu próprio conhecimento mediante o desenvolvimento de “projectos” assentes em metodologias lúdicas e muita mediação digital, somarmos as “aprendizagens essenciais” (pouca Matemática, resquícios elementares de Português abastardado, pinceladas de ciências várias e línguas estrangeiras, tudo longe da exigência e do rigor da avaliação externa, para não “traumatizar” as crianças e os jovens), temos o actual quadro com que o Estado (não) responde ao direito à Educação, fixado no artigo 26º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

In “Público” de 16.8.23

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Os médicos e os professores são os craques disto tudo. – Pedro Chagas Freitas

Já pensava assim antes. Desde que sou pai tenho a certeza. Os médicos e os professores são os craques disto tudo. As estrelas da companhia. É neles que está o nosso ourinho, o nosso sucesso. Eles é que deviam ter os salários milionários, as condições de luxo. Não têm. Têm dificuldades, burocracias intermináveis, a incapacidade de grande parte da população em reconhecer-lhes a importância, o talento, o génio. Os médicos (e os enfermeiros, já agora) e os professores são mal tratados porque às vezes erram, às vezes estão mais irascíveis, às vezes estão menos tolerantes. Às vezes são até mal tratados porque querem melhores condições, vejam lá. As condições mínimas para a importância, para o papel basilar, daquilo que fazem, daquilo que representam. Uma sociedade que não os respeita, que não os mima, que não os deixa felizes por serem quem são, por fazerem o que são, por conseguirem o que conseguem, é uma sociedade doente, que precisa, ela sim, de alguém que a eduque, que a cure. A sociedade evolui sempre que os professores e os médicos estão felizes, motivados, cheios de vontade de ser ainda mais estrelas, ainda mais fundamentais, ainda mais estruturais. Dêem-lhes condições, dêem-lhes carinho, percebam-nos, encham-nos de afecto. Eles merecem. Os professores e os médicos são os craques disto tudo.

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A RARIDADE DAS COISAS BANAIS,
uma história incrível, que nos ensina a nunca nos sentirmos sozinhos.

 

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Diretor de uma escola não é dono da escola – Joaquim Jorge

Diretor de uma escola não é dono da escola

A propósito de uma notícia que li no jornal Público este Domingo, referia que o Ministério da Educação instaurou um processo a director escolar que quis contratar a mulher. Para além do director, há mais visados, os elementos dos júris tinham conhecimento desta situação.

Infelizmente pela não contagem do tempo de serviço, os professores têm concentrado a sua luta primordialmente na recuperação desse tempo.

Mas há outros problemas de enorme gravidade numa escola. Um deles, é a forma abusiva, tendenciosa e prepotente com que alguns directores exercem o seu cargo.

Um dos representantes dos directores de escolas é director numa escola em Gaia, presidente dessa associação e presidente de junta de freguesia em Gaia eleito pelo PS. Está tudo dito, sobre acumulação de cargos, isenção, imparcialidade e independência!

Um director de uma escola foi eleito pelos professores para os representar e defender os seus interesses. Porém, depois de eleito é duro com os professores da sua escola e fraco e obediente para com o ministério e ultimamente com as câmaras.

Sempre fui contra esta nova forma de gestão de uma escola. A forma mais democrática é uma direcção colegial, estilo conselho directivo.

Um director é um professor como outro qualquer e deve ter um sentido humano elevado. Hoje é director, amanhã volta ao lugar de onde saiu.

Por outro lado, não é ele que paga aos professores, mas sim, o ministério.

Com esta forma de dirigir uma escola, há muita gente dependente de um director: avaliações de professores, colocação de professores, emprego de pessoal não docente, etc.

Um director tem tendência para usurpar os seus poderes e depois dá nisto.

Reparem que o director fez com que o júri aceitasse os seus critérios de contratação do lugar em questão.

As pessoas têm medo, até têm medo de pensar de maneira diferente.

A democracia deve começar numa escola, mas está a tornar-se um resquício de uma ditadura.

Uma escola não é uma empresa. Uma escola é um espaço de convivência de pessoas em que se deve enaltecer o respeito mútuo e as suas idiossincrasias.

Uma escola não é do director, é, sim, de toda a comunidade escolar.

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Os Professores protestaram nas praias

 

 

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Atribuição do crédito horário a Centros Qualifica

 

Despacho n.º 8271/2023

Sumário: Estabelece as regras de atribuição do crédito horário semanal para afetação de docentes,
bem como as regras para atribuição de número de técnicos de orientação e validação
de competências (TORVC) a Centros Qualifica regulados pela Portaria n.º 62/2022, de
31 de janeiro.

 

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Quase metade dos professores estão malucos! – Carlos Tiago

Acredite quem quiser

A realidade é que na maioria das escolas públicas, agora aniquiladas em agrupamentos, quase metade dos professores ronda os 60 anos de idade e com mais de 30 anos de serviço letivo/outro ininterrupto altamente complexo e mal-ajambrado, mesmo em férias, no qual se destacam as “alarvidades” de:

Cumprirem presença hora a hora no local de trabalho a toque de campainha ensurdecedora que se ouve a centenas de metros de distância – única profissão do mundo com este método de presença obrigatória dos trabalhadores que em circunstância alguma podem chegar atrasados senão têm falta que terão de justificar oficialmente, tendo de despender tempo e dinheiro para obter comprovativos.

Manterem-se 5, 10, 15 ou 20 minutos de intervalo hora a hora (entre as 8.00h e as 18.30h ou 23.30h se com ensino noturno) de presença obrigatória no local de trabalho e em trabalho para se deslocarem entre salas, tratarem de assuntos profissionais, transportarem materiais de apoio, etc., mas que não contam no seu horário semanal de trabalho e que podem atingir cerca de hora e meia no total diário – autêntica exploração laboral.

Verem vários anos de tempo de serviço não contabilizado para efeitos profissionais.

Passarem no local de trabalho vários furos de horas entre aulas ou serviços, durante a manhã/tarde/noite para além da interrupção para o almoço.

Dinamizarem ou participarem em várias reuniões por semana previstas e não previstas que não estãocontabilizadas no horário semanal sempre fora deste horário com duração dependente dos assuntos a tratar, por vezes muito para além das 7 horas de trabalho diário e/ou em 2 turnos interrompidos (manhã e tarde ou manhã e noite) e/ou em 3 turnos (manhã/tarde/noite).

-Frequentarem formação obrigatória sempre fora do horário laboral na maioria paga pelos próprios professorese sem direito a refeições pagas ou quase sempre sem pagamento de ajudas de custo ou transporte, portagens e parques pagos, porque normalmente ocorre nas cidades.

-Elaborarem relatórios ou outros documentos obrigatóriosem períodos de interrupção ou de férias, sob pena de serem erradicados definitivamente do sistema/emprego ou com consequências imprevisíveis se não os entregarem.

-Preencherem e entregarem todo o tipo de documentação obrigatoriamente em prazos curtos, independentemente da sobreposição com outros serviços, sem qualquer hipótese de serem assegurados por outros colegas de trabalho.

-Candidatarem-se a concursos ou aguardarem a saída de resultados em momentos imprevistos de interrupção ou de férias e em que os professores não se podem ausentar porque os prazos para procedimentos são curtos e obrigatórios, sob pena de serem erradicadosdefinitivamente do sistema/emprego se não os cumprirem.

Estarem impossibilitados de ocuparem tempo de preparação de aulas adequado à especificidade, devido à diversidade de níveis em lecionação simultânea.

Ser-lhes vedada a possibilidade da constante necessidade de preparação prévia a cada aula de materiais e de espaços para aulas práticas/laboratoriais, devido à diversidade e alteração de níveis entre aulas e à ocupação plena das salas de aulas específicas.

-Inviabilizarem-lhe a prestação de um ensino motivador para os alunos por falta de atualização permanente de espaços, equipamentos e materiais, impossibilitando as escolas de serem locais pioneiros de inovação e estudo, transforandoas em instituições retrógradas permitindo que o cidadão ou empresa comum tenha primeiro acesso e conhecimento das coisas do que a escola, onde osprofessores se transformam nuns autênticos palhaços do sistema perante os alunos que até gozam com eles por não dominarem minimamente a atualidade quanto mais o estudo do conhecimento numa perspetiva futura, tornando a escola numa autêntica sepultura.

Terem consciência de que aquilo que estão a ensinar aos alunos é surreal, insignificante e irrelevante face ao que eles aprendem na sociedade sem a sua colaboração, ridicularizando o ensino para um processo em vias de extinção face aos avanços planetários, apelidando-os de caquéticos e lorpas inúteis, demonstrando que a sua profissão terá um fim próximo, pois são autênticos estorvilhos ao processo evolutivo de aprendizagem virtual e artificial, por isso brevemente não haverá falta de professores, tal como aconteceu quando os mandaram emigrar por reduzirem pares pedagógicos e cargas horárias em disciplinas práticas ou até acabarem com elas.

-Inventarem sistematicamente processos complexos e sofisticadíssimos de registo de dados de avaliação dealunos contemplando simultaneamente centenas de indicadores em constante mutação, transformando-se em autênticos programadores informáticos, quando deveriamutilizar a totalidade do seu tempo na avaliação dos testes/trabalhos dos seus alunos e serem portadores no seu contexto familiar de dados sigilosos completamente desprotegidos – se um professor morrer ou ficar incontactável quem tem ou onde estão os seus dados da avaliação dos alunos? Na plataforma do ministério da educação não porque é inexistente.

-Concentrarem trabalho em excesso cumulativamente com o horário laboral e de reuniões nos momentos de avaliação de centenas de testes/trabalhos que demoram cerca de uma hora cada e que é urgente classificar, necessitando de carregar com eles e de levá-los para casa aos serões, madrugadas e fins de semana, bem como desprezando as suas famílias, os seus amigos e os seus tempos livres.

Passarem parte da vida com a casa às costas, tendo de manter mais uma ou duas casas simultaneamente, sem possibilidade de constituir estabilidade familiar, atendendo às múltiplas limitações e indecisões.

Durante toda a vida profissional, terem de gozar os dias de férias sempre em final de Julho e Agosto quando tudo é muito mais caro, é uma confusão total e os locais mais agradáveis estão inacessíveis, mas continuarem a ser vistos como beneficiários de dias de férias durante as interrupções letivas quando efetivamente nessas alturas têm de executar imensas e diversificadas tarefas complementares que lhes ocupam a maioria desse tempo em que não estão a lecionar, algumas determinantes para a sua atualização constante e muitas completamente inúteis de teor meramente burocrático e que lhes provocam imenso desgaste.

-Atenderem e gerirem simultaneamente até 30 utenteshora a hora com uma astúcia diversificadíssima, num só espaço sem atratividade ocupacional generalizada em que as salas de aula se transformaram face à complexidade em que a vida em sociedade se desenvolve, dando obrigatoriamente prioridade aos ritmos diversificados de aprendizagem, sob observação e crítica constante na posição de alunos em idade e postura desafiadora por vezes ávidos de expressividade/agressividade, permanentemente assessorados por encarregados de educação/pais que assumem funções distintas deatentos/conhecedores/compreensivos/colaborantes/especialistas/dominadores/manipuladores/perseguidores/perturbadores/ameaçadores/agressores/etc., consoante os seus interesses momentâneos.

-Conceberem, produzirem e preencherem documentação com centenas de folhas de papel e online com caráter de urgência, a maioria repetitiva/redundante e sem qualquer utilidade que deveria ser assegurada pela administração educativa porque não tem nada a ver com as funções especificas dos professores e que lhes provocam stress, desgaste e desespero.

-Cumprirem integralmente milhares de normativos legais permanentemente revogados, alterados e novossimultaneamente em vigor, que têm de ser imediatamente interpretados e respeitados ainda antes de serem publicados oficialmente, com conteúdo juridicamente complexo e determinante na vida escolar dos alunos e nos deveres dos professores, sem qualquer apoio técnico ou específico para no final da sua aplicação não produzirem qualquer efeito positivo no desenvolvimento das aprendizagens dos alunos e o processo educativo estar cada vez pior onde o evidente sucesso educativo é alcançado pelo laxismo exigido aos professores.

-Acompanharem e elaboração de processos disciplinares a alunos/professores/funcionários, que normalmente noutras áreas são assegurados por advogados ou serviços avençados, mas que são efetuados pelos professores sem qualquer tipo de assessoria jurídica, antes pelo contrário, o ministério da educação tem gabinetes jurídicos e inspeções-gerais para atacar, crucificar e penalizar os professores no desempenho das suas funções, levando-os à eventual erradicação do sistema/carreira/emprego.

Serem obrigados a inventarem e dinamizarem atividades diversificadas que não têm nada a ver com o desempenho profissional dos professores, mas que estes têm de assegurar em acréscimo ao seu trabalho e nos seus tempos livres para as administrações educativas, as autarquias e as instituições se vangloriarem de promoverem grandes eventos de puro divertimento pavoneadas pelo mito da integral formação dos alunos e para as comunidades educativas participarem e convidarem as entidades oficiais para aparecerem na comunicação social e fazerem brilharete à custa do sacrifício de alguns professores e presenteio de outros.

-…. E muito mais.

Pelo exposto, pode concluir-se que a maioria dos professores em fim de carreira, que deveriam já estar aposentados por excesso de descontos e de idade, têm de continuar a trabalhar em estado mental completamente debilitado e lamentando-se sistematicamente no seu dia a dia de estarem cansados, saturados, exaustos, desgastados, desmotivados, abalados, deprimidos, debilitados, tristes, infelizes, arrependidos, frustrados, destroçados, estoirados,trucidados, irritados, revoltados, transtornados,descompensados, doentes, agredidos, etc., faltando ao serviço e aparentando andar em transe sem saberem o que têm, quiçá estarão malucos, tal como se dizia noutros tempos quando se tinham problemas que ninguém conseguia resolver, mas atualmente, sem que qualquer político se preocupe minimamente com eles ou com o futuro dos jovens seus alunos, inclusive os anteriores e oatual ministros da tutela que revelam pelos professores um total desprezo e desfaçatez, vangloriando-se do que estão a fazer e assumindo o comando dos guerreiros contra os professores e na destruição do ensino e da escola pública, têm de manter-se no ativo. Estes professores mantiveram-se dezenas de anos na profissão na expetativa de se aposentarem com 55 anos de idade e 36 anos de serviço, tal como foi proporcionado aos seus colegas sem penalizações e ainda atualmente a algumas classes de distintos privilegiados, mas aqueles viram esse horizonte transformar-se em quase 67 anos de idade e mais de 40 anos de serviço. Foi um aumento de 12 anos na idade, notrabalho e nas contribuições. Uma injustiça ultrajante, única, inigualável e arrasadora de qualquer ser humano, sendo por isso qualificável como um autêntico atentado aos direitos humanos e ainda agravado pela punição redundante nos que a sofrem e não nos que (i)legalmente a legislaram. Um ato selvático e criminoso perpetuado por políticos verdadeiramente assassinos que matam lentamente estes professores infringindo-lhes barbárie, tortura e crueldade que há muito era punida no ser humano e agora até nos animais. Mas, neste país, governam os crápulas, os carcereiros e os seus capangas que vivemluxuriosamente à custa dos que martirizam, mas a vingança poderá chegar um dia.

O sucesso de uma classe verifica-se pela sua união nos direitos equilibrados e nos contributos dos que a mantêm unida, pelo que os professores estão sistematicamente desunidos porque os seus dirigentes tudo fazem para os diferenciar e subjugar. Como exemplo: enquanto os médicos estiveram unidos com direitos equivalentes os cuidados de saúde foram satisfatórios, agora é o descalabro total por cada um ganhar muitíssimo mais do que o outro.

 

Aos 60 anos de idade e/ou 40 de serviço pelos sacrifícios que passaram, quando deveriam estar a cuidar dos pais, os professores estão no auge contributivo e à beira do delírio, sem verem a sua profissão considerada como de desgaste rápido, tal como já foi amplamente reconhecida.

 

Eu, Carlos de Almeida Tiago, sou um deles com perto de 63 anos de idade e de 43 anos de serviço que nunca faltou por doença e sem qualquer falta durante perto de 30 anos seguidos, a quem (a CGA) não contempla o direito à acumulação e bonificação de 30 dias por cada ano de serviço sem faltas em resultado do incumprimento da lei que vigorou durante 11 anos, cumulativamente com outros direitos para a aposentação, mas que atualmente me encontro de baixa psiquiátrica, vítima de “burnout” que não é considerado doença profissional e dito na gíria, por finalmente ter ficado maluco na qualidade de professor, “a Bem da Nação e, devido a isso, até ao final da minha vida, não posso nem quero ver nem relacionar-me com qualquer tipo de político de esquerda, do centro ou de direita do atual sistema corrupto implantado, tenha ele ou não culpa por me terem retirado dezenas de direitos inalienáveis alcançados por anteriores negociações entre governos/sindicatos e nem pretendo votar em quaisquer eleições até que haja uma nova Revolução.

O 25 de Abril de 1974 não se fez com votos!

Está na altura de nós professores assumirmos o papel dos militares (sem medo) que àquela data o iniciaram e fazermos uma nova Revolução que despoje de poder os privilegiados políticos que vivem à custa deste sistema apelidado de democrático que está a criar uma sociedade exclusivamente de ricos e pobres, ambos subsídio-dependentes, os primeiros para sustentar projetosmegalómanos e os segundos para alimentar misériaperversa, trucidando a classe média que só vive para pagar cada vez mais impostos e trabalhar até morrer.

Nós professores, temos de deixar de fazer greves/manifestações/etc. que só nos prejudicam e devemos aplicar a nossa cultura, experiência e ação para assumir as rédeas do poder e praticar atos de justiça, pois somos em número suficiente para ocuparmos todos os órgãos representativos de manipulação política onde se tomam decisões e os tais ajustes diretos. Fim aos votos efim à nossa participação no sistema. A Escola foi a última Instituição Pública a apodrecer. Nem mais um cêntimo para “jornadas”, “futeboladas”, “tapadas”, ptadas”, espirotosantadas”, “inauguraçõesadas”, outras trapalhadas e muito menos para guerras, enquanto não forem repostos direitos roubados aos professores. Alguns de nós até estamos lá, temos lá os nossos filhos, sentamo-nos à mesa com eles, relacionamo-nos com eles, etc..Porquê continuar a venerá-los? O “sócratismo” não fez as negociatas sozinho, tinha excelentes colaboradores que andam por aí à solta a cometer os mesmos crimes e todos sabem quem são, mantendo-se intocáveis e elegíveis. Só não vê quem não quer. Um país não é um presidente ou um rei que passa a vida a tirar selfies a trocar piropos com governantes e a verem molestar crianças achando que foram poucas. Um país é o Povo a viver bem e saudávelsem covidismo. Vamos unir-nos, boicotar tudo onde participamos ou que fazemos e assumir o poder da justiça participativa justificada. Seremos a Junta de Salvação de Portugal se soubermos articular o nosso poder organizativo e igualitário. Os Professores foram, são e serão sempre o Futuro e o melhor exemplo para os Jovens.

Já lá estou para o que der e vier, porque um malucopode sempre dizer o que lhe vai na “alma”!

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O cérebro adolescente – João André Costa

 

Os adolescentes, já se sabe, são irresponsáveis, imaturos, impulsivos, apaixonados. Movidos por causas, aí estão eles de bandeira em punho e punho em riste rua abaixo e rua acima, eternamente insatisfeitos e convencidos até ao âmago da sua existência não só da sua razão mas também desta invencibilidade, imunidade e imortalidade.
Os adolescentes, já se sabe, vivem para sempre e acrescentam mais um “i” de infertilidade à sua condição eterna.
O mundo é seu e está a saque, disponível e vulnerável e a vitória sempre certa e a razão para tamanha inocência não tem a ver com o epíteto”rasca” de outros tempos que são os nossos tempos quando a injustiça grita e cospe na cara de quem sai à rua mas sim e somente com o desenvolvimento, mais precisamente a falta de desenvolvimento, cerebral.
Trabalhar com adolescentes, estudar com adolescentes, crescer com, entre e para adolescentes é viver e promover o desenvolvimento cerebral hoje e sempre inconformado quando já não se é criança mas nem por isso adulto e a razão pura e simplesmente biológica.
O cérebro reptiliano à nascença, cheio de sobrevivência e instinto, vai desenvolver-se de trás para frente ao longo dos anos para dar lugar ao pensamento e o pensamento, a capacidade cognitiva e de discernimento, a compreensão vem sempre no fim.
E sim, na adolescência o córtex pré-frontal ainda está em vias de maturar, carecendo de orientação, assertividade, compreensão mas também carinho e afecto se, como professores e pais, pretendemos formar esta sociedade do amanhã.
A imaturidade do cortéx pré-frontal é a imaturidade adolescente e o porquê do recurso à amígdala, estrutura cerebral associada às emoções, agressividade e instinto, para a tomada de decisões.
A base da impulsividade e dos comportamentos irreflectidos é assim a razão para dar aos jovens com quem trabalhamos todos dias uma segunda, terceira, quarta e mais oportunidades.
E não, não é nem razoável nem expectável ter nos jovens a nossa capacidade de análise e compreensão, tantas vezes falível e a humildade igualmente basilar no ensino.
Os jovens, os adolescentes, os nossos alunos não são, não podem nem devem ser responsabilizados como se de adultos fossem se a capacidade de pensamento e decisão é dominada por áreas do cérebro em tudo menos capazes.
E se o córtex pré-frontal feminino tem o seu pico de desenvolvimento sináptico por volta dos 11 anos de idade, já com os rapazes o mesmo acontece aos 14 anos de idade, deste modo explicando a maturação cognitiva precoce das alunas de todos os dias.
Acrescente-se a estes processos o excesso de dopamina no cérebro adolescente sempre que gratificado para apreender a necessidade de recompensa imediata em tudo incapaz de esperar e à qual a escola e os professores devem estar atentos.
A recompensa, dependente da relação entre professor e alunos, será proporcionalmente maior à relação entre os professores e demais
dirigentes e não esqueçamos a realidade onde
estamos inseridos.
Valorizar a escola pública, acredite-se ou não, é promover o desenvolvimento do cérebro adolescente e o resultado sempre da nossa inteira responsabilidade.

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Espera. Mas sentado, se não cansas-te

Marcelo Rebelo de Sousa espera que o próximo ano letivo seja “menos agitado”

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera que o próximo ano letivo seja “menos agitado” do que o anterior e garante para breve a promulgação do diploma sobre a progressão da carreira dos professores.

“Todos desejaremos que o próximo ano letivo seja menos atropelado do que os anos letivos da pandemia e menos agitado do que uma parte do ano letivo que terminou”, afirmou o chefe de Estado aos jornalistas em Faro, antes do jogo Portugal-Estados Unidos, de preparação para o mundial de râguebi França2023.

Questionado sobre a promulgação do diploma sobre a progressão nas carreiras dos professores, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “é uma questão de calendário”.

“Em tempo oportuno, atropelaram-se agora vários temas, mas acho que é uma questão de não muitos dias”, disse o presidente da República a propósito daquele diploma.

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O Presidente da República e a Escola Pública

 

O Presidente da República e a Escola Pública

 

 

O país educativo aguarda ansiosamente a decisão, a segunda, sobre o diploma que tem constituído um intenso e desgastante braço de ferro entre a tutela e os representantes dos docentes. Realço a rapidez (em menos de 24h!) com que o governo respondeu ao veto do PR, contrastando com a relativa demora, ainda que dentro do prazo legal, do conhecimento da pronunciação final. A mencionada alteração minimalista deverá ser suficiente para a promulgação do diploma, contribuindo para a perduração de uma luta, em jeito de “guerra total”, entre duas partes decididamente de candeias às avessas. A reabertura das portas à negociação (“não dar a negociação por encerrada”) será suficiente para incrementar a paz e a estabilidade desejadas por Marcelo Rebelo de Sousa na Escola Pública portuguesa?

Os últimos dias têm sido de imenso trabalho para as direções executivas das escolas que, esta semana, foi elevado a um patamar de responsabilidade máxima pelas tarefas exigentes que têm em mãos: envio à tutela de horários/vagas para docentes dos diversos grupos de recrutamento, que serão atribuídos este mês. Com a diminuição do crédito horário – que, para além do mais, permite às escolas aumentar o número de professores – e com margem diminuta (pouco viável) de usar a figura da recondução, os diretores desenvolvem um trabalho hercúleo, pleno de constrangimentos, na preparação do próximo ano letivo, de modo a favorecer um decurso o mais normal possível. Reitero firmemente a necessidade da contratação de uma franja de professores pelas escolas, faltando um debate sério que se impõe sobre este tópico, bem como a coragem política para o fazer. Estamos muito longe de uma realidade generalizada em inúmeros países, e no nosso, até a simples recondução é algo excecional…porque será?

Nos termos do Despacho n.º 1/2023 do Ministro da Educação de 02.08.2023, é permitido às escolas suspenderem as suas atividades no período de 14 a 18 de agosto, em articulação com as respetivas câmaras municipais. É uma ambição que se saúda, requerida há muitos anos pelos diretores aos sucessivos governos, merecendo o meu elogio. As escolas irão adequar esta prerrogativa à sua realidade, operacionalizando uma medida que, no próximo ano, deverá ser por um período alongado de tempo, de modo a que todos os profissionais das escolas tenham alguns dias das merecidas férias no mês mais pretendido para o fazer.

A visita do Papa, os incêndios, a guerra na Ucrânia, a época balnear, o arranque da época futebolística domin(ar)am as publicações e programas noticiosos. Na Educação o destaque costumeiro está previsto para o início de setembro. Desejo veemente que o ano letivo 2023/2024 se afirme repleto de paz e estabilidade para voltarmos ao melhor que a normalização pode produzir pela Escola Pública, e pelo desenvolvimento de práticas, processos e projetos em permanente ascensão.

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Recuperação de tempo de serviço? Só numa próxima legislatura

 

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Faltam vagas nas Creches e nos JI

 

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O que dirá o espelho dos Directores?

 

Com um carácter perverso e vicioso, o Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, criou uma maliciosa interdependência entre o Ministério da Educação e os Directores, procurando-se, implicitamente, o benefício de ambas as partes, através do mutualismo…

Os principais executores locais das medidas de política educativa, preconizadas pelo Ministério da Educação, são os Directores…

Dos Directores, a quem foi conferida a autoridade necessária para implementar tais medidas, espera-se que sejam uma extensão do Ministério da Educação, dentro de cada escola:

– “com este decreto-lei, procura-se reforçar as lideranças das escolas” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…

“para que em cada escola exista um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver o projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa.” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…

Em resumo, a Lei é muito explícita quanto ao protagonismo outorgado ao cargo de Director e quanto à importância atribuída à existência de uma liderança forte em cada escola, concedendo-se a essa figura um Poder praticamente ilimitado e, inclusive, a possibilidade de o exercer de forma autocrática, se for essa a sua vontade…

E também foi a Lei que propiciou que cada Agrupamento de Escolas ficasse praticamente confinado à figura do respectivo Director e cativo da mesma:

O Projecto de Intervenção na Escola (Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, Artigo 22º) e a Carta de Missão (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 6º), são considerados documentos fulcrais, por supostamente regerem toda a acção do Director no decurso do(s) respectivo(s) mandato(s) e onde o próprio assume e explicita os compromissos e objectivos a atingir…

Ambos os documentos espelham, inequivocamente, a edificação de projectos pessoais e intransmissíveis e, por isso, dificilmente conseguirão ser vistos e sentidos como plenamente representativos de outros que não dos próprios…

Mas, e paradoxalmente, esses “outros” são chamados a concretizar tais propósitos…

Ou seja, espera-se que “outros” participem activamente na consecução de desígnios pessoais e de projectos alheios, como se fossem seus ou como se tivessem sido ouvidos e tidos em consideração em alguma parte desses processos…

Sobretudo do ponto de vista motivacional, esse parece ser um potencial “campo minado”, onde milhares de profissionais de Educação acabam por ser, de certa forma, instrumentalizados como meros “peões”, postos ao serviço de desígnios estranhos a si…

Mas os Directores não nasceram Directores, quiseram tornar-se Directores…

Querer ser Director é uma opção e uma escolha pessoal, de vida e de carreira, apenas imputável aos próprios e, sendo assim, não será legítimo impor as respectivas consequências a terceiros, em particular quando se pretende exercer o Poder de forma autoritária e discricionária…

Tratando-se de uma opção voluntária, dificilmente poderão existir “mártires” no universo dos dirigentes escolares…

Além disso, bastará a respectiva demissão para renunciar ao exercício do cargo de Director, caso se considere que o “peso desse fardo” se tornou insuportável… Apesar de existir essa prerrogativa, não parece, contudo, que a mesma seja accionada por um número expressivo de Directores…

Ao que tudo indica, a imagem de muitos Directores, junto dos Professores, parece encontrar-se maculada e a sua reputação, em vários casos, posta em causa… Parte significativa do universo de Directores não será vista como um efectivo par, mas antes como o prolongamento do Ministério da Educação, dentro de cada escola…

Muitos Directores parecem esquecer que:

– O reconhecimento da autoridade e o respeito em relação ao líder não se faz pela imposição, mas através da confiança recíproca, assente na negociação e no comprometimento mútuo; um líder escuta aqueles que dirige, não se limita a ouvir; admite, perante os mesmos, os seus erros quando os comete; delega, não centraliza o poder em si próprio e não toma todas as decisões unilateralmente; um líder não instiga a delação, nem cria pequenos grupos “confiáveis”, constituídos apenas por aqueles que jamais assumirão qualquer divergência ou desacordo consigo; um líder (re)conhece as dificuldades e as especificidades profissionais dos que são dirigidos por si…

Em vez do anterior, muitos Directores mostram, amiúde, uma postura tendencialmente “persuasiva”, inevitável eufemismo de uma atitude autoritária e prepotente, com fins iminentemente intimidatórios e, enquanto assim for, continuarão sozinhos “em frente ao espelho”…

Nessas circunstâncias, o único rosto que verão será o seu…

No mais íntimo de si, quantos conviverão bem com aquilo que vêem no espelho?

A relutância de muitos profissionais de Educação em confiarem nos respectivos Directores parece insanável e isso dever-se-á, sobretudo, ao facto de se considerar que grande parte das escolas é gerida de acordo com uma incondicional subserviência ao Ministério da Educação…

 O que têm feito os Directores para contrariar essa desconfiança? Talvez, muito pouco…

A maior parte daqueles que exerce o cargo de Director também já desempenhou a função de Professor, mas, quase sempre, há muito, muito, tempo… Tempo, talvez, suficiente para ter esquecido as espinhosas vicissitudes da profissão docente e não conseguir “pôr-se na pele” daqueles que estão em seu redor…

Parte significativa dos Directores parece padecer de uma “doença em estado crónico”, que deveras incomoda pelos sintomas permanentes e persistentes:

– Aceitar tudo o que provém do Ministério da Educação…

Ou seja:

– Por um lado, acolhem-se todas as exigências dirigidas às escolas, mesmo aquelas que, à partida, se antecipam como impossíveis de serem concretizadas ou, até, as que se identificam como absurdas…

– E, por outro, anui-se com as decisões emanadas pela Tutela, sem colocar limites às expectativas sobre as acções que a Escola pode e tem competência para empreender…

Aceitar todas as exigências e criar falsas expectativas conduz, quase sempre, à frustração, à decepção, ao desânimo e ao fracasso, além de não ser uma atitude realista, sensata e honesta…

As Associações de Directores, que poderiam ter um papel importante como “contrapeso” às políticas do Ministério da Educação, não se têm mostrado capazes de enfrentar as fantasias e os desacertos da Tutela, preferindo enveredar, frequentemente, por inconsequentes “alertas” e “avisos”…

Muitos “alertas”, muitos “avisos” e algum “bluff”, mas nenhuma recusa efectiva em pactuar com os erros da Tutela…

O último dos “alertas” parece ter sido este:

– Filinto Lima, Presidente da direção da ANDAEP, afirmou que os Directores estarão “à beira de um ataque de nervos” com a reformulação do crédito horário realizada pelo Ministério da Educação, que permitia o reforço de Professores, de acordo com o Plano de Recuperação das Aprendizagens, em vigor desde a pandemia (Jornal Diário de Notícias, em 9 de Agosto de 2023)…

Se, como se antevê, faltarem, sobretudo, recursos humanos, mas também previsivelmente materiais, impeditivos do normal funcionamento das escolas no próximo ano lectivo, porque se aceitará e tolerará continuar a “tapar os buracos” que vão sendo abertos pelo próprio Ministério da Educação?

Sacrificando, ainda mais, e se necessário, aqueles que em nada contribuíram para o expectável desastre?

Em nome de uma paz meramente “cinematográfica”, prevalecem as aparências e a democracia de fachada, mescladas com apelos ao espírito de missão, ao trabalho colaborativo e ao positivismo, todos feitos à medida da mais elementar demagogia…

Quando é que as Associações de Directores conseguirão encontrar a coragem necessária para deliberarem uma tomada de posição colectiva, pública e consistente, que permita contrariar, de forma inequívoca, as medidas erráticas da Tutela, à semelhança do que fazem outros grupos profissionais?

Porque não se delibera, por exemplo, que os portões das escolas só se abrirão quando existirem as condições necessárias para se verificar a normalidade desejada, nomeadamente quando forem providenciados suficientes recursos humanos?

A criação do cargo de Director permitiu que alguns fossem elevados ao estatuto de “divindades”, uma espécie de semideuses, movidos por um inultrapassável pensamento egocêntrico, muito embevecidos e deslumbrados pela sua “imagem no espelho”…

Mas os espelhos não costumam ter filtros… E sem filtros, alguns rostos poderão tornar-se francamente assustadores…

O que dirá o espelho dos Directores?

Nota: Por uma questão de facilidade da escrita, foi utilizada a expressão Director/Directores, apesar de a mesma não se referir apenas ao género masculino, mas a todas as identidades de género.

(Paula Dias)

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Em que penso? Sério? Queres saber? – Nelson Pires

 

Penso na Notificação da Avaliação de Desempenho Docente que recebi hoje, pelo correio. Sim… aquela “cena” toda com aulas observadas… e tudo e tudo e tudo!
É “científico”, medem-se uma quantidade ENORME de coisas com um grau de certeza absolutamente “assustador”… que eu até fico tonto só de olhar para aquilo!

Pela forma como os sucessivos Governos estruturaram o processo, no meu Agrupamento podiam ser atribuídos 9 “Muito Bom” e 3 “Excelente”.

Foram atribuídos 12 “Muito Bom”. Foram 56 professores avaliados, neste ciclo 2022/2023.

E… não… eu não sou assim tão bom. Nem muitos outros, aliás… mas eu estou aqui para falar por mim.

Não fui (não sou) um desses “Muito Bom”… nem podia ser, aliás. Não podia ser… porque o Governo não deixa. Não quer. Não permite. E também porque… bom… como esta é uma rede social pública e como já fui diversas vezes DENUNCIADO/ATACADO/ACHINCALHADO pelo que escrevo/penso, principalmente por gente má e mesquinha e que nem sequer sabe interpretar o que se escreve… não vou dizer os OUTROS motivos… nem o que penso SOBRE TUDO ISTO.

Mas, ó Facebook, já que perguntaste… sim, é nisso que estou a pensar… num dia em que tive o grato prazer de parabenizar alguns ex-alunos pelos seus aniversários (bem, com uns minutos de atraso), incluindo um que foi meu aluno em 1988/1989. Pois, é verdade, há 35 anos.

Não sei se nessa altura eu era “Excelente”, “Muito Bom” ou só “Bom” (como agora me disseram que sou), mas posso garantir-te que era mais FELIZ, tinha SONHOS, ILUSÕES, ESPERANÇA… e acreditava que poderia ter algum impacto positivo nas vidas de alguns!

Hoje, o que tenho?!
Não posso dizer… não vale a pena, não ias gostar de saber!…

Sei que das ordens/sugestões que recebi (num pote de vidro) dos meus actuais alunos para fazer nas férias, ainda só consegui cumprir a primeira que abri e li: era do S. e mandava-me DESCANSAR!
(mas, B., não foi – não tem sido – numa cama de rede. Desculpa!)

Estou a pensar no que a M. me sugeriu… que era fazer uma viagem de balão. O “problema” é que seria com bilhete só de “ida”… até porque a sugestão do E. é que eu salte de pára-quedas (pré-AO 1990)! Iria aproveitar o “2 em 1” e com certeza já não voltaria!

Portanto, calma aí, ok? Também não sou assim tão mau… porque até tenho aqui um papel a dizer que sou “Bom”!

Retirado do Facebook

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Desistência total ou parcial CI/RR

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite ao docente proceder à desistência total ou parcial de contratação inicial e da reserva de recrutamento, até às 18:00 horas do dia 11 de agosto de 2023 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Desistência total ou parcial CI/RR
Nota Informativa – Desistência total ou parcial CI/RR

 

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Talvez um dia…

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O mundo digital – inspirado num livro polémico

 

Estamos sobrecarregados de solicitações digitais, tornamo-nos dependentes dos nossos smartphones e temos cada vez mais dificuldade em concentrar-nos na tarefa que estamos a realizar (ler, falar, descansar) sem sermos interrompidos por sinais digitais, aos quais respondemos a correr. O nosso grau de atenção está francamente a diminuir.

Quanto mais “inteligentes” se tornam as aplicações, mais invasivas são das nossas vidas e substituem o nosso pensamento. Já nos lembram de todos os nossos compromissos e obrigações, escolhem os nossos restaurantes, ordenam-nos as informações de que dispomos, selecionam os anúncios que nos são enviados, determinam as rotas e caminhos que devemos seguir, propõem respostas automáticas a algumas das nossas perguntas verbais e aos e-mails que nos são enviados, domesticam-nos os filhos a partir do jardim de infância, etc. Mais um esforço e, realmente, acabarão a pensar por nós.

Uma dependência aparece quando se deixa de ter controlo sobre a necessidade de fazer uma coisa. Muita gente — eu próprio incluído — olha para o telemóvel mesmo quando está ocupado a fazer outras coisas com outras pessoas.

Vem esta questão, que já exagerei na introdução, a propósito de um livro recente que li (edição original em França de 2021), sobre os perigos dos ecrãs para os nossos filhos. Polémico logo no título – A Fábrica de Cretinos Digitais (2021), que venceu o prémio para melhor ensaio em França, da autoria de Michel Desmurget (neurocientista).

Trata-se de uma obra que tem tanto de pertinente como inquietante, traçando um cenário doloroso sobre os efeitos que esse consumo em excesso está a ter nos cérebros dos nossos filhos.

E atenção que a obra não pode ser considerada como um libelo contra o mundo digital – não é tecnofóbica, o que seria uma idiotice no mundo que vivemos diabolizar as tecnologias e o seu uso. Não, trata-se de uma obra séria, cuidada nos dados e referências que publica e muito oportuna. E apesar de colocar o foco, muito interessante, na questão da exposição” digital” de crianças, a questão de fundo que levanta é útil, mesmo para adultos.

Desde que irrompeu o “digital e o mundo dos ecrãs” nas nossa vidas – fenómeno relativamente recente à escala das nossas vidas – relembro com frequência que quando tinha a idade dos nossos alunos atuais ninguém tinha computador em casa, com os telemóveis, tablets, consolas de jogos a serem realidade bem distantes ou em “sonhos” de autores de ficção científica ou em filmes – a este propósito não resisto em mencionar o Blade Runner (1982) de Ridley Scott.

Mas adiante, de que perigos falamos?

Quanto ao mundo adulto pouco mais há a dizer, atente-se na introdução deste artigo. Apesar da relação com estas tecnologias ser algo recente, todos (adultos, jovens adultos) vão conhecendo histórias dos efeitos nefastos de uma ligação “desregulada e excessiva” com este mundo. São as horas que se “queimam” ao sabor dos cliques, páginas que se saltam de umas para as outras, jogos online, maratonas a ver séries – já não temos a calma e a sobriedade de esperar pelo episódio da semana, onde a realidade televisiva ou a internet já não satisfazem, por lentas. O entretenimento sem interrupções que temos disponíveis (e a baixo custo) – basta pensar nas plataformas digitais e na quantidade enorme de conteúdos que temos disponíveis a qualquer hora do dia, aparentemente, não nos tem feito mais felizes, tal é a sensação de vazio que deixa em muitas pessoas. E não é por falta de entretinimento, é mesmo por excesso.

Retornando ao autor e ao que partilha de preocupante, é o que diz sobre os efeitos desta exposição desregulada – diz-se assim, porque os adultos, pais e famílias, não estão a regular de forma conveniente, ou não estão atentos ao problema, do tempo em excesso que as novas gerações estão a interagir com smartphones, tablets, computadores é elevadíssimo, e em idades que surpreendem.

Atentem nos números que, insisto, são o resultado de estudo a amostras relevantes de crianças da europa ocidental.

Aos 2 anos, as crianças consagram todos os dias quase três horas a ecrãs. Entre os 8 e os 12 anos, esse tempo aumenta para cerca de quatro horas e quarenta e cinco minutos. Entre os 13 e os 18, a exposição é em média de seis horas e quarenta e cinco minutos diários. Em termos anuais, são cerca de mil horas para um aluno do 1.º ciclo do ensino básico (quase o mesmo número de horas de um ano escolar) e 1700 para um do 2.º ciclo. Já para um aluno do 3.º ciclo e do ensino secundário, falamos de 2400 horas anuais, o equivalente a um ano e meio de trabalho a tempo inteiro.

E desta observação retira o autor, para reflexão, as seguintes preocupantes conclusões. Ao contrário do que se pensava, a profusão de ecrãs a que os nossos filhos estão expostos em idades tão precoces estão longe de lhes melhorar as aptidões. Na verdade, verifica-se precisamente o oposto: acarreta consequências pesadas ao nível da saúde (obesidade, desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diminuição da esperança de vida), em termos de comportamento (agressividade, depressão, ansiedade) e no campo das capacidades intelectuais (linguagem, concentração e memorização).

Vão-se identificando problemas – usa-se mesmo a expressão hecatombe morfológica, para descrever os problemas musculares, mental e social a afetar a cultura do corpo, sentado inúmeras horas, valorizando a ponta dos dedos e a fadiga visual, com consequências na enorme taxa de sedentarismo, inatividade física, criando cada vez mais analfabetos motores  –  os professores de educação física podem falar muito sobre isto, e lutam diariamente para contrariar o fenómeno, que tem consequências evidentes na saúde física.

Tudo isto afeta gravemente o rendimento escolar dos jovens e o seu desenvolvimento.

E conclui o autor que os nativos digitais – expressão criada no início do século XXI para definir aqueles que nasceram e cresceram numa cultura digital, são os primeiros filhos a terem um QI inferior ao dos pais e que após milhares de anos de evolução, o ser humano está agora a regredir em termos cognitivos e de capacidades intelectuais, por culpa da exposição excessiva a ecrãs.

 

O mundo digital está a transformar tudo à nossa volta e, se não estivermos atentos, também pode transformar cada um de nós a partir de dentro, seja adulto ou criança. É só deixarmos que o uso das tecnologias se transforme num exagero pouco saudável, e num (mau) hábito que nos preencha.

 

Da experiência de investigação – e observação no mundo escolar, tem sido possível verificar a existência de alguns casos de crianças e jovens que são exímios jogadores frente aos ecrãs, mas que não sabem brincar em atividades livres com os amigos. Esta relação entre cultura digital e cultura motora, deveria merecer mais reflexão no contexto familiar, educativo e comunitário. É fundamental para a saúde pública da sociedade contemporânea a consciência de um equilíbrio na utilização lúdica destes artefactos digitais e a promoção de estilos de vida ativa, como o caminhar, correr, saltar, nadar, brincar ao ar livre, jogar à bola, andar de bicicleta e skate, sujar-se, perseguir, ser perseguido e lutar, subir às árvores, descobrir através das experiências com o envolvimento natural e construído, cores, cheiros, contrastes, desafios, aventuras, etc.

 

 

Parece óbvio que as crianças e os jovens devem aprender as habilidades fundamentais e aproveitar as magníficas potencialidades que o mundo hoje oferece no acesso à informação e ao conhecimento.

 

Mas enterrar a cabeça na areia e não estar atento aos “problemas” que vão sendo identificados seria também uma atitude incompreensível e perigosa. Os pais e as famílias têm de estar atentos à forma (e tempo) que se colocam esses dispositivos

nas mãos de crianças e jovens sem qualquer controlo. Não sermos adultos distraídos digitalmente, por conveniência de gestão de tempo pessoal, ou falta dele. No fundo, uma educação mais atenta e saudável dos filhos no uso deste arsenal de ecrãs disponíveis.

 

Um contributo seria, por exemplo revalorizar a leitura (onde a escola muito se empenha), de literatura e de poesia, promover o contato com a natureza, comportamentos que possuem maravilhosas propriedades terapêuticas.

 

As palavras ajudam-nos a viver melhor, de um modo mais sereno.

 

Paulo Barata

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𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺 𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝘀𝘂𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗱𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝘀𝗮 𝗣𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮, 𝗜.𝗣., 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗮𝗻𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟯/𝟮𝟬𝟮𝟰

𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺 𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝘀𝘂𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗱𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝘀𝗮 𝗣𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮, 𝗜.𝗣., 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗮𝗻𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟯/𝟮𝟬𝟮𝟰

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 4.ª feira (inclusive), 9 de Agosto de 2023, pelo prazo de 𝗰𝗶𝗻𝗰𝗼 (𝟱) 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝘂́𝘁𝗲𝗶𝘀, concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2023/2024.

Informa-se que o formulário online se encontrará disponível a partir de 4.ª feira, 9 de Agosto de 2023, até às 23 horas e 59 minutos, hora de Portugal Continental, do dia 16 de Agosto de 2023, conforme disposto no n.º 2 da parte VII.I do Aviso n.º 14840/2023, de 8 de Agosto.

Aviso n.º 14840/2023, de 8 de Agosto: https://files.diariodarepublica.pt/2s/2023/08/153000000/0005700065.pdf

Formulário online: https://casapia.pt/categorias_carreiras/carreira-docente/

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