O número de alunos estrangeiros nas nossas escolas têm vindo a aumentar exponencialmente. As escolas não possuem meios para os apoiar na introdução à nossa língua e para colmatar a diferença de programas entre os países de origem e o português. Os alunos oriundo do Brasil nunca ouviram falar de Física ou Francês até ao 9.º ano. As aprendizagens revelam lacunas que dificultam o sucesso destes alunos, mas não estão a ser tidas em conta pela tutela.
Professores e diretores de escola pedem grupo de recrutamento próprio para apoio a alunos estrangeiros
Sem lugares em algumas escolas, estudantes estrangeiros são colocados administrativamente. Já há turmas com mais alunos internacionais do que portugueses. Diretores e professores pedem mudanças para apoiar estudantes e famílias.
Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue “ArLindo” (um dos mais lidos no setor da Educação), afirma que “nenhuma escola está preparada a nível de recursos humanos e, muitas, nem em termos físicos, para receber os alunos estrangeiros”. “A título de exemplo, posso dizer que, no meu agrupamento, no 1º ciclo, já não tenho espaço nas turmas porque já estão no máximo. Os alunos terão de recorrer a outro agrupamento, mas os das proximidades também estão cheios”, refere.
Nestes casos, conta, os estudantes são colocados administrativamente numa escola onde haja vagas, sendo uma solução muitas vezes, de difícil gestão para as famílias. “Muitos pais não têm carta, não têm carro e procuram, por isso, escolas centrais. No ano passado tive um aluno que chegou em abril e foi para uma das escolas mais longe da sua área de residência. A mãe acompanhava-o três quilómetros a pé até à escola, numa zona sem transportes públicos”, recorda Arlindo Ferreira. O responsável sublinha que são necessárias mudanças urgentes para acolher os estudantes e as suas famílias. Para Arlindo Ferreira, o Ministério da Educação (ME) devia, “em primeiro lugar, criar um grupo de recrutamento próprio para PLNM e, paralelamente, atribuir horas de crédito em função do número de alunos matriculados e não apenas para resolver a questão de PLNM”. Isto porque, esclarece, “os alunos precisam de outro tipo de apoios e não apenas ajuda com a língua do país de acolhimento”. “Precisamos de recursos humanos para acompanhar esses alunos durante o dia e na fase de adaptação”, frisa.
Professores querem Grupo de Recrutamento para a disciplina de PLNM
O Agrupamento de Escolas Cego do Maio conta já com cerca de 120 alunos estrangeiros, nos vários ciclos de ensino e de mais de 20 nacionalidades. “Tenho alunos russos e ucranianos na mesma sala ou estudantes já com algum domínio da língua misturados com alunos sem conhecimento algum a trabalhar no mesmo bloco de apoio de PLNM. Este tipo de questões mais sensíveis devem ser repensadas”, alerta. Neste contexto, Arlindo Ferreira pede a criação de um Grupo de Recrutamento para PLNM. “Muitas vezes, os professores de português não têm formação e não é a mesma coisa dar PLNM e Português de Secundário. Seria importante haver um grupo, como há, por exemplo, o de Língua Gestual”, defende.




19 comentários
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Não havendo grupo de recrutamento próprio,
os grupos de recrutamento mais indicados para lecionar PLMN são: 110, 210 e 220 e 330. A seguir são: 320 e 300, com habilitação própria ou profissional. No entanto, destes, os melhores são grupos de inglês como o 220 ou 330 pois permitem fazer a ponte de entendimento com os alunos através da língua inglesa.
Este ano como não tinha horário completo no 330, lecionei PLNM pois tenho habilitação própria para os grupos 210 e 220. Foi duro pois tem especificidades próprias mas consegue-se e até gostei. Se me pedirem para conpletar horário ou dar aulas de apoio, aceito. Há no entanto muitos colegas que não querem, pois exige muito trabalho extra, como ler muita legislação, pedir muita informação à DGE, trabalhar com vários niveis de proficiência na mesma turma / hora, comunicar por vezes em inglês, francês, etc., ou fazer-se entender por gestos, etc . Já para não falar de aturar colegas e D.T. que acham que percebem tanto de PLNM como nós.
Este Portugal já não é para portugueses!
E a treta pseudoinclusiva só fomenta condescendências com falta de respeito pelo portuguese way of live!
A Madona pode ser apenas uma referência para o mundo dela e só vem para cá encarecer-nos a vida!
Defender as conquistas de Abril passa também por saber acolher estes desfavorecidos que nos procuram para uma vida melhor. Saber integrá-los é defender Abril!
Só faltava agora um João abrileiro!
Colega (?) João, saltaste logo para os comentários!?
Volta, sff, para a casa da partida e lê o post inicial ,depois, poderás sugerir e/ou comentar algo pertinente…
Para os cheganos e neoliberais talvez não seja pertinente defender Abril. Para os democratas é essencial.
Se abril tivesse triunfado seríamos comunistas.
Grupo especifico? Para quê???
O que é necessário é CRÉDITO HORÁRIO para apoiar estes alunos. O sonso mentiroso não dá!
Os comissários políticos apenas querem protagonismo, com esta proposta.
Não é necessário criar um grupo próprio! PLNM já é garantido pelos docentes dos grupos 300, 330, 220, 210 entre outros.
É necessário, isso sim, um crédito horário para o efeito.
Com água de rosas, também querem?
Quais GR qual cara***!
Paguem-nos bem e pomos tudo a palrar Português!!
Qualquer docente profissional em Ensino independentemente do grupo pode dar PLNM é mais que óbvio pois o seu percurso académico foi realizado em português presume-se. Basta saber o programa e depois aplicá-lo! Mesmo um professor profissionalizado em Geografia pode dar PLNM!!! É necessário apenas que ele tenha tido aprovação em disciplinas no âmbito da pedagogia formação inicial em ramo educacional ! É uma forma de colmatar a falta de professores e beneficia muitos que têm horários incompletos. Ex: um professor profissionalizado no Ensino de História com 14 horas poderá completar seu horário com aulas de PLNM!! E o seu tempo de serviço nesta disciplina deverá contar como profissionalizado de forma a não ser desvalorizado na sua condição de ser já profissionalizado, caso contrário muitos vão recusar dar aulas de PLNM pois acabam por ser prejudicados no tempo de serviço que conta como antes da profissionalização como acontece atualmente. Não deveria existir distinção no tempo de serviço.
Emendem o título do “post”…que envergonha completamente o conteúdo do mesmo!
(Deixaram sair a” velha guarda”…agora resta ISTO! Nem escrever sabem.)
Qualquer docente profissional em ensino pode dar PLNM???!! A sério??!! Que falta de seriedade, de profissionalismo! O mais correto é algumas pessoas que aqui se pronunciam informarem- dos programas, aprendizagens essenciais … Não é para qualquer um, ou seja, é preciso ter formação, ou adquiri-lo!
A gestão que está errada não são os prof
Rui Cardoso, “alunos estrageiros”?
Deve continuar a tentar – até aprender a escrever!
Agora é que parecem dar por isso? Nas escolas, há muito que, pelo menos os professores rasos, os zecos, percebiam isso nas salas em várias zonas do país e acredito que as direcções que autorizaram as matrículas também. Houve mesmo notícias com director@s a gabaram-se do número de nacionalidades nas suas escolas. E agora é que se lembram – ai-jazuze – que é preciso integrar estes alunos de forma decente e efectivamente inclusiva, em vez de os atirarem para as turmas, sem saber ler ou escrever uma linha de Português? E não chega ter 3 ou 4 horas semanais de PLNM ao mesmo tempo que têm as outras disciplinas em turmas de 25 ou 28 alunos. É necessário um período de adaptação, em pequeno grupo, ou tudo não passa de uma salgalhada, de que o Veronesi já falou em termos tão coloridos que a coisa deu em processo de averiguações lá pelas bandas dele.
Leio hoje que “professores e diretores de escola pedem grupo de recrutamento próprio para apoio a alunos estrangeiros”, porque nestes casos as organizações parentais escusam-se e nem aparecem a dizer nada. O problema não se resolve com a criação de mais um grupo disciplinar, que se autonomize dos de Português dos vários ciclos, mas sim com uma organização completamente diferente do acolhimento destes alunos por equipas multidisciplinares, devidamente apetrechadas com falantes das várias línguas em presença e um trabalho específico antes da sua integração nas turmas “regulares”.
Os apoios alguma vez acrescentaram alguma coisa?
Querem é crédito horário para distribuirem pelos amigos e, nalgumas direções, terem salas cheias de gente inútil a que chamam assessores!Quantos diretores têm uma turma, como a Lei permite, para conhecerem a realidade…?!
A inspeção deveria era funcionar!
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