Category: Rui Cardoso

Procedimento Concursal para o Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar

 

No âmbito do Protocolo de Cooperação celebrado entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste, assinado em 14 de março de 2023, foi aberto um procedimento concursal destinado à seleção de docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 100, 110, 200, 220, 230, 240, 250, 260, 300, 330, 400, 420, 430, 510, 520, 550, 600, 610 e 620, com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções docentes no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (Projeto CAFE), em Timor-Leste. O Aviso de Abertura do procedimento encontra-se disponível no portal da DGAE e o prazo para formalização da candidatura decorre de 18 a 29 de setembro de 2023.

 

Mais informo que, entre os dias 19 de setembro e 2 de outubro, estarão disponíveis as candidaturas para efeitos de validação a efetuar pelos Diretores de Agrupamentos de Escola /Escolas não Agrupadas.

 

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Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre os manuais dos alunos, em especial o uso de manuais digitais. Como referimos, a Suécia está a abandonar os manuais digitais, e de acordo com as últimas informações, em Portugal também vai haver mudanças.

Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

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Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

 

No passado dia 25/08/2023, os corpos sociais desta associação emitiram um comunicado no seu site acerca de indícios de plágio na “Carta de Missão” do Diretor, aprovada no Conselho Geral do Agrupamento. Os factos que lhe deram origem foram-nos comunicados em simultâneo com o conhecimento dado aos membros desse conselho geral por um representante dos pais com assento nesse órgão, a 31/07/2023, cerca de uma semana depois da aprovação do documento.

Foi entendimento desta associação esperar que os órgãos de gestão do agrupamento, após tomarem conhecimento, adotassem uma atitude. Perante o total silêncio após 25 dias, publicamos o citado comunicado, dando satisfação ao sentimento de indignação que vários pais, entretanto conhecedores deste acontecimento, nos manifestaram. Nesta altura, seis semanas após a comunicação dos factos, tudo o que há de novo foi uma declaração do Conselho Geral reconhecendo “que a carta de Missão apresentada, votada e aprovada em 25 de julho de 2023, não é um documento original, produzido para apreciação deste Conselho, mas constitui cópia de outra Carta de Missão”, sem mais.

Perante isto, esta associação solicitou uma audiência a sua Excelência o Ministro da Educação para o total esclarecimento e intervenção no caso.

César Brito

Presidente da Direção da APEEAEA

Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

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Divulgação de necessidades | Escola Portuguesa de Luanda | Angola

 

A Escola Portuguesa de Luanda- Centro de Ensino e Língua Portuguesa solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes integrados na carreira com qualificação profissional para os seguintes grupos de recrutamento para lecionar na Escola Portuguesa de Luanda (EPL-CELP), em regime de mobilidade estatutária, no próximo ano escolar – 2023/2024:

 

1 Docente para o GR 110

1 Docente para o GR 220

1 Docente para o GR 230

1 Docente para o GR 250

1 Docente para o GR 300

1 Docente para o GR 500

 

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para  [email protected]

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

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Novo ano, erros velhos – Santana Castilho

 

No começo de um novo ano escolar, pareceu-me que podia fazer sentido falar de coisas que, sendo essenciais, vão passando ao lado do debate político. Com efeito, a vertente forte da contestação dos professores tem-se cingido à recuperação do tempo de serviço e a outros temas relacionados com a carreira.
A Educação é um serviço público e o direito de todos à Educação é um dos pilares fundamentais do Estado de direito. Mas o Estado tem falhado na regulação da Educação, particularmente no que à sua qualidade respeita e na protecção daqueles que têm mais vulnerabilidades socioeconómicas.
Tenho escrito repetidas vezes que educar é uma arte, que não uma ciência. Métodos e doutrinas pedagógicas não são cientificamente demonstráveis como correctos ou incorrectos, em termos absolutos. O que resultou num determinado contexto, com determinados alunos, professores ou escolas, pode não resultar em contexto diferente. É por isso que está errada a actual imposição de uma “pedagogia de Estado”, que tem vindo a transformar professores em agentes funcionalizados de ensino, quando eles devem ser autores, sublinho autores, de ensino. O voto confere legitimidade democrática. Mas não confere autoridade pedagógica.
O Currículo Nacional não pode continuar a ser esquartejado. Obrigatoriamente deve conter conhecimentos estruturantes (Língua Materna, uma ou várias Línguas Estrangeiras, Literatura, Filosofia, História, Geografia, Matemática, Ciências Naturais, Música, Artes e Educação Física e Desporto). A estas áreas acrescerão disciplinas “qualificantes”, consoante a diversidade dos diferentes cursos.
Os responsáveis têm promovido a “inovação” a uma espécie de Deus ex machina. Ora o que interessa não é se a intervenção é tradicional ou inovadora, mas sim se resulta ou não. Vivemos num autêntico vórtice de “inovações” não testadas, impostas centralmente a quem sobre elas devia decidir, isto é, o professor. Só que os clássicos teoremas matemáticos tanto se ensinam usando os modernos quadros digitais interactivos, como usando o velho quadro negro e um pau de giz.
Em contraste com os erros enunciados, imagine que reduzíamos o número de alunos por turma, digamos que a um máximo de 20. É minha convicção que melhorava substancialmente a aprendizagem e a disciplina. Do mesmo passo, se diminuíssemos a carga horária global dos alunos, libertando tempo para o estudo acompanhado por professores e para o desporto organizado, melhorávamos a sua saúde, protegíamos as actividades socializantes próprias da infância e da adolescência, que agora não têm, e defendíamos os que não podem pagar explicações, promovendo o verdadeiro sucesso escolar. Por outro lado, se o actual Estatuto do Aluno, indutor de facilitismo e de direitos sem deveres, fosse substituído por outro, assente na promoção de princípios éticos e morais, que consagrasse o aprender como o primeiro dever do aluno, reforçaríamos vigorosamente o processo de construção de cidadãos íntegros e devolveríamos a autoridade aos professores e às escolas.
Se libertássemos os professores da alienação burocrática em que vivem e extinguíssemos o kafkiano modelo de avaliação, desadequado e pejado de grosseiros erros técnicos, o corpo docente rejuvenescia. Se reformássemos radicalmente os concursos de recrutamento e colocação de docentes, com uma intervenção corajosa e tecnicamente possível, mas nunca até hoje assumida, pôr-se-ia fim à decantada instabilidade profissional e familiar de quem ensina, com incomensuráveis benefícios para os alunos.
Se as escolas passassem a ser governadas por um novo modelo de gestão, verdadeiramente democrático, e jamais fosse possível atribuir-lhes uma só nova tarefa sem o reforço dos recursos humanos e materiais necessários, a produtividade aumentava e removeríamos a politização perniciosa, o centralismo asfixiante e a conflitualidade desagregadora.
Por fim, tal como não se pode outorgar aos professores responsabilidades sem lhes conferir autoridade, tão-pouco se pode dispensar os pais do dever de educar os filhos. A vida dura dos pais e os seus absorventes deveres laborais não os podem alhear do valor mais alto a que devem responder: educar os filhos. O Estado tem de responsabilizar os pais pelos comportamentos dos filhos, sempre que estes geram a indisciplina e prejudicam a paz nas escolas.

In Público de 13.9.23

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Para quem ontem e hoje não conseguiu aceder à “net” nas escolas…

… fica o aviso a reter por alguns “cidadanos” e publicar na rede de cablagem nacional.

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Ministro da Educação em entrevista de Início de Ano Letivo

 

 

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Simulador do “aceleramento” disponível na plataforma SIGRHE

Mais valia ter sido o Arlindo a fazer o simulador, sempre víamos mais variáveis.

 

Encontra-se disponível na plataforma SIGRHE em Situação Profissional, o Simulador – Regras especiais para progressão.

Recomenda-se, para o efeito, a leitura do Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto, da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, do Estatuto da Carreira Docente, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro, bem como do conjunto de FAQs atualizadas

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Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

 

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE
Relatório da OCDE, que analisa evolução real dos salários entre 2015 e 2022, mostra vencimentos reais dos professores em Portugal em contraciclo com os dos docentes no grupo de países desenvolvidos.

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

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DA(IN)FELICIDADE DOS PROFESSORES ESCOLA PÚBLICA

 Na Ética a Nicômaco”, Aristóteles defende a ideia de que a Felicidade é o bem maior desejado pelos homens e o fim das acções humanas. É o bem supremo que é desejado por todos. Sendo construída pelas acções virtuosas da alma. As acções viciosas são o seu contrário.

“Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida; (…) jamais desista de si mesmo; (…) jamais desista de ser feliz; (…) ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da sua própria história”. (Augusto Cury)

A desmotivação, lamentos e arrastamento profissional docente, conjugada com a aposentação precoce penalizadora, desistência por saturamento e trauma, não candidatos à função professoral por falta de atractividade, mostra à saciedade o desinteresse gradual, progressivo e tendencial, de repleção e infelicidade docente, em crescendo na actualEscola Pública.

Os estudos mostram que os professores são mais felizes na função que desempenham do que na organização escola, que tanto os maltrata. Os professores são infelizes organizacionalmente e felizes q.b. funcionalmente. O professorado, por tudo o que tem vivido e experienciadoconjunturalmente nos últimos anos, interiorizoua negatividade organizacional impactante, que lhe causa urticária e que repele. Não e não a mais adiamento, continuidade, sofrimento, martírio e calvário.

Relembramosad nauseam o roubo de Estado do tempo de serviço, remuneração e empobrecimento, desmantelamento do Estatuto da Carreira Docente (ECD), atropelos na carreira, aposentação tardia, burocracia e insanidade, mau-ambiente de trabalho e medo, legado político persecutório e de afrontamento ético e de deontologia profissional, etc. Todo este vivenciado axiológico, todo este oceano de infelicidade e dor intelectual por morte da essencialidade da função, dia a dia, momento a momento, vai matando a própria vocação e felicidade da lecçionação e da motivação do trabalho com os alunos, e da excelência darelação e empatia humana (des)conectadas.

Carlos Calixto

 

Mais felicidade dos professores significa mais e melhor saúde dos professores, maior optimização e longevidade no activo. A felicidade dos professores é igual a mais motivação, a melhor desempenho profissional e a melhores resultados escolares dos alunos.

A felicidade dos professores tem impacto na sua saúde mental, torna-os mais activos, com mais energia, e com melhores performances societais, físicas e mentais.

“A felicidade conduz a uma melhor saúde, melhor performance no trabalho, melhores relações sociais e um comportamento mais ético (Lyubomirsky et al., 2005); está na origem de uma maior conquistaprofissional (Kesebir & Diener, 2008) e tem impacto nas suas relações sociais (…). Também Veenhoven(1991), em sintonia com Lyubomirsky et al. (2005)diz que a felicidade influencia as relações sociais, a sua saúde física e mental. Para este autor, pessoas felizes são pessoas mais activas”. (https://run.unl.pt, A Felicidade Organizacional dos Docentes mais felizes na função que desempenham do que na organização onde trabalham, Patrícia LeonorGramaxo, FCSH Universidade Nova de Lisboa,2013, p.15)

A função docente de ensinar, transmitir e partilhar o conhecimento das matérias, com criticismo na narrativa, é sempre mais eficaz quando é feita com alegria, realizada com felicidade e conectada com os alunos de forma entusiasta. O mimetismo do cumprimento da obrigação laboral, com características adaptativas da função, resulta da/naletargia em aula do cumprimento do horário, de conteúdos digitalizados retirados da web e do incontornável PowerPoint.

Questão: É isto ensinar? É esta escolinha digital de atrofia cerebral e entropia neural e das sinapses – no sentido figurado da desordem, aleatoriedade e irreversibilidade de um processo rasante de pensamento, sem naturalidade, que queremos? Esta escolita ensina a pensar? E, aonde pára a dimensão intelectual, de basilar e fulcral importância da principal tarefa do professor que é ensinar a pensar e despertar os seus alunos para a reflexão e o questionamento? Em suma, a leccionação para motivar e incutir no aluno a necessidade para o pensamento crítico. E o sistema deixa o professor ser professor!? (…)

O conhecimento escolar, é um processo de descoberta pensada, com método, não é um simples clic. Ver e levar o aluno a descobrir, entender e saber o que, e aquilo que não sabia. É, isto é que é ser professor, ter o dom e a vocação, carisma, conhecimento e conteúdo, a mais valia da competência no compromisso, afectos e afectividadeda cumplicidade com todos e cada um dos seus alunos. Ter os alunos muito perto e em sintonia. O professor tem de estar bem para ser uma fonte inspiradora.

“O que importa mesmo é ter tesão de ensinar, felicidade de entrar em sala de aula e se divertir com os alunos”. (https://pt.linkedin.com, Felizes os Professores que ensinam com felicidade, André Mazarin da Silva, 15 de outubro de 2015)

Importa sim e muito ter vigor, pujança, consistência, determinação e excitação, exaltação de ensinar, intensidade e veemência, a tensão e perseverança, fibra, tesão (do latim tensio”).

É a própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no horizonte 2030, que estabelece a felicidade como uma meta.Sendo imputado aos sistemas educativos a ancoragem (do latim ancoraticu), base e fundamentação promocional da felicidade. Escolas, alunos e professores têm de ser felizes.

Há mesmo formação docente para a felicidade, protagonizada por uma editora (que não publicitamos), que intitula a acção de: “A felicidade dos professores”. Donde, a felicidade ser polissémica e entroncar no pensamento educativo no sentido de um indicador e parâmetro mensurável e concretizável.

Porém, não poderá a felicidade ser convertida num indicador precioso para a missão da escola, passível de ser decomposto em parâmetros que, quando concretizados, tornem a escola num espaço de felicidade para todos os que a frequentam?”. (https://dererummundi.blogspot.com, in Sábado, A felicidade dos professores” como um “indicador” que pode ser “decomposto em parâmetros”, Helena Damião, 24 de setembro de 2022)

O problema na Escola Pública actual é que a felicidade dos professores passa pela ideia de ir embora, de abandono, do discurso da aposentação, mesmo antecipada e com penalização, indo da sala de professores aos corredores, do bar ao refeitório, no café e nos intervalos, do colega fulano e beltrano que desiste, que quer paz e ser feliz.

O torniquete asfixiante do ME, retirador de autonomia, removedor de liberdade e responsabilidade mata, literalmente mata a intelectualidade e criatividade docente, sem a qual não há felicidade. “Elementar caros Costa & Costa”. De todo impossível trabalhar feliz, sendo todo o tempo “chicoteados, “pontapeados”, “levando bengaladas”, desmotivados e arrastados para as antípodas do empenhamento profissional feliz e em felicidade.

Os professores não são masoquistas e abominam o “sadismo” anti-felicidade de abuso e flagelação constantes da tutela. Mais, os professores têm uma mágoa e feridas abertas que sangram desde a infelicidade de 2005; desde o consulado de pesadelo socialista dos Governos de Sócrates & Costa. Os professores têm memória. Os professores não esquecem. E continuam as malfeitorias (…)

A desvalorização política premeditada e dissimulada da função sociável-colectiva dos professores, assertiva e continuada, as representações sociais proactivamente deturpadas da classe docente, a maledicência pública reiterada do professorado até à exaustão dos Governos Socratinianos & Costista, a toxicidade da opinião pública pelo Ministério da Educação (ME) e seus acólitos da comunicação social, tem como resultado final o desastre e o caos que se vive actualmente na Educação e Ensino na Escola Pública em Portugal. Parabéns à tutela; as atitudes de indecência e miserável postura comportamental estão sendo eficazes. Deram um fruto envenenado com um preço altíssimo a pagar pelo país e pelas gerações futuras.

António Costa, mais que um “optimista irritante, é um “optimista negacionista”. Deu continuidade à política miserável de “alta traição” à Escola Pública e aos professores de José Sócrates e MLR,consumando-a na plenitude. Resultado – uma parte muito significativa dos professores está “esfrangalhada”. Fuga do sistema educativo português, doença, burnout, baixas médicas.Informação para A. Costa & J. Costa, a infelicidade dos professores está matando a saúde dos professores, está matando a Escola Pública, está matando a ensinança e as aprendizagens, está matando a formação dos alunos, está matando a profissão docente e está matando o futuro de Portugal.

Nota: o tempo verbal utilizado é o gerúndio porque se trata de uma acção concertada continuada no tempo político da maldade anti-professorado, e que continua continuando.

“A pior forma de covardia é aquela que testa a sua força na fraqueza dos outros”. (Maomé)

“Parece ter-se tornado normal e viral desvalorizar a classe docente. Certo é que isso vai deixando marcas, até nos bons professores. Os índices de stress e burnout docente crescem a uma velocidade preocupante: 55,1% em 2018, segundo a revista“Psicologia, Saúde & Doenças”. Em 2020, atingiu-se o pico de stress e exaustão emocional. Quem o diz é a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas”. (https://birdmagazine.pt, in Bird, Eu não quero os melhores professores, quero os mais felizes, CelmiraMacedo, 15 de janeiro de 2021)

O professor tem a capacidade e o direito de pensar e reflectir criticamente o sistema educativo e o processo de ensino-aprendizagem. A percepção de felicidade versus infelicidade, sofrimento e prejuízo físico e mental da saúde no trabalho, é e está bem patente para o professor, que é vítima em primeira mão.

A felicidade é entendida com a sensação de equilíbrio entre três estruturas essenciais do ser humano: corpo, psiquismo (psique, psicologia) e espírito (inspiração e alento). É também denominada de bem-estar subjectivo. (…) Sofrimento e doenças biopsicossociais foram apontados como gerando impacto na qualidade de vida do docente e nas organizações educacionais”.(https://periodicos.ufms.br, in Revista de Educação e Sociedade: perspectivas em diálogo, Felicidade e trabalho na percepção dos professores do ensino superior: revisão integrativa, Waltermann, M.E., etal., 05 de janeiro de 2022)

O mal-estar, desconforto e insatisfação docente,conduz ao esgotamento nervoso profissional dos professores e à crise e colapso do sistema educativo. O défice de felicidade dos professores e a patologia de infelicidade acrescida de anomalias e anormalidade política reinantes, levam à não realização pessoal-colectiva psicossocial docente,que decorre de uma experiência conjuntural dedeformidade muito negativa da Escola Pública no presente, hoje mesmo.

Donde, o mal-estar docente provocado por um ambiente político de trabalho nas escolasperturbador e perturbante da felicidade e da verdadehumana e profissional dos professores, e mesmo “corrosivo do carácter”, é incómodo e causa desconforto psicofísico auto-destrutivo da pessoa humana do professor e implosão da Escola Pública.

A imprudência política que tem grassado na Escola Pública em Portugal, vai para duas décadas, em nada tem contribuído para a felicidade dos professores. Falamos das alterações na carreiradocente, da revogação de direitos consagrados noestatuto profissional, do congelamento e roubo do tempo de serviço prestado, de um modelo de avaliação que visa tão só o retardamento das progressões aos escalões seguintes e que não premeia o mérito, da burocracia doentia e de afrontamento administrativo e ético-deontológico, da indisciplina que grassa, da perda de autoridade, que levaram a “élite intelectual do país” à frustração, infelicidade, luta e revolta.

É um facto que a infelicidade se instalou no seio da classe docente. Insatisfação, depressão, ansiedadee desespero, são percepcionados pelos professores.

“Só desperta paixão por aprender quem tem paixão por ensinar”. (Paulo Freire)

“O professor é o único no mundo que tem a argila com a qual se moldará o amanhã”. (Celso Antunes)

“Alunos não precisam de um professor perfeito. Alunos precisam de um professor feliz que os deixem empolgados para ir à escola e ter amor pela educação”. (professoracoruja)

A desconstrução política da felicidade docente nas escolas, contribuiu decisivamente para a fragilização e queda de uma Escola Pública sem qualidade e que perdeu performance por culpa ministerial. A emocionalidade negativa da infelicidade dos professores, fere de morte o desempenho docente,com políticas e reformas educativas contrárias e ao arrepio das boas práticas conducentes à felicidadede seres humanos que dão o seu melhor, mas que são desconsiderados em vez de mimados. Trabalhar na Escola Pública, hoje em dia, é dor e sofrimento,tudo menos prazer e realização profissional e pessoal. Para a maioria dos professores, “era uma vez ser docente de carreira”. O topo é politicamente proibitivo. Professor senador” está em vias de extinção. Para haver felicidade docente tem de haver positividade, atractividade, despertamentomotivacional. Tem de haver uma carreira séria e um ECD respeitados pelo ME.

A importância da felicidade em ambiente escolar e universitário é tal que, as universidades de Harvard, Stanford e Yale, já têm nos seus “curricula a cadeira da felicidade. As aulas da disciplina da felicidade, também já são prática corrente nas universidades do Brasil. Toda a descarga de positividade tem efeitosassertórios, afirmativos, positivos. Para Sérgio Amad, “Além do bem-estar, a felicidade gera alta performance no aprendizado – aprendizagem”. (https://revistaeducacao.com.br, in Revista Educação, Felicidade gera alta performance no aprendizado, Karen Cardial, 18 de novembro de 2022)

Mais, segundo Sérgio Amad, professor do hospital Albert Einstein e pósgraduado pela FGV e pela Universidade de Ohio, CEO da Fiter ( tecnologia de neurociência aplicada às pessoas) e especialista em felicidade no ambiente de trabalho e na educação, explica que “ (…) a neurociência define a felicidade como a capacidade do cérebro activar a sensação de prazer por meio da dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, neurotransmissores que representam o quarteto da felicidade e que activaestas substâncias para desfrutar de seus benefícios”. (idem)

Donde, não podemos separar a parte cognitiva daemocional, estão interligadas (Kethlin). (idem)

Para o israelita Tal Ben-Shahar, o professor das aulas mais concorridas de Harvard, que aplica a“psicologia positiva”, a felicidade é a combinação de cinco elementos: “Bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e bem-estar espiritual”. (ibidem)

As ferramentas para a construção de uma “happyschool”, que eduque para ascience of happinessdapublic school, só é possível com a postura de um ME ao lado e não contra os trabalhadores didactas que tutela. Docentes esperando.

A labuta esgotante e a burocracia sufocante vivida presentemente nas escolas pelos professores, continuada em casa e nos fins de semana, sem paragens e tempo pessoal e familiar, é também ela geradora de altíssimos níveis de stress, causador de angústia e infelicidade, pelo que é preciso abrandar o ritmo de trabalho e atirar com grande parte da burocracia redundante para o caixote do lixo, reduzindo-a ao mínimo estritamente necessário.Chega de barruntos.

Sendo a felicidade humana o cúmulo cumulativo de satisfação e realização pessoal e profissional, tal facto não se aplica de todo e de modo algum aos professores. O imediatismo do nosso tempo trás consigo a auto-consciência do agravamento e perdas adquiridas por imposição tutelar,exponenciando a infelicidade presente por anulação da felicidade do passado que não é mais. A desvalorização e não atractividade do magistério e mestrança no presente, por oposição ao reconhecimento e valorização social e remuneratória no passado. A frustração e o desencanto acumulados actuais, são evidentes evidências da profissionalidade docente.

Vamos concluir, reforçando a ideia da vital importância e real concretização da felicidade docente; profissionais a sentirem-se considerados e respeitados também “(…) como pessoas com vida e necessidades próprias, protegidos de situações de assédio e stress laboral, ouvidos em todas as matérias que dizem respeito ao exercício da profissão, dignificados na sua carreira, no reconhecimento das suas competências e autonomia profissional e na contagem escrupulosa do tempo de serviço acumulado no exercício da profissão.

Escusado será dizer que quando tudo isto é ignorado, quando não ostensivamente desprezadopela cúpula ministerial, só por rematado cinismo ou falta de sentido do ridículo é que se pode andar a anunciar formações em «felicidade organizacional»visando o bem-estar laboral dos professores, como se isso servisse para alguma coisa a não ser, muito provavelmente, ir buscar algum dinheiro ao pote europeu destinado à formação profissional.

Como afirmava em tempos Raquel Varela, a propósito de um estudo sobre o mal-estar e o burnout na classe docente, «os professores são vítimas de uma organização que os adoece». Pelo que seria mais proveitoso reformar o sistema e melhorar as condições de trabalho dos professores do que tentar impingir-lhes a pílula da felicidade”.

(https://escolapt.wordpress.com, Educação, DGAE quer os professores felizes – Escola Portuguesa, António Duarte, 08 de julho de 2021)

Curiosidade: Em 2021, o Ranking Mundial de Felicidade (Organização das Nações Unidas – ONU), menciona que os oito países mais felizes do mundo estão na União Europeia (UE), com a Finlândia a ocupar o primeiro lugar, há quatro anos consecutivos. Portugal situa-se no quinquagésimooitavo lugar (58). Dos países membros da União Europeia, apenas a Grécia e a Bulgária estão abaixo de Portugal nos índices de felicidade. Cabalmente esclarecedor sobre a consciência da eudaimoniaFelicidade, em grego. (https://www.dnoticias.pt, in Diário de Notícias, Há (ainda) felicidade na escola?,Miguel Palma Costa, 19 de março de 2022, 02:00)

Em homenagem a tod@s educadores e professores portugueses, fica o poema, a poesia, e das palavras o sentimento da Felicidade:

 

A Idade de Ser Feliz

 

Existe somente uma idade para a

gente ser feliz

somente uma época na vida de

cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer

planos

e ter energia bastante para realizá-los

a despeito de todas as dificuldades

e obstáculos

 

Uma só idade para a gente se

encantar com a vida

e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda

intensidade

sem medo nem culpa de sentir

prazer

 

Fase dourada em que a gente pode

criar e recriar a vida

à nossa própria imagem e

semelhança

e sorrir e cantar e brincar e dançar

e vestir-se com todas as cores

e entregar-se a todos os amores

experimentando a vida em todos

os seus sabores

 

Sem preconceitos ou pudor

tempo de entusiasmo e de

coragem

em que todo o desafio é mais um

convite à luta

que a gente enfrenta com toda a

disposição de tentar algo novo,

de novo e de novo, e quantas vezes

for preciso

 

Essa idade, tão fugaz na vida da

gente,

chama-se presente,

e tem apenas a duração do

instante que passa (…)

(…) doce pássaro do aqui e agora

que quando se dá por ele já partiu

para nunca mais!

 

Geraldo Eustáquio de Souza

Nota: Repassado e regressado tantas vezes como sendo de Autor Desconhecido ou de Mário Quintana, o texto é um original de Geraldo Eustáquio de Souza.

Obrigado a tod@s colegas, por toda a resiliência e tanta dignidade. Bem hajam.

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.              

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A QUE PREÇO…? – Carlos Santos

 

Pacientemente, deixei o tempo atirar para o passado um momento inesquecível. Hoje, tenho por tarefa, o dever de partilhá-lo convosco.

Aconteceu num desses meses de setembro, numa sala dos professores, durante um almoço do «clube» da marmita. Estávamos a felicitar uma colega que ficara colocada no quadro do agrupamento. Agradeceu-nos com um sorriso agridoce alagado de lágrimas. Poderíamos supor que eram lágrimas de contentamento, mas depressa nos apercebemos que, por alguma razão, estas revelavam muito mais. Fomos inundados por um dilúvio de emoções que desabou diante dos nossos olhos. A alegria de, finalmente, depois de tantos anos a percorrer escolas do país, ter conseguido colocação na área de residência, foi largamente suplantada por um regresso onde encontrou a sua casa vazia. As paredes, as portas, os móveis e as pessoas que sorriam nos retratos espelhados pela casa, permaneciam iguais como antigamente, mas faltava algo. De resto, o silêncio ensurdecedor daquele ninho vazio demonstrava que não estava ali o mais importante – faltavam as filhas. As duas já não habitavam aquele lar, tinham ido para a faculdade. Não conseguia compreender como é que o tempo andara tão devagar e as filhas cresceram tão depressa…

Foi o momento terrível em que, realmente, se apercebeu qual tinha sido o preço a pagar por ter optado por abraçar esta profissão; um momento em que alguma coisa morreu dentro de si.

Roubaram-lhe as filhas e retiraram-lhe o direito de as ver crescer e de terem uma mãe presente. Extorquiram-lhe o melhor da vida e, nesse momento de reflexão, apercebeu-se que tudo o que foi perdido, já não voltaria mais, desaparecera para sempre. Compreendeu que não havia dinheiro no mundo capaz de pagar ou de reparar aquela perda.

O substrato que irradiava daquele vazio nada mais era do que a crueldade de reconhecer que lhe haviam amputado um bocado de si. Revelava-lhe quem, na realidade, nós somos; somos, tão somente, o resultado das nossas escolhas.

Nesse dia, sentiu tristeza e revolta por não ter tido a coragem de colocar a família em primeiro lugar. Experimentou o sabor amargo de ter sido usada e abusada na sua dignidade, no seu direito à família e no direito a ser feliz. Com a obtenção do lugar naquela escola, sentiu que, depois de violentada, lhe tinham dado um mero rebuçado para a compensar; que foi o fim de uma ilusão e que todo o sacrifício não valera a pena. Era a constatação de que, da vida de professor, eles não sabiam nada.

Mas, o que mais a entristecera, foi ter-se apercebido da violência afetiva que isso causara nas suas filhas. Compreendeu que, pior do que o inferno da solidão, só mesmo o insustentável peso do arrependimento.

Foi quando deixou a alma em fuga escapar-lhe pela boca sob a forma das palavras que pudemos escutar: “Se ao menos eu pudesse fazer o tempo voltar para trás…”

Queríamos dizer alguma coisa, mas deixou de ser possível, pois não sabíamos como lhe dar o que ela mais precisava – devolver-lhe o passado. Mergulhámos o olhar nos tupperwares, enchemos as bocas com garfadas de silêncio e, durante longos instantes, partilhámos aquela dor, que também era nossa, numa mesa onde se tornaria impossível esconder as cicatrizes de uma vida, porque todos nós, em algum sítio e de alguma forma, também estávamos amputados. Todos conhecêramos um preço que só cada um sabia. Uns suportaram, outros procuraram ajuda e outros, pura e simplesmente, já não estavam mais connosco, porque não conseguiram aguentar. Encheram-nos de esperança, depois, de medo tornando precária a nossa existência e, sem darmos por isso, levaram-nos a vida.

À volta daquela mesa, estropiados, despidos das máscaras de sorrisos forçados, nus e emudecidos, revelámos a um mundo cheio de indiferença para connosco, um dos principais motivos pelos quais já «ninguém» quer ser professor.

Carlos Santos

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Divulgação de necessidades | Escola Portuguesa do Lubango | Angola

 

A Escola Portuguesa de Luanda- Centro de Ensino e Língua Portuguesa solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes integrados na carreira com qualificação profissional para os seguintes grupos de recrutamento para lecionar na Escola Portuguesa do Lubango, em regime de mobilidade estatutária, no próximo ano escolar – 2023/2024:

3 Docentes – GR 110 (1.º ciclo)

2 Docentes – GR 500 (Matemática)

1 Docente – GR  410 (Filosofia)

1 Docente – GR  510 (FQ)

1 Docente – GR  520 (B/G)

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para  [email protected]

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

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Aulas começam com “nuvem cinzenta”

Aulas começam com “nuvem cinzenta”: Protestos e falta de professores preocupam pais e diretores. Sindicatos avisam que, sem recuperação do tempo de serviço, há mais greves prontas

O ano letivo começa esta semana na maioria da escolas portuguesas, entre esta terça e sexta-feira (12 e 15 de setembro mas, segundo revelam à Executive Digest sindicatos de professores, pais, encarregados de educação e diretores escolares, inicia-se com uma “nuvem cinzenta” que paira sobre o setor da Educação.

Grande parte desta ‘nuvem’, que tolda o que o ministro da Educação João Costa esperava ser um ano letivo “mais tranquilo e sereno”, é composta pela falta de professores, considerada já pela Fenprof como “estrutural”. À falta já verificada, a estrutura sindical explica, em entrevista à Executive Digest, somam-se outras agravantes, que a pouco e pouco se vão revelar.

Falta de professores e expectativas para arranque do ano pouco positivas
“Começamos já por ter, no arranque do ano letivo, 100 mil alunos que não têm o conselho de turma completo, ou seja com falta de professores. Vai ao encontro do que temos dito e os números são elucidativos… O ministro tinha dito este ano que havia 20500/20800 professores em reserva de recrutamento, os que estão a espera de eventualmente serem contratados para falhas. No ano passado foram contratadas para estas eventuais falhas, muitas delas para o ano letivo todo, 35 mil professores. Só aí são 15 mil a menos na reserva de recrutamento. Mas este ano ainda agrava: para além disto temos cerca de mais 15 mil alunos nas escolas. E depois temos um recorde de aposentação, até ao fim deste ano temos 3500 professores aposentados, e nos últimos 2/3 anos tivemos um aumento de 80% nas aposentações. E este é o panorama para os próximos anos”, indica José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da Fenprof, em entrevista à Executive Digest.

O responsável sindical explica que “vamos ter um ano, outra vez, com uma falta muito grande de professores”, e clarifica que já há grupos disciplinares, como o de Geografia, Informática, e mais três disciplinas “onde já não há professores dessa área profissionais, nem nas reservas de recrutamento”.

Questionado sobre se será uma evolução positiva face ao ano anterior, José Feliciano Costa indica que “será muito pior” do que no ano letivo anterior, perate as perspetivas que a falta de professores seja agravada “em janeiro e fevereiro, e também com eventuais baixas”.

Mariana Carvalho, presidente da Confederação Nacional
das Associações de Pais (Confap), partilha dos mesmos receios, e diz que a falta de professores “é talvez a maior preocupação da Confap, não só com a aposentação, mas também com professores que não estão na sua carreira.

“É necessária uma reflexão muito séria, e a criação de estratégias estruturadas para termos resultados efetivos”, explica a responsável à Executive Digest, sustentando que a Confap já levou o tema ao Ministério da Educação.

“A Confap gostaria de ter um ano letivo com estabilidade e tranquilidade é essa nossa expetativa, onde a escola possa ser lugar de crescimento de novas iniciativas e oportunidades. A nossa mensagem é de esperança e apelo ao entendimento acima de tudo. Percebemos que poderá não se verificar, por toda a conjuntura, e ‘ameaças’ que têm vindo a ser ditas, mas queremos acreditar que iniciaremos o ano letivo com tranquilidade”, relata Mariana Carvalho.

A Fenprof, por seu lado, calcula que “poderá haver jovens que vão ter o ano todo ou parte significativa deste sem professor a uma, duas ou três disciplinas”, algo que é considerado pelo sindicato como “grave”.

Já Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (Andaep), diz que o início do ano letivo “foi preparado ao mais ínfimo pormenor”, mas que ainda assim o problema de colocação de professores, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve continua a ser uma realidade.

“O problema não é que não há professores, é que não não concorrem a estas regiões em virtude do preço astronómico que é alugar uma casa aqui. Nestas duas situações as escolas poderão ter de usar a contratação a nível de escola, o último critério”, indica. É “expectável”, de acordo com Filinto Lima, que as aulas comecem com alunos sem professor a algumas disciplinas, sobretudo nas regiões já indicadas, mas o balanço só será feito no final da primeira semana se aulas, quando decorrem as reservas de recrutamento.

“O que pedia era que Ministério da Educação e sindicatos tornassem a renegociar. Foi a porta que Marcelo Rebelo de Sousa abriu, neste diploma sobre a carreira de professores”, assinala o responsável, em declarações à Executive Digest, referindo também preocupações com as greves, já convocadas por várias estruturas sindicais.

Greves e protestos marcam arranque do ano letivo…. e já de desenham mais no horizonte. Fenprof não abdica da recuperação integral do tempo de serviço

A Fenprof e as outras estruturas sindicais que integram uma plataforma conjunta já marcaram protestos e uma greve nacional para dia 6 de outubro, um dia depois do Dia Mundial do Professor. O Stop anunciou também greve nacional entre 18 e 22 de setembro, na segunda semana de aulas, e uma manifestação nacional no último dia de protesto, em Lisboa.

Perante esta realidade, diretores escolares, pais e encarregados de educação são unânimes em dizer que a situação do ano passado, com greves em catadupa, que prejudicaram as aprendizagens do alunos, não se pode repetir.

“O que se percebe é que paira uma nuvem cinzenta no sistema educativo, que tem a ver com o intenso braço de ferro que desde o ano passado existe entre o Ministério da Educação e os sindicatos”, começa por dizer Filinto Lima.

Já Mariana Carvalho, da Confap, dá voz ao que esperava: “O que queríamos era que os nosso filhos e alunos fosse acolhidos como merecem. O que ouvimos sobre greves à componente não-letiva, sem impacto direto nas aprendizagens dos alunos, aí vai de encontro ao que a Confap tem dito a essas estruturas sindicais. Já sobre o estilo de greve que decorreu no ano letivo anterior, não nos coadunamos com isso”, clarifica à Executive Digest.

A responsável diz que não é uma questão de receio de que a situação se repita, até porque, segundo defende, não pode mesmo verificar-se o mesmo cenário do anterior ano letivo.

“Nós não podemos repetir os mesmos problemas: é inaceitável, completamente inaceitável! Seria o 5.º ano letivo consecutivo dos nosso alunos sem um ano de aulas digno. Não podemos aceitar que isso seja realidade. Tivemos três anos de pandemia, um ano de greves e instabilidade, não podemos ter mais um. Alunos que vão agora para o 5.º ano nunca conheceram um ano letivo normal”, lamenta a presidente da Confap.

A Fenprof assinala que o “problema complicado” da falta de professores é já “estrutural” e que muito se deve à desvalorização da carreira docente, “envelhecida e pouco atrativas para os jovens”.

“É um problema que queremos ver resolvido, mas só acontece com uma carreira devidamente valorizada, se não a escola publica vai por aí abaixo. A falta de professores agrava-se de dia para dia e não sei como será…”, reflete José Feliciano Costa.

Filinto Lima critica que os sindicatos estejam de “costas voltadas”, com “uma plataforma que faz algo, e uma estrutura que faz uma coisa diferente”, e que este “divisionismo sindical prejudica a luta dos professores”, mas concorda que é necessária uma revalorização da carreira docente. E para isso é claro: a negociação da recuperação do tempo integral de serviço congelado aos professores é ponto assente, que poderia resolver todos os problemas.

“Uma nova negociação em torno dos 6 anos 6 meses e 23 dias, que os colegas dos Açores e Madeira conseguiram, a totalidade do tempo em que estiveram congelados na sua progressão, era um sinal para o interior da escola. Motivava os atuais professores e era também um sinal para o exterior da escola: iria atrais os nosso jovens para a que é, para mim, a mais bonita carreira de entre todas as profissões”, adianta à Executive Digest o presidente da Andaep.

Já hoje a Fenprof vai levar a cabo uma iniciativa de colocação, em escolas de Norte a Sul, de pendões com mensagens relativas às reivindicações dos professores, “para alegrar” as entradas dos estabelecimentos de ensino.

O trabalho de mobilização para a greve de dia 6 de outubro “vai decorrer durante todo o mês de setembro”, mas as atenções da Fenprof estão acima de tudo concentradas na retoma das negociações da recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores. No início do mês foi entregue proposta ao ministro da Educação, que até agora ainda não teve resposta.

“Vamos aguardar. Se o Ministério da Educação estiver na disponibilidade para iniciar um processo de negociação sobre esta questão do tempo de serviço, reconsideraremos as formas de luta”, sublinha José Feliciano Costa. Ou seja, se a tutela estiver disponível para dar mote a esta discussão, as greves e protestos ainda podem ser travados. Caso tal não aconteça, a Fenprof explica que, nas reuniões que teve de Plenário, Conselho nacional e Secretariado Nacional, ficou decidido que, se não houver vontade do Governo de avançar para esta negociação, irão ser convocadas mais greves “logo em outubro ou novembro”. “O que se prevê é o continuar da luta”, prevê o secretário-geral adjunto da Fenprof.

“Recordo que o Orçamento do estado (OE) está prestes a ser apresentado e, a ir ao encontro do que queremos, tem de se iniciar já a negociação, porque para haver recuperação do tempo de serviço, têm de estar previstas verbas para isso no Orçamento”, avisa José Feliciano Costa.

Filinto Lima direciona o apelo ao ministro das Finanças, Fernando Medina. “Isto necessariamente mexe com dinheiro, investimento em recursos humanos. O meu apelo é que o ministro das Finanças vire definitivamente o investimento para a escola pública, nos professores, pessoal não-docente, e que tenha ações concretas que dignifiquem a carreira docente”, sumariza, justificando que “a educação é o baluarte de qualquer Estado democrático”.

Mariana Carvalho, da Confap, apela ao entendimento entre sindicatos e tutela. “O que pedimos é que deixemos de lado, por uns temos, tudo o que não concordamos de todo, e vamos pegar no que se concorda para trabalhar. Pequenos passos podem significar grandes resultados – e há pontos em comum. Em vez de dizer não a tudo, vamos dizer pequenos sins. Pode até haver um final de negociação satisfatório para todas as partes”, diz esperançosa a representante dos pais e encarregados de educação.

“Veremos o que se passa até lá, que resposta o ministro dá”, continua a Fenprof, sobre a sua proposta de negociação. “Mas logo a seguir vamos de certeza ter uma iniciativa no dia em que ministro for à Assembleia da República apresentar o Orçamento do Estado para a educação e depois vamos analisar… Nada está posto de parte, greves, manifestações, concentrações,…”, sublinha José Feliciano Costa, alertando que a estrutura sindical não vai desistir da luta por esta reivindicação.

“Se o Ministro da Educação quer um ano idêntico ao que passou, é o que terá”, atira o responsável. “Mas esperemos que não”, termina o secretário-geral adjunto da Fenprof, em entrevista à Executive Digest

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Inquérito sobre Clima e Bem-estar dos Professores na Escola

Prezado(a) Professor(a),

Este inquérito tem como objetivo compreender melhor o clima e bem-estar que  vivencia na escola onde leciona, assim como a sua percepção em relação à direção e ao tipo de liderança exercida. 

As suas respostas são extremamente valiosas e ajudar-nos-ão a ter uma noção da realidade. Agradecemos a sua participação

https://forms.gle/hBx6deVbS7nWCSQx7

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11 de setembro de 2023

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Quem não quer ser visto, não se expõe…

 

Quem não quer ser visto, não se expõe, parece ser algo tão óbvio como uma “verdade de La Palisse”…

Por via das denominadas “redes sociais”, não poucas vezes se tem conhecimento de situações, algumas potencialmente constrangedoras e embaraçosas para os respectivos protagonistas, que se tornaram do domínio público, acabando por ser lidas e/ou vistas por inúmeras pessoas…

Entre jovens ou adolescentes esse é, de resto, um problema que, muitas vezes, se torna muito grave e sério, com que os mesmos não estariam a contar…

Para não entrar aqui num discurso enfático (e possivelmente enfadonho) sobre Segurança na Internet, saltarei esse ponto, sem, contudo, deixar de referir estes aspectos, quando se trata de adultos:

– Quando se publica, sem acesso restricto, alguma coisa numa “rede social”, subentende-se que quem a publicou conhecia os riscos inerentes a tal publicação, seja ela de que natureza for…

– Quando alguém publica voluntariamente alguma coisa numa “rede social”, arrisca-se a, de alguma forma, ficar exposto, nomeadamente a poder ser alvo de algum tipo de ridicularização ou de afronta…

– Em cada um de nós há um potencial “voyeur”, não é possível ignorar essa característica da natureza humana, e isso deveria ser tido em consideração quando alguém publica alguma coisa numa “rede social”…

Nos últimos tempos, algumas publicações de Professores, individuais ou de grupo, têm gerado muita polémica nas “redes sociais” e fora delas, suscitando as mais variadas reacções, tanto por parte de quem originalmente as publicou, como dos que as leram e/ou visualizaram…

Cada um tem o direito de publicar o que lhe aprouver, mas se não o fizer em modo privado ou com determinadas restricções de acesso correrá sempre o risco de se poder ver confrontado com uma publicação que, entretanto, se tornou do domínio “excessivamente público” ou “viral”, pelo número elevado de leituras e/ou de visualizações, de que possivelmente não se estaria sequer à espera…

Os “ecos” de uma publicação nem sempre são controláveis pelos respectivos autores ou protagonistas e isso pode ter consequências, também elas, incontroláveis, no sentido positivo ou negativo…

E o maior problema de uma publicação é quando a mesma se transforma em motivo de ridicularização e de polémica, gerando uma turba de reacções adversas e críticas hostis…

Partindo do princípio lógico de que o conteúdo de uma determinada publicação foi previamente assumido pelo(s) respectivo(s) autor(es), sendo plenamente consciente e voluntário, torna-se incompreensível que a mesma possa ser apagada pelo(s) próprio(s), em particular na eventualidade dessa publicação ser mal recebida…

Nas circunstâncias anteriores, apagar uma publicação e/ou os comentários suscitados pela mesma será uma forma de abdicar de a assumir e de a defender, o que não parece congruente, nem corajoso…

No universo de publicações na área da Educação, quando a coisa “esturra”, ou seja, quando os “donos” de uma publicação se confrontam com comentários e opiniões contrárias às que pretendiam, eis que, frequentemente, se apagam tais “heresias”, pois que é muito mais fácil lidar com o unanimismo do que dar-se ao trabalho de refutar o conteúdo de determinadas opiniões…

O exercício e a aceitação plena da Democracia parece ser algo muito relativo, por exemplo, para alguns pretensos paladinos da Ética, da Honestidade Intelectual ou da Inclusão, que costumam “bradar a sete ventos” aquilo que, na realidade, não conseguem praticar…

Há publicações que, no pior sentido, expõem os respectivos autores que, a posteriori, muitas vezes, tudo fazem para não serem vistos…

Quem não quer ser visto, não se expõe. Tão simples quanto isso…

Quem não quer ser censurado, não se expõe. Tão simples quanto isso…

Quem se expõe deve aceitar que pode ser visto e que pode ser censurado…

A realidade tem mostrado que a confrontação com algum tipo de contraditório continua a ser tenazmente evitada e rejeitada…

A contradição não consente o arrependimento e o pecado ao mesmo tempo” (Dante Alighieri, A Divina Comédia – Inferno)…

(Paula Dias)

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Falta médicos e faltam professores, mas as medidas de combate do (des)governo são diferentes

 

Faltam médicos por todo o país. Nas negociações com o Ministério da Saúde é proposto um aumento de mais de 900€ de aumento para esses profissionais.

Faltam professores por todo o país. Nas negociações com o Ministério da Educação é proposto baixar o nível de habilitações para dar aulas.

A precaridade é solução para a educação.

A diferença entre a saúde e a educação é a distancia temporal das consequências a que o desinvestimento leva. Na saúde o desinvestimento pode levar a consequências imediatas para os doentes. Na educação as consequências demoram anos a sentir-se. Mas o desinvestimento na educação, é desinvetimento no futuro do país. A economia vai sentir ao longo de décadas este desinvestimento.

O desinvestimento na educação está estritamente ligado à economia.

A maioria dos intervenientes politicos está preocupado com o momento atual, mas o problema será muito mais à frente.

Não invistam num aumento das condições de trabalho e na carreira dos professores e no futuro não terão médicos para lhes oferecer aumento de 900€.

Não motivem os jovens com um vencimento que lhes permita ter uma vida digna e fazer face às despesas inerentes à profissão e continuarão a baixar o nível de habilitações até aos níveis do pós-25 de abril.

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Reserva de recrutamento n.º 02

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 2.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 02

Listas – Reserva de recrutamento n.º 02

 

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123 mil alunos em risco de não ter professor no arranque das aulas

Há 123 mil alunos do Ensino Básico e Secundário em risco de não ter professor a pelo menos uma disciplina no arranque do ano escolar, na próxima terça-feira, dia 12. O cálculo da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) parte da existência nas ‘ofertas de escola’ de 1724 horários de professores por preencher, nesta quarta-feira.

123 mil alunos em risco de não ter professor no arranque das aulas

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Os Deuses devem estar loucos…

 

Em menos de uma semana, o discurso do Ministro João Costa parece ter passado da ameaça velada à “sedução postiça”:

– “Ninguém tem o direito de prejudicar mais os Alunos.Sempre que as aulas estão paradas, nós estamos a ter prejuízo para os alunos.” (CNN Portugal, em 2 de Setembro de 2023)…

– Ser professor “é uma profissão de futuro” (Sapo Notícias/Executive Digest, em 6 de Setembro de 2023)…

– “Vamos precisar até 2030 de mais de 30 mil novos professores” (Sapo Notícias/Executive Digest, em 6 de Setembro de 2023)…

– “Todos queremos um ano letivo mais sereno”. (Sapo Notícias/Executive Digest, em 6 de Setembro de 2023)…

– “A contestação é normal, é uma classe que já passou muito.” (Sapo Notícias/Executive Digest, em 6 de Setembro de 2023)…

– “Não queremos profissionais descontentes” (Sapo Notícias/Executive Digest, em 6 de Setembro de 2023)…

Perante tal “bipolaridade” ou, se se preferir, “instabilidade” do discurso, o mínimo que se poderá afirmar é que os “Deuses devem estar loucos”…

Num momento em que se assiste à gritante falta de Professores, consequência directa de tantas e tantas maldades perpetradas, nos últimos anos, contra os Professores pela Tutela, e à iminência de novas Greves, o discurso proferido por João Costa em 6 de Setembro passado parece ilustrar aquilo que vulgarmente se designa por “falinhas mansas”…

“Falinhas mansas”, que terão como plausíveis intuitos, por um lado, a “sedução” e a cooptação de candidatos a Professores e, por outro, o “apaziguamento das hostes”, tentando anular a pertinência das paralisações já agendadas…

Por “falinhas mansas” entende-se:

– “Conversa ardilosa e lisonjeira, feita com o intuito de obter algo” (Dicionário Priberam), o que, no caso presente, não poderá deixar de se considerar como uma tentativa de ludíbrio e de branqueamento da perversidade que tem dominado a acção da Tutela…

Bastará recordar tudo o que, recentemente, se passou em torno do decreto de Serviços Mínimos por parte do Ministério da Educação, para que as presentes afirmações do Ministro se tornem num “hino à falsidade e à hipocrisia”, em particular quando se alega que: “A contestação é normal, é uma classe que já passou muito” e ainda que: “Não queremos profissionais descontentes”…

Não é possível dar crédito a tais palavras, cabalmente desmentidas pela realidade, em particular pela ardilosa actuação do próprio Ministério da Educação…

Por outro lado, fica-se estupefacto perante as mais recentes declarações da Presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) ao garantir que “não vai aceitar greves nas escolas como as que marcaram o ano letivo anterior” (Rádio Renascença, em 5 de Setembro de 2023)…

Será caso para perguntar:

– Que competências, responsabilidades ou atribuições são reconhecidas à CONFAP, no que se refere à convocação de Greves de profissionais de Educação, em particular de Professores?

– Que competências, responsabilidades ou atribuições terá considerado a Presidente da CONFAP na afirmação de que “não vai aceitar greves nas escolas como as que marcaram o ano letivo anterior”?

– Acaso os Sindicatos estarão obrigados a solicitar o parecer ou a autorização da CONFAP para convocarem as Greves que entenderem?

Pelos exemplos anteriores, torna-se cada vez mais difícil olhar para o contexto da governação educativa, ou para os “satélites que gravitam em seu redor”, sem pensar:

– “Os Deuses devem estar loucos”… (Alusão ao Filme The Gods Must Be Crazy, 1980).

Ou em alternativa, vociferar:

Shame on you!

(Porque há expressões que soam um pouco melhor na Língua Inglesa…)

(Paula Dias)

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Requisitos de formação científica das áreas disciplinares dos grupos de recrutamento de docentes

Define os requisitos de formação científica das áreas disciplinares dos grupos de recrutamento de docentes titulares de cursos pós-Bolonha em procedimentos de contratação de escola

Decreto-Lei n.º 80-A/2023 de 6 de setembro

 

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Nos Açores, também faltam professores

 

 

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Necessidade de professores para o ano letivo 2023/2024 – Pupilos do Exército

 

Necessidade de professores para o ano letivo 2023/2024, horário completo:
  • Grupo 330 – Inglês
  • Grupo 430 – Gestão, Contabilidade e Fiscalidade
  • Grupo 620 – E.F.
As respostas deverão ser enviadas até ao próximo dia 16 de junho para o seguinte email: coordpedagogica@pupilos.pt.

 

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Pedido de horários para contratação de escola

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o pedido de horários para os grupos de recrutamento 100 ao 930, inferiores a 8 horas letivas.

Consulte o manual de utilizador.

SIGRHE – Pedido de horários para contratação de escola 2023/2024

Manual de utilizador – Horários e Colocações 2023/2024 (escolas)

 

 

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Sobre a educação — a matança dos tenrinhos

 

Sim, voltemos à síntese sobre a educação:
“Não se trata de encher um balde, trata-se de acender um fogo.”

E sejamos, pois, directos e pragmáticos: não é possível acender um fogo em vez de encher um balde se o que se pede no final, nos exames, é que o balde cheio — o aluno que sabe a matéria — descarregue a água pedida na medida certa. Uma avaliação fechadíssima, de qualquer disciplina — que em vez de pensamento pede fechamento —, o que exige é o balde cheio de uma água concreta e bem definida e o que impede, violentamente, é o espantoso exercício da curiosidade. Mesmo que tal seja involuntário ou mesmo inconsciente, é isto que acontece. Toda a curiosidade será proibida, diz o exame fechado, logo no início do ano, aos alunos, em modo altifalante, para que nenhum ouvido escape; toda a curiosidade sobre assuntos laterais ao programa, mesmo que assuntos fascinantes, é curiosidade inútil, pois não enche o balde com a água fechadíssima que vem para a avaliação — esse autor e essa ideias são incríveis, sim, mas não vêm para o exame; peço desculpa, passemos à frente

Sobre a educação — a matança dos tenrinhos

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Telefonei à Ministra da Educação – João André Costa

 

Num futuro não muito distante, daqui por um ano, ou no ano a seguir, quem sabe:
– Estou, está lá?
A Ministra, do lado de lá: – Está sim?
O professor: – Bom dia, está a ouvir-me bem?
– Estou sim, estou a ouvi-lo perfeitamente.
– Óptimo, é porque estou a ligar de Paris através da net e queria ter a certeza.
– Através da net? Ora vejam lá!
– Sim, tem de ser, é mais barato quando se vive cá fora para podermos ligar para casa mas também outros números fixos.
– Tem piada, veja lá, o que eles inventam hoje em dia. Mas então, diga lá, em que posso ser útil?
– Estava a ligar por causa das colocações e da falta de professores.
– Estava? Mas já não está?
Silêncio do lado de lá da linha. A Ministra prossegue:
– Desculpe, não me consegui conter… agora a sério, pode continuar, por favor.
– A culpa é minha, ainda para mais quando se passa metade do tempo a falar em Francês e a outra sem saber muito bem o quê. É uma algaraviada. Sim, mas como dizia, liguei-lhe por saber nas notícias dos milhares de horários por preencher e quero saber se posso ser colocado numa escola.
– Quer ser colocado numa escola? Mas isso são óptimas notícias! Você nem sabe como isto anda, parecem as aulas do antigamente, os miúdos na rua contentes da vida com furos a toda a hora, o Primeiro-ministro com Bruxelas à perna sempre a bater-me à porta, eu nem lhe conto! Mas adiante, que isto são outras conversas. Então diga lá.
– Lá. Agora sou eu que não me consegui conter.
Os dois a rir ao telefone. A Ministra, ainda a sorrir:
– A culpa é minha. Então diga.
– Claro, e eu continuei. Mas sabe-me dizer se posso ser colocado na Escola Secundária de Palmela?
– Palmela? Com certeza! Vou já tratar disso! Mas posso perguntar porquê Palmela? É bem bonito! Já foi ao castelo?
– Sim, claro. É porque sou de lá e quero ficar ao pé de casa. Aliás, como aqui.
– Com certeza. Olhe, eu faço o mesmo, moro já ali na Lapa e venho todos os dias a pé. Qualidade de vida, não é? E em que grupo?
– Electrotecnia, se faz favor.
– Já está colocado! E desculpe perguntar, é para quadro de escola, não é? É porque agora os professores estão sempre de um lado para o outro, hoje querem ensinar, amanhã não, ou então compram casa e querem mudar outra vez, eu sei lá, isto não pára. E dinheiro? Olhe, o orçamento para a defesa já foi!
A Ministra rebenta em gargalhadas. Eventualmente a Ministra contém-se, coloca a mão à frente da boca como se procurasse desculpar-se e acrescenta:
– Desculpe outra vez, sabe como é, temos de rir para não chorar e até eu já estive mais longe de voltar ao ensino. Aliás, é o que eu vou fazer quando sair daqui, voltar para a Primária e até já falei com o Primeiro. Mas lá estou eu em conversas! Quer ficar em quadro de escola?
– Não há problema, compreendo perfeitamente. Sim, em quadro de escola, por favor.
– Excelente! Vou já tratar disso!
– E já que falou em dinheiro, pois claro, sabe-me dizer se têm mais escalões para além do décimo? É que aqui um professor de início de carreira já ganha mais que o décimo.
– Eeeh, não, isso não… mas já reformulámos os escalões para o dobro cada um! E mesmo assim continuamos com falta. Até lhe digo mais, já não sei se são os professores que ganham demais se os ministros que ganham de menos!
– Bem sei, vi nas notícias. Mesmo assim continua abaixo dos vencimentos aqui. É pena, mas não estou interessado. Bom dia e com licença.
Desliga a chamada. A Ministra fica do lado de lá com o telefone na mão a olhar o vazio. Cai o pano.

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De Lurdes Rodrigues a Costa: como acabar com a escola pública

De Lurdes Rodrigues a Costa: como acabar com a escola pública

Dois professores, ambos de 54 anos, começaram a lecionar no ano letivo de 1996/1997. Um deles começou a lecionar 12 anos antes de ser integrado na carreira, estando no 3.º escalão de progressão. O outro leciona 20 anos antes de ser integrado na carreira, estando no 4.º escalão. O segundo, apesar de ter entrado na carreira mais tarde, encontra-se num escalão superior ao primeiro. Porquê?

Ao primeiro, não foi contabilizado um único ano do tempo que lecionou antes de ingressar na carreira, fruto da política relativa à progressão na carreira da então Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que não previa a contagem do tempo de serviço superior a 4 anos antes do ingresso. Tal resultou numa perda de 8 anos de serviço que não foram contabilizados para a progressão.

Ao segundo, que ingressou depois do novo diploma de Nuno Crato a respeito da contabilização do tempo de serviço anterior ao ingresso, esse tempo foi contabilizado para a progressão, permitindo-lhe ultrapassar o primeiro, apesar de ter sido integrado há menos tempo na carreira.

A ambos falta ainda contabilizar, para efeitos de progressão, os já conhecidos 6 anos, 6 meses e 23 dias de serviço, resultantes do período de congelamento de carreiras.

Entretanto, nas regiões autónomas, os professores tiveram direito a ter todo o seu tempo contabilizado e a serem-lhes devolvidos os anos correspondentes ao congelamento das carreiras, permitindo-lhes progredir na carreira normalmente, e ultrapassar os colegas do continente, mesmo que estes tenham ingressado na carreira há mais tempo.

Há mais do que dois pesos e duas medidas em Portugal para a progressão nas carreiras dos professores, e é de uma injustiça gritante para profissionais que têm trabalhado uma vida inteira, ser-lhes dito que esse tempo valeu zero.

Este é apenas um dos vários problemas e reivindicações que os nossos professores têm. Um problema cuja única solução possível é devolver aos professores, mesmo que faseadamente, o tempo de serviço perdido, como aliás já foi feito com os restantes funcionários públicos.

No dia 11 de Fevereiro, aconteceu aquela que já é considerada a maior Manifestação Nacional de Professores de sempre, organizada pela FNE e FENPROF, e com participação do STOP.

No fim desta manifestação, os professores, reunidos no Terreiro do Paço, são informados de alterações aos serviços mínimos para o período de tempo entre 16 e 24 de Fevereiro, que irá obrigar os professores, mesmo em greve, a garantir 3 horas de aulas por dia, reacendendo a revolta dos professores, que acusam o Governo de os castigar por se manifestarem pelos seus direitos.

No decorrer da manifestação, voltaram a ser entoados gritos a pedir respeito, a pedir a contagem integral do tempo de serviço, o fim das quotas para a entrada nos 5.º e 7.º escalões, entre outras exigências que os professores têm vindo a fazer, e que têm sido sucessivamente ignoradas.

É urgente dar ouvidos aos nossos professores, uma classe profissional que tem vindo a ser negligenciada e ignorada há décadas, por Governo após Governo, contribuindo para o cansaço, desrespeito, falta de reconhecimento e de valorização desta que é uma das profissões chave da nossa sociedade, a quem é dito que devem ceder nas negociações, quando tudo o que os professores fazem há vinte anos é exatamente ceder em tudo.

Mas chega a um ponto em que o desrespeito é demasiado, o cansaço é demasiado, e temos professores a aposentarem-se com reformas míseras, que com o atual custo de vida, os condenam a ter de encontrar outras formas de fazer dinheiro para poderem viver em condições, ou seja, nem na reforma deixam de trabalhar.

Isto já para não mencionar os milhares de professores que para além de dar aulas a tempo inteiro, ainda têm mais um ou dois empregos para poderem pagar as contas.

Quando comparado com a Europa, os professores, em Portugal, auferem um salário anual inicial de 22.374€, colocando o país em 17.º lugar na União Europeia e abaixo da média da UE (25.055€), com alguns países, como a Alemanha, Suíça e Luxemburgo, a ultrapassar os 50.000€. Também no que respeita à dignificação e valorização da carreira, e das condições de trabalho, que em países como a Alemanha permitem aos docentes ter um bom equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, sem a precariedade que os docentes em Portugal enfrentam. É impossível não termos professores revoltados, em Portugal, e todos deveríamos estar ao seu lado nesta luta.

Mas muito mais há a ser feito! Precisamos de dar melhores rendimentos aos nossos professores, criar bolsas de habitação pública para professores deslocados, à semelhança do que já é feito para médicos deslocados, onde são utilizadas residências municipais. Precisamos de fixar os docentes, parando de vez com o problema da “casa às costas”, que causa tanto transtorno, não só mental, como financeiro, aos professores em Portugal. Os professores e as suas famílias merecem essa estabilidade.

Para além disto, as reformas aos modelos de ensino que têm vindo a ser implementadas, apenas poderão funcionar eficazmente e ter o efeito desejado, se essa estabilidade e essa fixação existirem.

Também a colocação de professores deve ser revista, e deve reforçar-se o peso da média de curso e os anos de experiência nos critérios de seleção e colocação dos docentes, bem como a preferência regional e, especialmente, a mobilidade por doença.

Devem ser tidas em consideração as condições de saúde dos professores, criando uma listagem de doenças elegíveis, para evitar casos como aquele que ouvimos há umas semanas de uma professora, doente oncológica, deslocada a 700 km de casa, e do local onde tem as consultas e o seu tratamento, e que para além de dar aulas, tem ainda mais 3 empregos, e chegou a viver no seu carro, ou o caso de uma professora, também doente oncológica, que se viu a ser colocada a mais de 200 km de casa, recorreu ao Ministério da Educação, nunca obteve resposta, acabou por ter de colocar baixa médica, e veio infelizmente a morrer no ano passado.

Estes casos e casos semelhantes são cada vez mais, e a falta de resposta e de soluções por parte do Governo é um insulto para estas pessoas.

Estamos há décadas a ouvir falar do mesmo, e continuam a não ser dadas soluções concretas aos professores, as suas carreiras continuam a ser precárias, e as suas vidas e das suas famílias continuam a ser tremendamente afetadas por estas sucessivas injustiças, e entretanto, temos um Ministério da Educação que não está disposto a ceder no mais importante, que nem dá margem na questão da contagem integral do tempo de serviço e da progressão da carreira.

Todas estas situações deixam esta classe profissional cada vez mais cansada e desmotivada, e fazem não só com que muitos professores abandonem a carreira, como com que cada vez menos jovens procurem seguir a carreira de professor, porque sabem o que os espera se o decidirem fazer.

A quantidade de professores formados o ano passado – 3 de Física e Química, 8 de Filosofia, 21 de Matemática, por exemplo – a nível nacional, torna clara uma realidade preocupante: dentro de 4 anos, já não teremos professores suficientes.

António Costa é Primeiro Ministro desde 2015. Parte destes problemas podem não ter sido criados pelos seus Governos, mas têm sido perpetuados. Ao longo destes meses de greves e manifestações, o Primeiro Ministro não se pronunciou, deixando o seu Ministro da Educação arcar sozinho com as consequências. A isto, junta-se um Presidente da República que, mesmo sendo professor (embora do Ensino Superior), vem pedir a uma classe profissional envelhecida, exausta, continuamente desrespeitada e desvalorizada, e em burnout, que tenha paciência.

A educação é a base de um país, mas a forma como os professores têm vindo a ser tratados remete-a para um papel secundário, afastando cada vez mais as pessoas desta profissão.

É esse o futuro que queremos para os nossos jovens? Para o nosso país?

Artigo de opinião escrito por Iris de Oliveira

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Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança

Faltam 31 assinaturas…
Eu já assinei e tu?

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT115866&fbclid=IwAR1_9aFBNYdU4DwpIPCBrEMH6PxQzzYQpbZ1cjRjbqrx7dZ_I5Bjos1cmSg

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Ministro da Educação lamenta greves a abrir ano letivo e diz que alunos devem ser prioridade

O ministro da Educação lamentou esta sexta-feira a convocação de greves para o arranque do ano letivo, defendendo que os alunos devem estar em primeiro lugar e, por isso, o ano deve começar “com as escolas em pleno funcionamento”.

“Não começamos um ano letivo com as escolas fechadas, temos de começar o ano letivo com as escolas em pleno funcionamento”, sublinhou o ministro João Costa, em declarações aos jornalistas à margem do encontro Book 2.0, promovido pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que está a decorrer no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

O ano letivo arranca entre 12 e 15 de setembro e as greves já convocadas por algumas organizações sindicais fazem antever um ano marcado pela contestação dos docentes, à semelhança do anterior.

Ministro da Educação lamenta greves a abrir ano letivo e diz que alunos devem ser prioridade

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Nota Informativa – Mecanismo de Aceleração

 

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Nota Informativa – Remuneração

 

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Registo Criminal

Já se encontra disponível a aplicação, no SIGRHE, para solicitar o Registo Criminal.

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Reserva de recrutamento n.º 01

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 1.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 05 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 01

Listas – Reserva de recrutamento n.º 01

 

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Informações pela Agência Galo Pinote & Associados

 

A Agência Galo Pinote & Associados Informa

 

Ensandeceram!

 

Agência Galo Pinote & Associados Reporta – V 2.0

 

É Um Paradoxo, Mesmo Que As Próprias Pessoas Não O Percebam

 

 

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Diretor de agrupamento em Viana do Castelo acusado de plagiar Carta de Missão

Pais dizem que documento que resume objetivos da gestão plagia o de uma escola do Seixal.

Diretor de agrupamento em Viana do Castelo acusado de plagiar Carta de Missão

O diretor do Agrupamento de Escolas da Abelheira (AEA), em Viana do Castelo, plagiou a Carta de Missão, um documento em que os diretores resumem os objetivos que pretendem cumprir.

A acusação é feita pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do AEA, que garante que o diretor José Carlos Pires de Lima plagiou a Carta de Missão do diretor da Escola Secundária José Afonso, no Seixal.

IN CM

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Acha isto normal? – Santana Castilho

 

1. Repetidas vezes temos ouvido os políticos a atribuir o atraso da nossa economia ao decantado défice de formação dos trabalhadores. Nesta premissa, aliás, têm vindo a assentar os sucessivos programas promotores do acesso ao ensino superior.
Mas aquilo que não se divisa são políticas coerentes, que ultrapassem os baixos salários e a precariedade e garantam que o dinheiro que o país despende com a formação dos seus jovens reverta a favor de melhores condições de vida para todos.
Assim, não surpreende uma notícia recente segundo a qual, num só ano, Portugal perdeu 128 mil trabalhadores com ensino superior. Trata-se de uma emigração em massa de quadros a quem oferecemos salários baixíssimos e não divisam aqui expectativas de futuro compatíveis com a formação que adquiriram.
Muitos dos que emigram são médicos, que vão deixando o SNS à míngua de especialistas. Já há alguns anos, o Prof. José Ponte demonstrou no Público que o custo de formação de um especialista ficava entre os 300 e os 500 mil euros. No ano corrente, o orçamento dos dois ministérios que tutelam o ensino ultrapassa largamente os 10 mil milhões de euros.
Acha isto normal? Acha normal que o nosso marasmo político financie o desenvolvimento dos outros países à custa do nosso retrocesso?
2. No quadro da 1ª fase dos últimos exames nacionais, foram apresentados 4080 pedidos de revisão das provas e consequentes classificações atribuídas (3855 relativos ao secundário e 225 ao 9.º ano). Do processo resultaram 3109 subidas de nota (76,2% no total das classificações revistas), e 321 descidas (7,9% no total das classificações revistas). Dito de outro modo, 84,1% das provas reavaliadas foram consideradas mal classificadas pelo Ministério da Educação. Sucede que o descrito não é um epifenómeno de um processo normal. Outrossim, é mais uma de constatações idênticas verificadas ao longo dos últimos anos, em que uma percentagem relevante de pedidos de revisão dos exames do secundário termina com a subida das classificações inicialmente atribuídas.
Acha isto normal? Como se explica a dimensão destes números? Como fica a confiança da sociedade relativamente ao processo? Que confiança se pode inferir sobre a fiabilidade das classificações atribuídas aos milhares de provas que não foram revistas?
3. Como foi fartamente divulgado, Marcelo vetou o pacote Mais Habitação e o Governo respondeu com uma posição de força, anunciando que vai reconfirmar o diploma no Parlamento, sem qualquer alteração. Toda a oposição, da esquerda à direita, todas as associações profissionais, todos os técnicos e especialistas independentes garantem que a situação piora se o diploma avançar.
Acha isto normal? Acha normal que, numa situação tão dramática para milhares de portugueses, o Governo recuse um esforço para encontrar convergências com a oposição e vá impor uma política que colhe a unânime discordância das outras forças políticas e do Presidente da República, fazendo o oposto da garantia que deu de que ia ser uma “maioria dialogante”?
4. A mesma arrogância e obstinação estão na origem da recusa em recuperar os seis anos, seis meses e 23 dias cumpridos pelos professores em período de congelamento. Não é possível detalhar, no pouco espaço de que disponho, os fundamentos que permitem afirmar que o decreto-lei agora promulgado pelo Presidente da República gera novas injustiças e desigualdades dentro da classe e deixa sem resposta as vertentes mais contestadas de toda a situação, ao não revogar as quotas que cerceiam os acessos aos níveis mais elevados da avaliação do desempenho e ao não eliminar as vagas instituídas para aceder aos 5º e 7º escalões. Por último, permanece a discriminação dos professores relativamente à restante administração pública e, particularmente, aos que ensinam na Madeira e nos Açores.
O Governo tem dito que os obstáculos são de natureza financeira e de equidade relativamente aos restantes funcionários públicos. São muitas e de proveniências insuspeitas as demonstrações de que o argumento financeiro é falso. Quanto à equidade, a verdade é que, na generalidade das outras carreiras, o tempo de serviço, convertido em pontos, já foi reposto.
Acha isto normal? Acha normal que seja por isto que vamos ter o próximo ano dominado por conflitos laborais, depois dos últimos três, parcialmente perdidos?
In “Público” de 30.8.23

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Renovação de técnicos especializados

Informamos que por solicitação de diversos AE/ENA, a aplicação que permite a renovação de técnicos especializados, disponível no SIGRHE em “Situação Profissional  > Técnicos Especializados > 2023/2024”, foi reaberta até às 18h00 do dia 30 de agosto de 2023.

 

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Pré- Avisos de Greve ao sobretrabalho, serviço extraordinário e CNLE

Consulte os Pré- Avisos de Greve 

Pré- Aviso de Greve ao sobretrabalho
Pré-Aviso de Greve a todas as horas de serviço considerado extraordinário
Pré-Aviso de Greve – CNLE

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Quanto mais tortuoso melhor…

 

Em Portugal, um país pretensamente desenvolvido, a publicação de um Decreto Lei ainda consegue instalar o caos e o polvoroso numa classe profissional; suscitar múltiplas interpretações, muitas delas antagónicas entre si; gerar um emaranhado de dúvidas e muita confusão, todos culminando num pesadelo de interrogações e na angústia das incertezas…

Refiro-me, obviamente, à publicação do Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto, também conhecido como o Diploma “acelerador” da Carreira Docente…

Perante tantas inquietações suscitadas pela divulgação de tal normativo legal, fica-se na dúvida se o legislador, por incúria ou por incompetência, deixou de lado a perspicuidade, a clareza e a transparência ou se a “obscuridade” patente no referido Decreto Lei foi intencional ou propositada…

De uma forma ou de outra, a publicação deste regimento legal é a prova de que a discricionariedade e a má-fé continuam vigentes na acção da Tutela e que, afinal, alguns procedimentos típicos de uma mentalidade “terceiro-mundista”, dominados pela ausência de maturidade democrática, parecem subsistir no “cantinho” mais ocidental da Europa…

O Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto foi redigido de forma tão imprecisa e tortuosa que o mais certo é que o Ministério da Educação se veja obrigado à emissão de diversos esclarecimentos, porventura na tentativa de emendar o que deveria ter sido bem feito logo desde o início…

Qualquer texto legal comporta subjectividade e todos os textos legais carecem de interpretação…

Mas a aplicação de uma Lei dependerá, naturalmente, da compreensão e da interpretação do texto legal em que a mesma se consubstancia e concretiza…

No caso presente, não parece fácil, nem linear, a aplicação do Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto, desde logo porque o respectivo texto legal se apresenta confuso e omisso, desencadeando as mais díspares interpretações…

As leis de difícil execução, em geral, não podem ser boas” (Thomas Paine)…

Como aplicar uma Lei, cujo enunciado não seja o mais objectivo e claro possível?

Ainda para mais, sabendo que milhares de Professores aguardavam, há já algum tempo e com enorme expectativa, pela publicação do tão propagandeado Diploma “acelerador” da Carreira Docente, não podem deixar de se censurar as condições em que foi publicado o Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto…

No mínimo, esperava-se um texto legal inteligível, claro e inequívoco, independentemente de se concordar ou não com os principais axiomas das suas disposições…

Em vez de clareza e simplicidade, publicou-se um texto legal que mais parece um “quebra-cabeças”, um “enigma” ou uma “charada” de difícil resolução…

No que à Educação concerne, o lema do actual Governo parece continuar a ser este:

– Quanto mais tortuoso melhor…

Torna-se, assim, inevitável considerar que estaremos na presença de mais um episódio em que a acção da Tutela indicia desrespeito, menosprezo e falta de consideração pelos Professores…

Das partes menos ininteligíveis do Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto, intui-se que, em resumo, “acelerador” só se for para o desastre ou para o precipício, mas não da Carreira Docente que, no fim de contas, se vê privada da igualdade de oportunidades, além de previsivelmente “estropiada” e aniquilada, no que respeita à coesão de grupo profissional…

A divisão, iminentemente insanável e irremissível, entre os que “aceleram” e os que ficam “parados na boxe” acabará por ter consequências nefastas, semelhantes às que se verificaram no mandato de Maria de Lurdes Rodrigues, aquando da criação da categoria de “Professores Titulares”, agudizando a indignação e a injustiça, sentidas por muitos…

Em suma, estarão criadas as condições para o retorno de uma “tempestade perfeita”…

É só aguardar pelos respectivos efeitos e agradecer por esta “cortesia” ao 1º Ministro e ao Ministro da Educação que, de resto, se têm mostrado muito criativos na concepção das estratégias mais ardilosas e maquiavélicas…

As más leis são a pior espécie de tirania” (Edmund Burke)…

E o que dizer quando uma má lei é usada para impor determinados desígnios e dar cobertura ao exercício da tirania?

Pela vontade política do actual Governo, nunca os Professores serão ressarcidos do tempo de serviço que lhes foi sonegado…

Pela vontade política do actual Governo, parte significativa da Classe Docente nunca conseguirá atingir o topo da Carreira…

A perversidade institucional atingiu o apogeu quando, pela publicação do Dec. Lei nº 74 de 23 de Agosto, em vez de se repor, de forma integral e universal, o tempo de serviço roubado, se utiliza essa ignóbil usurpação para, adicionalmente, colocar os Professores uns contra os outros…

Será, talvez, difícil que alguém consiga fazer pior…

(Paula Dias)

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Professores do privado vão ter prémio para compensar inflação

Cerca de 20 mil professores do privado vão receber a partir de setembro um prémio para compensar os níveis históricos de inflação registados no último ano. Este benefício extraordinário — que corresponderá, em média, a 4% da remuneração anual — foi negociado entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e os sindicatos da UGT, dirigindo-se aos docentes do ensino não superior (ou seja, até ao 12º ano).

20 mil professores do privado vão ter prémio para compensar inflação a partir de setembro

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