Category: Rui Cardoso

Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 05

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa- 5.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 2 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 3 de outubro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 05

Listas – Reserva de recrutamento n.º 05 

 

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Programa Renda Acessível – Candidaturas abertas

 

Foi aberto pela CML um concurso no âmbito do programa “RENDA ACESSÍVEL” com prazo de candidatura entre o dia 27 de setembro e 27 de outubro.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO AVISO N. G/IDMHDL/CML/2023: Abertura do 20º concurso para arrendamento de habitações ao abrigo do programa de renda acessível do município de lisboa.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO AVISO Nº 6/DMHDL/CML/2023, ANEXO I – Documentos a submeter pelos candidatos sorteados na Plataforma Habitar Lisboa, previstos no Anexo III do RMDH, no âmbito do 20º Concurso para Arrendamento de Habitações Municipais ao abrigo do Programa de Renda Acessível, no prazo de 5 dias úteis após notificação, quando aplicável.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO Aviso Nº 6/DMHDL/2023, ANEXO III – Bolsa de habitações, 20º Concurso do Programa Renda Acessível – 38 Habitações Municipais.

 

 

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CANDIDATURAS ABERTAS – LISBOA AJUDA A PAGAR A RENDA

 

Estão abertas as candidaturas DESDE O DIA 25 DE SETEMBRO A 16 DE OUTUBRO ao programa da Câmara Municipal de Lisboa para o programa “LISBOA AJUDA A PAGAR A RENDA

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER ao AVISO N.0 8/DMHDL/CML/2023 – Abertura do 4º concurso do subsidio municipal ao arrendamento acessível.

 

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Procedimento de seleção e recrutamento de pessoal docente para suprimento de necessidades temporárias, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o Ano Escolar de 2023/2024

Concurso de seleção e recrutamento, para o ano escolar de 2023/2024, nos termos conjugados dos artigos 38.º, 39.º e 42.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, e do Decreto Lei n.º 80-A/2023, de 6 de setembro, para contratação de docentes a termo resolutivo certo, para contratação de docentes a termos resolutivo incerto e constituição de reservas de recrutamento, com vista ao suprimento de necessidades de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P.

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 5.ª feira (inclusive), 28 de setembro de 2023, pelo prazo de 3 (três) dias úteis, concurso com vista ao suprimento das necessidades temporárias de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2023/2024.

Informa-se que o formulário online se encontrará disponível a partir de 5.ª feira, 28 de setembro de 2023, até às 23 horas e 59 minutos, hora de Portugal Continental, do dia 02 de outubro de 2023, conforme disposto no n.º 6.1 do aviso de abertura.

Aviso Procedimento Concursal de Docentes

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Aluno espanca colega de 13 anos à frente de professores por brincadeira com pistola de água na Amadora

 

Uma brincadeira com uma bisnaga (pistola de água) dentro da sala de aulas de uma turma do oitavo ano da escola EB 2/3 de Alfornelos, Amadora, terminou na terça-feira com um aluno de 13 anos espancado e pontapeado na cabeça por um colega de 16, sem que professores ou auxiliares fossem capazes de travar o agressor.

 

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Dos esclarecimentos…

 

Quanto mais tentam esclarecer, menos esclarecem.

E no meio de tantos esclarecimentos ficam todos (des)esclarecidos.

Resolvam lá isso, limpem a casa ou deitem-na abaixo, mas acabem com esta novela, triste, de lavar a roupa suja em público, que só fragiliza mais a imagem dos professores e dos sindicatos que dizem representá-los.

 

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A necessidade de encontrar um equilíbrio saudável entre o digital e o analógico

Para a maioria das nossas crianças, a exposição a ecrãs tornou-se um fenómeno omnipresente e, para as de tenra idade, a baby-sitter fácil e barata. Demasiados responsáveis da área da Educação esqueceram que a tecnologia não significa só desenvolvimento e progresso, que uma ligação WiFi nunca será equiparável a uma ligação com um ser humano e que a essência da Educação é humanista, que não tecnológica. Como esqueceram, ainda, que a estimulação em excesso transforma as crianças e os jovens em seres passivos, presas fáceis do imediatismo, porque lhes vai roubando a verdadeira capacidade de sentirem.
Finalmente parece que o país vai discutir o problema e começou a dar atenção à produção científica que há anos alerta para os perigos da onda do digital descontrolada e das tecnologias encantatórias. Muito do que aqui vai ficar dito, como achega para o debate anunciado, já foi abordado por mim, em artigo que escrevi na edição do Público de 28 de Novembro de 2018, sob o título “A eterna culpa dos professores”.
A 21 de Agosto passado, a JAMA Pediatrics, revista de pediatria publicada pela American Medical Association, publicou os resultados de uma investigação que relacionou os atrasos comunicacionais e cognitivos verificados em 7097 crianças, com dois e quatro anos de idade, e o tempo que passaram frente a um ecrã, quando tinham um ano. A investigação concluiu que as capacidades motoras, sociais, de comunicação e de resolução de problemas dessas crianças diminuíram à medida que foi maior o tempo em que estiveram expostas a ecrãs. Este estudo, o último a que tive acesso, é apenas mais um dos muitos da mesma natureza que o antecederam e que já levaram a própria OMS a emitir recomendações sobre a matéria.
Vários investigadores da Rede Europeia de Pesquisa em Leitura (E-READ) vêm alertando, desde 2014, para a circunstância de a nossa compreensão ser maior quando um texto é lido em papel do que quando o mesmo texto é lido num ecrã. E a diferença intensificou-se com o passar dos anos e intensifica-se quando se trata de manuais escolares ou outro tipo de livros didácticos e de textos mais complexos.
A ministra da Educação da Noruega revelou recentemente que nove em cada dez crianças de dez anos têm um smartphone e que mais de 70% dos estudantes do ensino secundário passam três horas diárias em frente de um ecrã.
Também a situação na Suécia foi motivo para muitas análises recentes na imprensa e nas televisões. Em 1990, a Suécia optou pela imersão 100% digital nas suas escolas. Hoje reconhece que a decisão foi errada e o Governo anunciou um grande investimento para voltar aos manuais escolares impressos.
Por outro lado, o debate sobre o efeito da utilização de telemóveis nas escolas cresceu, entre nós e lá fora, reforçado pelo recente relatório anual UNESCO sobre o uso das tecnologias na educação, com um alerta especial para o aumento de casos de bullying.
Em Portugal, uma petição pública com 19000 assinaturas pediu restricções e a utilização está proibida na Escola António Alves Amorim, em Santa Maria da Feira (desde 2017), nas escolas do Concelho de Almeirim e nas escolas básicas do Alto de Algés e de Miraflores. No Agrupamento de Escolas Gil Vicente, em Lisboa, a utilização está também proibida para todos os níveis de ensino, excepto para o secundário, onde é apenas desaconselhada.
No resto da Europa, são vários os países que proibiram a utilização dos telemóveis, a saber, entre outros: Espanha, França, Itália, Países Baixos e Finlândia. Fora da Europa, a mesma decisão foi tomada no Canadá, no Japão, na Coreia do Sul e na Austrália. Sem proibição total, mas com fortes medidas restritivas, temos os Estados Unidos da América e a Inglaterra.
Apesar de tudo isto, quase duplicou, face ao ano transacto, o número de alunos portugueses que vão estudar com manuais digitais no presente ano lectivo, dando cumprimento à quarta fase do projecto-piloto lançado pelo Governo para, definitivamente, descontinuar, de forma gradual, o uso dos manuais impressos em papel. São, no total, 21260 estudantes, distribuídos por 1153 turmas de 160 escolas.
João Costa, tendo afirmado publicamente não ser adepto de proibições, pediu um parecer sobre a matéria ao Conselho de Escolas. Oxalá estejamos a dar um primeiro passo para arrepiar caminho.

In “Público” de 27.9.23

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Aumentos de empobrecimento para a Função Pública em 2024

 

Governo propõe aumentos de 52 euros ou 2% na função pública

 

 

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Obrigado RADUM! Conseguiram destruir a luta dos professores! – Francisco Silva

 

Num país muito tranquilo chamado Lagutrop, um grupo de professores uniu-se por um motivo aparentemente nobre. Lutar por melhores condições de trabalho e educação de qualidade. Composto por indivíduos com interesses diversos, mas que compartilhavam o desejo de ver um sistema educacional mais justo e eficaz.
Os professores sob a liderança do sindicato POTS, uma organização dedicada à defesa dos direitos dos profissionais da educação, mobilizaram-se durante um ano de forma intensa e determinada ganhando inclusive o apoio da comunidade e da comunicação social.
No entanto, os “Amigos da Educação”, infiltrados no sindicato, tinham motivações ocultas. Enquanto publicamente apoiavam os professores e prometiam trabalhar em prol da educação, nos bastidores estavam a elaborar um plano ambicioso. Eles acreditavam que, ao capitalizar a mobilização dos professores, poderiam criar o seu próprio partido político e alcançar posições de poder.
Conforme a mobilização dos professores ganhava força, os “Amigos da Educação” começaram a construir a sua plataforma política. Delegados e comissões de greve foram constituídas por todo o país. Eles aproximaram-se dos professores e ofereceram-se para ajudar com campanhas, recursos e exposição na comunicação social. No entanto, o seu verdadeiro objetivo era conquistar o apoio dos professores para os seus próprios interesses políticos e pessoais.
À medida que as eleições se aproximavam, o grupo começou a distanciar-se da causa dos professores. Eles prometiam unidade, mas estavam ocupados a negociar acordos políticos que os beneficiariam individualmente. Quando acharam que a oportunidade tinha surgido, criaram um movimento, RADUM. A ideia seria esse partido comandar o sindicato POTS e os professores que tinham prometido apoiar.
Essa traição chocou os professores e a comunidade educacional. Os “Amigos da Educação” aproveitaram-se da luta, ganharam visibilidade e foram a correr atrás da cenoura do poder, deixando para trás os educadores que genuinamente lutavam pela melhoria nas escolas. As suas ações destruíram a unidade dos professores.
O sindicato POTS foi enfraquecido devido à desmobilização de todos aqueles que se sentiram traídos, aqueles que verdadeiramente estiveram dedicados à causa, deixando-os numa posição difícil. Enquanto os “Amigos da Educação” pretenderam alcançar o sucesso político, mesmo que temporário, a comunidade educacional estava desiludida e desconfiada de futuros aliados.
A história dos “Amigos da Educação” serve como um lembrete de como a ganância e a ambição pessoal podem prejudicar uma causa nobre e desmobilizar uma luta legítima. A procura sem escrúpulos pelo poder transformou-os em traidores dos professores e a ironia reside no facto de que a sua ânsia egoísta acabou por enfraquecer a causa que diziam apoiar.
Obrigado RADUM, Obrigado a todos aqueles que trocaram a possibilidade do poder por uma causa nacional!”

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Aviso – Possíveis agressões

Alunos do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, agrediram uma professora na última sexta-feira, estimulados por um desafio da internet. A denúncia foi feita pelo Departamento de Inglês da unidade de ensino.

Professora é agredida por alunos de colégio que participavam de ‘desafio da internet’


De acordo com o jornal 
‘O Globo’, todos são estudantes do 6º ano e cometeram a agressão durante a aula de inglês da professora Ana Paula Loureiro, após serem instigados por um “desafio inaceitável” que circula nas redes sociais, em que crianças são estimuladas a dar um tapa no docente e sendo possível, filmar a ação violenta.

 

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Listas de candidatos admitidos ao programa de apoio ao arrendamento do IHRU, I.P

 

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ESPÓLIO EDUCAÇÃO; eu vi claramente visto!

 

Eu vi, claramente visto, o desvario da Educação em Portugal.
Eu vi, claramente visto, o inverno gélido da Escola Pública que tarda em desabrochar em primavera florida.
Eu vi, claramente visto, o Ensino escolar actual de faz de conta, de ideologia e cultura facilitista, paralisante, embrutecedor da intelecção e da ilusão do virtual sucesso educativo.
Eu vi, claramente visto, o esfrangalhamento da pessoa humana dos educadores e professores portugueses sem autoridade e poder na escola.
É, eu tenho visto, claramente visto, a não assumpção de culpas de um poder político miserável, covarde, de menoridade e mediocridade intelectual histórica.
É, eu tenho visto, claramente visto, a irresponsabilidade, incompetência e leviandade da desgovernação que nos governa.
É, eu tenho visto, claramente visto, a “inimputabilidade” das políticas e reformas educativas de luminárias às escuras, tateando nas trevas e projectos.
É, eu tenho visto, claramente visto, a luta e o grito de revolta da dignidade, insubmissão, resiliência e resistência humana ao choque e à adversidade, contra a opressão e tirania “infra-humana” castigadora.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, sorrisos que choram e lágrimas que sulcam rostos determinados pela razão a continuar a lutar, a lutar, a lutar.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, a paixão docente, e das palavras a emoção e o sentimento de mulheres e homens que se sentem feridos por uma mágoa que magoa sem igual, num oceano de revolta enfurecida.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, que os professores são a classe sócio-profissional mais fustigada pelo burnout, flagelada pelo esgotamento e massacrada pelo cansaço profissional.
É sim, eu tenho visto, claramente visto, a élite intelectual do país a dar um “monumental murro” na mesa, a dizer basta, chega de dor, sofrimento, perda e privação, e a exigir um ponto de ordem à mesa da negociação.
Sim, é mesmo, eu tenho visto, claramente visto, o medo e a covardia da politiquice que foge à responsabilidade do dever, obrigação, proposição, comprometimento e compromisso. Dizer presente na concertação. Boa-fé.
Sim, é mesmo, eu tenho visto, claramente visto, o trono da mentira, injustiça, discriminação, manipulação e toxicidade da opinião pública, em forma de propaganda política de (des)Governo, fugir ao empenho e
entendimento com o professorado e os sindicatos; afinal, um ME que não presta contas nem protege os trabalhadores que tutela. Peca, sem lisura.

E sim, é verdade, eu tenho visto, claramente visto, a mão do punho fechado e da rosa espinhosa de Costa & Costa que empunha o chicote, marca com o verdugo, tem no olhar a “traição” e na acção o ferrete de
“culpados”.
E sim, “É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la”.
(Séneca)

Carlos Calixto

Os professores são vítimas de uma tristeza que é mágoa e tortura sem fim.
Trazem no pensamento a memória do esquecimento de quem os devia lembrar. Vivem a corrosão da acefalia e acriticismo de um povo filho da iliteracia que aliena e que a tudo se acomoda, habitua e aceita.
Foram-se os raios de sol e a anormalidade tornou-se a normalidade degradante. Respiramos a imbecilidade com natural naturalidade, naturalmente. Um povo prisioneiro da sua sina de indigência intelectual
trabalhada, burilada, que é fado e destino. Triste povo enganado vezes sem conta, num êxtase de deslumbramento arrebatado, sem rumo, sem contraditório, sem futuro, mas sempre crente da maquiavélica política que o despedaça e dilacera.
Meu povo, povo meu, acordai, acorda por favor. Liberta-te da mordaça.
Pensa!!!
Invoco a tua alma lusitana. Lembra-te que tens a sabedoria de uma longa e honorável História de mais de nove séculos.
Acredito no respeito que tens pelo teu amor próprio. Desejo e quero-te o eco contrário aos narcisos frios e da soberba política. Só tu e apenas tu, meu povo, tens o poder de afrontamento dos “deuses” da política, gente menor que nada sabe e nada entende da nobreza da política e da “res publica”. Deturparam,
perverteram e conspurcaram o que é o carácter e o ser responsável pelo outro.
Vivemos tempos conturbados e “sui generis” de ideários, fundamentalismos e digitalizações. Parolices de “parolos” que são filhos do analógico e que ainda não perceberam que o preconceito cega para perdição. Digital ou analógico é irrelevante. O que realmente conta é alcançar o objectivo, a meta, a evidência
da real aprendizagem e plenitude do sucesso, formação e realização da pessoa do educando no, repito, no ritmo e adaptação sábias da organização escola.
Estadistas não são e sentido de Estado não têm. Vão indo “à bolina” dos ventos das sondagens, num falsear de navegação encalhada. Meu pobre e triste povo que a tal gente estás entregue. Gente de aridez lavradia no erro. Grita!!! Liberta-te!!! Volta a sonhar!!! Quem te governa acha-se superior, sendo inferior e tendo crueldade e falta de humanidade. Sim, povo meu, a tua ética, moral, simplicidade, genuidade e valores são únicos. Descobre-te!!! Já é tempo!!!

Parece que nos abeiramos do arroto do fim. Nada mais enganador. Meu povo, faço parte de ti e sei que temos o poder e a última palavra. Que dói, dói! Mas sabes, estamos mais fortes e com uma consciência de classe robustecida.

Encontra-te!!!
Não desistimos!!!
Falas de selvajaria. Do maldito esmagamento sem cessar. Estamos desiludidos; desmotivados; sem empenhamento; tudo parece desabar.
Sensação de perda e perdidos. Corre-te uma lágrima pela face. Tens agora um rosto ainda mais lindo, acredita. Sorri, tu és o tesouro cristalizado do meu Eu.
Pois é, parece que se abeira o fim. Mas olha, somos lutadores de endurance, de fundo, maratonistas invictos e nós amamos a nossa causa. Sofremos, mas sorri com o sorriso da esperança que é certeza da vitória final. Somos cúmplices no olhar das tribulações e no pulsar do coração.
A sombra que nos aflige e o anátema que nos atormenta vai passar. Nós vamos continuar por cá. Acredita!!! Toca-me! Vamos tocar-nos na arena. A chaga vai curar, sarar e passar. Então, cantaremos o nosso hino e riremos do tabu bastardo do outrora abismo.
Sabes meu povo, povo docente, povo comunidade educativa, povo nação, impõem-se as perguntas incómodas aos senhores ministros Costa & amp; Costa:
– Srs. Ministros, até quando a aberração desviante da burocracia & probacia anacrónica?
– Srs. Ministros, até quando o fundamentalismo ideológico da insanidade digital?
– Srs. Ministros, até quando a/da reversão do artigo 79º do ECD?
– Srs. Ministros, até quando a aposentação/leccionação para toda a docência,
tão tardia para uma profissão de tamanho e comprovado desgaste intelectual?
– Srs. Ministros, até quando a não devolução do tempo de serviço?
– Srs. Ministros, até quando um sucesso educativo de reputação “infame”?
– Srs. Ministros, até quando a desconsideração inqualificável pelos professores em mobilidade por doença?
– Srs. Ministros, até quando a vigente, hedionda e angustiante avaliação “kafkiana”?
– Srs. Ministros, até quando uma Educação e Ensino desvalorizados e “em saldo”?
– Srs. Ministros, até quando uma Escola Pública de “penúria intelectual”?
– Srs. Ministros, até quando a “falta de seriedade” na proposição e negociação?

– Srs. Ministros, até quando a indigência a que foram banidos e ostracizados os professores e educadores portugueses, desautorizados e empobrecidos?
Senhores Ministros, precisam-se respostas urgentes à dúzia de questões colocadas como alerta e recomendação. Obrigado.
Pasme-se do atrevimento de falar de casas de rendas baixas para os professores. Como?! Como diz?! Os professores não precisam de casas de rendas acessíveis. Os professores precisam é de uma carreira valorizada, de ordenados dignos consonantes com a função que desempenham. Da legalidade de poderem chegar naturalmente ao topo da carreira. De ajuda de gastos, custo.
Se os professores até já dormem em carros, tomam banho na escola e comem meia dose, a culpa é toda, todinha do Governo e do Ministério da Educação.
Significa que a sociedade portuguesa no seu conjunto falhou; e que os políticos, o Estado e o regime falharam rotundamente. Falamos simplesmente do grupo sócio-profissional com mais habilitações académicas e da élite intelectual do país. Os deputados têm ajudas de custo para as despesas. Os juízes têm ajudas, subsídios, como lhe queiram chamar. Os médicos a caminho vão e bem, idem. Os professores não têm nada porquê? (…) Qual a causa, o motivo, a explicação? Há casos em que se deslocam até centenas de quilómetros por dia. Deslocando-se a diferentes concelhos, em trabalho que é sacrifício pessoal, dos alunos e familiar. Em que é que ficamos Srs. Ministros?
Haja seriedade! Haja vergonha na cara!
Como é possível assistirmos a um desmando destes de rendas “baratuchas” para os “profs.”, dito com tamanha “leviandade”, não medindo as consequências das palavras, que ofendem pelo miserabilismo que transportam e encerram. Até já há um quartinho, numa casinha, antiga caixa de previdência.
Mas afinal, isto é o quê?! Os professores não precisam de esmolas. Precisam é de ser tratados com respeito e dignidade, justamente pagos, e não vítimas do assistencialismo de Estado. É preciso acordar e “dar um murro na mesa”. Sou e estou em crer que professores e sindicatos reagirão em conformidade na condenação de tamanho óbolo (pequena moeda de valor insignificante usada na Grécia antiga), em detrimento de uma carreira docente valorizada, bem remunerada e tendo em linha de conta as muitas despesas dos professores na sua actividade profissional. Nem caridade nem esmolas nem donativos. Não!
Valorização, remuneração e ajudas, pagamento de despesas. Sim!
A talhe de foice, um exemplo esclarecedor de esbanjamento de dinheiros públicos. A brincadeira geringo-socialista de reversão-priv. da TAP custou 3200 milhões de €uros. Alegadamente vai ser alienada, vendida por 1200 milhões de €uros. E dramaticamente se perdem, alegadamente 2000 milhões de €uros. E
a culpa morre solteira. Sem palavras. Comentários para quê? Fazer pior é impossível. E em nome do “interesse público”! Moral da história: Não há dinheiro para pagar aos professores o que é justo e devido. Ou optativamente, outras formas de compensação, como por exemplo, a antecipação da aposentação.

Incontornável. Uma palavra de homenagem à Professora Manuela Teixeira. Um vulto do movimento sindical e do sindicalismo docente em Portugal. Lutadora incansável pelas causas dos professores e educadores portugueses. Carreira, Estatuto, etc. (…) Obrigado Professora! Bem haja. Descanso à sua alma.
Disse.
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.
CCX.

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Ainda sobre a falta de professores – Jorge Saleiro

 

Ainda sobre a falta de professores

No início dos últimos anos letivos, um assunto tem ocupado as manchetes dos jornais e a abertura dos noticiários de estações de rádio e canais de televisão: a falta de professores. Também neste espaço, tem sido matéria de reflexão. Apesar de o seu efeito se fazer sentir de forma desigual no país, com graves efeitos na equidade e igualdade de oportunidades que a Escola Pública deve prover, no momento em que estamos, é difícil não regressar a este tema.
A falta de professores anunciava-se há muitos anos, muito mais de dez. Várias organizações ligadas à Educação foram alertando para o que o futuro traria, se nada fosse feito, mas nada ou muito pouco foi feito. Pode até dizer-se que, em muitos aspetos, a situação se agravou. Os professores tiveram a sua carreira “congelada” por muitos anos, a profissão foi sendo desvalorizada socialmente e as condições de vida, principalmente nas grandes cidades, tornaram-se difíceis, se não impossíveis, de serem comportadas por quem inicia o exercício desta profissão.

Enquanto isto, e apesar de tudo isto, os professores portugueses foram fazendo crescer e melhorar a escola pública, contribuindo decisivamente para que a formação dos nossos alunos fosse atingindo um nível, de tal forma elevado, que os guindou para os lugares cimeiros dos estudos internacionais e os tornou motivo de admiração por essa Europa fora. Portugal passou a exportar mão-de-obra altamente especializada, com elevado nível de competências e com a qualidade da sua formação reconhecida.
Entretanto, surge a pandemia e os professores portugueses enfrentaram o desafio de dar resposta a um confinamento inédito, com ensino a distância, apesar da escassez de formação e recursos para tal. Também após a pandemia, lhes foi colocado o repto de recuperar as aprendizagens dos alunos, perdidas nesses anos.

A todos os desafios, os professores portugueses deram resposta à altura. Apesar disso, nada melhorou quanto ao reconhecimento social, às condições de trabalho e à carreira docente. Mesmo o “descongelamento” da carreira provocou muitas situações de injustiça.

A profissão docente é, atualmente, pouco apelativa, com bloqueios que dificultam uma progressão na carreira que seja estimulante. Está “armadilhada” com quotas e vagas que impedem o acesso ao topo da carreira a uma grande parte dos docentes.
Ao contrário do que se quer transmitir, esta carreira não valoriza o desempenho, antes penaliza muitos docentes de elevado mérito que desmoralizam com o retorno negativo que lhes é dado pelo esforço que dedicam à profissão e aos seus alunos.

Não será muito difícil encontrar professores com mais de 30 anos de carreira, a aproximar-se da idade de aposentação, situados, ainda, a meio da carreira docente, com um vencimento líquido pouco acima de 300€ superior ao que se vence no início da carreira. Isto significa que os muitos professores nestas circunstâncias tiveram uma valorização de cerca de 10€ por cada ano de carreira.
Estes docentes têm uma perspetiva de progressão na carreira muito reduzida e sentem ter trabalhado uma vida inteira para acabar com uma reforma bem abaixo do que esperavam quando começaram a trabalhar. Esta realidade não seria motivadora para nenhuma carreira e explica muita da insatisfação e sentido de injustiça que motiva os professores portugueses para as diferentes formas de luta que têm vindo a assumir.

Com este enquadramento da profissão, é difícil aliciar jovens e menos jovens para abraçar esta carreira. Não nos podemos esquecer que todos os potenciais futuros professores já passaram pelo sistema educativo. Sabem bem o que é exigido a um professor, a exposição e o desgaste a que a docência obriga, as condições e o volume de trabalho com que lidam e o que recebem em troca.
Para reverter o caminho para a erosão da profissão, urge tomar medidas: rever e valorizar a carreira e o estatuto remuneratório, desbloquear a progressão na carreira, alterar o sistema de avaliação de desempenho docente e os seus efeitos na carreira e melhorar as condições de trabalho dos professores e das escolas.
Urgente seria retomar conversações para a recuperação do tempo de serviço, pela qual se trava uma das mais intensas lutas laborais de que há memória no nosso país.

 

in Correio de Minho

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A todos os professores… desculpem!

A todos os professores… desculpem! O país não entende o preço do que está a fazer. A fatura virá mais tarde em forma de mentes tacanhas incapazes de sonhar” Marta Melro 

 

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Os filhos dos professores…

 

Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…

Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.

O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.

Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior

Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…

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Afinal, qual será a verdade dos factos?

 

Vamos partir de dois princípios fundamentais e imprescindíveis num Estado de Direito Democrático:

Princípio 1:

– Um membro de um Governo não trai a confiança em si depositada, nem deturpa a verdade dos factos no exercício das suas funções…

Se, em algum momento, um membro de um Governo deturpasse a verdade dos factos, estaria, entre outros, e desde logo, a renegar e a violar o juramento solene que fez no momento em que tomou posse do respectivo cargo, perante todos os seus concidadãos…

Princípio 2:

– Os meios de Comunicação Social não veiculam notícias falsas, de forma intencional ou propositada…

Em 22 de Setembro de 2023, sobre a falta de Professores, parece ter-se instalado uma insanável contradição entre as afirmações de um membro do Governo e as notícias propaladas pela Comunicação Social na última semana, pelo que a observação dos Princípios 1 e 2 poderá suscitar algumas dúvidas ou reservas:

O Ministro da Educação João Costa afirmou no Parlamento que:

– “98% dos alunos têm todos os professores e aulas a todas as disciplinas“. (Notícias ao Minuto, em 22 de Setembro de 2023)…

De acordo com o site oficial do XXIII Governo Constitucional, ao qual João Costa está vinculado enquanto Ministro da Educação, em comunicado datado de 12 de Setembro de 2023, iniciaram o Ano Lectivo de 2023/2024, no Ensino Público, 1.127.818 alunos, desde o Pré-Escolar até ao Ensino Secundário…

Assim sendo, e pelas palavras do Ministro da Educação proferidas no Parlamento em 22 de Setembro de 2023, conclui-se que apenas 2% dos alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024 não terão ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas…

Pelo número total de alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024, dado a conhecer no site oficial do Governo, anteriormente citado, infere-se, então, que cerca de 22.556 alunos não terão todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, correspondentes aos 2% atrás mencionados…

E aqui começa o problema, assente em dados concretos e objectivos:

Ao longo da última semana, praticamente todos os meios de Comunicação Social veicularam notícias que deram conta de muitos milhares de Alunos sem Professor a pelo menos uma Disciplina…

A título ilustrativo:

– “No final da primeira semana do novo ano letivo, ainda há cerca de 85 mil alunos que não têm professor a pelo menos uma das disciplinas.” (Jornal Público, em 15 de Setembro de 2023)…

– “As aulas arrancaram na semana passada e, para muitos estudantes, esta segunda-feira, 18, é o primeiro dia “a sério” do ano letivo, que arranca com quase 1060 horários por preencher, que se traduzem quem mais de 90 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina.” (CNN Portugal, em 18 de Setembro de 2023)…

– “Há mais de 92 mil alunos sem professores a várias disciplinas no arranque deste novo ano letivo. Em declarações esta quinta-feira no Fórum TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, conta que há alunos que “não têm quatro, cinco ou seis professores”. (TSF, em 21 de Setembro de 2023)…

Conclusão:

– Os dados quantitativos apresentados pelo Ministro da Educação em 22 de Setembro de 2023 no Parlamento não são corroborados pelos números veiculados pelos meios de Comunicação Social, na última semana…

Poder-se-á, até, dizer que existirá um “fosso colossal” a separar a versão apresentada pelo Ministro e os vários cenários apontados pela Comunicação Social:

– Depois das contas feitas, o Ministro da Educação contabilizará cerca de 22.556 alunos que não têm ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, enquanto que a Comunicação Social refere entre 85.000 e 92.000 discentes nessas condições…

Que interpretações se poderão fazer de tão flagrante disparidade?

Afinal, qual será a verdade dos factos?

No caso presente, é praticamente impossível conciliar a versão apresentada pelo Ministro com a que foi veiculada pela Comunicação Social…

– Terá o Ministro deturpado a verdade dos factos?

– Se o Ministro não deturpou a verdade dos factos, será, então, legítimo inferir que a Comunicação Social tem vindo a difundir notícias falsas?

A incoerência e a discrepância entre as duas versões apresentadas são de tal forma evidentes e acentuadas que se torna praticamente impossível que ambas possam corresponder à realidade, ou seja, à verdade dos factos…

Importa, e muito, que os cidadãos portugueses, certamente crentes na prerrogativa de viverem num Estado de Direito Democrático, possam confiar na palavra de qualquer membro de um Governo, mas também na informação que lhes é transmitida pela Comunicação Social…

Onde está a verdade?

(Paula Dias)

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É esta a vida de um professor…

 

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A demissão resolveria o problema?

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A TAP boa, a TAP má e os 3.000 milhões dos portugueses

Afinal há duas TAP…

A coisa explicada resumidamente.

A TAP boa está avaliada em 1.200 milhões de euros. A TAP má tem uma dívida de 1.200 milhões de euros. Vende-se a TAP boa para pagar a divida da TAP má. O lucro será de ZERO euros.

O governo Injetou 3.200 milhões de euros na TAP (não se sabe em qual), o certo é que não terá esse retorno.

São este tipo de negócios que levam à retórica do governo sobre aumentos de vencimento impossíveis, recuperação de tempo de serviço impossíveis, aceleradores com travões e diferentes para as carreiras gerais e para as especiais (de corrida), apoios à habitação que mais nada é que empurrar o problema das famílias para a frente com a barriga… é o desgoverno total de um país que se está a transformar em ingovernável.

Quando a ingovernabilidade chegar…

 

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A precariedade continua

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Petição com mais de 8300 assinaturas propõe medidas para Violência Escolar

 

Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança reuniu mais de 8300 assinaturas e foi hoje enviada ao Presidente da Assembleia da República

São listadas 10 medidas prioritárias e urgentes 

Na Petição, os mais de 8300 cidadãos subscritores (consultável em Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança : Petição Pública (peticaopublica.com)  apelam ao Parlamento para que promova o questionamento do Governo e debata o tema, para que se chegue à tomada de medidas executivas, regulamentares e legislativas, para abordar de forma mais eficaz o problema da violência e falta de segurança em meio escolar.

(Enumeram-se nela 10 medidas)
1. Criação no Ministério da Educação (ME) e Municípios de estruturas de apoio aos trabalhadores das escolas vítimas de agressão, ofensa ou outros crimes, quer no âmbito do apoio judiciário, quer no âmbito do apoio psicológico.

2. Criação de meios de estudar e compreender o problema, restaurando estruturas como o Gabinete de Segurança Escolar do ME ou o Observatório da Violência Escolar, dotando-os de meios para analisarem a situação e proporem medidas de política pública eficazes.

3. Criar e dotar de meios (docentes, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos) equipas multidisciplinares escolares de combate ao problema na sua origem, que devem ser estruturas permanentes e não eventuais e precárias (criadas e extintas conforme a disponibilidade pontual de meios de fundos comunitários). Essas estruturas estão previstas no Estatuto do Aluno, mas só têm sido postas em prática em contexto limitado e com recursos insuficientes.

4. Reforçar os meios do Programa Escola Segura, com agentes, militares e recursos materiais, aumentando o número de horas de patrulha de proximidade. Esse deve ser um programa prioritário, no âmbito dos programas de policiamento de proximidade da PSP e GNR, e não se assistir à situação de os agentes dispersarem o seu tempo por outros programas de proximidade, em que acumulam funções em sobrecarga, desfocando da questão da violência escolar.

5. Mudar as normas penais, não para aumentar as penas que são adequadas (e têm agravações que reforçam este aspeto), mas para garantir que a agressão a professores, educadores e outros trabalhadores escolares, em exercício de funções (ou em razão das funções), passe a ser crime, cujo processo seja acionado pelo Ministério Público, mesmo sem queixa do ofendido (crime público);

6. Mudar as normas do Estatuto do aluno, no que diz respeito a absentismo, agressões, ofensas e injúrias, tornando-as mais rigorosas na linguagem técnica e jurídica e dando às escolas capacidade de agir mais depressa e com maior capacidade preventiva. O legislador deve dar atenção especial à densidade e qualidade das normas sobre uso de telemóveis e outros equipamentos tecnológicos, recolha de imagens e som e deveres dos pais (no sentido de reforçar os direitos de todos os elementos da comunidade escolar e punir os agentes de atos de violação de direitos, por exemplo, pondo em prática os processos contraordenacionais que já existem na lei);

7. Reforçar a democracia escolar, para dar maior participação aos pais e alunos de forma regulada e impedindo a captura de representação nas Associações de Pais ou a falta de meios de contacto e representação da opinião dos alunos;

8. Criar estruturas de mediação sociocultural, nas escolas em que elas sejam necessárias, com recursos e sob gestão das estruturas da escola.

9. Mudar a legislação das CPCJ, reforçando a capacidade atempada de intervençãono sentido de dar mais peso às escolas nessas instituições, impedindo a sensação generalizada de afastamento e impotência face às situações geridas por essas estruturas. Reforçar os poderes do Ministério Público nessas instituições e dar-lhes mais meios e diminuir a informalidade na constituição e funcionamento.

10. Criar modelos curriculares de formação adequados, para os alunos com absentismo e desinteresse pela escola, que os integrem e impeçam a marcha de percursos de vida de exclusão e adversidade face à escola, talvez recuperando e melhorando soluções, hoje abandonadas, como CEF ou outros modelos que, no passado, foram funcionando. Do mesmo modo, generalizar e melhorar programas curriculares de combate ao bullying e violência e de educação para os Direitos Humanos, Participação e Paz.

Na nossa opinião, a Assembleia da República deve promover um debate urgente, com uma perspetiva abrangente e suprapartidária, numa linha de entendimento entre os partidos e sem demagogias ou desvios politiqueiros, para abordar este assunto.

O debate deve ser sem preconceitos e sem dar espaço a tentativas de aproveitamento da situação por forças que queiram afastar o debate daquilo que ele é: criar condições adequadas e seguras de exercício, em cada uma das escolas portuguesas, do direito de aprender e ensinar.

Para isso, devem ser ouvidos os que trabalham nas escolas e ficar menos central a ideologia específica de cada um dos Senhores/as Deputados/as numa abordagem mais pragmática e realista face a tentativas anteriores de reagir ao problema.

Nos últimos tempos, tem havido uma profusão de notícias a narrar episódios de agressão e injúrias a professores/as e educadores/as por parte de alunos/as ou pais, mães e encarregados/as de educação.

É difícil saber se estas notícias correspondem a um efetivo agravar da situação ou a uma maior consciência social e comunicacional da sua gravidade.

Pode ficar a ideia de que a situação está generalizada em todas as escolas, mas, na nossa opinião, isso resulta também de tentativas de criar má imagem à escola pública, onde a verdade é que a maioria dos alunos e docentes têm uma vida pacífica e sem violência.

Mas tem de se reconhecer que existem muitos casos, que o número noticiado é crescente e que não queremos que se alarguem. Além disso os casos que existem criam alarme social e efeitos de contágio de certas práticas.

Verifica-se, em muitos estabelecimentos de ensino, a criação de ambientes de coação e agressividade, que incluem atos de violência, agressão, insultos e ofensas a docentes e trabalhadores não docentes das escolas que são, assim, vítimas de crime, no seu local de trabalho.

O tema tem um forte enquadramento social e deve incluir, nos caminhos de solução, essa abordagem social que integre, além do que propomos, medidas que combatam algumas causas externas à escola e que se situam no domínio da exclusão social e dos problemas de integração.

Mas, além da criação dessas medidas mais vastas e abrangentes, para soluções mais estruturais, cremos que há medidas mais imediatas que necessitam de atenção dos detentores do poder político.

Quando, nos anos 90, se iniciou a reforma educativa que, na época, causou larga mudança nas escolas e no país, alguém escreveu que uma visão da política educativa para o progresso do país tem de distinguir muito bem o que é mero Sucesso Escolar do que é real Sucesso Educativo.

Podemos ter grandes números a falar de transições sem retenções e até lindos projetos curriculares e de avaliação, que aparentem Sucesso Escolar, mas numa escola sem Paz e sem um clima de concórdia, não haverá Sucesso Educativo.

E, para ele existir e se manter, algo tem de ser feito.

Pode ser o que propomos ou outras coisas, mas o problema visível não pode ser ignorado pelos políticos, sob pena de se agravar e, 50 anos depois do 25 de Abril, estarmos a construir uma derrota futura para a escola pública.

É isso que pedimos: medidas focadas para a Segurança e Paz nas escolas em nome do Sucesso Educativo dos alunos deste país.

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Período Probatório 2023/2024

 

Encontra-se publicada a Nota Informativa – Período Probatório 2023/2024.

Nota Informativa.

 

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“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”

Professores em monodocência queixam-se do agravar das desigualdades em relação aos colegas de outros níveis de ensino. Garantem que já recorreram a todas as instâncias e têm propostas concretas para minimizar essas diferenças, mas têm esbarrado com uma barreira de silêncio

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”. Sem respostas, educadores de infância e professores do 1.º ciclo querem ser ouvidos pelo Governo

Paula Costa Gomes tem 59 anos e quase 40 anos de serviço como educadora de infância. Se as regras do jogo não tivessem mudado, já estaria reformada, uma vez que, até 2005, os professores em monodocência (únicos responsáveis por uma turma) beneficiavam de um regime especial de aposentações e podiam reformar-se mais cedo. Era uma forma de compensar as desigualdades que garantem prejudicar os educadores de infância e os professores do primeiro ciclo em relação aos colegas de outros níveis de ensino.

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que colegas de outros ciclos. Temos 25 horas letivas semanais até aos 60 anos, sem redução”, queixa-se Paula Costa Gomes, uma das porta-vozes do movimento cívico Movimento de Professores em Monodocência.

É que além de terem mais horas de componente letiva, o tempo é contado precisamente em horas. São 25 horas, que dão um total de 1500 minutos em sala de aula. No caso dos professores do 2.º e 3.º ciclos e secundário, o tempo letivo é contado de maneira diferente: são 1100 minutos (24 unidades de 45 minutos ou 22 unidades de 50 minutos). Há uma diferença de 400 minutos de trabalho letivo, com os alunos em sala, excluindo todo o trabalho de preparação das aulas e de correção de testes, por exemplo.

Além disso, todos os professores têm direito à redução de horário da componente letiva, a partir dos 50 anos. Mas o artigo 79 do estatuto da Carreira docente não é aplicado da mesma forma para os professores em monodocência: “Podemos usufruir da redução dois anos, um aos 25 e outro aos 30 anos de serviço, antes dos 60 anos. Após os 60 anos, podemos ter redução de cinco horas.” Os outros professores podem requerer a redução da componente letiva em dois tempos, assim que atingirem os 50 anos de idade. Basta para isso terem 15 anos de serviço, mais dois tempos aos 55 anos e mais quatro aos 60 anos.

“Desempenhamos todos cargos, participamos nas mesmas estruturas, somos diretores de turma por inerência, já que somos os únicos responsáveis pela turma, exercemos cargos de coordenação, sempre sem redução de horários de componente letiva”, sublinha Paula Costa Gomes.

Criaram, por isso, uma petição que defenderam na Comissão de Educação do Parlamento, em janeiro de 2023. Enviaram para “todas as entidades possíveis” um pedido de revisão da inconstitucionalidade da lei, mas, até agora, não tiveram qualquer resposta positiva às suas reivindicações. “O presidente empurra para o primeiro-ministro, o primeiro-ministro empurra para o ministro, que não tem competência para pedir a revisão da inconstitucionalidade da lei”, queixa-se a educadora de infância numa escola de Beja.

Pediram agora uma nova audiência ao Ministro da Educação, João Costa, para apresentar propostas concretas para “colmatar as desigualdades”. Querem um regime de aposentação diferenciada, aposentação aos 60, sem penalização e uma alteração ao artigo 79 do estatuto da carreira docente, que reduz a componente letiva em função da idade e que essa aplicação seja feita “sem alíneas discriminatórias, igual para todos”. Aguardam por uma resposta do ministro para serem ouvidos. Resposta essa que teima em não chegar.

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Reserva de recrutamento n.º 04

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 25 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 26 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 04

Listas – Reserva de recrutamento n.º 04  

 

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Pais que estudam pelos filhos

Dizia-me uma mãe: “Não me posso demorar, tenho de ir gravar um resumo das aulas para o meu filho ouvir.” Esta mãe lê a matéria que o filho aprende na escola, resume-a, grava um áudio e o filho apenas tem de o ouvir.

Pais que estudam pelos filhos

Estará esta mãe a ajudar o seu filho?

Os pais que fazem as coisas pelos filhos (e não com os filhos) acabam por evitar que estes se confrontem com as dificuldades e os desafios próprios da vida – e falamos aqui da vida como um todo, e não apenas da vida escolar.

Será esta forma de exercer a parentalidade promotora de um crescimento saudável?

A resposta é não.

Muitos pais substituem-se aos filhos quando estudam e fazem os trabalhos de casa por eles. Diria que estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Assistimos também, muitas vezes, a pais que vivem o percurso escolar dos filhos com elevada ansiedade, demasiado centrados no rendimento académico e na competição. Há pais que já se questionam sobre a universidade onde os filhos irão estudar, quando estes frequentam ainda o 1.º ciclo. Pais demasiado exigentes acabam ainda por potenciar estados de ansiedade nas crianças, que se manifestam quando têm de ir ao quadro, falar perante a turma ou realizar uma avaliação. Temos crianças que choram quando recebem um “Bom”, porque os pais querem (ou exigem) um “Muito Bom”. Crianças que crescem a acreditar que não são suficientemente boas, com o natural impacto negativo que isto tem em termos de autoestima e aceitação de si mesmas.

É fundamental que os pais ajudem os filhos a vivenciar a escola de uma forma construtiva e securizante, palco também de relações interpessoais e de aprendizagens informais. Não são apenas as notas dos testes e aquilo que é afixado na pauta que interessa.

Os pais devem ainda estimular a autonomia e a independência, orientar e guiar, mas permitindo o erro, a frustração e a desilusão que, afinal de contas, fazem parte da vida de todos nós.

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Apoio à habitação

 

Face às dificuldades de habitação, a DGAE divulga na sua página os programas e contactos que nos são enviados pelas Autarquias, destinados ao apoio à habitação de docentes deslocados.

Cartaz da iniciativa.

 

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Reunião Negocial – ME/Sindicatos 2 outubro

Diploma sobre as habilitações para a docência

Os sindicatos foram convocados para uma reunião negocial, com o Ministério da Educação, a realizar-se no próximo dia 2 de outubro, estando em análise o 𝗗𝗲𝗰𝗿𝗲𝘁𝗼-𝗟𝗲𝗶 𝗻.º 𝟳𝟵/𝟮𝟬𝟭𝟰, 𝗱𝗲 𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, 𝗻𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹, 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮 𝗼 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗱𝗼𝗰𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗲́-𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼𝘀 𝗯𝗮́𝘀𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝘀𝗲𝗰𝘂𝗻𝗱𝗮́𝗿𝗶𝗼.

 

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A opinião dos Portugueses sobre a crise na docência

O barómetro pergunta aos inquiridos se o “Governo fez o suficiente para se aproximar das reivindicações dos professores”. Só 28% da amostra aprova o papel de negociação do Governo de António Costa, ao defender que o Executivo fez o suficiente para ir ao encontro das exigências dos docentes.

Mais de metade acredita que Governo não fez o suficiente para responder aos professores

O arranque deste ano letivo fica marcado por mais contestação. Neste campo, o estudo da Aximage reflete uma maior divisão de opiniões. A maioria dos inquiridos concorda com as greves convocadas pelos sindicatos para o arranque do ano letivo 2023/2024, mas a aprovação não chega aos 50%.

Em concreto, 45% da amostra diz estar em concordância com as greves. Desta fatia de inquiridos, 17% afirmam estar totalmente a favor das paralisações e 28% apenas concordam. Do lado do não, 36% dos portugueses discordam, sendo que destes 16% são mais radicais e dizem que discordam completamente. 20% apenas discordam. Os números da sondagem evidenciam ainda que, na resposta a este ponto, 18% não concordam nem discordam.

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Jovem de 15 anos morre na Escola

 

Um jovem de 15 anos morreu, esta quarta-feira, na Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto.

De acordo com informações obtidas pelo Porto Canal, o incidente ocorreu durante uma aula de Educação Física.

O alerta foi dado às 15h12 e para o local foram mobilizados os Bombeiros Voluntários do Porto e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santo António, segundo o CDOS.

Jovem de 15 anos morre na Escola Alexandre Herculano, no Porto

 

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Os deputados têm ajudas de custo

 

Porque só algumas classes é que usufruem de compensações por deslocação para fora da sua área de residência?

Será que quando integraram as listas de candidatura não foram informados que teriam de se deslocar para “trabalhar” em Lisboa?

Será que foram obrigados a concorrer?

Concorreram porque quiseram e ninguém os obrigou a aceitar o cargo.

Nas empresas do setor particular, quando um funcionário é deslocado, também, recebem ajudas de custo ou subsídios para fazer face às despesas acrescidas.

Os outros, entre eles os professores, assistem impávidos e serenos. Deslocam-se centenas de quilómetros à sua conta, têm de alugar casa, mas nada lhes é devido. São “missionários”, benfeitores que se voluntariam a ir prestar funções pelo país fora a troco de apenas o seu vencimento.

Está na altura de começar a perceber que um dos grandes fatores para a falta de professores é esta diferença de tratamento. Não me venham dizer que “se lá estão é porque concorreram para ir dar aulas para lá”. Concorreram, porque têm amor à profissão. Só assim se justifica tão grande sacrifício.

Mas o sacrifício um dia acaba…

Subsídios (Deputados)
1 – No exercício das suas funções ou por causa delas, os Deputados têm direito aos seguintes abonos:
a) De deslocação durante o período de funcionamento da Assembleia da República;
b) De apoio ao trabalho político em todo o território nacional, de acordo com o n.º 2 do artigo 152.º da Constituição da República Portuguesa;
c) De deslocação em trabalho político no círculo eleitoral.
2 – O abono previsto na alínea a) do número anterior decompõe-se em subsídio para despesas de transporte e ajudas de custo e a sua atribuição depende de comprovativo de realização.
3 – O abono previsto na alínea b) do n.º 1 é estabelecido por quantitativo global anual e processado mensalmente.
4 – O abono previsto na alínea c) do n.º 1 é atribuído aos Deputados com sujeição das correspondentes verbas a imposto sobre o rendimento das pessoas singulares.
5 – Nas seguintes situações decorrentes de atividades parlamentares específicas, os Deputados têm direito à perceção de abonos para despesas de transporte, alojamento e ajudas de custo, implicando sempre autorização e comprovativo de realização:
a) Deslocações em trabalho político dos eleitos pelos círculos da emigração;
b) Deslocações em representação institucional da Assembleia da República;
c) Deslocações das delegações aos organismos internacionais de que a Assembleia da República faça parte e das demais missões parlamentares ao estrangeiro.
6 – O regime de abonos estabelecido no presente Estatuto é concretizado e complementado por resolução da Assembleia da República e constitui, para todos os efeitos legais, regime especial decorrente da natureza constitucional do mandato parlamentar.
7 – A resolução prevista no número anterior regula igualmente as condições de utilização das viaturas oficiais por Deputados em razão do cargo ou da missão parlamentar.»

 

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Objecção de consciência em Educação?

 

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Face à inenarrável política educativa vigente na Escola Pública, quantas vezes se desejaria poder invocar a prerrogativa do exercício do direito de objecção de consciência?

Os profissionais de Educação, obrigados à execução de inexprimíveis medidas da política educativa, poderão alegar o direito de objecção de consciência, recusando, dessa forma, a prática de determinadas acções, nomeadamente das que colidam com as suas convicções pessoais?

Com frequência, se ouve falar no exercício do direito à objecção de consciência, nomeadamente quando se trata da recusa em cumprir o serviço militar ou em praticar determinados actos médicos, como o aborto, por motivo de interrupção voluntária da gravidez…

Mas a alegação desse direito também será aplicável noutros domínios?

– “O direito à objecção de consciência permite a um cidadão não cumprir determinadas obrigações legais em virtude de convicções de natureza religiosa, moral, humanística ou filosófica.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Tem, primeiro, de tratar-se de um dever que o objector não possa cumprir em virtude de a sua consciência não lho permitir e, segundo, a lei tem de admitir que esse não cumprimento é admissível. Por último, o não cumprimento do dever tem de ser individual e pacífico, não podendo prejudicar gravemente terceiros.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Os objectores de consciência gozam de todos os demais direitos e estão sujeitos a todos os deveres consignados na Constituição e na Lei que não sejam incompatíveis com a condição de objector.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Objetor de consciência é uma pessoa que se recusa a cumprir um determinado dever com base em princípios pessoais.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “Na oposição de consciência, o objetor solicita a autorização para não cumprir uma obrigação que vai contra suas convicções, que podem ser de vários tipos: éticas, filosóficas, religiosas e políticas.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “A objeção de consciência é fundamentada na ideia de que as pessoas devem ter liberdade para agir de acordo com os princípios que cultivam. Entretanto, ela não pode ser declarada em qualquer situação e os pedidos devem explicar as razões que baseiam a objeção.” (Objetor de Consciência/Significados/Sociedade/Direito)…

Pelas significações anteriores, depreende-se que o conceito de direito à objecção de consciência poderá ser mais vasto e abrangente do que comummente se aceita…

 E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Quantos invocariam esse direito e em que circunstâncias?

E que motivos poderiam existir para justificar a alegação do direito de objecção de consciência, por parte dos profissionais de Educação?

Que motivos poderiam existir para que um profissional de Educação recusasse cumprir determinado dever, obrigação ou função, tendo por base certas convicções pessoais?

Motivos para se desejar a possibilidade de exercer o direito de objecção de consciência no contexto da Educação haverá, certamente, muitos…

Algumas convicções pessoais de natureza ética, baseadas em determinados Valores Éticos, talvez pudessem justificar a recusa em pactuar com o cumprimento de determinadas ordens, potencialmente opositoras a certos Princípios Éticos:

– Objecção de consciência, contra a mentira e a perversidade institucionais;

– Objecção de consciência, contra o clamoroso roubo de tempo de serviço e contra as gritantes injustiças que inquinam a Carreira Docente;

– Objecção de consciência, contra pressões, intimidações, ameaças e perseguições;

– Objecção de consciência contra o “delito de opinião” e a censura, atentatórios à liberdade de expressão;

– Objecção de consciência contra a tirania, o autoritarismo e as atitudes ditatoriais;

– Objecção de consciência contra o servilismo;

– Objecção de consciência contra a propaganda e determinados ideários;

– Objecção de consciência contra o medo, a repressão e o assédio moral;

– Objecção de consciência contra o engano e o logro, potenciados pela Escola Pública;

– Objecção de consciência contra a deterioração da Escola Pública e contra a incapacidade de aceitar a Democracia e de a praticar…

Imagine-se o putativo cenário de uma “grandiosa invasão” dos serviços do Ministério da Educação com pedidos de autorização para o exercício do direito de objecção de consciência…

Não sendo Jurista, fica a questão:

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

 (Paula Dias)

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SIMULADOR DE PROGRESSÃO NA CARREIRA – FENPROF

A FENPROF lançou um simulador que me diz que deveria estar no sétimo escalão  é que a diferença se remuneração a que teria direito é de 501,93€ mensais.

Faz as contas e confirma qual o valor que todos os meses é retirado do teu salário por não ter sido recuperado todo o tempo de serviço que cumpriste.

SIMULADOR 

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Vais fazer greve, esta semana?

Os professores e trabalhadores das escolas iniciam esta segunda-feira uma semana de greve, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), pela recuperação do tempo de serviço e contra o que dizem ser várias injustiças no setor.

Após os primeiros dias de arranque do ano letivo, cerca de 1,3 milhões de alunos começam esta segunda-feira a primeira semana de aulas, mas alguns poderão encontrar os portões da escola fechados devido à greve de professores e funcionários.

A paralisação, que se vai prolongar até sexta-feira, foi convocada pelo Stop e é a primeira greve com impacto nas atividades letivas do ano 2023/2024, durante o qual os profissionais prometem manter a contestação do ano passado até verem as suas reivindicações respondidas.

Professores e trabalhadores das escolas iniciam hoje uma semana de greve

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Não, o Luís não queria ser professor – João André Costa

 

Não, o Luís queria ser professor. E o Luís admite e confessa: nunca quis nem alguma vez teve na ideia uma carreira no ensino.
Inocente e ingenuamente, o seu sonho era ser biólogo, o próximo Jacques Cousteau e então vocês dizem:
– Jacques o quem?
E num repente as reminiscências da influência francófona ainda presente nos idos de 80 e aquela criança à frente do écran a desbravar oceanos maravilhado com a incomensurabilidade da natureza.
Não era suposto estar aqui a dedicar uma vida, a vida, à escola, como se nada mais fosse importante e às vezes não é.
-Casei com um professor! – diz a cônjuge exasperada de mãos no ar, mãos na cabeça.
Era suposto dedicar a licenciatura ao estudo da etologia, ergo o comportamento animal.
Infelizmente, e diz o Luís infelizmente de propósito, o único comportamento animal foi o seu ao investir os dois anos do tronco comum da Licenciatura em Biologia a faltar às aulas, os apontamentos de bandeja oferecidos pelas madrinhas, as saídas à noite, a boémia ébria e soberba, o grito do Ipiranga pós exames nacionais e 6 anos de estudo intenso, agora sou livre, agora longe, agora eu egoísta em pleno.
Ou então a pura consciência de não querer voltar a casa todos os dias ao fim do dia quando voltar a casa rimava com o abuso emocional de uma madrasta cujas primeiras palavras ao entrar pela porta foram:
– Agora vou-vos ensinar o que é a vida.
Sim, a madrasta ou o clássico misógino dos contos infantis politicamente incorrectos. E de facto, é evidente e o Luís tem de lhe tirar o chapéu, ensinou quando findo os dois primeiros anos do tronco comum e outras tantas noitadas pouco mais tinha para além de uma média de 12 valores, muito aquém quando as candidaturas se fazem em função da nota adquirida e portanto nenhuma vaga disponível no ramo Animal, Marinhos também não, Científico idem idem e a Genética é só para os “crânios”.
Conclusão: a haver vagas só em Ensino, a última escolha, o parente pobre ou o sinal já então óbvio de uma enfermidade sem cura à vista quando ninguém quer ser professor.
O Luís não queria. Mas já ciente da vergonha de passar um ano em casa, vulgo chumbar e o Luís nunca chumbou mais o pontapé no orçamento familiar e a família não merece, o pai não merece e aqui vai o Luís para o ensino.
A mais bela profissão do mundo. Sem aspas.
“Changing pupils’ lives”, disse prontamente quando interpelado sobre um mote para a escola mais o trabalho do dia-a-dia.
Mas foi preciso ir lá para fora. Foi preciso fugir ao desemprego e à desesperança, à vida com a mala às costas, os contractos temporários, os anos transactos sem trabalho, as contas para pagar, as contas por pagar, o olhar de lado de quem se diz amigo ou de sangue quando ser professor é ser um coitado, a degradação da escola pública, os “rankings”, a transição automática de ano, a instabilidade, os professores como bodes expiatórios de sucessivos governos e os malditos sindicatos, as reformas ininterruptas ao sabor dos Ministros da Educação, mais uma volta, mais uma viagem e cá fora tudo diferente e sobejamente partilhado, o reconhecimento, as horas passadas na escola em nome de crianças cujo verbo é rejeição e à procura de serem rejeitadas uma e outra vez e não são porque o Luís não se vai embora e o Luís não vai para lado nenhum, o Luís é um professor e os professores não desistem: “we change pupils’ lives”.
Vinte anos depois não é a sequela de “Os três mosqueteiros”, é a realidade bem presente e o sucesso governativo de mais de quatro décadas a denegrir a educação pública e o sonho fundamental de Abril numa vida melhor para os filhos.
Agora e até 2030 serão precisos mais 30000 professores e quem o diz é o Ministério. Curiosamente, e ironia do destino, os mesmos 30000 professores de há vinte anos e na altura o desemprego, o Luís no desemprego e tantos amigos e colegas também, entretanto empregados, distantes e de carreiras assentes e sem intenção de regressar. Mas abertos a propostas e aqui este convite, Sr. Ministro, para nos sentarmos à mesa e conversar.

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A fuga antes da implosão de um sindicato

Já se apela  “para que ninguém abandone o sindicato”.

Como podem os professores confiar num sindicato que internamente convulsiona com lutas de poder. Se as cúpulas não se entendem, como poderão os professores assistir sentados?

A organização interna de um sindicato diz muito daquilo que podem fazer pelos seus associados. Se a organização interna é posta em causa pelos membros da direção, os associados fogem, porque deixam de acreditar na organização externa da luta.

Houve um ministro que prometeu implodir o ME, agora parece haver uma tentativa de implosão de um sindicato.
Entre emails e reuniões, a coisa parece ir no caminho certo.

Há quem diga que os ratos são os primeiros a abandonar o navio, mas todos sabem que quem se deixa para último morre afogado.

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Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos do AT

Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos…

Consulta a tua área reservada na CGA Direta

https://cgadirecta.cga.pt/ – com chave digital ou senha das finanças

Verifica se o SERVIÇO já está atualizado…

Depois vai ao MENU – O MEU PEDIDO… consegues consultar o pedido submetido pelo teu organismo.

Muito importante!!!!
Se já pediste o tempo de serviço de ex-subscritor da CGA, já tens em tua posse a contagem de tempo e eventuais dívidas de tempo regularizadas. Sim, a CGA permite pagares o tempo intermédio de náo colocações….ex. um docente que só tenha ficado colocado em novembro, não descontou SET e OUT, para efeitos de reforma, aconselhamos vivamente a pagares já esse tempo! Vais pagar ao valor do escalão atual que te encontras 🙂 Não deixes para quando fores para a reforma… é um conselho!
 
Durante o período que estiveste a descontar para a SS – deves ter um histórico de remunerações/descontos emitido pela segurança Social! Podes portanto solicitar online na SS Direta ou presencialmente.
 
 
Nota: Se o teu serviço ainda não efetuou a reinscrição tenta saber o motivo, junto dos mesmos. Com educação!
 
O que está para trás…. é para aguardar! o importante é seres reinscrito agora!.
 
A CGA já validou imensas reinscrições, mas não terminou o processo de setembro! E não existe forma de confirmar pela parte da entidade patronal se a CGA validou a submissão, têm de aguardar…ou ligarem para a linha azul da CGA.
 
Se tiveres dúvidas avisa!
 
Recordamos de que a partir deste momento, já tens de usar o novo modelo de atestado médico, se precisares! Já não pedes o CERTIFICADO DE INCAPACIDADE emitido pela Segurança Social

Modelo em vigor é este 

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FELIZMENTE, HÁ OS OUTROS… Carlos Santos

Ainda que haja quem, não cumprindo o seu papel parental para com os filhos, não tenha compreendido que, lá fora, um dia, o mundo irá recebê-los a todos, existem muitas exceções.
Se são demasiados os pais irresponsáveis que se comportam como crianças, implicando que, tanto eles como a sua prole, dificultem a vida dos profissionais de ensino, outros há que são um exemplo e merecem ser notados. Encarregados de educação que – contrariamente aos que acreditam que, por algum milagre, as escolas farão o seu trabalho –, têm a consciência de que a educação dos filhos é sua responsabilidade dá-la em casa.

Não diria que, atualmente, é fácil «pôr-se» uma criança no mundo. Há que reconhecer que, nos dias de hoje, em muitos aspetos, é mais difícil ser pai do que há algumas décadas. As crianças estão mais difíceis devido a uma indústria mercantilista selvagem que publicita e lhes “enche a cabeça” com todo o género de produtos, estando constantemente a aliciá-los. Basta repararmos na publicidade que, noutros tempos, quase só anunciava artigos para adultos e que, na atualidade, está virada para os menores. Isto obriga os adultos a um trabalho muito mais intenso na educação dos filhos sobre aquilo que é essencial e o que é supérfluo, sobre as prioridades, o preço das coisas e a importância dos valores acima dos objetos, assim como a compreensão de que não se pode ter tudo o que se quer.
Felizmente, embora haja pais a quem este trabalho passe ao lado, preferindo comprar o seu principezinho com tecnologia que o mantenha entretido para não dar trabalho, muitos outros cumprem muito bem o seu papel, conversando com os filhos, dando-lhes algo muito mais valioso do que qualquer brinquedo – dando-lhes educação, a maior de todas as heranças, que fica para o resto da vida.

Não ouso negar que, num mundo cada vez mais tecnológico, cheio de miúdos amarrados a telemóveis que trazem consigo no bolso, nas mãos e que até levam para cama, não é fácil controlar os riscos do mundo que entra pelos seus olhos através da internet e das redes sociais. Perigos de diversa ordem, o bullying e a insegurança a que estão expostos, tomam conta da mente dos pais mais conscientes que, mesmo estando alertas, não estão livres de preocupações.
Se, a tudo isto, juntarmos o facto de nos termos tornado escravos do trabalho, já de si composto por horários selvagens que tornam o quotidiano alucinante, com a maioria dos casais em que ambos trabalham, sobrando pouco tempo para estar com os filhos, nem sempre se trona fácil ser-se pai. Então, nestes tempos difíceis de crise económica, com uma inflação altíssima, juros, prestações, rendas e créditos com valores insustentáveis, são estes pais que fazem um excelente trabalho para que não falte o essencial aos seus filhos, que merecem uma louvação. Pais que se sacrificam, muitas vezes passando por necessidades de cuidados pessoais e, até, fome, que tudo fazem para esconder dos filhos as dificuldades extremas, para que não os afetem. Há fome e dificuldades escondidas de pais que desabam em lágrimas, nas nossas salas de diretores de turma, pelas complicações da vida, muitos deles, com filhos de uma educação e higiene acima de qualquer reparo.

Porém, mesmo em situação nada fácil, ainda vão aparecendo estes pais atentos que fazem um trabalho excecional na educação dos seus filhos, acompanhando-os, conversando, sabendo dizer “não” na hora certa explicando o motivo, incutindo-lhes valores, responsabilidade e a importância de terem atenção e diligência para com os outros; que, de modo algum, aceitam que os filhos faltem ao respeito a alguém, sendo os primeiros a solicitar à escola para que, sempre que haja alguma situação de comportamento impróprio dos seus educandos, que os chamem, porque não admitem falta de educação, realçando que, quando haja uma falha da parte do adulto, resolverão a situação de modo a que este não perca a autoridade e a postura perante a criança.

Lamentavelmente, num ensino vocacionado para se ocupar daqueles que se portam mal, que absorvem todo o tempo dos professores, os mais educados são claramente penalizados pelo pouco tempo que sobra para lhes darem a devida atenção.
Mas são estas crianças educadas que nos fazem acreditar que ainda há fé na humanidade, as quais faço questão de elogiar e de enaltecer os seus pais perante os demais, pela educação que dão aos seus educandos.
Carlos Santos

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Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

Uma realidade que não se circunscreve à área de Lisboa.


Com a mudança de habitação, os pais pediram transferência escolar, mas não conseguiram vaga na escola da área de residência. As filhas andam, todos os dias, duas horas nos transportes públicos.

Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

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Habituamo-nos a tudo?

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Reserva de recrutamento n.º 03

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 03

Listas – Reserva de recrutamento n.º 03

 

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