12 de Julho de 2026 archive

Digital não é digitalização…

Digital não é digitalização…

 

A primeira reação foi contar as páginas do caderno a entregar ao aluno, quando vigiei o primeiro exame. E fiquei espantado, 8 páginas!

Esta é a realidade. No ano passado, os professores vigilantes entregavam a cada aluno uma folha para resolver cada exame (4 páginas), o qual poderia solicitar mais para continuação. Mas este ano, o mínimo de cada caderno eram 8 páginas.

Depois, porque tive de corrigir provas-moda de 9.⁰ Ano, percebi que não era nada favorável para os professores corretores. Como não se pode sublinhar, nem a lápis, dei por mim a registar os erros como se marca o ponto no jogo da sueca, obviamente para contabilizar no final… Já que no ecrã é impossível.

Só imaginava como seria corrigir os exames de português do secundário…

Ou seja, se é para fazer exames em formato digital jamais se pode usar mais papel do que antes.

Depois, se alguém tem de corrigir, precisa de ser um programa que permita riscar e sublinhar, mesmo que seja virtualmente e para apagar após a correção.

Neste momento importa pouco quem é o responsável, mas será necessário resolver o problema. Não está errado em experimentar e correr mal, mas é muito mau quando não se reconhece o erro, não se pede desculpa e até se atiram responsabilidades para os outros…

Como resolver?

Um passo atrás:

– Reunir os envelopes e ativar novamente a correção no papel.

No próximo ano, perceber que só pode ser digital se existirem computadores nas escolas para todos os alunos envolvidos… para que os exames possam ser mesmo digitais e não apenas digitalizados.

Quanto às responsabilidades políticas, nem quero saber, entendam-se… Aliás, ganham muito para se entreterem com isso!

Mas interessa-me saber que os alunos não serão prejudicados, o que requer sensatez e humildade no assumir responsabilidades!

Por Pedro Miguel Sousa

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Apenas Mais um Caso, na Correção dos Exames

Sou Prof.ª Classificadora do Exame Nacional de Português do 12.º Ano e gostaria de reportar a seguinte situação que pude verificar já próximo das 22 horas do dia de hoje – sábado – e que é a seguinte:
 
Encontrava- me na plataforma do IAVE a corrigir uma questão de um dado grupo do Exame de Português do 12.º Ano, quando verifiquei que, no total das 150 questões desse grupo – que eu já tinha desde o início para corrigir, passaram subitamente a ser 159 questões.
Pergunto: Será que alguém do ministério da educação não tem mais nada de útil para fazer num sábado à noite do que estar a aumentar ainda mais o número de questões que os classificadores têm para corrigir? Na minha modesta opinião esta atitude é inqualificável.
Os Professores já têm tantas questões para corrigir, o prazo para concluírem as correções está quase a terminar e num fim de semana dão-se ao trabalho de me atribuir mais questões para corrigir – falo nesta situação porque a estou a vivenciar. Acredito que possa estar a acontecer o mesmo com outros professores.
Se o colega Arlindo puder dar a conhecer esta minha situação a outros colegas subscritores do Blogue, não me importo. Apenas peço que não divulgue o meu nome.
Obrigada
 
Atenciosamente.
 
O testemunho de uma prof.ª classificadora.

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FNE – Reconhecer o trabalho extraordinário exige justiça, responsabilidade e uma visão de todo o sistema

 

Mas importa colocar uma questão elementar: o pagamento de horas extraordinárias é um reconhecimento excecional ou é, simplesmente, o cumprimento de uma obrigação decorrente da prestação de trabalho para além do horário normal?

Leia aqui o comunicado FNE completo 

 

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