Category: Rui Cardoso

Excomunhão como pena pela falta a EMRC

Há atitudes que entendo, outras que nem consigo imaginar o que leva algumas pessoas a tomá-las.

O caso de falta de um aluno a uma disciplina em que o seu encarregado de Educação o inscreveu aquando da matricula é, não só aceitável como obrigatória. Trata-se de gerir recursos humanos e os gastos com os mesmos. Se temos matriculas para o preenchimento de 10 turmas a EMR, contratamos um docente para 10 horas. Mas se entretanto metade dos alunos não frequentam ou desistem da disciplina, por este ou por aquele motivo, transforma a boa gerência de recursos humanos em desperdício, uma vez que em vez de 10 horas de contrato poderiam apenas ter sido contratualizadas 5. Permitir aos educandos a desistência, a meio do período, de uma disciplina é falta de responsabilidade e contributo para o desbarato de dinheiros públicos. Por isso devia haver qualquer tipo de sanção para quem o faz…

Da falta de respeito pelo dinheiro de todos nós, a condenar a EXCOMUNHÃO, vai um longo caminho… Creio que a Santíssima Sé não aprovaria tal ato, e a Igreja Católica Portuguesa, também não.

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Recomendações do Conselho de Escolas

O Conselho das Escolas reuniu, ordinariamente, em 31/10/2019, nas instalações do Ministério da Educação em S. Domingos de Rana.
Nessa reunião, entre outros assuntos e por iniciativa do Conselho, foram discutidas e aprovadas duas recomendações, a saber:
a) Recomendação n.º 01/2019, relativa ao Despacho n.º 7247/2019, de 16 de agosto
b) Recomendação n.º 02/2019, relativa ao Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho

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Aumentos? Diz que terão um limite anual de 3% até 2021

Ainda estou para ver como correrão as negociações.

Depois de anos a fio sem um aumento a perda de poder de compra foi superior a 10%. Pelos vistos vamos continuar a perder poder de compra, pois serão 10% que nunca recuperaremos.

 

Aumentos na função pública? “Há um teto de 3% até 2021”

Carlos César admite “alguma inércia” na área da Administração Pública, que a nova ministra pode contrariar. “Não se devem reduzir os problemas da administração públicas às questões salariais”.

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Fenprof não participou na reunião da concertação social

A Fenprof recusou o convite da ministra Alexandra Leitão para participar na reunião da concertação social. Prefere negociar a solo.

Enviou um oficio à ministra onde refere as razões.

No ofício dirigido à ministra, que foi enviado hoje de manhã, a FENPROF sublinhou que:

1)      Ao MMEAP estão atribuídas, principalmente, competências em três domínios: simplex, descentralização e recursos humanos. Para qualquer desses domínios, entende a FENPROF que, dada a especificidade da profissão docente e dos serviços públicos de educação, ensino e investigação, se justifica que toda e qualquer reunião a realizar, que, eventualmente, inclua membros dos gabinetes destes ministérios, deverá ter lugar em mesa específica, a realizar no Ministério da Educação e/ou no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

2)      A FENPROF lembrou que, em relação a medidas de simplificação, recentemente, o anterior governo divulgou o documento “Escola + Simples para Professores”;

3)      Lembrou, também, que relativamente à designada descentralização na Educação, o processo que está em curso obedece a um quadro legal específico (Decreto-lei n.º 21/2019), pelo que qualquer tipo de discussão ou processo negocial que dele decorra deverão ter lugar na sede própria, o Ministério da Educação, ou, se, eventualmente, for noutra, em mesa própria. A FENPROF manifestou disponibilidade para abordar esta matéria numa perspetiva de reforço da autonomia das escolas, democratização da sua gestão e devolução às escolas de competências que lhes estão a ser retiradas por esta via, disponibilidade que estendeu à abertura de um processo negocial com vista a apresentar e negociar as suas propostas;

4)      No que respeita a recursos humanos, em particular pessoal docente e investigadores, a questão a que o programa do atual governo dá prioridade são as carreiras e, sobre as carreiras docentes (ECD, ECDU e ECDESP) – reivindicações dos docentes, ainda anteriores ao 25 de Abril de 1974, que só se concretizaram em 1989/90 – a FENPROF lembrou a ministra que, tanto na aprovação, como em posteriores alterações foram desencadeados processos negociais específicos, realizados em mesa própria nos respetivos ministérios de tutela, em respeito pelos profissionais docentes e pelas suas organizações sindicais;

5)      Relativamente ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) a questão que tem vindo a ser mais mediática, para FENPROF, o que é necessário não é realizar qualquer tipo de revisão que desvalorize, ainda mais, a carreira, mas: recuperar os 6 anos, 6 meses e 23 dias que os professores cumpriram e ainda estão em falta; resolver o problema das ultrapassagens de docentes com mais tempo de serviço por colegas seus com menos tempo; acabar com os constrangimentos que estão a impedir professores avaliados com Bom de progredir ao 5.º e ao 6.º escalões. Estes serão, nesta área, os objetivos da luta dos professores.

 

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Aluna agredida em escola internada em estado considerado grave

A violência entre alunos não é novidade, acontece todos os dias. A maior parte das vezes não é extrema e a coisa resolve-se depois da intervenção de um adulto ou dos próprios colegas. Neste caso, ainda sem pormenores, tal não aconteceu, a aluna teve de ser evacuada para um hospital central.

Este tipo de violência, apelidada muitas vezes de Bullying, é um dos principais problemas das escolas. A campanha lançada pelo governo contra este tipo de situações é bem vinda e deve ser “agressiva” para que nas escolas se possa entrar sem medos ou receios.

Na escola não há lugar para qualquer tipo de violência, para que isso seja uma realidade é necessário que se implantem medidas drásticas e que se faça uso e abuso do Estatuto do Aluno.

 

Jovem de 16 anos agredida em escola de Campo Maior internada em Lisboa

O porta-voz da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), Ilídio Pinto Cardoso, indicou que a rapariga deu entrada no hospital de Portalegre durante a tarde de terça-feira, “em estado considerado grave”.

“A jovem deu entrada nas urgências do Hospital José Maria Grande, em Portalegre, foi avaliada e estabilizada pela equipa pediátrica. Porque precisava de cuidados diferenciados, nomeadamente devido a traumatismos maxilofaciais, foi transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa”, disse.

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A violência é um espelho – Helder Ferraz

A violência é um espelho

O Projeto — Associação de Estudantes é uma iniciativa do qual sou mentor e dinamizador. Nasceu a partir da vontade de uma estudante de sete anos, com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Gervide (AP) e do director do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá, em Vila Nova de Gaia. Este projecto, constituído por crianças entre os seis e os nove anos, assume a participação cívica e política como pilares estruturantes que se reflectem na promoção do debate, na auscultação da população escolar, na angariação de verbas e na devolução à comunidade escolar do trabalho desenvolvido. É importante frisar o contributo fundamental de mães, pais e avós.

Na última sessão do Projeto — Associação de Estudantes, formámos seis grupos de dois elementos, acompanhados por um adulto, com o objectivo de identificarem duas, três ou quatro regras que deveriam ser cumpridas na escola para que houvesse organização e uma convivência harmoniosa entre todos e todas. Terminado o período de reflexão, voltámos à mesa de reunião e apresentei cada regra para debate. A participação sucedeu-se com opiniões diversas. Verifiquei, no entanto, que existia um assunto transversal a todos os grupos e que aparecia mais do que uma vez: a violência. Não apertar o pescoço dos colegas, não atirar pedras, respeitar as opiniões, não saltar para as costas dos colegas ou bater nos amigos foram alguns dos pontos mais identificados.

A violência nas escolas tem vindo a assumir uma nova roupagem com recurso a um estrangeirismo — bullying — e com esta nova denominação parece ser algo recente. No entanto, a violência não é um fenómeno novo, nem tão pouco geracional como muitas vezes quer fazer-se crer, principalmente nas caixas de comentários em notícias a este respeito nas redes sociais. A violência é um fenómeno cultural profundamente enraizado, em primeiro lugar nos contextos familiares e posteriormente nos contextos escolares.

Todas as gerações têm as suas histórias. Histórias nas quais praticamente todos os membros da família “molhavam a sopa” e os professores recorriam a réguas, canas e palmadas. E, por isso, há uma cultura violenta enraizada na história de cada um de nós. Felizmente, estas práticas têm vindo a ser criminalizadas e verifica-se uma consciência gradual do impacto nefasto que a violência tem no desenvolvimento das crianças, o que vai impedindo, pelo menos publicamente, que a agressão a crianças aconteça com maior frequência. Contudo, as vítimas mortais de violência doméstica que se verificam em Portugal (são já 30 este ano) e as mais de 500 detenções que se verificam anualmente desde 2016 são sintomas de uma cultura violenta que, apesar de restringida em público, continua a manifestar-se em privado, na esfera doméstica, e que as crianças presenciam e experienciam.

Os comportamentos das crianças nas escolas reflectem a sociedade que as educa. É preocupante que as crianças desconheçam os limites da sua liberdade quando esta se sobrepõe à liberdade e ao bem-estar dos outros, principalmente no interior do espaço escolar. E quando tanto os agressores como as vítimas têm dificuldades em compreender quando estão a agredir e quando estão a ser vítimas de agressão, este é um sintoma de que nunca alguém parou para calmamente lhes explicar (e repetir) que há limites que não devem ser ultrapassados porque, quando o são, magoam os outros.

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O que aprendi no Agrupamento de Escolas Cego do Maio – Alfredo Leite

O QUE APRENDI NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CEGO DO MAIO

Fomos convidados a dinamizar uma curta formação para docentes intitulada: O trabalho de equipa e a promoção do sucesso educativo. O objetivo que nos foi transmitido, passava por abordarmos algumas técnicas, além de incentivarmos os docentes a inovarem (ainda mais), criando mais e melhores projetos.

Estas formações geralmente são no fim de um dia de trabalho intenso destes professores. Reuniões, planificações e tantas outras questões burocráticas que passam despercebidas ao comum dos mortais que não conhece a realidade das escolas de hoje.

A maioria dos professores (e eram mais de 100!), demonstrou uma determinação fantástica, com atenção, dando o benefício da dúvida, querendo melhorar e tentado centrar-se nos pontos fortes da sessão.

Mesmo que o trabalho de equipa e a inovação pareçam não ser uma prioridade, num momento em que a indisciplina e as famílias colocam tantos entraves ao trabalho dos professores, souberam e conseguiram entregar-se. Obrigado!

O facto de termos pouco tempo para a formação, para nós é mesmo uma grande vantagem. Sabemos que o tempo é um bem precioso, principalmente para os docentes. Ainda mais nos dias que correm, com tanta instabilidade. Por isso, estudamos muito, para tentar passar ideias e técnicas importantes, sem perdas de tempo. Tantas formações e colóquios a que assistimos (porque queremos estar atualizados) e que são perdas de tempo, com Palestrantes que passam mais tempo a falar de si e dos seus projetos, do que de técnicas concretas, com Palestrantes com letras miudinhas no famoso PPT, demonstrando falta de empatia, com Palestrantes que, não sendo profissionais, vão apenas “quebrar um galho”.

Respeitar o tempo dos professores é tentar dizer o mais importante, da forma mais impactante. Este método traz riscos, claro. Cada professor tem a sua sensibilidade, a sua motivação para estar presente na formação. A linha entre “cairmos em graça” e “sermos engraçado” é ténue. Mas arriscamos pisar essa linha, porque acreditamos que agitar leva à transformação.

Aprendemos a ser corajosos exatamente com os melhores professores. Porque arriscam, estes também são muitas vezes mal compreendidos. Costumamos seguir o rasto dos que elogiam as nossas sessões. Os que elogiam, participam em projetos, têm dinâmica e são bem vistos pelos alunos (até onde podemos avaliar). Queremos ajudar todos, mas principalmente os que desejam melhorar.

No geral, os docentes sabem trabalhar em equipa, no entanto, todos precisamos de momentos para refletir, para vermos as coisas noutras perspectivas.

Depois, quem trabalha na educação, sabendo que existe neuroplasticidade (“capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento e quando sujeito a novas experiências”), tem que estar sempre preparado para melhorar. Mesmo no meio do furacão.

Diz-se que em  tempos de guerra não se limpam armas, mas não foi isso que vi neste Agrupamento de Escolas.

Vi grupo. Vi trabalho. Vi coragem.  Vi entrega. Vi preparação. Parabéns.

O QUE APRENDI NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CEGO DO MAIO…E QUE PODE SER ÚTIL PARA QUEM QUISER ORGANIZAR UMA FORMAÇÃO PARA DOCENTES

1 -Escolha um tema que ache pertinente. Siga a sua intuição, decida. Alguém tem que decidir. Decida;
2- Mesmo que já estejam bem, exija ainda mais. Suba os padrões;
3- Não espere marcar para um dia de pouco trabalho. Nas escolas, esse dia não existe;
4- Não há formações perfeitas, peça para os Docentes se centrarem nos aspetos positivos;
5- Informe que não é por existirem outros problemas (como as indisciplinas) que agora não se vai abordar novas temáticas;
6- Exija que o Palestrante (ou Formador) cumpra o horário.

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AR vai discutir, outra vez, otempo de serviço docente

Foi uma petição que transitou do outro governo. Quero ver se a maioria do parlamento se entende, desta vez, e toma a iniciativa de propor a recuperação do tempo de serviço em falta. Condicionado, ou não, por desenvolvimentos da economia, sempre é melhor que a opção do Costa que é Nem Mais Um Dia,

 

Entre as petições que foram aprovadas para serem discutidas em plenário está, por exemplo, uma da Fenprof para que sejam retomadas as negociações da recuperação e contabilização de todo o tempo de serviço congelado dos professores. Este foi, aliás, o braço-de-ferro com os professores que marcou o anterior mandato do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. O abaixo-assinado da Fenprof deu entrada em março e reuniu 60 045 assinaturas

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Faltam 4.000 Assistentes Operacionais e Técnicos nas Escolas

De norte a sul do País, alunos, pais e professores reclamam a contratação de mais assistentes profissionais.

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Acabar com os “chumbos”?… Simples! Com relatórios de 57 páginas.

 

 

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Cartoon do dia – O Professor Mágico – Paulo Serra

 

 

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Prós e Contra (de ontem) – Escolas Sobre Pressão

Clica na imagem para ver o programa

 

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Análise do Prós e Contras, por Maurício Brito

Bom dia.

Apenas algumas notas sobre o Prós e Contras de ontem:

– Num programa que naturalmente surge devido aos episódios de violência que tiveram eco em certos OCS nas últimas semanas, e apesar dos intervenientes da plateia serem todos professores, penso que o painel não deveria ter apenas o “docente do ano” – como que a representar toda uma classe -, mas outros professores, que estão no terreno e que já produziram opinião publicada sobre o assunto. Admito que os convites possam ter sido feitos e recusados mas não me parece que pelo menos duas das figuras do painel (estou a pensar no economista e na investigadora) merecessem ocupar um lugar que faria muito mais sentido ser do Luís Sottomaior Braga, que juntamente com o colega de Geografia teve das melhores prestações. Fica no ar a eterna impressão de que quando o assunto é sobre Educação, os professores são apenas chamados para “relatar” enquanto que ditos especialistas de outras áreas são os preferidos para explicar os fenómenos

– Inaceitável – mas ao mesmo tempo sintomática de algo muito perverso – foi a ausência de um representante do Ministério da Educação. Quando o assunto for meritocracia, flexibilizōes inclusivas e alterações ao ECD, certamente que teremos vários a colocarem-se em pontas dos pés para receber o convite e estar presente.

E sim, muito do fundamental ficou por dizer.

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Portugal entra pela primeira vez no grupo de países onde melhor se fala inglês

Portugal entra pela primeira vez no grupo de países onde melhor se fala inglês

  • Portugal é o 12.º melhor país do mundo no que respeita a bem falar inglês, alcançou pela primeira vez o nível de proficiência “muito elevada”
  • Europa domina o TOP 10 dos países com melhor nível de inglês, com oito países representados, sobretudo do norte da Europa
  • Holanda recuperou a primeira posição do “ranking” e lídera a tabela pela quarta vez em nove anos
  • Porto é a cidade onde se fala melhor inglês; e os homens portugueses obtiveram este ano melhores resultados do que as mulheres.

 

Os portugueses nunca falaram inglês com tanta proficiência como agora. Portugal alcançou pela primeira vez o nível de proficiência “muito elevada” no  relatório EF English Proficiency Index (EF EPI) – que analisa dados de 2,3 milhões de falantes não nativos de inglês, em 100 países e regiões.

Ocupando o 12º lugar do índice, Portugal junta-se a um restricto grupo de países – maioritariamente nórdicos – que foram este ano classificados com a nota mais elevada. Aliás, dos países do Sul da Europa, Portugal destaca-se dos demais: Grécia (ocupando o 22.º lugar) classifica-se com nível “alto”, mas França (31.º), Espanha (35.º) e Itália (36.º) não vão além de um nível “moderado” de inglês.

O nosso País é este ano aquele com tendência mais positiva de crescimento, comparando com os dados do último ano – onde, apesar de também ter crescido, não tinha ido além de um 19.º lugar no índice.

“O inglês continua a ser, indiscutívelmente, a língua mundial dos negócios. A nossa nona edição do EF EPI está mais abrangente do que nunca, fornecendo informações valiosas para os governos avaliarem as suas políticas de ensino de línguas e o retorno dos seus investimentos em formação de idiomas”, afirma Minh Tran, director executivo de assuntos académicos da EF.

O EF EPI tem por base os resultados do EF Standard English Test (EF SET), o primeiro teste de inglês padronizado gratuito do mundo. O EF SET tem sido utilizado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos para testes em larga escala.

Em 2019, Holanda (1.º), Suécia (2.º) e Noruega (3.º) são os países com melhor proficiência em inglês. No fundo da tabela está a Arábia Saudia (98.º), Quirguistão (99.º) e Líbia (100.º)

Homens portugueses ultrapassam mulheres

O estudo – que avaliou o inglês de mais de 2,3 milhões de pessoas – conclui que a nível mundial as mulheres falam inglês melhor do que os homens, apesar da disparidade ser menos evidente nalgumas regiões relativamente a edições passadas do EF EPI.

Em Portugal, este ano, os homens conseguiram obter melhor classificação dos que as mulheres portuguesas. Uma surpresa, uma vez que na passada edição do índice as mulheres conseguiam estar dois pontos à frente dos homens, seguindo a tendência global.

Ainda assim, as mulheres portuguesas também atingem este ano um nível “muito elevado” de inglês (62,79 pontos), um valor bastante superior à média dos homens de todo o Mundo (53,03 pontos).

Os jovens portugueses entre os 21 e os 25 anos são os que levam melhor nota no EPI – um relatório que mostra uma correlação entre a fluência em inglês e o poder de compra, qualidade de vida, inovação e um conjunto de outros indicadores sócio-económicos. Apesar desta correlação positiva entre a fluência na língua inglesa de uma região e o valor médio do seu rendimento bruto, Portugal é um dos três países com nível de proficiência em inglês “muito elevada”, mas abaixo da linha de correlação com o rendimento médio nacional líquido per capita.

Para Constança Oliveira e Sousa, responsável da EF Education First em Portugal, “não é por acaso que o nosso País se torna cada vez mais atractivo a investimento estrangeiro nos mais variados sectores económicos, e palco de grandes convenções internacionais, como o Web Summit”.

“Cada vez mais, vemos novos ecossistemas internacionais a nascer em Portugal, nomeadamente em Lisboa e no Porto, não só fruto de investimento de grandes empresas mas também de pequenas. Um bom exemplo são as centenas de startups que se fixam no nosso país. Esta presença internacional, que fomenta o negócio e cria postos de trabalho com salários mais elevados, só é possível porque o inglês é de facto uma língua cada vez mais falada no nosso país, permitindo a fácil comunicação entre actores de todo o mundo, a interacção com o nosso capital humano, que é de grande qualidade técnica, e permitindo que estas empresas sejam productivas”, explica Constança Oliveira e Sousa.

O Porto é a cidade portuguesa onde melhor se fala inglês. Porém, quanto a regiões, é o distrito de Lisboa que lidera este ranking. Seguem-se as regiões Norte e Centro. O distrito de Faro e o arquipélago da Madeira registam a proficiência em inglês mais baixa do País. Mesmo assim, um nível de inglês superior aos níveis registados no ano passado – alcançando, agora, o nível de proficiência “alto”.

As principais conclusões do EF EPI 2019 incluem:

  • O efeito de rede do inglês nunca foi tão forte. Quanto mais as pessoas usam o inglês, mais útil se torna para indivíduos, empresas e países acederem a recursos e oportunidades.
  • As habilidades de inglês na Europa são polarizadas, com a maioria dos vizinhos da UE não desenvolvendo proficiência em inglês ao mesmo ritmo dos estados membros.
  • A Ásia ainda tem a maior diferença entre as pontuações de cada país e a China passou de proficiência baixa para moderada pela primeira vez.
  • A América Latina está finalmente a transformar-se depois de anos de estagnação. Doze dos 18 países pesquisados na região melhoraram a sua proficiência entre 2018 e 2019.
  • A média geral da África caiu significativamente e a diferença entre países com maior e menor proficiência é maior do que nunca.
  • As mulheres ainda superam os homens nas habilidades de inglês em todo o mundo, mas a diferença de género está a diminuir.
  • A alta proficiência em inglês continua correlacionada com vários indicadores de competitividade económica, incluindo maiores salários e maior produtividade no trabalho.

O EF English Proficiency Index for Schools (EF EPI-s), um relatório complementar ao EF EPI, também foi divulgado hoje. O EF EPI-s examina a aquisição de habilidades de inglês por estudantes do Ensino Secundário e Superior de 43 países.

Os relatórios da EF EPI e da EF EPI-s e os folhetos de países / regiões estão disponíveis para download em https://www.ef.edu.pt/epi.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/EPI_Factsheet_2019_Portugal_PU.pdf”]

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Publicitação das listas provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020

Publicam-se as listas ordenadas provisórias dos candidatos selecionados e dos candidatos excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2020

 

Listas Provisórias de selecionados e excluídos

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Violência na escola levada ao extremo

O texto é pesado. O episódio já tem alguns anos, mas é um extremo a que não se quer chegar, basta que se tomem medidas.

Professora Perde Bebé Depois De Ser Atacada Em Sala De Aula

Blog Comregras

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A verdadeira razão para o fim dos “chumbos”

A retórica tem sido muita, uns a favor, outros contra, mas ninguém fala da razão pela qual o governo vai avançar com esta medida, que é única e simplesmente financeira.

Os flexíveis e os inflexíveis têm-se degladiado, cheios das suas razões, argumentando pelo fim ou pela manutenção das retenções, mas nenhum fala do real interesse desta medida, poupar. Não está em causa o futuro da Educação, mas o futuro das finanças públicas, há que poupar. Na educação onde se deve investir, os políticos poupam.

250 milhões que não se gastam. As escolas que se desenrasquem, sem investimento para a aplicação destas medidas, sem recursos humanos, materiais…

Há que flexibilizar o futuro de uma geração.

Fim dos chumbos até 9º ano permite poupança de 250 milhões de euros

 

O chumbos até ao 9º ano deverão ser eliminados, segundo está previsto no Programa de Governo, o que deverá permitir uma poupança de 250 milhões de euros por ano ao Estado.

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Vamos lá criar o plano de não retenção no ensino básico,

 

Ainda há 50 mil chumbos no básico, Governo quer reduzi-los ao mínimo

 

A taxa de retenções e desistências no ensino básico caiu de 7,9% em 2015 para 5,1% em 2018. O Governo quer agora sistematizar todos os programas e medidas que lançou na legislatura anterior, aferir a sua eficácia e procurar aumentá-la.

 

Ministro da Educação quer “redobrada atenção à diversidade” nas escolas e territórios

 

Tiago Brandão Rodrigues explica como planeia reduzir o insucesso escolar, esclarecendo que não pretende “instituir passagens administrativas ou estratégias que desvirtuem o processo de ensino-aprendizagem”. A intervenção será reforçada no básico e no secundário.

 

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Sobrevivência nas escolas – Valter Hugo Mãe

 

Sobrevivência nas escolas

 

Numa escola, quando me recebiam em grande festa, o alarido escondeu um gesto horrível que só eu vi.

Um professor ainda jovem, tímido e algo frágil, foi surpreendido por um aluno escondido atrás de uma porta que o esmurrou sumariamente. Não é fácil de explicar mas, quando seguia ao meu lado, ouviu o seu nome à passagem, inclinou o rosto para o vão entre a porta e a parede, e só eu, por um ínfimo e inesperado instante, vi o punho voando e ouvi a ameaça clara do miúdo: fodo-lhe o focinho.

A diretora da escola dizia que a mãe de uma menina mandara um bolo. Outra menina pediu para fazermos uma fotografia. Comentavam que sou muito mais gordo na televisão. Diziam que talvez chovesse. O professor agredido apanhou um livro do chão, disse: agora não. Voltou ao meu lado na mesma expressão afundada de há pouco. Queria uma dedicatória. Pediu desculpa por haver sujado a capa. Os livros brancos são como as almas, padecem só de pertencerem a alguém.

Eu não me canso de pedir respeito pela escola e pelos professores. O descalabro do Mundo incide sobre o universo escolar como uma bomba-relógio. Tudo o que falha se dissemina pelas crianças e pelos jovens. Mas julgo que ninguém pode desejar a degeneração do lugar onde os seus filhos se educam, o lugar onde o futuro se educa. A atenção à sanidade escolar precisa de ser prioritária. Não vai haver esperança para gerações mal formadas, admitidas à demasiada ignorância ou egoísmo.

O episódio de um professor mal preparado para lidar com o impertinente da juventude, noticiado há dias, não pode enganar-nos. O digníssimo ofício de ensinar tem perigado por políticas sempre pouco consequentes, mas tem perigado mais ainda pela progressiva aceitação da humilhação dos professores. Os professores fazem a vida inteira o que poucos de nós aguentariam fazer por uma só hora: estão entre quatro paredes com vinte ou trinta crianças ou jovens tentando que aprendam algo enquanto tudo nos seus corpos, nas suas idades, pede movimento, ruído, enquanto trazem de casa a marca das crises familiares, tantas vezes a fome e a violência. Que alguns professores sequer sobrevivam ao díspar dos alunos já é heroicidade de que se podem gabar.

Dediquei o livro assim: peço-lhe que não tenha dúvida, é um dos meus heróis. Não é pelo medo que falhamos. É pela falta de coragem. Como conversámos, não está em causa desistir. Nem dos alunos, nem do futuro. Mas isso implica começar por não desistir dos professores.

 

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O Mário não a dobrou, mas respeita-a. Ela não foi na cantiga da rua…

Não será com manifestações “fofinhas” que se dobrará a ministra que negociará as carreiras com os sindicatos. O Mário já o sabia, mas mesmo assim foi para a rua “mostrar trabalho”.

Se por acaso, houver novas negociações com esta, agora, ministra, como atuará o Mário? Vai para a rua gritar?

Mário Nogueira elogia nova ministra: “É uma negociadora obstinada e combativa”

Mas Mário Nogueira, apesar dos embates, não lhe regateia elogios: “É uma negociadora obstinada e combativa. Tivemos discussões fortes, em profundo desacordo, mas com a consciência de que cada um estava a defender as suas convicções e com argumentos. Com o ministro era diferente, tornava-se intratável. A Alexandra Leitão não. Tinha a noção dos momentos em que era preciso quebrar a crispação. Dentro da dureza e combatividade, mantinha a afabilidade.” No auge do choque com os professores, Alexandra Leitão dizia: “Não tenho medo da rua.” Terá de o repetir?

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Cartoon da semana – Profissionalização na hora – Paulo Serra

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 9

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 9.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 04 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 05 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Os chumbos nas escolas não se resolvem por decreto – Alexandre Homem Cristo

 

Os chumbos nas escolas não se resolvem por decreto

Há uma ideia que tem de ser absolutamente assumida pelo debate político: a verdadeira escola democrática não é aquela que baixa a bitola, mas aquela que puxa para cima quem está por baixo.

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O regresso dos professores “titulares”? – Paulo Guinote

 

O regresso dos professores “titulares”?

 

Enquanto docente choca-me a evidente opção de regressar ao aspecto mais problemático das reformas encetadas por Maria de Lurdes Rodrigues.

Ao analisar o programa do novo-velho Governo em matéria de Educação, percebe-se que no plano da pedagogia e do trabalho com os alunos nada de novo se apresenta que não seja conhecido desde os anos 80 e 90 do século XX, continuando a fazer-se crer que é novidade o que não passa de reformulação da então chamada “pedagogia do sucesso”. Espalham-se pelos parágrafos termos como “autonomia”, “cidadania”, “flexibilidade”, “inclusão” ou “participação” mas, nas medidas concretas, os mesmos são esvaziados da sua substância original.
Quanto à gestão escolar, percebe-se a partir da única novidade na equipa ministerial que a “descentralização” equivale à “municipalização” de centros de decisão que antes estavam nas escolas. “Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização” (p. 22 do Programa do XXII Governo Constitucional) é quase a antítese do que se anuncia como o reforço da “autonomia das escolas e os modelos de participação interna”, em especial quando se lê que se pretende “dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização” e se anuncia o desejo de “concretização de um princípio de educação a tempo inteiro, ao longo de toda a escolaridade básica” (p. 142). Não é muito difícil perceber que parte da oferta educativa (extra?) curricular será assegurada por pessoal técnico com origem nas autarquias e não no corpo docente.
Enquanto encarregado de educação, há opções que me levantam enormes reservas ao nível da desvalorização de uma cultura meritocrática, em favor de um conceito “transbordante” de “inclusão” que leva à passagem de uma incontestável necessidade de igualdade de oportunidades no sistema educativo à quase obrigatoriedade de uma igualdade de resultados “à saída” (p. 141) que levará quase necessariamente a uma escola pública de segunda escolha da qual fugirão quase todos os que tenham meios para isso.
Mas é enquanto docente que me choca mais a evidente opção, disseminada em sinais dispersos pelo programa do governo, por regressar ao aspecto mais problemático das reformas encetadas por Maria de Lurdes Rodrigues. Não me refiro ao facto de se manter inflexível um modelo único, unipessoal e centralizado, de gestão escolar que já em muitos pontos do país foi submetido ao poder autárquico. Refiro-me ao regresso de uma lógica de divisão horizontal da carreira docente com a criação de um patamar reservado a uma minoria de docentes que terão acesso exclusivo a funções de chefia e a níveis de remuneração específicos. Em nome da necessidade, apresentada como imperiosa, de rever as chamadas “carreiras especiais”, considera-se incomportável para as finanças públicas um encargo anual de 200 milhões (calculados de forma truncada como “despesa”, escondendo que muito desse valor fica retido como “receita” do Fisco ou da Segurança Social/CGA) com as progressões nessas carreiras, pois isso limitará, alegadamente, “a política salarial na próxima década” e impedirá “uma política de incentivos na Administração Pública que premeie a excelência e o cumprimento de objetivos predefinidos” (p. 8).
Conjugando este propósito com o de “avaliar a criação de medidas de reforço e valorização das funções de direção das escolas, incluindo as chefias intermédias”, fica-se perante um cenário em que as funções de direcção e de chefia intermédia ao serviço de uma lógica de obediência hierárquica serão desligadas das dos restantes docentes “lectivos”. Sendo que, pelo seu número, os docentes que assim serão “valorizados” serão muito menos do que o terço antes reservado aos professores “titulares” do Estatuto da Carreira Docente de 2007.
O projecto de uma carreira docente “lectiva” quase plana, com um número muito reduzido de progressões, é antigo e foi tentado depois do primeiro governo de Sócrates, de forma algo tímida pelo do PSD/CDS nos tempos da troika, mas acabou por não avançar porque o congelamento das progressões e da contagem do tempo de serviço o tornou desnecessário.
Mas regressa agora de modo claro com este Governo, com pretextos demagógicos e fundamentação falaciosa. Com Alexandra Leitão a coordenar a revisão das “carreiras especiais” serão muitos os que perceberão que a forma abusiva como ela tratou diversas matérias enquanto secretária de Estado da Educação veio para ficar. E que a lógica dos “titulares” regressou em força e tem fortes âncoras nas escolas, entre os potenciais “valorizados”.

 

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Convém que se saiba que os beneficiários da ADSE pagam duplamente para o SNS

Depois, vêm dizer que a ADSE não é sustentável e que os funcionários públicos são uns privilegiados. Deixem de “roubar” com aval! Um destes dias estamos a descontar 5% para uns quantos se governarem…

Beneficiários que descontam para ADSE pagam duplamente para o SNS, diz o Tribunal de Contas

Os beneficiários da ADSE, que descontam para o subsistema de saúde, “continuaram a financiar duplamente cuidados de saúde que lhes são prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e do Serviço Regional de Saúde (SRS)”, pelo menos até 2017, concluiu o Tribunal de Contas. Os ministérios que tutelam o subsistema refutam e dizem que parte do problema já foi resolvido.

 

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Mais uma agressão residual…

Deve ser da época, Tiago. O residual acontece todo no Outono. Nem posso esperar pelo habitual da Primavera

Entroncamento | Pai de aluno agride professora na Escola Dr Ruy de Andrade

 

Esta terça feira, dia 29, um pai de um aluno da Escola Dr Ruy de Andrade no Entroncamento terá agredido uma professora, depois do filho se ter queixado de esta o ter agredido.

Segundo conseguimos apurar a professora terá separado dois alunos que se envolveram em zaragata na terça feira, sendo que um deles comunicou ao pai que a professora lhe bateu, ao que este se dirigiu à Escola e procurou a professora, e tê-la-à agredido.

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Educar os Filhos, por Agostinho Silva

EDUCAR OS FILHOS

(muita sorte, mesmo para os que sabem como)

Abraçou-me e a chorar disse: pai, eu sou muito novo, não sei lidar com a vida. (já não falo aqui da forma como “colocou” o olhar e entoou as palavras, nem sequer da forma como eu as ouvi e sobre elas reflecti no imediato.

Cabe-me dizer que os nossos filhos (falando genéricamente), não mostram mais educação que aquela que receberam em casa. Quero dizer mais: mesmo os pais achando que lha deram; se eles não a assimilaram, não deram.

Trata-se de uma verdade estranha, pois todos nós achamos que os nossos filhos seriam bons se não fossem as companhias (O Inferno são os outros – SARTRE). Tão verdadeira a situação, que nenhum de nós a quer admitir (principalmente em sua vida).

Por vezes dou comigo a reflectir sobre a forma como educamos a geração que nos segue. Demos por ventura tudo de forma tão leviana, como leviano foi o modo como eles absorveram.

Os nossos filhos são bons corações e crueis ao mesmo tempo. Negoceiam connosco uma parte significativa das nossas decisões e das suas vontades.

Estou convencido que por mais méritos que tenhamos, o que mais influencia os nossos filhos é a SORTE. Não digo com isto que os educamos “à sorte” (de qualquer modo)… mas que esse é certamente um dos factores que mais vai pesar no modo como eles vão tomar um rumo no futuro.

A minha geração, ouvia algumas coisas em casa, ia-as absorvendo, tentando delas fazer uma normativa de vida, sendo que uma boa parte, a isso acrescentava o que (mais) recebia noutros momentos da vida, ensinamentos e experiências. Os avós davam-nos bons conselhos, nós ouviamos, o povo (comunidade) participava da construção de cada um, com tal preocupação de que nenhum dos “nossos” se perdesse.

Os nossos filhos já tiveram mais bolas num ano que muitos de nós em toda a vida. Já viram mais “bonecos” num fim de semana, que os que passavam na televisão num ano na nossa geração; já comeram mais gelados, gomas e pastilhas; tiveram mais “smartphones/supercleverphones” que nós piões; já viajaram mais num ano que nós até à idade adulta.

Mas não guardaram vacas na “Folha”, nem enregelaram as mãos a apanhar nabos; não jogaram á bola nos lameiros, nem ataram uns cordeis à roda da bicicleta porque o pneu estava rebentado… as sapatilhas deles nunca cheiraram a novas, mais que cinco minutos… os brinquedos.. nem sabem quem lhos deu.

O que não nos mata, fortalece-nos! será que lhes faz falta o que nós (alguns claro – e disso só guardo fantásticos momentos e recordações) tivemos a mais?

 

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A Mosca e a carreira (aliciante) Docente

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Directo a si, dr. António Costa! – Santana Castilho

Directo a si, dr. António Costa!

Na Educação, o ambiente é de profundo mal-estar e o programa do novo Governo não conseguiu atribuir-lhe qualquer réstia de esperança. Outrossim, acentua a onda de “planos”, “projectos” e “estratégias”, para picar os miolos aos professores. Antes de Maria de Lurdes Rodrigues, todos sabiam exactamente o que fazer. Os chefes eram menos e as escolas funcionavam. Depois cresceram os chefes. E consigo, dr. António Costa, cresceu a desorientação e o deslumbramento com as pedagogias sem sentido. E cresceram as siglas “eruditas” para denominar inúteis organismos, projectos, plataformas e planos. Veja estas, dr. António Costa (e não são todas), criadas pelas suas luminárias da modernidade: ACES, ACCRO, AERBP, AIRO, CAA, CAF, CD, CEB, CP, CPCJ, CRI, CT, DAC, DEE, DT, EE, EECE, EFA, ELT, EMAI, EO, ESAD, JNE, ME, PAA, PASEO, PE, PEI, PES, PHDA, PIT, PL2, RTP, SPO, UFC e ULS. Não lhe chegavam? Enxergue-se, dr. António Costa!

O dr. António Costa deu campo aberto ao narcisismo político dos seus prosélitos. Mas nunca promoveu um trabalho sério para apurar o que pensa a esmagadora maioria dos professores de sala de aula sobre um conjunto de temas-chave, que permitiriam reformar com solidez o sistema de ensino. Por isso, não me espanta que tenha perdido totalmente o pudor, proibindo as reprovações no Ensino Básico. Não me espanta, dr. António Costa, que a decisão política em Educação continue assente no desconhecimento da realidade e no oportunismo político das madraças da flexibilidade e da inclusão, criadas para pastorear incautos e transformar velharias falhadas em tendências pedagógicas novas.

O grande tema da comunicação social foi, recentemente, o professor que bateu no aluno e os alunos que batem todos os dias nos professores. O contraste evidente entre a presteza com que o Ministério da Educação suspendeu o professor agressor e a espiral de silêncio em que envolve as constantes agressões a professores e funcionários não pode passar de fininho. Sem rodriguinhos e medindo o que digo, é para si, dr. António Costa, que falo, que o ministro Tiago é tão-só seu mordomo. O dr. António Costa é um dos grandes responsáveis pela sucessão de políticas que têm reduzido os professores a simples funcionários, cada vez mais desautorizados e despromovidos socialmente. Um dos grandes responsáveis por, farisaicamente e de modo cruel e perverso, pôr a sociedade e a opinião pública contra os professores: para lhes retirar o direito à greve; para lhes retirar força salarial; para lhes roubar o tempo de trabalho cumprido. É duro o que lhe digo? Repito-lho na cara se quiser, sem seguranças de permeio, para ver se se domina, como o desgraçado professor da D. Leonor não se dominou.

O seráfico paternalismo com que os ideólogos a quem deu rédeas querem que os professores ensinem quem não quer aprender ou integrem quem não quer ser integrado, tem de ser denunciado. Com efeito, é fácil medalhar os líricos que decidiram a “inclusão” universal. Mas é impossível, sem meios nem recursos (materiais e humanos) lidar, dia-a-dia, na sala de aula, com jovens com perturbações mentais sérias, descompensados por imposições pedagógicas criminosas.

O problema, dr. António Costa, é a natureza das políticas, que fizeram entrar o ensino em decadência. O problema é que o dr. António Costa afaga banqueiros e juízes sem perceber que morre lentamente uma sociedade que não acarinha os seus professores.

Quando as obrigações do Estado não são cumpridas, é ao governo em funções que devemos pedir responsabilidades. Porque o governo, qualquer que seja a força partidária que o sustente, é o rosto do Estado. Porque, independentemente da responsabilidade subjectiva (que no caso vertente é sua), a responsabilidade objectiva do governo é proteger os professores das agressões de que são vítimas. O Governo falhou e o Governo tem um primeiro responsável. Por isso o acuso a si, dr. António Costa.

Victor Jara (que também foi professor) foi abandonado numa favela de Santiago do Chile, depois de torturado e assassinado, por cantar O direito de viver em paz. A sua sorte, dr. António Costa, é que os professores não são capazes de se unir, ao menos uma vez, para reclamar o direito de ensinar em paz. Antes que acabem, definitivamente, abandonados num país sem défice.

In “Público” de 30.10.19

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Relatos de violência nas escolas

O silêncio tem de acabar. A violência sobre os profissionais ligados à educação tem de terminar. A violência nas escolas tem que cessar.

 

Agressões a professores e ameaças de morte. Relatos de violência nas escolas

A professora Isabel Vaz foi agredida em 2014, enquanto dava aulas numa escola de Ermesinde. O aluno, de 16 anos, deixou-lhe o dedo médio da mão esquerda permanentemente incapacitado. Quando o caso seguiu para tribunal foi condenado a um castigo que não cumpriu.

…

Pedro Nogueira é assistente técnico e já foi agredido, em funções numa escola pública, pelo pai de um aluno. O agressor tinha saído da prisão na semana anterior, por um crime de homicídio, e fez várias ameaças de morte ao funcionário da escola.

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Deferimentos e Indeferimentos do Recurso MPD começaram a “sair”

 

Veja-se que entre a data do despacho da sr.ª Secretária de Estado e a data de informação aos docentes passou mais de um mês… vá-se lá entender porquê?

 

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Pai condenado por agressão a Professor

Pai condenado a pagar 3300 euros por empurrar e insultar professor da filha

Além das duas multas aplicadas, o tribunal obrigou ainda o familiar da aluna de uma escola primária de Valongo a pagar uma indemnização de 1400 euros ao docente.

As primeiras ofensas ocorreram a 28 de setembro de 2018, conta o jornal Público. Naquele dia, o pai chegou à escola onde encontrou a filha magoada. Pediu então para falar com o docente da menina, mas foi avisado que não o poderia saber, pois este estava em aula. O pai dirigiu-se então à sala de professores, onde à porta desfiou um chorrilho de ofensas e a seguir para a sala onde o docente estava já a dar a aula.

Foi então que o “arguido irrompeu pela sala de aulas e, na presença da sua filha e dos preditos alunos, empurrou o assistente contra o estrado da sala de aulas, este embatendo no mesmo com os tornozelos”, pode ler-se no despacho citado pelo jornal Público.

Doze dias mais tarde, o pai pisou propositadamente o professor com as rodas do carro, à porta da escola, onde na altura conversava com a coordenadora, e voltou a insultá-lo. As agressões verbais foram testemunhadas pela GNR que entretanto tinha sido chamada e tentava “acalmar o arguido”.

O pai acusava o professor de  “má prática pedagógica” e discriminação para com a filha, tendo apresentado duas queixas contra o docente. Uma à Inspeção-Geral de Educação e Ciência, outra à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e remeteu dois pedidos de esclarecimento e instauração de medidas disciplinares à direção do agrupamento. Relativamente a estas exposições, o tribunal de Valongo declara que  “não lhe cabe apreciar o mérito do professor, nem avaliar a responsabilidade da escola nos ferimentos da menina”.

“Não podemos conceber que o arguido, nas suas vestes de progenitor, se permita atentar contra a integridade física do assistente, enquanto professor da sua filha, em jeito de retaliação por um seu exercício da docência desconforme às suas pretensões e afirmação dessa sua insatisfação, menos concebivelmente ainda o fazendo em frente de outros, alunos e pares, desautorizando-o sem lhe assistir legitimidade para tanto e vulnerabilizando-o no seio da comunidade escolar”, concluiu a magistrada.

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Divulgação – Movimento pela Escola sem Violência

 

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Os alertas que não leram… Carlos Santos

No dia 3 de outubro, a 3 dias das eleições, eu alertava:

“Mas desenganem-se se pensam que ficaram por aqui, pois há mais crueldade em apresto. Quem tem escutado as declarações dos loquazes líderes partidários e atentado às agendas ocultas dos partidos, encontra, na sua essência, propostas muito preocupantes:

-diminuição do número de professores, causando mais despedimentos;

-passagem, também, dos professores para a tutela das autarquias, tornando-nos meros funcionários camarários sujeitos a vínculos precários e não renováveis, sujeitos a todo o sistema de corrompimento, amiguismos, bufos e partidarite que invadirá as escolas e retirará independência, estabilidade e poder reivindicativo aos profissionais do ensino;

-desfiguração do Estatuto da Carreira Docente com a criação de apenas 3 ou 4 escalões promovendo, assim, baixos salários e a criação de mais obstáculos à progressão, evitando que os professores possam, sequer, almejar chegar ao topo da carreira;

-eliminação do estatuto de carreira especial, indexando-a à carreira geral da função pública;

-criação de mecanismos de avaliação sumária com constante prestação de provas, com o intuito, não de avaliar e criar rotinas de partilha e melhoria de conhecimentos e procedimentos pedagógicos, mas de penalizar os professores para que se sintam subjugados, intimidados e diminuídos, alimentando o propósito de dificultar ao máximo a progressão na carreira.”

É admirável como as palavras caíram em saco roto.

Reconheço, era texto demasiado longo para ser lido.

Os professores queixam-se da preguiça mental da população que, ficando pelos títulos sensacionalistas, os critica sem tentar saber em pormenor a verdade sobre os factos, mas depois a maioria comporta-se da mesma maneira.

Se eu tivesse conseguido explicar isto numa frase, certamente todos teriam lido. Assim, só uma ínfima parte dos professores se deu ao trabalho de ler.

Agora é o espanto com as medidas anunciadas pelo novo governo, que nada mais são do que aquilo que anunciei.

Nada sobre a aposentação, sobre concursos justos ou sobre a desburocratização e o fim dos chumbos que irá causar mais despedimentos e o fim das carreiras especiais evitando a subida de escalão dos professores, rematam o descalabro.

Dentro do miserável panorama de propostas para a Educação apresentadas pela nossa classe política, só tínhamos de estar com receio do futuro.

Os professores tiveram uma oportunidade de não dar o machado ao seu carrasco, mas optaram por o fazer. Resta a corrida para os sindicatos (que irão agradecer o aumento de associados) e o regresso às greves e manifestações durante mais um ciclo de 4 anos, porque fomos enganados (só foi enganado quem quis).

Condutores de matérias perigosas, estivadores, funcionários da limpeza de ruas, do metro e carris, entre outros, podem ter menos formação do que os professores, mas são muito mais informados sobre as suas carreiras e muito mais unidos do que nós.

Lamento dizê-lo, mas julgo que não somos assim tão vítimas como tentamos fazer crer. Se calhar até temos aquilo que merecemos, pois andamos alheados de tudo e só despertamos quando já é tarde demais.

E mais não digo, senão quase ninguém voltará a ler.

Carlos Santos

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O que está escrito no Programa de Governo para a Educação

O Paulo Guinote fez a leitura do dito cujo e o resultado é uma análise bastante esclarecedora do que podemos esperar nos próximos 4 anos.

Recomendo, a todos, a leitura deste artigo para que ninguém diga que não estava à espera…

 

O Programa Do Governo Para A Educação

…

Não há nada de positivo no programa do governo para a Educação? Há, mas são medidas que se subordinarão sempre às medidas destinadas ao embaratecimento do sector, à submissão aos poderes e interesses locais que reforçarão as cadeias de obediência hierárquica e, claro, à proletarização da larga maioria do pessoal docente, com a introdução de novos mecanismos de diferenciação interna e estrangulamento na progressão.

Todas e quaisquer bolsas de resistência ao modelo único das pretensas e demagógicas “boas intenções” serão subjugadas ou exterminadas sem dó nem piedade.

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Diminuir a área dos QZP? Vem aí confusão…

… da grossa.

Entenda-se que não sou a favor das áreas enormes que os atuais QZP têm. É exagerado, na maior parte dos casos, e não obteve o resultado pretendido pelo governo da altura nem de nenhum dos outros.

O que está em causa, neste momento, é a pretensão do atual governo em querer diminuir a area dos QZP. Ou seja, vai aumentar o número de QZP.

Diminuir o número de QZP por via do aumento das área territorial foi fácil. Os docentes que se encontravam nos QZP fundidos ficavam nessa área e pronto. No caso da pretensão do atual governo isso não acontecerá.

A diminuição e consequente aumento dos QZP vai requerer um concurso de vinculação a um “novo” QZP. se não vejamos…

No caso do QZP 01 a sua área abrange os distritos do Porto, Braga  e Viana do Castelo. Se este for uma das áreas a reduzir, ou seja dividir em dois QZP, em que QZP ficaram afetos os docentes que, hoje, pertencem ao QZP 01? Como definir quem fica num e noutro QZP? Só através de concurso de vinculação…

Seja esta a solução ou outra, estou a ver que tempos conturbados se aproximam onde a contestação vai subir, novamente, de tom…

Qualquer outra solução ou hipótese é bem vinda a esta discussão…

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Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores! – Lúcia Pedro

 

Que havemos de fazer aos nossos jovens? Pais, ajudem os professores!

Assim sendo, como professora peço:

– Pais, encarregados de educação, ajudem os professores a educar os vossos filhos! Ensinai-lhes a respeitar as pessoas mais velhas e, entre eles, os professores. Conversai com eles, passai-lhes os bons valores, aqueles que vos deixarão orgulhosos dos filhos que tiveram. Sois vós aqueles que mais os amais! Serão eles a herança que deixareis ao mundo.

 

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Já ninguém quer ser professor – João André Costa

Já ninguém quer ser professor

Em Portugal, 48% dos professores têm 50 ou mais anos. Ensinam por paixão e devoção numa profissão em que o melhor do mundo são mesmo as crianças.

E também ensinam por falta de uma alternativa viável num país onde o professor é visto como apenas capaz de ensinar e pouco mais, sendo o desemprego a única saída. O desemprego ou a emigração.

E como ninguém quer ficar desempregado ou ver-se forçado a deixar tudo para trás, os professores ensinam, sujeitando-se a contratos temporários, viajando por todo o país todos os anos, ensinando em duas ou três escolas ao mesmo tempo, agora substituindo um colega de baixa no Algarve e no mês a seguir outro colega em Bragança, prescindindo de uma casa, família e filhos em prol das casas, famílias e filhos dos outros, lutando dia após dia no sentido de preparar crianças, adolescentes e adultos para os desafios de um mundo em tudo distante da ilusão das redes sociais.

Tudo isto apesar da constante ameaça física e psicológica de alunos e pais em escolas onde as direcções se trancam a sete chaves, longe dos professores, dos mesmos alunos e respectivos pais, cabendo aos auxiliares a inglória tarefa de arriscar a integridade física em casos de autêntica polícia, de modo a salvar professores em apuros e chamar alunos à razão. Em casos de autêntica polícia, em que o aluno é sempre a vítima e o professor o culpado. Culpado porque incapaz, por si só, de resolver todos os dramas sociais de turmas inteiras onde grassam a violência doméstica, a toxicodependência, o desemprego, divórcios, perda de familiares e amigos directos. Culpado por não ser o pai e a mãe, o irmão e a irmã, o psicólogo e o assistente social, o super-herói de todos os alunos de todas as escolas de todo o país.

Tudo isto por apenas 1200 euros por mês, na melhor das hipóteses, isto é, no caso de de um horário completo, o qual é a excepção e nem por isso a regra para quem, apesar de leccionar há mais de 20 anos, ainda está no início da carreira, fruto da não vinculação e permanente precariedade sem esquecer o congelamento das carreiras para quem, ao fim de 30 anos, teve finalmente a sorte, e sublinho aqui a palavra sorte, de vincular em Quadro de Zona mesmo a tempo da, há muito desejada, reforma.

 

 

 

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Professores- Paula Varandas, Correio da Justiça

 

 

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Acabam os “chumbos”, diminuem a área dos QZP e alteram os concurso…

… Isto é muito mais no programa do governo.

Aguardemos novidades e a operacionalização. (que assumam de uma vez por todas que é para transitar toda a gente. Flexibilizar os testes e as avaliações.)

Isto dos QZP vai ser uma paródia. Em que QZP  ficarei? (imaginem o resto. Não vos faltarão opções)

A conversa da estabilidade docente, já a ouço há anos, mas continuarei a ouvir por muitos mais.

Governo quer colocações de professores estáveis e fim dos chumbos no básico

 

O Governo quer mudar os concursos de professores para dar mais estabilidade aos docentes e diminuir as áreas geográficas em que podem ser colocados e também lançar um plano para acabar com os ‘chumbos’ no ensino básico.

As medidas constam do Programa do Governo, hoje aprovado em Conselho de Ministros e entregue na Assembleia da República, no mesmo dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse a todo o XXII Governo Constitucional, numa cerimónia que decorreu hoje de manhã no Palácio da Ajuda.

“O ensino é um dos setores em que a especialização e a formação dos profissionais são críticas para os resultados obtidos. Não é possível pensar na concretização de políticas públicas de educação alheadas de profissionais com carreiras estáveis, valorizadas e de desenvolvimento previsível”, escreve o Governo no seu programa, que transpõe, no que diz respeito a Educação, o programa eleitoral do PS.

Com mudanças nos concursos, o executivo quer alcançar um corpo docente mais estável e mais jovem, dando prioridade às escolas públicas que já são consideradas prioritárias pelos territórios de difícil contexto social em que estão inseridas — as denominadas escolas TEIP (Território Educativos de Intervenção Prioritária).

O Governo quer “estudar o modelo de recrutamento e colocação de professores com vista à introdução de melhorias que garantam maior estabilidade do corpo docente, diminuindo a dimensão dos quadros de zona pedagógica”, ou seja, diminuindo a extensão da área geográfica em que podem ser colocados, o que pode significar que os professores lecionem mais perto de casa.

No programa consta ainda a intenção de elaborar um diagnóstico a “curto e médio prazo (cinco a 10 anos)” da necessidade de professores nas escolas, “que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente”.

Fixar professores nas regiões do país onde estes escasseiam e melhorar a formação contínua também são objetivos do executivo, que quer também escolas mais digitais e com melhor ligação à Internet.

Para as escolas o Governo quer também mais autonomia, dando-lhes poder de decisão em matérias como o número de alunos por turma, “mediante um sistema de gestão da rede”. Ao nível da gestão quer o modelo de administração escolar mais adequado ao processo de descentralização para as autarquias e dar mais meios técnicos, permitindo a que recorram a “bolsas de técnicos no quadro da descentralização”.

Do ponto de vista dos alunos, o executivo que hoje tomou posse assume que quer eliminar os ‘chumbos’ no ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano de escolaridade.

“Criar um plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades” é o objetivo enunciado, entre outros que apontam para um reforço do combate ao abandono e insucesso escolar, sobretudo do ensino secundário, “onde se encontra o principal foco de insucesso”.

Entre as propostas estão projetos de “autonomia reforçada para as escolas com piores resultados”, adequando a oferta curricular ao seu público específico, reforçando, por exemplo, o ensino das línguas, das artes ou do desporto, programas de mentoria entre alunos, para “estimular a cooperação entre pares”, e uma aposta declarada no ensino da matemática, a disciplina com mais insucesso.

O Governo assume também querer copiar o modelo de muitos colégios privados ao pretender “promover programas de enriquecimento e diversificação curricular nas escolas públicas, nomeadamente assentes na formação artística, na introdução de diferentes línguas estrangeiras e de elementos como o ensino da programação, permitindo que as escolas especializem a sua oferta educativa”.

No combate ao insucesso escolar estão ainda inseridas medidas de reforço de ação social e de apoio a famílias vulneráveis, mas também uma aposta na deteção precoce de dificuldades, com uma maior atenção no pré-escolar a dificuldades de linguagem e numeracia.

Ainda no pré-escolar o executivo compromete-se com “um alargamento sistemático da rede pública”, com a produção de orientações pedagógicas para a creche, afirmando ainda que quer rever o modelo das atividades de enriquecimento curricular.

 

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