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Set 05 2019
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Set 05 2019
Quando a TVI me convidou para ir ao Jornal das Oito colocar uma questão ao Senhor Primeiro Ministro António Costa, na quarta-feira, dia 28 de agosto, hesitei. Que poderia um professor perguntar ao Exmoº Senhor Ministro num minuto, ainda por cima sem qualquer direito a contraditório? Depois, mesmo consciente de que correria grandes riscos, decidi aceitar o convite. E não imaginei nunca as reações que se sucederiam, vindas de todos os lados.
Centenas de colegas agradeceram-me a coragem de confrontar o Senhor Ministro com as principais dificuldades da nossa classe profissional. Outros colegas, na sua plena liberdade de direitos, manifestaram o seu desagrado perante a minha contribuição, afirmando que estava nervosa, exaltada, agressiva e que em nada ajudei a defender os professores. Não sei se o meu objetivo era defender os professores. Julgo que não. Cheguei à conclusão de que já ninguém nos pode defender. Depois, houve várias vozes ofensivas e mesmo ameaçadoras, inventando ideias mirabolantes como a de eu ter sido contratada pela TVI para confrontar o Senhor Ministro ou mesmo ir fazer a apologia da direita contra a esquerda ou da extrema esquerda contra o Socialismo de Costa. Bem, a verdade é que nada disto me interessa verdadeiramente. Não tenho qualquer filiação partidária e, verdade seja dita, não simpatizo particularmente com o discurso dos políticos.
Vamos pois ao que interessa. Tenho uma pergunta para si, senhor Ministro: dê-nos uma boa razão para, no dia dois de setembro, quando regressarmos à escola, levarmos na mochila a motivação para enfrentarmos mais um ano letivo,
(I) ano este que, sabemos já, vai estar repleto de burocratização, transformando o professor num mero funcionário administrativo e não um profissional de ensino com uma enorme especificidade;
(II) onde as turmas continuarão repletas de alunos indisciplinados, muito mais interessados nos seus telemóveis do que na aula e muito menos ainda na figura do professor;
(III) com professores cujas expetativas de carreira foram totalmente goradas com a espoliação dos nove anos de serviço efetivo;
(IV) no qual a degradação social da função do professor será mais uma vez notória, uma vez que alunos e famílias valorizam a função de certificação da escola e pouco mais;
(V) onde há professores deslocados, a muitos quilómetros de distância dos seus lares, obrigados a passar a semana em quartos arrendados e mesmo em tendas de campismo;
(VI) ao longo do qual daremos à escola muitas mais horas do que aquelas que nos são pagas, quer em atividades extra com os alunos, quer em preparação de aulas, correção de trabalhos e testes, recorrendo muitas vezes aos nossos próprios recursos.
Dê-nos uma boa razão, Senhor Ministro, ou, por outras palavras, se em vez de político o Senhor Ministro fosse professor, a que estratégias automotivacionais recorreria para encontrar a energia, o ânimo, a alegria para fazer a diferença na vida dos seus alunos, algo que os professores fazem dia após dia, ano após ano?
O Senhor Primeiro Ministro teve o cuidado de nos relembrar algo importante: tenho a certeza de que o que mais motiva os professores são os seus alunos. Não tive oportunidade de lembrar ao Senhor Ministro que há turmas e alunos tão indisciplinados e insolentes, reflexo desta sociedade em que vivemos, dos quais só nos apetece fugir. Hasteou, de seguida, as bandeiras da flexibilização curricular e da crescente autonomia das escolas, sem deixar também de referir as mais de setecentas escolas que se encontram em obras de recuperação e / ou remodelação. Acrescentou ainda que nos próximos quatro anos, em média, todos os professores poderão progredir dois escalões. E concluiu afirmando que, se há algo que é fundamental para a motivação e seguramente para a confiança entre todos, é ninguém assumir compromissos além daquilo que efetivamente pode cumprir.
Sim, Senhor Ministro! Concordamos consigo. E se os professores também não assumissem compromissos com a escola para além daquilo que efetivamente conseguem cumprir? Como seria?
in Visão
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Set 05 2019
O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. informa que decorre entre 06 e 13 de setembro de 2019 o período para apresentação de candidaturas para um docente em Estudos Portugueses na Universitas Indonesia, em Jacarta, Indonésia.
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Set 04 2019
Reforço da proteção na parentalidade, alterando o Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e os Decretos-Leis n.os 89/2009, de 9 de abril, que regulamenta a proteção na parentalidade, no âmbito da eventualidade maternidade, paternidade e adoção, dos trabalhadores que exercem funções públicas integrados no regime de proteção social convergente, e 91/2009, de 9 de abril, que estabelece o regime jurídico de proteção social na parentalidade no âmbito do sistema previdencial e no subsistema de solidariedade.
Lei n.º 90/2019 – Diário da República n.º 169/2019, Série I de 2019-09-04
Altera o Código de Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, e respetiva regulamentação, e o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, aprovado pela Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro.
Lei n.º 93/2019 – Diário da República n.º 169/2019, Série I de 2019-09-04
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Set 04 2019
Para os professores, com estima
Não vejam nostalgia (embora por vezes vá parecer). Vejam o galope (que a escrita não traduz) a que o meu cérebro põe o meu coração, quando pensa no ano penoso que se inicia para tantos professores.
Poderia começar por recordar à sociedade desinteressada pelos seus professores números apurados por Raquel Varela: 22.000 usam medicação em demasia; 85% manifestam sinais de despersonalização; 47,8% apresentam sintomas preocupantes de exaustão emocional; 91% consideram que baixou o prestígio da profissão; 31% expressam desmotivação para ensinar; 85% referem que o Ministério da Educação não valoriza o seu trabalho; 80% sentem que diminuiu a sua autonomia e o seu poder de decisão.
Poderia perguntar a todos os políticos, que se aprestam a ir a votos, como conciliam a desconsideração e a exaustão assim expressas com as promessas que sempre fazem.
Poderia detalhar o perfil profissional oculto dos que deviam simplesmente ensinar e acabam psicólogos, assistentes sociais, funcionários administrativos, instrutores de processos disciplinares, mediadores parentais, vigilantes de recreios, socorristas e tudo o mais que um escabroso assédio laboral e moral lhes despeja em cima.
Poderia referir-me aos pequenos monstros saudosistas e populistas, que odeiam os professores e que vão saindo detrás das pedras onde se acocoraram há 45 anos.
Poderia falar de António Costa, para quem professor é “capital humano” que se arruma ano a ano, e do seu bem-sucedido esforço para limitar o direito à greve de várias classes profissionais, que teve nos professores o primeiro ensaio, num processo onde se ameaçou, impôs e proibiu, com artimanhas para causar medo e desmobilizar, tudo com a conivência de uma sociedade que se deixou manipular e virar contra aqueles a quem entrega os filhos durante mais tempo do que passa com eles.
Poderia citar o aumento do centralismo do Estado, promovido por um ministério que planta plataformas informáticas a eito, para vigiar e impor uma estranha quanto pérfida autonomia pedagógica.
Poderia dissertar sobre as decisões cruciais que têm vindo a ser tomadas por políticos pedagogistas, adolescentes e caprichosos, que dominam uma classe proletarizada, anestesiada e entretida com doutrinas que se sobrepõem facilmente à razão profunda.
Poderia narrar o trabalho obrigatório a que os professores estão sujeitos para decifrar e cumprir torrentes de solicitações asfixiantes, sob nomes pomposamente modernos mas substantivamente inúteis.
Poderia recordar os insultos e as agressões a que alguns pais e alunos sujeitam os professores, a coberto da passividade protectora do bom nome das instituições.
Poderia trazer-vos às lágrimas contando histórias (que um dia escreverei se sobreviver aos seus protagonistas) de professores-heróis que, generosa e silenciosamente, arrancaram pedaços de si para resgatar alunos perdidos por intermináveis desamparos de pais e do Estado.
Poderia traçar-vos perfis diferentes de tantos professores com quem me cruzei ao longo da vida: o professor-filósofo, o professor-mestre, o professor-rebelde, todos professores-professores, caracterizados pelo amor aos seus alunos.
Poderia, para homenagear todos, vivos e mortos, meus e de todos, evocar dois dos meus professores, já falecidos: ele, professor-família, que foi o primeiro de tantos que me ensinaram a ser professor; ela, professora-amor proibido, que transformou a minha adolescência, fadada para ser pobremente limitada, numa adolescência vivida sem limites.
Poderia perguntar-vos, olhos nos olhos e de coração apertado, que outros profissionais partem todos os anos para longe dos próprios filhos, para cuidar dos filhos dos outros, por pouco mais de mil euros de salário.
Este condicional repetido foi tão-só a figura retórica que me ocorreu para dizer a quem me ler porque abraço hoje, estreitamente, todos os professores que, pelo país fora e por estes dias, vão acolhendo com abraços as crianças e os jovens que retornam às escolas.
Dito isto, queridos professores, levantem-se do chão. Retomem a independência intelectual necessária para impedir que o acto pedagógico se transforme em prática administrativa ou obediência doutrinária e não confundam a verdadeira autonomia com uma dissimulada ditadura de metodologias, por mais “activas”, “democráticas” ou “de projecto” que se digam.
In “Público” de 4.9.19
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 2º/3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, língua espanhola ou catalã, horário a prover, em vacatura, BAR04.
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 2º/3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, língua inglesa, horário a prover, em substituição, NAM03.
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Set 03 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 1º Ciclo do Ensino Básico, língua inglesa, horário a prover, em substituição, JOA28
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Set 02 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docente do ensino português no estrangeiro para o 1º Ciclo do ensino básico, língua francesa, horário a prover, em vacatura, BOR01.
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Set 02 2019
Parece que o Mário anda a ler blogues e lembrou-se de arranjar assunto, por lá, para aparecer no inicio de ano… Sim, Mário, já andamos a alertar para isso há algum tempo.
Fenprof avisa que em breve vai haver “uma enorme falta” de professores
O secretário-geral da Fenprof alertou esta segunda-feira que, caso o Governo não tome medidas, vai começar a sentir-se brevemente “uma enorme falta de professores qualificados nas escolas” portuguesas.
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Set 01 2019
Pelo menos sabe ler o que lhe põe no teleponto…
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Set 01 2019
Números bastante interessantes que convém conhecer.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/09/Balan__o-1.pdf”]
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Ago 31 2019
Ventos de mudança estão a trazer de volta ecos perigosos de outras épocas encenados por lunáticos e gente pouco recomendável a tomar protagonismo nos destinos dos partidos e dos governos em todo o mundo. Mas o nosso país também faz parte do mundo e, cada vez mais, também parte «desse» mundo.
Infelizmente, sabemos da teimosa dificuldade dos povos aprenderem com os erros que cometeram no passado permitindo que a história se repita e ideologias e correntes de pensamento indesejáveis regressem.
Começa a ser muito preocupante o esforço do governo e dos partidos da oposição em tentar limitar, ou mesmo extinguir, o direito à greve.
Têm intentado nesse sentido em várias classes profissionais num processo que visa impor e proibir.
Um bom exemplo disso tem estado a decorrer no caso das recentes greves dos motoristas de matérias perigosas, em que se tem assistido a um ataque aos direitos dos trabalhadores, impondo serviços mínimos, ameaçando judicialmente e tentando dissolver sindicatos. Tudo isso contando com a conivência de um povo que, unicamente preocupado em ter o “pitróil” para poder ir de férias, esquece-se que os trabalhadores têm estado apenas a travar uma luta recorrendo aos meios legítimos para o fazerem.
Mas isto é a consequência do que aconteceu no verão passado quando o governo e alguma classe política oportunista aplicaram a mesma fórmula virando o país contra os professores.
Fizeram terrorismo psicológico com os professores enviando comunicados e despachos para as escolas ameaçando-os com faltas injustificadas, processos disciplinares, ilegalidades e todo o género de artimanhas para causar medo nos profissionais de educação e desmantelar a greve.
E o país aplaudiu.
Usaram a comunicação social como máquina de propaganda enviando os seus sequazes virar a opinião pública contra os professores que nos passou a odiar sem nos darem sequer direito a expor as razões da nossa luta impedindo-nos de esclarecer a população.
E o país aplaudiu.
Fomos queimados na praça pública sem direito a nos defendermos.
E o país aplaudiu.
Impuseram aos professores serviços mínimos impedindo-os de fazer greve.
E o país aplaudiu.
E o comodismo de quem queria ir de férias e ter as notas dos filhos atribuídas resultou numa enorme perda de poder reivindicativo, não só para os professores, mas para todas as outras classes profissionais; para todos os trabalhadores por conta de outrem.
E o país, sedento de sangue e moldado de um espírito de inveja e maledicência gratuitas, estupidamente aplaudiu.
O mais grave de uma situação preocupante que revela o atropelo dos mais básicos direitos dos trabalhadores está no faco do povo não se aperceber que hoje afeta outras, mas amanhã poderá afetá-los a eles.
Mas como não foi travado o défice democrático desta gente que se diz nossos representantes, uma senda por esta via populista e tirânica continua imparável, permitindo que os monstros vão saindo detrás das pedras.
E assim, não foi espanto algum assistirmos ontem à chegada do último grito deste género de ideias e ideais hediondas propostas, desta vez, pelo CDS para os professores, encabeçada pelo desejo de punir grevistas faltosos.
Punir, ameaçar, perseguir, proibir, tudo palavras matizadas de intenções intimidatórias que não casam bem com a palavra “Liberdade”, as quais julguei não ver regressar tão cedo ao meu país – embora o meu desejo naïf fosse de que nunca mais voltassem. Mas elas estão aí, bem à frente dos olhos apáticos de todo este mar de umbigos desfalcados de valores socias, morais e solidários.
Noutros países a mentalidade é tão diferente da nossa. Nações mais produtivos, porque pensam de maneira diferente. Ali para os lados de mentalidades mais desenvolvidas, não se divide para reinar, antes pelo contrário, soma-se para beneficiar todos. Ali, os trabalhadores são premiados e valorizados pelas entidades patronais. Se a empresa deu mais lucro do que o esperado, parte desse lucro é repartido por quem contribuiu para que isso acontecesse, pelos trabalhadores que são o ativo mais valioso de qualquer empresa ou corporação. Um bom exemplo é o da Autoeuropa, que reparte lucros sob a forma de prémios de desempenho/produtividade, revelando-se um oásis numa terra de gente tacanha e cobiçosa.
Porém, não bastando toda esta alucinação repressora e persecutória pelas mãos de quem tem o poder, não satisfeitos com os (9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo de serviço que os professores cumpriram e que não contou para nada nas suas carreiras, porque lhes foi roubado, começam a surgir ideias para impedir que progridam nas suas carreiras e que, de preferência, fiquem a receber pouco mais do que o salário mínimo.
É um pensamento tão típico do povo português e do nosso patronato que sempre investiu numa política dos baixos salários. Não se premeia os trabalhadores, não se incentiva à produtividade, não se valoriza o seu trabalho. Antes pelo contrário, tenta-se por todos os meios que o trabalhador, por mais e melhor que trabalhe, não consiga progredir na carreira nem ver reconhecido o seu trabalho.
Entre outras tentativas de fazer passar a qualidade do trabalho dos professores pelo Ministério das Finanças, agora o CDS conseguiu inventar mais um obstáculo – fazer depender a progressão na carreira dos professores em “provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas devidamente credenciadas para o efeito” e “assente no mérito “.
Mas eu julgava que o curso – que tanto trabalho me deu a tirar – tinha sido reconhecido como válido pelo estado! Ao fazer isto, o mesmo estado estaria a retirar legitimidade aos cursos que ele próprio certificou, não reconhecendo a sua autenticidade para atestar a qualificação para o qual se destinavam. Uma completa aberração vinda de quem não encontra limites para tingir os seus fins… políticos.
Gente que nem sequer sabe – ou finge não saber – que os professores, mesmo depois de queimar as pestanas a tirar o curso que os habilita à docência, ainda têm formação contínua creditada que frequentam ao longo de toda a vida, o que não acontece em todas as profissões.
E o povo – essa massa que se esconde na cobardia e impunidade de não ter rosto – desconhecendo que, além da formação continua que frequentam anualmente, os professores também têm de participar em projetos e atividades escolares curriculares e extracurriculares, apresentar assiduidade, os relatórios de autoavaliação, sujeitarem-se à observação de aulas (por vezes mesmo depois de 3 décadas de profissão) e sujeitarem-se a cotas para poderem progredir na carreira e auferir mais umas míseras dezenas de euros.
Mas, imersos em sentimentos pouco nobres, ignorando a verdadeira vida profissional dos professores, o país continua a aplaudir.
O mais obsceno de toda esta situação é a proveniência destas propostas insultuosas – vêm de uma classe política pouco muito respeitável.
E quanto ao “Mérito”, a que acrescento “transparência”, já que insistem, vamos lá falar disso.
Não são os professores que tiram cursos ao domingo ou com equivalências de cadeiras que lhes permitem diplomas sem pôr os pés numa universidade, ou falsificam as suas habilitações académicas para aceder a cargos de chefia.
Não são os professores que conseguem o seu posto de trabalho por cunha, por cartão partidário ou por serem familiares de membros governamentais, antes pelo contrário, são obrigados a percorrer o país com a casa e os filhos “às costas” para poderem ter direito a esse tão apetecível trabalhão que mais ninguém quer para não ter de sair da sua zona de conforto.
Não vejo a classe política a prestar provas para justificar os lugares bem assalariados e cheios de regalias que lhes são atribuídos, não por mérito próprio, mas por nomeação direta.
Não os vejo a serem obrigados a ter de prestar provas quando o resultado do seu trabalho é desastroso para o país.
Não os vejo a terem de fazer formação contínua para se atualizarem e melhorarem o seu desempenho profissional.
Não os vejo a despenderem do seu bolso os custos inerentes ao desempenho da sua profissão, como despesas de deslocação e de estadia.
Não os vejo a terem de trabalhar cerca de quatro décadas e meia para terem direito a uma reforma cada vez mais magra.
Eles estão tão preocupados com a avaliação e a progressão na carreira dos professores, mas a mim o que mais me preocupa é as verdadeiras questões que deveriam estar a ser debatidas pelo país:
Quem os avalia a eles?
Quem os responsabiliza pelas más governações?
No meio de tantos escândalos de nomeações de familiares que vão do marido ao periquito – todos a comerem do mesmo tacho – políticos que criticaram e perseguiram os docentes, mas que fugiram ao fisco, esconderam rendimentos, mentiram para receberem indevidamente ajudas de custo de residência e de deslocação, corromperam e foram corrompidos estando a braços com a justiça, deixaram o país em más condições económicas, premeiam-se com reformas chorudas ao fim de uma mera dúzia de anos de serviço, terem o desplante de virem dar lições de profissionalismo e de moral aos professores são a prova acabada da miséria moral que abunda numa classe política povoada pela mediocridade e pelo oportunismo.
Que exemplo dão eles para terem o mínimo de autoridade moral para nos poder criticar?
Só lhes peço que nos façam um enorme favor – não nos confundam convosco e respeitem-nos!
Posto isto, como me é possível não sentir só vergonha da nossa classe política, agora também começo a nutri-lhes um particular sentimento de nojo.
Desenganem-se aqueles que acham que os grandes perigos do mundo estão na loucura e falta de vergonha de políticos no estrangeiro, uma vez que por cá a nossa classe política está longe de ser um exemplo, de tão podre, incompetente e inútil que se afigura.
Não foi por nossa causa que o país já esteve à beira de três bancas-rotas.
Não temos sido nós a encher os noticiários com casos de peculato, compadrio, favorecimentos e corrupção.
Não temos sido nós a nos servimos do país em vez de servir o país.
À imagem do que aconteceu noutros tempos, chegará o dia em que olharemos para trás e diremos “Como foi possível que deixássemos tudo isto acontecer?”.
Infelizmente, estando nas nossas mãos o poder de evitar que chegássemos a esse ponto, atordoados por um estado de sonambulismo e cáustica inveja coletiva, temos a tendência de nos apercebermos quando já é tarde demais.
O povo está longe de ser uma vítima das conjunturas; ele é um resultado das suas escolhas, pois se somos mal representados, é o povo quem os escolhe, pelo quem não é vítima, é cúmplice.
Como um circo a pegar fogo, embalada neste espetáculo populista que leva à perda de direitos e de liberdades, a democracia está a ficar mais pobre… e o povo continua cego a aplaudir.
Carlos Santos
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Ago 30 2019
Nos dias 2, 3 e 4 de setembro encontra-se aberto o concurso para assegurar as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no concelho. Todas as candidaturas que tenham sido submetidas anteriormente ou posteriormente a estas datas não serão consideradas.
O Aviso da oferta de trabalho para ocupação de 26 postos no mapa de pessoal do Município da Póvoa de Varzim para assegurar as atividades de enriquecimento curricular ensino do inglês e atividade física e desportiva está publicado aqui.
A formalização das candidaturas deve fazer-se através do preenchimento obrigatório de formulário eletrónico disponível na aplicação para apresentação de candidaturas às Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) na aplicação informática disponibilizada on-line pela Direção-Geral dos Recursos Humanos da Educação: www.dgrhe.min-edu.pt.
Ref.ª 01/DECS/1º CEB/AECEI/2019 – 8 técnicos de Inglês (sendo um a preencher por pessoa com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%).
Ref.ª 02/DECS/1º CEB/AEAFD/2019 – 18 técnicos da Atividade Física e Desportiva (sendo um a preencher por pessoa com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%).
A efetiva contratação irá refletir as necessidades reais, em função dos recursos de Técnicos de cada Agrupamento, razão pela qual o número de Técnicos contratados poderá ser inferior ao atrás indicado.
Os técnicos vão ter como locais de trabalho as Escolas Básicas do 1º Ciclo da rede pública dos Agrupamentos de Escolas de Aver-o-Mar, Rates, Dr. Flávio Gonçalves e Cego do Maio do Município da Póvoa de Varzim.
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Ago 30 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/lisma.pdf”]
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Ago 30 2019
Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à atribuição da componente letiva.
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Ago 30 2019
Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem ao pedido de horários para as Reservas de Recrutamento.
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Ago 30 2019
Qual seria a personagem que representaria na Disneylândia dos cientistas? Por cá nós sabemos bem qual a personagem de que tem vindo a vestir o papel…
Brandão Rodrigues viveu fora muitos anos: deixou Cambridge para aceitar ser ministro. Disse que sim a António Costa e dirá outra vez se o PS ganhar as eleições legislativas e o secretário-geral quiser. “Sinto-me sempre motivado para servir e para fazer serviço público. Estava na Disneylândia dos cientistas e era feliz”. Mas em outubro espera renovar os votos com Portugal: “Não fiquei preso. Ganhei graus de liberdade também por entender este país”.
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Ago 29 2019
Durante toda a entrevista da Catarina Martins, coordenadora do BE, na TVI24, foi feita uma referência sobre os Professores que mereceu uma resposta de uma só frase, rápida e ansiosa por mudar de assunto.
Jornalista – A questão dos professores?
Catarina Martins – Foi uma chantagem que o PS decidiu fazer com a direita criando uma crise artificial.
Será isto um sinal para a futura legislatura?
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Ago 29 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/Carta-aberta-ao-Sr.-Ministro-de-Educação-1.pdf”]
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Ago 29 2019
É já no dia 2 de setembro que os 24 mil professores colocados para o ano letivo 2019-2020 terão de se apresentar nas escolas onde foram colocados. Vários deles chegam anualmente ao Algarve, longe de casa, à procura de alojamento numa zona onde o turismo é o principal inquilino – pelo menos até meados de setembro, fim da época alta. Sem alternativas, uns optam por ficar nos parques de campismo, outros em pensões e hostels. Um problema que “tem vindo a agudizar-se, devido ao volume do turismo na zona”, que é também “cada vez menos sazonal”, denuncia a presidente do Sindicato Democrático de Professores do Sul (SDP Sul), Josefa Lopes.
“Apartamento de férias remodelado”, “Casa de férias no Algarve”, “Alugo T1 a 2 minutos a pé da praia”. Basta uma pequena pesquisa pela internet para percebermos a dificuldade que pode ser encontrar uma casa no Algarve que não seja destinada a casais ou famílias em férias. A maioria dos anúncios não deixa para segundo título essa condição. Se, por acaso, até surge um ou outro anúncio de arrendamento a mais longo prazo, não passam de um período que vai de outubro (já um mês após as aulas começarem) a maio (ainda a dois meses do final da época de trabalho dos professores).
A falta de alternativas pode mesmo levar alguns colocados nas escolas algarvias a desistir das vagas, admite a dirigente dos professores do SDP Sul. “Porque têm família e as condições que lhes são oferecidas não são minimamente razoáveis para levar um ou mais filhos consigo”, conta. Mas lembra que o mais comum é “ver professores que já evitam candidatar-se a determinados lugares por más experiências relativamente ao alojamento”.
“Vejo colegas que neste momento estão em grande stress porque entram ao serviço no dia 2 mas o alojamento só está disponível a 15 (na maior parte dos casos)”, escreveu nesta terça-feira Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, no blogue Arlindovsky, do qual é autor.
Como é o caso de Susana Ferreira, de 42 anos, para quem cada início de ano letivo é uma incógnita. “Todos os meses de agosto penso em desistir”, desabafa. Para a semana, a educadora de infância, natural de Braga, terá de se apresentar pelo segundo ano consecutivo numa escola do Algarve. No ano passado, em Albufeira. Neste ano, em Loulé. Está a reviver tudo de novo. E nem as duas décadas a exercer a profissão em modo ambulante, tendo corrido já várias zonas do continente e até a Madeira, a prepararam.
Pelo contrário, Estela Fonseca, de 52 anos, do Porto, só viveu o processo de deslocação um único ano da sua carreira. A professora de Filosofia do ensino secundário conta que concorrer para as escolas do Algarve “era a única forma de se vincular”, pois são instituições “onde há muita falta de professores”. Sujeitou-se àquele que diz ter sido o ano mais difícil da sua vida, deixando para trás, no Porto, dois filhos (na altura, já estudantes universitários) e pais doentes. Mas desistir não era opção. “E o que é que eu iria fazer com esta idade?”, pergunta. Mas, naquele ano, esteve mais perto de o decidir. “Foi um desespero enorme.”
Houve anos em que Susana fez as malas e se aventurou no estrangeiro, em áreas distintas, para combater o vazio de quando não era colocada. “Fui para a Suíça e para Maiorca, trabalhar em restaurantes, trabalhar como ama, mas também em lojas”, lembra. Mas “sempre que era colocada voltava e ia trabalhar”.
A menos de uma semana do primeiro dia de trabalho, Susana continua por Braga a candidatar-se a casas no Algarve. As respostas têm sido, na grande maioria, negativas. E, quando surge uma casa ou quarto disponível, a renda não é suportável para o seu salário. “Liguei agora mesmo para o senhorio de um T2 que pedia 600 euros. Mas isto é mais de metade do meu ordenado”, conta.
Também não tenciona sujeitar-se, mesmo que temporariamente, a “preços de turista”. “Não vou gastar 500 euros numa semana. Não ganhamos para pagar isto. Mesmo num bungalow (num parque de campismo) já é difícil ficar, porque são caros”, conta. Logo em julho deste ano, tratou de assegurar uma casa para setembro, embora só possa mudar-se a partir da segunda quinzena do mês. Pondera, por isso, levar uma tenda para um parque de campismo até ao dia 15.
Conhece casos de colegas que tiveram de recorrer ao acampamento até que a época alta terminasse, em meados de setembro. Mas o tempo de vida do turismo na zona já não é tão previsível como antigamente.“Aqueles que aceitam ficar nesta situação (em parques de campismo) pensam que a situação será transitória. Se calhar é, mas o nosso turismo está cada vez menos sazonal”, conta a sindicalista Josefa Lopes. E o que seria uma alternativa temporária torna-se mesmo uma situação permanente.
Já há muitos anos que a situação é do conhecimento dos sindicatos. O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) lembra um colega de trabalho que “geria um parque de campismo em Lagos e arranjava forma de os professores lá ficarem”. “Infelizmente, é um problema que já vem de longe. E não apenas no Algarve, embora deva estar a sentir-se mais por lá, devido ao aumento do turismo e de casas destinadas a turismo”, reitera.
No ano passado, Susana deambulou entre casas de amigos e apartamentos que estavam disponíveis para alugar por curtos períodos de tempo. “Estive com uns amigos nas primeiras semanas de setembro. Do final do mês de setembro até fevereiro, consegui um apartamento. Depois, fui para outro até junho. Paguei 450 euros, despesas acrescidas, em ambos. De junho até final de julho fiquei novamente na casa de amigos”, recorda. Mas, neste ano, voltar a requisitar a ajuda de amigos já não é a solução imediata em cima da mesa, visto a sua casa estar a mais de uma hora de distância da escola onde foi colocada.
Por esta altura, há dois anos, a professora de Filosofia Estela Fonseca acabava de saber que tinha sido colocada, pela primeira vez, longe de casa: em Faro. Contrariamente ao que aconteceu neste ano, em que o Ministério da Educação publicou a lista de colocações um mês antes de as aulas começarem, naquele ano milhares de professores só souberem o seu destino a uma semana do primeiro dia de trabalho.
“Tive uma semana, desde que soube que tinha sido colocada e o início do trabalho, para arranjar casa. Não conhecia ninguém e fiz todos os contactos pela internet”, recorda. Mas a saga mal tinha começado.
Conta que “muitas das casas que contactava só estariam disponíveis no final do mês”. Noutros casos, “teria de sair no final de maio”. O pior foi mesmo as “propostas surreais” que encontrou. Um quarto no Toledo, Faro, a 300 euros, com dois beliches lado a lado para quatro pessoas. Também um estúdio no centro de Faro, junto à escola onde ia exercer, que era afinal “um quarto minúsculo num 13.º andar, com uma bancada numa ponta, imunda, cheia de gordura, com uma cama onde os lençóis brancos estavam cinzentos e o quarto de banho disponível estava muito sujo”. A 350 euros.
Acabaria por alugar um T1, em Olhão, que partilhava com uma colega de trabalho. Uma dormia na sala, a outra no quarto. Mas “tinha de vir cá de 15 em 15 dias, por ter os meus pais muito doentes” e ainda dois filhos, na altura já estudantes universitários. “Perdi todas as economias que angariei durante a vida”, lamenta. Com a agravante de “não ser possível declarar esta despesa”. “Porque não temos recibo e, se exigimos, o senhorio vai aumentar o preço”, diz.
A professora está de regresso ao Porto para cuidar da mãe, que vive dependente da filha depois de o pai ter morrido. Está atualmente colocada no Porto. Continue reading
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Ago 29 2019
Ontem no programa “Tenho uma pergunta” da TVI a Professora convidada Carmo Miranda Machado confrontou o Costa com uma pergunta simples e direta. O Costa não respondeu nem direta nem indiretamente. Refugiou-se no discurso de politico oco e bacoco.
“Senhor primeiro-ministro, sabe que há escolas sem papel higiénico nas casas de banho?”
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Ago 29 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/Despacho-n.º-7638-A-2019.pdf”]
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Ago 28 2019
Conforme aviso, da presente data, publicado na BEP – Açores, no âmbito da Oferta n.º 10778, de 3 de julho de 2019, notificam-se os candidatos à Oferta de Emprego para recrutamento de educadores de infância e de professores dos ensinos básico, secundário e artístico, para o ano escolar 2019/2020, em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo, da disponibilização da Lista de Colocações, a partir de 28 de agosto de 2019.
Os candidatos colocados que devem proceder à aceitação da colocação obtida entre 29 e 30 de agosto, através do preenchimento do respetivo formulário eletrónico, disponível em https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt, sendo para o efeito utilizados os elementos de acesso à sua candidatura (endereço de correio eletrónico e palavra-passe) e apresentar-se ao serviço na respetiva unidade orgânica, no dia 2 de setembro de 2019.
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Ago 28 2019
A DECO explica:
Face ao elevado número de situações em que os livros são entregues com problemas, o Ministério da Educação esclareceu que, quando os danos “possam comprometer as finalidades pedagógicas a que se destinam, devem os encarregados de educação dirigir-se às escolas e solicitar que este tipo de situações sejam corrigidas”. Ou seja, se os livros não estiverem realmente em condições de serem reutilizados, apresente o caso à escola.
Caso não haja abertura do estabelecimento de ensino para substituir os manuais, pode recorrer à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). O contacto é feito pessoalmente (entre as 9 e as 17 horas), por correio (morada: Praça de Alvalade, n.º 12, 1749-070 Lisboa) ou por via eletrónica. Aconselhamos a expor o caso por escrito, para haver registo da queixa. Pode até anexar fotografias das páginas danificadas. Note, no entanto, que a escola e a DGEstE não estão obrigadas a cumprir um prazo para dar resposta à reclamação.
Outra opção é apresentar uma reclamação formal através do livro de reclamações. Nesse caso, as entidades têm prazos a cumprir.
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Ago 27 2019
Mais um ano letivo a iniciar e muitos professores a chegar ao Algarve.
Dia 2 é dia de apresentação dos professores por todas as escolas do país. Diferente sensação de quando vimos de férias para o Algarve é a sensação de chegar ao Algarve com a mala às costas mas sem saber onde ficar. Muitos são os colegas que se deparam com uma grande problemática, alojamento para professores durante todo o ano letivo que inicia a 2 de setembro e termina a 31 de julho. No início de Junho começa mais uma temporada turística em que os professores são postos literalmente a mexer das casas que alugaram, para dar lugar aos imensos turistas que ficam até meados de Setembro. Vejo colegas que neste momento estão em grande stress porque entram ao serviço dia 2 mas o alojamento só está disponível a 15 (na maior parte das casas)…
Parque de campismo é sempre uma opção, desabafo de uma colega hoje que é de Braga e ficou no Algarve… Também propus a um t0 se me alugava esses dias e procurei todas as possibilidades, e aguardo respostas e toda a gente tenta ajudar, já estou por tudo, se não aparecer nada, resolve-se na mesma. Fico uns dias entre amigos e até já pensei acampar em último recurso (não é o mais conveniente mas é na boa) Enfim, isto não pode é tirar-me o sono… vamos ver o que o dia de hoje nos reserva.
Esta é a grande problemática do Algarve com que os professores se deparam e merece realmente uma solução digna.
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Ago 26 2019
Face ao pedido de reunião urgente da APROCES com a Senhora Secretária de Estado Adjunta da Educação, Doutora Alexandra Leitão, para discutir a renovação dos que considera serem OS FALSOS TÉCNICOS, pedido este publicado no Blog DeAR Lindo, no dia 18 de agosto, vem um Grupo de Técnicos Especializados para Formação, dar conhecimento do e-mail enviado à Secretaria da Educação.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/Carta-resposta_APROCES.pdf”]
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Ago 26 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de um docente do ensino português no estrangeiro para o 1º CEB – francês ou alemão.
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Ago 26 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 1º, 2.º e 3.º CEB e Secundário, língua neerlandesa, horário a prover, em vacatura, ROT04.
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Ago 26 2019
Abertura de Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 2º/3ºciclo do ensino básico e ensino secundário, língua francesa, horário a prover, em vacatura, RPA80H, STR02H e LYO15H.
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Ago 26 2019
Já não é a primeira vez que este primeiro ministro fala sobre a sobrecarga horária dos Educadores e Professores do 1.º Ciclo. Esqueceu-se que foi o partido que agora lidera que os pôs a par com os Docentes dos outros ciclos.
” os educadores do primeiro ciclo, por estarem em monodocência, não beneficiam das reduções de horários nem da carga de trabalho de que os outros professores beneficiam ao longo da vida. ” entrevista ao Expresso.
Durante os quatro anos que ocupou o cargo de primeiro ministro apenas mostrou intenções, nada fez, nada propôs. Pelo contrário, recusou todas as propostas que foram levadas ao parlamento pela mão de Professores, Todas as petições que lá chegaram foram chumbadas com a desculpa da situação económica do país. Mas segundo as suas palavras e ações com outras entidades e classes a situação económica só é desculpa para alguns.
Não cabe na cabeça de ninguém entregar uma turma de 24 alunos dos 3 aos 9 anos a uma pessoa de 65 anos. Por melhor profissional que seja ou tenha sido já não tem as capacidades físicas para acompanhar um tal número de alunos da mesma forma que o fazia há 10 anos. O esforço ao longo da carreira assim o dita.
Nos outros ciclos o cenário não é assim tão diferente. Por exemplo; um professor de Educação Física com 65 anos já não tem a forma física que teria aos 30 ou aos 40 anos.
É necessário rever a idade de reforma de todos os professores, independentemente do ciclo de ensino, com mais urgência a idade de reforma dos Educadores e Professores do 1.º Ciclo.
Até agora só temos ouvido “conversas de treta”.
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Ago 25 2019
Uma boa ação não apaga toda uma vida de pecado. O arrependimento tem de ser sincero e sem segundas intenções.
O brilharete que nos querem enfiar pelos olhos a dentro a um mês e meio das eleições não apaga os erros do passado. Ainda estamos para ver a que custo as listas saíram tão cedo este ano. Fala-se em surdina de crédito horário para o desporto escolar e para as turmas do 1.º ano dos cursos profissionais, mas fala-se baixinho para não acordar o monstro.
Após anos de incompetência na colocação de professores, em ano de eleições legislativas foram todos colocados não só a horas, mas muito antes do tempo previsto. O Governo celebrou – mas, tirando esta medida eleitoralista, Costa pouco mais fez pela educação em quatro anos. Pior: os danos causados por uma política educativa desastrosa são praticamente irreparáveis.
As aulas vão começar a horas, e todos os alunos vão ter professores. Numa amostra da competência que só um ano de eleições pode forçar, o Ministério da Educação terminou o processo de colocação de docentes em meados de Agosto, algo que em outros anos aconteceu muito mais tarde, geralmente com efeitos caóticos.
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Ago 25 2019
Se é que algum dia existiram. É que cortar no vencimento base e aumentar nos subsídios e ajudas de custo pode mesmo dar saldo positivo…
PCP “não se opõe” à medida, BE é contra, CDS não diz. É o último corte dos tempos da troika
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Ago 24 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/08/lcnccp.pdf”]
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