Category: Rui Cardoso

Deixamos de ter ministro. Vamos ter ministra da Educação…

 

Segundo fontes oficiais não oficializadas, temos uma cara já conhecida de todos nós à frente dos desígnios do Ministério da Educação. Alexandra Leitão será a próxima na pasta.

Mais uma alteração ao executivo ministerial que já era previsível. Resta saber se o Tiago volta para as investigações cientificas ou se ocupará o cargo de deputado para que foi eleito.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/deixamos-de-ter-ministro-vamos-ter-ministra-da-educacao/

Faltam 2000 professores no sistema…

As profissões atrativas e bem pagas têm destas coisas…

 

Faltam professores em mais de duas mil turmas no país

Além de Informática, Geografia e Inglês são dos grupos mais deficitários. As contas são do professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação e autor do blogue De Ar Lindo. O problema é mais grave nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, onde estão por preencher mais de metade dos horários ainda vagos (1213). O presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, defende como urgente, esta legislatura, a aprovação de um subsídio para alojamento (já que as rendas altas são um dos principais fatores para a recusa de contratos) e a melhoria das condições de acesso e de trabalho para tornar a carreira mais atrativa.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/faltam-2000-professores-no-sistema/

Amanhã já podes fazer Greve ao sobretrabalho…

 

Por um horário de trabalho de 35 horas reais…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/amanha-ja-podes-fazer-greve-ao-sobretrabalho/

Sugestão de Leitura – A Menina das Pintinhas, de Maria Rosário Poças

 

Este tema toca-me em especial, uma vez que também sou um menino com pintinhas. Embora nunca tenha sentido que, enquanto criança ou adulto, alguém não me aceitasse por ser diferente, sei que com outros não foi assim e não é assim. A minha experiência tem a ver mais com a curiosidade das pessoas em saber o que são e como apareceram as “pintinhas”, Vitiligo. As crianças, em especial, perguntam-me muitas vezes porque é que eu tenho as mãos desta cor, diferente das delas. Eu costumo brincar antes de lhes explicar a minha diferença, dizendo que sou de uma cor à parte de todas as que conhecem, mas convém saber explicar e que, embora diferentes nas cores de pele, somos iguais em tudo o resto. Deixo-vos uma sugestão de leitura para vós e para os vossos alunos, quem sabe para uma exploração em sala de aula flexibilizando…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sugestao-de-leitura-a-menina-das-pintinhas-de-maria-rosario-pocas/

Plano nacional Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência

No plano nacional “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência”, que até 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, chegará a todas as escolas do país, constam várias medidas. A aposta recai na comunicação direta entre os diretores e o Ministério da Educação e na criação de equipas nas escolas responsáveis pela promoção de ações de sensibilização e prevenção, com poder para intervir em situações concretas.

O Ministério da Educação dará liberdade às escolas para formar as equipas, mas recomenda que as mesmas integrem alunos.  Para além do coordenador da escola e do diretor de turma, psicólogos e professores, esta equipa também deve incluir os coordenadores da Promoção e Educação para a Saúde, da Equipa Multidisciplinar e da Estratégia para a Cidadania.

A implementação do plano “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência” vai ter apoio informativo online através do site que reúne “instrumentos de literacia e projetos que já existem e se enquadram nesta temática e boas práticas partilhadas pelas escolas” e técnicos especializados, apoiando-se num grupo de trabalho composto por elementos do Ministério da Educação, que será responsável por estabelecer parcerias e protocolos com instituições e organizações ativas no combate ao bullying e ciberbullying.

Mais uma coisa bonita para inglês ver, se aplicassem o Estatuto do estudante em toda a sua grandiosidade e com mão de ferro, nada disto era necessário.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/plano-nacional-escola-sem-bullying-escola-sem-violencia/

Oeiras disponibiliza habitação a professores que queiram lá exercer…

A falta de professores a certas disciplinas já é de tal ordem que tem de se voltar aos idos tempos em que ao lado das escolas existia uma casa para os professores que lá lecionavam. Talvez assim…

Rendas altas e salários baixos deixam escolas com falta de professores

Em São Julião da Barra, Oeiras, Português, Francês e Geografia são as disciplinas a precisar de docente. Os horários são parciais, o que dificulta ainda mais que haja quem aceite. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, questionou o diretor do estabelecimento, Domingos Santos.  Para ajudar a resolver o problema, a autarquia vai disponibilizar apartamentos e quartos a professores, mas também a polícias e outros profissionais com problemas idênticos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/oeiras-disponibiliza-habitacao-a-professores-que-queiram-la-exercer/

Petição – Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Os signatários da presente Exposição vêm até vós dar a conhecer e solicitar intervenção na questão infra descrita, por nela serem diretamente interessados e por ter havido já intervenções junto dos competentes órgãos estatais, sem que delas houvesse quaisquer resultados ou posição assumida para os obter.
Passamos então a enumerar a descrição da dita questão, para uma melhor clarificação da mesma:
1) Após largos meses de atraso na realização de Juntas Médicas em várias Direções de Serviços da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e após a Recomendação dessa Provedoria, com o n.º 004/A/2016, acatada pela Senhora Secretária de Estado, a 12 de dezembro de 2016, passaram a realizar-se Juntas Médicas da ADSE em substituição das anteriores Juntas do Ministério da Educação.
2) Se até então, os médicos do Ministério tinham em atenção o estado do doente para o desempenho da docência, de uma forma geral, passou-se a considerar que, mesmo não estando em condições plenas para desenvolver a atividade letiva, os docentes poderiam apresentar-se ao serviço, com a indicação de “realização de tarefas moderadas.”
3) Efetivamente, o Decreto Regulamentar 41/90, no seu Artigo 11.º, ponto 2, dispõe como atribuição da Junta Médica da ADSE, que conste de Parecer escrito fundamentado, “se a situação do funcionário ou agente impõe que lhe sejam atribuídos serviços moderados e em que condições devem ser prestados;
se o funcionário ou agente se encontra incapaz para o exercício das suas funções mas apto para o desempenho de outras…”
4) Contudo, isso não acontece. É aos diretores das escolas que é destinada a tarefa de atribuir funções a quem lhes chega doente, com um papel na mão, com a indicação de que o “docente deverá desempenhar tarefas moderadas.” Não há qualquer suporte legal, qualquer indicação do que são tais tarefas. Se algumas direções têm o bom senso de pegar no Estatuto da Carreira Docente, verificar o Artigo 82.º e definir com o colega, de entre as atividades da componente não letiva, quais as que poderá desempenhar, elaborando um horário favorável à escola e ao docente, outras há que entregam ao professor o que é preciso ser feito, numa atitude de colocar em primeiro lugar o serviço que tem que ser rentabilizado e esquecendo que ninguém está em situação de dependência e inferioridade por prazer.
5) É esta desigualdade de critérios, a impossibilidade de definição clara de componente não letiva, que nos faz pedir a vossa intervenção. É urgente que os técnicos que entendem de “medicina no trabalho,” conjuntamente com os professores, que conhecem o “esgotamento” na docência (burnout) debatam, tipifiquem, legislem.
As estruturas sindicais, nomeadamente a Fenprof, já interveio junto do Ministério da Educação, dos Grupos Parlamentares e da Ordem dos Médicos, sem que daí surgissem alterações de vulto à situação.

Link: https://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=11927

Assim, terminamos a presente Exposição, mais uma vez pedindo e aguardando da parte de V.ª Ex.ª uma atitude para o restabelecimento da equidade, num corpo docente envelhecido, em que estes problemas assumem cada vez maior importância, acabando por afetar o ambiente escolar e todos os que nele convivem.

Agradecendo a atenção dispensada, apresentamos os melhores cumprimentos.

Os signatários,

Assinar Petição

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/peticao-definicao-de-tarefas-moderadas-no-ensino/

Regiões em Números 2017/2018 – Educação

A DGEEC disponibilizou a publicação “Regiões em Números 2017/2018 – Educação”, composta por 5 volumes – Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve. Aqui poderá encontrar informação estatística oficial, desagregada por NUTS e municípios, referente às diferentes ofertas de educação e formação, compreendendo a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário.
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Retrato Geral [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Norte [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Centro [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Área Metropolitana de Lisboa [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Alentejo [PDF] [XLSX] [ODS]
Regiões em Números 2017/2018 – Educação – Região Algarve [PDF] [XLSX] [ODS]
Poderá também consultar a informação estatística das “Regiões em Números – Educação”, de forma interativa, a partir do sistema de consulta de informação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/regioes-em-numeros-2017-2018-educacao/

Opinião de um E.E – A bandalheira, a desresponsabilização e a ineficiência da escola pública

Escreve sobre assuntos que diz entender, não sei se saberá tudo ou todas as versões da mesma história. Concordo com parte das opiniões, mas considero que em outras não vai muito além de meras suposições. Mesmo assim considero que um Encarregado de Educação tem direito a ter opinião sobre o ensino dos seus educando e deixo-vos aqui esta opinião de alguém fora do sistema e ao mesmo tempo dentro.

(Quanto à responsabilização, esse, cai sempre em cima dos mesmos.)

 

A bandalheira, a desresponsabilização e a ineficiência da escola pública

…

Se há coisa em que eu gostava que a tecnologia fosse intrusiva era em relação à vida escolar do meu filho. Mas nestas coisas não basta ter as ideias, não basta ter a vontade, não basta ter o poder, é preciso muito mais do que isso para derrubar a máquina instalada.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/opiniao-de-um-e-e-a-bandalheira-a-desresponsabilizacao-e-a-ineficiencia-da-escola-publica/

Perguntas Frequentes (FAQ) – Educação Pré-escolar

 

A DGE lançou um FAQ relativas ao funcionamento, organização e desenvolvimento curricular da Educação Pré-Escolar que pode retirar algumas dúvidas. Fica o Link:

 

Perguntas Frequentes (FAQ)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/perguntas-frequentes-faq-educacao-pre-escolar/

Vem Aí Um Esgotamento Nervoso – João André Costa

Vem Aí Um Esgotamento Nervoso 

Um não, dois. Dois esgotamentos nervosos. O primeiro durante o estágio de ensino, aos 21 anos, não sei se por pressão dos alunos, por medo dos alunos do bairro da Musgueira, a pressão do trabalho, a planificação das aulas ao segundo, as expectativas da escola, a vida a sério num repente atirada à cara, toda de uma vez só. Já não há livros para onde fugir, já não há aulas ou professores para me proteger, agora sou eu o professor, só e órfão, a fazer malabarismo com um turbilhão de emoções, as minhas, as dos alunos, as do mundo.

E eu no meio do turbilhão sobre a linha do equador a ouvir para sempre os gritos de dois exércitos ao encontro um do outro no sítio onde estou daqui por três, dois, um e o meu corpo é enrolado para a frente e para trás num inferno de carne e sangue e morte, espadas contra espadas, lanças contra lanças, corpos indiferenciados numa centrífuga permanente e de repente acordo. Todas as noites o mesmo sonho, a ansiedade de quem não quer dormir, o medo de acordar, não quero ir trabalhar, se não dormir também não acordo, o coração a mil na casa de banho a deitar tudo cá para fora antes da primeira aula.

Quando o esgotamento chegou, tive de aprender como se põe uma mesa, ao meu ritmo, sem pressões nem medo, devagar, não está ninguém à espera, não está ninguém a ver: o garfo à esquerda, a faca, e depois a colher, à direita seguidos do guardanapo, a colher de sobremesa ao centro, por cima, a apontar para a esquerda. O médico não quis falar comigo: antidepressivos (benzodiazepinas) e comprimidos para dormir, tão pequeninos, desfazem-se na língua.

Três meses a dormir sonhos sem sonhos, tudo negro, não há libido, não há vontade, não estamos nem vivos nem mortos, andamos para a frente e pouco mais. O estágio chegou ao fim e o curso também e durante um ano não voltei a Lisboa.

Não voltei ao médico para fazer o desmame das benzodiazepinas, deixei de as tomar de um dia para o outro e durante 48 horas vivi dentro e fora do corpo, tudo ao mesmo tempo sem ter muito bem a certeza de mim mesmo.

O segundo esgotamento aconteceu depois da morte do meu avô. Outra vez os antidepressivos e os comprimidos para dormir, a falta de libido e de tudo, um morto-vivo a não dizer coisa com coisa, a querer chegar ao fim do ano. Mas se desta vez não tive de aprender a pôr a mesa, em vez de três tive seis meses de loucura cósmica e o desmame à minha espera no fim. Já não tinha a mesma força.

Desde o segundo esgotamento já passaram 17 anos. De então para cá aprendi a ler os sinais de como está na altura de parar e ninguém é feito de ferro: as gengivas inchadas, os sintomas de gripe, mas sem gripe, o corpo dorido, uma constipação repentina. E como a vida se encarrega de nos afogar num tanque de compromissos e obrigações, começo a cancelar e a pontapear compromissos e obrigações à esquerda e à direita, doa a quem doer. E paro.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/vem-ai-um-esgotamento-nervoso-joao-andre-costa/

Período Probatório – Listas

Listas dos docentes que estão dispensados da realização do Período Probatório e a lista dos docentes que não estão dispensados da realização do Período Probatório no ano 2019/2020

Nota Informativa de 08.10.2019 – Publicação das listas dos docentes dispensados e não dispensados do Período Probatório

Lista dos docentes dispensados do Período Probatório – 2019/2020

Lista dos docentes que realizam o Período Probatório – 2019/2020

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/periodo-probatorio-listas/

Só para avisar…

 

Quando se lê “por prazer”, não há limite de tempo nem hora marcada.

Mais uma medida que enche o olho de quem quer passar responsabilidades e se revela oca a quem tem de a aplicar sem causar efeito…

Vá-se lá saber quantos olharão para o livro e pensarão na hora do recreio…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/so-para-avisar/

Divulgação: Recrutamento de Professores do EPE e 1.º Ciclo, Escola Bambino, S. Tomé e Prícipe

 

Pretendemos recrutar profissionais com as valências de EPE e 1.º Ciclo.
Sendo que:
Salário mês: 800/850€ bruto (deduz apenas 15% IRS)
Damos alojamento (Partilhado com um colega)
Contrato de 1 à 2 anos.
Função : professor(a)/educador(a), coordenação pedagógica.
Nota: para este ano letivo precisamos de apenas 1, mas para o ano 2020/2021 iremos precisar de 3 à 4
https://www.dgae.mec.pt › eepe › listing › escola-bambino
https://globaltecgeral.wixsite.com › bambino

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/divulgacao-recrutamento-de-professores-do-epe-e-1-o-ciclo-escola-bambino-s-tome-e-pricipe/

Regulamentação da modalidade de ensino a distância

Foi publicada a Portaria que procede à regulamentação da modalidade de ensino a distância, prevista na alínea a) do n.º 1 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, definindo as regras e procedimentos relativos à organização e operacionalização do currículo, bem como o regime de frequência

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/regulamentacao-da-modalidade-de-ensino-a-distancia/

História, Culturas e Democracia, Nova disciplina opcional no 12.° ano

 

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/ae_hcd_12.o.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/historia-culturas-e-democracia-nova-disciplina-opcional-no-12-ano/

Greve, a partir de 14 de outubro, às horas extraordinárias

Por uma semana de 35 horas reais…

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/Pre-aviso_de_greve_ao_sobretrabalho_14-18out2019.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/greve-a-partir-de-14-de-outubro-as-horas-extraordinarias/

João Costa não foi eleito. Quem será o novo Secretário de Estado?

 

João Costa, até agora Secretário de Estado da Educação, não foi eleito por nenhum circulo eleitoral.

Será que teremos novidades, no que a caras diz respeito?

António Costa já afirmou que as politicas de Educação são para ter continuidade nesta legislatura, mas, queiramos ou não, se João Costa não for nomeado Secretário de Estado, o seu cunho pessoal não vai ter seguimento.

Aguardemos para ver se Flexibilizaremos de uma forma ou de outra.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/joao-costa-nao-foi-eleito-quem-sera-o-novo-secretario-de-estado/

Que politicas pretendem implementar, os agora eleitos, para a Educação

 

PS

  • Concretizar a universalização do ensino pré-escolar
  • Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular
  • Promover a existência de associações representativas de estudantes e de pais e encarregados de educação, através de princípios democráticos, em todas as escolas e agrupamentos
  • Dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização
  • Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede
  • Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
  • Elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo (5 a 10 anos) e um plano de recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente
  • Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa
  • Aumentar a conectividade e acesso das escolas à Internet e dotá-las de recursos que promovam a integração transversal das tecnologias nas diferentes áreas curriculares

 

PSD

  • Determinar que a organização das turmas, os critérios de distribuição dos alunos e a sua dimensão é da exclusiva responsabilidade dos órgãos pedagógicos da escola
  • Estabelecer que os horários dos docentes é feita com base na organização dos ciclos, considerando a dimensão média de turma de 22 alunos
  • Abrir novos cursos (ensino básico, secundário regular e profissional) passa a ser condicionado à aprovação de um estudo de viabilidade apresentado pela escola
  • Fazer a colocação dos docentes o mais cedo possível, de preferência antes de terminado o ano lectivo anterior
  • Possibilitar a recondução dos docentes, contratados ou do quadro, sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente
  • Criar novo enquadramento regulamentar para a aplicação de receitas próprias e incentivos à angariação de financiamentos públicos e privados
  • Criar três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a formação de futuros diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento, de agrupamentos de escolas
  • Eliminar as atuais provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade; Introduzir provas de aferição no final do 4º ano
  • Reconhecer o tempo total de serviço prestado até 2018 e negociar com as organizações sindicais o modo de o consagrar na progressão na carreira

 

BE

  • Inclusão das creches (0-3 anos) no sistema educativo, garantindo a gratuitidade
  • Abertura de um processo de reforma curricular e revisão de programas
  • Rever a organização dos ciclos e do calendário escolar
  • Introduzir a gratuitidade dos manuais escolares e desmaterialização complementar dos mesmos
  • Reforçar a ação social escolar e materiais pedagógicos adaptados e diferenciados para alunos com necessidades educativas especiais
  • Valorizar o ensino profissional com garantia de ensino unificado até 9.º ano
  • Alargar o ensino articulado e as respostas públicas de ensino artístico
  • Reforçar as respostas de educação inclusiva nas escolas, com contratação direta de terapeutas e técnicos e técnicas especializados
  • Rever o modelo de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), Componentes de Apoio à Família (CAF) e Atividades de Animação de Apoio à Família (AAF)
  • Garantir a gestão pública das cantinas escolares
  • Rever a portaria de rácios e recuperação da especificidade funcional do pessoal não docente
  • Reverter a municipalização e novo modelo de descentralização com base na autonomia das escolas
  • Recuper um modelo de gestão democrático e acabar com os mega-agrupamentos
  • Criar um Programa Especial de Rejuvenescimento do Corpo Docente
  • Criar, na escola pública, cursos pós-laborais dirigidos aos adultos que pretendam melhorar a sua escolaridade
  • Contabilizar durante a legislatura mais três anos, 8oito meses e 24 dias, do tempo de serviço dos professores, além dos dois anos, nove meses e 18 dias já considerados, concluindo-se a contagem integral nos três anos seguintes

 

CDS

  • Universalizar a educação pré-escolar para todas as crianças que completem os cinco anos de idade
  • Criar um regime de contratualização com o sector social e privado, para que nenhuma família fique privada de poder colocar os seus filhos em creches
  • Rever o calendário escolar
  • Actualizar os currículos e os ciclos de estudo
  • Apostar na liberdade de educação e na autonomia das escolas
  • Criar para cada escola uma quota de entrada para os alunos com Ação Social Escolar
  • Dar liberdade às escolas para planear e executar projetos educativos definidos localmente
  • Introduzir exames nos momentos de fim de ciclo
  • Manter a defesa dos actuais colégios com contratos de associação
  • Rever a carreira dos professores, nomeadamente estabelecendo que uma progressão na carreira implicará provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas
  • Rever os programas de formação de professores, acompanhado por peritos internacionais

 

CDU

  • Universalizar a oferta pública e a consequente adequação da rede escolar
  • Expandir o sistema público de educação pré-escolar, articulado com a rede escolar do 1.º ciclo, garantindo a universalidade da frequência a partir dos 3 anos
  • implementar um modelo democrático de gestão das escolas e agrupamentos que observe os princípios da elegibilidade, colegialidade e participação
  • Alargar a gratuitidade já consagrada aos manuais escolares às fichas de trabalho a toda a escolaridade obrigatória
  • Acabar com os exames nos 9.º, 11.º e 12.º anos e rever o actual regime de provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos
  • Contabilizar todo o tempo de serviço congelado aos professores
  • Rever o actual regime de formação de professores, nas suas vertentes inicial, contínua e especializada
  • Repor carreiras específicas para os trabalhadores de apoio educativo e a dotar as escolas de auxiliares de acção educativa, técnicos especializados e outros trabalhadores da educação
  • Reforçar as respostas públicas de ensino artístico especializado

 

PAN

  • Desenvolver um plano de fornecimento de alimentos biológicos às cantinas públicas do pré-escolar, 1º ciclo e 2º ciclo
  • Apoiar modelos de inovação educacional (não confessionais) até 100% dos gastos equivalentes por aluno no ensino público
  • Implementar práticas de relaxamento, mindfulness, filosofia para crianças, educação emocional e a aprendizagem através da natureza
  • Avaliar os 33 anos de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)
  • Reconhecer o estatuto de profissão de desgaste rápido para os docentes
  • Propor a negociação do prazo e do modo de recuperação do tempo de serviço congelado dos docentes com vista à sua recuperação integral
  • Criar obrigatoriedade de frequentar acções de formação em suporte básico de vida, incluindo o uso de desfibrilhadores
  • Garantir a universalidade da educação pré-escolar gratuita a partir dos 3 anos de idade
  • Aumentar o número de assistentes operacionais em função das necessidades das escolas
  • Instituir que no final de cada ciclo se realizará uma actividade onde cada estudante finalista tenha como objectivo plantar dez árvores autóctones

 

Livre

  • Garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público
  • Garantir a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses
  • Fazer a contagem integral do tempo de serviço passado e revendo o estatuto da profissão, o modelo de avaliação e o modelo de concurso
  • Dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, proporcionando gratuitamente as diversas modalidades de formação
  • Rejuvenescer os quadros dos professores, investindo numa formação inicial que garanta um contacto efectivo e continuado com o trabalho escolar
  • Valorizar todo o pessoal não docente, identificando a sua carreira como específica e regulando a sua avaliação em termos que reconheçam o seu trabalho como também pedagógico
  • Abolir os critérios artificiais de transição/retenção e os exames em toda a escolaridade obrigatória, incluindo os exames finais do 12º ano
  • Retirar a Disciplina de Educação Moral e Religiosa do currículo

 

Iniciativa Liberal

  • Dar estabilidade aos programas e ao corpo docente
  • Dar muito mais autonomia às escolas para definir modelos de ensino alternativos, horários diferenciados, materiais de ensino próprios
  • Promover a liberdade de escolha dos estabelecimentos de ensino, quer por questões geográficas, pelo seu cariz público ou privado
  • Dissociar totalmente as escolhas realizadas durante o ensino secundário do condicionamento de acesso a cursos no ensino superior

Fonte: Jornal Público

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/que-politicas-pretendem-implementar-os-agora-eleitos-para-a-educacao/

“Voto útil contra o PS” – Maurício Brito

O Maurício só não referiu, que nenhum dos líderes partidários, ousou fazer referência à Educação nos seus discursos de “vitória” ou derrota. Vamos ter mais quatro anos de luta…

 

“Voto útil contra o PS”

Do mal o menos. Foi assim que Maurício Brito, 49 anos, professor da disciplina de Educação Física no Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, encarou o resultado eleitoral de ontem à noite, que deu uma maioria relativa ao Partido Socialista.

“Já estava a contar mais ou menos com isto. Desagradar-me-ia se o PS atingisse a maioria absoluta”, afirmou, assumindo que optou pelo “voto útil contra o PS”.

Diz-se convicto que foi essa a opção da maioria dos professores, face ao descontentamento com o congelamento das carreiras e a todas as polémicas e lutas da classe na legislatura que agora termina.

“Estou plenamente convencido que grande parte não votou no PS e procurou alternativas. Somos 140 mil e muitos professores, temos as nossas famílias e é minha convicção que o PS perdeu aqui inequivocamente muitos votos”, comentou.

“Nós contribuímos para que o PS não atingisse a tão desejada e trabalhada maioria absoluta. Estamos a falar de uma classe que vota e acredito que teve um efeito direto no resultado eleitoral”, acrescentou.

Face à reeleição dos socialistas, Maurício Brito comenta: “Não auguro nada de bom para os professores nos próximos quatro anos”.

“A municipalização está aí com toda a força e neste momento já se ouvem vozes a falar de uma nova reestruturação das carreiras. E tudo indica que essa será a nossa próxima luta”, preconiza o docente, adiantando que “o que se espera nos próximos anos será mais desinformação, mais meias-verdades e mais falácias de forma a conseguir, dizendo que é o melhor para o ensino, cortar na despesa”.

“Se com o congelamento do tempo de serviço perdemos mais de 40 mil euros em média cada professor, não sei quanto será com uma nova reestruturação. Mas a lógica será essa: economicista”, concluiu Maurício Brito.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/voto-util-contra-o-ps-mauricio-brito/

Ser professor é… construir castelos.

 

Ser professor é…
Construir castelos.
Não só castelos mágicos, belos e grandiosos.
Mas castelos fortes, com bases firmes.
Capazes de resistir ao tempo, às tempestades…
Às guerras e aos conflitos.

É ser capaz de enxergar longe.
Ver além do que se possa imaginar.
É sentir e esperar sempre…
Que tudo embora não seja perfeito.
Transforma-se em coisas belas,
Significantes e edificantes.

Ser professor é acalentar sonhos.
Realizar desejos, mostrar caminhos.
Partilhar alegrias…
Conviver com as tristezas.
Transformar planos em realidade.

É ver nas entrelinhas.
Buscar o que está lá no fundo guardado…
Trancado, acanhado e transformá-lo…
Em grandes conquistas e realizações.

O professor semeia e constrói um mundo…
De magia, beleza, sonhos e conhecimento.

Conceição Chaves

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/ser-professor-e-construir-castelos/

Precários da Educação no Polígrafo… toda a verdade.

Governo integrou precários durante uma manifestação?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/precarios-da-educacao-no-poligrafo-toda-a-verdade/

Listas Provisórias CAFE Timor Leste 2019/20

Publicam-se as listas provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar em Timor-Leste, em 2020.

 

Listas Provisórias de admissão e exclusão

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/listas-provisorias-cafe-timor-leste-2019-20/

De que se queixam os Professores? – Carlos Santos

 

2005. A quietude de um abafado final de tarde acompanhada pelo melodioso respirar das folhas das árvores ondulantes que ronronavam felizes às mãos do vento outonal, foi interrompida pelo anúncio da iminência do início de uma reunião sindical. No meio do ensurdecedor palavrear habitual em sala pejada de professores, lá me acantonei a um canto no meu mutismo, disposto a escutar. Sem surpresa, ninguém viu passar a estranha brisa arrepiante que se veio sentar entre nós, bem no meio da sala.

Sem se esmerar em desmesurada delicadeza para entreter o paladar, uma dirigente sindical atirou logo a bomba com estrondo para calar toda a gente – alertava para a chegada de um furacão cozinhado pela tutela para arrasar com o ensino e a vida das escolas, condimentado com professores que seriam cozidos em lume brando. Julgo que, naquele momento, não houve quem não tivesse considerado aquilo como um inverosímil e descabido alarmismo sindical, pois vivíamos dias de alguma paz laboral e não havia sequer sinal visível de tempestade no horizonte. As suas palavras caíram como chuva na água, afogadas entre os risos e o desinteresse de quem preferiu aproveitar o tempo para pôr a conversa em dia numa cavaqueira animada… até que a reunião lá acabou inevitavelmente por chegar ao fim e cada um, vencido pela fadiga, regressou indiferente para a sua vida deixando ficar para trás esquecido tudo aquilo que ali fora dito. Afinal, quem poderia imaginar que estaríamos ali perante o anúncio do início do fim dos dias tal como conhecêramos. Que parvoíce!

Mas, na verdade, a parvoíce não demorou muito a se tornar numa coisa séria. E assim foi. Contra todas as expectativas, cumpridas duas voltas do planeta azul ao astro-rei, no longínquo ano de 2007, diante do anúncio da chegada de um vendaval que não deixaria pedra sobre pedra, apanhados desprevenidos e desamparados, os professores não conseguiam entender como fora possível estarem numa situação aflitiva sem que os tivessem avisado. E eu também não era exceção, pois o que se avizinhava ultrapassava de longe a mais rocambolesca ficção.

Não creio que seja necessário lembrar que, de lá até aqui, a criatividade governativa para aniquilar a vida das escolas e dos professores, nunca mais teve um fim. Sumariamente fomos vendo perderem-se quase todos os direitos conquistados ao longo de tantos anos de luta por uma carreira e profissão dignas. O que perdemos foi mais do que alguém no seu perfeito juízo, naquele momento, poderia imaginar. Listar tudo, tornou-se tão impossível como doloroso.

-Congelaram as carreiras, reposicionando os professores em escalões mais abaixo com redução salarial, roubando-nos, além de 8 mil milhões de euros que nunca mais iremos ver – usados para pagar a salvação dos bancos e corrupção – também 6 anos e meio na progressão da carreira, em que estivemos a trabalhar, ficaram por ser contabilizados;

-Passaram a idade da reforma de 36 anos de serviço para os 67 anos de idade (66 e 5 meses atualmente) num incremento de quase 10 anos (aumento ainda maior no caso da monodocência);

-Empurraram trabalho letivo para a componente não-letiva, com sobrecarga de horas e de burocracia obrigando os professores a trabalhar mais do que o previsto no seu horário legal e empurrando uma quantidade insuportável de trabalho para dentro das suas casas e das vidas pessoais;

-A criação dos mega-agrupamentos propiciou o encerramento de milhares de escolas, desumanizando-as e fazendo aparecer os «horários-zero» que criaram instabilidade na vida dos professores e das escolas;

-Aumentaram do nº real de alunos por turma;

-Terminaram com a redução de horas letivas aos 40 e aos 45 anos de idade, devido ao desgaste profissional, ao abrigo do art.º 79;

-Aprovaram a municipalização do ensino com o iminente perigo de perda de direitos e de independência dos professores;

-Acabaram com a gestão democrática nas escolas eliminando praticamente a representatividade dos professores nos órgãos de decisão;

-Reduziram o nº de vagas a concurso, menosprezando os professores nas regras e na data de concorrer (muitas vezes em período de férias);

-Aumentaram as áreas de Zona Pedagógica separando muitas famílias;

-Criaram concursos cada vez mais injustos e demasiado espaçados no tempo, num país onde os criminosos são enviados para casa com pulseira eletrónica e os professores são condenados a cumprir penas de 4 anos longe das suas famílias;

-Acabaram com o par pedagógico em EVT e o desdobramento das turmas nas ciências, prejudicando a qualidade das aprendizagens e enviando milhares de docentes para o desemprego ou para a instabilidade profissional e pessoal;

-Retiraram a autoridade aos professores que se tornaram no elo mais fraco dentro das escolas;

-Orquestraram campanhas, altamente mediatizadas, para descredibilizar e humilhar a classe, virando a opinião pública contra os professores… e muito mais…

Mas desenganem-se se pensam que ficaram por aqui, pois há mais crueldade em apresto. Quem tem escutado as declarações dos loquazes líderes partidários e atentado às agendas ocultas dos partidos, encontra, na sua essência, propostas muito preocupantes:

-diminuição do número de professores, causando mais despedimentos;

-passagem, também, dos professores para a tutela das autarquias, tornando-nos meros funcionários camarários sujeitos a vínculos precários e não renováveis, sujeitos a todo o sistema de corrompimento, amiguismos, bufos e partidarite que invadirá as escolas e retirará independência, estabilidade e poder reivindicativo aos profissionais do ensino;

-desfiguração do Estatuto da Carreira Docente com a criação de apenas 3 ou 4 escalões promovendo, assim, baixos salários e a criação de mais obstáculos à progressão, evitando que os professores possam, sequer, almejar chegar ao topo da carreira;

-eliminação do estatuto de carreira especial, indexando-a à carreira geral da função pública;

-criação de mecanismos de avaliação sumária com constante prestação de provas, com o intuito, não de avaliar e criar rotinas de partilha e melhoria de conhecimentos e procedimentos pedagógicos, mas de penalizar os professores para que se sintam subjugados, intimidados e diminuídos, alimentando o propósito de dificultar ao máximo a progressão na carreira.

Já está na forja o golpe final a ser colocado nas entranhas das escolas, para aniquilar a profissão e a carreira dos professores e os silenciar de vez, criando um verdadeiro clima de terror, tornando-os submissos e ainda pior assalariados.

É incontornável não nos perguntarmos como permitimos que tudo isto acontecesse.

Como foi possível que um enorme grupo profissional não conseguisse reunir a força suficiente para travar este ataque?

Custa ter de ouvir e admitir uma verdade sem direito a adoçante, mas todos nós temos a nossa cota parte de culpa por tudo o que nos aconteceu.

De facto, não é preciso grande esforço para reconhecer que entre colegas nunca existiu a solidariedade profissional que se vê noutras classes profissionais. Entre quadros e contratados, QA e QZP, novos e velhos, entre grupos disciplinares, entre os diversos níveis de ensino, entre direções e os restantes colegas, sempre houve motivos para nos dividirmos propiciando que os governos pudessem reinar sobre uma amálgama de gente que se tornou numa presa fácil.

E no meio de estéreis disputas entre demasiados sindicatos, também não foram acautelados da melhor forma os interesses da classe e a tutela agradeceu.

Em todo o caso, a nossa culpa ainda consegue ir mais além. A ser fiável a recente sondagem do ComRegras feita no seio da classe, a qual revela que as intenções de voto pouco diferem do panorama nacional, fica exposta uma realidade desconcertante aos olhos de qualquer observador externo – algo de incongruente impossível de explicar. Os professores que, desde há anos, se lamentam pela falta de consideração dos governos que lhes aumentaram em muito a idade para a aposentação, os sobrecarregaram de trabalho e burocracia, pioraram em muito a estabilidade e a sua qualidade de vida, desconsideraram o seu tempo de serviço e atiraram sucessivamente o nome da profissão para a lama na praça pública desrespeitando e desprestigiando a classe, são os mesmos que agora demonstram a vontade de continuar nesta senda e voltar a dar o machado para as mãos dos seus carrascos.

O que pensar, então, de pessoas que se queixam de maus-tratos às mãos de alguém, mas que teimam em não sair do seu jugo?

Tomei a liberdade de supor que, ou há professores muito satisfeitos com o modo como tem evoluído a situação profissional da classe – os quais ainda não tive o prazer de conhecer – ou, então, há aqui algum género de sadomasoquismo digno de análise pericial.

De qualquer modo, há coisas que se podem resolver antes de se ter de partir para greves, manifestações, abaixo-assinados, pedidos de demissão de ministros e que permitem evitar que inevitavelmente se tenha de voltar a cair no habitual queixume. E uma dessas coisas acontece de 4 em 4 anos – chama-se «o poder do voto».

Toda esta situação delirante me leva a deduzir que os professores estão longe de serem vítimas da classe política que tão mal nos tem tratado. Antes pelo contrário, são cúmplices, pois são os docentes quem também os tem elegido ou, então, se deixado ficar pela inoperante abstenção. E faço notar que, aqueles professores que optam pela abstenção, escusam depois de se lamentar da sua sorte, uma vez que, ao se absterem, deixam-se ficar na mesma situação da qual contestam, ou deixam que outros façam a escolha por si (o que, olhando para tanta gente que vai votar sem saber sequer o nome dos partidos, dos políticos e muito menos os seus programas eleitorais, deixando-se persuadir por uma bandeirinha, chapéu, beijinho ou abraço, não me parece ser uma opção muito fiável). Já se sabe que a força de quem pretende chegar ao poder, foi sempre obtida com base no dogma da ignorância do povo facilmente manipulável.

Confesso que, contemplando o aparente agrado por parte dos professores que manifestam o desejo de promover a continuação de ações governativas contra a classe que se arrastam há bem mais do que uma década, considero curiosa a persistência dos seus lamentos nas redes sociais e em todas as escolas.

Com base na sondagem aos professores que parece pretenderem voltar a eleger os mesmos que os têm reprimido, como poderão os governos permitirem-se não ver nisso um incentivo para prosseguirem a mesma política de maus-tratos à classe docente?

Agora se percebe a atitude da classe política governativa e a sua falta de consideração e de respeito pelas populações e, em particular, pelos professores. Eles sabem que, independentemente da sua prestação, ora uns ora outros, no fim acabarão sempre por conseguir ficar no poleiro, com direito a todas as mordomias e ajudas de custo que nos são negadas a nós, professores. Assim se compreende que esteja na sua natureza fazerem promessas com cheiro a ranço, as quais nascem com um curto prazo de validade, condenadas a serem esquecidas logo depois da romaria às urnas terminar.

Bem sei que é mais fácil encher os horizontes com a novela, o futebol, uma imagem, um simples slogan ou parangonas, do que ter de percorrer este lençol de letras ou os programas dos partidos. Contudo, enquanto nestas duas semanas de mimos carnavalescos, o nobre povo corre em busca do paternalismo de falsos beijos e abraços adocicados com promessas para todos os gostos, para que não se tenha de apoquentar, os adoráveis distribuidores de rebuçados já se encarregaram de se preocupar por nós com o nosso futuro. Manter o controlo das mentes não é difícil, basta estar disposto a passar a mão pela cabeça de pessoas que, nestes dias, não se importam de serem tratadas como crianças.

2019. A quietude de um abafado final de tarde é acompanhada pelo melodioso respirar das folhas das árvores ondulantes que ronronam felizes às mãos do vento outonal. Sem surpresa, vejo-me rodeado de rostos desgastados e sem esperança, cheios de muitos «ontens» e poucos «amanhãs», os quais – uma vez mais – não veem passar a estranha brisa arrepiante que se veio sentar entre nós…

Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/de-que-se-quixam-os-professores-carlos-santos/

Até o reposicionamento 2,9,18 vai ser às pinguinhas…

 

Para quem tinha duvidas, a Nota Informativa n.º 12 / IGEFE / DGRH / 2019, veio com o esclarecimento, o reposicionamento vai acontecer de acordo com o disposto no n.º 8 do artigo 18.º da LOE de 2018 (cf. n.º 2 do artigo 16.º, LOE 2019). Ou seja, vão receber às pinguinhas…

Neste momento, quem for reposicionado receberá 75% da reposição e só a partir de 1 de dezembro passará a auferir pela totalidade o escalão alcançado.

Esta Nota Informativa também vem trazer luz à data a que retroage o reposicionamento. Estejam atentos para que depois não se queixarem. de certas interpretações de gente que não lê as notas informativas ou não as sabe interpretar.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/ate-o-reposicionamento-2918-vai-ser-as-pinguinhas/

PROCESSAMENTO / RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO / PESSOAL DOCENTE

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/NI_12_Nota-Informativa-Progressões_IGeFE_DGRH_VF_2019.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/processamento-recuperacao-do-tempo-de-servico-pessoal-docente/

Cruel precariedade, a vida dos técnicos especializados da educação – Cláudia Braga

 

Cruel precariedade, a vida dos técnicos especializados da educação

Os técnicos e as técnicas especializados da educação estão habituados e habituadas a injustiças: desde os concursos dúbios — onde 65% das condições são subjectivas e dependem de escola para escola e de júri para júri e 35% das mesmas, que poderiam ser objectivas, são interpretadas e tornam-se subjectivas — até ao abrir e fechar de vagas e a ter que mudar de escola para escola.

Terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, intérpretes de língua gestual portuguesa, animadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais, mediadores socioeducativos, entre outros: são tantos os profissionais que contribuem para a educação. Tantas formações que se requerem actualizadas, pagas pelos próprios, que se mantêm a exercer funções com vínculos precários.

Estes e estas profissionais têm dificuldades em saber o que são férias. Até ao ano lectivo 2016/2017 era a ansiedade de saber quando abririam os concursos, que tipo de portefólio iriam pedir, quantos portefólios teriam que fazer, a quantas vagas teriam que concorrer, que condições iriam impôr as escolas. A partir do ano lectivo 2017/2018 é a ansiedade sobre se os contratos serão ou não renovados, serão as candidaturas ao PREVPAP (Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública) analisadas em tempo útil, etc. Estes e estas profissionais são necessários nas escolas. São parte do sucesso escolar dos alunos e das alunas que dos seus apoios beneficiam. Ignorar as condições laborais destes e destas profissionais é ignorar o sucesso dos alunos e das alunas, o sucesso da inclusão, o sucesso da vida plena em sociedade.

…

A nota é clara: “Será autorizada a extensão dos vínculos dos contratos dos técnicos especializados que, tendo sido candidatos ao PREVPAP, não têm ainda a candidatura homologada, de modo a permanecerem nos seus postos de trabalho aquando do início do novo ano escolar, 2018/2019.” Porque não cumprem as direcções das escolas? Por que razões se diminuem e extinguem horários de técnicos e técnicas quando os alunos são os mesmos? Será o Decreto-lei nº 54/2018 de 6 de Julho a mostrar que o ideal é a contratação externa? Por que razão escolhem o colega A em deterioramento do colega B? Por que razão se substituem técnicos e técnicas por pessoal contratado por autarquias? Não querendo abusar da frase habitual, isto parece a “República das Bananas”. Ou serão os “Municípios das Bananas” a dar sinal de vida?

Há técnicas e técnicos especializados cujos contratos não sofrerão extensão contratual, mas nós não iremos parar. A prova é que, após a manifestação de 3 de Setembro, a situação das colegas de Leça foi revertida. Sabemos que temos razão. Sabemos que temos força. Somos cidadãos e cidadãs. Participamos. Fazemos a diferença. Estamos juntos até ao fim.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/cruel-precariedade-a-vida-dos-tecnicos-especializados-da-educacao-claudia-braga/

Dilemas de um Palestrante – Alfreto Leite

Reflexões de um Mundo Brilhante

Olhas.

Na plateia, à tua frente, muita gente.

Nunca chega a ser o número desejado. Queremos sempre mais. Maior adesão. É como em muitas reuniões de pais. Nunca vão todos, poucas vezes vão os que mais precisavam de ir. Não é?

Observas.

À tua frente uns novos, outros menos novos (evitei dizer velhos, não vão os polícias do politicamente correto me multarem). Momentos da vida diferentes. Parece uma turma do sétimo ano. Não há dois alunos iguais nas suas expectativas. Como não há duas pessoas iguais nas minhas plateias.

Observas melhor.

Alguns foram para a última fila do auditório. Com quem é que os alunos aprenderam? Ou serão velhos hábitos? Não se sabe onde começa a pescadinha de rabo na boca.

Convido a virem para a frente. Dizem que sou arrogante. Não convido. Dizem que sou distraído.

Toca um telemóvel. Era importante. Toca outro. Era muito importante.

Caramba! Desliguem os telemóveis! E, já agora, reflitam: há diferenças entre “importante” e “urgente”.

Falas simples. O complicado, deseja mais.

Falas complicado. O pragmático deseja menos. Usas exemplos. O filósofo diz que são “lugares comuns”. Emocionas-te. O frio, o gelado, diz que és teatral. Vais alternando, como se estivesses inspirado pelas inteligências múltiplas…

E as inteligências múltiplas terão base científica, ou só vieram complicar o trabalho do professor?

Será que consigo “dar uma aula” para cada aluno?

Vamos seguindo, sempre com uma bússola!

Claro que desejamos ser amados.

Claro que desejamos respeito. É humano. Mas temos que seguir com a nossa bússola. Com o nosso sonho. Com a nossa consciência.

Essa bússola vem da tríade “estudo – prática – auto-avaliação”.

Quanto mais forte for nesta tríade, mais pessoas conseguirei contactar.

O professor (bom) não vai agradar a todos. Até porque o resultado do seu trabalho, mede-se a longo prazo.

Para chegarmos a todos, não vamos agradar a todos.

Qual é a sua bússola?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/dilemas-de-um-palestrante-alfreto-leite/

Retificação à Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, Educação Inclusiva

Declaração de Retificação à Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, «Primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, que estabelece o regime jurídico da educação inclusiva»

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/retificacao-a-lei-n-o-116-2019-de-13-de-setembro-educacao-inclusiva/

Pelo EDUCARE: BE, CDS, PCP, PAN: O que prometem para a Educação

 

BE, CDS, PCP, PAN: O que prometem para a Educação

Partidos que têm assento parlamentar como BE e PCP, que fazem parte da solução governativa de esquerda, e CDS-PP e PAN, distintos nas suas propostas, convergem na valorização da classe docente nos seus programas eleitorais. Há, porém, ideias que não se tocam.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/pelo-educare-be-cds-pcp-pan-o-que-prometem-para-a-educacao/

Os abusos continuam com os horários dos professores de apoio…

 

Chegou-nos por email um horário um pouco estranho de um docente de apoio educativo a prestar serviço no 1.º Ciclo.

É deveras evidente que os intervalos deste docente são um pouco diferentes dos outros docentes sejam eles titulares de turma  ou professores de apoio de um outro Agrupamento de escola onde não se olhe apenas para o “umbiguismo”. Parece que ser Professor de apoio é ser Professor de segunda…

Fica para que analisem e digam de vossa justiça se encontram algo de estranho ou não…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/os-abusos-continuam-com-os-horarios-dos-professores-de-apoio/

Se fossem só as rendas…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/se-fossem-so-as-rendas/

Para lá da fumaça – Santana Castilho

Para lá da fumaça

Daqui a quatro dias, todos poderemos votar (sem que nos possamos candidatar) para eleger alguns que, maioritariamente, nem sequer conhecemos. Chamamos a esta liturgia, de certa menoridade política, eleições legislativas. Neste cenário, demasiados protagonistas comportam-se como as antigas máquinas do tempo do vinil: tocam a música escolhida por quem tiver a moedinha. Exemplo? A repercussão que teve, em plena campanha eleitoral, a iniciativa de António Guterres.

Se aos dezasseis anos uma jovem portuguesa deixasse de ir às aulas, ainda que para defender uma causa tão nobre como a que Greta Thunberg defende, que diríamos dos seus pais e das autoridades? Se uma jovem diagnosticada com síndrome de Asperger fosse submetida à exposição e à pressão emocional a que Greta Thunberg está continuadamente sujeita, que pensaríamos do dever social de protegermos os menores, sobretudo antecipando o efeito que o fim da fama (que obviamente acontecerá) provocará no seu conturbado equilíbrio psicológico? Por iniciativa própria ou usada por outros, é inegável que Greta Thunberg teve o mérito de mobilizar o mundo, como outros não conseguiram. Mas porque a sua causa é boa, devemos ficar infantilmente embasbacados ante a sua retórica totalitária e o seu discurso populista? Que pensar dos políticos que a aplaudiram, depois de terem sido insultados por ela?

É perturbador ver o ódio na cara de uma jovem de dezasseis anos, enquanto o mundo, ávido de circo e sedento de emoções, fica embevecido com as divagações comuns com que ela trata o problema mais complexo e global que nos assola, como se os grandes emissores de CO2 se comovessem com os seus apelos.

Não quero subestimar o problema climático para que tantas instituições científicas nos vêm alertando. Mas tão-pouco posso ignorar a intoxicação das nossas cabeças com soluções que ignoram a sua complexidade. Não quero subestimar a iniciativa meritória da ONU. Mas tão-pouco posso ignorar a displicência com que parece olhar para a tensão entre a Arábia Saudita e o Irão que, essa sim, se explodir, provocará um “aquecimento” fatal, antes que a Greta volte à escola.

Depois disto veio Tancos. E na campanha ficarão por debater, para lá da fumaça, tantos temas decisivos para o nosso viver próximo, entre outros: a dívida pública e a dívida dos privados; o domínio estrangeiro sobre os nossos sectores estratégicos; a política externa, num quadro em que as relações internacionais são cada vez mais relações económicas e Portugal é um país economicamente dependente do exterior; as relações com a comunidade de língua portuguesa; o impacto da organização do trabalho na vida familiar e desta no aumento da indisciplina na escola e da violência (física e psicológica) no relacionamento entre os jovens; o despovoamento e a desertificação do interior; o equilíbrio entre o turismo de massas e o direito de vivermos com tranquilidade na nossa terra.

A análise dos programas eleitorais e o decurso da campanha que os promove mostra que a Educação não é tema que preocupe prioritariamente os partidos políticos. Mais do que a pobreza e inadequação de muitas propostas, é preocupante sabermos que o vencedor fará delas doutrina, sem qualquer sentido de urgência para resolver os problemas do sistema de ensino. Porque os políticos continuam a não entender que o que se passa é um problema deles e não dos professores já que, por mais variáveis que a Escola possa controlar, boa parte do que nela acontece é corolário das condições sociais e emocionais em que os seus alunos vivem. Com efeito, seria imperioso que os políticos entendessem a natureza holística da educação dos jovens, juntando ao currículo académico apoios sociais, médicos e psicológicos, para que a Educação se tornasse o factor mais poderoso de promoção da qualidade de vida de cada ser. Mas os problemas têm passado de governo em governo sem que o maior, qual seja o separar o interesse da criança, enquanto indivíduo, do interesse e das solicitações da sociedade, enquanto forma de organização colectiva, seja considerado resolutamente e financiado adequadamente.

Com este pano de fundo, precisávamos de um ministro que olhasse a Educação de cima a baixo. Provavelmente engoliremos, calados, um que vai olhar o chefe de baixo para cima.

In “Público” de 2.10.19

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/para-la-da-fumaca-santana-castilho/

São raros os professores…

Reforma sem cortes para quem tem 60 anos e 40 de descontos

s trabalhadores do privado e os funcionários públicos podem reformar-se, a partir de hoje, aos 60 anos sem o corte de 14,7% do fator de sustentabilidade desde que tenham, nessa idade, pelo menos 40 anos de contribuições.

Em causa está uma norma do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) que prevê o fim do fator de sustentabilidade para os novos pensionistas da Segurança Social que reúnam a condição de, aos 60 anos, atingirem 40 anos de carreira enquanto durar essa idade.

Esta medida entrou em vigor em janeiro, porém nessa altura abrangia apenas quem tinha pelo menos 63 anos de idade, passando hoje a abranger as pessoas com 60 anos.

Outra das novidades, além da descida do limite de idade, é que o regime passa a abranger a partir de hoje os funcionários públicos cujas reformas são pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Até agora, o regime só estava disponível para os trabalhadores que descontam para a Segurança Social.

Na CGA, as novas regras aplicam-se aos pedidos de reforma pendentes, segundo o diploma.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sao-raros-os-professores/

Recrutamento de Professor de Português para Hudson, Massachusetts, EUA

As Escolas Públicas de Hudson estão à procura de um(a) professor(a) de Português dinâmico(a) e que inspire os alunos a aprender Português. O candidato deve ter um nível avançado de Português, conhecimento das culturas do mundo Português, e domínio de metodologias de instrução de língua estrangeira.

Candidatos sem visto de trabalho nos EUA têm obrigatoriamente de cumprir os seguintes requisitos:

– domínio da língua inglesa que lhes permita ter uma conversação com facilidade

– estar de momento a trabalhar a tempo inteiro com alunos entre os 9 e os 18 anos

– ter um mínimo de dois anos de experiência a trabalhar a tempo inteiro com alunos entre os 5 e os 18 anos

Candidatos interessados devem-se candidatar no website SchoolSpring.com:

Nota: Esta vaga está aberta a professores que NÃO tèm visto de trabalho nos EUA.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/recrutamento-de-professor-de-portugues-para-hudson-massachusetts-eua/

Plataforma do Reposicionamento dá erro involuntário ou voluntário?

 

Algo de estranho se passará com a plataforma do reposicionamento dos 2,9,18.

Um professor que, supostamente, teria subido a 01/06/2019 por ter o tempo de permanência no atual escalão e ainda lhe sobrar tempo desta tranche para o próximo. não sobe na data prevista. Sobe a 19/07/2019.

Será que a plataforma tem alguma forma mal introduzida? ou, mais uma vez os professores vão ser prejudicados?

Isto está-me a parecer estranho demais para ser uma coincidência…

Verifiquem bem aquilo com que concordam.

Trocando isto por miúdos, a reposição não está a retroagir a 1/06/2019, mas à data do final do processo de ADD.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/plataforma-do-reposicionamento-da-erro-involuntario-ou-voluntario/

Professor/a de Língua Portuguesa para Timor-Leste

 

Professor/a de Língua Portuguesa para Timor-Leste

A Coutinho, Neto & Orey no âmbito da sua atividade de recrutamento encontra-se a desenvolver um processo de seleção para o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (Camões, I.P.)

Prazo limite de candidatura: 13/10/2019

I – Enquadramento da ação

O Projeto PRO-Português, a implementar na República Democrática de Timor-Leste (RDTL), tem como objetivo global “contribuir para a consolidação do sistema educativo de Timor-Leste, através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do Ensino Não Superior” e, como objetivos específicos, “i) constituir uma Bolsa de Formadores Nacionais, a nível de Posto Administrativo, e consolidar as suas competências técnico-científicas, didático-pedagógicas e linguístico-comunicativas para ministrarem Cursos de Língua Portuguesa (Níveis A2, B1 e B2); ii) reforçar as competências linguístico-comunicativas em Língua Portuguesa de docentes de todos os níveis de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do Ensino Não Superior de Timor-Leste”.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/professor-a-de-lingua-portuguesa-para-timor-leste/

Quem está satisfeito? Que professor está satisfeito?

 

Acreditando no estudo que foi lançado a semana passada, a maioria dos professores encontram-se satisfeitos com o seu trabalho, mas 1/3 mudaria de profissão.

O estar satisfeito com o seu trabalho não quer dizer que estejam satisfeitos com a sua situação profissional. Para que isso aconteça, muito terá que mudar nos próximos tempos, muita injustiça terá de ser desfeita.

Como estão os professores a pensar lutar contra essas injustiças? Manifestando-se, na rua, nas redes sociais, nas escolas… Como estarão a pensar demonstrar essa insatisfação? Ficando em casa no sofá?

Eu sei que muitos professores não estão de acordo com as orientações dos sindicatos e as suas ações num passado próximo, Eles deveriam ter sido mais aguerridos, mais fortes, mais representativos da classe, mas quem elege as cabeças dos sindicatos também são os professores e se fugirmos aos sindicatos só estamos a ser compassivos com a nossa insatisfação no que a eles respeita.

Não querem apoiar as ações dos sindicatos. Não apoiem. arranjem maneira de os substituir como representantes dos professores. Não é possível? Eu também sei.

Não estão de acordo com as cabeças da manifestação? Não querem pegar em bandeirinhas? Não querem vestir as cores dos sindicatos?

Vistam-se de negro. Esperem pelo fim da “caravana” e sigam-na apoiando a vossa insatisfação a todos os níveis. Mas façam-no, não esperem que os outros lutem por vocês ou pelo que vocês querem. Vão, mas vão por vocês como individuo, como profissional, como professores… vão defender os vossos direitos.

Rui Emanuel

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/quem-esta-satisfeito-que-professor-esta-satisfeito/

Apoiem a Petição contra as ULTRAPASSAGENS, submetida no PE

Aqui há uns tempos publiquei aqui no blog uma petição submetida no Parlamento Europeu sobre as Ultrapassagens, Surpreende-me que não tenha ainda os milhares de apoiantes que foram ultrapassados, tanto pelos colegas que entraram depois de 2011 como os que estão a ser ultrapassados com o reposicionamento na carreira ao abrigo dos 2,9,18.

Depois queixam-se que os sindicatos é que não fazem nada. Será possível apoiar a Petição da colega Rute Sobral?

Fica o link e dados da petição, basta registar e apoiar. Não é difícil.

1.° Efetuar o registo na plataforma.

2.° Confirmar o registo no e-mail.

3.° Iniciar sessão com os dados do registo.

4.° Procurar a petição n.° 0235 do ano 2019.

5.° Apoiar a petição.

Número da petição: 0235/2019
Titulo: Petição n.º 0235/2019, apresentada por Rute Sobral, de nacionalidade portuguesa, sobre uma alegada discriminação dos professores em Portugal
Síntese da petição: A peticionária queixa-se de que as recentes alterações à legislação portuguesa criam discriminação entre professores, em especial no que diz respeito à progressão na carreira e à remuneração. Argumenta que esta situação permite, por exemplo, que professores com anos de experiência semelhantes ou mesmo menos anos de experiência sejam promovidos a melhores posições do que professores com mais anos de carreira, baseando-se apenas no tempo de acesso à profissão.
Nome: Rute Sobral
Data de admissibilidade:
Número de apoiantes: 259

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/apoiem-a-peticao-contra-as-ultrapassagens-submetida-no-pe/

RA Açores já agoniza com falta de professores

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/ra-acores-ja-agoniza-com-falta-de-professores/

Load more