O estado das progressões na carreira docente

 

Professores demoram a progredir na carreira

Os professores em Portugal são profissionais muito qualificados e estão envelhecidos, mas só 0,02% estão no topo de carreira, revela o mesmo relatório, que alerta para o longo tempo para se progredir.

“Em Portugal, o tempo para chegar ao topo da carreira é longo e a diferença entre a remuneração no topo de carreira e no início é muito significativa, quando comparado com outros países europeus”, refere o Estado da Educação 2018.

A carreira dos professores divide-se em dez escalões e, na maioria dos casos, cada escalão deveria equivaler a quatro anos de serviço. No entanto, os professores do 3.º escalão, por exemplo, têm em média 22,6 anos de serviço e mais de 48 anos de idade.

No topo da carreira estão “apenas 0,02% dos docentes (…) e têm em média 61,4 anos de idade e 39 anos de tempo de serviço”, indica o relatório. O congelamento prolongado das carreiras e a não recuperação da totalidade do tempo de serviço são as razões apontadas pela CNE para esta situação.

A contagem integral do tempo de serviço é uma das grandes reivindicações que os sindicatos que têm prometido não deixar morrer, depois de ter provocado uma crise política na anterior legislatura, mas sem o resultado obtido pelos docentes.

Em 2017/2018, havia menos de 150 mil professores do ensino obrigatório, ou seja, houve uma redução de mais de 30 mil apenas numa década. O relatório mostra que aconteceu um decréscimo em todos os níveis e ciclos de educação e ensino.

Também tem vindo a diminuir o número de alunos nas escolas e este ano várias notícias deram conta da falta de docentes nas escolas. Para a presidente da CNE, neste momento não faltam docentes mas é preciso fazer “um planeamento para a vaga de aposentações que se aproxima e a baixa procura de cursos de formação de professores”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/11/o-estado-das-progressoes-na-carreira-docente/

3 comentários

    • Pedro Besteiro on 27 de Novembro de 2019 at 22:01
    • Responder

    As notícias são sempre as mesmas!
    Alguém se lembra daqueles que tendo 35 anos de serviço e está no quarto escalão?
    Fazem o mesmo que todos os outros. Tudo! Mas são bacharéis!
    A própria classe esquece elementos seus!

    • cel on 27 de Novembro de 2019 at 22:23
    • Responder

    Tenho 29 anos de serviço – na educação- e 58 de idade.
    Também estou no 4º escalão, como se tivesse 16 anos de serviço…
    (Vergonha para as “mentes brilhantes”do min edu. e do min fin.)
    Subi para o escalão em 2009, mas as notas informativas e as FAQ nunca se referem aos docentes nestas situações!!!.

    • Alexandra Almeida on 28 de Novembro de 2019 at 23:06
    • Responder

    Por que será preciso fazer “um planeamento para a vaga de aposentações que se aproxima e a baixa procura de cursos de formação de professores”?
    Deixa-me adivinhar…
    Porque os docentes estão velhos, muitos terão de trabalhar para além dos 67 anos… e dentro de 2 ou 3 anos saem do ativo.
    Porque com os maus-tratos que a tutela dá aos professores, poucos jovens decidem seguir a docência.
    Então e se o Ministério repusesse a contagem integral do nosso tempo de serviço, e se desse condições aliciantes aos jovens professores? Se calhar resolveria o problema da “baixa procura de cursos de formação de professores”. Pois… mas estão à espera de milagres…

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading