Prevêem-se três cenários possíveis para a seleção e recrutamento de docentes

Prevêem-se três cenários possíveis para a seleção e recrutamento de docentes

 

A caracterização da situação dos docentes em Portugal, o atual modelo de seleção e recrutamento destes profissionais e os diferentes modelos usados em países europeus foram o quadro de referência para a definição de três cenários ou modelos que poderão ser considerados neste domínio. Para cada um desses cenários apontam-se os eventuais benefícios e riscos, bem como os desafios que se colocam à respetiva concretização.

O Cenário A corresponde, genericamente, ao modelo vigente em Portugal. Este cenário caracteriza-se por recrutar com base numa lista graduada, por ser inteiramente definido e processado a nível central para todo o Continente, não permitindo o conhecimento do perfil dos candidatos.
O Cenário B recolhe inspiração nos sistemas adotados em outros países e caracteriza-se por uma maior aproximação ao contexto em que os candidatos poderão vir a exercer funções. Permite selecionar com base num melhor conhecimento do perfil dos candidatos e recrutar os que melhor se adequam aos projetos educativos municipais e dos agrupamentos de escolas.
O Cenário C, também inspirado em sistemas de outros países, aponta para uma seleção dos candidatos ao nível do agrupamento/escola, com recurso a instrumentos e critérios diversificados, de modo a contratar os que melhor se adequam ao contexto e ao projeto educativo que se pretende desenvolver.

Embora se apresentem como alternativos, entre cada um destes cenários existe a possibilidade de adoção de facetas de uns e de outros, criando novas combinatórias. Essa diversidade aumenta o número de opções possíveis e permite perspetivar mudanças de carácter gradual, devidamente acompanhadas e monitorizadas.

 

Página 14 do Estudo do CNE

 

A explicação dos cenários são apresentados a partir da página 119 com os benefícios potenciais, os riscos potenciais e os desafios à concretização e termina assim na página 125.

 

Independentemente dos cenários descritos, qualquer modelo de seleção e recrutamento de docentes, a considerar, deveria acautelar a permanente mudança de escola por parte dos professores e a desadequação do perfil dos selecionados às necessidades da escola.
A estabilidade do corpo docente permite melhorar o conhecimento do meio, das populações e dos recursos, consolidar nas escolas equipas e projetos e criar o “sentido de pertença” a uma comunidade educativa e uma cultura de escola. Tudo isto facilitará o desenvolvimento profissional dos docentes em função das necessidades do contexto e do cumprimento de objetivos de sucesso e de satisfação.
Qualquer mudança em matéria de seleção e recrutamento deverá ser implementada de modo experimental, possibilitando assim avaliar os riscos e encontrar soluções para os desafios da sua implementação.

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28 comentários

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    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 24 de Novembro de 2019 at 20:11
    • Responder

    Isto não vai acabar bem! Cheira – me a esturro.

    • Paulo Anjo Santos on 24 de Novembro de 2019 at 21:04
    • Responder

    Eu sempre tive algumas reservas em relação à autonomia de escolas ou autarquias na contratação de professores, mesmo defendendo que em teoria seria o modelo de longe mais adequado, mas em Portugal estamos longe de ter o civismo necessário para o implementar… pode ser que com algumas limitações ou travões a coisa possa arrancar! Acho que como está não serve, não sei é se ficará realmente melhor se mudarem!

    • Phosga-se! on 24 de Novembro de 2019 at 21:29
    • Responder

    Então, claro que ficará melhor, com os “selecionadores” a receberem comissões pelas seleções. Assim em modo empresários do futebol….
    Neste país é urgente acabar com toda a transparência. É só investigar a ADD…

      • Paulo Anjo Santos on 24 de Novembro de 2019 at 21:53
      • Responder

      És bem capaz de ter razão, eu tenho tendência a pensar que as novas regações vão sendo menos corruptas e aos poucos vamos mudando… mas não me admirará muito que esteja enganado!

        • Vanda Maria de Bragança Serrão on 26 de Novembro de 2019 at 5:24
        • Responder

        Sim como não sabem ler nem escrever, vão viver na ignorância.
        Vão ser os novos cordeirinhos que vão crescer e transformar – se em tímidas ovelhas
        😹😹😹😹😹

    • Luís Neves on 24 de Novembro de 2019 at 21:55
    • Responder

    Num país onde já se esperimentou as bolsas de recrutamento com critérios feitos por medidas.. havendo ultrassagens. Continuam a tentar o mesmo mesmo modelo de de padrinhos..opção b e c. Encapotado agora por projetos educativos.. Despesando o sacrifício feito por muitos profissionais altamente qualificados que aceitaram lecionar longe de familias para ganharem tempo de serviço com salários mínimos . MAIS UMA VEZ Estão A TENTAR…. METER UNS POR CUNHA. Quando as listas acabarem.. Contratem como quiserem. Não inventem desculpas… Aumentem o salário e o respeito que a profissão merece e não haverá falta de bons profissionais que são reconhecidos e respeitados por todo o mundo por onde trabalham.

      • Luluzinha on 25 de Novembro de 2019 at 22:36
      • Responder

      “Esperimentou”???? O que é isto? Meu Deus!

    • Tiago Brás on 24 de Novembro de 2019 at 22:47
    • Responder

    Claro que da CNE sairía algo deste tipo… Depois de termos tido a BCE com critérios manhosos feitos à medida e com os resultados desastrosos que se viram insistir neste caminho seria pura burrice. É possível que queiram dar mais poder aos colegas e autarcas políticos, mas seria caótico para a vida dos professores.

    • Raju on 24 de Novembro de 2019 at 22:57
    • Responder

    Cruzes canhoto…ressuscitar a BCE??? As escolas e/ou as autarquias a contratar? Viva a cunha…

      • Matilde on 25 de Novembro de 2019 at 13:13
      • Responder

      Exacto Raju,legalizar a cunha novamente…Bolas…tanta gente que ficou no desemprego injustamente…agora têm o retorno:falta de professores que aceitem os horários!É merecida esta crise com que algumas escolas de se deparam…

    • Xibanga de Murça on 24 de Novembro de 2019 at 23:38
    • Responder

    DUVIDO QUE CONSIGAM FAZER ESTAS IDEIAS FEDORENTAS COM O PESSOAL DOS QUADROS.

    MAIS UMA VEZ SERÃO OS CONTRATADOS A SERVIR DE COBAIAS PARA O ESTERCO.

    • Fartinho da Silva on 25 de Novembro de 2019 at 0:19
    • Responder

    Nada melhor de que , sonho certamente,… dizia, nada melhor quer ter autarcas e directores a colocar a bolinha vermelha e verde da colocação de professores… Já sonhava com isto há anos… Com a clarividência , sabedoria imparcialidade, de uns e outros a educacão nacional será um paraíso. Obrigado CNE!

    • Já cheira mal! on 25 de Novembro de 2019 at 9:15
    • Responder

    O tempo que esta gente perde a abrir portas (isto é, criar a legislação específica que permita) “jobs for the boys” melhor ocupasse tempo a abrir as vagas reais que permitissem aos docentes a estabilidade em quadros de escola ou a dignificar e respeitar a profissão docente e a pôr termo à violência e falta de respeito e valores que cresce nas escolas.

    O concurso deve continuar centralizado e com critérios claros. Se há profissionais com grande capacidade de adaptação às realidades são os profs.

    As câmaras melhor se dedicassem à recuperação de casas que permitisse o alojamento a preços decentes aos professores que se disponibilizam a afastarem-se de suas casas para trabalharem e ajudarem na educação de crianças e jovens.

    Já chega a pouca vergonha que foi a BCE bem como a porcaria de concursos extras criados desde 2013.

    • Mais uma batotice! on 25 de Novembro de 2019 at 9:38
    • Responder

    O que eles querem é adiar a efetivação em massa que aí vem com a falta de professores e reformas às centenas!
    Melhor deixar as coisas como estão. Sem ambiguidades, cada um progride ao seu ritmo e sabe com o que conta.

      • Pardal on 25 de Novembro de 2019 at 12:52
      • Responder


      “…adiar a efetivação em massa que aí vem com a falta de professores e reformas às centenas”….

      O meu caro amigo não leu o Estudo ou é Míope.

      Meu caro neste momento e no futuro a 10 anos existem e continuarão a existir EXCESSO DE PROFESSORES.

      Atendendo à evolução da demografia e, em particular, da Natalidade a necessidade de professores vão ser drasticamente reduzidas. Neste momento temos 30.000 Desgraçados nas Bolsas de Recrutamento, isto é, professores que andam a tentar a sua sorte. Temos também, Milhares de “professores” desempregados e, outros, que andam a desempenhar tarefas em Callcenter, caixas de supermercado, empregadas de balcão….Temos também um conjunto de ESEs, Tascas Privadas (PIAGETs e quejandos …) a despejar anualmente milhares de educadoras, professoras primárias, professores de educação física/ginástica….

      Atendendo a esta abundância de mão-de-obra podem sair para a aposentação milhares de professores que o Desemprego de Professores vai-se manter por várias décadas.

      Há falta é de Médicos. Não baralhem alhos com bugalhos.

        • Caça Pardais on 25 de Novembro de 2019 at 14:59
        • Responder

        Pois Pardalito… cursos bons são os ”sacados” pelo seu ex-patrão, o tal que tem cofres cheios de milhões, e acabou o seu curso numa universidade prestigiadíssima ; ou se quiser, porque não sei se o Pardalinho é um franco-atirador, também lhe sirvo a bandeja do dr. Passos Coelho que, como se sabe, também se licenciou numa Universidade de grandes pergaminhos!!! Continue que avença também tinirá ao fim do mês, você é esforçado!!!

        • Raju on 25 de Novembro de 2019 at 17:00
        • Responder

        Não mereces resposta, mereces desprezo, mas tenho uma pergunta para te fazer. Os licenciados que trabalham em supermercados, como empregados de balcão ou em callcenter, são todos professores?? Não há nesses postos de trabalho pessoas licenciadas noutras áreas? Outra coisa, não é vergonha nem falta de prestígio ou inteligência trabalhar numa área diferente daquela para que se tem formação académica, aliás, quem não faz parte dos “boys da politiquice” tem de trabalhar para pagar as contas. Vergonhoso é andar, constantemente, a tentar fazer os outros burros, atirando-lhes areia para os olhos.

          • Pardal on 25 de Novembro de 2019 at 20:51


          Caro Rajado

          O que eu referi ilustra a não existência de qualquer falta de professores. Pelo contrário, estamos e estaremos perante EXCESSO DE PROFESSORES.

          Anda por aqui muito boa gente que vê o mundo cor de rosa em que há uma suposta carência de zecos, coisa que está muito longe de se verificar.

          Leiam o estudo todo e rapidamente ficam a perceber aquilo que escrevi.

          Cumprimentos Rajado.

        • Paulo Anjo Santos on 25 de Novembro de 2019 at 23:19
        • Responder

        Continuas a demonstrar uma falta de respeito desmesurada pos pessoas que fazem bem mais que tu pelo país! E diz-me lá, palhaço (sem ofença para os palhaços), onde é que estão 30 mil nas listas?! Neste momento já nem 5 mil lá deve haver….
        Eu nem discuto mais contigo se há professores a mais ou a menos… apenas te pergunto se não há milhares de alunos sem aulas por falta de professor, por falta de um único que queira aquele lugar? E não vale a pena falares de horários com poucas horas, há muitos completos ou perto disso…

        PS: se me chamas «desgraçado» e outras coisas, arrogo-me ao direito de te chamar o que bem entender!

          • Caça pardais on 26 de Novembro de 2019 at 2:02

          É simples… o Pardal é simplesmente um palerma, e frustrado por sinal.
          Só tenho pena é dos, como ele lhes chama, Zecos terem perdido tempo a dar formação a ele e aos amigos inúteis.
          Como ele é uma nulidade enquanto pessoa e profissional vem para aqui dizer mal de tudo e todos. Deve ser para tentar se sentir importante.
          Caro Pardal, só para ti… os ditos Zecos estarão sempre acima da influência de um qualquer palerma.

    • dracnhas on 25 de Novembro de 2019 at 11:25
    • Responder

    Cunhas! venham elas com cada “contexto” a poder selecionar “os seus” docentes! CUNHAS!

    • Silva on 25 de Novembro de 2019 at 12:53
    • Responder

    Em Portugal se os professores forem colocados pelas escolas ou pelas escola infelizmente será a cunha , o compadrio e o caciquismo a reinar. Um Portugal nas autarquias e escolas não se valoriza a competência valoriza-se o compadrio e a cunha.

      • Silva on 25 de Novembro de 2019 at 16:12
      • Responder

      Em Portugal se os professores forem colocados pelas escolas ou pelas câmaras municipais, infelizmente será a cunha , o compadrio e o caciquismo a reinar. Um Portugal nas autarquias e escolas não se valoriza a competência valoriza-se o compadrio e a cunha.

    • Rui Filipe on 25 de Novembro de 2019 at 13:43
    • Responder

    Não é por acaso que se começa a falar muito de regionalização.
    Logo que possa qq. governo PS ou PSD ou com o acordo a dois, a Educação / professores, passará para as autarquias.
    Vivam os novos proletários!

    • TM on 25 de Novembro de 2019 at 14:10
    • Responder

    Querem cunhas??? Deixem-se disso!

    • Luluzinha on 25 de Novembro de 2019 at 22:46
    • Responder

    Um dos cenários soa horrivelmente a BCE: a maior e mais injusta aberração concursal implementada de que tenho memória!

    • Lili on 26 de Novembro de 2019 at 11:51
    • Responder

    Como não conseguiram impor a prova de acesso estiveram a pensar noutra forma de destruir o sistema e vão precisamente atacar pela forma de recrutamento. Sistemas pensado por corruptos têm como Objectivo: corromper individualmente o individuo, abrir as portas à corrupção e ao conflito, destruir, complicar, subornar, dividir para reinar, baixar ordenados e entregar às Câmaras Municipais a contratação e possivelmente privatizar o ensino. Assim libertam se dos profs pensando eles que não serão mais penalizados nas eleições. Um plano dos judeus sionistas que está a ser aplicado a tudo o que mexe. Vem vindos ao PS(D).

    • E é assim... on 26 de Novembro de 2019 at 18:42
    • Responder

    Uma vergonha, até ser colocado aqui em jeito de solução. Claro que os colegas que estejam efetivos até vão achar “porreiro” por forma a ter como colega aquele amigo que (para eles) é muito bom ou o ex-aluno, qual seguidor do messias. Já no que concerne às direções será ótimo. Assim poder-se-á contratar uma miúda gira ou aquele “pão” da coca-cola light 😀 conforme o gênero das chefias! Enfim. Mais uma vez, mudar as regras a meio do jogo. Não admira que cada vez menos jovens queiram seguir esta carreira, ou lá o que é!

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