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Out 19 2019
Tornou-se normal o insulto, a cotovelada, o aperto a pescoços, a palmada na nuca… entre alunos. Bater num par é banal, quanto tempo para banalizar a violência a outros frequentadores das escolas?
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Out 19 2019
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/untitled.pdf”]
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Out 18 2019
Gerir recursos humanos que não existem não é fácil, a solução encontrada neste agrupamento de escolas foi fechar em escolas em sistema rotativo. Hoje fecho eu, amanhã fechas tu, depois fecha ele…
O problema da falta de funcionários tarda em ter resolução. O nosso ministério ainda não está com a “cabeça completa” (ainda só apareceu a face “bonita), logo não consegue ter uma ideia tão simples como criar bolsas de Assistentes Operacionais, nos IEFP’s, para substituição dos que faltam por doença. É claro que a legislação não obriga ninguém a aceitar, de imediato, uma situação destas, mas a candidatura a essa bolsa não seria obrigatória. Entretanto, faltam Assistentes Operacionais que por vicissitudes do sistema de concurso de 1100 ainda não foram contratados e por atestados médicos em virtude desta classe, também, ser afetada pelo avanço da idade.

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Out 18 2019
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 21 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 22 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Out 18 2019
O Ministério da Educação não tem “reporte de situações anómalas”, ou seja, não sabe do que se passa.
A Associação de Diretores diz que o problema está nas rendas altas?
As Associações de Pais dizem que este ano os professores foram colocados mais cedo e que, por isso mesmo, não contava que já houvesse escassez de professores.
Leio isto e retiro três conclusões óbvias:
1 – A política de colocação do pessoal docente implementada por este Governo no início de mandato (a mais centralizada de sempre) nada tem a ver com isto.
2 – A política de desvalorização e rebaixamento da classe docente, iniciada com Sócrates e mantida pelo último Governo, responsável pelo afastamento de muitos professores para outras profissões e responsável pela fuga de muitos jovens dos cursos via ensino, também nada tem a ver com a atual falta de professores.
3 – A política do congelamento, dos baixos salários e da falta de condições de trabalho, em alguns casos, fala de segurança, nada têm a ver com isto.
Esperemos então que as rendas baixem e que os professores sejam colocados em janeiro. Nessa altura, não faltarão professores.
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Out 17 2019
Sendo este um tema na ordem do dia, mas ante o silêncio explícito de quem pode atuar e mudar o sistema, pareceu-nos pertinente partilhar os procedimentos adequados para que possam ter uma atuação rápida, ainda que sirva para absolutamente… nada.
A profissão de professor é claramente de risco, se a escolheu, problema seu, assuma algum sadomasoquismo: optou por uma profissão sem reconhecimento, sem medicina do trabalho, sem seguro que proteja a sua integridade física e psicológica. Quando apanhar por tabela, lembre-se que, sem “estragos físicos” visíveis, as ocorrências são facilmente desvalorizadas:
1) Dirija-se ao hospital público mais próximo, levando consigo o Boletim de acompanhamento médico que deve solicitar na secretaria (se já não tiver língua ou dentes, escreva num papel, se já não tiver dedos, jogue ao “adivinha o que quero” com a funcionária da secretaria. Para prevenir, ande com um documento destes na carteira com o cabeçalho já preenchido, saque-o aqui: http://www.sgmf.pt/servi%C3%A7os/acidentes-de-trabalho/formul%C3%A1rios/)
2) Faça participação escrita da ocorrência anexando fotografias dos danos físicos e entregue na secretaria solicitando cópia autenticada. Se não houver danos físicos, por favor procure a escadaria mais próxima, atire-se dela abaixo e confirme que ficou com nódoas negras. Se não resultar repita ou bata com a cabeça na parede várias vezes, também pode ser uma alternativa. Caso seja professor, pode sempre entalar os testículos numa porta. Nestes últimos casos, assegure que o faz sem testemunhas e ateste com a vida as nódoas negras como fruto de pontapés do agressor. Lembre-se: sem hematomas, tudo se complica.
3) Preencha na secretaria o requerimento referente a “acidente em serviço”. Vão demovê-lo de o fazer porque as cópias são caras. Dê-lhes ouvidos porque preencher esta folha vai-lhe mesmo sair caro.
4) Se tiver a certeza que se quer aborrecer mais, faça queixa junto da PSP com toda a documentação anexa, antecipando que o encarregado de educação o vai acusar de ter alienado o educando e de o ter maltratado para a vida. As custas de tribunal vão sair-lhe do bolso, aproveite logo para dizer adeus a vários subsídios de férias para advogado, outros tantos para as custas do tribunal e mais uns trocados para pagar as injúrias que proferiu contra o EE. Quando se reformar, vai andar a mendigar na rua.
5) A legislação de apoio está aqui: https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/107738386/201412310000/73449404/diploma/indice, mas cada um sabe de si e a maior parte anda caladinha porque tem vergonha e é mais rápido pedir ao médico de família uns drunfos. Beba álcool nos intervalos das aulas para aguentar as ofensas com menor clareza de espírito e lhe doer menos. Sempre sai mais barato.
6) Tem de cumprir tudo isto em 48 horas. Se as equimoses só aparecerem depois, tempos pena, já passou o prazo.
Assim é a realidade da profissão docente. Saem notícias todos os dias, o sofrimento atroz é calado e quem assume o seu papel de vítima acaba enredado num sofrimento burocrático acrescido e que redunda em quase nada.
Recomeça o ciclo governativo, mantém-se o silêncio sobre a violência contra os professores. Não há vergonha, nem empatia que nos valha. Como classe, que estamos a fazer para nos proteger e proteger os nossos pares? Como país, o que estamos a fazer com a nossa educação? Se há razão para termos voz e sairmos à rua, ei-la.
Professores sofridos, erguei-vos e lutai pelo direito à vossa integridade psicológica e física! Ganhai voz! Tornai pública e explícita a vossa dor.
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Out 17 2019
Contata que os professores portugueses não tiveram nenhum aumento de salário. Mas os dados apresentados, também, não levam em conta o tempo congelado que não foi contabilizado pelo governo para a carreira docente a milhares de professores, assim como, não faz menção aos travões da carreira para acesso aos 5.º e 7.º escalões.
Embora seja um estudo a ter em conta em termos de comparação não apresenta os dados reais da carreira docente.
Podem consultar e tirar as vossas conclusões.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/10/Teacher_and_School_Head_Salaries.pdf”]
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Out 16 2019
Educación busca profesores de varias especialidades deficitarias
Según confirman desde la Consejería de Educación y Empleo, todavía no hay ninguna lista de interinos totalmente agotada, pero «sí es cierto que hay algunas especialidades que cuentan con pocas personas en listas de espera». De momento, no especifica cuáles están en esta situación deficitaria: «Aún se sigue estudiando de cuántas especialidades se va a sacar anuncio», apuntan desde la adminsitración. No obstante, confirma dos ya seguras: Instalaciones Electrotécnicas y de Mantenimiento de Vehículos.
Los problemas están sobre todo en algunas especialidades de Formación Profesional, aunque también en otras de Secundaria. Según los datos que avanzó la consejería en la reunión del pasado viernes, hay siete bolsas extraordinarias deficitarias: Alemán (con solo tres personas en lista), Italiano (1), Mantenimiento de Vehículos (1), Sistemas y apliaciones informáticas (5), Dirección escénica (1) y Portugués (14). Y al menos una lista ordinaria bajo mínimos: Educación Física (con 8 interinos).
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Out 16 2019
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Out 16 2019
Tiago Brandão foi reconduzido por António Costa, como ministro da educação. Admito que se tire uma leitura conclusiva: é uma afronta aos professores.
Bem, se projetarmos como ponto de partida, para os próximos quatro anos, um quadro de afronta institucional teremos, inevitavelmente, quatro anos de grande turbulência na educação e mais um braço de ferro entre professores e o ministério da educação. Pessoalmente não fulanizo as políticas, mas preocupam-me sim as políticas que o novo governo poderá trazer para esta nova legislatura, na área da educação.
Penso que se deve partir com apreensão sim, mas, sobretudo, com uma redobrada disponibilidade para resolver os problemas que ensombram a educação em Portugal, tais como, pugnar por uma carreira docente mais atrativa e melhor remunerada, um regime de colocação de professores focalizado na estabilidade do corpo docente às escolas associado a incentivos, medidas que rejuvenesçam o atual corpo docente, medidas legislativas que melhorem as condições de aposentação dos educadores e professores, medidas que melhorem as condições de trabalho e o peso das diferentes componentes do horário de trabalho dos docentes e que estas permitam, também, uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida familiar dos educadores e professores.
Colocadas estas questões no dossier negocial virá o tempo para aferir se há ou não uma nova atitude política de Tiago Brandão e do Governo para resolver estes problemas que sendo ligados à condição docente são, no entanto, problemas de fundo que exigem resolução com impacto na melhoria do nosso sistema educativo.
Há, no entanto, outras preocupações tão importantes como as que atrás referi e que exigem do novo ministério da educação proatividade para reformar aspetos do nosso sistema de ensino e da própria escola em particular. Aspetos que se centram na necessidade da escola atrair e motivar mais os alunos e que esta seja um verdadeiro centro de inovação e criatividade pedagógica conferindo-lhe para tal maior autonomia e meios para a exercer e livrando-a das amarras do brutal sistema burocrático do poder central e da administração educativa. Aspetos que urgem serem resolvidos e que se prendem com os alunos que não querem estar na escola, não querem aprender, não querem estudar e, tão só, estão para criar ambientes de violência e indisciplina nos espaços escolares.
Em síntese o que realmente me interessa são as políticas para a educação que poderão ser postas em discussão na próxima legislatura e não as pessoas que possam estar a desempenhar este ou aquele cargo da governação política.
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Out 15 2019
Saiu da pasta da educação, mas não vai deixar os professores em paz.
Alexandra Leitão, na sua nova pasta será a responsável pela negociação da nova carreira docente. Como ministra Modernização do Estado e da Administração Pública terá a seu cargo a delicada tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só.
Será com ela que os sindicatos terão que negociar a já esperada alteração da carreira docente.
(Ainda se lembram da proposta do Arlindo? Verão que não era tão má como julgaram ser quando ele a publicou. Esperem por bem pior.)
Alexandra Leitão: da frente de batalha na Educação a negociadora para a Função Pública
Agora, vai ter nas mãos a tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só. Trata-se da primeira vez, desde 2002, que o dossier da Administração Pública sai das Finanças, ganhando um ministério autónomo.
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Out 15 2019
Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ao Vereador da Educação e dos Direitos Sociais
Lisboa, 14 de outubro 2019
Caro Dr. Fernando Medina,
Caro Dr. Manuel Grilo,
Em representação dos pais da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos, e de tantos pais de outras escolas, dirigimos-lhe um pedido para que intervenha em prol das crianças do concelho.
A autarquia está com certeza a par do problema que se tem vindo a verificar nas escolas do país com a dificuldade de colocação de professores. Não se trata de um problema novo, contudo, este ano, o mesmo tem-se vindo a agudizar, nomeadamente em concelhos em que o preço do arrendamento se tornou incomportável para professores deslocados e, muitas vezes, sem horários completos.
Temos consciência que se trata de um problema complexo, cuja resolução de longo prazo não temos a pretensão de apresentar e que só será possível alcançar através de uma abordagem holística sobre o sistema de colocação de professores nas escolas. Contudo, no muito curto prazo parece-nos fundamental implementar medidas que ajudem a estancar o problema. O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens.
Assim, apelamos à iniciativa rápida e decidida da Câmara Municipal de Lisboa. Não sendo responsável pela colocação de professores, o município não é alheio ao preço do arrendamento na cidade e pode colocar à disposição soluções que mitiguem este problema no muito curto prazo. Seja através da disponibilização de quartos ou casas, seja através da atribuição de um apoio financeiro a professores deslocados sem horário completo, urge tomar medidas na defesa dos direitos dos alunos e alunas do nosso concelho, tal como aconteceu em concelhos limítrofes da cidade.
Estamos certos que os mais novos poderão contar com o apoio da autarquia onde vivem para encontrar soluções. Não os deixemos à sorte de um concurso de colocações de professores que há muito deixou de ter o apoio de quem quer que fosse e que se demonstra urgente ver alterado.
Agradecidos pela atenção, ficamos a aguardar medidas concretas para a vida destes pequenos
lisboetas!
Associação de Pais da Escola EB 2,3 Delfim Santos
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Out 15 2019
Os primeiros sinais já apareceram no nosso país. A continuar assim não tardará muito para que esta seja a nossa realidade.
Professores estão a morar em barracas, carros e comendo em bancos alimentares, à medida que o número de profissionais que procuram apoio financeiro vital aumenta, alertou uma instituição de caridade.
Centenas de professores e funcionários de apoio correm o risco de perder a casa ou de não poder pagar a renda, de acordo com a Education Support Partnership, uma instituição de caridade que fornece subsídios de emergência.
O número de professores que solicitam doações em dinheiro para caridade da caridade aumentou 67% entre 2016 e 2018 – e a caridade espera que os pedidos atinjam um recorde este ano.
Os sindicatos da educação dizem que um declínio em termos reais dos salários dos professores, no momento em que os custos de moradia e assistência à infância aumentaram, é o responsável pelo crescente número de profissionais da educação que procuram ajuda.
Uma professora, que recentemente solicitou apoio financeiro para um depósito de arrendamento à instituição de caridade, morava numa barraca de uma amiga com a filha, pois não conseguia encontrar um lugar acessível para morar.
Os números disponíveis para este ano, até agora – recebidos nos nove meses entre janeiro e setembro – já estão em 648.
Sharon, que se mudou da Espanha para começar um trabalho temporário em uma escola em Dorset, não tinha dinheiro para fazer um depósito, então morou na barraca de uma amiga, com a filha de 10 anos, durante sete meses.
“Eu não tinha dinheiro nem poupanças e não tinha móveis. Eu não tinha um depósito disponível para arrendar. Foi horrível”, disse ao The Independent.
Ela acrescentou: “Estava frio. Eu não sabia cozinhar e lavar era bastante difícil. Ter que fazer coisas básicas era realmente desafiador.
Richard Faulkner, chefe de política da Education Support Partnership, disse que leu os pedidos “muito angustiantes” dos professores “que moram em carros” e sobrevivendo com apenas 15 libras por semana após o pagamento da renda e as contas serem pagas.
“As pessoas não esperam que os professores estejam desabrigados e não esperam que eles obtenham a maioria de seus alimentos nos bancos alimentares. Essa é a realidade que estamos a ver de maneira cada vez mais frequente ”, afirmou.
A maioria das solicitações vêm de professores que trabalham na educação no sudeste da Inglaterra – e os baixos salários dos professores desempenham um papel em vários casos, acrescentou Faulkner.
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Out 14 2019
Segundo fontes oficiais não oficializadas, temos uma cara já conhecida de todos nós à frente dos desígnios do Ministério da Educação. Alexandra Leitão será a próxima na pasta.
Mais uma alteração ao executivo ministerial que já era previsível. Resta saber se o Tiago volta para as investigações cientificas ou se ocupará o cargo de deputado para que foi eleito.
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Out 14 2019
As profissões atrativas e bem pagas têm destas coisas…
Além de Informática, Geografia e Inglês são dos grupos mais deficitários. As contas são do professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação e autor do blogue De Ar Lindo. O problema é mais grave nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, onde estão por preencher mais de metade dos horários ainda vagos (1213). O presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, defende como urgente, esta legislatura, a aprovação de um subsídio para alojamento (já que as rendas altas são um dos principais fatores para a recusa de contratos) e a melhoria das condições de acesso e de trabalho para tornar a carreira mais atrativa.
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Out 13 2019
Por um horário de trabalho de 35 horas reais…

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Out 13 2019
Este tema toca-me em especial, uma vez que também sou um menino com pintinhas. Embora nunca tenha sentido que, enquanto criança ou adulto, alguém não me aceitasse por ser diferente, sei que com outros não foi assim e não é assim. A minha experiência tem a ver mais com a curiosidade das pessoas em saber o que são e como apareceram as “pintinhas”, Vitiligo. As crianças, em especial, perguntam-me muitas vezes porque é que eu tenho as mãos desta cor, diferente das delas. Eu costumo brincar antes de lhes explicar a minha diferença, dizendo que sou de uma cor à parte de todas as que conhecem, mas convém saber explicar e que, embora diferentes nas cores de pele, somos iguais em tudo o resto. Deixo-vos uma sugestão de leitura para vós e para os vossos alunos, quem sabe para uma exploração em sala de aula flexibilizando…
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Out 13 2019
No plano nacional “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência”, que até 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, chegará a todas as escolas do país, constam várias medidas. A aposta recai na comunicação direta entre os diretores e o Ministério da Educação e na criação de equipas nas escolas responsáveis pela promoção de ações de sensibilização e prevenção, com poder para intervir em situações concretas.
O Ministério da Educação dará liberdade às escolas para formar as equipas, mas recomenda que as mesmas integrem alunos. Para além do coordenador da escola e do diretor de turma, psicólogos e professores, esta equipa também deve incluir os coordenadores da Promoção e Educação para a Saúde, da Equipa Multidisciplinar e da Estratégia para a Cidadania.
A implementação do plano “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência” vai ter apoio informativo online através do site que reúne “instrumentos de literacia e projetos que já existem e se enquadram nesta temática e boas práticas partilhadas pelas escolas” e técnicos especializados, apoiando-se num grupo de trabalho composto por elementos do Ministério da Educação, que será responsável por estabelecer parcerias e protocolos com instituições e organizações ativas no combate ao bullying e ciberbullying.
Mais uma coisa bonita para inglês ver, se aplicassem o Estatuto do estudante em toda a sua grandiosidade e com mão de ferro, nada disto era necessário.
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Out 13 2019
A falta de professores a certas disciplinas já é de tal ordem que tem de se voltar aos idos tempos em que ao lado das escolas existia uma casa para os professores que lá lecionavam. Talvez assim…
Em São Julião da Barra, Oeiras, Português, Francês e Geografia são as disciplinas a precisar de docente. Os horários são parciais, o que dificulta ainda mais que haja quem aceite. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, questionou o diretor do estabelecimento, Domingos Santos. Para ajudar a resolver o problema, a autarquia vai disponibilizar apartamentos e quartos a professores, mas também a polícias e outros profissionais com problemas idênticos.
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Out 12 2019
Os signatários da presente Exposição vêm até vós dar a conhecer e solicitar intervenção na questão infra descrita, por nela serem diretamente interessados e por ter havido já intervenções junto dos competentes órgãos estatais, sem que delas houvesse quaisquer resultados ou posição assumida para os obter.
Passamos então a enumerar a descrição da dita questão, para uma melhor clarificação da mesma:
1) Após largos meses de atraso na realização de Juntas Médicas em várias Direções de Serviços da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e após a Recomendação dessa Provedoria, com o n.º 004/A/2016, acatada pela Senhora Secretária de Estado, a 12 de dezembro de 2016, passaram a realizar-se Juntas Médicas da ADSE em substituição das anteriores Juntas do Ministério da Educação.
2) Se até então, os médicos do Ministério tinham em atenção o estado do doente para o desempenho da docência, de uma forma geral, passou-se a considerar que, mesmo não estando em condições plenas para desenvolver a atividade letiva, os docentes poderiam apresentar-se ao serviço, com a indicação de “realização de tarefas moderadas.”
3) Efetivamente, o Decreto Regulamentar 41/90, no seu Artigo 11.º, ponto 2, dispõe como atribuição da Junta Médica da ADSE, que conste de Parecer escrito fundamentado, “se a situação do funcionário ou agente impõe que lhe sejam atribuídos serviços moderados e em que condições devem ser prestados;
se o funcionário ou agente se encontra incapaz para o exercício das suas funções mas apto para o desempenho de outras…”
4) Contudo, isso não acontece. É aos diretores das escolas que é destinada a tarefa de atribuir funções a quem lhes chega doente, com um papel na mão, com a indicação de que o “docente deverá desempenhar tarefas moderadas.” Não há qualquer suporte legal, qualquer indicação do que são tais tarefas. Se algumas direções têm o bom senso de pegar no Estatuto da Carreira Docente, verificar o Artigo 82.º e definir com o colega, de entre as atividades da componente não letiva, quais as que poderá desempenhar, elaborando um horário favorável à escola e ao docente, outras há que entregam ao professor o que é preciso ser feito, numa atitude de colocar em primeiro lugar o serviço que tem que ser rentabilizado e esquecendo que ninguém está em situação de dependência e inferioridade por prazer.
5) É esta desigualdade de critérios, a impossibilidade de definição clara de componente não letiva, que nos faz pedir a vossa intervenção. É urgente que os técnicos que entendem de “medicina no trabalho,” conjuntamente com os professores, que conhecem o “esgotamento” na docência (burnout) debatam, tipifiquem, legislem.
As estruturas sindicais, nomeadamente a Fenprof, já interveio junto do Ministério da Educação, dos Grupos Parlamentares e da Ordem dos Médicos, sem que daí surgissem alterações de vulto à situação.
Link: https://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=11927
Assim, terminamos a presente Exposição, mais uma vez pedindo e aguardando da parte de V.ª Ex.ª uma atitude para o restabelecimento da equidade, num corpo docente envelhecido, em que estes problemas assumem cada vez maior importância, acabando por afetar o ambiente escolar e todos os que nele convivem.
Agradecendo a atenção dispensada, apresentamos os melhores cumprimentos.
Os signatários,
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Out 12 2019
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Out 10 2019
Escreve sobre assuntos que diz entender, não sei se saberá tudo ou todas as versões da mesma história. Concordo com parte das opiniões, mas considero que em outras não vai muito além de meras suposições. Mesmo assim considero que um Encarregado de Educação tem direito a ter opinião sobre o ensino dos seus educando e deixo-vos aqui esta opinião de alguém fora do sistema e ao mesmo tempo dentro.
(Quanto à responsabilização, esse, cai sempre em cima dos mesmos.)
A bandalheira, a desresponsabilização e a ineficiência da escola pública
…
Se há coisa em que eu gostava que a tecnologia fosse intrusiva era em relação à vida escolar do meu filho. Mas nestas coisas não basta ter as ideias, não basta ter a vontade, não basta ter o poder, é preciso muito mais do que isso para derrubar a máquina instalada.
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Out 10 2019
A DGE lançou um FAQ relativas ao funcionamento, organização e desenvolvimento curricular da Educação Pré-Escolar que pode retirar algumas dúvidas. Fica o Link:
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Out 09 2019
Um não, dois. Dois esgotamentos nervosos. O primeiro durante o estágio de ensino, aos 21 anos, não sei se por pressão dos alunos, por medo dos alunos do bairro da Musgueira, a pressão do trabalho, a planificação das aulas ao segundo, as expectativas da escola, a vida a sério num repente atirada à cara, toda de uma vez só. Já não há livros para onde fugir, já não há aulas ou professores para me proteger, agora sou eu o professor, só e órfão, a fazer malabarismo com um turbilhão de emoções, as minhas, as dos alunos, as do mundo.
E eu no meio do turbilhão sobre a linha do equador a ouvir para sempre os gritos de dois exércitos ao encontro um do outro no sítio onde estou daqui por três, dois, um e o meu corpo é enrolado para a frente e para trás num inferno de carne e sangue e morte, espadas contra espadas, lanças contra lanças, corpos indiferenciados numa centrífuga permanente e de repente acordo. Todas as noites o mesmo sonho, a ansiedade de quem não quer dormir, o medo de acordar, não quero ir trabalhar, se não dormir também não acordo, o coração a mil na casa de banho a deitar tudo cá para fora antes da primeira aula.
Quando o esgotamento chegou, tive de aprender como se põe uma mesa, ao meu ritmo, sem pressões nem medo, devagar, não está ninguém à espera, não está ninguém a ver: o garfo à esquerda, a faca, e depois a colher, à direita seguidos do guardanapo, a colher de sobremesa ao centro, por cima, a apontar para a esquerda. O médico não quis falar comigo: antidepressivos (benzodiazepinas) e comprimidos para dormir, tão pequeninos, desfazem-se na língua.
Três meses a dormir sonhos sem sonhos, tudo negro, não há libido, não há vontade, não estamos nem vivos nem mortos, andamos para a frente e pouco mais. O estágio chegou ao fim e o curso também e durante um ano não voltei a Lisboa.
Não voltei ao médico para fazer o desmame das benzodiazepinas, deixei de as tomar de um dia para o outro e durante 48 horas vivi dentro e fora do corpo, tudo ao mesmo tempo sem ter muito bem a certeza de mim mesmo.
O segundo esgotamento aconteceu depois da morte do meu avô. Outra vez os antidepressivos e os comprimidos para dormir, a falta de libido e de tudo, um morto-vivo a não dizer coisa com coisa, a querer chegar ao fim do ano. Mas se desta vez não tive de aprender a pôr a mesa, em vez de três tive seis meses de loucura cósmica e o desmame à minha espera no fim. Já não tinha a mesma força.
Desde o segundo esgotamento já passaram 17 anos. De então para cá aprendi a ler os sinais de como está na altura de parar e ninguém é feito de ferro: as gengivas inchadas, os sintomas de gripe, mas sem gripe, o corpo dorido, uma constipação repentina. E como a vida se encarrega de nos afogar num tanque de compromissos e obrigações, começo a cancelar e a pontapear compromissos e obrigações à esquerda e à direita, doa a quem doer. E paro.
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Out 09 2019
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Out 08 2019
Quando se lê “por prazer”, não há limite de tempo nem hora marcada.
Mais uma medida que enche o olho de quem quer passar responsabilidades e se revela oca a quem tem de a aplicar sem causar efeito…
Vá-se lá saber quantos olharão para o livro e pensarão na hora do recreio…
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Out 08 2019
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Out 08 2019
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Out 07 2019
Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.
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Out 07 2019
Por uma semana de 35 horas reais…
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Out 07 2019
João Costa, até agora Secretário de Estado da Educação, não foi eleito por nenhum circulo eleitoral.
Será que teremos novidades, no que a caras diz respeito?
António Costa já afirmou que as politicas de Educação são para ter continuidade nesta legislatura, mas, queiramos ou não, se João Costa não for nomeado Secretário de Estado, o seu cunho pessoal não vai ter seguimento.
Aguardemos para ver se Flexibilizaremos de uma forma ou de outra.
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Out 07 2019
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Out 07 2019
O Maurício só não referiu, que nenhum dos líderes partidários, ousou fazer referência à Educação nos seus discursos de “vitória” ou derrota. Vamos ter mais quatro anos de luta…
Do mal o menos. Foi assim que Maurício Brito, 49 anos, professor da disciplina de Educação Física no Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, encarou o resultado eleitoral de ontem à noite, que deu uma maioria relativa ao Partido Socialista.
“Já estava a contar mais ou menos com isto. Desagradar-me-ia se o PS atingisse a maioria absoluta”, afirmou, assumindo que optou pelo “voto útil contra o PS”.
Diz-se convicto que foi essa a opção da maioria dos professores, face ao descontentamento com o congelamento das carreiras e a todas as polémicas e lutas da classe na legislatura que agora termina.
“Estou plenamente convencido que grande parte não votou no PS e procurou alternativas. Somos 140 mil e muitos professores, temos as nossas famílias e é minha convicção que o PS perdeu aqui inequivocamente muitos votos”, comentou.
“Nós contribuímos para que o PS não atingisse a tão desejada e trabalhada maioria absoluta. Estamos a falar de uma classe que vota e acredito que teve um efeito direto no resultado eleitoral”, acrescentou.
Face à reeleição dos socialistas, Maurício Brito comenta: “Não auguro nada de bom para os professores nos próximos quatro anos”.
“A municipalização está aí com toda a força e neste momento já se ouvem vozes a falar de uma nova reestruturação das carreiras. E tudo indica que essa será a nossa próxima luta”, preconiza o docente, adiantando que “o que se espera nos próximos anos será mais desinformação, mais meias-verdades e mais falácias de forma a conseguir, dizendo que é o melhor para o ensino, cortar na despesa”.
“Se com o congelamento do tempo de serviço perdemos mais de 40 mil euros em média cada professor, não sei quanto será com uma nova reestruturação. Mas a lógica será essa: economicista”, concluiu Maurício Brito.
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Out 05 2019
Ser professor é…
Construir castelos.
Não só castelos mágicos, belos e grandiosos.
Mas castelos fortes, com bases firmes.
Capazes de resistir ao tempo, às tempestades…
Às guerras e aos conflitos.
É ser capaz de enxergar longe.
Ver além do que se possa imaginar.
É sentir e esperar sempre…
Que tudo embora não seja perfeito.
Transforma-se em coisas belas,
Significantes e edificantes.
Ser professor é acalentar sonhos.
Realizar desejos, mostrar caminhos.
Partilhar alegrias…
Conviver com as tristezas.
Transformar planos em realidade.
É ver nas entrelinhas.
Buscar o que está lá no fundo guardado…
Trancado, acanhado e transformá-lo…
Em grandes conquistas e realizações.
O professor semeia e constrói um mundo…
De magia, beleza, sonhos e conhecimento.
Conceição Chaves
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