Category: Rui Cardoso

O retrato da Educação na ultima década. (desmancha discursos)

Menos alunos, menos professores, menos funcionários, menos escolas, menos chumbos, professores mais velhos, mais escolas privadas… isto e muito mais. Certas retóricas só se desmancham com números e se bem esfregados…

Educação. Menos é a palavra de ordem nas escolas

Analisando os números da educação portuguesa nesta década, há algo que salta à vista: há menos alunos, menos professores, menos funcionários e menos escolas. Classe docente é cada vez mais velha.

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Chumbar ou não chumbar? Expresso para a meia noite (eis a questão!)

Bernardo Ferrão da SIC e Filipe Santos Costa do Expresso moderam o debate com: Maria Emília Brederode Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação, Nuno Mantas, diretor do Agrupamento de Escolas Boa Água, Paulo Guinote, professor do 2.º ciclo do ensino básico, e Alexandre Homem de Cristo, do Observador.

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Turmas mistas no pré-escolar? Não, obrigado – Alberto Veronesi

Turmas mistas no pré-escolar? Não, obrigado

O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia.

Usar o termo ‘pré-escolar’ quando nos referimos ao jardim-de-infância é polémico! Enquanto uns defendem que nessa idade há que aproveitar a curiosidade inata das crianças e prepará-las para a escola; outros consideram que não só isso é prejudicial ao desenvolvimento e inadequado à faixa etária mas também que se devia adiar a entrada no 1.º ciclo para os sete anos. Generalizar é, a priori, incorrecto!

No pré-escolar da escola pública, as turmas são mistas e isso traz mais desvantagens do que vantagens. Aliás, tenho alguma dificuldade em perceber quais as vantagens! Considero que uma “preparação” para o 1.º ciclo não é antónimo de falta de brincadeira. Tenho um exemplo em casa de alguém que aprendeu a ler e a escrever aos 5 anos e nem por isso foi menos feliz que os outros meninos da mesma idade, nem por isso deixou de brincar, nem por isso deixou de ser criança.

Aliás, muito do que conseguiu deveu-se à constante e inata vontade de aprender, curiosidade própria da infância! As crianças são curiosas por natureza, basta que lhes criemos as condições, lhes proporcionemos experiências diversificadas e elas, por si só, quererão mais e mais e absorverão tudo. Quando se diz que eles aprendem a ler sozinhos, é verdade, acontece, mas sempre porque lhes criamos as oportunidades, lhes proporcionamos o contacto, por exemplo, com as letras móveis que compramos lá para casa.

O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia. Para isso é preciso que lhe dêem condições, ou seja, que acabem com as turmas mistas no pré-escolar, pois torna-se impossível/impraticável trabalhar com crianças de 5 e 6 anos, na sua componente mais preparatória para o 1.º ciclo, ao lado de outras crianças com idade inferiores e que também elas necessitam de outro tipo de atenção e de trabalho.

Creio que na chegada ao 1.º ano, os alunos deveriam ter adquirido determinadas competências, nomeadamente no que toca ao domínio da motricidade fina. Saber pintar em vez de riscar; saber manusear materiais didácticos da Matemática como as varas de Cuisenaire, os Dons de Froëbel, as Calculadores Multibásicos ou o Tangram; ter trabalhado a picotagem, o recorte e a colagem; conseguir ouvir e recontar uma história; saber ordenar com sequência lógica imagens de uma determinada história que ouviram; ou construir puzzles. É igualmente importante saber ouvir, saber esperar pela sua vez, saber estar sentado num período de tempo igual ao necessário para elaborar qualquer uma das actividades referidas anteriormente.

Mas isto, meus caros, só se consegue quando acabarem com as turmas mistas, só assim os educadores de infância conseguirão!

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Cartoom do dia – Para quando os recursos anti-chumbo?

 

 

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…todos berram e ninguém tem razão. A Inclusão e a falta de tudo.

É engraçado ler um “pai” da inclusão verificar que a interpretação do DL 54 é diferente de um agrupamento para outro, não era para ser?

É curioso ler a constatação de falta de recursos, falta de formação, turmas sobrelotadas, etc., etc…

 

 

Casa onde não há inclusão…

 

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Aumento de 0,3 ou 0,4 em 2020

Uma fartura que repõem poder de compra perdido durante 10 anos…

Governo deverá aumentar função pública entre 0,3% e 0,4%

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Da saga… Professor sem casa.

As autarquias já se começam a movimentar…

Custo das rendas deixa 20 mil alunos sem professores

Lisboa, Oeiras e Faro são três câmaras com moções aprovadas sobre o alojamento dos professores. As dificuldades das escolas em preencher os horários começa a preocupar as autarquias que pedem apoio ao Governo na disponibilização de imóveis a custos controlados.

A um mês do final do primeiro período, estavam por preencher, no final desta semana, 244 horários em contratação de escola – “são entre 750 e 800 turmas, o que pode penalizar entre 19 e 20 mil alunos”,

 

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A aposentação docente, razões e consequências com os números do Blg DeAr Lindo

As noticias dão enfase ao trabalho feito pela equipa do Blog DeAr Lindo e mais uma vez vemos os problemas dos docentes serem discutidos.

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Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas – Carlos Cunha – Rua Direita

Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas

Porque é que os funcionários das escolas fazem greve?

Porque são profissionais que à semelhança dos professores estão a ficar envelhecidos, por isso, ficam mais vezes doentes e têm de meter mais vezes baixa médica. Para além disso, ganham muito mal para o trabalho que fazem e para as responsabilidades cada vez maiores que lhes são exigidas. Não existe uma carreira e a antiguidade é muito pouco valorizada à semelhança da formação inicial de cada assistente operacional. A formação profissional ao longo da carreira também é escassa ou inexistente.

Um assistente operacional traz hoje para casa limpos no fim de cada mês cerca de 630/640 euros. Conseguirá viver com dignidade e pagar as suas contas e despesas com os filhos? Tem de conseguir, mas para o conseguir necessita de recorrer a apoios e subsídios estatais. Não devia ser assim, mas é assim que acontece na maior parte dos casos.

Os assistentes operacionais são uma espécie de parente pobre da educação, no entanto, quando não estão presentes deixa de haver aulas e os alunos têm de ir para casa. A sua ação e o seu trabalho são essenciais na implementação da escola a tempo inteiro, mas o Ministério da Educação quer continuar a fazê-lo sem lhes assegurar as devidas condições de trabalho e financeiras.

A regularização dos assistentes operacionais precários foi um passo importante, mas como se vê há ainda muito caminho a percorrer para se valorizar a profissão.

Carlos Cunha

 

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Reserva de recrutamento n.º 11

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 18 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 19 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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O Tiago quer mais professores nas escolas

Será esta a solução que a equipa ministerial tem em mente? Não haverá derrapagens orçamentais se tal for levado a cabo? O Centeno sabe disto? Se assim for…

Ou será de outra forma?

Não haverá “eliminação administrativa” de chumbos, mas haverá aplicação exaustiva de medidas universais e especificas até ao limite (testes com consulta, testes de “cruzinhas” com, apenas, uma hipótese de resposta…). Será ter imaginação!

Fica uma dica:

O 1.º ciclo é o ciclo crucial das aprendizagens, se os alunos não apreenderem os conceitos essenciais nunca conseguirão prosseguir os seus estudos de uma forma pró-ativa e autónoma. O investimento nos dois primeiros anos deste ciclo é crucial. Se querem optar pela coadjuvação, que seja nesses dois anos, principalmente no 1.º ano, quando se adquire os conceitos da leitura, da escrita, do cálculo…

Sem umas boas fundações, nunca uma casa poderá crescer de uma forma uniforme.

Menos chumbos só com mais professores, diz Tiago Brandão Rodrigues

Mais professores, menos chumbos. Esta é a lógica de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, quando ao futuro do ensino. “Temos de encontrar medidas que possam coadjuvar o trabalho dos professores e, sempre que necessário, que possam robustecer o corpo docente, mas, acima de tudo, também (queremos) poder estabilizar esse corpo docente”, disse, em entrevista à agência Lusa, na quinta-feira.

Segundo o ministro, a medida prevista no Programa do Governo – de eliminar os chumbos até ao nono ano – não é uma “eliminação administrativa das retenções”.

“Não queremos administrativamente diminuir as retenções. Queremos fazer aquilo que é mais difícil, que é agarrar em cada um dos nossos alunos, principalmente aqueles que estão em meios sócio-economicamente mais desfavorecidos, com famílias com menos capacidade, para os ajudar no seu trabalho”, explicou.

Tiago Brandão Rodrigues considera que “as retenções nunca levam esses alunos a bom porto. Muito provavelmente levam ao abandono escolar ou uma nova repetição de ano”.

As taxas de retenção – quase 35% dos alunos com 15 anos contam com pelo menos um “chumbo” no seu currículo – fazem com que Portugal seja “um dos grandes totalistas em percentagem de retenções” da Europa.

É entre as famílias com menos recursos e menos qualificações académicas que se encontram mais problemas de insucesso escolar. Por isso, será dada prioridade às escolas de “meios sociais e economicamente marginalizados ou mais complexos”.

Para ver e ouvir:

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Concurso de Contratação de Escola-Dança-SUBSTITUIÇÃO

 

Encontra-se aberto o concurso de contratação de escola para a Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra com o horário de substituição para contrato de trabalho a termo resolutivo certo, de duração temporária de D01-Dança Clássica.

 
Download this file (EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição.pdf)EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição [EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição]
Download this file (Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica).pdf)Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Cláss [Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica)]

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O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor – João André Costa

 

O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor

Infelizmente, é verdade. A responsabilidade é do professor. Mas almejar que o aluno adquira as competências básicas, ano após ano, num sistema de ensino onde os professores não têm condições para trabalhar equivale a querer construir uma casa pelo telhado. 

Num mundo ideal, não haveria chumbos. Ao longo da história, nunca um aluno repetiria um ano por não saber; se não sabe, o professor ajuda e o professor explica, promove-se um ensino prático, visual, desenvolvem-se actividades de grupo, fazem-se pequenos intervalos a meio da aula, incentiva-se o debate, promove-se a aprendizagem individual onde o professor é apenas o guia, muda-se a disposição das mesas e cadeiras, livramo-nos das mesas e cadeiras, livramo-nos da escola, saímos da escola, vamos aprender lá para fora. 

Num mundo ideal, um professor teria a liberdade de dar asas à imaginação e ensinar como lhe ensinaram a ensinar, discutindo os grandes temas da actualidade, promovendo debates políticos, levando os alunos a manifestações, a usar a sua voz e os seus direitos, o direito de voto e a cor do sangue para lá chegar, a fazer parte da sociedade, a melhorar a sociedade como futuros adultos, como adultos. 

Num mundo ideal, um professor não teria de pagar as fotocópias do seu bolso, nas salas de aula não morreríamos de frio durante o Inverno e de calor no Verão, os professores não teriam medo de entrar na sala sob risco de serem agredidos pelos alunos e respectivos pais, isto para não falar dos insultos diários, o pneu do carro furado e a colega de Ciências que ainda na semana passada acabou no hospital. 

Já o disse, e repito, o corpo docente nas escolas seria estável e os professores sempre os mesmos do 7.º ao 12º anos, de modo a promover a relação entre o professor e o aluno, entre o professor e os pais, entre a escola e a comunidade em redor. Estabilidade rima com continuidade, mas também com segurança, confiança, conforto, com ter alguém sempre presente com quem podemos partilhar as nossas vitórias e derrotas, os nossos anseios e preocupações, o passado e o futuro, alguém para nos levar pela mão, ano após ano até à conclusão do ensino secundário.

Os professores nunca estariam por sua conta enquanto a direcção se tranca a sete chaves, independentemente dos repetidos casos de polícia dentro das escolas a fazer manchete nos jornais. Ao invés, os professores seriam apoiados e ajudados a apoiar alunos e famílias, a ir mais além, para lá das paredes da escola.

Os salários seriam o reflexo das centenas de horas de trabalho levadas a cabo todos os meses por quem, longe de casa e dos seus, muitas vezes do lado de lá do país, nas ilhas ou em Timor, trabalha por carolice, para não dizer desespero, quando, ao fim de vinte ou mais anos, a precariedade é sempre a mesma.

Num mundo ideal, e voltando ao início, os professores seriam os motores do futuro, capazes de dotar os alunos, as crianças, os futuros adultos, a sociedade do amanhã, com as competências necessárias para a evolução da sociedade, eliminando para sempre os erros do passado e a toda a brida em direcção às estrelas. Os alunos nunca teriam de repetir um ano porque tudo quanto é necessário para a aprendizagem estaria garantido à partida. 

Quando este dia chegar, não teremos problema nenhum em assumir as responsabilidades se um aluno repetir um ano. Mas sem estas premissas, implementar, pura e simplesmente, a progressão automática é criar uma mentira, uma fantasia, daquelas para mostrar lá fora, daquelas para inglês ver.

 

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O Ministro não desespera… espera que passe!

A propósito do artigo de opinião da Joana deixo aqui uma das muitas mensagens que nos têm chegado, consequência da falta de AO nas escolas e que o ministério tende a minimizar.

“Uma docente será obrigada a mudar a fralda a um aluno com mobilidade reduzida (cadeira de rodas) e a transferi-lo de sala para sala empurrando a cadeira de rodas?”

Se houvesse AO suficientes nas escolas os professores não seriam teriam de efetuar tarefas que nada têm a ver com a docência…

E mais não digo.

 

O rácio do desespero nas escolas

Uma escola sem funcionários não abre. E nem é preciso faltarem todos, basta faltarem os poucos que fazem a diferença entre o funcionamento normal e a rutura. O problema, demonstrado à exaustão nas últimas semanas, é que se o funcionamento “normal” já é um exercício de gestão de crise, a rutura está mesmo ao virar da esquina, para desespero de pais, alunos, diretores e trabalhadores.

“Normal” é um agrupamento não conseguir garantir a cada aluno com deficiência, ou necessidade educativa especial que o exija, um assistente operacional especializado para o acompanhar. “Normal” é a biblioteca não abrir nas horas em que o bar tem maior afluência, o ginásio fechar nos intervalos e os pavilhões ficarem desertos nos picos de entrada e saída. “Normal” é a mesma trabalhadora ser jardineira, porteira, empregada de limpeza, animadora social, responsável pelo bar e, às vezes, enfermeira.

Quando uma escola está em funcionamento “normal”, diz-se que cumpre o rácio. Ou seja, que está dentro da “fórmula de cálculo para a determinação da dotação máxima de referência do pessoal não docente”. Uma fórmula que, embora às vezes pareça indecifrável, peca sobretudo por ser insuficiente.

Esta fórmula contabiliza como 1,5 um aluno com necessidades educativas especiais, mesmo que este precise de uma assistente operacional dedicada; a fórmula ignora a existência de espaços verdes ou laboratórios que precisam de manutenção; a fórmula ignora a existência de refeitórios não concessionados a privados; a fórmula não conta os alunos do pré-escolar e 1.o ciclo para a atribuição de assistentes técnicos (pessoal de secretaria).

O problema, como está bom de ver, é que a diferença entre o “funcionamento normal” e a rutura é mínima. Num corpo não docente cansado e envelhecido, é preciso ter em conta que nem todos os funcionários estão aptos para todas as funções. Que 10% estão de baixa, o que agrava a sobrecarga dos que ficam. Que muitos saíram em mobilidade para outros serviços. Que 5 mil se reformaram nos últimos nove anos.

Há dezenas de exemplos. Mas tomemos o da Escola de São João da Madeira, 1400 alunos, três grandes blocos de vários pisos cada, área total de 40 mil metros quadrados. Mesmo que estivessem os 21 funcionários previstos, já seria necessário um grande malabarismo. Quando faltam quatro, a escola entra em rutura mesmo que o Ministério continue a teimar que “estão no rácio”.

Durante anos, e apesar de tantas propostas e insistências, o Ministério da Educação recusou-se a criar um sistema de substituição dos funcionários ausentes. Durante meses ignorou as queixas dos agrupamentos que diziam não ter capacidade técnica para lançar os poucos concursos autorizados. Ainda hoje recusa-se a admitir que a portaria de rácios está mal dimensionada.

Não ouviu os diretores quando disseram claramente que faltam 4 mil funcionários. Não ouviu os encarregados de educação, que protestaram no final do ano letivo anterior. Não ouviu os trabalhadores, que fizeram greve para exigir mais condições. Que oiça pelo menos os alunos da Escola José Afonso, do Seixal, que acabaram o primeiro período em protesto pelo direito a ter aulas. Eles poderiam com muita facilidade ensinar-lhe uma nova equação para atribuir às escolas os funcionários necessários, muito menos complexa do que a existente, mas que o ministro da Educação teima em não aprender.

Tudo se encaminhava para um primeiro período muito conturbado. Por muito que se faça de espantado ou se entretenha a atirar culpas como estilhaços, a perturbação do início deste ano letivo deve-se a Tiago Brandão Rodrigues. Com ou sem ordem de Centeno, preferiu fazer as contas do superávite e assobiar para o ar à espera da municipalização em vez de ouvir os avisos que chegavam. Irresponsabilidade sua, para desespero das escolas.

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Diz, mas não explica operacionalização.

Neste discurso político falta muita explicação. Neste momento, anda-se a tentar convencer o público de medidas ainda incompletas com meios discursos.

O que se passará quando um aluno, no final do 9.° ano, não tiver adquirido todas as aprendizagens? Chumba? Encaminham-no para o ensino profissional, ou haverá outra solução?

Constroem casas a começar pelo telhado…

 

Ministro da Educação diz que não haverá “eliminação administrativa” de “chumbos”

 

Tiago Brandão Rodrigues defendeu que o plano passa por fazer um maior acompanhamento dos estudantes que revelam mais dificuldades, não eliminar administrativamente a figura da “retenção”.

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Se não sabe passa e se sabe passa também… as explicações de Costa

Ficamos à espera de um debate sobre a matéria.

 

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O rácio dos AO na boca de um cientista…

Temos um rácio de 1 Assistente Operacional por cada 22 alunos…

“Temos mais assistentes operacionais nas nossas escolas do que tivemos no passado recente. Em 2011/2012 tínhamos cerca de 28 alunos por cada assistente operacional. Neste momento estamos com 22 alunos e meio por cada assistente operacional”.

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Aditamento à Nota Informativa de 07.11 – Substituição de AO’s – Reserva de Recrutamento

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,

Informa-se V. Exa. de que para colmatar eventuais necessidades de pessoal em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado da carreira e categoria de assistente operacional, que se encontrem ausentes do serviço por mais de 12 dias, devem as Unidades Orgânicas recorrer, obrigatoriamente, ao preenchimento do pedido de substituição disponibilizado eletronicamente no Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação – SIGRHE > Situação Profissional > PND – Procedimentos concursais > Substituição, no portal da Direção Geral da Administração Escolar.

Remete-se em anexo o Aditamento à Nota Informativa anteriormente enviada sobre o assunto.

Com os melhores cumprimentos,

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Os “meninos” grunhos e os pedagogos do regime – Santana Castilho

Os “meninos” grunhos e os pedagogos do regime

1. Longe de ser exaustivo, recordo o que foi possível ler na imprensa dos últimos dias: uma estudante de 16 anos deu entrada no hospital de Portalegre, em estado grave, depois de ter sido agredida por um colega; aluno de 15 anos foi hospitalizado, em estado grave, depois de ter sido agredido à facada em escola de Matosinhos; homem de vinte anos foi detido por ter agredido um agente da PSP no interior de uma escola, em Viseu; pai agrediu professora no Entroncamento; duas alunas foram agredidas por um colega em Benavente; aluno agrediu três professoras em Coimbra. Tudo isto poderá ser estatisticamente residual. Mas é humanamente intolerável.

O programa Prós e Contras de 3 do corrente, supostamente sobre a indisciplina e a violência que reina nas escolas, mostrou que há muitos professores que aceitam como coisa sua aquilo que é coisa das famílias, dos políticos e do Estado. Quando o programa ia a meio e o objecto do debate se perdera nas retóricas retorcidas e nos egos inchados dos participantes (excepção feita à objectividade digna de Luís Sottomaior Braga), já o meu enjoo superava a dor da “barriguita” da filha do “professor do ano”, muito culto e erudito, mas com alguma dificuldade em distinguir a obra-prima do mestre da prima do mestre-de-obras.

Apesar da função dos professores ser promover o conhecimento, ensinando com independência, o programa mostrou ainda que a propaganda oficial os coloniza e leva demasiados a aceitarem que os “meninos” são grunhos e violentos porque as aulas não são motivadoras, “flexíveis” e as escolas não têm teatro.

2. A inutilidade dos “chumbos” voltou a ser tema (chumbar um aluno “não serve para nada”, disse em entrevista a presidente do CNE). A presidente do CNE ajudou a confundir planos de análise que não podem ser confundidos. Se as suas proclamações ficassem sem contraditório, a diletância poderia ser tomada por realidade. E a realidade é bem diferente. Maria Emília Brederode está certa na proposição (fácil é reprovar os alunos, difícil é criar condições para que aprendam) mas erra, com dolo, quanto à solução. Porque sabe bem que as condições não estão nas mãos dos professores mas nas decisões políticas de quem a elegeu. Porque sabe bem que acabar com os chumbos só se consegue baixando o nível de exigência ou criando medidas sociais de erradicação da pobreza e de apoio à destruturação das famílias e medidas educativas sérias (mais tutores, mais professores de apoio, mais psicólogos e técnicos especializados, redução do número de alunos por turma e mais meios e materiais de ensino). A alternativa que implícita e hipocritamente sugere é a primeira. Porque sabe bem que as outras, as sérias, são incompatíveis com as mentes captas dos seus prosélitos e com a limpeza do balanço do Novo Banco (mais 700 milhões).

A “escola-alfaiate” (chavão “neo-eduquês” do Governo) torna-se risível quando o dono do boteco quer que o costureiro faça fatos, sem linhas nem fazenda, a partir do mesmo molde, para 30 corpos diferentes.

O sistema de ensino, tal como está organizado, destina-se, a partir de determinada fase, a manter na escola jovens que lá não querem estar. Em vez de diabolizar as reprovações, seria mais interessante questionar a legitimidade do Estado para obrigar um cidadão de 16 anos a frequentar a escola contra sua vontade e a vontade dos pais. Porque, por muito que esperneiem os pedagogos do regime, sem mudança radical de políticas, a única alternativa ao chumbo é passar sem saber.

3. Na violência, como no insucesso, os pedagogos do regime escondem e desvalorizam as causas e persistem em apontar o dedo aos mesmos de sempre, os professores. Hipocritamente, em nome de uma “autonomia” superiormente autorizada, orientam-nos para uma flexibilidade insensata, uma inclusão forçada e um sucesso a qualquer preço.

Se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos governantes e dos pedagogos do regime; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.

In “Público” de 13.11.19

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Cartoon do Dia – Sobre os chumbos… – Paulo Serra

 

 

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Sindicatos reivindicam um aumento de 3,5% em 2020 para os funcionários públicos

“Depois de uma ausência de aumentos durante 10 anos, um aumento em linha com a inflação não faz qualquer sentido.”

Fesap reivindica atualização salarial no Estado de 3,5% em 2020

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PS Madeira defende o fim da cotas para aceder ao 5.º e 7.º escalões

Sendo continental, dá-me vontade de rir e chorar ao ler este tipo de discurso. É pena que o governo PS do continente se limite a não ter dinheiro para acabar com as injustiças que o PS Madeira alvitra.

Olga Fernandes considera injustas as quotas para os professores acederem aos 5° e 7° escalões

Olga Fernandes, do PS, questionou Jorge Carvalho sobre as quotas estabelecidas para o acesso dos professores aos 5° e 7° escalões. Uma situação que considera “injusta” e uma forma de “governar de costas para os professores”.

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A violência nas escolas tem muitas caras…

São muitos os testemunhos de violência que ouvimos todos os dias de colegas e alunos. Nem sempre a violência é física e acaba na urgência de um qualquer hospital, a maior parte da violência é psicológica e sistemática, de tal forma que deixa cicatrizes muito mais profundas que um bom ar de lambadas na cara.

Que sociedade estamos a permitir que se crie?

Fica o testemunho de uma colega…

 

Tenho a certeza que haverá por aqui alguém que consegue perceber como me sinto.
Faltam 2 meses para fazer 60 anos, já fiz 38 de serviço e hoje, ouvi um puto de 11 anos me apelidar de P_ta!
Outro, tentou dar uma cotovelada à auxiliar da minha idade, de serviço no recreio. Mas não se passa nada! Eu só não chorei porque ando bastante medicada!…
ATÉ QUANDO VOU TER QUE VIVER ESTE PESADELO?

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A culpa não é minha. Eu só sou o ministro…

As escolas! Essas malandras! Prejudicam-se a elas próprias. Não querem ver qua agora a culpa era do ministro e do seu ministério…

O rei e o seu reinado…

 

Ministro responsabiliza algumas escolas por atraso no processo de contratação de funcionários

Contratação de mais de 1000 assistentes operacionais demorou a ser iniciada, lembra Tiago Brandão Rodrigues: “Chegámos a pôr em causa se eles tinham necessidade real de os contratar”.

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Violência nas Escolas – RTP acompanha operação do programa Escola Segura

 

Durante uma operação do programa Escola Segura a PSP apreendeu armas encomendadas pela Internet por um aluno de 16 anos. Uma operação acompanhada pela reportagem da RTP numa altura em se registam vários casos de agressões nas escolas.

Violência entre alunos mas também contra professores, como foi o caso de Carla, uma professora que não esquece o dia em que a sua vida mudou para sempre.

 

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Testemunho de uma professora: O rei vai nu – Carmo Machado

Testemunho de uma professora: O rei vai nu

a passada terça de manhã, mal cheguei à escola, ouvi o meu colega Hugo (que habitualmente tem sobretudo turmas do ensino básico) afirmar com espanto e alguma ironia: Ah, ouviram? O melhor professor de Portugal diz que nunca teve um dia em que pusesse um aluno na rua. Já eu, não tenho um dia na vida em que isso não me aconteça… O meu colega Hugo é um excelente profissional. Dedicado. Aplicado. Assíduo. Sensível. Amigo dos alunos. Solidário. Bom colega. E ainda jovem, o que lhe concede uma enorme paciência, por mim já várias vezes testemunhada. Porém, ensina Matemática e, como se tal não bastasse, numa escola de território educativo de intervenção prioritária.

Todo este intróito para fazer uma breve apreciação ao debate sobre Educação do passado dia 12, moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, no Canal 1, apregoado e realizado com pompa e circunstância, num auditório repleto de professores. Pretendia-se discutir as causas e as consequências da violência nas escolas mas também a urgência em dignificar a profissão docente, à mistura com o que deve ser hoje a aprendizagem, a polémica das notas e dos exames bem como o atual ponto de saturação de professores e alunos, entre outros assuntos sem dúvida importantes. Comecei por ouvir com atenção, não sem considerar que talvez se estivesse a meter o Rossio na Rua da Betesga.

O depoimento de um professor, Luís Sottomayor Braga, antecedeu o debate. O colega confessou ter sido agredido várias vezes. Sete, em bom rigor. Numa escola de um agrupamento T.E.I.P., como a minha. Outros casos de violência foram narrados, como o caso da agressão de um pai de uma aluna a professores e a auxiliares de ação educativa. Ali estava, pensei, um importante tema de interesse público, com grande atualidade, urgente e necessário. Segundo dados do Ministério da Educação, os casos de violência nas escolas têm vindo a diminuir (1500 casos de violência escolar em 2018, mas números estão a diminuir, avança a SIC). Será mesmo assim? Pela minha vivência diária numa escola T.E.I.P., tenho dúvidas. Acredito que a maior parte dos casos de indisciplina e de violência nas escolas fica em silêncio. Existe também a hipótese de muitas vezes se desincentivar a queixa uma vez que pode estar em causa a imagem da instituição, caso o número de casos de indisciplina / violência se revele elevado. Outros casos haverá em que os prazos para a participação disciplinar foram ultrapassados, a aplicação das penas demorou ou não chegou a acontecer, etc. Certo é que, quer sejam casos de bullying, injúrias, atentados à nossa integridade ou meros atos de indisciplina com que lidamos numa base diária, a maior parte destas situações são geridas em sala de aula pelos professores, com graves consequências para a sua saúde mental. Mas com tudo isto já nós vivemos há muito tempo e quase que estamos habituados. O que me preocupa é a afirmação de que haverá professores por esse país fora com medo de dar aulas.

Também eu já fui injuriada. A minha experiência profissional com três décadas de escola pública mostra que os alunos dos cursos profissionais são, em regra, mais indisciplinados do que os alunos dos cursos do ensino regular e que os do ensino básico provocam mais problemas do que os do secundário. Porém, é tudo uma questão de sorte. Já me chamaram “filha da puta”. Já entraram e saíram da sala com estrondo, aos pontapés e aos palavrões. Já me ameaçaram. Já amarrotaram e rasgaram testes corrigidos, atirando-os para o caixote do lixo, ali mesmo à minha frente. Todos os dias, dia após dia, há professores a passar por alguma situação de violência. São atos contínuos que vão corroendo a mente e o corpo. Num dia normal de trabalho, um professor lida com cerca de 90 a 120 alunos. Todos diferentes, sim! Mas também todos iguais na sua adolescência, na sua atribulada vida familiar, no seu (des)interesse pela escola, na sua (des)preocupação com as notas, na sua obsessão pelo telemóvel, na sua descoberta da sexualidade, na sua atitude de revolta.

Que razões levam os professores a não marcarem faltas disciplinares amiúde ou, em casos mais trágicos, a não denunciar os alunos à polícia? Medo? Vergonha? Sensação de impunidade? No meu caso, é cansaço. É sobretudo cansaço, como diz o poeta. Há dois anos, um aluno do 11º ano de escolaridade, não só filmou as aulas de uma colega minha como fez uma montagem com o meu rosto no corpo de uma modelo em biquíni natalício – obviamente reduzido – que divulgou pelos colegas, acabando tal graça por chegar ao conhecimento de uma auxiliar de ação educativa que de imediato nos informou. Da participação disciplinar, nada resultou. Era necessário apresentar queixa na polícia e aí, mea culpa, demasiado ocupada com cento e vinte seres para ensinar (e perante a garantia de que o aluno abandonaria a escola), não agi. Nem o aluno mudou de escola nem nós fomos poupadas ao encontro com ele nos corredores, sem ter sido alvo de qualquer tipo de sanção.

Voltando ao debate, preocupou-me a ausência de um representante do Ministério da Educação, não menos do que a solidariedade pública perante os professores agredidos. Citando o professor Luís Sottomayor Braga, o mundo de sonhos em que alguns vivem é o pesadelos de outros. Tanto o professor do ano como a investigadora e o economista – que fizeram parte do painel – mostraram-nos uma triste realidade: os verdadeiros especialistas em educação, os professores, foram remetidos ao papel de meros papagaios relatores das suas experiências a peritos que vão explicando aquilo que não viveram. Tudo isto me fez recordar um professor de Mestrado na Universidade Católica, nome conhecido na praça que, sem nunca ter entrado numa sala de aula do ensino básico ou secundário, nos pedia semanalmente narrativas de casos por nós experienciados na escola (com os quais nos avaliava) e que depois transformava em crónicas semanais num conhecido jornal da nossa praça pagas a peso de ouro e em livros que vendiam como castanhas no outono.

O Inquérito Nacional a 16 mil docentes sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal, uma encomenda da Fenprof à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é revelador do estado em que nos encontramos. Quando cerca de nove em cada dez professores admitem querer reformar-se de imediato, se tal oportunidade lhes fosse proporcionada, pouco mais há a dizer. Lidar com turmas de trinta alunos indisciplinados é, sem qualquer sombra de dúvida, difícil e penoso. Pela exaustão emocional que nos provoca e que vai aumentando à medida que as nossas capacidades de resiliência vão diminuindo. Existe uma forte correlação entre esta exaustão em que nos encontramos e os níveis de desejo de reforma que todos os colegas com quem falo me manifestam. Se os políticos e as políticas de educação continuarem a ignorar esta situação, preparemo-nos para o descalabro que se avizinha.

A sensação de impotência e de vazio espalha-se pelas salas de professores. Lidamos diariamente com comportamentos de baixo impacto mas de elevada frequência. E, pouco a pouco, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, o reflexo destes comportamentos aliado à urgência em apagar tantos fogos ao mesmo tempo vão-se acumulando dentro de nós. Eis-nos chegados a um ponto em que a nossa caixa de ressonância começa a vibrar cada vez menos com a escola. Vivemos as semanas de trabalho na esperança de que os meses e os períodos se sucedam rapidamente e o ano letivo termine. Por tudo isto, considero urgente um debate honesto sobre o cansaço, a exaustão e a desilusão dos profissionais de ensino em Portugal. Neste contexto, dificilmente conseguiremos chegar aos 66 anos e muitos meses na posse de plenas capacidades mentais. Eu por mim falo!

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A falta que faz a gente inteligente…

 

 

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Escolas fechadas por falta de funcionários? São às resmas…

E tudo vai bem no reino de Vossa Senhoria Tiago Brandão… esta semana foi assim.

“Somos 14 funcionários para 1800 alunos” na Escola Secundária de Mem-Martins

Pais pagam para assegurar vigilância na escola durante o almoço

Faltam funcionários, chove nas salas e há “bichos” na comida

Funcionários não docentes em greve contra a falta de trabalhadores

Mais de 170 alunos sem aulas devido a greve de funcionárias em escola do Porto

Falta de funcionários leva a suspensão de aulas de Educação Física na escola de Sobral de Monte Agraço

 

Secundária de Portimão fechada por falta de pessoal e segurança

 

EB1 do Monte Abrãao com 9 funcionários para 753 alunos

 

 

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Cartoon dos próximos anos – Chumbos

 

E assim será nos anos vindouros…

 

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Não somos a Finlândia (nem nunca seremos)

Nunca fui apologista de comparações entre sistemas de ensino, não quer dizer que não possa olhar para o lado e tirar ideias para adaptar à realidade que vivo.

Nunca poderemos “copiar” outros sistemas de ensino, a sociedade tem um papel preponderante na implementação dos mesmos e a nossa é bem diferente da finlandesa. Isso, só por si, torna a “cópia” inexequível.

Não somos a Finlândia

 

“Não acreditamos que uma criança aprende melhor por estar apenas a ouvir, sentada numa mesa e dentro de quatro paredes”. A frase é de Anneli Rautiainen, responsável pela Unidade de Inovação da Agência Nacional para a Educação da Finlândia.

Na liderança de sucessivos relatórios internacionais que avaliam a literacia dos alunos, a Finlândia rompe, desde os anos 70, com alguns conceitos convencionais.

Não se trata apenas de não haver chumbos. Não há exames nacionais ou testes com notas numéricas. O período escolar não pode ultrapassar as cinco horas no equivalente aos nossos 1.º e 2.º ciclos e as sete nos restantes níveis. Há uma grande participação dos alunos na definição dos currículos e das suas próprias metas, sem valorização de disciplinas ditas nucleares em detrimento de outras. Todos os materiais escolares e almoço são gratuitos.

Invocada sempre que se pretende falar do sucesso em educação, a Finlândia volta a ser apontada na discussão em curso sobre acabar ou não com as retenções. Acontece que não se pode importar apenas o que convém deste modelo. Para apostar num ensino fortemente personalizado, as escolas finlandesas têm frequentemente vários adultos em simultâneo na sala de aulas. E têm, ainda antes de isso, uma carreira atrativa e uma seleção apertada, sendo difícil entrar nos cursos de Pedagogia – apenas 9% dos candidatos que fizeram o exame de ingresso conseguiram uma vaga, em 2014.

Um sistema de ensino sem chumbos faz todo o sentido quando se investe no aluno. Não é facilitista, pelo contrário: implica ter profissionais para o acompanharem, projetos que o recuperam, criatividade para soluções que não desistem de quem falha ou se desinteressa. Um modelo assim exige investimento – sobretudo em recursos humanos altamente especializados. Quando se fala em poupanças e custos de chumbar alunos, a discussão é pervertida. O facilitismo está em olhar para a árvore sem analisar toda a floresta.

 

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Escolas a decidir número de alunos por turma

 

Ainda ninguém percebeu que só acontecera se não aumentar a despesa com pessoal?

Escolas vão poder decidir número de alunos por turma

As escolas vão poder decidir “o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede”. A medida está prevista no programa do Governo, no âmbito do reforço de autonomia das escolas, mas o Ministério da Educação (ME) ainda não revela quando e como avançará com a mudança.

A proposta é há muito desejada pelas associações de diretores que sempre preferiram ganhar a gestão da organização de turmas à redução dos números mínimos e máximos de alunos por turma, decidida pelo Governo de forma uniforme para todos os agrupamentos. A Confederação Nacional de Pais (CONFAP) também sempre se manifestou favorável a esta mudança.

“Se isso significar a atribuição de um número de turmas por cada ano de escolaridade, dando autonomia às escolas para decidir a dimensão de cada turma, é muito positivo.

JN

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Docente (*) é p’ra leccionar – Francisco Martins da Silva

Docente (*) é p’ra leccionar

O obstetra deve também ocupar-se da manutenção do colposcópio? Deve o pianista também afinar o piano? Espera-se do agricultor relatórios do consumo per capita da abóbora? Alguém pede ao economista a avaliação das calorias do cabaz de bens alimentares preferidos dos portugueses? E ao sapateiro, alguém pensaria exigir-lhe grelhas com descritores dos vários tipos de capas para tacões?

Ora, por que razão vivem os docentes submersos em tarefas e responsabilidades que nada têm que ver com leccionar? Não é da mais elementar lógica os professores ocuparem-se em exclusivo dos alunos e da leccionação? Que espaço se reserva à escola no meio de tanta acta, relatório, formulário, grelha, planificação, avaliação, tanto decreto a cada hora revogado e a cada hora revisto? Escola, do grego skhole, do latim schola, tempo para conversa interessante e educativa. Que tempo resta para a escola?
Além de leccionar às turmas que lhes cabem e de ainda poderem ser directores de turma, coordenadores de directores de turma, coordenadores de ciclo, coordenadores de departamento, representantes de grupo disciplinar, coordenadores de projectos, tutores, membros do Conselho Geral, adjuntos da Direcção, et cetera, et cetera, as caixas de correio dos professores recebem de manhã à noite, todos os dias da semana, um sem-número de e-mails, e transbordam permanentemente de urgências burocráticas designadas por PEI, UFC, RTP, CEB, PIT, EMAI, ELT, ACES, ULS, CPCJ, CRI, JNE, PL2, SPO, EO, DT, DEE, PHDA, ME, CAA, CT, EE, PAA, DAC, EECE, CP, PES, EFA, PASEO, IDNMSAI, PE, CAF, CD, ARA, PARA… Não, não vou aqui maçar ninguém a explicar o que significam todas estas premências, desde logo porque, havendo tantas, nenhuma pode ser importante. Em boa verdade, que se saiba, nenhuma destas siglas muda seja o que for no dia-a-dia de um só aluno. Apenas motivam infindáveis reuniões e formulários e são um inferno para os professores, transformando-os em adivinhadores de um ror de dificuldades cognitivas, psicológicas, relacionais, familiares e outras hipotéticas problemáticas. A produção desta papelada é um fim em si, pois nunca se fará qualquer balanço ou avaliação dos seus efeitos nem sequer dos seus custos.
Mas permitam-me ainda assim que desvende um dos possíveis significados da sigla CT: Conselho de Turma!… E que fazem os professores nos conselhos de turma, um por turma (há docentes que têm mais de dez turmas), no meio e no final de cada período, sempre fora do horário, sempre fora de horas e a somar a tudo isto? — Pois conferem a imensa papelosa produzida por todas as outras siglas, harmonizam-na para que não se contradiga e não decepcione a inspecção, e no fim debitam mais um papel — a acta. “Circunstanciada”, claro.
Por que carga de água se exige então aos professores todo este estéril trabalho extra, que não é pago, não é da sua competência e agride o seu estatuto?
A resposta é simples: controlando cada vez menos a sala de aula, cada vez mais o sistema de ensino se concentra em tudo o que lhe for lateral.

(*) Do latim docens (docens, -entis), particípio activo do verbo docere (ensinar).

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Reserva (Bolsa) de Recrutamento para Assistentes Operacionais (sai à 5ª)

– Como resolvemos a falta de AO nas escolas? – perguntou o Tiago.

– Vamos criar uma coisa parecida com a dos professores. – responde a Susana.

– A que coisa é que te estás a referir, Susana? – indaga o Tiago.

– Aquela que sai todas as sextas. Não me lembra agora o nome. Aquela coisa onde se colocam os professores nas escolas. – volta a Susana a responder.

– Já m’alembro. Essa coisa… – acabadinho de ter recorrido a uma nesga de memória pré-histórica, o Tiago disse.

 

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Escolas fechadas por falta de pessoal? Habituem-se

Já tínhamos urgências fechadas. Já sabíamos dos alunos sem aulas e sem professores. Agora a nova rotina é escolas em protesto por falta de funcionários. Viva o investimento nos serviços públicos!

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ULTRAPASSAGENS – Sindicatos à espera de Despacho de Prenúncia

Já que o ME não reconhece os erros, vai-se para tribunal…

 

Exmo. Associado do SPZC,

Tendo V.a Ex.a manifestado interesse em aderir à Ação Judicial da
Ultrapassagens, vimos pelo presente informar que a mesma deu entrada no
Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra no passado dia 09/4/2019, tendo sido posteriormente apresentada a Contestação do Ministério da Educação e coonsequentemente a Resposta do Sindicato à Contestação, pelo que neste momento, e desde Junho do corrente ano civil, encontra-se a mesma a aguardar Despacho de pronúncia do Juiz titular do processo.

Assim, e apesar da morosidade característica dos Tribunais Administrativos e
Fiscais, a Ação tem corrido os seus trâmites processuais de acordo com a
normalidade, pelo que assim que houver algum desenvolvimento de relevância será oportunamente levado ao conhecimento de V.a Ex.a.

Com os melhores cumprimentos,

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Reserva de recrutamento n.º 10

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 11 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 12 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Tiago chamado ao Parlamento

Mal tomou posse, a Comissão de Educação chamou o Tiago ao Parlamento.

A iniciativa partiu do PCP, BE e CDS. Os comunistas e os bloquistas querem pedir explicações ao ministro sobre a falta de funcionários nas escolas. Os centristas exigem esclarecimentos sobre o fim dos chumbos no ensino básico, que consta do programa de Governo.

Aguardemos mais uma sessão de retórica para “boi dormir”…

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Cerimónia de entrega de Prémios Nacionais eTwinning 2019

 

 

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Como ajudar os pais a serem encarregados de educação

Comecem a levar às escolas pessoas experientes, de preferência também Pais, pessoas corajosas, criativas, com conhecimentos técnicos (psicólogos, sociólogos, professores,…), para dizer aos Pais o que eles precisam ouvir, mas sobretudo, de uma forma que eles escutem.

Levem convidados que não se preocupem com a “avaliação” que vai ser feita num questionário final. Convidados independentes para ajudarem a responsabilizar os Pais.

Levem convidados que ajudem com técnicas para os Pais enfrentarem os seus problemas, a sua falta de tempo e as suas dúvidas. Ninguém nasce sabendo como se vive.

No século XXI, a informação está aí.

Qualquer Pai, se quiser, faz uma pesquisa e sabe tudo sobre a importância das regras, sobre o valor do “não”, sobre a necessidade de haver afeto e disciplina…até há essas modas da “Parentalidade Positiva”, por exemplo. Só que isso NÃO chega. Atingir o coração e o cérebro dos Pais exige experiência, criatividade e coragem.

No Agrupamento de Escolas Cego do Maio, fizemos uma das centenas de Palestras que já dinamizámos de norte a sul do país. Mas fizemos como se fosse a primeira. Porque esta é a nossa paixão. Os ecos que nos chegam, os ecos que nos emocionam, as avaliações informais de muitos Pais, dizem : “Falámos de temas importantes, de forma leve. Obrigado! Estava a precisar!”.

Comecem a levar às escolas pessoas que responsabilizam os Pais. Todos ficamos com pena porque eram “só 60”, mas ontem seriam 20, e manhã serão mais. Ou não. Temos é que tentar. Responsabilizar os Pais é fundamental. E tem tanto de ciência, como de arte. Eu próprio, no meu papel de pai, também preciso de melhorar, claro.

Todos precisamos.

O mundo precisa conhecer os bons exemplos…A Associação de Pais, nesta Palestra, brilhava com entusiasmo pela sua reeleição, o que nos dá esperança para o futuro. Os diretores dos Agrupamentos têm missões complexas, dada a heterogeneidade do docentes ( e não docentes ) com quem trabalham. Eles motivam, sim, mas também precisam de ajuda. Nomeadamente dos Pais. Precisam de Pais envolvidos pela positiva. O diretor fez o seu papel. Muitos professores, também fizeram, porque vieram à sessão, como de Pais.

Parem de organizar sessões de xaxa, onde os Pais sentem que foram perder tempo, agravando a sua ausência de participação, porque as pessoas convidadas não estavam de corpo, alma, coração,suor, lágrimas, sangue e não apresentaram exemplos concretos com frontalidade, sem se esquecerem de referir que há problemas que necessitam de terapia.

Não fomos para agradar, ou para fazer amigos. Quando pararmos de suar, quando pararmos de ficar emocionados, quando pararmos de escutar com o corpo e de estar em relação com as pessoas, procuraremos outra ocupação.

Mas organizar sessões de xaxa, já é melhor do que nada! Porque o ditado está certo…Santos da casa, não fazem milagres…a vinda de pessoas de fora, pode ajudar. Mesmo uma sessão de xaxa tem pontos positivos. Nem que seja o convite que se manda. O repto lançado aos Pais, já é pedagógico, ficando na sua consciência quando não vão.

Felizmente, há cada vez mais e melhores psicólogos nas escolas. E, felizmente, estão concentrados na sua missão. Não é fácil “ser juiz em causa própria”. Por isso, acreditamos que chamar pessoas de fora, pode ser uma lufada de ar fresco.

Movidos pelo sucesso da sessão no Agrupamento de Escolas Cego do Maio, sentimos que contribuímos para agitar os Pais. Os Pais, os Assistentes Operacionais (e docentes que também são Pais), foram excelentes. Permitiram-se crescer. A mudança de comportamento dá-se, muitas vezes, sem termos noção dela.

Sabemos que não é esta a solução de todos os males, mas sabemos que uma boa Palestra, uma boa Formação, um Colóquio, uma boa Sessão de Sensibilização, é um contributo válido para o sucesso educativo. Nem que seja pelo exemplo dado aos alunos.

Motivar e estar Motivado. É um paradoxo falarmos disto aos Pais?

Os Pais deviam estar motivados e deviam saber motivar as crianças e jovens?

Pois não estão. E, muitas vezes, não sabem.

É o tal livro de instruções que não vem com os filhos. Mas os nossos avós não precisavam de Palestras?

Pois talvez não. Mas os tempos mudaram! E muito. Só não vê, o pior cego.

Há evolução. Há a tecnologia a dar-nos cabo do cérebro das crianças (quando mal utilizada). Há depressões e suicídios. E há o politicamente correto, esse monstro.

Mas e se não há verba? E se ninguém vem? Com quem vão deixar os filhos? O cão não vai comer os arranjos de mesa? Há 18 anos que escuto desculpas. E há 18 anos que escuto pessoas que arranjam soluções. Imaginem quem é que leva o mundo para a frente? E há os que ainda não conseguiram, mas estão a tentar.

Comecemos a ter coragem de dizer aos Pais o que devem fazer, com ideias para aplicarem. Claro que há alguns Pais que simplesmente não sabem mais. E há os que (até por doença mental), não conseguem fazer melhor. Mas há muitos que podem e devem melhorar. Vamos responsabilizar e informar

esses Pais. Com profissionalismo. Com criatividade, experiência e coragem. Parabéns a todas as escolas que estão a fazer um esforço.

Nesse fim de dia, dissemos algumas verdades. E vamos continuar a dizer. Da forma mais impactante, diremos o mais importante.

As crianças e jovens merecem.

Parabéns aos que foram. Parabéns aos que organizaram. Parabéns à escola, aos políticos (estavam presentes também de corpo e alma, o que nem sempre acontece), e a todos os Auxiliares que trabalharam a mais naquele dia, porque nada (além da chuva e pouco mais), cai do céu.

Sem a dose certa de erro, idealismo e de sonho, não vamos lá. Seremos todos cúmplices da degradação de que tanto se fala em surdina, se não tentarmos nada, ou se apenas fizermos publicações indignadas com o estado das coisas.

Alfredo Leite, Um Mundo Brilhante.

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Professores merecem mais – Vítor Colaço Santos

Professores merecem mais

O governo de António Costa continuará a não dar merecida consideração aos professores?

O novo velho ministro da Educação irá continuar a pôr a opinião pública contra a classe que dá instrução aos alunos? Os professores são dignos de respeito, credibilidade e mérito. Uma Escola Pública sem Assistentes Operacionais não funciona, havendo estabelecimentos de ensino encerrados por falta destes funcionários.

Diz-me uma amiga professora que há turmas na sua Escola, desde o início do ano lectivo, que, ainda, não têm professores em várias disciplinas…

Porque razão os arquipélagos da Madeira e dos Açores resolveram, gradualmente no tempo, a contagem integral de todo o trabalho dos professores e, no Continente não? Já se estima que a médio/longo prazo haja falta de professores. Assim, não admira. Onde está o reconhecimento e incentivo? Não há! Quem não acarinha os docentes mata o futuro de Portugal!

Vítor Colaço Santos

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