Category: Rui Cardoso

A regionalização “em marcha” a coberto da pandemia…

Na conferência de imprensa dada pelo PM, não foi proferida uma palavra sobre este tema ou a aprovação do decreto-lei que altera a orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Mas no comunicado do Conselhoe de Ministros está bem escrito… A regionalização avança em silêncio…

 

O diploma consagra a eleição indireta dos respetivos presidentes por um colégio eleitoral composto pelos presidentes e vereadores das câmaras municipais e pelos presidentes e membros das assembleias municipais (incluindo os presidentes de junta de freguesia) da respetiva área territorial, no sentido de garantir uma maior representatividade de todos os eleitos locais e uma melhor administração ao nível regional, reforçando a legitimidade democrática e a transparência ao nível da governação regional. A eleição será fixada para o mês de setembro.

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Orientações técnicas da INEE para apoiar a educação durante a pandemia da COVID-19

 

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As muitas escolas da pandemia…

“Um crime contra as crianças”

Um colega meu que tem os filhos numa escola de Braga que cumpre o horário completo de aulas à distância descobriu que a sobrinha, com sete anos, apenas tinha duas horas de aulas por semana numa escola em São João da Madeira. Mandou um e-mail à Direção-Geral da Educação a pedir esclarecimentos, perguntando se isto era legal. Não me parece que vá gostar da resposta.

O filho de um antigo aluno meu, que vive em Esposende, tem cinco horas por semana. Mas ele tem sorte. Noutro agrupamento de Esposende estiveram sem aulas online até há cerca de 15 dias. Por pressão dos pais, algumas turmas têm agora uma hora por semana. Uma conhecida que vive em Ponta Delgada contou-me que, no caso da filha, simplesmente não há aulas à distância. Como havia alunos sem acesso às tecnologias, a escola decidiu que não havia aulas para ninguém. A professora manda um plano semanal de trabalho e depois envia as correções para os pais verificarem o trabalho dos alunos. Num município que não identifico para não denunciar a professora, há um agrupamento que não permite aos professores estarem mais do que uma hora por semana. Há uma professora que está mais tempo, mas pediu aos pais para não dizerem nada, porque podia ter problemas com isso. Em Oeiras, há uma escola que tem 30 minutos à terça e à sexta-feira. Já um amigo que vive em Lisboa (Agrupamento de Escolas Professor Lindley Cintra) tem a miú­da com apenas 30 minutos de aulas por semana. Na mesma escola, há outra turma com zero minutos.

A minha filha, de oito anos, tem duas horas de aulas por dia, com um intervalo, pelo meio, de uma hora, para trabalho autónomo. Tem ainda duas aulas de Inglês por semana. O trabalho que está a ser feito na escola dela, o Colégio Leonardo da Vinci, é notável. Mas não se fique com a ideia de que os bons exemplos são apenas de escolas privadas. Um amigo de Esposende e outro do Porto, ambos com os filhos no ensino público, relatam-me ótimas experiências — em tudo semelhantes à da minha filha.

Tudo o que descrevi acima, com uma ou outra imprecisão, são casos reais. Mas não fique com a ideia de que são casos isolados. O Centro de Economia da Educação da Universidade Nova de Lisboa tem recolhido informação sistemática sobre este assunto. A variabilidade é enorme. Para se ter uma ideia, 15% dos alunos não têm acesso em casa a computador com internet.

Compreendo o desejo de muitos que pedem para que as escolas reabram já. Até porque as escolas do primeiro ciclo já reabriram na maioria dos países. Mas essa exigência é errada. Tal como a telescola que foi anunciada a 9 de abril serviu de desculpa para não se enfrentar a sério o problema das desigualdades que se iam criar, abrir agora as escolas por mais duas ou três semanas não servirá para nada.

O que se está a fazer com muitas crianças é um crime. Falamos de crianças do primeiro ciclo do ensino básico, que estão a aprender a ler, a escrever e a contar. Crianças de seis e sete anos que têm o cérebro em formação. Um atraso na aquisição destas competências pode afetá-las para a vida toda. Muitas já partem em desvantagem, dado o ambiente familiar de onde vêm. Não atuar agora de forma decisiva é condená-las.

Em Inglaterra e noutros países, há cada vez mais pressões para que as escolas abram no verão, para apoiarem os alunos que ficaram para trás. Em Portugal, a UNICEF pede o mesmo. Há escolas privadas que o vão fazer. O Colégio Mundos de Vida, escola bilingue em Famalicão, propõe uma escola de verão, integralmente em inglês, durante todo o mês de julho, aos seus alunos. Setembro funcionará como um quarto período letivo, onde apenas se consolidarão os conhecimentos do terceiro período. Apesar de as aulas funcionarem “normalmente” à distância, consideram necessário o esforço extra.

A 30 de março, assustado com a solução que se desenhava, escrevi que a forma como se ia lidar com as desigualdades criadas com o fim das aulas presenciais seria “o grande teste à governação socialista”. Para já, estão a falhar miseravelmente. E fazem-no com a conivência da FENPROF, sindicato de que me vou desvincular. Quando um Governo socialista e um sindicato comunista se marimbam para os danos causados nas crianças mais pobres, faz algum sentido dizer-se que a esquerda é pela igualdade? Não culpo só o Governo e o sindicato, afinal, se aceitam esta solução, é também porque não querem enfrentar nem a opinião pública nem os professores, que continuam a apoiar as escolas fechadas e não querem ouvir falar de planos extraordinários de recuperação.

Como me dizia um amigo, João Pires da Cruz, às vezes parecemos uma anedota: “Pega-se em qualquer questão, por exemplo a reação à epidemia, e percebe-se que a única coisa bem-sucedida foi aquilo em que era preciso não trabalhar. Em tudo aquilo em que seria preciso trabalhar falhou-se.

In Expresso, Luís Aguiar Conraria, Professor de Economia da Univ. do Minho

 

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12 crianças e quatro auxiliares estão em isolamento profilático em creche

O medo de muitos pais e pessoal das creches e do EPE…

Creche em Torres Vedras em quarentena depois de caso positivo

Uma dúzia de crianças e quatro funcionários da creche do Centro Paroquial de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, estão em isolamento profilático, depois de uma criança ter testado positivo à covid-19, disse hoje a sua diretora.

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Reserva de recrutamento n.º 33

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 33.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 08 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 09 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

 

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Por uma escola humanizada – Raquel Varela

 

Por uma escola humanizada

Costa anunciou ontem um pacote de transição digital nas escolas. Este era o momento para anunciar redução alunos por turma, melhoria dos salários de professores e funcionários. Retorno a aulas de grande curiosidade e valor cientifico, num turno, presenciais, e deixar muitas horas livres para brincadeira e socialização, noutro turno. Em vez disso vai-se colar as crianças a um ecran. Este foi o momento excepcional em que aprendemos neste experimento mundial obrigados pelas medidas da pandemia que o “ensino” online não funciona – em vez disso prego a fundo rumo ao desastre.
Os professores, até agora, empenhados e descontentes, ou reagem impedindo isto ou vão descobrir que com o ensino em casa não se livram da escola de que não gostavam. Pelo contrário, essa mesma escola de que já não gostavam vai passar agora a ser a sua casa, que vão odiar tanto ou mais do que a escola. Em breve vão ter saudades até das filas de trânsito quando se descobrirem totalmente alienados dos seus alunos, o seu sentido da vida, e a casa transformada em tudo o que de mau há hoje nas escolas, sem nada do que há de bom. Para o país, se esta “transição” avançar, imposta sem qualquer discussão democrática, vai ser um retrocesso civilizacional. Esperamos a lista de empresas que vão vender estes pacotes ao Estado e respectivos mediadores de interesses. Já que vendem o último pedaço de Estado social – a educação – ao mercado, acabando com um serviço que estava fora da alçada do mercado – que nos digam de forma transparente quem vai ficar com o dinheiro dos nossos impostos, enquanto transformam os nossos filhos em autómatos, obsesos, e (ainda mais) desfuncionais do ponto de vista relacional.

Quem acha que isto é um problema de pais, alunos e professores, que pensam na qualidade do trabalho e na felicidades das pessoas (e esse deve ser o objectivo), desengane-se. Não seremos 4 milhões os afectados, mas 10 milhões. Esta força de trabalho sairá da escola sem qualquer capacidade de pensar a totalidade, autonomia ou complexidades de raciocínio, saberão carregar o polegar num ecran. Portanto não conseguirão dar conta do trabalho real, seja no público seja no privado.

Assumi há muito com confiança o meu papel de “velho do Restelo” neste campo. Tenho anos, já décadas, de trabalho cientifico nesta matéria. Sou contra qualquer aparelho na escola, acho que os telemóveis deviam ser proibidos, até no recreio, que quadros interactivos, e mesmo o famoso power Point, só servem para dispersar. Acho que uma escola seria apaixonante para os alunos e professores se tivesse aulas magistrais clássicas, de manhã, dadas por professores de excelência cientifica muitíssimo bem pagos, e um amplo espaço verde e de convívio livre onde o desporto, os trabalhos manuais diversos (construir coisas com as mãos) e o lazer fossem pelo menos metade do dia. Isto que assistimos é tudo o contrário do que defendo – a “transição digital” é, como já tantos no campo da filosofia alertaram, a barbárie tecnológica.

In Raquel Varela

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PEES – Medidas do governo para a Escola Digital e retirada de amianto

 

 

 

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400 milhões? Pago para ver…

Escolas “pagam para ver” investimento de 400 milhões anunciados por Costa

“Eu pago para ver”, responde o presidente da Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, pedindo “menos intenções e mais acções” ao Governo. Filinto Lima, que dirige a outra organização do sector, a Associações dos Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, alinha pelo mesmo discurso, dizendo esperar que o programa anunciado “possa estar no terreno quando os alunos chegarem às escolas” para o próximo ano lectivo

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Protesto à publicação das listas provisórias de acesso aos 5º e 7º escalões da carreira docente

 

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400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

Governo aprova 400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

O Governo vai lançar um programa para assegurar a universalização do acesso e utilização de recursos educativos digitais, um investimento no valor de 400 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, esta quinta-feira.

“Esta crise demonstrou bem como é essencial combater as desigualdades, designadamente aquelas do ensino à distância”, afirmou António Costa em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, sublinhando a necessidade de assegurar o acesso ao ensino digital em suporte digital.

O programa que foi hoje aprovado pelo Conselho de Ministros faz parte do Programa de Estabilização Económica e Social, que vai enquadrar o futuro Orçamento Suplementar.

De acordo com o documento apresentado durante a intervenção do primeiro-ministro, está prevista a aquisição de computadores, conetividade e licenças de ‘software’ para todas as escolas públicas, “dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar”.

O Governo vai também apoiar a produção de novos recursos didáticos e educativos, no sentido de incrementar a desmaterialização de manuais escolares.

Nesta primeira fase do programa de universalização da Escola Digital, vai também ser desenvolvido um programa de capacitação digital dos docentes.

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Atualização da Norma 2/JNE/2020

 

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Repensar as escolas – José Pacheco

 

Num dos mais recentes estudos realizados a nível mundial, com respondentes de 59 países, sobre os efeitos da pandemia covid-19 nas escolas, a OCDE traça um cenário bastante otimista sobre o modo como os sistemas educativos responderam de imediato aos problemas surgidos. No entanto, são referidas algumas dificuldades.

Uma das primeiras ideias com que se fica da leitura do relatório “Schooling disrupted, Schooling rethought” é que ainda estamos na 1.ª fase das mudanças operadas nas escolas, sendo necessário enfrentar com realismo a 2.ª fase, que já está entre nós, representando um período que exige medidas de distanciamento, tal como cuidados de higienização em larga escala. Aliás, o relatório é quase um guião para preparar essa 2.ª fase a todos os níveis da escola e da comunidade.

As respostas dadas pelos diferentes sistemas educativos revelaram a existência de uma notável resiliência, flexibilidade e autonomia para que estratégias urgentes e de continuidade das atividades de aprendizagem fossem estabelecidas, de modo a enfrentar as consequências resultantes do encerramento da escola presencial.

Os professores e os alunos, bem como as famílias e outros agentes escolares adaptaram-se de forma inovadora aos desafios surgidos com a pandemia, sobretudo na realização de atividades escolares através do ensino à distância. Porém, os resultados indicam que os professores não têm uma ideia suficientemente positiva quanto à avaliação que fazem sobre a eficácia dessas atividades.

As estratégias de continuidade das atividades escolares promoveram o desenvolvimento profissional dos professores, pelo que o ensino à distância pode ser associado à melhoria das escolas e das aprendizagens, estando também ligado à promoção de uma aprendizagem mais autónoma e independente dos alunos. Aliás, conclui-se que as mudanças verificadas nas escolas revelaram o enorme potencial de inovação que estava adormecido em muitos dos sistemas educativos. Ou seja, a escola sai desta crise mais credibilizada socialmente.

Desta 1.ª fase, em que as escolas tiveram uma elevada capacidade de mobilização de sinergias, e ainda na perspetiva da OCDE, há duas lições a tirar. A primeira, mais negativamente, está relacionada com as desigualdades e as disparidades no acesso e no uso das tecnologias digitais, constituindo um sério problema quando são comparados alunos de diferentes grupos socioeconómicos. Ao invés, a outra lição reforça a convicção de que a pandemia está a contribuir para fomentar as competências indispensáveis para a educação do século XXI.

Para isso, e uma vez garantidas as condições indispensáveis para uma escola diferente (mais digital nas suas atividades de ensino e aprendizagem, com mais comunicação ao nível da comunidade educativa e mais autónoma na gestão do currículo), é urgente refletir sobre o que é que a escola exige aos alunos, quer ao nível do conhecimento que é essencial, independentemente das possíveis formatações curriculares, quer ao nível das competências socioemocionais.

No relatório citado, é bem evidenciada a alteração que a pandemia provoca no modo de os alunos olharem para os problemas do mundo, a partir das aprendizagens realizadas na escola.

In Público

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Alexandra Leitão volta (mais ou menos) atrás nos cortes salariais

 

Isto de conversa de politico tem muito. Primeiro deita-se ao ar, depois, se não tiver a aceitação do público recua-se um bocadinho.

Ministra volta atrás, descarta congelamento das carreiras e admite aumentos na Função Pública

Em entrevista à TSF, a ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, alinhou-se ao discurso do primeiro-ministro de que a recuperação económica não será feita através de uma linha de austeridade. “O Estado tem de pilotar a retoma, com investimento público e com a recusa de políticas de austeridade, que retirem rendimentos às pessoas”, disse a ministra.

“Sempre numa lógica de responsabilidade, temos de assumir que podemos ter de fazer ajustes. Mas, neste momento, não vislumbramos que esses ajustes passem por cortes ou congelamentos”, explicou.

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Grupo de recrutamento de Intervenção Precoce aprovado na Assembleia da República

 

As propostas do BE, do PCP e do PAN foram aprovadas para a criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce. O governo tem, agora, nas mãos “o menino”. Por estranho que pareça, a bancada do PS foi o única a votar contra a criação deste grupo de recrutamento.

Projeto de Resolução 105/XIV
 
Projeto de Resolução 207/XIV
 
Projeto de Resolução 173/XIV

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A oportunidade de classificar menos e avaliar mais

 

Há quem esteja a ver a pandemia como uma oportunidade de mudança de certos paradigmas instituídos. Na questão da avaliação dos alunos e das suas aprendizagens este tema é recorrente.

A defesa do abandono dos testes como ponto central da avaliação é hoje em dia um debate aceso. A impossibilidade da idoneidade na realização de testes à distância, trouxe uma adaptação forçada de elementos avaliativos. Os defensores do método “alternativo” viram a oportunidade e estão a aproveitá-la, contra a frustação dos que defendem os testes como única e exclusiva forma de aferir conhecimentos.

Pandemia “é oportunidade” para retirar peso aos testes escritos na avaliação

Diretores e professores concordam: o sistema avaliativo tradicionalmente aplicado na vasta maioria das escolas deve ser alvo de uma reforma. Uma transformação que pode ser instigada pela adaptação que as escolas já foram obrigadas a fazer, devido ao ensino à distância.

iretores e professores consideram que este é apenas um passo no caminho certo, aquele que já deveria ser o da educação, e que as escolas devem aproveitar esta oportunidade para mudar o paradigma.

“Toda a gente dá valor” a um teste escrito, “professores, pais e alunos”. “Até dá a ideia de que se não houvesse testes escritos o aluno não poderia ser avaliado, e pode”, diz o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A discussão adensa-se com o anúncio da possibilidade de um próximo ano letivo híbrido (com ensino presencial e à distância), por força da ausência de uma vacina que trave a atual pandemia de covid-19. Pode este critério de avaliação prevalecer com a mesma ponderação? Filinto Lima diz que “há outros critérios que devem ter maior ponderação, como a apresentação oral de trabalhos”.

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Corte salarial ponderado no OE que está a ser ponderado…

É tudo uma questão de ponderação , bem poderada…

Marcelo diz que cortes salariais terão de ser “ponderados”

Questionado pelos jornalistas a propósito das palavras da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, que garantiu que os cortes salariais “não serão a primeira opção” do Governo num cenário de austeridade, Marcelo Rebelo de Sousa lembra “que isso terá de ser ponderado no quadro de um orçamento complementar que ainda está a ser ponderado”.

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Professores que garantem aulas presenciais e não presenciais no 11.º e 12.º ano

Há quem não concorde com as diretrizes do governo sobre as aulas no 11.º e 12.º ano, continuando a assegurar aulas não presenciais aos alunos que não vão à escola. Isto sim, é um ato de revolução, de profissionalismo e ética.

11.º e 12.º anos. Há professores que continuam a garantir ensino a alunos que faltam

A presença nas aulas presenciais que arrancaram no dia 18 de maio para os 11.º e 12.º anos não é obrigatória, mas “grande parte dos alunos estão a ir” e “o número deve aumentar à medida que o tempo passa”. A certeza é de Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Para aqueles que faltem, a escola não está, de acordo com as diretrizes do Governo, obrigada a garantir-lhes o ensino à distância, a não ser aos alunos que pertençam a grupos de risco (mediante apresentação de um atestado). Mas há professores que têm ido além do seu horário laboral nas salas de aula para garantir o acompanhamento de todos.

 

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Mobilidade por doença 2020/2021 – Formalização do Pedido

 

Aplicação disponível entre o dia 3 de junho e as 18:00 horas de 9 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

Nota informativa

 

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O Plano de Educação Digital chega com o próximo ano letivo

Enquanto o SE da Educação fala em como o E@D foi um remendo, dadas as circunstâncias, para que o ano letivo não terminasse na Páscoa, o ministro da Economia fala em revolucionar tecnologicamente a Educação. Avançar com o Plano de Educação Digital parece que é uma prioridade. Será que depois de tudo o que se fez até agora à custa dos professores e alunos, vão dar-nos condições de trabalho? Espero bem que sim.  Que isto não seja mais um plano para “inglês ver”, sugando os professores e alunos, tal como desenvolvendo fossos sociais entre a comunidade educativa.

Nas ultimas declarações do primeiro ministro sobre o assunto, o mesmo anunciou que, para combater as desigualdades, pretende que todos os alunos tenham acesso a equipamentos e internet. Para alguns alunos será um “esforço” para breve, mas a medida será “universal” no próximo ano letivo. Resta saber se o governo e a escola vão continuar a viver à custa dos computadores dos professores…

Escola digital já no próximo ano letivo? O Governo diz que sim

O Plano de Educação Digital tem de ser acelerado no próximo ano letivo. O ministro Pedro Siza Vieira diz que o projecto está já em curso e não pode esperar mais, até para precaver uma eventual segunda vaga da pandemia de Covid-19.

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E@D é apenas um remendo

 

O secretário de Estado Adjunto e da Educação reconheceu esta terça-feira que a solução do ensino à distância para o terceiro período letivo é um “remendo”, sublinhando que não substitui o trabalho presencial.

Não pensemos que o que aconteceu neste terceiro período, e está a acontecer, é uma mudança paradigmática na educação. É um remendo para poder levar este ano letivo até ao fim e agora interessa-nos estarmos num trabalho de preparação para o próximo ano letivo”, afirmou João Costa.

Nenhum sistema educativo no mundo estava preparado para isto e aquilo que fizemos, de março para cá, foi, no fundo, arranjar uma solução de emergência”, considerou João Costa.

Esta distância que agora foi criada é uma machadada muito grande nestas áreas de competência, nas competências sociais e nas competências emocionais. Porque a essência do ato educativo está na dimensão relacional”, referiu.

Não é realista imaginar que uma criança do primeiro ciclo de escolaridade tem as competências de autonomia, de organização, de planeamento, de controlo, de regulação emocional para trabalhar 20 horas por semana autonomamente e cinco horas por semana com o professor”, considerou Pedro Cunha, que é também especialista em psicologia educacional.

Esta dependência das famílias não é justa, na medida em que há pais que têm capacidade, formação, disponibilidade para apoiar os seus filhos, mas há outros que simplesmente não conseguem e por muito intencionados que estejam sentem-se perdidos e isto também é um enorme acelerador de desigualdades”, explicou.

Olhando para o futuro, o secretário de Estado considerou ainda que o contexto atual, que “pôs o sistema educativo debaixo de uma lupa”, mostrou também a importância de pensar o currículo de forma diferente, de forma integrada e interdisciplinar, e com uma atenção maior sobre as literacias mediática e digital.

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LISTAS PROVISÓRIAS DO CONCURSO DE MOBILIDADE INTERNA – ANO ESCOLAR 2020/2021 REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

 

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Carta Aberta SPEF e CNAPEF ao Ministro da Educação. Educação Física 2020/2021

Carta Aberta SPEF e CNAPEF ao Ministro da Educação. Educação Física 2020/2021

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

 

Aplicação disponível de 2 a 12 de junho (18:00 horas de Portugal continental) para os estabelecimentos de ensino efetuarem a validação das candidaturas.

 

SIGRHE

 

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Os chapéus “helicóptro” chegaram às escolas

“Balha-me” Deus… nem consigo comentar!

As crianças necessitam de brincar umas com as outras e não é à distância.

Chapéus com hélices são a solução para a distância social nos jardins de infância em Arcos de Valdevez

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro héllices.

Os chapéus foram montados pelos próprios alunos e apelidados de “estamos de volta”, informa a autarquia num comunicado divulgado nas redes sociais. Segundo a autarquuia, cada hélice tem 1,20 metros e funciona “como uma sugestão amiga de afastamento”.

Segundo a autarquia, foram oferecidos às crianças 380  destes dispositivos que tentam promover a segurança de uma forma lúdica. Compostos por sete peças em polipropileno, a montagem do mesmo serve como um “elemento de grande originalidade e cariz pedagógico”, segundo a autarquia.

A ideia recolhe, nas redes sociais, aplausos pela criatividade e críticas pelo distanciamento que cria entre as crianças.

Esta iniciativa não é novidade, tendo já sido usada na China quando as crianças regressaram às aulas, no início de abril.

Esta segunda-feira, a diretora-geral da Saúde lembrou, no dia da criança, que é essencial que os mais novos voltem a brincar uns com os outros, mas avisou para a necessidade de não esquecer que é essencial manter as regras de segurança, apelando especial cuidado por parte dos educadores.

 

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Outros números epidémicos – Mário Silva

 

2020

1488

Nº de profs na lista de espera para subir ao 5º escalão

857

Nº de vagas para o 5º escalão

2348

Nº de profs na lista de espera para subir ao 7º escalão

1050

Nº de vagas para o 7º escalão

0

Nº de profs na lista de espera para subir ao 5º e 7º escalão nos Açores

Todos

Nº de profs com acesso ao 5º e 7º escalão na Madeira

Conclusões:

– se o ritmo de vagas se mantivesse igual ao deste ano, o último da lista tinha de esperar 2 anos e meio para subir de escalão

– como há flutuações, facilmente se compreende que em média, espera-se mais 4 a 5 anos para subir de escalão

– também facilmente se compreende que deste modo, a maioria dos profs vai chegar à idade da aposentação ainda no 6º escalão

– Há docentes de 1ª categoria e de 2ª categoria, e pelos vistos os primeiros trabalham nas ilhas…

A grande ironia, é que os professores são avaliados quantitativamente de forma normativa, com critérios de subjetividade suprema e com efeitos coercivos e penalizadores, sendo a avaliação formativa inexistente, o que é um enorme paradoxo, quando é exigido que, como avaliadores, estabeleçam critérios de avaliação para os alunos antagónicos àqueles a que são sujeitos como avaliados. Isto evidencia uma hipocrisia e cinismo dos dirigentes governamentais, que criaram um artificialismo para implementar o modelo da categorização dos professores em titulares e não titulares sugerido em 2008, discriminando negativamente a maioria dos docentes, condenando-os a um ‘congelamento’ remuneratório implícito.

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Perguntas frequentes sobre o PREVPAP 01-06-2020, 3.º aditamento

 

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Aulas no verão para combater desigualdades…

Até nem era mau de todo se permitissem férias em setembro, outubro ou novembro aos professores e alunos, mas coo não permitem…

Unicef pede que escolas recebam crianças no verão para diminuir desigualdades

A diretora da Unicef Portugal defendeu que as escolas deviam acolher, durante o verão, as crianças que tiveram dificuldades de aprendizagem através no ensino à distância imposto pela pandemia para tentar diminuir as desigualdades.

Desde meados de março que os alunos desde o 1.º ano até ao 10.º ano estão fechados em casa em ensino à distância e assim vão permanecer até ao final do ano letivo.

Em declarações à Lusa, a diretora executiva da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) Portugal, Beatriz Imperatori, alertou que nem todos estão a conseguir aprender através deste novo modelo de ensino, que o próprio ministro da Educação já reconheceu não ser ideal, mas ser a solução possível durante o período de pandemia de covid-19.

Muitas das crianças e jovens contactadas pela Unicef Portugal revelaram que o ensino à distância “é giro mas não se aprende o mesmo”, contou à Lusa a Beatriz Imperatori.

O desafio que lançamos é que a escola, antes de abrir, possa chamar as crianças mais vulneráveis e possa trabalhar com elas durante o verão de forma formal e não formal para que estejam mais bem preparadas no regresso às aulas”, defendeu.

Para que no regresso às aulas as diferenças estejam minimizadas, as crianças podem frequentar atividades extraescolares durante o verão, podem andar em Atividades de Tempos Livres ou oficinas criativas, o que lhes permite adquirir novos conhecimentos mas também voltar a ter um ambiente escolar.

A representante da Unicef em Portugal lembrou que o papel da escola é o de garantir que todos têm as mesmas oportunidades e que nas escolas os professores sabem quem são os que parece estarem a ficar para trás.

Nos últimos meses, docentes, diretores e até partidos políticos têm alertado para o facto de a pandemia fazer aumentar as desigualdades.

Entre as famílias carenciadas, mais de 50 mil alunos não tinham acesso à internet ou estavam sem computador quando começou o ensino à distância, um problema que foi sendo gradualmente resolvido com a ajuda das comunidades escolares, autarquias e até de voluntários que ofereceram ou emprestaram equipamentos.

No entanto, referiu Beatriz Imperatori, “algumas destas crianças não tinham proximidade a estes meios e por isso foi difícil conseguirem tirar o melhor partido”.

A representante da Unicef considerou que não basta entregar um computador a uma criança e esperar que ela consiga tirar o máximo partido do equipamento, assistir às aulas e fazer os trabalhos que lhes pedem.

Em casa, muitas crianças não têm quem lhes possa tirar as dúvidas e mesmo os pais com mais formação académica estão sem grande disponibilidade para acompanhar os filhos, porque estão em teletrabalho.

Sem aulas presenciais, muitos docentes optaram por enviar trabalhos para os alunos fazerem, mas sem o acompanhamento presencial que existe em sala de aula. Em muitas escolas, as aulas em direto contavam-se pelos dedos de uma mão.

Mas a preocupação da diretora da Unicef prende-se também com os que estão com dificuldades em lidar com os efeitos da pandemia que, de um dia para o outro, os forçou a estar confinados, longe da família e amigos.

A ameaça de morte pela doença, diariamente transmitida pelas notícias, foi outro dos problemas apontados pela representante da Unicef: “É preciso voltar a dar uma perspetiva diferente às crianças. Houve muitas que ficaram temerosas, porque a comunicação social andou muito em torno do eixo vida e morte”, alertou.

Também aqui a escola poderá ajudar a dar uma perspetiva diferente às crianças, tentando explicar as medidas tomadas e os seus efeitos, uma vez que as crianças não têm ainda maturidade para poder perceber o problema como um todo.

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Carreiras e vencimentos docentes no pós ou durante COVID19

 

As informações têm estado sobre o máximo sigilo, não têm revelado nada, porque também não o podem fazer, os cenários são muitos e imprevisíveis.

Até ao final do ano, e se nada surgir em contrário, as progressões estão asseguradas. O que acontecerá depois de 31 de dezembro ainda é uma incógnita, mas começam a ouvir-se um ou outro cenário. A economia caiu, o PIB cai, o défice aumenta… Nada disto pode parecer uma novidade, é lógica.

Vamos sofrer com tudo isto? Vamos. Resta saber de que forma.

Para já podemos conhecer-nos que o tal aumento “prometido” de 1% não acontecerá. Como vamos pagar a crise, ainda não sabemos ou temos a certeza, mas a austeridade não está fora da mesa. Tudo depende como a situação do país, da Europa e do mundo evoluir, e de como o governo, os patrões e a pulação reagirem.

Estamos num limbo de incerteza, mas prefiro estar vivo para pagar esta crise do que a deixar de herança a quem cá ficar. Não quer isso dizer que o farei calado e sem criticar a opção de serem sempre os mesmos a pagar a crise. Se ajudamos os bancos durante a crise que eles provocaram, estamos agora na situação em que o favor tem de ser devolvido da mesma forma.

Cortes salariais “não serão a primeira opção” do governo num cenário de austeridade

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Publica admite a possibilidade de um eventual congelamento das progressões de carreira.

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E VERGONHA NA CARA, NÃO?! – Francisco Gomes

 

 

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Carta Aberta – O tudo de uns é o nada de outros

Carta Aberta – O tudo de uns é o nada de outros

Tenho pena, tenho mesmo muita pena, que sejam sempre os mesmos os parentes pobres do sistema, que se queira poupar sempre à custa dos mesmos, que se exija que as coisas corram bem sempre contando com a boa vontade, a disponibilidade, a motivação, a flexibilidade, a criatividade, a determinação, a generosidade, a empatia, o respeito, a liderança, o comprometimento, a paciência, a capacidade de adaptação, a justiça, a equidade na diversidade, o bom senso, a coerência, a otimização, a reflexão, a análise, o espírito de sacrifício, os recursos, esticando a corda até ao limite…
Assume-se como certo, desde sempre, embora não esteja escrito em contrato algum, nem exista qualquer tipo de protocolo, nem tenha sido feita qualquer negociação, que os docentes devem e têm de comprar o material que necessitam para trabalhar, passo a explicar:
– o professor compra, com o seu dinheiro, todo o material de uso corrente que necessita para preparar as aulas e para lecionar (cadernos, lápis, borracha, esferográfica, dossiers, etc.);
– o professor, quando sente necessidade de possuir mais alguns recursos, nomeadamente livros, para melhor preparar os seus alunos para os momentos de avaliação ou para o exame, encomenda-os e paga-os do seu bolso;
– o professor, tantas e tantas vezes, por motivos diversos e variando de escola para escola, imprime em sua casa aquilo que necessita para usar nas aulas com os seus alunos; alguns, até, adquirem uma plastificadora e as respetivas folhas para conseguirem garantir a reutilização e durabilidade de alguns desses recursos;
– o professor que leciona disciplinas que pressupõem a utilização de calculadora gráfica tem de tratar de adquirir uma; e, se o ensino à distância se mantiver, para além deste ano letivo, convém começar a pensar em encomendar uma mesa digitalizadora;
– o professor, no desempenho das suas funções, trabalha cada vez mais com recursos e plataformas digitais, no entanto, as escolas não têm computadores para os docentes trabalharem fora das suas aulas (às vezes nem têm para trabalharem durante as aulas). Assim, cada docente tem de possuir um computador portátil, que leva para a escola, todos os dias, para conseguir cumprir com aquilo que lhe é exigido;
– o professor tem de ter ligação à internet em sua casa, pois não há hora para “desligar” da escola, trabalha fora de horas, recebe mails oficiais fora de horas e envia mails oficiais fora de horas; – o professor, muitas vezes, utiliza o seu telefone ou telemóvel pessoal para contactar com os pais e/ou encarregados de educação dos seus alunos, disponibilizando o seu contacto para que estes o possam fazer no sentido contrário;
Estes são alguns exemplos que comprovam que os professores são os únicos funcionários públicos que têm que levar para o seu local de trabalho as ferramentas que necessitam para exercer a sua profissão (quem parar em frente a uma escola, antes da hora do início das aulas, até poderá pensar que está junto de uma aerogare, pois há quem faça viagens de alguns dias com menos bagagem do que a quantidade de coisas que os docentes levam diariamente para a escola). A verdade nua e crua é que se o ensino à distância funcionou, e continua a funcionar, foi, e é, à custa dos recursos que os docentes têm nas suas casas, adquiridos e mantidos pelos próprios.
Para além do referido acima, existem alguns casos em que um professor quando chega de novo a uma escola é informado que terá de lecionar em diferentes polos dessa unidade orgânica, não existindo horários dos transportes públicos que permitam fazer, por essa via, as necessárias deslocações; note-se que, quando concorreu, não fazia parte dos requisitos ter carta de condução e possuir viatura. Os outros funcionários públicos fazem as suas deslocações em serviço nas viaturas oficiais, tendo alguns, até, direito a condutor.
Aquilo que muitos pensam, e que poucos contradizem, é que os professores ganham muito bem e têm muitas férias. Sobre isto, também tenho algumas coisas a dizer. Vou falar do meu caso concreto, servindo como exemplo para o leitor perceber o que se passa com milhares e milhares de professores deste país:
– os professores nunca trabalharam tanto, nunca lhes foi exigido tanto como nos dias que correm (não estou a falar das mudanças radicais que vivemos nos últimos meses, em consequência da pandemia que assola o mundo, e para as quais tivemos de dar resposta num tempo recorde), no entanto, estou a receber o mesmo que recebia há 18 anos, tendo durante algum tempo deste período recebido ainda menos. E não, contrariamente àquilo que se julga, não há professores a ganhar milhares de euros por mês;
– no ano letivo transato, contabilizei 80 horas passadas em reuniões, após o horário letivo normal da minha escola (tenho-as todas anotadas no meu caderno, um daqueles que uso em trabalho e foi comprado com o meu dinheiro…); cumpre-me aqui esclarecer que estas horas não são pagas nem como horas extraordinárias, nem de qualquer outra forma, e não incluem o restante trabalho realizado para a escola, pela noite dentro e aos fins-de-semana; imaginem, não é o meu caso, as dificuldades e angústias por que passa uma professora que se encontra colocada numa escola, longe dos restantes familiares, e que tem consigo filhos pequenos;
– sou coordenadora de departamento curricular (não me disponibilizei para o efeito, não votei em mim e não posso recusar o cargo) e recebo uma gratificação por exercer essa função; devido a esse acréscimo no meu vencimento base, subo no escalão do IRS, e aquilo que realmente recebo a mais por esse cargo corresponde a 42% do valor dessa bonificação; registei, também, todas as horas que trabalhei por conta do departamento, durante dois meses, não contando os contactos informais com colegas que são realizados frequentemente, e, através de uma básica regra de três simples, cheguei à conclusão que cada uma dessas horas foi paga pela módica quantia de 3,85 euros (esta remuneração é inferior ao valor pago por hora de trabalho de um funcionário público que receba o ordenado mínimo). Aqui, tenho de abrir um pequeno parêntesis: acho absurdo, para não dizer indecente, que um “técnico superior”, após 5 anos a estudar numa universidade, seja remunerado desta forma e questiono-me, com muita frequência, se valerá a pena pagar cursos superiores aos nossos filhos, nestas condições.
Estivemos a “desbravar terreno” durante quase dois meses no ensino à distância e, no meio de muita angústia e noites mal dormidas, conseguimos chegar a um patamar satisfatório nesta nova e tão diferente modalidade. Neste momento, regressamos todos à escola gerindo as incongruências que nos foram impostas pela tutela, no meio de evidente desnorte. Recebemos fortes recomendações para cumprirmos o distanciamento social, para fazermos a higienização frequente das mãos e cumprirmos com as regras da etiqueta respiratória. Para além destes cuidados, temos de usar máscaras. E é de máscaras que quero falar… Pois bem, no primeiro dia de aulas deste retorno à escola, dia 11 de maio, recebemos duas máscaras laváveis, numa embalagem que continha, também, um panfleto com as instruções de lavagem e utilização das mesmas. Com a primeira lavagem, à mão, antes ainda da primeira utilização, uma das máscaras que me deram começou a desintegrar-se, ou seja o TNT, que deveria funcionar como filtro fixo no interior da máscara, começou a apartar.
Afinal, entregaram-me máscaras de qualidade duvidosa! Nas instruções, era também referido que as máscaras não devem ser utilizadas mais do que 4 horas seguidas, devem ser lavadas após cada utilização e usadas bem secas. Isto é gozar com a nossa cara! Num dia em que tenho aulas de manhã, à tarde e tenho uma reunião ao final do dia, como aconteceu na segunda-feira passada, tenho de utilizar, no mínimo, 3 máscaras.
O meu serviço entregou-me duas (mesmo havendo dias em que necessito de 3), que tenho de usar sempre que estiver no interior da escola, que devo lavar e secar para utilizar no dia seguinte. Esta é a prova de que as máscaras fornecidas na minha escola, e é da minha escola que falo, não foram em quantidade que permita o seu uso em exclusivo dentro das instalações escolares e muito menos obedecem aos padrões de qualidade recomendados. Mais uma vez, está o sistema à espera que os professores comprem os acessórios que necessitam para trabalhar. Mais uma vez, verificamos que nos outros serviços públicos são fornecidas máscaras descartáveis aos funcionários.
Será que alguém ainda pensa que a educação “pesa” muito nas contas do estado? Se as escolas tivessem as mesmas condições que os outros serviços, o estado teria muitos mais, mas mesmo muitos mais, encargos com a educação!
Estou a trilhar o 25º ano da minha carreira profissional e gostei da escola desde o primeiro dia em que nela entrei, já lá vão 41 anos. Neste momento, estou cansada e farta e só me apetece mudar de vida. Pior do que estar exausta, é sentir a ingratidão, o abandono e o desrespeito…

Rosa Maciel

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Segunda-feira as escolas vão-se encher de alunos… do 1.º e 2.º Ciclo

 

Com a terceira fase de desconfinamento não serão só os alunos do Educação Pré-Escolar que regressarão à escola, haverá muitos mais a regressar.

Com as medidas anunciadas ontem e legisladas hoje, as famílias não terão outra hipótese de deixar as crianças nas escolas de acolhimento, em casa dos avós ou entregues a si mesmos.

O fim do teletrabalho obrigatório, o fim da suspensão de serviço, a cessação do apoio excecional à família por assistência a filhos ou outros dependentes a cargo decorrente da opção de não deixar os filhos ou outros dependentes na creche, ama, ou centros de atividades ocupacionais e a reabertura de valências, vai deixar muitos pais sem alternativa.  Para muitos o corte de vencimento que são sujeitos os que recorrem ao apoio excecional de apoio à família está a tornar-se insustentável. Juntando-se a tudo isto, teremos a pressão por parte dos patrões para o regresso ao trabalho.

As escolas deverão estar à espera de um aumento significativo do número de crianças a frequentar as escolas de acolhimento.

Isto traz outros problemas. As escolas de acolhimento não estão preparadas para o E@D a não ser através do telensino, o que faz com que, ou os alunos levam de casa o equipamento informático para assistirem às aulas síncronas e assíncronas que estão a decorrer, ou limitar-se-ão a aulas assíncronas ao final do dia quando voltarem a casa. Mais uma a juntar ao role de razões para a fomentação de desigualdade de oportunidades entre os alunos…

Não esquecer que com o aumento de número de alunos nas escolas de acolhimento será necessário destacar mais pessoal docente e não docente para essas escolas.

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CONTRIBUTO PARA ASSEGURAR A QUALIDADE PEDAGÓGICA EM EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR (3-6 ANOS) EM TEMPO DE COVID19

 

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O video que as crianças vão ver quando regressarem à escola

 

 

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Decreto-Lei n.º 24-A/2020 – Alteração das medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 

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Prorrogação da declaração da situação de calamidade

 

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Plano de Desconfinamento – Medidas Gerais

Leiam porque algumas destas novas regras influenciam direta e indiretamente a vida nas escolas a partir de dia 1 de junho.
O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que prorroga a declaração de situação de calamidade até às 23:59 do próximo dia 14 de junho, dando continuidade ao processo de desconfinamento sem colocar em causa a evolução da situação epidemiológica em Portugal.
Sem prejuízo da gradualidade do levantamento das restrições e da necessidade de se manter o escrupuloso cumprimento das medidas de distanciamento físico indispensáveis à contenção da infeção, são estabelecidas, entre outras, as seguintes alterações, com entrada em vigor no dia 1 de junho:
– relativamente às concentrações de pessoas, a limitação alarga-se para as 20 pessoas (exceto se pertencerem ao mesmo agregado familiar). Para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) continua a vigorar o limite de 10 pessoas;
– deixa de se estabelecer o dever cívico de recolhimento;
– elimina-se a regra da obrigatoriedade do teletrabalho enquanto regime de organização do trabalho, mantendo-se exclusivamente nas seguintes situações: i) trabalhador que mediante certificação médica, se encontre abrangido pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos; ii) trabalhador com grau de incapacidade igual ou superior a 60%; iii) trabalhador com filho ou outro dependente a cargo menor de 12 anos ou com deficiência ou doença crónica que necessite de prestar assistência decorrente de suspensão de atividades letivas e não letivas presenciais; iv) quando os espaços físicos e a organização do trabalho não permitam o cumprimento seguro das orientações da DGS e da ACT;
– determina-se o fim da suspensão de funcionamento das lojas com área superior a 400m2 ou inseridas em centros comerciais, exceto na Área Metropolitana de Lisboa em que os centros comerciais permanecem encerrados e as Câmaras Municipais avaliam o funcionamento das lojas com área superior a 400 m2;
– a regra passa a ser de que a generalidade das atividades retoma o funcionamento, mediante a aplicação de determinadas condições e o respeito pelas orientações definidas pela DGS para o setor, incluindo auditórios, cinemas, teatros e salas de concertos, piscinas cobertas e descobertas, ginásios e academias, casinos, serviços de tatuagem e similares;
– relativamente a eventos, passa a ser permitida a realização de celebrações com aglomerações até 20 pessoas, devendo a DGS determinar as orientações, designadamente a lotação das cerimónias religiosas, dos eventos de natureza familiar (incluindo casamentos e batizados, quer quanto às cerimónias civis ou religiosas, quer quanto aos demais eventos comemorativos) e dos eventos de natureza corporativa realizados em espaços adequados para o efeito;
– nos estabelecimentos de restauração e similares deixa de existir a limitação de a ocupação não exceder 50% da respetiva capacidade, caso sejam instaladas barreiras de separação entre clientes que se encontrem frente a frente e a distância entre as mesas seja de 1,5m;
– as áreas de consumo de comidas e bebidas (food-courts) dos conjuntos comerciais deixam de estar encerradas, salvo na Área Metropolitana de Lisboa;
– os serviços públicos mantêm o atendimento presencial por marcação, mantendo-se a continuidade da prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas, mantendo as Lojas de Cidadão da AML encerradas;
– reabertura das salas de espetáculos, de exibição de filmes cinematográficos e similares, bem como de eventos de natureza cultural realizados ao ar livre, desde que respeitadas as regras de higiene e de ocupação, permanência e distanciamento físico, nomeadamente uso de máscaras ou viseiras no acesso ao interior dos locais;
– possibilidade de reabertura de ginásios e academias, mediante a aplicação de determinadas condições e o respeito pelas orientações definidas pela DGS para o setor;
– na AML, prevê-se que os veículos com lotação superior a 5 pessoas apenas podem circular com dois terços da capacidade, salvo se todos os ocupantes integrarem o mesmo agregado familiar.
O Conselho de Ministros aprovou ainda novas medidas excecionais e temporárias no âmbito da pandemia da doença Covid-19, entre as quais:
– cessação, a partir de 1 de junho, da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais nos estabelecimentos de educação pré-escolar, devendo ser observadas as regras de ocupação, permanência, distanciamento físico e de higiene determinadas pela Direção-Geral da Saúde;
– cessação, a partir de 15 de junho, da suspensão das atividades desenvolvidas em centros de atividades de tempos livres não integradas em estabelecimentos escolares, podendo, a partir do final do ano, funcionar as demais atividades de apoio à família e de ocupação de tempos livres e similares;
– cessação do apoio excecional à família por assistência a filhos ou outros dependentes a cargo decorrente da opção de não deixar os filhos ou outros dependentes na creche, ama, ou centros de atividades ocupacionais;
– alargamento, com produção de efeitos a 13 de março, do regime excecional quanto ao trabalho suplementar aos trabalhadores dos serviços essenciais da administração local da área da proteção civil;
– a obrigatoriedade do uso de máscara ou viseira apenas é aplicável aos cidadãos com idade superior a 10 anos e pode ser dispensada com base em declaração médica que ateste que a condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso de máscaras ou viseiras.

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As novas medidas de desconfinamento para a Educação

 

O ensino pré-escolar pode reabrir a 1 de junho, mas o ATL’s (Atividades de Tempos Livres), mais propriamente os não integrados em estabelecimentos escolares como os campos de férias, apenas reabrem a 15 de junho.

Os ATL’s deveriam reabrir no mesmo dia que o pré-escolar, mas afinal o retorno à ativiade acontece duas semanas após a data prevista.

Segundo o documento do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), os campos de férias devem reforçar a higienização das instalações, o distanciamento físico e evitar concentrações de crianças e jovens. Deve ainda ser acautelado o risco da realização de determinadas atividades.

 

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NOTA INFORMATIVA – PROGRESSÃO AOS 5.º E 7.º ESCALÕES -2020

 

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Listas Provisórias de 2020 de Graduação dos Docentes Candidatos às Vagas para a Progressão aos 5.º/7.º Escalões

Reclamação de 1 a 5 de junho.

 

Nota Informativa

Lista Provisória de 2020 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 5.º escalão

Lista Provisória de 2020 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 7.º escalão

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Pelos Sindicatos: Há vantagens em reabrir a Educação Pré-escolar agora?

 

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