Rui Cardoso

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A TAP boa, a TAP má e os 3.000 milhões dos portugueses

Afinal há duas TAP…

A coisa explicada resumidamente.

A TAP boa está avaliada em 1.200 milhões de euros. A TAP má tem uma dívida de 1.200 milhões de euros. Vende-se a TAP boa para pagar a divida da TAP má. O lucro será de ZERO euros.

O governo Injetou 3.200 milhões de euros na TAP (não se sabe em qual), o certo é que não terá esse retorno.

São este tipo de negócios que levam à retórica do governo sobre aumentos de vencimento impossíveis, recuperação de tempo de serviço impossíveis, aceleradores com travões e diferentes para as carreiras gerais e para as especiais (de corrida), apoios à habitação que mais nada é que empurrar o problema das famílias para a frente com a barriga… é o desgoverno total de um país que se está a transformar em ingovernável.

Quando a ingovernabilidade chegar…

 

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A precariedade continua

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Petição com mais de 8300 assinaturas propõe medidas para Violência Escolar

 

Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança reuniu mais de 8300 assinaturas e foi hoje enviada ao Presidente da Assembleia da República

São listadas 10 medidas prioritárias e urgentes 

Na Petição, os mais de 8300 cidadãos subscritores (consultável em Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança : Petição Pública (peticaopublica.com)  apelam ao Parlamento para que promova o questionamento do Governo e debata o tema, para que se chegue à tomada de medidas executivas, regulamentares e legislativas, para abordar de forma mais eficaz o problema da violência e falta de segurança em meio escolar.

(Enumeram-se nela 10 medidas)
1. Criação no Ministério da Educação (ME) e Municípios de estruturas de apoio aos trabalhadores das escolas vítimas de agressão, ofensa ou outros crimes, quer no âmbito do apoio judiciário, quer no âmbito do apoio psicológico.

2. Criação de meios de estudar e compreender o problema, restaurando estruturas como o Gabinete de Segurança Escolar do ME ou o Observatório da Violência Escolar, dotando-os de meios para analisarem a situação e proporem medidas de política pública eficazes.

3. Criar e dotar de meios (docentes, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos) equipas multidisciplinares escolares de combate ao problema na sua origem, que devem ser estruturas permanentes e não eventuais e precárias (criadas e extintas conforme a disponibilidade pontual de meios de fundos comunitários). Essas estruturas estão previstas no Estatuto do Aluno, mas só têm sido postas em prática em contexto limitado e com recursos insuficientes.

4. Reforçar os meios do Programa Escola Segura, com agentes, militares e recursos materiais, aumentando o número de horas de patrulha de proximidade. Esse deve ser um programa prioritário, no âmbito dos programas de policiamento de proximidade da PSP e GNR, e não se assistir à situação de os agentes dispersarem o seu tempo por outros programas de proximidade, em que acumulam funções em sobrecarga, desfocando da questão da violência escolar.

5. Mudar as normas penais, não para aumentar as penas que são adequadas (e têm agravações que reforçam este aspeto), mas para garantir que a agressão a professores, educadores e outros trabalhadores escolares, em exercício de funções (ou em razão das funções), passe a ser crime, cujo processo seja acionado pelo Ministério Público, mesmo sem queixa do ofendido (crime público);

6. Mudar as normas do Estatuto do aluno, no que diz respeito a absentismo, agressões, ofensas e injúrias, tornando-as mais rigorosas na linguagem técnica e jurídica e dando às escolas capacidade de agir mais depressa e com maior capacidade preventiva. O legislador deve dar atenção especial à densidade e qualidade das normas sobre uso de telemóveis e outros equipamentos tecnológicos, recolha de imagens e som e deveres dos pais (no sentido de reforçar os direitos de todos os elementos da comunidade escolar e punir os agentes de atos de violação de direitos, por exemplo, pondo em prática os processos contraordenacionais que já existem na lei);

7. Reforçar a democracia escolar, para dar maior participação aos pais e alunos de forma regulada e impedindo a captura de representação nas Associações de Pais ou a falta de meios de contacto e representação da opinião dos alunos;

8. Criar estruturas de mediação sociocultural, nas escolas em que elas sejam necessárias, com recursos e sob gestão das estruturas da escola.

9. Mudar a legislação das CPCJ, reforçando a capacidade atempada de intervençãono sentido de dar mais peso às escolas nessas instituições, impedindo a sensação generalizada de afastamento e impotência face às situações geridas por essas estruturas. Reforçar os poderes do Ministério Público nessas instituições e dar-lhes mais meios e diminuir a informalidade na constituição e funcionamento.

10. Criar modelos curriculares de formação adequados, para os alunos com absentismo e desinteresse pela escola, que os integrem e impeçam a marcha de percursos de vida de exclusão e adversidade face à escola, talvez recuperando e melhorando soluções, hoje abandonadas, como CEF ou outros modelos que, no passado, foram funcionando. Do mesmo modo, generalizar e melhorar programas curriculares de combate ao bullying e violência e de educação para os Direitos Humanos, Participação e Paz.

Na nossa opinião, a Assembleia da República deve promover um debate urgente, com uma perspetiva abrangente e suprapartidária, numa linha de entendimento entre os partidos e sem demagogias ou desvios politiqueiros, para abordar este assunto.

O debate deve ser sem preconceitos e sem dar espaço a tentativas de aproveitamento da situação por forças que queiram afastar o debate daquilo que ele é: criar condições adequadas e seguras de exercício, em cada uma das escolas portuguesas, do direito de aprender e ensinar.

Para isso, devem ser ouvidos os que trabalham nas escolas e ficar menos central a ideologia específica de cada um dos Senhores/as Deputados/as numa abordagem mais pragmática e realista face a tentativas anteriores de reagir ao problema.

Nos últimos tempos, tem havido uma profusão de notícias a narrar episódios de agressão e injúrias a professores/as e educadores/as por parte de alunos/as ou pais, mães e encarregados/as de educação.

É difícil saber se estas notícias correspondem a um efetivo agravar da situação ou a uma maior consciência social e comunicacional da sua gravidade.

Pode ficar a ideia de que a situação está generalizada em todas as escolas, mas, na nossa opinião, isso resulta também de tentativas de criar má imagem à escola pública, onde a verdade é que a maioria dos alunos e docentes têm uma vida pacífica e sem violência.

Mas tem de se reconhecer que existem muitos casos, que o número noticiado é crescente e que não queremos que se alarguem. Além disso os casos que existem criam alarme social e efeitos de contágio de certas práticas.

Verifica-se, em muitos estabelecimentos de ensino, a criação de ambientes de coação e agressividade, que incluem atos de violência, agressão, insultos e ofensas a docentes e trabalhadores não docentes das escolas que são, assim, vítimas de crime, no seu local de trabalho.

O tema tem um forte enquadramento social e deve incluir, nos caminhos de solução, essa abordagem social que integre, além do que propomos, medidas que combatam algumas causas externas à escola e que se situam no domínio da exclusão social e dos problemas de integração.

Mas, além da criação dessas medidas mais vastas e abrangentes, para soluções mais estruturais, cremos que há medidas mais imediatas que necessitam de atenção dos detentores do poder político.

Quando, nos anos 90, se iniciou a reforma educativa que, na época, causou larga mudança nas escolas e no país, alguém escreveu que uma visão da política educativa para o progresso do país tem de distinguir muito bem o que é mero Sucesso Escolar do que é real Sucesso Educativo.

Podemos ter grandes números a falar de transições sem retenções e até lindos projetos curriculares e de avaliação, que aparentem Sucesso Escolar, mas numa escola sem Paz e sem um clima de concórdia, não haverá Sucesso Educativo.

E, para ele existir e se manter, algo tem de ser feito.

Pode ser o que propomos ou outras coisas, mas o problema visível não pode ser ignorado pelos políticos, sob pena de se agravar e, 50 anos depois do 25 de Abril, estarmos a construir uma derrota futura para a escola pública.

É isso que pedimos: medidas focadas para a Segurança e Paz nas escolas em nome do Sucesso Educativo dos alunos deste país.

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Período Probatório 2023/2024

 

Encontra-se publicada a Nota Informativa – Período Probatório 2023/2024.

Nota Informativa.

 

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“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”

Professores em monodocência queixam-se do agravar das desigualdades em relação aos colegas de outros níveis de ensino. Garantem que já recorreram a todas as instâncias e têm propostas concretas para minimizar essas diferenças, mas têm esbarrado com uma barreira de silêncio

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”. Sem respostas, educadores de infância e professores do 1.º ciclo querem ser ouvidos pelo Governo

Paula Costa Gomes tem 59 anos e quase 40 anos de serviço como educadora de infância. Se as regras do jogo não tivessem mudado, já estaria reformada, uma vez que, até 2005, os professores em monodocência (únicos responsáveis por uma turma) beneficiavam de um regime especial de aposentações e podiam reformar-se mais cedo. Era uma forma de compensar as desigualdades que garantem prejudicar os educadores de infância e os professores do primeiro ciclo em relação aos colegas de outros níveis de ensino.

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que colegas de outros ciclos. Temos 25 horas letivas semanais até aos 60 anos, sem redução”, queixa-se Paula Costa Gomes, uma das porta-vozes do movimento cívico Movimento de Professores em Monodocência.

É que além de terem mais horas de componente letiva, o tempo é contado precisamente em horas. São 25 horas, que dão um total de 1500 minutos em sala de aula. No caso dos professores do 2.º e 3.º ciclos e secundário, o tempo letivo é contado de maneira diferente: são 1100 minutos (24 unidades de 45 minutos ou 22 unidades de 50 minutos). Há uma diferença de 400 minutos de trabalho letivo, com os alunos em sala, excluindo todo o trabalho de preparação das aulas e de correção de testes, por exemplo.

Além disso, todos os professores têm direito à redução de horário da componente letiva, a partir dos 50 anos. Mas o artigo 79 do estatuto da Carreira docente não é aplicado da mesma forma para os professores em monodocência: “Podemos usufruir da redução dois anos, um aos 25 e outro aos 30 anos de serviço, antes dos 60 anos. Após os 60 anos, podemos ter redução de cinco horas.” Os outros professores podem requerer a redução da componente letiva em dois tempos, assim que atingirem os 50 anos de idade. Basta para isso terem 15 anos de serviço, mais dois tempos aos 55 anos e mais quatro aos 60 anos.

“Desempenhamos todos cargos, participamos nas mesmas estruturas, somos diretores de turma por inerência, já que somos os únicos responsáveis pela turma, exercemos cargos de coordenação, sempre sem redução de horários de componente letiva”, sublinha Paula Costa Gomes.

Criaram, por isso, uma petição que defenderam na Comissão de Educação do Parlamento, em janeiro de 2023. Enviaram para “todas as entidades possíveis” um pedido de revisão da inconstitucionalidade da lei, mas, até agora, não tiveram qualquer resposta positiva às suas reivindicações. “O presidente empurra para o primeiro-ministro, o primeiro-ministro empurra para o ministro, que não tem competência para pedir a revisão da inconstitucionalidade da lei”, queixa-se a educadora de infância numa escola de Beja.

Pediram agora uma nova audiência ao Ministro da Educação, João Costa, para apresentar propostas concretas para “colmatar as desigualdades”. Querem um regime de aposentação diferenciada, aposentação aos 60, sem penalização e uma alteração ao artigo 79 do estatuto da carreira docente, que reduz a componente letiva em função da idade e que essa aplicação seja feita “sem alíneas discriminatórias, igual para todos”. Aguardam por uma resposta do ministro para serem ouvidos. Resposta essa que teima em não chegar.

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Reserva de recrutamento n.º 04

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 25 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 26 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 04

Listas – Reserva de recrutamento n.º 04  

 

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Pais que estudam pelos filhos

Dizia-me uma mãe: “Não me posso demorar, tenho de ir gravar um resumo das aulas para o meu filho ouvir.” Esta mãe lê a matéria que o filho aprende na escola, resume-a, grava um áudio e o filho apenas tem de o ouvir.

Pais que estudam pelos filhos

Estará esta mãe a ajudar o seu filho?

Os pais que fazem as coisas pelos filhos (e não com os filhos) acabam por evitar que estes se confrontem com as dificuldades e os desafios próprios da vida – e falamos aqui da vida como um todo, e não apenas da vida escolar.

Será esta forma de exercer a parentalidade promotora de um crescimento saudável?

A resposta é não.

Muitos pais substituem-se aos filhos quando estudam e fazem os trabalhos de casa por eles. Diria que estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Assistimos também, muitas vezes, a pais que vivem o percurso escolar dos filhos com elevada ansiedade, demasiado centrados no rendimento académico e na competição. Há pais que já se questionam sobre a universidade onde os filhos irão estudar, quando estes frequentam ainda o 1.º ciclo. Pais demasiado exigentes acabam ainda por potenciar estados de ansiedade nas crianças, que se manifestam quando têm de ir ao quadro, falar perante a turma ou realizar uma avaliação. Temos crianças que choram quando recebem um “Bom”, porque os pais querem (ou exigem) um “Muito Bom”. Crianças que crescem a acreditar que não são suficientemente boas, com o natural impacto negativo que isto tem em termos de autoestima e aceitação de si mesmas.

É fundamental que os pais ajudem os filhos a vivenciar a escola de uma forma construtiva e securizante, palco também de relações interpessoais e de aprendizagens informais. Não são apenas as notas dos testes e aquilo que é afixado na pauta que interessa.

Os pais devem ainda estimular a autonomia e a independência, orientar e guiar, mas permitindo o erro, a frustração e a desilusão que, afinal de contas, fazem parte da vida de todos nós.

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Apoio à habitação

 

Face às dificuldades de habitação, a DGAE divulga na sua página os programas e contactos que nos são enviados pelas Autarquias, destinados ao apoio à habitação de docentes deslocados.

Cartaz da iniciativa.

 

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Reunião Negocial – ME/Sindicatos 2 outubro

Diploma sobre as habilitações para a docência

Os sindicatos foram convocados para uma reunião negocial, com o Ministério da Educação, a realizar-se no próximo dia 2 de outubro, estando em análise o 𝗗𝗲𝗰𝗿𝗲𝘁𝗼-𝗟𝗲𝗶 𝗻.º 𝟳𝟵/𝟮𝟬𝟭𝟰, 𝗱𝗲 𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, 𝗻𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹, 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮 𝗼 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗱𝗼𝗰𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗲́-𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼𝘀 𝗯𝗮́𝘀𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝘀𝗲𝗰𝘂𝗻𝗱𝗮́𝗿𝗶𝗼.

 

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A opinião dos Portugueses sobre a crise na docência

O barómetro pergunta aos inquiridos se o “Governo fez o suficiente para se aproximar das reivindicações dos professores”. Só 28% da amostra aprova o papel de negociação do Governo de António Costa, ao defender que o Executivo fez o suficiente para ir ao encontro das exigências dos docentes.

Mais de metade acredita que Governo não fez o suficiente para responder aos professores

O arranque deste ano letivo fica marcado por mais contestação. Neste campo, o estudo da Aximage reflete uma maior divisão de opiniões. A maioria dos inquiridos concorda com as greves convocadas pelos sindicatos para o arranque do ano letivo 2023/2024, mas a aprovação não chega aos 50%.

Em concreto, 45% da amostra diz estar em concordância com as greves. Desta fatia de inquiridos, 17% afirmam estar totalmente a favor das paralisações e 28% apenas concordam. Do lado do não, 36% dos portugueses discordam, sendo que destes 16% são mais radicais e dizem que discordam completamente. 20% apenas discordam. Os números da sondagem evidenciam ainda que, na resposta a este ponto, 18% não concordam nem discordam.

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Jovem de 15 anos morre na Escola

 

Um jovem de 15 anos morreu, esta quarta-feira, na Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto.

De acordo com informações obtidas pelo Porto Canal, o incidente ocorreu durante uma aula de Educação Física.

O alerta foi dado às 15h12 e para o local foram mobilizados os Bombeiros Voluntários do Porto e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santo António, segundo o CDOS.

Jovem de 15 anos morre na Escola Alexandre Herculano, no Porto

 

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Os deputados têm ajudas de custo

 

Porque só algumas classes é que usufruem de compensações por deslocação para fora da sua área de residência?

Será que quando integraram as listas de candidatura não foram informados que teriam de se deslocar para “trabalhar” em Lisboa?

Será que foram obrigados a concorrer?

Concorreram porque quiseram e ninguém os obrigou a aceitar o cargo.

Nas empresas do setor particular, quando um funcionário é deslocado, também, recebem ajudas de custo ou subsídios para fazer face às despesas acrescidas.

Os outros, entre eles os professores, assistem impávidos e serenos. Deslocam-se centenas de quilómetros à sua conta, têm de alugar casa, mas nada lhes é devido. São “missionários”, benfeitores que se voluntariam a ir prestar funções pelo país fora a troco de apenas o seu vencimento.

Está na altura de começar a perceber que um dos grandes fatores para a falta de professores é esta diferença de tratamento. Não me venham dizer que “se lá estão é porque concorreram para ir dar aulas para lá”. Concorreram, porque têm amor à profissão. Só assim se justifica tão grande sacrifício.

Mas o sacrifício um dia acaba…

Subsídios (Deputados)
1 – No exercício das suas funções ou por causa delas, os Deputados têm direito aos seguintes abonos:
a) De deslocação durante o período de funcionamento da Assembleia da República;
b) De apoio ao trabalho político em todo o território nacional, de acordo com o n.º 2 do artigo 152.º da Constituição da República Portuguesa;
c) De deslocação em trabalho político no círculo eleitoral.
2 – O abono previsto na alínea a) do número anterior decompõe-se em subsídio para despesas de transporte e ajudas de custo e a sua atribuição depende de comprovativo de realização.
3 – O abono previsto na alínea b) do n.º 1 é estabelecido por quantitativo global anual e processado mensalmente.
4 – O abono previsto na alínea c) do n.º 1 é atribuído aos Deputados com sujeição das correspondentes verbas a imposto sobre o rendimento das pessoas singulares.
5 – Nas seguintes situações decorrentes de atividades parlamentares específicas, os Deputados têm direito à perceção de abonos para despesas de transporte, alojamento e ajudas de custo, implicando sempre autorização e comprovativo de realização:
a) Deslocações em trabalho político dos eleitos pelos círculos da emigração;
b) Deslocações em representação institucional da Assembleia da República;
c) Deslocações das delegações aos organismos internacionais de que a Assembleia da República faça parte e das demais missões parlamentares ao estrangeiro.
6 – O regime de abonos estabelecido no presente Estatuto é concretizado e complementado por resolução da Assembleia da República e constitui, para todos os efeitos legais, regime especial decorrente da natureza constitucional do mandato parlamentar.
7 – A resolução prevista no número anterior regula igualmente as condições de utilização das viaturas oficiais por Deputados em razão do cargo ou da missão parlamentar.»

 

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Objecção de consciência em Educação?

 

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Face à inenarrável política educativa vigente na Escola Pública, quantas vezes se desejaria poder invocar a prerrogativa do exercício do direito de objecção de consciência?

Os profissionais de Educação, obrigados à execução de inexprimíveis medidas da política educativa, poderão alegar o direito de objecção de consciência, recusando, dessa forma, a prática de determinadas acções, nomeadamente das que colidam com as suas convicções pessoais?

Com frequência, se ouve falar no exercício do direito à objecção de consciência, nomeadamente quando se trata da recusa em cumprir o serviço militar ou em praticar determinados actos médicos, como o aborto, por motivo de interrupção voluntária da gravidez…

Mas a alegação desse direito também será aplicável noutros domínios?

– “O direito à objecção de consciência permite a um cidadão não cumprir determinadas obrigações legais em virtude de convicções de natureza religiosa, moral, humanística ou filosófica.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Tem, primeiro, de tratar-se de um dever que o objector não possa cumprir em virtude de a sua consciência não lho permitir e, segundo, a lei tem de admitir que esse não cumprimento é admissível. Por último, o não cumprimento do dever tem de ser individual e pacífico, não podendo prejudicar gravemente terceiros.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Os objectores de consciência gozam de todos os demais direitos e estão sujeitos a todos os deveres consignados na Constituição e na Lei que não sejam incompatíveis com a condição de objector.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Objetor de consciência é uma pessoa que se recusa a cumprir um determinado dever com base em princípios pessoais.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “Na oposição de consciência, o objetor solicita a autorização para não cumprir uma obrigação que vai contra suas convicções, que podem ser de vários tipos: éticas, filosóficas, religiosas e políticas.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “A objeção de consciência é fundamentada na ideia de que as pessoas devem ter liberdade para agir de acordo com os princípios que cultivam. Entretanto, ela não pode ser declarada em qualquer situação e os pedidos devem explicar as razões que baseiam a objeção.” (Objetor de Consciência/Significados/Sociedade/Direito)…

Pelas significações anteriores, depreende-se que o conceito de direito à objecção de consciência poderá ser mais vasto e abrangente do que comummente se aceita…

 E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Quantos invocariam esse direito e em que circunstâncias?

E que motivos poderiam existir para justificar a alegação do direito de objecção de consciência, por parte dos profissionais de Educação?

Que motivos poderiam existir para que um profissional de Educação recusasse cumprir determinado dever, obrigação ou função, tendo por base certas convicções pessoais?

Motivos para se desejar a possibilidade de exercer o direito de objecção de consciência no contexto da Educação haverá, certamente, muitos…

Algumas convicções pessoais de natureza ética, baseadas em determinados Valores Éticos, talvez pudessem justificar a recusa em pactuar com o cumprimento de determinadas ordens, potencialmente opositoras a certos Princípios Éticos:

– Objecção de consciência, contra a mentira e a perversidade institucionais;

– Objecção de consciência, contra o clamoroso roubo de tempo de serviço e contra as gritantes injustiças que inquinam a Carreira Docente;

– Objecção de consciência, contra pressões, intimidações, ameaças e perseguições;

– Objecção de consciência contra o “delito de opinião” e a censura, atentatórios à liberdade de expressão;

– Objecção de consciência contra a tirania, o autoritarismo e as atitudes ditatoriais;

– Objecção de consciência contra o servilismo;

– Objecção de consciência contra a propaganda e determinados ideários;

– Objecção de consciência contra o medo, a repressão e o assédio moral;

– Objecção de consciência contra o engano e o logro, potenciados pela Escola Pública;

– Objecção de consciência contra a deterioração da Escola Pública e contra a incapacidade de aceitar a Democracia e de a praticar…

Imagine-se o putativo cenário de uma “grandiosa invasão” dos serviços do Ministério da Educação com pedidos de autorização para o exercício do direito de objecção de consciência…

Não sendo Jurista, fica a questão:

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

 (Paula Dias)

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SIMULADOR DE PROGRESSÃO NA CARREIRA – FENPROF

A FENPROF lançou um simulador que me diz que deveria estar no sétimo escalão  é que a diferença se remuneração a que teria direito é de 501,93€ mensais.

Faz as contas e confirma qual o valor que todos os meses é retirado do teu salário por não ter sido recuperado todo o tempo de serviço que cumpriste.

SIMULADOR 

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Vais fazer greve, esta semana?

Os professores e trabalhadores das escolas iniciam esta segunda-feira uma semana de greve, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), pela recuperação do tempo de serviço e contra o que dizem ser várias injustiças no setor.

Após os primeiros dias de arranque do ano letivo, cerca de 1,3 milhões de alunos começam esta segunda-feira a primeira semana de aulas, mas alguns poderão encontrar os portões da escola fechados devido à greve de professores e funcionários.

A paralisação, que se vai prolongar até sexta-feira, foi convocada pelo Stop e é a primeira greve com impacto nas atividades letivas do ano 2023/2024, durante o qual os profissionais prometem manter a contestação do ano passado até verem as suas reivindicações respondidas.

Professores e trabalhadores das escolas iniciam hoje uma semana de greve

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Não, o Luís não queria ser professor – João André Costa

 

Não, o Luís queria ser professor. E o Luís admite e confessa: nunca quis nem alguma vez teve na ideia uma carreira no ensino.
Inocente e ingenuamente, o seu sonho era ser biólogo, o próximo Jacques Cousteau e então vocês dizem:
– Jacques o quem?
E num repente as reminiscências da influência francófona ainda presente nos idos de 80 e aquela criança à frente do écran a desbravar oceanos maravilhado com a incomensurabilidade da natureza.
Não era suposto estar aqui a dedicar uma vida, a vida, à escola, como se nada mais fosse importante e às vezes não é.
-Casei com um professor! – diz a cônjuge exasperada de mãos no ar, mãos na cabeça.
Era suposto dedicar a licenciatura ao estudo da etologia, ergo o comportamento animal.
Infelizmente, e diz o Luís infelizmente de propósito, o único comportamento animal foi o seu ao investir os dois anos do tronco comum da Licenciatura em Biologia a faltar às aulas, os apontamentos de bandeja oferecidos pelas madrinhas, as saídas à noite, a boémia ébria e soberba, o grito do Ipiranga pós exames nacionais e 6 anos de estudo intenso, agora sou livre, agora longe, agora eu egoísta em pleno.
Ou então a pura consciência de não querer voltar a casa todos os dias ao fim do dia quando voltar a casa rimava com o abuso emocional de uma madrasta cujas primeiras palavras ao entrar pela porta foram:
– Agora vou-vos ensinar o que é a vida.
Sim, a madrasta ou o clássico misógino dos contos infantis politicamente incorrectos. E de facto, é evidente e o Luís tem de lhe tirar o chapéu, ensinou quando findo os dois primeiros anos do tronco comum e outras tantas noitadas pouco mais tinha para além de uma média de 12 valores, muito aquém quando as candidaturas se fazem em função da nota adquirida e portanto nenhuma vaga disponível no ramo Animal, Marinhos também não, Científico idem idem e a Genética é só para os “crânios”.
Conclusão: a haver vagas só em Ensino, a última escolha, o parente pobre ou o sinal já então óbvio de uma enfermidade sem cura à vista quando ninguém quer ser professor.
O Luís não queria. Mas já ciente da vergonha de passar um ano em casa, vulgo chumbar e o Luís nunca chumbou mais o pontapé no orçamento familiar e a família não merece, o pai não merece e aqui vai o Luís para o ensino.
A mais bela profissão do mundo. Sem aspas.
“Changing pupils’ lives”, disse prontamente quando interpelado sobre um mote para a escola mais o trabalho do dia-a-dia.
Mas foi preciso ir lá para fora. Foi preciso fugir ao desemprego e à desesperança, à vida com a mala às costas, os contractos temporários, os anos transactos sem trabalho, as contas para pagar, as contas por pagar, o olhar de lado de quem se diz amigo ou de sangue quando ser professor é ser um coitado, a degradação da escola pública, os “rankings”, a transição automática de ano, a instabilidade, os professores como bodes expiatórios de sucessivos governos e os malditos sindicatos, as reformas ininterruptas ao sabor dos Ministros da Educação, mais uma volta, mais uma viagem e cá fora tudo diferente e sobejamente partilhado, o reconhecimento, as horas passadas na escola em nome de crianças cujo verbo é rejeição e à procura de serem rejeitadas uma e outra vez e não são porque o Luís não se vai embora e o Luís não vai para lado nenhum, o Luís é um professor e os professores não desistem: “we change pupils’ lives”.
Vinte anos depois não é a sequela de “Os três mosqueteiros”, é a realidade bem presente e o sucesso governativo de mais de quatro décadas a denegrir a educação pública e o sonho fundamental de Abril numa vida melhor para os filhos.
Agora e até 2030 serão precisos mais 30000 professores e quem o diz é o Ministério. Curiosamente, e ironia do destino, os mesmos 30000 professores de há vinte anos e na altura o desemprego, o Luís no desemprego e tantos amigos e colegas também, entretanto empregados, distantes e de carreiras assentes e sem intenção de regressar. Mas abertos a propostas e aqui este convite, Sr. Ministro, para nos sentarmos à mesa e conversar.

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A fuga antes da implosão de um sindicato

Já se apela  “para que ninguém abandone o sindicato”.

Como podem os professores confiar num sindicato que internamente convulsiona com lutas de poder. Se as cúpulas não se entendem, como poderão os professores assistir sentados?

A organização interna de um sindicato diz muito daquilo que podem fazer pelos seus associados. Se a organização interna é posta em causa pelos membros da direção, os associados fogem, porque deixam de acreditar na organização externa da luta.

Houve um ministro que prometeu implodir o ME, agora parece haver uma tentativa de implosão de um sindicato.
Entre emails e reuniões, a coisa parece ir no caminho certo.

Há quem diga que os ratos são os primeiros a abandonar o navio, mas todos sabem que quem se deixa para último morre afogado.

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Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos do AT

Para os Reinscritos na CGA – Alguns conselhos…

Consulta a tua área reservada na CGA Direta

https://cgadirecta.cga.pt/ – com chave digital ou senha das finanças

Verifica se o SERVIÇO já está atualizado…

Depois vai ao MENU – O MEU PEDIDO… consegues consultar o pedido submetido pelo teu organismo.

Muito importante!!!!
Se já pediste o tempo de serviço de ex-subscritor da CGA, já tens em tua posse a contagem de tempo e eventuais dívidas de tempo regularizadas. Sim, a CGA permite pagares o tempo intermédio de náo colocações….ex. um docente que só tenha ficado colocado em novembro, não descontou SET e OUT, para efeitos de reforma, aconselhamos vivamente a pagares já esse tempo! Vais pagar ao valor do escalão atual que te encontras 🙂 Não deixes para quando fores para a reforma… é um conselho!
 
Durante o período que estiveste a descontar para a SS – deves ter um histórico de remunerações/descontos emitido pela segurança Social! Podes portanto solicitar online na SS Direta ou presencialmente.
 
 
Nota: Se o teu serviço ainda não efetuou a reinscrição tenta saber o motivo, junto dos mesmos. Com educação!
 
O que está para trás…. é para aguardar! o importante é seres reinscrito agora!.
 
A CGA já validou imensas reinscrições, mas não terminou o processo de setembro! E não existe forma de confirmar pela parte da entidade patronal se a CGA validou a submissão, têm de aguardar…ou ligarem para a linha azul da CGA.
 
Se tiveres dúvidas avisa!
 
Recordamos de que a partir deste momento, já tens de usar o novo modelo de atestado médico, se precisares! Já não pedes o CERTIFICADO DE INCAPACIDADE emitido pela Segurança Social

Modelo em vigor é este 

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FELIZMENTE, HÁ OS OUTROS… Carlos Santos

Ainda que haja quem, não cumprindo o seu papel parental para com os filhos, não tenha compreendido que, lá fora, um dia, o mundo irá recebê-los a todos, existem muitas exceções.
Se são demasiados os pais irresponsáveis que se comportam como crianças, implicando que, tanto eles como a sua prole, dificultem a vida dos profissionais de ensino, outros há que são um exemplo e merecem ser notados. Encarregados de educação que – contrariamente aos que acreditam que, por algum milagre, as escolas farão o seu trabalho –, têm a consciência de que a educação dos filhos é sua responsabilidade dá-la em casa.

Não diria que, atualmente, é fácil «pôr-se» uma criança no mundo. Há que reconhecer que, nos dias de hoje, em muitos aspetos, é mais difícil ser pai do que há algumas décadas. As crianças estão mais difíceis devido a uma indústria mercantilista selvagem que publicita e lhes “enche a cabeça” com todo o género de produtos, estando constantemente a aliciá-los. Basta repararmos na publicidade que, noutros tempos, quase só anunciava artigos para adultos e que, na atualidade, está virada para os menores. Isto obriga os adultos a um trabalho muito mais intenso na educação dos filhos sobre aquilo que é essencial e o que é supérfluo, sobre as prioridades, o preço das coisas e a importância dos valores acima dos objetos, assim como a compreensão de que não se pode ter tudo o que se quer.
Felizmente, embora haja pais a quem este trabalho passe ao lado, preferindo comprar o seu principezinho com tecnologia que o mantenha entretido para não dar trabalho, muitos outros cumprem muito bem o seu papel, conversando com os filhos, dando-lhes algo muito mais valioso do que qualquer brinquedo – dando-lhes educação, a maior de todas as heranças, que fica para o resto da vida.

Não ouso negar que, num mundo cada vez mais tecnológico, cheio de miúdos amarrados a telemóveis que trazem consigo no bolso, nas mãos e que até levam para cama, não é fácil controlar os riscos do mundo que entra pelos seus olhos através da internet e das redes sociais. Perigos de diversa ordem, o bullying e a insegurança a que estão expostos, tomam conta da mente dos pais mais conscientes que, mesmo estando alertas, não estão livres de preocupações.
Se, a tudo isto, juntarmos o facto de nos termos tornado escravos do trabalho, já de si composto por horários selvagens que tornam o quotidiano alucinante, com a maioria dos casais em que ambos trabalham, sobrando pouco tempo para estar com os filhos, nem sempre se trona fácil ser-se pai. Então, nestes tempos difíceis de crise económica, com uma inflação altíssima, juros, prestações, rendas e créditos com valores insustentáveis, são estes pais que fazem um excelente trabalho para que não falte o essencial aos seus filhos, que merecem uma louvação. Pais que se sacrificam, muitas vezes passando por necessidades de cuidados pessoais e, até, fome, que tudo fazem para esconder dos filhos as dificuldades extremas, para que não os afetem. Há fome e dificuldades escondidas de pais que desabam em lágrimas, nas nossas salas de diretores de turma, pelas complicações da vida, muitos deles, com filhos de uma educação e higiene acima de qualquer reparo.

Porém, mesmo em situação nada fácil, ainda vão aparecendo estes pais atentos que fazem um trabalho excecional na educação dos seus filhos, acompanhando-os, conversando, sabendo dizer “não” na hora certa explicando o motivo, incutindo-lhes valores, responsabilidade e a importância de terem atenção e diligência para com os outros; que, de modo algum, aceitam que os filhos faltem ao respeito a alguém, sendo os primeiros a solicitar à escola para que, sempre que haja alguma situação de comportamento impróprio dos seus educandos, que os chamem, porque não admitem falta de educação, realçando que, quando haja uma falha da parte do adulto, resolverão a situação de modo a que este não perca a autoridade e a postura perante a criança.

Lamentavelmente, num ensino vocacionado para se ocupar daqueles que se portam mal, que absorvem todo o tempo dos professores, os mais educados são claramente penalizados pelo pouco tempo que sobra para lhes darem a devida atenção.
Mas são estas crianças educadas que nos fazem acreditar que ainda há fé na humanidade, as quais faço questão de elogiar e de enaltecer os seus pais perante os demais, pela educação que dão aos seus educandos.
Carlos Santos

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Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

Uma realidade que não se circunscreve à área de Lisboa.


Com a mudança de habitação, os pais pediram transferência escolar, mas não conseguiram vaga na escola da área de residência. As filhas andam, todos os dias, duas horas nos transportes públicos.

Irmãs colocadas a duas horas de distância, com escola a dois quilómetros de casa

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Habituamo-nos a tudo?

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Reserva de recrutamento n.º 03

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 03

Listas – Reserva de recrutamento n.º 03

 

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Procedimento Concursal para o Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar

 

No âmbito do Protocolo de Cooperação celebrado entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste, assinado em 14 de março de 2023, foi aberto um procedimento concursal destinado à seleção de docentes com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 100, 110, 200, 220, 230, 240, 250, 260, 300, 330, 400, 420, 430, 510, 520, 550, 600, 610 e 620, com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções docentes no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (Projeto CAFE), em Timor-Leste. O Aviso de Abertura do procedimento encontra-se disponível no portal da DGAE e o prazo para formalização da candidatura decorre de 18 a 29 de setembro de 2023.

 

Mais informo que, entre os dias 19 de setembro e 2 de outubro, estarão disponíveis as candidaturas para efeitos de validação a efetuar pelos Diretores de Agrupamentos de Escola /Escolas não Agrupadas.

 

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Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre os manuais dos alunos, em especial o uso de manuais digitais. Como referimos, a Suécia está a abandonar os manuais digitais, e de acordo com as últimas informações, em Portugal também vai haver mudanças.

Reutilização de manuais do 1.º ciclo vai acabar

 

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Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

 

No passado dia 25/08/2023, os corpos sociais desta associação emitiram um comunicado no seu site acerca de indícios de plágio na “Carta de Missão” do Diretor, aprovada no Conselho Geral do Agrupamento. Os factos que lhe deram origem foram-nos comunicados em simultâneo com o conhecimento dado aos membros desse conselho geral por um representante dos pais com assento nesse órgão, a 31/07/2023, cerca de uma semana depois da aprovação do documento.

Foi entendimento desta associação esperar que os órgãos de gestão do agrupamento, após tomarem conhecimento, adotassem uma atitude. Perante o total silêncio após 25 dias, publicamos o citado comunicado, dando satisfação ao sentimento de indignação que vários pais, entretanto conhecedores deste acontecimento, nos manifestaram. Nesta altura, seis semanas após a comunicação dos factos, tudo o que há de novo foi uma declaração do Conselho Geral reconhecendo “que a carta de Missão apresentada, votada e aprovada em 25 de julho de 2023, não é um documento original, produzido para apreciação deste Conselho, mas constitui cópia de outra Carta de Missão”, sem mais.

Perante isto, esta associação solicitou uma audiência a sua Excelência o Ministro da Educação para o total esclarecimento e intervenção no caso.

César Brito

Presidente da Direção da APEEAEA

Associação de Pais pede audiência urgente ao Ministro da Educação para intervir no caso de plágio do diretor

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Divulgação de necessidades | Escola Portuguesa de Luanda | Angola

 

A Escola Portuguesa de Luanda- Centro de Ensino e Língua Portuguesa solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes integrados na carreira com qualificação profissional para os seguintes grupos de recrutamento para lecionar na Escola Portuguesa de Luanda (EPL-CELP), em regime de mobilidade estatutária, no próximo ano escolar – 2023/2024:

 

1 Docente para o GR 110

1 Docente para o GR 220

1 Docente para o GR 230

1 Docente para o GR 250

1 Docente para o GR 300

1 Docente para o GR 500

 

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para  [email protected]

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

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Novo ano, erros velhos – Santana Castilho

 

No começo de um novo ano escolar, pareceu-me que podia fazer sentido falar de coisas que, sendo essenciais, vão passando ao lado do debate político. Com efeito, a vertente forte da contestação dos professores tem-se cingido à recuperação do tempo de serviço e a outros temas relacionados com a carreira.
A Educação é um serviço público e o direito de todos à Educação é um dos pilares fundamentais do Estado de direito. Mas o Estado tem falhado na regulação da Educação, particularmente no que à sua qualidade respeita e na protecção daqueles que têm mais vulnerabilidades socioeconómicas.
Tenho escrito repetidas vezes que educar é uma arte, que não uma ciência. Métodos e doutrinas pedagógicas não são cientificamente demonstráveis como correctos ou incorrectos, em termos absolutos. O que resultou num determinado contexto, com determinados alunos, professores ou escolas, pode não resultar em contexto diferente. É por isso que está errada a actual imposição de uma “pedagogia de Estado”, que tem vindo a transformar professores em agentes funcionalizados de ensino, quando eles devem ser autores, sublinho autores, de ensino. O voto confere legitimidade democrática. Mas não confere autoridade pedagógica.
O Currículo Nacional não pode continuar a ser esquartejado. Obrigatoriamente deve conter conhecimentos estruturantes (Língua Materna, uma ou várias Línguas Estrangeiras, Literatura, Filosofia, História, Geografia, Matemática, Ciências Naturais, Música, Artes e Educação Física e Desporto). A estas áreas acrescerão disciplinas “qualificantes”, consoante a diversidade dos diferentes cursos.
Os responsáveis têm promovido a “inovação” a uma espécie de Deus ex machina. Ora o que interessa não é se a intervenção é tradicional ou inovadora, mas sim se resulta ou não. Vivemos num autêntico vórtice de “inovações” não testadas, impostas centralmente a quem sobre elas devia decidir, isto é, o professor. Só que os clássicos teoremas matemáticos tanto se ensinam usando os modernos quadros digitais interactivos, como usando o velho quadro negro e um pau de giz.
Em contraste com os erros enunciados, imagine que reduzíamos o número de alunos por turma, digamos que a um máximo de 20. É minha convicção que melhorava substancialmente a aprendizagem e a disciplina. Do mesmo passo, se diminuíssemos a carga horária global dos alunos, libertando tempo para o estudo acompanhado por professores e para o desporto organizado, melhorávamos a sua saúde, protegíamos as actividades socializantes próprias da infância e da adolescência, que agora não têm, e defendíamos os que não podem pagar explicações, promovendo o verdadeiro sucesso escolar. Por outro lado, se o actual Estatuto do Aluno, indutor de facilitismo e de direitos sem deveres, fosse substituído por outro, assente na promoção de princípios éticos e morais, que consagrasse o aprender como o primeiro dever do aluno, reforçaríamos vigorosamente o processo de construção de cidadãos íntegros e devolveríamos a autoridade aos professores e às escolas.
Se libertássemos os professores da alienação burocrática em que vivem e extinguíssemos o kafkiano modelo de avaliação, desadequado e pejado de grosseiros erros técnicos, o corpo docente rejuvenescia. Se reformássemos radicalmente os concursos de recrutamento e colocação de docentes, com uma intervenção corajosa e tecnicamente possível, mas nunca até hoje assumida, pôr-se-ia fim à decantada instabilidade profissional e familiar de quem ensina, com incomensuráveis benefícios para os alunos.
Se as escolas passassem a ser governadas por um novo modelo de gestão, verdadeiramente democrático, e jamais fosse possível atribuir-lhes uma só nova tarefa sem o reforço dos recursos humanos e materiais necessários, a produtividade aumentava e removeríamos a politização perniciosa, o centralismo asfixiante e a conflitualidade desagregadora.
Por fim, tal como não se pode outorgar aos professores responsabilidades sem lhes conferir autoridade, tão-pouco se pode dispensar os pais do dever de educar os filhos. A vida dura dos pais e os seus absorventes deveres laborais não os podem alhear do valor mais alto a que devem responder: educar os filhos. O Estado tem de responsabilizar os pais pelos comportamentos dos filhos, sempre que estes geram a indisciplina e prejudicam a paz nas escolas.

In Público de 13.9.23

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Para quem ontem e hoje não conseguiu aceder à “net” nas escolas…

… fica o aviso a reter por alguns “cidadanos” e publicar na rede de cablagem nacional.

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Ministro da Educação em entrevista de Início de Ano Letivo

 

 

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Simulador do “aceleramento” disponível na plataforma SIGRHE

Mais valia ter sido o Arlindo a fazer o simulador, sempre víamos mais variáveis.

 

Encontra-se disponível na plataforma SIGRHE em Situação Profissional, o Simulador – Regras especiais para progressão.

Recomenda-se, para o efeito, a leitura do Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto, da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, do Estatuto da Carreira Docente, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro, bem como do conjunto de FAQs atualizadas

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Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

 

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE
Relatório da OCDE, que analisa evolução real dos salários entre 2015 e 2022, mostra vencimentos reais dos professores em Portugal em contraciclo com os dos docentes no grupo de países desenvolvidos.

Professores: salários reais caíram 1% em Portugal, mas subiram 6% na OCDE

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DA(IN)FELICIDADE DOS PROFESSORES ESCOLA PÚBLICA

 Na Ética a Nicômaco”, Aristóteles defende a ideia de que a Felicidade é o bem maior desejado pelos homens e o fim das acções humanas. É o bem supremo que é desejado por todos. Sendo construída pelas acções virtuosas da alma. As acções viciosas são o seu contrário.

“Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida; (…) jamais desista de si mesmo; (…) jamais desista de ser feliz; (…) ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da sua própria história”. (Augusto Cury)

A desmotivação, lamentos e arrastamento profissional docente, conjugada com a aposentação precoce penalizadora, desistência por saturamento e trauma, não candidatos à função professoral por falta de atractividade, mostra à saciedade o desinteresse gradual, progressivo e tendencial, de repleção e infelicidade docente, em crescendo na actualEscola Pública.

Os estudos mostram que os professores são mais felizes na função que desempenham do que na organização escola, que tanto os maltrata. Os professores são infelizes organizacionalmente e felizes q.b. funcionalmente. O professorado, por tudo o que tem vivido e experienciadoconjunturalmente nos últimos anos, interiorizoua negatividade organizacional impactante, que lhe causa urticária e que repele. Não e não a mais adiamento, continuidade, sofrimento, martírio e calvário.

Relembramosad nauseam o roubo de Estado do tempo de serviço, remuneração e empobrecimento, desmantelamento do Estatuto da Carreira Docente (ECD), atropelos na carreira, aposentação tardia, burocracia e insanidade, mau-ambiente de trabalho e medo, legado político persecutório e de afrontamento ético e de deontologia profissional, etc. Todo este vivenciado axiológico, todo este oceano de infelicidade e dor intelectual por morte da essencialidade da função, dia a dia, momento a momento, vai matando a própria vocação e felicidade da lecçionação e da motivação do trabalho com os alunos, e da excelência darelação e empatia humana (des)conectadas.

Carlos Calixto

 

Mais felicidade dos professores significa mais e melhor saúde dos professores, maior optimização e longevidade no activo. A felicidade dos professores é igual a mais motivação, a melhor desempenho profissional e a melhores resultados escolares dos alunos.

A felicidade dos professores tem impacto na sua saúde mental, torna-os mais activos, com mais energia, e com melhores performances societais, físicas e mentais.

“A felicidade conduz a uma melhor saúde, melhor performance no trabalho, melhores relações sociais e um comportamento mais ético (Lyubomirsky et al., 2005); está na origem de uma maior conquistaprofissional (Kesebir & Diener, 2008) e tem impacto nas suas relações sociais (…). Também Veenhoven(1991), em sintonia com Lyubomirsky et al. (2005)diz que a felicidade influencia as relações sociais, a sua saúde física e mental. Para este autor, pessoas felizes são pessoas mais activas”. (https://run.unl.pt, A Felicidade Organizacional dos Docentes mais felizes na função que desempenham do que na organização onde trabalham, Patrícia LeonorGramaxo, FCSH Universidade Nova de Lisboa,2013, p.15)

A função docente de ensinar, transmitir e partilhar o conhecimento das matérias, com criticismo na narrativa, é sempre mais eficaz quando é feita com alegria, realizada com felicidade e conectada com os alunos de forma entusiasta. O mimetismo do cumprimento da obrigação laboral, com características adaptativas da função, resulta da/naletargia em aula do cumprimento do horário, de conteúdos digitalizados retirados da web e do incontornável PowerPoint.

Questão: É isto ensinar? É esta escolinha digital de atrofia cerebral e entropia neural e das sinapses – no sentido figurado da desordem, aleatoriedade e irreversibilidade de um processo rasante de pensamento, sem naturalidade, que queremos? Esta escolita ensina a pensar? E, aonde pára a dimensão intelectual, de basilar e fulcral importância da principal tarefa do professor que é ensinar a pensar e despertar os seus alunos para a reflexão e o questionamento? Em suma, a leccionação para motivar e incutir no aluno a necessidade para o pensamento crítico. E o sistema deixa o professor ser professor!? (…)

O conhecimento escolar, é um processo de descoberta pensada, com método, não é um simples clic. Ver e levar o aluno a descobrir, entender e saber o que, e aquilo que não sabia. É, isto é que é ser professor, ter o dom e a vocação, carisma, conhecimento e conteúdo, a mais valia da competência no compromisso, afectos e afectividadeda cumplicidade com todos e cada um dos seus alunos. Ter os alunos muito perto e em sintonia. O professor tem de estar bem para ser uma fonte inspiradora.

“O que importa mesmo é ter tesão de ensinar, felicidade de entrar em sala de aula e se divertir com os alunos”. (https://pt.linkedin.com, Felizes os Professores que ensinam com felicidade, André Mazarin da Silva, 15 de outubro de 2015)

Importa sim e muito ter vigor, pujança, consistência, determinação e excitação, exaltação de ensinar, intensidade e veemência, a tensão e perseverança, fibra, tesão (do latim tensio”).

É a própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no horizonte 2030, que estabelece a felicidade como uma meta.Sendo imputado aos sistemas educativos a ancoragem (do latim ancoraticu), base e fundamentação promocional da felicidade. Escolas, alunos e professores têm de ser felizes.

Há mesmo formação docente para a felicidade, protagonizada por uma editora (que não publicitamos), que intitula a acção de: “A felicidade dos professores”. Donde, a felicidade ser polissémica e entroncar no pensamento educativo no sentido de um indicador e parâmetro mensurável e concretizável.

Porém, não poderá a felicidade ser convertida num indicador precioso para a missão da escola, passível de ser decomposto em parâmetros que, quando concretizados, tornem a escola num espaço de felicidade para todos os que a frequentam?”. (https://dererummundi.blogspot.com, in Sábado, A felicidade dos professores” como um “indicador” que pode ser “decomposto em parâmetros”, Helena Damião, 24 de setembro de 2022)

O problema na Escola Pública actual é que a felicidade dos professores passa pela ideia de ir embora, de abandono, do discurso da aposentação, mesmo antecipada e com penalização, indo da sala de professores aos corredores, do bar ao refeitório, no café e nos intervalos, do colega fulano e beltrano que desiste, que quer paz e ser feliz.

O torniquete asfixiante do ME, retirador de autonomia, removedor de liberdade e responsabilidade mata, literalmente mata a intelectualidade e criatividade docente, sem a qual não há felicidade. “Elementar caros Costa & Costa”. De todo impossível trabalhar feliz, sendo todo o tempo “chicoteados, “pontapeados”, “levando bengaladas”, desmotivados e arrastados para as antípodas do empenhamento profissional feliz e em felicidade.

Os professores não são masoquistas e abominam o “sadismo” anti-felicidade de abuso e flagelação constantes da tutela. Mais, os professores têm uma mágoa e feridas abertas que sangram desde a infelicidade de 2005; desde o consulado de pesadelo socialista dos Governos de Sócrates & Costa. Os professores têm memória. Os professores não esquecem. E continuam as malfeitorias (…)

A desvalorização política premeditada e dissimulada da função sociável-colectiva dos professores, assertiva e continuada, as representações sociais proactivamente deturpadas da classe docente, a maledicência pública reiterada do professorado até à exaustão dos Governos Socratinianos & Costista, a toxicidade da opinião pública pelo Ministério da Educação (ME) e seus acólitos da comunicação social, tem como resultado final o desastre e o caos que se vive actualmente na Educação e Ensino na Escola Pública em Portugal. Parabéns à tutela; as atitudes de indecência e miserável postura comportamental estão sendo eficazes. Deram um fruto envenenado com um preço altíssimo a pagar pelo país e pelas gerações futuras.

António Costa, mais que um “optimista irritante, é um “optimista negacionista”. Deu continuidade à política miserável de “alta traição” à Escola Pública e aos professores de José Sócrates e MLR,consumando-a na plenitude. Resultado – uma parte muito significativa dos professores está “esfrangalhada”. Fuga do sistema educativo português, doença, burnout, baixas médicas.Informação para A. Costa & J. Costa, a infelicidade dos professores está matando a saúde dos professores, está matando a Escola Pública, está matando a ensinança e as aprendizagens, está matando a formação dos alunos, está matando a profissão docente e está matando o futuro de Portugal.

Nota: o tempo verbal utilizado é o gerúndio porque se trata de uma acção concertada continuada no tempo político da maldade anti-professorado, e que continua continuando.

“A pior forma de covardia é aquela que testa a sua força na fraqueza dos outros”. (Maomé)

“Parece ter-se tornado normal e viral desvalorizar a classe docente. Certo é que isso vai deixando marcas, até nos bons professores. Os índices de stress e burnout docente crescem a uma velocidade preocupante: 55,1% em 2018, segundo a revista“Psicologia, Saúde & Doenças”. Em 2020, atingiu-se o pico de stress e exaustão emocional. Quem o diz é a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas”. (https://birdmagazine.pt, in Bird, Eu não quero os melhores professores, quero os mais felizes, CelmiraMacedo, 15 de janeiro de 2021)

O professor tem a capacidade e o direito de pensar e reflectir criticamente o sistema educativo e o processo de ensino-aprendizagem. A percepção de felicidade versus infelicidade, sofrimento e prejuízo físico e mental da saúde no trabalho, é e está bem patente para o professor, que é vítima em primeira mão.

A felicidade é entendida com a sensação de equilíbrio entre três estruturas essenciais do ser humano: corpo, psiquismo (psique, psicologia) e espírito (inspiração e alento). É também denominada de bem-estar subjectivo. (…) Sofrimento e doenças biopsicossociais foram apontados como gerando impacto na qualidade de vida do docente e nas organizações educacionais”.(https://periodicos.ufms.br, in Revista de Educação e Sociedade: perspectivas em diálogo, Felicidade e trabalho na percepção dos professores do ensino superior: revisão integrativa, Waltermann, M.E., etal., 05 de janeiro de 2022)

O mal-estar, desconforto e insatisfação docente,conduz ao esgotamento nervoso profissional dos professores e à crise e colapso do sistema educativo. O défice de felicidade dos professores e a patologia de infelicidade acrescida de anomalias e anormalidade política reinantes, levam à não realização pessoal-colectiva psicossocial docente,que decorre de uma experiência conjuntural dedeformidade muito negativa da Escola Pública no presente, hoje mesmo.

Donde, o mal-estar docente provocado por um ambiente político de trabalho nas escolasperturbador e perturbante da felicidade e da verdadehumana e profissional dos professores, e mesmo “corrosivo do carácter”, é incómodo e causa desconforto psicofísico auto-destrutivo da pessoa humana do professor e implosão da Escola Pública.

A imprudência política que tem grassado na Escola Pública em Portugal, vai para duas décadas, em nada tem contribuído para a felicidade dos professores. Falamos das alterações na carreiradocente, da revogação de direitos consagrados noestatuto profissional, do congelamento e roubo do tempo de serviço prestado, de um modelo de avaliação que visa tão só o retardamento das progressões aos escalões seguintes e que não premeia o mérito, da burocracia doentia e de afrontamento administrativo e ético-deontológico, da indisciplina que grassa, da perda de autoridade, que levaram a “élite intelectual do país” à frustração, infelicidade, luta e revolta.

É um facto que a infelicidade se instalou no seio da classe docente. Insatisfação, depressão, ansiedadee desespero, são percepcionados pelos professores.

“Só desperta paixão por aprender quem tem paixão por ensinar”. (Paulo Freire)

“O professor é o único no mundo que tem a argila com a qual se moldará o amanhã”. (Celso Antunes)

“Alunos não precisam de um professor perfeito. Alunos precisam de um professor feliz que os deixem empolgados para ir à escola e ter amor pela educação”. (professoracoruja)

A desconstrução política da felicidade docente nas escolas, contribuiu decisivamente para a fragilização e queda de uma Escola Pública sem qualidade e que perdeu performance por culpa ministerial. A emocionalidade negativa da infelicidade dos professores, fere de morte o desempenho docente,com políticas e reformas educativas contrárias e ao arrepio das boas práticas conducentes à felicidadede seres humanos que dão o seu melhor, mas que são desconsiderados em vez de mimados. Trabalhar na Escola Pública, hoje em dia, é dor e sofrimento,tudo menos prazer e realização profissional e pessoal. Para a maioria dos professores, “era uma vez ser docente de carreira”. O topo é politicamente proibitivo. Professor senador” está em vias de extinção. Para haver felicidade docente tem de haver positividade, atractividade, despertamentomotivacional. Tem de haver uma carreira séria e um ECD respeitados pelo ME.

A importância da felicidade em ambiente escolar e universitário é tal que, as universidades de Harvard, Stanford e Yale, já têm nos seus “curricula a cadeira da felicidade. As aulas da disciplina da felicidade, também já são prática corrente nas universidades do Brasil. Toda a descarga de positividade tem efeitosassertórios, afirmativos, positivos. Para Sérgio Amad, “Além do bem-estar, a felicidade gera alta performance no aprendizado – aprendizagem”. (https://revistaeducacao.com.br, in Revista Educação, Felicidade gera alta performance no aprendizado, Karen Cardial, 18 de novembro de 2022)

Mais, segundo Sérgio Amad, professor do hospital Albert Einstein e pósgraduado pela FGV e pela Universidade de Ohio, CEO da Fiter ( tecnologia de neurociência aplicada às pessoas) e especialista em felicidade no ambiente de trabalho e na educação, explica que “ (…) a neurociência define a felicidade como a capacidade do cérebro activar a sensação de prazer por meio da dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, neurotransmissores que representam o quarteto da felicidade e que activaestas substâncias para desfrutar de seus benefícios”. (idem)

Donde, não podemos separar a parte cognitiva daemocional, estão interligadas (Kethlin). (idem)

Para o israelita Tal Ben-Shahar, o professor das aulas mais concorridas de Harvard, que aplica a“psicologia positiva”, a felicidade é a combinação de cinco elementos: “Bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e bem-estar espiritual”. (ibidem)

As ferramentas para a construção de uma “happyschool”, que eduque para ascience of happinessdapublic school, só é possível com a postura de um ME ao lado e não contra os trabalhadores didactas que tutela. Docentes esperando.

A labuta esgotante e a burocracia sufocante vivida presentemente nas escolas pelos professores, continuada em casa e nos fins de semana, sem paragens e tempo pessoal e familiar, é também ela geradora de altíssimos níveis de stress, causador de angústia e infelicidade, pelo que é preciso abrandar o ritmo de trabalho e atirar com grande parte da burocracia redundante para o caixote do lixo, reduzindo-a ao mínimo estritamente necessário.Chega de barruntos.

Sendo a felicidade humana o cúmulo cumulativo de satisfação e realização pessoal e profissional, tal facto não se aplica de todo e de modo algum aos professores. O imediatismo do nosso tempo trás consigo a auto-consciência do agravamento e perdas adquiridas por imposição tutelar,exponenciando a infelicidade presente por anulação da felicidade do passado que não é mais. A desvalorização e não atractividade do magistério e mestrança no presente, por oposição ao reconhecimento e valorização social e remuneratória no passado. A frustração e o desencanto acumulados actuais, são evidentes evidências da profissionalidade docente.

Vamos concluir, reforçando a ideia da vital importância e real concretização da felicidade docente; profissionais a sentirem-se considerados e respeitados também “(…) como pessoas com vida e necessidades próprias, protegidos de situações de assédio e stress laboral, ouvidos em todas as matérias que dizem respeito ao exercício da profissão, dignificados na sua carreira, no reconhecimento das suas competências e autonomia profissional e na contagem escrupulosa do tempo de serviço acumulado no exercício da profissão.

Escusado será dizer que quando tudo isto é ignorado, quando não ostensivamente desprezadopela cúpula ministerial, só por rematado cinismo ou falta de sentido do ridículo é que se pode andar a anunciar formações em «felicidade organizacional»visando o bem-estar laboral dos professores, como se isso servisse para alguma coisa a não ser, muito provavelmente, ir buscar algum dinheiro ao pote europeu destinado à formação profissional.

Como afirmava em tempos Raquel Varela, a propósito de um estudo sobre o mal-estar e o burnout na classe docente, «os professores são vítimas de uma organização que os adoece». Pelo que seria mais proveitoso reformar o sistema e melhorar as condições de trabalho dos professores do que tentar impingir-lhes a pílula da felicidade”.

(https://escolapt.wordpress.com, Educação, DGAE quer os professores felizes – Escola Portuguesa, António Duarte, 08 de julho de 2021)

Curiosidade: Em 2021, o Ranking Mundial de Felicidade (Organização das Nações Unidas – ONU), menciona que os oito países mais felizes do mundo estão na União Europeia (UE), com a Finlândia a ocupar o primeiro lugar, há quatro anos consecutivos. Portugal situa-se no quinquagésimooitavo lugar (58). Dos países membros da União Europeia, apenas a Grécia e a Bulgária estão abaixo de Portugal nos índices de felicidade. Cabalmente esclarecedor sobre a consciência da eudaimoniaFelicidade, em grego. (https://www.dnoticias.pt, in Diário de Notícias, Há (ainda) felicidade na escola?,Miguel Palma Costa, 19 de março de 2022, 02:00)

Em homenagem a tod@s educadores e professores portugueses, fica o poema, a poesia, e das palavras o sentimento da Felicidade:

 

A Idade de Ser Feliz

 

Existe somente uma idade para a

gente ser feliz

somente uma época na vida de

cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer

planos

e ter energia bastante para realizá-los

a despeito de todas as dificuldades

e obstáculos

 

Uma só idade para a gente se

encantar com a vida

e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda

intensidade

sem medo nem culpa de sentir

prazer

 

Fase dourada em que a gente pode

criar e recriar a vida

à nossa própria imagem e

semelhança

e sorrir e cantar e brincar e dançar

e vestir-se com todas as cores

e entregar-se a todos os amores

experimentando a vida em todos

os seus sabores

 

Sem preconceitos ou pudor

tempo de entusiasmo e de

coragem

em que todo o desafio é mais um

convite à luta

que a gente enfrenta com toda a

disposição de tentar algo novo,

de novo e de novo, e quantas vezes

for preciso

 

Essa idade, tão fugaz na vida da

gente,

chama-se presente,

e tem apenas a duração do

instante que passa (…)

(…) doce pássaro do aqui e agora

que quando se dá por ele já partiu

para nunca mais!

 

Geraldo Eustáquio de Souza

Nota: Repassado e regressado tantas vezes como sendo de Autor Desconhecido ou de Mário Quintana, o texto é um original de Geraldo Eustáquio de Souza.

Obrigado a tod@s colegas, por toda a resiliência e tanta dignidade. Bem hajam.

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.              

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A QUE PREÇO…? – Carlos Santos

 

Pacientemente, deixei o tempo atirar para o passado um momento inesquecível. Hoje, tenho por tarefa, o dever de partilhá-lo convosco.

Aconteceu num desses meses de setembro, numa sala dos professores, durante um almoço do «clube» da marmita. Estávamos a felicitar uma colega que ficara colocada no quadro do agrupamento. Agradeceu-nos com um sorriso agridoce alagado de lágrimas. Poderíamos supor que eram lágrimas de contentamento, mas depressa nos apercebemos que, por alguma razão, estas revelavam muito mais. Fomos inundados por um dilúvio de emoções que desabou diante dos nossos olhos. A alegria de, finalmente, depois de tantos anos a percorrer escolas do país, ter conseguido colocação na área de residência, foi largamente suplantada por um regresso onde encontrou a sua casa vazia. As paredes, as portas, os móveis e as pessoas que sorriam nos retratos espelhados pela casa, permaneciam iguais como antigamente, mas faltava algo. De resto, o silêncio ensurdecedor daquele ninho vazio demonstrava que não estava ali o mais importante – faltavam as filhas. As duas já não habitavam aquele lar, tinham ido para a faculdade. Não conseguia compreender como é que o tempo andara tão devagar e as filhas cresceram tão depressa…

Foi o momento terrível em que, realmente, se apercebeu qual tinha sido o preço a pagar por ter optado por abraçar esta profissão; um momento em que alguma coisa morreu dentro de si.

Roubaram-lhe as filhas e retiraram-lhe o direito de as ver crescer e de terem uma mãe presente. Extorquiram-lhe o melhor da vida e, nesse momento de reflexão, apercebeu-se que tudo o que foi perdido, já não voltaria mais, desaparecera para sempre. Compreendeu que não havia dinheiro no mundo capaz de pagar ou de reparar aquela perda.

O substrato que irradiava daquele vazio nada mais era do que a crueldade de reconhecer que lhe haviam amputado um bocado de si. Revelava-lhe quem, na realidade, nós somos; somos, tão somente, o resultado das nossas escolhas.

Nesse dia, sentiu tristeza e revolta por não ter tido a coragem de colocar a família em primeiro lugar. Experimentou o sabor amargo de ter sido usada e abusada na sua dignidade, no seu direito à família e no direito a ser feliz. Com a obtenção do lugar naquela escola, sentiu que, depois de violentada, lhe tinham dado um mero rebuçado para a compensar; que foi o fim de uma ilusão e que todo o sacrifício não valera a pena. Era a constatação de que, da vida de professor, eles não sabiam nada.

Mas, o que mais a entristecera, foi ter-se apercebido da violência afetiva que isso causara nas suas filhas. Compreendeu que, pior do que o inferno da solidão, só mesmo o insustentável peso do arrependimento.

Foi quando deixou a alma em fuga escapar-lhe pela boca sob a forma das palavras que pudemos escutar: “Se ao menos eu pudesse fazer o tempo voltar para trás…”

Queríamos dizer alguma coisa, mas deixou de ser possível, pois não sabíamos como lhe dar o que ela mais precisava – devolver-lhe o passado. Mergulhámos o olhar nos tupperwares, enchemos as bocas com garfadas de silêncio e, durante longos instantes, partilhámos aquela dor, que também era nossa, numa mesa onde se tornaria impossível esconder as cicatrizes de uma vida, porque todos nós, em algum sítio e de alguma forma, também estávamos amputados. Todos conhecêramos um preço que só cada um sabia. Uns suportaram, outros procuraram ajuda e outros, pura e simplesmente, já não estavam mais connosco, porque não conseguiram aguentar. Encheram-nos de esperança, depois, de medo tornando precária a nossa existência e, sem darmos por isso, levaram-nos a vida.

À volta daquela mesa, estropiados, despidos das máscaras de sorrisos forçados, nus e emudecidos, revelámos a um mundo cheio de indiferença para connosco, um dos principais motivos pelos quais já «ninguém» quer ser professor.

Carlos Santos

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Divulgação de necessidades | Escola Portuguesa do Lubango | Angola

 

A Escola Portuguesa de Luanda- Centro de Ensino e Língua Portuguesa solicitou a esta Direção-Geral a divulgação, junto de todos os AE/ENA, da necessidade de docentes integrados na carreira com qualificação profissional para os seguintes grupos de recrutamento para lecionar na Escola Portuguesa do Lubango, em regime de mobilidade estatutária, no próximo ano escolar – 2023/2024:

3 Docentes – GR 110 (1.º ciclo)

2 Docentes – GR 500 (Matemática)

1 Docente – GR  410 (Filosofia)

1 Docente – GR  510 (FQ)

1 Docente – GR  520 (B/G)

Os docentes interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu Curriculum Vitae para  [email protected]

Assim, solicito a V.ª Ex. a divulgação da presente comunicação junto dos docentes desse AE/ENA.

 

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Aulas começam com “nuvem cinzenta”

Aulas começam com “nuvem cinzenta”: Protestos e falta de professores preocupam pais e diretores. Sindicatos avisam que, sem recuperação do tempo de serviço, há mais greves prontas

O ano letivo começa esta semana na maioria da escolas portuguesas, entre esta terça e sexta-feira (12 e 15 de setembro mas, segundo revelam à Executive Digest sindicatos de professores, pais, encarregados de educação e diretores escolares, inicia-se com uma “nuvem cinzenta” que paira sobre o setor da Educação.

Grande parte desta ‘nuvem’, que tolda o que o ministro da Educação João Costa esperava ser um ano letivo “mais tranquilo e sereno”, é composta pela falta de professores, considerada já pela Fenprof como “estrutural”. À falta já verificada, a estrutura sindical explica, em entrevista à Executive Digest, somam-se outras agravantes, que a pouco e pouco se vão revelar.

Falta de professores e expectativas para arranque do ano pouco positivas
“Começamos já por ter, no arranque do ano letivo, 100 mil alunos que não têm o conselho de turma completo, ou seja com falta de professores. Vai ao encontro do que temos dito e os números são elucidativos… O ministro tinha dito este ano que havia 20500/20800 professores em reserva de recrutamento, os que estão a espera de eventualmente serem contratados para falhas. No ano passado foram contratadas para estas eventuais falhas, muitas delas para o ano letivo todo, 35 mil professores. Só aí são 15 mil a menos na reserva de recrutamento. Mas este ano ainda agrava: para além disto temos cerca de mais 15 mil alunos nas escolas. E depois temos um recorde de aposentação, até ao fim deste ano temos 3500 professores aposentados, e nos últimos 2/3 anos tivemos um aumento de 80% nas aposentações. E este é o panorama para os próximos anos”, indica José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da Fenprof, em entrevista à Executive Digest.

O responsável sindical explica que “vamos ter um ano, outra vez, com uma falta muito grande de professores”, e clarifica que já há grupos disciplinares, como o de Geografia, Informática, e mais três disciplinas “onde já não há professores dessa área profissionais, nem nas reservas de recrutamento”.

Questionado sobre se será uma evolução positiva face ao ano anterior, José Feliciano Costa indica que “será muito pior” do que no ano letivo anterior, perate as perspetivas que a falta de professores seja agravada “em janeiro e fevereiro, e também com eventuais baixas”.

Mariana Carvalho, presidente da Confederação Nacional
das Associações de Pais (Confap), partilha dos mesmos receios, e diz que a falta de professores “é talvez a maior preocupação da Confap, não só com a aposentação, mas também com professores que não estão na sua carreira.

“É necessária uma reflexão muito séria, e a criação de estratégias estruturadas para termos resultados efetivos”, explica a responsável à Executive Digest, sustentando que a Confap já levou o tema ao Ministério da Educação.

“A Confap gostaria de ter um ano letivo com estabilidade e tranquilidade é essa nossa expetativa, onde a escola possa ser lugar de crescimento de novas iniciativas e oportunidades. A nossa mensagem é de esperança e apelo ao entendimento acima de tudo. Percebemos que poderá não se verificar, por toda a conjuntura, e ‘ameaças’ que têm vindo a ser ditas, mas queremos acreditar que iniciaremos o ano letivo com tranquilidade”, relata Mariana Carvalho.

A Fenprof, por seu lado, calcula que “poderá haver jovens que vão ter o ano todo ou parte significativa deste sem professor a uma, duas ou três disciplinas”, algo que é considerado pelo sindicato como “grave”.

Já Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (Andaep), diz que o início do ano letivo “foi preparado ao mais ínfimo pormenor”, mas que ainda assim o problema de colocação de professores, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve continua a ser uma realidade.

“O problema não é que não há professores, é que não não concorrem a estas regiões em virtude do preço astronómico que é alugar uma casa aqui. Nestas duas situações as escolas poderão ter de usar a contratação a nível de escola, o último critério”, indica. É “expectável”, de acordo com Filinto Lima, que as aulas comecem com alunos sem professor a algumas disciplinas, sobretudo nas regiões já indicadas, mas o balanço só será feito no final da primeira semana se aulas, quando decorrem as reservas de recrutamento.

“O que pedia era que Ministério da Educação e sindicatos tornassem a renegociar. Foi a porta que Marcelo Rebelo de Sousa abriu, neste diploma sobre a carreira de professores”, assinala o responsável, em declarações à Executive Digest, referindo também preocupações com as greves, já convocadas por várias estruturas sindicais.

Greves e protestos marcam arranque do ano letivo…. e já de desenham mais no horizonte. Fenprof não abdica da recuperação integral do tempo de serviço

A Fenprof e as outras estruturas sindicais que integram uma plataforma conjunta já marcaram protestos e uma greve nacional para dia 6 de outubro, um dia depois do Dia Mundial do Professor. O Stop anunciou também greve nacional entre 18 e 22 de setembro, na segunda semana de aulas, e uma manifestação nacional no último dia de protesto, em Lisboa.

Perante esta realidade, diretores escolares, pais e encarregados de educação são unânimes em dizer que a situação do ano passado, com greves em catadupa, que prejudicaram as aprendizagens do alunos, não se pode repetir.

“O que se percebe é que paira uma nuvem cinzenta no sistema educativo, que tem a ver com o intenso braço de ferro que desde o ano passado existe entre o Ministério da Educação e os sindicatos”, começa por dizer Filinto Lima.

Já Mariana Carvalho, da Confap, dá voz ao que esperava: “O que queríamos era que os nosso filhos e alunos fosse acolhidos como merecem. O que ouvimos sobre greves à componente não-letiva, sem impacto direto nas aprendizagens dos alunos, aí vai de encontro ao que a Confap tem dito a essas estruturas sindicais. Já sobre o estilo de greve que decorreu no ano letivo anterior, não nos coadunamos com isso”, clarifica à Executive Digest.

A responsável diz que não é uma questão de receio de que a situação se repita, até porque, segundo defende, não pode mesmo verificar-se o mesmo cenário do anterior ano letivo.

“Nós não podemos repetir os mesmos problemas: é inaceitável, completamente inaceitável! Seria o 5.º ano letivo consecutivo dos nosso alunos sem um ano de aulas digno. Não podemos aceitar que isso seja realidade. Tivemos três anos de pandemia, um ano de greves e instabilidade, não podemos ter mais um. Alunos que vão agora para o 5.º ano nunca conheceram um ano letivo normal”, lamenta a presidente da Confap.

A Fenprof assinala que o “problema complicado” da falta de professores é já “estrutural” e que muito se deve à desvalorização da carreira docente, “envelhecida e pouco atrativas para os jovens”.

“É um problema que queremos ver resolvido, mas só acontece com uma carreira devidamente valorizada, se não a escola publica vai por aí abaixo. A falta de professores agrava-se de dia para dia e não sei como será…”, reflete José Feliciano Costa.

Filinto Lima critica que os sindicatos estejam de “costas voltadas”, com “uma plataforma que faz algo, e uma estrutura que faz uma coisa diferente”, e que este “divisionismo sindical prejudica a luta dos professores”, mas concorda que é necessária uma revalorização da carreira docente. E para isso é claro: a negociação da recuperação do tempo integral de serviço congelado aos professores é ponto assente, que poderia resolver todos os problemas.

“Uma nova negociação em torno dos 6 anos 6 meses e 23 dias, que os colegas dos Açores e Madeira conseguiram, a totalidade do tempo em que estiveram congelados na sua progressão, era um sinal para o interior da escola. Motivava os atuais professores e era também um sinal para o exterior da escola: iria atrais os nosso jovens para a que é, para mim, a mais bonita carreira de entre todas as profissões”, adianta à Executive Digest o presidente da Andaep.

Já hoje a Fenprof vai levar a cabo uma iniciativa de colocação, em escolas de Norte a Sul, de pendões com mensagens relativas às reivindicações dos professores, “para alegrar” as entradas dos estabelecimentos de ensino.

O trabalho de mobilização para a greve de dia 6 de outubro “vai decorrer durante todo o mês de setembro”, mas as atenções da Fenprof estão acima de tudo concentradas na retoma das negociações da recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores. No início do mês foi entregue proposta ao ministro da Educação, que até agora ainda não teve resposta.

“Vamos aguardar. Se o Ministério da Educação estiver na disponibilidade para iniciar um processo de negociação sobre esta questão do tempo de serviço, reconsideraremos as formas de luta”, sublinha José Feliciano Costa. Ou seja, se a tutela estiver disponível para dar mote a esta discussão, as greves e protestos ainda podem ser travados. Caso tal não aconteça, a Fenprof explica que, nas reuniões que teve de Plenário, Conselho nacional e Secretariado Nacional, ficou decidido que, se não houver vontade do Governo de avançar para esta negociação, irão ser convocadas mais greves “logo em outubro ou novembro”. “O que se prevê é o continuar da luta”, prevê o secretário-geral adjunto da Fenprof.

“Recordo que o Orçamento do estado (OE) está prestes a ser apresentado e, a ir ao encontro do que queremos, tem de se iniciar já a negociação, porque para haver recuperação do tempo de serviço, têm de estar previstas verbas para isso no Orçamento”, avisa José Feliciano Costa.

Filinto Lima direciona o apelo ao ministro das Finanças, Fernando Medina. “Isto necessariamente mexe com dinheiro, investimento em recursos humanos. O meu apelo é que o ministro das Finanças vire definitivamente o investimento para a escola pública, nos professores, pessoal não-docente, e que tenha ações concretas que dignifiquem a carreira docente”, sumariza, justificando que “a educação é o baluarte de qualquer Estado democrático”.

Mariana Carvalho, da Confap, apela ao entendimento entre sindicatos e tutela. “O que pedimos é que deixemos de lado, por uns temos, tudo o que não concordamos de todo, e vamos pegar no que se concorda para trabalhar. Pequenos passos podem significar grandes resultados – e há pontos em comum. Em vez de dizer não a tudo, vamos dizer pequenos sins. Pode até haver um final de negociação satisfatório para todas as partes”, diz esperançosa a representante dos pais e encarregados de educação.

“Veremos o que se passa até lá, que resposta o ministro dá”, continua a Fenprof, sobre a sua proposta de negociação. “Mas logo a seguir vamos de certeza ter uma iniciativa no dia em que ministro for à Assembleia da República apresentar o Orçamento do Estado para a educação e depois vamos analisar… Nada está posto de parte, greves, manifestações, concentrações,…”, sublinha José Feliciano Costa, alertando que a estrutura sindical não vai desistir da luta por esta reivindicação.

“Se o Ministro da Educação quer um ano idêntico ao que passou, é o que terá”, atira o responsável. “Mas esperemos que não”, termina o secretário-geral adjunto da Fenprof, em entrevista à Executive Digest

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Inquérito sobre Clima e Bem-estar dos Professores na Escola

Prezado(a) Professor(a),

Este inquérito tem como objetivo compreender melhor o clima e bem-estar que  vivencia na escola onde leciona, assim como a sua percepção em relação à direção e ao tipo de liderança exercida. 

As suas respostas são extremamente valiosas e ajudar-nos-ão a ter uma noção da realidade. Agradecemos a sua participação

https://forms.gle/hBx6deVbS7nWCSQx7

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11 de setembro de 2023

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Quem não quer ser visto, não se expõe…

 

Quem não quer ser visto, não se expõe, parece ser algo tão óbvio como uma “verdade de La Palisse”…

Por via das denominadas “redes sociais”, não poucas vezes se tem conhecimento de situações, algumas potencialmente constrangedoras e embaraçosas para os respectivos protagonistas, que se tornaram do domínio público, acabando por ser lidas e/ou vistas por inúmeras pessoas…

Entre jovens ou adolescentes esse é, de resto, um problema que, muitas vezes, se torna muito grave e sério, com que os mesmos não estariam a contar…

Para não entrar aqui num discurso enfático (e possivelmente enfadonho) sobre Segurança na Internet, saltarei esse ponto, sem, contudo, deixar de referir estes aspectos, quando se trata de adultos:

– Quando se publica, sem acesso restricto, alguma coisa numa “rede social”, subentende-se que quem a publicou conhecia os riscos inerentes a tal publicação, seja ela de que natureza for…

– Quando alguém publica voluntariamente alguma coisa numa “rede social”, arrisca-se a, de alguma forma, ficar exposto, nomeadamente a poder ser alvo de algum tipo de ridicularização ou de afronta…

– Em cada um de nós há um potencial “voyeur”, não é possível ignorar essa característica da natureza humana, e isso deveria ser tido em consideração quando alguém publica alguma coisa numa “rede social”…

Nos últimos tempos, algumas publicações de Professores, individuais ou de grupo, têm gerado muita polémica nas “redes sociais” e fora delas, suscitando as mais variadas reacções, tanto por parte de quem originalmente as publicou, como dos que as leram e/ou visualizaram…

Cada um tem o direito de publicar o que lhe aprouver, mas se não o fizer em modo privado ou com determinadas restricções de acesso correrá sempre o risco de se poder ver confrontado com uma publicação que, entretanto, se tornou do domínio “excessivamente público” ou “viral”, pelo número elevado de leituras e/ou de visualizações, de que possivelmente não se estaria sequer à espera…

Os “ecos” de uma publicação nem sempre são controláveis pelos respectivos autores ou protagonistas e isso pode ter consequências, também elas, incontroláveis, no sentido positivo ou negativo…

E o maior problema de uma publicação é quando a mesma se transforma em motivo de ridicularização e de polémica, gerando uma turba de reacções adversas e críticas hostis…

Partindo do princípio lógico de que o conteúdo de uma determinada publicação foi previamente assumido pelo(s) respectivo(s) autor(es), sendo plenamente consciente e voluntário, torna-se incompreensível que a mesma possa ser apagada pelo(s) próprio(s), em particular na eventualidade dessa publicação ser mal recebida…

Nas circunstâncias anteriores, apagar uma publicação e/ou os comentários suscitados pela mesma será uma forma de abdicar de a assumir e de a defender, o que não parece congruente, nem corajoso…

No universo de publicações na área da Educação, quando a coisa “esturra”, ou seja, quando os “donos” de uma publicação se confrontam com comentários e opiniões contrárias às que pretendiam, eis que, frequentemente, se apagam tais “heresias”, pois que é muito mais fácil lidar com o unanimismo do que dar-se ao trabalho de refutar o conteúdo de determinadas opiniões…

O exercício e a aceitação plena da Democracia parece ser algo muito relativo, por exemplo, para alguns pretensos paladinos da Ética, da Honestidade Intelectual ou da Inclusão, que costumam “bradar a sete ventos” aquilo que, na realidade, não conseguem praticar…

Há publicações que, no pior sentido, expõem os respectivos autores que, a posteriori, muitas vezes, tudo fazem para não serem vistos…

Quem não quer ser visto, não se expõe. Tão simples quanto isso…

Quem não quer ser censurado, não se expõe. Tão simples quanto isso…

Quem se expõe deve aceitar que pode ser visto e que pode ser censurado…

A realidade tem mostrado que a confrontação com algum tipo de contraditório continua a ser tenazmente evitada e rejeitada…

A contradição não consente o arrependimento e o pecado ao mesmo tempo” (Dante Alighieri, A Divina Comédia – Inferno)…

(Paula Dias)

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Falta médicos e faltam professores, mas as medidas de combate do (des)governo são diferentes

 

Faltam médicos por todo o país. Nas negociações com o Ministério da Saúde é proposto um aumento de mais de 900€ de aumento para esses profissionais.

Faltam professores por todo o país. Nas negociações com o Ministério da Educação é proposto baixar o nível de habilitações para dar aulas.

A precaridade é solução para a educação.

A diferença entre a saúde e a educação é a distancia temporal das consequências a que o desinvestimento leva. Na saúde o desinvestimento pode levar a consequências imediatas para os doentes. Na educação as consequências demoram anos a sentir-se. Mas o desinvestimento na educação, é desinvetimento no futuro do país. A economia vai sentir ao longo de décadas este desinvestimento.

O desinvestimento na educação está estritamente ligado à economia.

A maioria dos intervenientes politicos está preocupado com o momento atual, mas o problema será muito mais à frente.

Não invistam num aumento das condições de trabalho e na carreira dos professores e no futuro não terão médicos para lhes oferecer aumento de 900€.

Não motivem os jovens com um vencimento que lhes permita ter uma vida digna e fazer face às despesas inerentes à profissão e continuarão a baixar o nível de habilitações até aos níveis do pós-25 de abril.

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Quase três mil docentes colocados, mas escolas têm ainda 1.300 horários vazios

Quase três mil docentes foram colocados esta sexta-feira, a maioria contratados, em resultado da segunda reserva de recrutamento, mas as escolas ainda têm cerca de 1.300 horários vazios, sobretudo em Lisboa, Setúbal e Algarve.

Quase três mil docentes colocados, mas escolas têm ainda 1.300 horários vazios

Depois de, na semana passada, terem sido colocados perto de três mil docentes, a segunda reserva de recrutamento permitiu às escolas preencher outras tantas vagas.

No total, foram colocados 2.924 professores. “Foram colocados 2.355 contratados e 589 professores do quadro”, explicou à Lusa o professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação.

Não foi, no entanto, suficiente para colmatar as necessidades dos estabelecimentos de ensino e, esta sexta-feira, havia ainda cerca de 1.300 horários em contratação de escola, o último recurso disponível para a contratação de professores.

Até às 19:40, os diretores já tinham publicado hoje cerca de 560 horários, muitos dos quais ficaram por preencher na segunda reserva de recrutamento, e, à semelhança da semana anterior, é nas zonas de Lisboa, Setúbal e Algarve que parecer ser mais difícil contratar.

De acordo com a análise feita por Arlindo Ferreira, foram pedidos hoje 220 horários para escolas em Lisboa, 103 em Setúbal e 59 em Faro.

Entre os horários colocados hoje a concurso, a maioria é para Português do 3.º ciclo e secundário (61) e pré-escolar (55), o que mostra que as dificuldades em encontrar professores para Informática são cada vez menores, explicou o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim.

A propósito da segunda reserva de recrutamento, Arlindo Ferreira sublinhou ainda que, nesta fase, há 135 professores vinculados em quadros de zona pedagógica sem colocação, a maioria de Educação Física (29) e Biologia e Geologia (24) e do quadro de zona pedagógica 1, que abrange o litoral norte.

Por outro lado, a maioria dos professores de quadro que conseguiram um lugar, em resultado da reserva desta semana, foram colocados em horários temporários, uma situação que o diretor escolar diz ser pouco frequente, mas que poderá estar relacionada com o elevado número de professores que entraram nos quadros do Ministério da Educação este ano, através do novo mecanismo de vinculação dinâmica.

A falta de professores nas escolas, provocada em parte pelo envelhecimento da classe e pela pouca atratividade da profissão entre os mais jovens, levou o Governo a permitir às escolas que selecionassem docentes detentores de cursos reconhecidos como habilitação própria para a docência.

No entanto, para Arlindo Ferreira, o problema, que já se tornou habitual a cada arranque de ano letivo, é agora mais grave e os números registados a poucos dias do regresso às aulas são “muito elevados comparativamente a anos anteriores”.

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