Rui Cardoso

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Salário dos professores em início de carreira é mais baixo agora do que há seis anos

Portugal é um dos nove países europeus onde o salário dos professores em início de carreira é mais baixo agora do que há seis anos

Há apenas nove países europeus onde o salário de um professor em início de carreira desceu em seis anos, depois de descontada a inflação, e Portugal é um deles. Segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pela Eurydice, uma rede de informação educacional da Comissão Europeia, também na Bélgica, Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Finlândia, Noruega e Turquia, os professores entraram na profissão a receber menos em 2021/22 do que em 2014/15.

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Acelerador? Só na próxima década

Mais de 3000 professores só sentirão efeitos do “acelerador” das carreiras na próxima década

Directores estimam que metade dos 64 mil docentes abrangidos pela medida tenham aumentos até 2025, mas efeitos são muito diluídos no tempo para parte da classe.

 

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Professores promete continuar a lutar

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“Divórcio” no S.TO.P

 

“Divórcio” no S.TO.P: guerra interna abala sindicato que mais professores mobilizou para a luta

A assembleia geral

O “divórcio”

A conta bancária e o email

 

 

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Trabalhadores de escola em Lisboa em protesto contra assédio moral

Em declarações à agência Lusa, Luís Esteves, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, contou que vários trabalhadores da escola – professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais – têm sido alvo de assédio moral por parte de dois membros da direção.

“O que pretendemos com este protesto é chamar a atenção para a situação dos trabalhadores na escola alvo de assédio moral, alguns dos quais estão doentes e são seguidos por psicólogos devido ao cenário de pressão e de gritos constantes por parte de elementos da direção”, adiantou.

Trabalhadores de escola em Lisboa em protesto contra assédio moral

Vários trabalhadores da Escola Secundária Fonseca de Benevides, em Lisboa, estão desde as 8.30 desta terça-feira concentrados junto ao estabelecimento em luta contra o assédio moral a que dizem estar sujeitos e para exigir uma investigação, segundo fonte sindical.

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Quero um acelerador que me reduza 40% da permanência num escalão

 

A descriminação negativa que o governo está a aplicar aos professores é inadmissível e não é nem igualitária nem equitativa.

O acelerador dos “outros” prevê que seja necessário acumular apenas seis pontos, em vez de dez, na avaliação de desempenho para avançar uma posição remuneratória, com correspondente aumento salarial. Dado o sistema de quotas nessa avaliação isto significa, para a maioria dos trabalhadores, demorarem seis anos para progredir uma posição, em vez de 10 anos.

Ou seja, têm uma redução de 40% de permanência na posição remuneratória.

E os Professores? Não têm.

Alguns professores, os que se encontram acima do 7.º escalão poderão ter 25% de redução de permanência num escalão, o resto pode nem isso ter. Isto não é igualdade. Isto é tratamento diferenciado, uma discriminação negativa.

Tal como na recuperação do tempo de serviço, os professores são uma classe profissional que perde poder de compra à custa de ser “um carreira especial”. Especial só se for para trabalhar, para receber é especialíssima de corrida.

 

 

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Mais de 1.200 professores dão aulas sem estar profissionalizados

Os dados do Ministério da Educação dizem que as escolas estão a recorrer a mais professores com habilitação própria. Recurso pode ser usado se vagas nos concursos nacionais não forem preenchidas.

Mais de 1.200 professores dão aulas sem estar profissionalizados

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FNE sente alguma aproximação do ME

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Mais de cinco mil professores apresentaram baixa desde o início das aulas

Mais de cinco mil professores apresentaram baixa médica desde que as aulas começaram, há três semanas, segundo dados avançados esta segunda-feira pelo Ministério da Educação.

Mais de cinco mil professores apresentaram baixa desde o início das aulas

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A Proposta do ME que põe os estagiários a receber entre 802,45 euros e 1604,90 euros brutos

 

A proposta de revisão está esta segunda-feira em cima da mesa negocial entre os sindicatos e o secretário de Estado da Educação, António Leite. Mais de duas semanas depois do arranque das aulas, ainda há alunos sem todos os professores. O ministério da Educação garante que em média tem recebido, por semana, 600 horários para preencher e que em setembro foram entregues mais de cinco mil pedidos de baixas médicas, a maior parte no Norte do país, apesar de haver dispersão por todo o Continente.

A prioridade é aumentar a formação de professores. Nos últimos dois anos o número de estudantes em cursos de Educação Básica aumentou 45% mas as instituições precisam alargar as vagas em mestrados em ensino para que se comece a compensar as aposentações e a travar a falta de professores.

O regresso da remuneração de estágios, está prevista no programa do Governo mas os valores ainda não tinham sido divulgados. De acordo com a proposta, os alunos do segundo ano do mestrado, integralmente dedicado ao estágio, passam a ser remunerados pelo índice 167 (1604,90 euros), primeiro da carreira, consoante o horário atribuído, sendo que não pode ser inferior a 12 horas letivas (802,45 euros). 

Após a promulgação do diploma se os cursos foram acreditados a tempo do próximo ano letivo, os cerca de 2300 a 2500 estudantes que entraram em mestrados em ensino, este ano, podem começar a ser remunerados já no próximo ano letivo de 2024/2025.

No atual modelo de formação, os mestrandos não têm turma atribuída e passam os dois últimos semestres na instituição do Ensino Superior com algumas idas às básicas e Secundárias. A proposta em cima da mesa prevê que passem a ter turmas atribuídas e a ser acompanhados por professores orientadores, que passam a ter uma redução da componente letiva consoante o número de estagiários até um máximo de menos quatro horas por semana. Aos orientadores vai passar a ser permitido que acumulem funções no ensino Superior e nas escolas básicas e secundárias cooperantes (onde são efetuados os estágios) serão criados núcleos de estágios por grupos de recrutamento.

O estágio no grupo de recrutamento do Pré-Escolar vai passar a abranger as creches.

In JN

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Formulário eletrónico: Período Probatório 2023/2024

 

Encontra-se disponível o formulário eletrónico que permite às escolas indicar os requisitos cumulativos para a dispensa ou realização do Período Probatório.

Consulte as perguntas frequentes.

Perguntas Frequentes

SIGRHE – Aceda ao formulário

 

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Matemática perdeu mais professores, Português é o grupo mais envelhecido

Investigador alerta que “o cenário pode ser especialmente agravado” porque estas disciplinas são as “que têm uma maior carga horária por turma, o que faz aumentar as necessidades docentes”.

Matemática perdeu mais professores, Português é o grupo mais envelhecido

 

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Denúncia

“Os professores e assistentes operacionais das escolas de Rabo de Peixe, estão a ser vítimas de agressões físicas e verbais, por parte dos encarregados de educação.”

Os professores e assistentes operacionais das escolas de Rabo de Peixe, sentem-se desprotegidos e impotentes, perante a galopante onda de violência e agressividade, que se faz sentir nas escolas daquela Vila, por parte dos encarregados de educação.

Não existe qualquer tipo de apoio e protecção, vindo da Secretária Regional da Educação e Cultura! Os professores e os funcionários, dizem que a Sra. Dra. Sofia Ribeiro está, constantemente, a mentir e que desconhece a realidade que se vive nas escolas, nomeadamente, nas da Vila de Rabo de Peixe!

Os representantes dos sindicatos, vão para os debates, acobardam-se, deixam-se seduzir e iludir por discursos falsos, falaciosos, fantasiosos, utópicos e não exigem que sejam criadas medidas de apoio e protecção, a quem, diariamente, tem que conviver com os ataques violentos, por parte de encarregados de educação agressivos, selvagens e indomáveis!

As escolas estão com 5 a 6 turmas, quase todas elas completamente lotadas. A Educação Pré-Escolar conta com 20 alunos por turma, com idades que vão dos 3 aos 6 anos de idade. Trata-se de crianças de tenra idade, que exigem maior ajuda e supervisão. As escolas estão com 14 a 15 turmas do Primeiro Ciclo, embora constituídas por vezes com 18 alunos, com idades um pouco acima às do Pré-Escolar, que também, exigem vigilância…

Mas o que diz a Lei?:

Segundo o Decreto Regulamentar Regional nº 11/2022/A de 26 julho de 2022, o Rácio é o seguinte:

Educação Pré-Escolar: Um assistente operacional por cada 20 alunos;

1º Ciclo: Um assistente operacional por cada 30 crianças.

No entanto, as escolas do Primeiro Ciclo e do Pré-Escolar, da Vila de Rabo de Peixe, possuem um total de 18 a 20 turmas, a funcionar, apenas, com 5, 6, ou 7 assistentes operacionais. São escolas grandes, com mais de 300 alunos e que entre estes assistentes operacionais, no mínimo, 2 deles têm que ser direccionados para o refeitório, para o ginásio, para os serviços relacionados com as fotocópias, para abrir os portões, etc.

Para a Sra. secretária regional, Sofia Ribeiro, está tudo bem! Ela entende, que o rácio está correto, só que não corresponde à realidade, nem ao que está regulamentado por Lei!

A Sra. secretária regional, está a contabilizar no rácio, os assistentes operacionais, que se encontram de baixa médica prolongada e os que estão de atestado, aguardando a idade da Reforma (com idade e anos de serviço completos) e isto é subverter a realidade e os números reais.

Há dias, em que existe, apenas, um auxiliar para 6 turmas. Ora, porque faltam para irem a consultas médicas. Ora, porque faltam por outros motivos e imprevistos…

O que diz a Lei sobre a “Segurança dos Professores e Assistentes Operacionais”?:

.Baseado no Estatuto da Carreira Docente – Decreto Legislativo Regional nº 23/2023/A de 26 junho de 2023, os professores e assistentes operacionais, têm direitos e deveres. Ou seja, quando um docente falha um dever, é chamado à atenção, ou é alvo de um inquérito interno, mas em relação aos direitos, os professores e funcionários, não possuem qualquer tipo de defesa, ou de proteção, por quem os devia proteger!

Segundo o Artigo 9.º – Direito à Higiene, Saúde e Segurança, em que o nº 1, alínea d) “refere a penalização da pratica da ofensa corporal ou outra violência sobre o docente, no exercício das suas funções ou por causa destas” – Têm existido, situações de agressão física e verbal, muito graves, contra professores e assistentes operacionais, por parte de encarregados de educação, mesmo dentro do recinto escolar, porque a tutela entende que as escolas têm que estar abertas e acessíveis aos encarregados de educação, que se aproveitam do livre acesso, para concretizarem as agressões físicas. Os professores e os assistentes operacionais, estão a ser agredidos a soco, na frente de crianças menores, que certamente transportarão esses exemplos para a idade adulta e os agressores continuam impunes! Os inúmeros casos, têm vindo a ser reportados, recorrentemente e em grande número, quer à PSP, quer ao Conselho Executivo, que nada fazem.

Diariamente, os professores e assistentes operacionais, estão a ir trabalhar em sobressalto, em pânico e com receio de represálias, ou de novos “ataques”. Não existe educação, não existe respeito, não existe qualquer tipo de temeridade pelas autoridades. Coisa, que a Sra. secretária Regional da Educação e Cultura, não deve sentir, nem saber o que é!

Nos Açores, as escolas estão a ser usadas como depósitos de menores, onde os professores e os assistentes operacionais são os “fiéis de armazém”, que trabalham arduamente, que são mal pagos e ainda são agredidos fisicamente, a soco e a pontapé!

Os professores estão no limite e imploram à Sra. Secretária Regional da Educação e Cultura, ao Dr. José Manuel Bolieiro, ao Dr. Artur Lima e a todos os que que fazem parte da coligação nos Açores, que coloquem a mão na consciência e que criem medidas urgentes, que visam proteger os professores, do terror que estão a viver!

Manoel de Oliveira Rego

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A tarde das faturas curtas e da destituição seguida de reeleição… LSB

 

Eu sei que a História das purgas soviéticas ou nazis é assunto que só interessa a fósseis, que ensinam História e que a estudaram mesmo, em cursos antes de Bolonha.

Nessas purgas, a bala na nuca ou noutros sítios ou uns aninhos de campo ou gulag eram justificados com abstracções como desvios burgueses ou de outro tipo e compadrios com os inimigos de classe ou da pátria ou do partido.

Interessava era o pensamento do chefe e o alinhamento com ele.

Que fez a direção deposta (alegadamente) do STOP para ser deposta (ou tentarem isso, porque calculo que o assunto ainda vai a tribunal…. e, deve ir, por boas razões gerais de defesa do Estado de Direito e da liberdade de associação e sindical).

Roubaram? Martelaram contas?

Desrespeitaram que artigo dos ESTATUTOS?

Violaram alguma deliberação pública de uma assembleia geral? Prejudicaram o sindicato, como?

Vou gostar de ler aquela deliberação, que espero seja publicada com os seus fundamentos.

Os votantes devem ter dado uma linda lição sobre direitos fundamentais…..

Ou a coisa agora é assim? É-se destituído porque 200 se juntam para o fazer, porque o caudilho se quer livrar de quem perturba nas suas lunáticas formas de agir e ver o mundo e, ainda mais, nos desvairados projetos políticos mutantes?

Na verdade, aquilo foi um saneamento à moda antiga, um processo de purga no estilo dos anos 30 na URSS ou da Alemanha dessa altura…. Os tempos são mais suaves nos resultados mas o espírito de seita está lá.

E qual é a lógica de destituir pessoas que logo a seguir se reelegem outra vez? Vi 3 nomes que foram depostos e logo a seguir reeleitos e todos têm em comum ligação a assuntos de contas.

Será que estavam na sala aquando da destituição? E votaram? É que por lei não podiam nem falar……

Os discursos devem ter sido giros…… “Deponham-me para voltar outra vez…..”

Eu pedi para ver as contas, enquanto era sócio, há meses, e nunca mas mostraram. E tenho provas do pedido.

Sou das únicas pessoas que pode falar e queixar-se de contas daquele sindicato.

Porque, quando, na AG anterior, não mas mostraram, votei contra elas. Saí pouco depois.

Tenho anosmia, mas cheiro ao longe certas coisas, mesmo se a minha boa fé processual, às vezes, se engana algum tempo sobre algumas pessoas.

No ano passado foram 2 enganos graves sobre o carácter de pessoas que me lideraram. Um durou 40 anos, o outro, uns 3.

Como diria a minha avó: que fique escaramentado……

Aceito suspender o cepticismo e correr riscos, mas não fico nunca na mão de caudilhismos e cultos de personalidade. Quem acha que me controla, em 51 anos, desiludiu-se sempre.

Há gente que pede auditorias a contas que aprovou sem ver.

Os professores que ontem votaram aquilo precisam de estudar melhor o que são garantias individuais e como se gerem associações num Estado de Direito.

Nem na associação recreativa de Pestaninhas de Cima aquilo se pode fazer assim.

Se Pestana acha que está legitimado por aquilo, para continuar aos pulinhos e a fazer que faz nas reuniões negociais, está muito enganado.

E não sou eu que digo. São os que estão a votar com os pés contra as dezenas que votaram ontem.

Mas eu sei…. No MAS e suas cisões nunca se gostou muito de direitos fundamentais e formalismos.

Mas ainda bem que já tinha saído há meses.

Assim, ontem, fiquei só enojado ao longe.
Porque mesmo afastado pessoalmente de alguns membros da direção deposta acho que não foram tratados com justiça.

E se ainda fosse sócio podia ter tido a tentação de me juntar ao que fez o professor, cuja coragem admiro, sem conhecer, que foi lá dizer que aquilo é uma ilegalidade só…..

 

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Como funcionará a recuperação de tempo de serviço proposta pelo PSD?

478+478+478+478+481= 2393 dias

6 anos, 6 meses e 23 dias

 

Será algo deste género

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PSD propõe pagamento do tempo de serviço dos professores em cinco anos

 

O presidente do PSD, Luís Montenegro, revelou que o partido vai propor o pagamento faseado por cinco anos do tempo de serviços dos professores, atribuindo 20% em cada ano.

PSD propõe pagamento do tempo de serviço dos professores em cinco anos

 

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Mas afinal, quem é o presidente?

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Professores leva-os o vento

Passado um tempo em que o país conseguiu assegurar que, praticamente, todos os docentes do ensino básico e secundário, jardins de infância incluídos, tivessem formação pedagógica, voltámos à situação que se vivia nos anos oitenta do século passado, quando milhares de docentes apenas possuíam habilitação académica, mas não tinham formação pedagógica.

Professores leva-os o vento

É importante que os novos docentes sem habilitação pedagógica não sejam deixados à sua sorte e lhes seja assegurada a formação de que necessitam e que as crianças, as famílias e o país exigem.

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Ainda há esperança de que dois mais dois sejam quatro!

 

As pessoas gostam de ser convencidas de que dois mais dois são cinco. Se aparece alguém a dizer que são quatro, é um herege. Ou um desmancha-prazeres. Sobretudo, um desmancha-prazeres.” (José Saramago nas Suas Palavras)…

Metaforicamente, o principal paradigma das políticas educativas vigentes parece acreditar e defender que dois mais dois serão cinco…

E ai de quem ouse duvidar de que essa é a Verdade e a única Verdade…

E ai de quem ouse questionar essa Verdade, tida como Verdade Suprema…

A ousadia de contestar a Verdade Suprema poderá ter consequências nefastas, expectavelmente por ser impossível perdoar aos “hereges” e aos “desmancha-prazeres” por tal afronta…

Para alguns “sábios mui iluminados”, presumivelmente tenazes defensores do paradigma vigente, parecerá, talvez, legítimo censurar e punir aqueles que ousem impugnar ou negar a Verdade Suprema, pois que assim, quiçá, se desincentivem e dissuadam eventuais rebeliões ou alevantamentos…

Ao que tudo indica, os Docentes e a Directora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis (Gondomar) tiveram a coragem e a ousadia de contrariar o paradigma vigente, defendendo e assumindo que dois mais dois serão quatro…

Afinal, ainda há esperança de que dois mais dois sejam quatro!

Existirão mais “hereges” e “desmancha-prazeres”, capazes de resistir ao paradigma vigente?

Existirão mais “hereges” e “desmancha-prazeres”, capazes de se agigantar e de contestar que dois mais dois sejam cinco?

Quem mais se junta na defesa de que dois mais dois são quatro?

Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas”, bem podia ser o lema adoptado por todas as escolas do país…

Que se saiba, a Liberdade de Expressão e Informação continua consagrada na Constituição da República Portuguesa (Artigo 37º) e “no direito português, não existe aquilo a que costuma chamar-se «delito de opinião».” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

A definição de Estado de Direito Democrático, constante no Artigo 2º da Constituição da República Portuguesa, também não parece admitir a possibilidade de alguma forma de censura ou de intimidação à Liberdade de Expressão e ao Direito de Opinião…

(Paula Dias)

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Ainda há mais de 57 mil alunos sem professor

Após a quinta reserva de recrutamento, há ainda por preencher 662 horários, alguns desde o início do ano letivo

Ainda há mais de 57 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. “É uma dor de alma pedirmos uma substituição e as listas de colocação virem vazias”

No final do mês de setembro e decorridas duas semanas desde o início oficial das aulas, ainda há 57.280 alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. Após a quinta reserva de recrutamento, ficaram por preencher 662 horários, alguns desde o início do ano letivo.

A situação mais dramática continua a verificar-se nas escolas da Grande Lisboa, onde há 280 horários por preencher, seguida de Setúbal (116), Faro (75) e Porto (33).

Esta sexta-feira, na quinta reserva de recrutamento, ficaram colocados mais 726 professores, dos quais 166 com horário completo. Ainda assim, há muitos que continuam por preencher e, consequentemente, muitos alunos sem aulas.

“Há grupos em que, aqui nesta zona [Lisboa e Vale do Tejo] e Algarve não há um único candidato profissionalizado. (…) Não teve lugar nenhuma colocação na Grande Lisboa e Algarve nos grupos de Matemática, Português e Biologia”, nota Cristina Mota, porta-voz do movimento Missão Escola Pública.

Mas há outros grupos de recrutamento a acusarem a falta de professores. No grupo de recrutamento de Informática, foi colocado um único docente, no Norte do país. Entraram em Oferta de Escola, esta sexta-feira, 12 horários no grupo de Informática, que foram a reservas de recrutamento, sem candidatos. Ao todo, de acordo com o Blog De Ar Lindo, entraram esta sexta-feira em Oferta de Escola 303 horários com mais de oito horas que foram a reserva de recrutamento, sem candidato.

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Comunicado dos Professores/as e Educadoras do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar

Soubemos pela comunicação social (JN de 27/09/2023) que a diretora do nosso agrupamento está a ser alvo de um processo disciplinar que, de acordo com o jornal, surge na “sequência da colocação, na sede do agrupamento, de uma tarja preta em que se lê ‘Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas’”.
Esta tarja foi concebida, paga e colocada pelos professores do agrupamento que, em fevereiro consideraram que deviam mostrar à comunidade, de forma explicita, que todos os dias, se empenham para dar aos seus alunos o melhor de si, a aula mais importante das suas vidas. Numa altura em que a profissão é por tantos desprezada e desrespeitada, consideramos que devíamos deixar claro que esta é uma profissão de gente empenhada, que muitas vezes deixa para trás a sua vida pessoal e a sua família em prol dos seus alunos.
Foi por isso com surpresa e perplexidade que soubemos deste processo disciplinar. A ser verdade a noUcia vinda a público deixamos claro o seguinte:
1) A responsabilidade da tarja é dos professores e educadoras do Agrupamento. Foram eles que a conceberam, pagaram e colocaram, tendo a senhora diretora apenas autorizado a sua colocação;
2) OArUgo37daConsUtuiçãodaRepúblicaPortuguesa,determinaque:1.Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações; 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer Upo ou forma de censura.
Assim sendo, estamos enquanto docentes a exercer um direito consagrado na ConsUtuição da República Portuguesa.
3) AescoladeveeducarparaacidadaniaenapáginadaDGEesclarece-seque“O exercício da cidadania implica, por parte de cada indivíduo e daqueles com quem

interage, uma tomada de consciência, cuja evolução acompanha as dinâmicas de intervenção e transformação social. A cidadania traduz-se numa aBtude e num comportamento, num modo de estar em sociedade que tem como referência os direitos humanos, nomeadamente os valores da igualdade, da democracia e da jusBça social”.
Será certamente estranho que os professores devam educar para a cidadania, mas não devam eles próprios ter uma tomada de consciência, uma reflexão e a possibilidade de intervenção e transformação social. Será que devem educar para a cidadania, mas não devem ser eles próprios cidadãos reflexivos?
Infelizmente no ano em se comemora a revolução de abril de 1974 que consagrou o direito à liberdade de expressão há comportamentos que parecem nascidos no tempo da ditadura. Apesar de conquistada em 1974, a liberdade deve ser salvaguardada todos os dias. É isso que enquanto educadores fazemos!
Face ao exposto os professores/as e educados abaixo-assinados manifestam total solidariedade com a Diretora do nosso agrupamento e informam que, a haver processo disciplinar ele deve contemplar todos os que são responsáveis pela tarja e que assinam este comunicado.
Os Professores/as e Educadoras do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar

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Diretores querem levantamento das penalizações

Docente atrasa-se a aceitar colocação e fica impedida de dar aulas

Professora não aceitou, por erro, o horário em que foi selecionada e pediu para ser levantada a penalização. O que foi recusado pelo ministério, apesar de a escola onde foi colocada não ter professores de Português suficientes. Diretores querem levantamento das penalizações.

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 05

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa- 5.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 2 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 3 de outubro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 05

Listas – Reserva de recrutamento n.º 05 

 

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Programa Renda Acessível – Candidaturas abertas

 

Foi aberto pela CML um concurso no âmbito do programa “RENDA ACESSÍVEL” com prazo de candidatura entre o dia 27 de setembro e 27 de outubro.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO AVISO N. G/IDMHDL/CML/2023: Abertura do 20º concurso para arrendamento de habitações ao abrigo do programa de renda acessível do município de lisboa.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO AVISO Nº 6/DMHDL/CML/2023, ANEXO I – Documentos a submeter pelos candidatos sorteados na Plataforma Habitar Lisboa, previstos no Anexo III do RMDH, no âmbito do 20º Concurso para Arrendamento de Habitações Municipais ao abrigo do Programa de Renda Acessível, no prazo de 5 dias úteis após notificação, quando aplicável.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO Aviso Nº 6/DMHDL/2023, ANEXO III – Bolsa de habitações, 20º Concurso do Programa Renda Acessível – 38 Habitações Municipais.

 

 

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CANDIDATURAS ABERTAS – LISBOA AJUDA A PAGAR A RENDA

 

Estão abertas as candidaturas DESDE O DIA 25 DE SETEMBRO A 16 DE OUTUBRO ao programa da Câmara Municipal de Lisboa para o programa “LISBOA AJUDA A PAGAR A RENDA

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER ao AVISO N.0 8/DMHDL/CML/2023 – Abertura do 4º concurso do subsidio municipal ao arrendamento acessível.

 

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Procedimento de seleção e recrutamento de pessoal docente para suprimento de necessidades temporárias, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o Ano Escolar de 2023/2024

Concurso de seleção e recrutamento, para o ano escolar de 2023/2024, nos termos conjugados dos artigos 38.º, 39.º e 42.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, e do Decreto Lei n.º 80-A/2023, de 6 de setembro, para contratação de docentes a termo resolutivo certo, para contratação de docentes a termos resolutivo incerto e constituição de reservas de recrutamento, com vista ao suprimento de necessidades de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P.

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 5.ª feira (inclusive), 28 de setembro de 2023, pelo prazo de 3 (três) dias úteis, concurso com vista ao suprimento das necessidades temporárias de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2023/2024.

Informa-se que o formulário online se encontrará disponível a partir de 5.ª feira, 28 de setembro de 2023, até às 23 horas e 59 minutos, hora de Portugal Continental, do dia 02 de outubro de 2023, conforme disposto no n.º 6.1 do aviso de abertura.

Aviso Procedimento Concursal de Docentes

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Aluno espanca colega de 13 anos à frente de professores por brincadeira com pistola de água na Amadora

 

Uma brincadeira com uma bisnaga (pistola de água) dentro da sala de aulas de uma turma do oitavo ano da escola EB 2/3 de Alfornelos, Amadora, terminou na terça-feira com um aluno de 13 anos espancado e pontapeado na cabeça por um colega de 16, sem que professores ou auxiliares fossem capazes de travar o agressor.

 

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Dos esclarecimentos…

 

Quanto mais tentam esclarecer, menos esclarecem.

E no meio de tantos esclarecimentos ficam todos (des)esclarecidos.

Resolvam lá isso, limpem a casa ou deitem-na abaixo, mas acabem com esta novela, triste, de lavar a roupa suja em público, que só fragiliza mais a imagem dos professores e dos sindicatos que dizem representá-los.

 

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A necessidade de encontrar um equilíbrio saudável entre o digital e o analógico

Para a maioria das nossas crianças, a exposição a ecrãs tornou-se um fenómeno omnipresente e, para as de tenra idade, a baby-sitter fácil e barata. Demasiados responsáveis da área da Educação esqueceram que a tecnologia não significa só desenvolvimento e progresso, que uma ligação WiFi nunca será equiparável a uma ligação com um ser humano e que a essência da Educação é humanista, que não tecnológica. Como esqueceram, ainda, que a estimulação em excesso transforma as crianças e os jovens em seres passivos, presas fáceis do imediatismo, porque lhes vai roubando a verdadeira capacidade de sentirem.
Finalmente parece que o país vai discutir o problema e começou a dar atenção à produção científica que há anos alerta para os perigos da onda do digital descontrolada e das tecnologias encantatórias. Muito do que aqui vai ficar dito, como achega para o debate anunciado, já foi abordado por mim, em artigo que escrevi na edição do Público de 28 de Novembro de 2018, sob o título “A eterna culpa dos professores”.
A 21 de Agosto passado, a JAMA Pediatrics, revista de pediatria publicada pela American Medical Association, publicou os resultados de uma investigação que relacionou os atrasos comunicacionais e cognitivos verificados em 7097 crianças, com dois e quatro anos de idade, e o tempo que passaram frente a um ecrã, quando tinham um ano. A investigação concluiu que as capacidades motoras, sociais, de comunicação e de resolução de problemas dessas crianças diminuíram à medida que foi maior o tempo em que estiveram expostas a ecrãs. Este estudo, o último a que tive acesso, é apenas mais um dos muitos da mesma natureza que o antecederam e que já levaram a própria OMS a emitir recomendações sobre a matéria.
Vários investigadores da Rede Europeia de Pesquisa em Leitura (E-READ) vêm alertando, desde 2014, para a circunstância de a nossa compreensão ser maior quando um texto é lido em papel do que quando o mesmo texto é lido num ecrã. E a diferença intensificou-se com o passar dos anos e intensifica-se quando se trata de manuais escolares ou outro tipo de livros didácticos e de textos mais complexos.
A ministra da Educação da Noruega revelou recentemente que nove em cada dez crianças de dez anos têm um smartphone e que mais de 70% dos estudantes do ensino secundário passam três horas diárias em frente de um ecrã.
Também a situação na Suécia foi motivo para muitas análises recentes na imprensa e nas televisões. Em 1990, a Suécia optou pela imersão 100% digital nas suas escolas. Hoje reconhece que a decisão foi errada e o Governo anunciou um grande investimento para voltar aos manuais escolares impressos.
Por outro lado, o debate sobre o efeito da utilização de telemóveis nas escolas cresceu, entre nós e lá fora, reforçado pelo recente relatório anual UNESCO sobre o uso das tecnologias na educação, com um alerta especial para o aumento de casos de bullying.
Em Portugal, uma petição pública com 19000 assinaturas pediu restricções e a utilização está proibida na Escola António Alves Amorim, em Santa Maria da Feira (desde 2017), nas escolas do Concelho de Almeirim e nas escolas básicas do Alto de Algés e de Miraflores. No Agrupamento de Escolas Gil Vicente, em Lisboa, a utilização está também proibida para todos os níveis de ensino, excepto para o secundário, onde é apenas desaconselhada.
No resto da Europa, são vários os países que proibiram a utilização dos telemóveis, a saber, entre outros: Espanha, França, Itália, Países Baixos e Finlândia. Fora da Europa, a mesma decisão foi tomada no Canadá, no Japão, na Coreia do Sul e na Austrália. Sem proibição total, mas com fortes medidas restritivas, temos os Estados Unidos da América e a Inglaterra.
Apesar de tudo isto, quase duplicou, face ao ano transacto, o número de alunos portugueses que vão estudar com manuais digitais no presente ano lectivo, dando cumprimento à quarta fase do projecto-piloto lançado pelo Governo para, definitivamente, descontinuar, de forma gradual, o uso dos manuais impressos em papel. São, no total, 21260 estudantes, distribuídos por 1153 turmas de 160 escolas.
João Costa, tendo afirmado publicamente não ser adepto de proibições, pediu um parecer sobre a matéria ao Conselho de Escolas. Oxalá estejamos a dar um primeiro passo para arrepiar caminho.

In “Público” de 27.9.23

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Aumentos de empobrecimento para a Função Pública em 2024

 

Governo propõe aumentos de 52 euros ou 2% na função pública

 

 

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Obrigado RADUM! Conseguiram destruir a luta dos professores! – Francisco Silva

 

Num país muito tranquilo chamado Lagutrop, um grupo de professores uniu-se por um motivo aparentemente nobre. Lutar por melhores condições de trabalho e educação de qualidade. Composto por indivíduos com interesses diversos, mas que compartilhavam o desejo de ver um sistema educacional mais justo e eficaz.
Os professores sob a liderança do sindicato POTS, uma organização dedicada à defesa dos direitos dos profissionais da educação, mobilizaram-se durante um ano de forma intensa e determinada ganhando inclusive o apoio da comunidade e da comunicação social.
No entanto, os “Amigos da Educação”, infiltrados no sindicato, tinham motivações ocultas. Enquanto publicamente apoiavam os professores e prometiam trabalhar em prol da educação, nos bastidores estavam a elaborar um plano ambicioso. Eles acreditavam que, ao capitalizar a mobilização dos professores, poderiam criar o seu próprio partido político e alcançar posições de poder.
Conforme a mobilização dos professores ganhava força, os “Amigos da Educação” começaram a construir a sua plataforma política. Delegados e comissões de greve foram constituídas por todo o país. Eles aproximaram-se dos professores e ofereceram-se para ajudar com campanhas, recursos e exposição na comunicação social. No entanto, o seu verdadeiro objetivo era conquistar o apoio dos professores para os seus próprios interesses políticos e pessoais.
À medida que as eleições se aproximavam, o grupo começou a distanciar-se da causa dos professores. Eles prometiam unidade, mas estavam ocupados a negociar acordos políticos que os beneficiariam individualmente. Quando acharam que a oportunidade tinha surgido, criaram um movimento, RADUM. A ideia seria esse partido comandar o sindicato POTS e os professores que tinham prometido apoiar.
Essa traição chocou os professores e a comunidade educacional. Os “Amigos da Educação” aproveitaram-se da luta, ganharam visibilidade e foram a correr atrás da cenoura do poder, deixando para trás os educadores que genuinamente lutavam pela melhoria nas escolas. As suas ações destruíram a unidade dos professores.
O sindicato POTS foi enfraquecido devido à desmobilização de todos aqueles que se sentiram traídos, aqueles que verdadeiramente estiveram dedicados à causa, deixando-os numa posição difícil. Enquanto os “Amigos da Educação” pretenderam alcançar o sucesso político, mesmo que temporário, a comunidade educacional estava desiludida e desconfiada de futuros aliados.
A história dos “Amigos da Educação” serve como um lembrete de como a ganância e a ambição pessoal podem prejudicar uma causa nobre e desmobilizar uma luta legítima. A procura sem escrúpulos pelo poder transformou-os em traidores dos professores e a ironia reside no facto de que a sua ânsia egoísta acabou por enfraquecer a causa que diziam apoiar.
Obrigado RADUM, Obrigado a todos aqueles que trocaram a possibilidade do poder por uma causa nacional!”

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Aviso – Possíveis agressões

Alunos do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, agrediram uma professora na última sexta-feira, estimulados por um desafio da internet. A denúncia foi feita pelo Departamento de Inglês da unidade de ensino.

Professora é agredida por alunos de colégio que participavam de ‘desafio da internet’


De acordo com o jornal 
‘O Globo’, todos são estudantes do 6º ano e cometeram a agressão durante a aula de inglês da professora Ana Paula Loureiro, após serem instigados por um “desafio inaceitável” que circula nas redes sociais, em que crianças são estimuladas a dar um tapa no docente e sendo possível, filmar a ação violenta.

 

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Listas de candidatos admitidos ao programa de apoio ao arrendamento do IHRU, I.P

 

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ESPÓLIO EDUCAÇÃO; eu vi claramente visto!

 

Eu vi, claramente visto, o desvario da Educação em Portugal.
Eu vi, claramente visto, o inverno gélido da Escola Pública que tarda em desabrochar em primavera florida.
Eu vi, claramente visto, o Ensino escolar actual de faz de conta, de ideologia e cultura facilitista, paralisante, embrutecedor da intelecção e da ilusão do virtual sucesso educativo.
Eu vi, claramente visto, o esfrangalhamento da pessoa humana dos educadores e professores portugueses sem autoridade e poder na escola.
É, eu tenho visto, claramente visto, a não assumpção de culpas de um poder político miserável, covarde, de menoridade e mediocridade intelectual histórica.
É, eu tenho visto, claramente visto, a irresponsabilidade, incompetência e leviandade da desgovernação que nos governa.
É, eu tenho visto, claramente visto, a “inimputabilidade” das políticas e reformas educativas de luminárias às escuras, tateando nas trevas e projectos.
É, eu tenho visto, claramente visto, a luta e o grito de revolta da dignidade, insubmissão, resiliência e resistência humana ao choque e à adversidade, contra a opressão e tirania “infra-humana” castigadora.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, sorrisos que choram e lágrimas que sulcam rostos determinados pela razão a continuar a lutar, a lutar, a lutar.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, a paixão docente, e das palavras a emoção e o sentimento de mulheres e homens que se sentem feridos por uma mágoa que magoa sem igual, num oceano de revolta enfurecida.
Sim, eu tenho visto, claramente visto, que os professores são a classe sócio-profissional mais fustigada pelo burnout, flagelada pelo esgotamento e massacrada pelo cansaço profissional.
É sim, eu tenho visto, claramente visto, a élite intelectual do país a dar um “monumental murro” na mesa, a dizer basta, chega de dor, sofrimento, perda e privação, e a exigir um ponto de ordem à mesa da negociação.
Sim, é mesmo, eu tenho visto, claramente visto, o medo e a covardia da politiquice que foge à responsabilidade do dever, obrigação, proposição, comprometimento e compromisso. Dizer presente na concertação. Boa-fé.
Sim, é mesmo, eu tenho visto, claramente visto, o trono da mentira, injustiça, discriminação, manipulação e toxicidade da opinião pública, em forma de propaganda política de (des)Governo, fugir ao empenho e
entendimento com o professorado e os sindicatos; afinal, um ME que não presta contas nem protege os trabalhadores que tutela. Peca, sem lisura.

E sim, é verdade, eu tenho visto, claramente visto, a mão do punho fechado e da rosa espinhosa de Costa & Costa que empunha o chicote, marca com o verdugo, tem no olhar a “traição” e na acção o ferrete de
“culpados”.
E sim, “É preciso dizer a verdade apenas a quem está disposto a ouvi-la”.
(Séneca)

Carlos Calixto

Os professores são vítimas de uma tristeza que é mágoa e tortura sem fim.
Trazem no pensamento a memória do esquecimento de quem os devia lembrar. Vivem a corrosão da acefalia e acriticismo de um povo filho da iliteracia que aliena e que a tudo se acomoda, habitua e aceita.
Foram-se os raios de sol e a anormalidade tornou-se a normalidade degradante. Respiramos a imbecilidade com natural naturalidade, naturalmente. Um povo prisioneiro da sua sina de indigência intelectual
trabalhada, burilada, que é fado e destino. Triste povo enganado vezes sem conta, num êxtase de deslumbramento arrebatado, sem rumo, sem contraditório, sem futuro, mas sempre crente da maquiavélica política que o despedaça e dilacera.
Meu povo, povo meu, acordai, acorda por favor. Liberta-te da mordaça.
Pensa!!!
Invoco a tua alma lusitana. Lembra-te que tens a sabedoria de uma longa e honorável História de mais de nove séculos.
Acredito no respeito que tens pelo teu amor próprio. Desejo e quero-te o eco contrário aos narcisos frios e da soberba política. Só tu e apenas tu, meu povo, tens o poder de afrontamento dos “deuses” da política, gente menor que nada sabe e nada entende da nobreza da política e da “res publica”. Deturparam,
perverteram e conspurcaram o que é o carácter e o ser responsável pelo outro.
Vivemos tempos conturbados e “sui generis” de ideários, fundamentalismos e digitalizações. Parolices de “parolos” que são filhos do analógico e que ainda não perceberam que o preconceito cega para perdição. Digital ou analógico é irrelevante. O que realmente conta é alcançar o objectivo, a meta, a evidência
da real aprendizagem e plenitude do sucesso, formação e realização da pessoa do educando no, repito, no ritmo e adaptação sábias da organização escola.
Estadistas não são e sentido de Estado não têm. Vão indo “à bolina” dos ventos das sondagens, num falsear de navegação encalhada. Meu pobre e triste povo que a tal gente estás entregue. Gente de aridez lavradia no erro. Grita!!! Liberta-te!!! Volta a sonhar!!! Quem te governa acha-se superior, sendo inferior e tendo crueldade e falta de humanidade. Sim, povo meu, a tua ética, moral, simplicidade, genuidade e valores são únicos. Descobre-te!!! Já é tempo!!!

Parece que nos abeiramos do arroto do fim. Nada mais enganador. Meu povo, faço parte de ti e sei que temos o poder e a última palavra. Que dói, dói! Mas sabes, estamos mais fortes e com uma consciência de classe robustecida.

Encontra-te!!!
Não desistimos!!!
Falas de selvajaria. Do maldito esmagamento sem cessar. Estamos desiludidos; desmotivados; sem empenhamento; tudo parece desabar.
Sensação de perda e perdidos. Corre-te uma lágrima pela face. Tens agora um rosto ainda mais lindo, acredita. Sorri, tu és o tesouro cristalizado do meu Eu.
Pois é, parece que se abeira o fim. Mas olha, somos lutadores de endurance, de fundo, maratonistas invictos e nós amamos a nossa causa. Sofremos, mas sorri com o sorriso da esperança que é certeza da vitória final. Somos cúmplices no olhar das tribulações e no pulsar do coração.
A sombra que nos aflige e o anátema que nos atormenta vai passar. Nós vamos continuar por cá. Acredita!!! Toca-me! Vamos tocar-nos na arena. A chaga vai curar, sarar e passar. Então, cantaremos o nosso hino e riremos do tabu bastardo do outrora abismo.
Sabes meu povo, povo docente, povo comunidade educativa, povo nação, impõem-se as perguntas incómodas aos senhores ministros Costa & amp; Costa:
– Srs. Ministros, até quando a aberração desviante da burocracia & probacia anacrónica?
– Srs. Ministros, até quando o fundamentalismo ideológico da insanidade digital?
– Srs. Ministros, até quando a/da reversão do artigo 79º do ECD?
– Srs. Ministros, até quando a aposentação/leccionação para toda a docência,
tão tardia para uma profissão de tamanho e comprovado desgaste intelectual?
– Srs. Ministros, até quando a não devolução do tempo de serviço?
– Srs. Ministros, até quando um sucesso educativo de reputação “infame”?
– Srs. Ministros, até quando a desconsideração inqualificável pelos professores em mobilidade por doença?
– Srs. Ministros, até quando a vigente, hedionda e angustiante avaliação “kafkiana”?
– Srs. Ministros, até quando uma Educação e Ensino desvalorizados e “em saldo”?
– Srs. Ministros, até quando uma Escola Pública de “penúria intelectual”?
– Srs. Ministros, até quando a “falta de seriedade” na proposição e negociação?

– Srs. Ministros, até quando a indigência a que foram banidos e ostracizados os professores e educadores portugueses, desautorizados e empobrecidos?
Senhores Ministros, precisam-se respostas urgentes à dúzia de questões colocadas como alerta e recomendação. Obrigado.
Pasme-se do atrevimento de falar de casas de rendas baixas para os professores. Como?! Como diz?! Os professores não precisam de casas de rendas acessíveis. Os professores precisam é de uma carreira valorizada, de ordenados dignos consonantes com a função que desempenham. Da legalidade de poderem chegar naturalmente ao topo da carreira. De ajuda de gastos, custo.
Se os professores até já dormem em carros, tomam banho na escola e comem meia dose, a culpa é toda, todinha do Governo e do Ministério da Educação.
Significa que a sociedade portuguesa no seu conjunto falhou; e que os políticos, o Estado e o regime falharam rotundamente. Falamos simplesmente do grupo sócio-profissional com mais habilitações académicas e da élite intelectual do país. Os deputados têm ajudas de custo para as despesas. Os juízes têm ajudas, subsídios, como lhe queiram chamar. Os médicos a caminho vão e bem, idem. Os professores não têm nada porquê? (…) Qual a causa, o motivo, a explicação? Há casos em que se deslocam até centenas de quilómetros por dia. Deslocando-se a diferentes concelhos, em trabalho que é sacrifício pessoal, dos alunos e familiar. Em que é que ficamos Srs. Ministros?
Haja seriedade! Haja vergonha na cara!
Como é possível assistirmos a um desmando destes de rendas “baratuchas” para os “profs.”, dito com tamanha “leviandade”, não medindo as consequências das palavras, que ofendem pelo miserabilismo que transportam e encerram. Até já há um quartinho, numa casinha, antiga caixa de previdência.
Mas afinal, isto é o quê?! Os professores não precisam de esmolas. Precisam é de ser tratados com respeito e dignidade, justamente pagos, e não vítimas do assistencialismo de Estado. É preciso acordar e “dar um murro na mesa”. Sou e estou em crer que professores e sindicatos reagirão em conformidade na condenação de tamanho óbolo (pequena moeda de valor insignificante usada na Grécia antiga), em detrimento de uma carreira docente valorizada, bem remunerada e tendo em linha de conta as muitas despesas dos professores na sua actividade profissional. Nem caridade nem esmolas nem donativos. Não!
Valorização, remuneração e ajudas, pagamento de despesas. Sim!
A talhe de foice, um exemplo esclarecedor de esbanjamento de dinheiros públicos. A brincadeira geringo-socialista de reversão-priv. da TAP custou 3200 milhões de €uros. Alegadamente vai ser alienada, vendida por 1200 milhões de €uros. E dramaticamente se perdem, alegadamente 2000 milhões de €uros. E
a culpa morre solteira. Sem palavras. Comentários para quê? Fazer pior é impossível. E em nome do “interesse público”! Moral da história: Não há dinheiro para pagar aos professores o que é justo e devido. Ou optativamente, outras formas de compensação, como por exemplo, a antecipação da aposentação.

Incontornável. Uma palavra de homenagem à Professora Manuela Teixeira. Um vulto do movimento sindical e do sindicalismo docente em Portugal. Lutadora incansável pelas causas dos professores e educadores portugueses. Carreira, Estatuto, etc. (…) Obrigado Professora! Bem haja. Descanso à sua alma.
Disse.
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.
CCX.

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Ainda sobre a falta de professores – Jorge Saleiro

 

Ainda sobre a falta de professores

No início dos últimos anos letivos, um assunto tem ocupado as manchetes dos jornais e a abertura dos noticiários de estações de rádio e canais de televisão: a falta de professores. Também neste espaço, tem sido matéria de reflexão. Apesar de o seu efeito se fazer sentir de forma desigual no país, com graves efeitos na equidade e igualdade de oportunidades que a Escola Pública deve prover, no momento em que estamos, é difícil não regressar a este tema.
A falta de professores anunciava-se há muitos anos, muito mais de dez. Várias organizações ligadas à Educação foram alertando para o que o futuro traria, se nada fosse feito, mas nada ou muito pouco foi feito. Pode até dizer-se que, em muitos aspetos, a situação se agravou. Os professores tiveram a sua carreira “congelada” por muitos anos, a profissão foi sendo desvalorizada socialmente e as condições de vida, principalmente nas grandes cidades, tornaram-se difíceis, se não impossíveis, de serem comportadas por quem inicia o exercício desta profissão.

Enquanto isto, e apesar de tudo isto, os professores portugueses foram fazendo crescer e melhorar a escola pública, contribuindo decisivamente para que a formação dos nossos alunos fosse atingindo um nível, de tal forma elevado, que os guindou para os lugares cimeiros dos estudos internacionais e os tornou motivo de admiração por essa Europa fora. Portugal passou a exportar mão-de-obra altamente especializada, com elevado nível de competências e com a qualidade da sua formação reconhecida.
Entretanto, surge a pandemia e os professores portugueses enfrentaram o desafio de dar resposta a um confinamento inédito, com ensino a distância, apesar da escassez de formação e recursos para tal. Também após a pandemia, lhes foi colocado o repto de recuperar as aprendizagens dos alunos, perdidas nesses anos.

A todos os desafios, os professores portugueses deram resposta à altura. Apesar disso, nada melhorou quanto ao reconhecimento social, às condições de trabalho e à carreira docente. Mesmo o “descongelamento” da carreira provocou muitas situações de injustiça.

A profissão docente é, atualmente, pouco apelativa, com bloqueios que dificultam uma progressão na carreira que seja estimulante. Está “armadilhada” com quotas e vagas que impedem o acesso ao topo da carreira a uma grande parte dos docentes.
Ao contrário do que se quer transmitir, esta carreira não valoriza o desempenho, antes penaliza muitos docentes de elevado mérito que desmoralizam com o retorno negativo que lhes é dado pelo esforço que dedicam à profissão e aos seus alunos.

Não será muito difícil encontrar professores com mais de 30 anos de carreira, a aproximar-se da idade de aposentação, situados, ainda, a meio da carreira docente, com um vencimento líquido pouco acima de 300€ superior ao que se vence no início da carreira. Isto significa que os muitos professores nestas circunstâncias tiveram uma valorização de cerca de 10€ por cada ano de carreira.
Estes docentes têm uma perspetiva de progressão na carreira muito reduzida e sentem ter trabalhado uma vida inteira para acabar com uma reforma bem abaixo do que esperavam quando começaram a trabalhar. Esta realidade não seria motivadora para nenhuma carreira e explica muita da insatisfação e sentido de injustiça que motiva os professores portugueses para as diferentes formas de luta que têm vindo a assumir.

Com este enquadramento da profissão, é difícil aliciar jovens e menos jovens para abraçar esta carreira. Não nos podemos esquecer que todos os potenciais futuros professores já passaram pelo sistema educativo. Sabem bem o que é exigido a um professor, a exposição e o desgaste a que a docência obriga, as condições e o volume de trabalho com que lidam e o que recebem em troca.
Para reverter o caminho para a erosão da profissão, urge tomar medidas: rever e valorizar a carreira e o estatuto remuneratório, desbloquear a progressão na carreira, alterar o sistema de avaliação de desempenho docente e os seus efeitos na carreira e melhorar as condições de trabalho dos professores e das escolas.
Urgente seria retomar conversações para a recuperação do tempo de serviço, pela qual se trava uma das mais intensas lutas laborais de que há memória no nosso país.

 

in Correio de Minho

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A todos os professores… desculpem!

A todos os professores… desculpem! O país não entende o preço do que está a fazer. A fatura virá mais tarde em forma de mentes tacanhas incapazes de sonhar” Marta Melro 

 

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Os filhos dos professores…

 

Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…

Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.

O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.

Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior

Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…

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Afinal, qual será a verdade dos factos?

 

Vamos partir de dois princípios fundamentais e imprescindíveis num Estado de Direito Democrático:

Princípio 1:

– Um membro de um Governo não trai a confiança em si depositada, nem deturpa a verdade dos factos no exercício das suas funções…

Se, em algum momento, um membro de um Governo deturpasse a verdade dos factos, estaria, entre outros, e desde logo, a renegar e a violar o juramento solene que fez no momento em que tomou posse do respectivo cargo, perante todos os seus concidadãos…

Princípio 2:

– Os meios de Comunicação Social não veiculam notícias falsas, de forma intencional ou propositada…

Em 22 de Setembro de 2023, sobre a falta de Professores, parece ter-se instalado uma insanável contradição entre as afirmações de um membro do Governo e as notícias propaladas pela Comunicação Social na última semana, pelo que a observação dos Princípios 1 e 2 poderá suscitar algumas dúvidas ou reservas:

O Ministro da Educação João Costa afirmou no Parlamento que:

– “98% dos alunos têm todos os professores e aulas a todas as disciplinas“. (Notícias ao Minuto, em 22 de Setembro de 2023)…

De acordo com o site oficial do XXIII Governo Constitucional, ao qual João Costa está vinculado enquanto Ministro da Educação, em comunicado datado de 12 de Setembro de 2023, iniciaram o Ano Lectivo de 2023/2024, no Ensino Público, 1.127.818 alunos, desde o Pré-Escolar até ao Ensino Secundário…

Assim sendo, e pelas palavras do Ministro da Educação proferidas no Parlamento em 22 de Setembro de 2023, conclui-se que apenas 2% dos alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024 não terão ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas…

Pelo número total de alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024, dado a conhecer no site oficial do Governo, anteriormente citado, infere-se, então, que cerca de 22.556 alunos não terão todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, correspondentes aos 2% atrás mencionados…

E aqui começa o problema, assente em dados concretos e objectivos:

Ao longo da última semana, praticamente todos os meios de Comunicação Social veicularam notícias que deram conta de muitos milhares de Alunos sem Professor a pelo menos uma Disciplina…

A título ilustrativo:

– “No final da primeira semana do novo ano letivo, ainda há cerca de 85 mil alunos que não têm professor a pelo menos uma das disciplinas.” (Jornal Público, em 15 de Setembro de 2023)…

– “As aulas arrancaram na semana passada e, para muitos estudantes, esta segunda-feira, 18, é o primeiro dia “a sério” do ano letivo, que arranca com quase 1060 horários por preencher, que se traduzem quem mais de 90 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina.” (CNN Portugal, em 18 de Setembro de 2023)…

– “Há mais de 92 mil alunos sem professores a várias disciplinas no arranque deste novo ano letivo. Em declarações esta quinta-feira no Fórum TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, conta que há alunos que “não têm quatro, cinco ou seis professores”. (TSF, em 21 de Setembro de 2023)…

Conclusão:

– Os dados quantitativos apresentados pelo Ministro da Educação em 22 de Setembro de 2023 no Parlamento não são corroborados pelos números veiculados pelos meios de Comunicação Social, na última semana…

Poder-se-á, até, dizer que existirá um “fosso colossal” a separar a versão apresentada pelo Ministro e os vários cenários apontados pela Comunicação Social:

– Depois das contas feitas, o Ministro da Educação contabilizará cerca de 22.556 alunos que não têm ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, enquanto que a Comunicação Social refere entre 85.000 e 92.000 discentes nessas condições…

Que interpretações se poderão fazer de tão flagrante disparidade?

Afinal, qual será a verdade dos factos?

No caso presente, é praticamente impossível conciliar a versão apresentada pelo Ministro com a que foi veiculada pela Comunicação Social…

– Terá o Ministro deturpado a verdade dos factos?

– Se o Ministro não deturpou a verdade dos factos, será, então, legítimo inferir que a Comunicação Social tem vindo a difundir notícias falsas?

A incoerência e a discrepância entre as duas versões apresentadas são de tal forma evidentes e acentuadas que se torna praticamente impossível que ambas possam corresponder à realidade, ou seja, à verdade dos factos…

Importa, e muito, que os cidadãos portugueses, certamente crentes na prerrogativa de viverem num Estado de Direito Democrático, possam confiar na palavra de qualquer membro de um Governo, mas também na informação que lhes é transmitida pela Comunicação Social…

Onde está a verdade?

(Paula Dias)

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É esta a vida de um professor…

 

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A demissão resolveria o problema?

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