Rui Cardoso

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Escola em Lisboa com dois casos positivos não recebeu indicações da autoridade de saúde

Esqueceram-se que os Delegados de Saúde são os mesmos para um volume de trabalho muito superior…. o costume. Se der em surto a D. Graça lá o divulga…

Escola em Lisboa com dois casos positivos não recebeu indicações da autoridade de saúde sobre medidas a tomar

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O reconhecimento da falta de professores por parte da…

…subdiretora-geral da Educação!!!

“Parece que vamos deixar de ter professores”, diz subdiretora-geral da Educação

“Não tem havido investimento, nem qualquer trabalho nesta área para inverter a falta de professores” que “já faltam no sistema”, revelou Maria João Horta, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação.

A subdiretora-geral da Educação, Maria João Horta, garante que já há falta de professores no sistema e denuncia a falta de investimento na área para inverter a situação.

“Parece que vamos deixar de ter professores em Portugal”, disse Maria João Horta, com tristeza, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre “O digital numa pedagogia ativa e autonomizadora”.

A denúncia surge numa altura em que, em muitas escolas, três semanas depois do arranque do ano letivo ainda faltam, por um lado, professores que não chegaram a ser colocados e, por outro, docentes que já apresentaram atestados médicos.

 

 

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O 25.° surto…

 

Surto em Centro Infantil de Barcelos manda 145 crianças para casa

 

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Como, D Graça? Deito as paredes abaixo?

 

Alunos devem ser separados ao máximo nas escolas, aponta DGS

 

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Pandemia aproximou pais e professores

Pais consideram que a pandemia os aproximou mais dos professores e vice-versa

Inquérito com respostas de cerca de 23 mil pais dá conta que, com confinamento, estes passaram a valorizar mais o papel dos professores.

A pandemia de covid-19, e em especial ao confinamento a que nos obrigou, aproximaram pais e professores, esbatendo “claramente as clivagens que por vezes se sentem entre eles”. O que “terá tornado a escola mais humana, mais dependente do esforço conjunto de pais e professores e mais cooperante”. Esta é uma das principais conclusões do estudo O papel da escola na pandemia, do ponto de vista dos pais, promovido pelo projecto Escola Amiga da Criança em parceria com a Católica Porto Business School e a Faculdade de Psicologia da Universidade Católica do Porto.

A recolha de dados decorreu entre Junho e Julho, tendo sido obtidas 23.136 respostas. Os resultados do estudo serão apresentados às 18h30 desta quinta-feira no canal de Youtube da LeYaEducação. Mas pelas conclusões a que o PÚBLICO já teve acesso fica-se a saber, por exemplo, que os pais consideram que os professores têm um “papel determinante na aprendizagem dos seus filhos (4,54 numa escala de 5) e que valorizam o esforço que estes fizeram “na adaptação aos desafios que a quarentena trouxe à educação” (4,05). Indicam também que durante o confinamento “a comunicação com os professores foi regular e contínua” (4,07 numa escala de 5).

Devido à pandemia, os alunos do 1.º ciclo ao 10.º ano foram para casa em Março e já não voltaram à escola até ao final do ano lectivo. Os do 11.º e 12.º ano regressaram em meados de Maio para prepararem os exames nacionais. Durante a quarentena, 26% dos pais referem que passaram mais de duas horas por dia a apoiar os filhos nos trabalhos escolares e 40% reduziram este encargo a uma ou duas horas diárias.

E quais foram as principais dificuldades sentidas neste tempo pelos pais? Ter tempo para conciliar com todas as outras tarefas que já tinham (27%); cansaço e disponibilidade mental (19%); conciliar com o teletrabalho (15%) e com as necessidades dos vários filhos (15%).

Quanto ao tipo de apoios prestados aos filhos, destaca-se a monitorização da atenção e realização das tarefas escolas por parte dos filhos (35%) e o apoio na realização destas (27%).

Neste questionário também foi perguntado aos pais quais as principais dificuldades que os seus filhos tiveram nesta experiência de ter aulas em casa. E a principal é também uma das que mais se faz sentir, tanto em testes, como em exames: dificuldade na interpretação e compreensão (33,5% em todos os anos de escolaridade). Seguem-se-lhe a “resolução de actividades” (22,3%) e a pesquisa para a realização das mesmas (21,7%).

Por outro lado, fica confirmada a importância da presença de um adulto para que os alunos levem as suas tarefas a bom porto: só 24% dos pais dão conta de que os filhos “realizaram sozinhos as tarefas escolares”. Para 50% dos alunos, as actividades no âmbito do ensino à distância ocuparam duas a quatro horas por dia, bem menos do que nas aulas presenciais que chegam a prolongar-se por oito horas.

Talvez esta discrepância se deva, em parte, a disciplinas que ficaram ausentes do cenário. Foi o que se passou para 19% com expressão física ou motora ou com 8% no caso das ciências exactas. Em média, 15% dos pais indicam que os filhos não tiveram todas as disciplinas durante o tempo de ensino à distância.

In Público

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Vem aí a austeridade disfarçada de prosperidade

 

Fesap diz que Orçamento é de “austeridade” e degradação dos salários 

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) considerou esta terça-feira, após reunião negocial com o Governo, que a proposta de Orçamento do Estado “é de austeridade” e contribuirá para a degradação dos salários na administração pública.

“Esta proposta de orçamento, que se diz que visa manter os rendimentos dos trabalhadores, é uma proposta de austeridade, que a dada altura só nos conduz a que os nossos salários continuem a ser degradados”, disse aos jornalistas o secretário-geral da estrutura sindical afeta à UGT, José Abraão.

“Vimos com uma mão vazia, outra cheia de nada”, apontou o dirigente sindical, acrescentando que, com esta proposta do Executivo, a generalidade dos trabalhadores fica “no sítio onde estava”.

“Não podemos ser hoje os heróis perante um problema sanitário e, amanhã, sermos os vilões porque acabaríamos por consumir recursos que o Estado não tem”, sublinhou José Abraão, reiterando esperar que os trabalhadores da administração pública não sejam novamente chamados a dar um contributo com a austeridade que está pressuposta no documento.

“Falaram-nos num investimento de 800 milhões de euros nos serviços públicos […] se é para investir nos edifícios e em tecnologia e não se investe nos trabalhadores, acho que é um caminho errado”, acrescentou.

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Será este o 24.º surto, Dr. Graça?

 

Seis funcionárias infetadas com covid em creche da Misericórdia da Maia

 

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A discriminação dos alunos portugueses no sistema de ensino do Luxemburgo

Ser português ainda traz consigo uma carga negativa em alguns países europeus. A discriminação, não assumida, ainda existe, mesmo que tal seja condenado por tudo e por todos em público. Não será só no Luxemburgo. O estigma de ser estrangeiro, mesmo tendo nascido no país, é uma realidade por essa Europa fora com origens nos anos 60, quando a procura por melhores condições de vida levou milhares de portugueses, a salto, para fora do país e que se foi prolongando nas décadas seguintes.

Parece que só somos bons lá fora se nos “educarmos” cá dentro…

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico”

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico, ou outra via, não és encaminhado para o ensino clássico”, reconhece Carlos Pato, secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro e professor há 48 anos, atualmente a lecionar na Universidade do Luxemburgo.

Para este dirigente a discriminação dos professores para com os alunos com apelidos portugueses e de outras nacionalidades emigrantes ainda continua a existir, achando que como não dominam corretamente o alemão não conseguirão concluir com sucesso o ensino clássico. “Não faz sentido ser um professor a decidir o futuro escolar e de vida de um aluno de 13 ou 14 anos”, vinca Carlos Pato. O correto seria “existir um exame no final do fundamental” para avaliar se o aluno iria para o clássico, técnico ou modular.

Embora esta decisão seja tomada pelo docente em conjunto com os pais do aluno, Carlos Pato alerta que os pais até podem não concordar, mas aceitam o que dita o professor “por medo de represálias” sobre os filhos. “Mesmo professores experientes podem ser influenciados involuntariamente por atitudes preconcebidas sobre a etnia dos alunos”, realça um estudo da Universidade do Luxemburgo, realizado em 2016, sobre a decisão dos professores na transição do aluno para o ensino clássico ou técnico.

Leia mais em Contacto

 

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Divulgação – Recrutamento de Docente de Inglês (grupo 120)

 

DOCENTE DE INGLÊS (grupo 120)

Colégio em lisboa procura docente para lecionar Inglês, Pré-Escolar e 1º Ciclo.  Valoriza-se experiência profissional e disponibilidade horária (Full-time ou Part-time)

Perfil de competências:

– Licenciatura ou Mestrado adequado

– Gosto e motivação pelo ensino

Enviar CV + carta de motivação para o email:

[email protected]

 

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23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

 

Há 23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

A diretora geral de Saúde disse esta quarta-feira que há, neste momento, 23 surtos de Covid-19 nas escolas em Portugal, com 136 casos de infeção entre alunos, professores e funcionários. O maior foco destes contágios encontra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se contabilizam doze, seguindo-se sete no Norte, três no Centro e um no Algarve.

“Relativamente ao impacto que terá havido da abertura das escola na difusão da epidemia, ainda não é claro. O que se encontra nos inquéritos epidemiológicos muitas vezes é que há familiares doentes e parece que a transmissão ocorreu mais dos familiares para as crianças do que ao contrário. Noutras vezes os casos positivos são funcionários e, portanto, vêm da comunidade”, afirmou Graça Freitas, em conferência de imprensa.

A responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que a situação, na generalidade do país, está controlada. Graça Freitas reforçou ainda a ideia de que “quanto mais organizada por bolhas, por setores, por aulas a escola estiver mais fácil é manter os alunos na escola e enviar para vigilância em domicilio o mínimo possível de pessoas”. “Apelo às escolas que segreguem ao máximo os alunos e as suas atividades para que, se houver um caso não tenham que ir todos para casa”, referiu, em declarações aos jornalistas.

 

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A diferença de vencimento entre o princípio e o final da carreira é a maior em Portugal

O estudo anual da Eurydice sobre os vencimento dos docentes, em 2018/19, pelo mundo vem mostrar que em Portugal a diferença entre o início e final da carreira docente é de 115,8%, uma enormidade. Como metade dos docentes nunca chegarão ao topo da carreira, a relação com outros países desenvolvidos torna-se mais do que evidente ao fim de uma vida de trabalho.

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A culpa é dos professores? – Alberto Veronesi

A culpa é dos professores?

Há vários anos que a classe docente tem sido, sucessivamente, atacada e desprestigiada, de forma continuada, pelos sucessivos governos, sem que tenha sabido reagir convenientemente. Talvez na típica expectativa de que alguém reaja por nós, alguém nos defenda, nomeadamente os sindicatos que, como é sabido, vivem precisamente dos problemas não resolvidos, o core da sua existência.

Demasiado ingénuos, fomos esperando! Assistimos à, talvez, maior vitória dos últimos tempos em 2008 e a partir daí foi sempre em declínio.

O problema está numa postura a que chamo de “professor missionário”. Essa postura foi-se instalando em cada um de nós e, ao contrário do habitual, entranhou-se de imediato. Aos poucos, salvo raríssimas excepções, todos fomos mudando a profissão, passando de professor a missionário, de intelectual a proletário, sem que tivéssemos sentido esta mudança com estranheza. Aceitámos tudo como sendo algo inevitável e como se nada pudéssemos fazer para o contrariar.

Com a pandemia, o professor missionário veio ainda mais ao de cima, eu incluído, por não termos tido tempo de parar para pensar e sobretudo pela imprevisibilidade da situação. Os professores fizeram, com sacrifício pessoal, tudo o que estava ao seu alcance para manter o ensino. Compraram material tecnológico e formaram-se exaustivamente, tudo, apenas, por algumas palmadinhas nas costas e sempre com desconfiança por parte da tutela, particularmente quanto à seriedade de cada um de nós no momento de atribuirmos as notas. E até isso aceitámos sem que ninguém levantasse a voz!

Começámos o ano com condições que roçam o ridículo, com o sentimento de estarmos perante uma inevitabilidade. Tem de ser, ninguém quer voltar ao ensino à distância, todos nós precisamos da sala de aula, da escola, e os alunos ainda mais. É aproveitando esta circunstância, sabendo que os “missionários” se apresentarão ao serviço com muita queixa de corredor, mas sem que nada os faça demover da missão, que o ministério passeia a sua incapacidade.

Todos os governos partem da mesma premissa: os professores sentem o ensino como uma missão e por conseguinte acham que podem tratá-los como um qualquer missionário num qualquer país subdesenvolvido, que eles não irão reclamar!

Durante décadas essa ideia foi passando e agora até temos colegas que vêem com algum desdém aqueles que tentam, aqui ou ali, acordá-los da letargia em que se encontram e com eles todo o ensino!

Poderia enumerar tudo aquilo que os governos foram, com as suas políticas, impondo aos professores. Mas entraria numa longa lista, que não nos levaria a mais lado nenhum, que não o da recordação. Apelei à sociedade em geral e aos professores em específico para que não aceitassem qualquer coisa no regresso às aulas, mas aceitámos. Aceitámos nós e aceitaram os pais, como se fosse inevitável regressar sem condições.

O prestígio de uma classe também se constrói mostrando carácter e isso tem faltado em toda a linha, não esquecendo o papel amorfo da maioria dos sindicatos, excepção feita a um ou outro, que têm tentado fazer melhor aquilo que ainda não foi feito.

Aceitamos tudo como se tivesse de ser assim.

Custa-me muito perceber que a culpa de estarmos onde estamos é genericamente nossa, dos professores.

Quando afirmo que a culpa é dos professores, faço-o conscientemente, mas não digo que seja só dos professores, já que, sobre aquilo que não controlamos pouco ou nada podemos fazer. Sobre aquilo que poderíamos ter feito ou podemos fazer quero apenas relembrar que falhámos.

 

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Escolas podem encerrar por falta de assistentes operacionais

A bolsa tarda. As substituições tardam. A revisão do rácio não tarda, perdeu-se no caminho para a digitalização da escola que espera que aqueles robots aspiradores, as máquinas de comida, umas quantas câmaras dispersas pelo recreio, um atendedor automático e quem sabe um ou dois C-3PO do Starwars, resolvam o problema.

Diretor de Cinfães alerta que escolas podem encerrar por falta de assistentes

Ainda não chegaram às escolas os prometidos 1.500 funcionários, anunciados há duas semanas pelo primeiro-ministro, para colmatar a falta de pessoal não-docente na retoma das aulas. O Governo anunciou que estaria a ultimar a portaria que estabelecia o rácio destes assistentes operacionais nos estabelecimentos de ensino.

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Esses anjos, vestidos de gente, por Rui Inácio

Esses anjos, vestidos de gente

Se algum dia alguém vos dissesse, “são anjos vestidos de gente”, saberíamos a quem se referiam?

Certamente que não relacionaríamos logo a quem, ou a quê, e ficaríamos intrigados a quem fariam tal comparação.

De facto, quem o diz, di-lo com o coração, lê cada alma, cada vida, cada vivência e experiência. Lê e faz a leitura pela crescimento dos que estão à sua volta e, de lágrimas no rosto, entrega mesmo sem saber que rumo tomarão esses ditos anjos. A esses anjos que se esforçam para acompanhar cada tarefa, cada passo, cada abraço, cada sentimento, cada um, são anjos, dizem, porque esses anjos, não vestem asas, não voam, mas fazem voar, fazem sentir, fazem crescer e crescem com eles. Esses anjos são, esses anjos sentem, esses anjos vivem, esses anjos constroem, esses anjos… quem serão?

O agradecimento ganha corpo, voz, olhar, sentir, ganha o encanto que ninguém consegue pintar, torna-se uma tela de cores, com tintas tão raras, puras e sentidas, tintas que não se vendem em lugar algum, vendem-se apenas num único local, no coração de quem o diz.

De facto, os agradecimentos ganham uma força enorme, porque o coração de cada um é repleto de sentires, de vivências que marcaram e marcam a vida de cada e isso, mais do que ensinar, é vivido, é experimentado, é apropriado, é construído num caminho de altos e baixos, de valorizações e de desvalorizações, é o caminho a que todos recorrem, mas o caminho que nem todos reconhecem, o caminho da sabedoria e do conhecimento, da entrega.

Mas estes anjos não voam, mas fazem voar.

Estes anjos dão-se pela eternidade, dão-se a cada palavra, dão-se a cada gesto, dão-se a cada abraço, a cada beijo, a cada afeto. Dão-se na eternidade, nas experiências que proporcionam, que ousaram e que os fizeram ganhar asas pelo sonho, pelo querer, pelo aprender, pela viajar na viagem, a que todos chamam vida, a que todos chamam crescer.

São vestidos de gentes, e ainda assim, afirma, são anjos que nos deram coragem para olhar, são anjos que ensinaram a sorrir, ensinaram a olhar para o mundo que os rodeia de um modo encantado e cheio de oportunidades.

São anjos, são vestidos de gente, seres que mais do que exercer uma profissão, estão empenhados no futuro, no futuro de cada um, no futuro de todos, no futuro da sociedade, no futuro do mundo de respeito, de conhecimento, de afeto, de solidariedade, de ajuda ao outro.

São anjos vestidos de gente, que foram, são e serão aqueles que retiram as suas asas e as entregam a quem passa com eles dias inteiros, a quem os confiaram, a quem permitiram que juntos construíssem um caminho, que vive e revive a memória, a cultura, mas mais do que isso, respeita a individualidade.

Esses anjos, vestidos de gente dão asas, permitem que eles voem, que sonhem, que criem e sejam verdadeiros aprendizes, audazes pelo seu sentir, pela sua capacidade de acreditar, de imaginar e de viver.

São anjos, vestidos de gente, que os fazem acreditar, que os faz ser.

Estes anjos, vestidos de gente, tornam-se memórias vivas, respeitadas e, em cada pedaço que se dão, é um pedaço que se torna semente, é uma semente que se torna fruto, é um fruto que se torna afeto, é um afeto que se torna criação, com a capacidade de imaginar, de respeitar e transmitir todos estes sentimentos pelos que estão à sua volta. É uma semente no meio de sementes.

Não existem anjos de asas, porque para serem anjos, vestidos de gente, basta acreditar no interior de cada um, basta respeitar, basta reconhecer a capacidade de escutar, de dar voz, e quem o diz, de coração cheio, de uma forma reconhecida, sentida e valorizada, fá-lo com um agradecimento interminável, pois foi alguém a quem entregou e confiou os filhos, na ânsia de que esses anjos os ajudassem a crescer, a viver, a serem respeitados, a serem amados, na sua diferença, na sua individualidade. Porque todos somos diferentes. Todos temos a nossa especificidade, todos temos o nosso valor e esses anjos, esses anjos vestidos de gente, valorizam o esforço de cada um, sentem as derrotas, sentem os erros e constroem oportunidades nos problemas, não os tornam como buracos negros da sociedade, ou deste céu por onde todos andamos.

Estes anjos, vestidos de gente, caminham lado a lado, com todos os que lhes são confiados, e sentem-se parte integrante de um corpo, em que, num caminho comum, constroem-se à luz de um acreditar que o futuro é possível de melhorar, que o conhecimento é a melhorar arma, que as armas, se desarmam e se tornam canais e elementos que vivem, simplesmente, o sentimento, porque esses anjos, mais do que serem transmissores de conhecimentos, são gentes vestidas de ousadia, predispostos a provocar o interesse, a motivação, o sonho, a imaginação e a criatividade.

Esses anjos, vestidos de gente, não são pessoas que surgem nas capas de revista, nas novelas da noite, ou nos reality shows, porque não procuram a fama, porque não procuram ser capas de jornais, procuram, simplesmente, fazer com que os outros sonhem, se construam, e tenham o maior sucesso na sua vida, porque esses, levarão consigo todo o reconhecimento, todo o conhecimento, todas as aprendizagens construídas, e assim, tornarão os anjos verdadeiras memórias, eternas.

Esses anjos, vestidos de gente, são aqueles a quem os pais agradecem de forma constante, são aqueles a quem os pais agridem de forma permanente, são aqueles a quem os pais pedem perdão por todos os erros que cometeram ao educar os próprios filhos. Esses anjos são aqueles que se disponibilizam a ajudar uma casa que não é a sua. São aqueles que sentem a dor, os problemas e as dificuldades que não são suas. Esses anjos vestidos de gente, são os que arregaçam as mangas e lutam pelo futuro dos filhos dos outros, para que um dia, se tornem verdadeiros homens e mulheres, com sentimentos, com emoções, com razões, com valores que valorizam o ser humano, que valorizam o respeito, que valorizam o conhecimento, que valorizam o sonho, que orgulham as famílias.

Esses anjos, vestidos de gente, são aqueles que disseram, vamos a isso, mesmo quando tantas portas se fecharam, mesmo quando tantos deixaram de acreditar, mesmo quando o fosso entre o futuro e a realidade se tornava algo impossível de ultrapassar.

Esses anjos, deram as ferramentas, e será que reconhecemos isso?

Esses anjos, vestidos de gente, deram-se mais do que aquilo a que estariam obrigados, e nós soubemos dar-lhes o valor merecido?

Esses anjos, vestidos de gente, não pararam no tempo de confinamento, deram e deram-se, tudo em prol dos filhos, dos alunos dos futuros adultos.

Esses anjos, vestidos de gente, continuaram empenhados em fazer e construir o futuro, e nós o que dissemos?

Esses anjos, vestidos de gente, não desistiram, reconheceram que não seria um problema, mas uma oportunidade, de mudança, de mudança de paradigma.

Esses anjos, vestidos de gente, são os professores, os educadores de hoje, de ontem e de amanhã.

Esses anjos, vestidos de gente, são os homenageados, hoje e sempre, porque não baixaram os braços e não deixaram de permitir que os seus alunos voassem.

Esses anjos, vestidos de gente, ajudaram-nos a crescer, e por isso, estas palavras, soam-nos como reconhecimento, porque eu também já fui aluno, e se sou o que sou, foi porque os anjos, vestidos de gente, me incentivaram a ver o problema como uma excelente oportunidade… de ser… de construir… de sonhar.

#umacaixacheiadenada

Rui Inácio

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Ensino doméstico regista números nunca vistos

Não é só o ensino doméstico que surgiu em força, o ensino a distância para alunos de risco também é um fenómeno novo e que teve muito mais impacto na vida das escolas e das crianças.

Há cada vez mais pais interessados em retirar alunos do ensino tradicional

Desconfiados das medidas para prevenir a Covid-19 nas escolas, há cada vez mais interesse de alguns pais em retirar os alunos do ensino tradicional, revela a Associação Nacional de Pais em Ensino Doméstico.

Esta associação regista, no último mês, um aumento de seis vezes mais pedidos de informação do que em igual período do ano passado.

No “ensino doméstico”, os estudantes passam a ter aulas em casa, lecionadas pelos próprios encarregados de educação, se tiverem o grau de licenciatura ou por professores contratados para o efeito, que se deslocam ao domicílio.

Um fenómeno que parece estar em crescimento, devido aos riscos do coronavírus.

 

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Aumentos em 2021 não são para todos os funcionário publicos

 

Helena Rodrigues procurava sublinhar o facto de não estarem garantidos aumentos salariais transversais para todos os funcionários. A frente sindical liderada pelo STE propunha um aumento de 1%, em linha com a promessa deixada pelo Governo no ano passado.

O Governo “refere-se a taxa de inflação prevista e portanto podendo eventualmente situar-se em zero”, disse a dirigente sindical. Quanto às atualizações “haverá [eventualmente] para alguns mas não para todos”.

Para alguns, quais? “Não sabemos ainda em concreto, temos de ver as propostas concretas”, disse, sublinhando que as progressões implicam aumento de rendimentos.

“Para a generalidade dos trabalhadores não haverá atualização remuneratória. Foi a sensação com que ficámos”, disse, sublinhando que acredita que o governo ainda vai considerar as propostas dos sindicatos.

“Todos estamos a contribuir para a crise mas os trabalhadores devem ter a sua remuneração, seja público ou privado. Se não tivermos essas condições de remuneração como é que vamos ter uma administração pública altamente qualificada?”

 

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Milhares de alunos continuam sem aulas porque faltam professores

Milhares de alunos continuam sem aulas porque faltam professores

Inglês, Matemática, Geografia, Eletrotécnia e Informática são as disciplinas com as maiores falhas. Este ano, já foram colocados mais de metade dos docentes disponíveis através das reservas de recrutamento, uma situação que no ano passado aconteceu só em dezembro.

Nesta altura, pelas contas do blogue do professor Arlindo Ferreira, dedicado a questões de educação, faltam 851 professores.

Lisboa, Setúbal e Faro são os distritos onde a falta de docentes mais se faz sentir. Só no agrupamento de escolas das Laranjeiras, em Lisboa há 16 profissionais por colocar.

Esta situação origina muitos furos nos horários de milhares de alunos, como diz Rui Martins, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). “As aulas começaram a 16/17 de setembro e até hoje há muitas turmas que não têm professores a uma ou duas disciplinas.”

Nesta altura, há 136 horários completos por preencher. Só no grupo de Informática são 106, mas os grupos de Inglês, Matemática, Geografia e Eletrotécnia também têm falta de professores.

“Percebe-se que é mais no Sul do país, uma parte do Alentejo e Algarve, mas a incidência é enorme em Lisboa e Vale do Tejo. Temos que isto se alastre ao resto país…de facto escasseiam os professore”, reconhece Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Segundo este responsável, a falta de docentes só pode ser atenuada com uma carreira mais atrativa ao mesmo tempo que é preciso combater a precariedade.

Este ano por causa da pandemia por Covid-19, mais de duas centenas de professores de risco estão de baixa uma situação, o ainda assim, para Filinto Lima tem um impacto reduzido no sistema. “Esta profissão não é motivadora. Temos até bastantes professores contratados, que estão no sistema já há 15 ou 20 anos, mas não entram para os quadros. Já alguns dos professores que estão nos quadros de agrupamento começam a pedir meia jornada e licenças sem vencimento por um ano ou mais, porque querem experimentar outras atividades, eventualmente mais rentáveis, como melhor futuro, em prejuízo da Educação.”

Atualmente, estão por colocar cerca de 12 mil docentes, a maior parte do Norte do país, mas que não querem dar aulas em regiões onde o custo de vida é mais elevado. O vencimento muitas vezes não dá para pagar as despesas de aluguer de casa e o transporte.

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Os professores: sal da terra, luz da humanidade – José Matias Alves

 

Os professores: sal da terra, luz da humanidade

“Os professores não têm futuro. Eles são o futuro.”
Philippe Meirieu

“Ensinar não é uma atividade como as outras. Poucas profissões serão causa de riscos tão graves como os que os maus professores fazem correr aos alunos que lhe são confiados. Poucas profissões supõem tantas virtudes, generosidade, dedicação e, acima de tudo, talvez entusiasmo e desinteresse. Só uma política inspirada pela preocupação de atrair e de promover os melhores, esses homens e mulheres de qualidade que todos os sistemas de educação sempre celebraram, poderá fazer do ofício de educar a juventude o que ele deveria ser: o primeiro de todos os ofícios.”
Pierre Bourdieu

Sabemos que ser professor é uma profissão única e singular. Sem professores, nenhuma outra profissão existiria. Sem professores, a herança científica, tecnológica e artística tenderia a desaparecer. Sem professores, a vida social e cultural ficaria mergulhada num deslaçamento caótico. E por isso, deveria ser o primeiro de todos os ofícios. No entanto, esta óbvia centralidade não tem tido o reconhecimento devido, seja no exterior, seja no interior da profissão.

No exterior, assistimos frequentemente a uma desvalorização do seu papel e estatuto. A uma desconsideração sobre o seu lugar no mundo educativo. A uma proletarização das suas condições de vida e de trabalho. De facto, basta lembrar a precariedade laboral de muitos milhares de professores sucessivamente contratados durante repetidos anos; a peregrinação recorrente por múltiplos lugares numa exigente adaptação a muitos contextos geográficos; o bloqueamento na progressão da carreira, congelando legítimas expetativas e burocratizando o regime de avaliação; a muito difícil tarefa de ensinar, muitas vezes, quem não quer aprender e de interagir semanalmente com muitas dezenas de alunos, todos únicos, todos diferentes; a intensificação (e a crescente complexidade) do trabalho que tende a ultrapassar largamente as horas legalmente prescritas; um estatuto da carreira docente estrangulado, funcionarizado e mal pago; um tempo pandémico que exige tudo às escolas e aos professores numa missão de alta complexidade; e a desautorização praticada por instâncias políticas e administrativas que se não coíbem de ordenar e de mandar executar ações que deveriam ser da responsabilidade exclusiva de cada profissional ou do colégio docente.

Os fatores enunciados fazem da profissão uma prática socialmente desprestigiada e pouco atraente, havendo o risco de uma crescente falta de professores, já hoje visível em diversos grupos de docência. A conjugação desta escassez com o envelhecimento crítico da classe é de molde a instituir um grave grito de alerta que tem de ser urgentemente considerado.

Mas não são só do exterior que surgem estes sinais preocupantes. No interior da classe, há uma excessiva tentação do rebanho, uma grande dessintonia em relação às funções chave do que deveria ser um professor, uma persistente subserviência face a orientações superiores que deveriam ser ilegítimas e por isso não acatadas, um excesso de obediência burocrático-normativa que faz esquecer o dever primeiro de fazer aprender, uma clausura no fechamento da sala de aula, uma solidão existencial que tende a não ver a vantagem do trabalho colaborativo no enfrentar e no resolver os problemas de aprendizagem, uma adesão a práticas avaliativas tendencialmente seletivas e excludentes, um investimento provavelmente insuficiente na capacitação e desenvolvimento profissional.

A profissão vive, assim, entre a proletarização e o profissionalismo. E seria bom que um número crescente de professores preferisse e praticasse uma ordem profissional mais autónoma, mais crítica, mais reflexiva, mais comprometida, mais solidária, mais colegial e mais inscrita no território onde se exerce. Pois só esta ordem nos redime da tentação canina e nos salva.

Mas esta opção exige uma radical desaprendizagem e uma reinvenção da pedagogia. Neste tempo tão exigente e cruel, precisamos de olhar, ver, reparar e intervir. Desaprender o vício da exposição, a servidão do dar a matéria e cumprir o programa, a comodidade do ensinar a todos como se todos fossem um. Fazer a identificação do que é dispensável ensinar e aprender, prescindindo de tudo o que sobretudo visa operar a distinção e a segregação escolar. Selecionar o que é social e humanamente relevante, nunca descurando a empregabilidade social dos saberes. Implicar os educandos na procura dos problemas e das soluções, organizando situações didáticas de participação, de pesquisa, de debate, de produção de conhecimento que ilumine a ação. Diversificar e contrastar as fontes de informação, escrutinar a fiabilidade, perceber a verdade e a falsidade. Multiplicar os canais de comunicação, os sistemas de entreajuda e complementaridade. Clarificar as metas ou os objetivos a alcançar e os caminhos e recursos que poderão sustentar um trabalho progressivamente mais competente, responsável e autónomo. Clarificar ab initio os critérios, os instrumentos e os procedimentos de avaliação, as condições de êxito e inêxito, as regras do jogo avaliativo. Valorizar a função reguladora, emancipadora e democrática da avaliação que deve ser muito mais importante do que a função classificativa/certificativa. Reconhecer e valorizar as inteligências múltiplas e saber que o sucesso tem de ser conjugado no plural, porque não há um, mas vários sucessos e a escola tem de os ver, reconhecer e valorizar. Criar e adotar múltiplos instrumentos de avaliação, relegando o teste escrito (os dois por período) para um secundaríssimo plano. Exercer a autoridade no seu sentido pleno e original de fazer crescer o outro em responsabilidade e autonomia. Dispensar a ameaça que inibe e o medo que paralisa procurando fundar uma comunidade exigente e solidária.

Também por estas razões, este é, como disse Bourdieu, o primeiro de todos os ofícios: o mais exigente, o mais necessário, o mais sensível, o mais delicado, o mais difícil. Um ofício que deveria merecer um outro suporte social e político, um outro olhar, um outro reconhecimento. A esperança e a confiança passam, necessariamente, por aqui.

 

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Do COVID-19 nas Escolas – Da Dualidade, ou Mais!, de Critérios

Uma reflexão de Anabela Magalhães entre as condições em que se realizou o Conselho de Estado e as condições que se vivem nas escolas… e a dualidade de critérios em que se realizam testes a uns e outros, também me deixam perplexo, num país onde as igualdades estão cada vez mais desiguais.

Clique para ler:

Do COVID-19 nas Escolas – Da Dualidade, ou Mais!, de Critérios

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Webinar FNE com António Nóvoa

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Mensagem do Presidente do SPZC, José Ricardo, neste Dia Mundial do Professor.

 

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Há falta de professores? Paulo Guinote

 

É estranho que o senhor ministro desconheça estas circunstâncias, pois vai a caminho de ser o titular mais tempo no cargo desde 1974. Era tempo de acelerar a sua curva de aprendizagem. Ou de resolver o problema, em vez de lançar acusações despropositadas, apenas para se livrar de qualquer responsabilidade política perante a opinião pública.

Há falta de professores?

O alarme chegou mais cedo do que o habitual: poucas semanas depois do início das aulas já é complicado encontrar professores para substituir aqueles que entram de baixa médica ou que, por outras razões, deixaram de leccionar. Embora esta situação se tenha tornado recorrente nos anos mais recentes, o habitual é que esta escassez se fizesse mais notar a partir do 2.º período ou, como o ano passado, no fim do 1.º período.

A explicação não passa pelo contexto de pandemia e por uma eventual inundação de pedidos de baixa médica por questões de risco. Os 12.000 docentes “de risco” que iriam pedir atestado, que algumas contas por demonstrar apresentaram quase como uma ameaça ao funcionamento das aulas, ficaram-se por escassas centenas. Pelo que teremos de procurar algures as razões para a situação de carência que se vive.

Falta de candidatos à docência? Também não. Às 872 vagas abertas este ano para os quadros concorreram quase 37.000 professores em busca de colocação, bem acima dos 34.000 do ano anterior. Dos que não conseguiram entrada nos quadros, cerca de 9300 entraram em contratação inicial para o que o Ministério da Educação considera “necessidades temporárias”. Restaram mais 24.000 para substituições a realizar durante o ano lectivo. E será aqui que já voltaremos, para perceber porque agora eles parecem ter desaparecido.

Naquela sua forma de falar sobre estes assuntos, num misto de aparente desconhecimento da realidade e desejo de afastar de si qualquer responsabilidade política, o ministro da Educação deu uma entrevista em que afirmou que a falta de professores que permanece em muitas escolas se deve à negligência das direcções, singularizando o caso da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, acusando a sua directora de não ter pedido em devido tempo os horários “a que tinha direito”. A isso respondeu, nas páginas do PÚBLICO, a presidente do Conselho Geral da escola em causa, recordando ao ministro alguns factos concretos sobre a situação das reservas de recrutamento, acusando-o de negligência na forma como se expressou e de deslealdade institucional.

Fez muito bem, mas deveria ter ido mais além e questionado se o ministro desconhece os procedimentos para a contratação de professores em regime de substituição, em especial para os lugares de docentes que se encontram de baixa médica por motivo de doença prolongada e que têm reduções lectivas por motivo de idade. O que gera horários “incompletos” para quem concorre à contratação. Ou se ignora porque muitos candidatos desistem na fase das substituições ou recusam muitos dos horários disponíveis. Se ainda não percebeu que os encargos (com deslocações e alojamento) em muitos casos não compensam os ganhos, pois com horários incompletos há perda de salário, de tempo de serviço e a contagem de tempo para efeitos de aposentação também é “racionalizada” pela Segurança Social.

Perante isto, se é verdade que existe uma preocupação em prestar as melhores condições aos alunos e “estabilizar” o corpo docente (o que inclui o pessoal contratado), seria de regressar ao que foi possível muito tempo, ou seja, completar horários a partir de, por exemplo, as 16 horas, com tarefas não lectivas ou mesmo com funções na área da preparação/apoio à produção de materiais e ferramentas para um eventual período de ensino à distância. Permitindo um salário mensal completo e a não perda de tempo de serviço. Agora só se podem completar horários, na própria escola, quando aparecem necessidades “lectivas” que encaixem no horário ou os professores têm de andar de escola em escola em busca das horas em falta, chegando a ter de leccionar em dois ou mais estabelecimentos. O que, para além de ter uma parcela de indignidade profissional, é profundamente desgastante.

Adicionalmente, deveria acabar a regra, em nome da tal “autonomia”, que impede as escolas de pedirem professores para lugares que sabem muito antes de 1 de Setembro estarem em situação de baixa prolongada, mas que agora só podem ser providos a partir das reservas de recrutamento, com “poupanças” ridículas à escala do OE mas perdas significativas para quem está sem colocação e ainda a vê atrasada várias semanas em virtude desta questão formal.

É estranho que o senhor ministro desconheça estas circunstâncias, pois vai a caminho de ser o titular mais tempo no cargo desde 1974. Era tempo de acelerar a sua curva de aprendizagem. Ou de resolver o problema, em vez de lançar acusações despropositadas, apenas para se livrar de qualquer responsabilidade política perante a opinião pública.

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A escola faz um retrato à saúde, à democracia ou a ambas? Paulo Prudêncio

 

A escola faz um retrato à saúde, à democracia ou a ambas?

“Nada foi feito para durar. Vivemos em tempos líquidos cheios de sinais confusos, propensos a mudar com rapidez e de forma imprevisível.” Se as ideias de Zygmunt Bauman (1925-2017) já se aplicavam à escola da sociedade pré-covid, então retratam na perfeição o clima das “salas de aula” nas fases já vividas da covid-19.

Repare-se que mesmo nas décadas do tempo sólido, em que para que todas as escolas abrissem em Setembro bastavam listas das turmas e horários, a OCDE (2019) concluía: seria insuficiente se “os professores portugueses não fossem os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos” (e, já agora, acrescento que, em regra, os alunos ajudavam muito).

No tempo sólido, e apesar de políticas educativas comprovadamente contraditórias e líquidas, a sociedade desenvolveu-se, escolarizou-se e melhorou as aprendizagens dos alunos (os resultados em educação demoram duas décadas a aparecer). Aliás, no início da década de 80 do século passado estavam tão atrasadas em relação à generalidade dos países europeus que esta semana se percebeu o óbvio: progredimos mais do que a média dos já desenvolvidos. Contudo, e segundo dados de António Costa Silva, somos o “pior” país europeu na conclusão do secundário e é consensual que ainda temos muito caminho a percorrer para eliminar a pobreza e o abandono escolar precoce.

Dito isto, é compreensível que a origem das desigualdades preencha as interrogações escolares mais prementes com simples formulações: por exemplo, se o resultado de um teste à covid-19 demora entre 48 e 72 horas, e se um aluno, professor ou outro profissional da educação de uma escola pública de massas tiver sintomas fortes, e até for internado, as pessoas que integram as bolhas com quem interagiu continuam a frequentar os mesmos espaços até se saber o resultado do teste? E o procedimento é igual em todas as áreas da sociedade e até em ambientes escolares menos massificados, com outro tipo de financiamento ou num grau de ensino onde a frequência é semana sim, semana não? Ou as respostas remetem-nos para mais efeitos do tempo líquido, e que se reflectem dentro das salas de aula, e a covid-19 resume-se a mais um difícil exercício que ficará entregue à citada conclusão da OCDE e à ajuda dos alunos? Ou tudo isto é um retrato da saúde ou da democracia? Ou de ambas?

Importa sublinhar que, se havia apreensão com o modo como as democracias lidam com pandemias, a resposta dos cidadãos foi exemplar. Com tantas e naturais incertezas da ciência, os cidadãos usaram a informação e anteciparam o isolamento social e outras medidas preventivas. Para isso, foi importante a prevalência da verdade e o clima de confiança que originou. Os cidadãos não estavam para estratagemas, infantilizações nem mistificações. Revelaram maturidade na adversidade. Queriam a verdade, por mais dura que fosse. Lidaram melhor com “toda a informação”. Anteciparam as exigências e incluíram os desvios desinformados. Houve uma auto-regulação cidadã que abriu uma janela de esperança e que contrariou os efeitos dos “novos hackers de dados da Cambridge Analytica”. E se houve, com a verdade da primeira vaga, um envolvimento cidadão que fortaleceu as democracias e confinou os movimentos mais populistas e irresponsáveis, espera-se que numa possível segunda vaga a transparência volte a ser inalienável.

 

 

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Pedida bolsa para professores de risco darem aulas à distância

Algo já proposto por muitos…

Pedida bolsa para professores de risco darem aulas à distância

Dirigentes e diretores alertam que, sem estratégia, vai continuar a agudizar-se a falta de docentes nas escolas.

Há escolas com dificuldades em garantir o acompanhamento à distância a alunos em isolamento profilático. A denúncia é feita pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) que defendem a criação de uma bolsa de professores de risco que garantam esses apoios. As dificuldades de substituição dos docentes vão agravar-se este ano, garantem

 

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António Nóvoa no Webinar “E agora, professores?”

No próximo dia 5 de outubro de 2020, entre as 17 e as 18h30, a Federação Nacional da Educação, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Professor de 2020, organiza o webinar “E agora, professores?” que vai contar com o Professor Doutor António Nóvoa como orador e com João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE e Álvaro Almeida dos Santos, Presidente da Assembleia-Geral da ANDAEP (Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas) como moderadores da conversa.

“Como reinventar o modelo escolar, tal como o conhecemos nos últimos 150 anos? O quadro-negro é inútil? Não. Nada substitui uma boa lição. Quer isto dizer que, a partir de agora, tudo será digital? Não. Nada substitui um bom professor. Em educação, a covid-19 não trouxe nenhum problema novo. Mas revelou as fragilidades dos sistemas de ensino e do modelo escolar.

Acreditar que nada vai mudar ou que tudo vai mudar rapidamente são duas ilusões igualmente absurdas. Em educação, as mudanças são sempre longas, fruto do trabalho de várias gerações.

Mas a questão essencial nunca é sobre os instrumentos, é sempre sobre o sentido da mudança. Duas perguntas principais marcam o ritmo das interrogações pedagógicas do nosso tempo: como construir um ambiente educativo estimulante? Como entrelaçar o trabalho educativo dentro e fora das escolas? À primeira pergunta responde-se com a metáfora da biblioteca. À segunda pergunta responde-se com a metáfora da cidade.”

António Nóvoa

Inscreva-se antecipadamente e de forma gratuita para este webinar:

https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_J9j47wBLS6exED74UgpzWQ

Após a inscrição, receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar no webinar.

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Dia Mundial do Professor

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Professor.

Professor,

Um ser humano indispensável em qualquer comunidade

Um promotor de seres humanos independentes, pensantes e livres

Uma fonte de liberdade e de futuro.

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Falta de incentivos? Há falta de muito mais e já faltam 951 professores

O outro ministro dizia e diz que há professores a mais. Este não diz nada, nem resolve o problema. O que vier a seguir…

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A ecologia “pandémica” da limpeza do seu espaço…

 

 

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Mais trabalhadores nas escolas? Recomendações são como conselhos, cada um segue os que quer…

Uma recomendação é isso mesmo, uma recomendação, sem nada que vincule a uma ação concreta. Uma recomendação, um conselho, uma advertência, um aviso, uma indicação, acho que é mesmo isso, uma indicação de um caminho que pode ou não ser seguido.

O BE viu aprovada o seu Projeto de Resolução Nº 654/XIV/2ª que, não passa de uma recomendação. recomenda a contratação de mais Professores, Técnicos Especializados e trabalhadores Não Docentes para a Escola Pública.

A votação foi engraçada, o PSD e o PS abstiveram-se (a mensagem é clara, estão pouco borrifando-se para isto) A IL votou contra (as escolas estão cheias de gente, não precisam de mais) e os restantes votaram a favor, Feitas as contas, foi a minoria dos deputados da AR que aprovou algo que não vai ter qualquer efeito prático.

A conclusão só pode ser uma:

Convém dar uns rebuçados ao pessoal, porque é necessário aprovar o orçamento para 2021.

 

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 654/XIV/2ª
RECOMENDA A CONTRATAÇÃO DE MAIS PROFESSORES, TÉCNICOS
ESPECIALIZADOS E TRABALHADORES NÃO DOCENTES PARA A ESCOLA
PÚBLICA

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Da negligência das palavras à (des)lealdade institucional – Isabel La Gué

 

Qual elefante numa loja de porcelana, o incómodo do ministro da Educação é óbvio: como explicar à população portuguesa, sequiosa do regresso dos nossos jovens à normalidade da vida escolar, que esse regresso é (também) ameaçado, nalgumas zonas do país, entre as quais Lisboa, pela (quase total) inexistência de candidatos às funções docentes?
No dia 30 de setembro, em entrevista à revista Visão, pode ler-se:
“[…] Interrogado sobre a falta de professores e o arranque do ano letivo com turmas sem vários docentes, Tiago Brandão Rodrigues diz que ‘a substituição dos professores é um sistema muito oleado’. ‘Conseguimos substituir os professores com relativa celeridade. Todas as semanas correm reservas de recrutamento que substituem os professores que eventualmente estejam num sistema de proteção por baixa médica ou que pertençam aos grupos de risco’, explica. ‘Sabemos que as necessidades que temos de professores e a oferta disponível são uma luva e uma mão que não encaixam perfeitamente’, admite porém.
Acerca de um caso concreto, na Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, onde algumas turmas arrancaram o ano com falta de professores em seis disciplinas, o ministro é perentório: mais do que falta de diligência, houve ‘negligência’. ‘A diretora da escola foi negligente na substituição [dos professores] e não pediu aquilo a que tinha direito. E os serviços do Ministério da Educação contactaram a diretora para entender o que tinha acontecido. As pessoas erram, nós entendemos, mas a escola não fez o trabalho que devia ter feito’, afirma. […]”
Muitas serão as questões de ordem ética que tais palavras, proferidas pelo mais alto responsável da Educação, suscitam junto de muitos de nós. Tremendo, ou mesmo irrevogável [1], é o estrago produzido. Depois de ditas, as palavras, cuidadosa ou negligentemente escolhidas, deitam por terra qualquer hipótese de redenção. A verdade, essa, parece ficar absoluta e liminarmente secundarizada.
Fazendo um verdadeiro esforço de contenção e de objetividade, considero que urge esclarecer o seguinte, para que não restem quaisquer dúvidas:
A falta de professores na Escola Secundária Rainha Dona Amélia (ESRDA) é um facto que persiste, à data de hoje, e que seguramente não resulta de eventual falha, a ter acontecido, da atual diretora. Importa esclarecer que existe um problema de fundo no sistema educativo português; um problema que não data, apenas, da anterior legislatura, mas que tem sido negligenciado de forma sistemática por mais do que um titular da pasta da Educação. Qual elefante numa loja de porcelana, o incómodo do ministro da Educação é óbvio: como explicar à população portuguesa, sequiosa do regresso dos nossos jovens à normalidade da vida escolar, que esse regresso é (também) ameaçado, nalgumas zonas do país, entre as quais Lisboa, pela (quase total) inexistência de candidatos às funções docentes?
É disto evidência a recente publicitação da 4.ª Reserva de Recrutamento, disponível no sítio da Direção-Geral da Administração Escolar [DGAE] – dos nove horários pedidos pela diretora da ESRDA, apenas um terá sido preenchido…
Tal como noutros tempos, a política parece ser a de dividir para reinar. Os diretores são elogiados quando convém e descartados à primeira oportunidade
Na “máquina oleada” do Ministério da Educação falta a matéria-prima sem a qual o sistema educativo entra em falência: os professores. Assobiar para o lado e fingir que tudo corre sobre rodas, assumir que as falhas são humanas e da gestão de quem está no terreno, é não só desleal, como preocupante: todos sabemos que não será de um ano para o outro que se repõem os quadros docentes nas escolas. Há que repensar a carreira desde o seu início. Por que razão não são os cursos de ensino atrativos para os candidatos ao ensino superior? O que tem sido feito para dignificar a carreira docente de modo a torná-la, como deveria ser, estimulante e apelativa, de difícil acesso, até? Uma carreira a que só os melhores pudessem aspirar… Estamos muito longe de tudo isso, infelizmente.
Tal como noutros tempos, a política parece ser a de dividir para reinar. Os diretores são elogiados quando convém e descartados à primeira oportunidade. Os professores, de tão maltratados, começam a acreditar que a solução é desistir, ou fazer por merecer os maus tratos. Os pais querem acreditar nas escolas, mas abrem-se brechas de insegurança, pois a confiança não é cega nem inabalável. Muitos alunos continuam, e mais ainda continuarão no futuro próximo, sem professor(es).
À gritante falta de soluções, soma-se o silêncio dos inocentes. Todos nós.
[1] Programa Irrevogável, Visão
Professora e presidente do Conselho Geral da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, Lisboa

 

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Faltam professores em Lisboa mas as listas de candidatos já estão a esgotar-se

No público de hoje o estudo feito no blog esta semana sobre os candidatos que se encontram nas listas de não colocação.

Ainda faltam professores em Lisboa mas as listas de candidatos já estão a esgotar-se

Os três professores de História que foram colocados, nesta quinta-feira, em escolas de Lisboa praticamente esgotaram a lista de candidatos disponíveis para ensinarem esta disciplina na capital e arredores. A previsão é feita pelo professor e especialista em estatísticas da educação Arlindo Ferreira depois de ter analisado as listas de docentes não colocados no concurso semanal (reserva de recrutamento) concluído a 1 de Outubro.

Nos últimos dois anos, História tem sido uma das disciplinas com mais falta de professores em Lisboa, a que se juntam informática, Geografia e Inglês. Nas duas primeiras não houve docentes colocados na última reserva de recrutamento em Lisboa e segundo os cálculos apresentados no blogue de Arlindo Ferreira, “Dearlindo”, nas listas de não colocados já não existirão candidatos que concorram a esta região. No que respeita a Inglês, que também não teve colocações na capital, sobrarão 24 potenciais candidatos.

Nestes concursos os professores são colocados em função das preferências que inscrevem nas candidaturas. Através das reservas de recrutamento, que se iniciaram a 4 de Setembro, foram colocados cerca de nove mil professores, dos quais 1754 no concurso desta semana (40 em Lisboa)

No ano passado, por volta desta altura, o número de colocados foi de 845. Apesar do número de colocações estar a ser superior ao de 2019 em todos os concursos já realizados este ano, as queixas devido à falta de professores continuam a chegar das escolas, sobretudo as situadas nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.

O envelhecimento da classe docente

As razões circunstanciais para que tal aconteça estão identificadas. Com o envelhecimento da classe docente há cada mais professores do quadro a sair para a reforma. Entre 2019 e 2021 serão cerca de seis mil, segundo estimativas do Ministério das Finanças. E os contratados que os poderiam substituir recusam ser colocados nas regiões onde o custo do aluguer de casas mais subiu, como é o caso de Lisboa e do Algarve.

O vencimento destes docentes é calculado em função das horas de aulas que dão e muitos dos horários que se encontram disponíveis para ocupar estão abaixo das 22 horas por semana, que é a carga lectiva “normal” dos professores até aos 50 anos.

Na semana passada, o Ministério da Educação garantiu que o sistema de incentivos para fixar professores nestas regiões, anunciado no ano passado, “será agora incrementado”, mas continua sem se saber exactamente quando ou em que consistem tais incentivos.

Este ano há também o problema da covid-19, mas segundo o ministério só 250 professores tinham apresentado, até à semana passada, atestados comprovando que pertencem a grupos de risco, podendo por isso ficar dispensados de dar aulas.

Pelo caminho sobram 18 mil docentes por colocar, mas só a educação pré-escolar e a educação física têm mais candidatos à espera do que aqueles que, entretanto, já tiveram lugar. Mais uma vez o balanço é de Arlindo Ferreira. Quanto a regiões, Lisboa e Vale do Tejo terá agora 15 disciplinas com menos de 5% de candidatos e o Algarve soma oito. Para além das disciplinas “clássicas” no que respeita à escassez de recursos juntam-se agora, no 3.º ciclo e secundário, Física e Química, Biologia e Geologia, Matemática e Português entre outras.

 

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Subdelegação de competências nos diretores para a constituição de Reservas de Recrutamento

Por este andar a bolsa estará pronta a colocar “pessoal” em junho…

 

Publicado hoje o Despacho do Subdiretor-Geral da Administração Escolar, César Israel Mendes de Sousa Paulo, com a subdelegação de competências nos diretores dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e nos presidentes das comissões administrativas provisórias, para a realização do procedimento concursal comum de recrutamento, nos termos do artigo 32.º da Portaria n.º 125-A/2019, de 30 de abril (Reservas de recrutamento em órgão ou serviço).
Educação – Direção-Geral da Administração Escolar

 

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Recomendação do CNE sobre: “A condição dos assistentes e dos técnicos especializados que integram as atividades educativas das escolas”

 

O Conselho Nacional de Educação, em reunião plenária de 24 de setembro, deliberou aprovar o projeto, emitindo a presente Recomendação sobre A condição dos assistentes e dos técnicos especializados que integram as atividades educativas das escolas  que é complementada pelo RelatórioTécnico.

 

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Que escolas têm registo de casos positivos de Covid-19?

Covid-19. Saiba que escolas têm registo de casos positivos

Do ensino público ao privado, do básico ao superior, os estudantes enfrentam um cenário inédito, com novas regras para combater potenciais surtos nas instituições. O regresso às aulas em regime presencial pode estar condicionado e algumas escolas encerraram temporariamente. Acompanhe a resposta da comunidade escolar à pandemia do novo coronavírus.

[última atualização a 2 de outubro às 13h00]

 

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 Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática

 

O Grupo de Trabalho de Matemática (GTM), constituído pelo Despacho n.º 12530/2018, de 12 de dezembro, publicado em 28 de dezembro, alterado pelo Despacho n.º 7269/2019, de 16 de agosto, produziu o relatório Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática, que se publica na página eletrónica da Direção-Geral da Educação (DGE).

Mais se informa que a versão preliminar do presente relatório foi sujeita a audição pública entre o verão e o outono de 2019, tendo sido recebidos 85 pareceres e contributos, assinados em nome individual, por grupos de professores e por entidades. Foram realizadas seis reuniões com educadores e professores de Matemática de diversas regiões de Portugal Continental e, ainda, realizadas quinze reuniões presenciais, maioritariamente na DGE, tendo sido, para tal, convidadas diversas entidades, nas quais se incluem associações, sindicatos e sociedades científicas.

Para a elaboração da versão final do relatório, todos os contributos foram analisados e discutidos. Procurou-se considerar tantas sugestões quanto possível, mantendo a coerência do documento. A última secção do atual relatório apresenta as recomendações organizadas em quatro domínios: o currículo de Matemática, dinâmicas de desenvolvimento curricular, avaliação do desempenho dos alunos e formação de docentes.

 

 

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Perguntas e Respostas para dúvidas sobre a COVID-19 nas escolas

 

Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Num ano lectivo diferente dos outros em muitas coisas (e com o país em situação de contingência pelo menos até 14 de Outubro), há regras que alunos, professores, pais e funcionários já sabem que têm de seguir — há que respeitar o distanciamento, a utilização de máscara no recinto escolar e as regras de higiene já conhecidas. Mas se há coisas que a comunidade escolar sabe de cor, existem alguns procedimentos que ainda deixam dúvidas. Se uma criança tiver sintomas quem liga para a linha SNS24? São os pais ou é alguém da escola? E se o aluno esteve com alguém infectado a escola deve ser avisada? O PÚBLICO reuniu conselhos de um especialista em saúde pública e da autoridade da saúde para responder a algumas destas dúvidas.
Esta semana, a directora-geral da Saúde avançou que existem 12 escolas com surtos identificados do novo coronavírus: cinco no Norte, uma no Centro, seis em Lisboa e Vale do Tejo e nenhuma no Alentejo e Algarve. No total, estão “78 pessoas implicadas como casos positivos para SARS-Cov-2 que depois originaram contactos e pessoas em isolamento num número diferente deste”, revelou Graça Freitas em conferência de imprensa na segunda-feira, informação que voltou a reforçar esta quarta quando foi ouvida na Comissão de Saúde da Assembleia da República.
O que se deve fazer se um aluno tiver febre na escola?
Uma vez que a febre é um dos sintomas covid-19, os procedimentos são iguais aos de um caso suspeito. Se o aluno tiver uma temperatural corporal superior 38ºC deve ser contactado o encarregado de educação, a linha SNS 24 ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para este efeito.
No guia de controlo de transmissão da covid-19 nas escolas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) é feita, no entanto, uma ressalva: “Importa considerar que a febre é um sinal inespecífico, que faz parte do quadro clínico de outras doenças. Durante o período de inverno, é comum crianças e jovens apresentarem quadros respiratórios decorrentes de outras doenças.
E o que fazem os pais se o filho tiver febre?
A resposta a esta questão foi dada por Graça Freitas numa das conferências sobre a covid-19, uma semana antes do regresso às aulas. A directora-geral da Saúde deixou um apelo para que os encarregados de educação não levem para a escola uma criança “que apresente febre, tosse ou outros sintomas” de infecção.
O que devem fazer os encarregados de educação?
O primeiro passo é ligar para a linha SNS24, que fará a triagem à distância. Por aí, os pais serão informados quanto ao que devem fazer a seguir. “Até pode ser posta de parte a hipótese de ser uma doença por covid, e a criança ser encaminhada para outra situação. Se nesta triagem for considerado que é um caso suspeito, os pais têm de avisar a escola e a escola tem de avisar a autoridade de saúde”, explicou Graça Freitas. “É esta linha de comunicação que é muito importante.”
osto isto, a autoridade de saúde terá de tomar duas decisões: testar a criança com sintomas e fazer “um inquérito rápido à escola para perceber se alguns alunos, até se saber o resultado do teste, precisam de ficar em isolamento profiláctico apenas por precaução”.
Quem liga para a linha SNS24, a escola ou os pais em casa?
À partida são os pais que ligam para a linha SNS 24 nos dois casos. Se um aluno for identificado como caso suspeito enquanto está na escola deve ser acompanhado por um adulto até à área de isolamento. A seguir, o encarregado de educação deve ser contactado, informado sobre o estado de saúde do filho, e deve dirigir-se à escola, preferencialmente em veículo próprio. Já na área de isolamento, deve ser o encarregado de educação a contactar o SNS 24, mas, segundo o guia da DGS, o director ou outro funcionário pode realizar o contacto telefónico se tiver autorização prévia do encarregado de educação.
Se a criança ou o jovem apresentar sintomas da covid-19 quando estiver em casa também são os pais que contactam a linha e seguem as orientações que lhes forem dadas.
Se a criança tiver sintomas será automaticamente testada?
Não necessariamente. De acordo com Bernardo Gomes, especialista em saúde pública, a triagem clínica pode determinar que isso não é indicado por haver “explicação alternativa plausível e probabilisticamente mais indicada”. “Uma das questões que temos de evitar é a testagem sem indicação porque se gastam recursos importantes quando não são necessários”, explica ao PÚBLICO o também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Segundo o guia da DGS, o teste é prescrito pela autoridade de saúde a todos os casos suspeitos e apenas aos contactos de alto risco, e deve ser realizado o mais rapidamente possível.
E se não for? Os pais podem tomar essa iniciativa?
Sim. De acordo com o especialista, essa iniciativa fica sempre “à liberdade da família. “No entanto, por uma questão de poupança de recursos, recomenda-se que seja feita apenas quando indicada por um profissional de saúde”, refere. Há ainda que ressalvar que o teste é gratuito apenas quando é prescrito através do Serviço nacional de Saúde (SNS) ou entidade que cubra o respectivo custo.
Se o aluno teve contacto com um caso infectado a escola deve ser informada?
No caso de a criança ter ficado em isolamento por causa desse contacto a resposta é sim. “A comunicação do isolamento profiláctico de uma criança, por ser contacto de um caso, deve ser feita à escola através do envio da declaração de isolamento, até para justificar faltas e accionar mecanismos que permitam a criança acompanhar, dentro do possível, a actividade escolar”, refere Bernardo Gomes.
Ainda assim, o especialista deixa um alerta: “Convém dizer que um dos equívocos comuns é considerar que existe risco imediato para contactos de contacto de caso, como seria o exemplo da turma em questão. O esclarecimento cabal da questão, para evitar equívocos, deve ser feito entre a direcção da escola e a unidade de saúde pública local. No limite, a criança até pode não ser considerada contacto de risco, avaliação que deve ser feita pela respectiva unidade de saúde pública”, diz.
Se os pais tiverem filhos em escolas diferentes e um deles estiver em isolamento devem avisar a outra escola?
Não. Segundo explica Bernardo Gomes, não se coloca essa obrigação no caso de ser um isolamento profiláctico (contacto de um caso infectado). “Se estivermos a falar de um caso enviado para casa para isolamento, possivelmente a irmã/irmão terá de ficar em isolamento profiláctico e aplica-se a circunstância descrita na situação anterior”.
O filho teve um teste laboratorial positivo. O que fazem os pais?
Um estudante que esteja infectado deve permanecer em isolamento, seguindo as indicações da autoridade de saúde, até cumprir “com os critérios de cura” e poder regressar ao recinto escolar, segundo descreve a DGS no seu guia.
Como é feita a substituição se um professor estiver infectado?
A substituição é feita tal como nos outros anos, através da chamada reserva de recrutamento, uma espécie de bolsa para professores sem contrato que não foram colocados. As escolas devem comunicar, numa plataforma, quais as necessidades de substituição de professores que têm. As escolas indicam essas necessidades até a um dia específico da semana, normalmente à quarta-feira e a tutela responde à sexta — o professor tem 48 horas para se apresentar na nova escola.
A única novidade neste ano é que, nessa plataforma, existe um campo específico para a covid-19, ou seja, para assinalar os docentes que se tenham de ausentar por motivos relacionados com a doença. Quanto ao tempo que demora um docente a ser substituído, idealmente uma semana, mas basta que o professor apresente, por exemplo, um atestado médico a uma quinta-feira para que o processo de substituição só avance na quarta-feira seguinte.
Como é feito o acompanhamento escolar a um aluno se este for o único em isolamento?
Tanto o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, como o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, explicam que a solução apresentada pode variar de escola para a escola. Mas, de uma forma geral, explica também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, se for apenas um aluno para casa (ou um grupo minoritário da turma), e já que os professores não podem duplicar os seus encargos, serão os directores de turma a orientar o trabalho com o encarregado de educação em casa em articulação com os professores da turma — esta solução funciona no 2.º e 3.º ciclos e secundário.
No caso do primeiro ciclo, a articulação é entre o professor titular de turma, o encarregado de educação e o aluno. No pré-escolar, a articulação é entre o educador de infância e o encarregado de educação, no sentido de se fazerem algumas actividades em casa. Já se for a turma toda para casa, ou a maioria da turma, diz Manuel Pereira, aí os professores darão aulas à distância. Mário Nogueira afirma que, por norma, o aluno em casa recebe o apoio que é possível aos professores darem, tendo em conta que estão a dar aulas presenciais ao resto da turma. Mas vão sendo enviados textos e actividades para que aquele aluno vá estudando em casa e não fique fora da actividade curricular durante aquelas duas semanas. Quando vai a turma inteira para casa, o docente trabalha com a turma à distância durante aquele período.
Algumas excepções podem prever que um professor com horário incompleto dê apoio a alguns dos alunos que tenham de ir para casa. Filinto Lima acrescenta que pode haver uma articulação entre o Estudo em Casa, a telescola, a escola e os alunos em quarentena. Mas ressalva que cada escola tem o seu plano de ensino à distância para responder a esses constrangimentos.
Vai ser feita medição da temperatura nas escolas?
Não. A medição de temperatura não é obrigatória nem é uma medida recomendada, segundo a DGS. “Qualquer pessoa, aluno ou pessoal docente ou não docente que frequente o estabelecimento de educação ou ensino deve vigiar o estado de saúde e não se deve dirigir para a escola se verificar o aparecimento de sintomatologia”.
Além disso, segundo a Comissão Nacional de Protecção de Dados, a recolha de dados de saúde nas escolas só pode ocorrer se houver manifestação explícita de vontade por parte do aluno ou do encarregado de educação. Ainda assim, as escolas têm autonomia para tomar algumas decisões e podem determinar que a medição da temperatura seja feita à entrada do estabelecimento de ensino.
As crianças têm menor risco de contrair a doença?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos em crianças e jovens até aos 18 anos representam apenas cerca de 1 a 3% das infecções mundiais. Ainda assim, estes parecem ser tão susceptíveis à infecção quanto os adultos, apesar de apresentarem formas ligeiras ou assintomáticas (sem sintomas) da doença. Sabe-se, no entanto, que o período de incubação (que se estima ser entre 1 e 14 dias) é igual em crianças e adultos.
Qual é o papel das crianças na transmissão?
A DGS refere, no seu guia, que o contributo das crianças na transmissão de SARS-CoV-2 não é ainda bem conhecido, pelo que são necessários mais estudos. “Embora os menores possam ser menos afectados, importa considerar o elevado número de contactos que estes podem ter no contexto escolar e na comunidade. Até hoje, foram relatados poucos surtos envolvendo crianças ou estabelecimentos de educação ou ensino. Contudo, o baixo número de casos entre pessoal docente e não docente sugere que a disseminação de covid-19 em contexto escolar limitada”.

 

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Os CG funcionam a bel-prazer…

Este órgão tem de ser repensado de forma a devolver a real democracia às escolas…

Os Conselhos Gerais das Escolas

Voltando ao regime de autonomia, administração e gestão das escolas, cumpre-me aqui informar que, tal como previsto para o ensino superior, também as escolas secundárias e os agrupamentos de escolas passaram a ter um conselho geral – que desempenharia as funções da administração, substituindo em muito, pelo menos teoricamente, a administração central. Seria (e é) composto por um número relativo de professores e pessoal não docente eleitos, encarregados de educação auto-designados, membros designados pela autarquia e membros designados por organizações da comunidade local. As escolas secundárias também elegem alunos para o CG. O seu presidente é eleito pelos seus membros (num máximo de 21) não sendo obrigatório que seja escolhido um professor.

As competências do CG são essencialmente de eleição e supervisão do diretor (nome já de si de má memória e muito mal escolhido) podendo demiti-lo, e de supervisão geral do(s) estabelecimento(s) de educação e ensino.

Teoricamente muito bem! Lembro-me de ter estudado esta partição de poderes – administração/gestão, a primeira para a comunidade educativa, a segunda para o diretor – quando fiz a minha primeira Pós-graduação em Administração Escolar na Universidade de Aveiro em inícios de 90. Influências da governação das escolas nos países da Europa do Norte.

A aplicação veio quase vinte anos mais tarde. Mas, tal como a Professora aponta para a relação de autêntica manipulação do CG pelos Reitores, o mesmo – ou pior – acontece no geral das escolas e agrupamentos: Os diretores “mandam” nos CG, manipulam-nos para a sua eleição ou continuidade no cargo, os membros do dito CG estão completamente desinteressados das suas funções e competências e as reuniões são praticamente reduzidas a carradas de informações dadas pelos diretores. [Fico a saber que, infelizmente, os Conselhos Pedagógicos – órgão da máxima importância nos regimes jurídicos anteriores – limitam-se agora também a ouvir infindáveis informações dos diretores… ]

Quem disse, quem pensou, quem acreditou que este povo, amarfanhado na sua maioria pela ignorância rural e eclesiástica e pela desinstrução instituída ao longo de séculos, estaria já pronto para responder aos desafios da democracia representativa, da cidadania ativa, da intervenção dinâmica nas instituições?

Que me desculpem, mas vão ter de passar décadas antes que isso aconteça. E, por favor, não me venham com exemplos esporádicos, que esses, embora muito apreciáveis, não contam para a generalidade de um país que se quer moderno e interventivo.

Graça Sampaio, in picosderoseirabrava

 

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Fraco é o lider que sacode a água do capote…

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Nós continuamos a descontar todos os meses

 

ADSE promete reembolsar beneficiários em menos de 60 dias

Beneficiários esperam mais de cinco meses para reaver o dinheiro das consultas do regime livre. Em 2021, a ADSE exige 56,1 milhões ao Estado para pagar despesas com aposentado isentos de contribuir.

No próximo ano, a ADSE compromete-se a resolver os atrasos no reembolso do dinheiro adiantado pelos beneficiários que recorrem a médicos sem convenção com o sistema de protecção na doença da função pública. O conselho directivo assegura que, em 2021, os reembolsos do regime livre serão pagos em menos de 60 dias após o envio das facturas, respondendo a uma das principais queixas dos beneficiários que, em média, têm de esperar pelo menos cinco meses para reaver o dinheiro.

 

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As medidas de distanciamento que (des)cumprem…

Nas escolas aplicamos medidas ao centímetro, porque até já há quem queira levar a tribunal diretores, professores e funcionários. A caminho da escola é isto e ninguém fala em levar a empresa de transportes seja para onde for… Regras… nós cumprimos.

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