Rui Cardoso

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E o 4G nas escolas? Demora?

Os computadores estão atrasados, mas da internet 4G já nem se fala…

 

Em 2018, segundo o estudo divulgado, apenas 32% dos estudantes portugueses frequentavam estabelecimentos de ensino onde velocidade da internet poderia ser considerada “suficiente”, muito abaixo da média da OCDE que então se situava em 67,5%.

Estes resultados constam do relatório “Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso”, feito com base em inquéritos realizados em 2018, durante os últimos testes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) da OCDE.

Em Portugal, apenas 15% dos computadores existentes nas escolas eram portáteis, um valor novamente abaixo da média de 40% registada entre os países membros da OCDE.

Sobre a existência de plataformas de ensino online eficazes, apenas 35% dos diretores de escolas portuguesas responderam afirmativamente, numa altura em que mais de metade dos diretores da OCDE diziam já ter esse equipamento

 

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Professores de AEC com perdas de rendimentos de mais de 100€

As municipalizações e outras que tais dão nisto…

Tondela: professores queixam-se de quebra de rendimentos. Câmara passou gestão das AEC para empresa privada

Os professores das atividades extracurriculares (AEC) em Tondela sentem-se injustiçados por o município ter transferido a gestão para uma instituição de solidariedade social. Dizem que estão a perder rendimentos e queixam-se de não terem sido devidamente esclarecidos. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 15 docentes concentraram-se frente à Câmara para obterem respostas. Afirmam que a situação ainda é “mais precária” da que já têm por ainda não estarem integrados.

Daniel Fernandes fez as contas e diz que, por exemplo, quem antes recebia 500 euros, agora, com o novo protocolo e com os valores que lhes foram apresentados, aquilo que levam para casa será “menos que 400 euros”. Já outro colega, que há 14 anos anda de contrato em contrato, fala numa perda anual de dois mil euros. Tudo porque o valor da hora até aumentou três cêntimos, mas os professores sustentam que deixou de ser pago, como até então era feito, o subsídio de natal, de férias e a indemnização pelo fim de contrato ao fim de nove anos.

“Não temos uma justificação, mas com este protocolo com a empresa, o município vai poupar 30 mil euros”, sublinha, ainda, Daniela Fernandes.

Já Isabel Lopes lamenta que as regras do jogo tenham sido dadas a conhecer, já quando se encontravam a trabalhar. “Esta foi uma notícia que recebemos quando já estávamos a trabalhar há duas semanas. Contas feitas, vamos ter um corte em cerca de 20 por cento”, desabafa. Na opinião da professora, cabe agora à autarquia negociar com a IPSS que ficou com a gestão da atividades extracurriculares. A colega Catarina Almeida sente que foi enganada pela autarquia de Tondela.

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A Saúde24 aconselha 3 dias em casa por “sintomas gripais”, mas…

Um conselho vale o que vale, cada um é livre de aceitar segui-lo ou não, mas o que acontece a quem o seguir?

A Saúde 24 aconselha a permanência em casa durante um período de três dias, mas quem justifica essas faltas?

Como estão a proceder os agrupamentos? Quem passa o atestado médico? A Saúde 24 assegura a informação ao médico de família e o “doente” vai buscar o atestado à Unidade de Saúde Familiar, ou é o “doente” com “sintomas gripais” que tem que marcar uma consulta?

Há procedimentos que ficaram com a “solução” a meio…

Como estão a proceder nos vossos Agrupamentos? Deixem os vossos comentários…

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Já não bastava o COVID, agora aparece a Legionela…

 

Detetada legionela em dois centros escolares de Paredes

 

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Começaram as promessas aos mesmos de sempre…

Nada que não se estivesse à espera, mas ainda são só promessas…

 

OE2021: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO DEVERÃO SER AUMENTADOS NO PRÓXIMO ANO

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Envelhecimento e falta de docentes, proposta por Manuel Queirós

 

A comunicação social noticiou no últimos dias que a maioria dos professores tem idade superior a 50 anos e que haverá falta de docentes durante o presente ano letivo.
Estes dois problemas estão completamente ligados entre si. Por um lado é necessário rejuvenescer a classe docente, por outro lado, se permitirem um aposentação mais cedo haverá problemas na sua substituição, em algumas disciplinas.
A solução é fácil? Não. É possível resolver o problema? Sim.
A questão toda está no “Como?”. A resposta é de uma simplicidade admirável: Tornar a profissão docente mais atrativa.
No curto prazo é necessário fazer regressar ao concurso os muitos professores profissionalizados que enveredaram por outras profissões durante a crise anterior. Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 12h semanais o horário mais pequeno. Abrir todas as vagas possíveis no quadro definitivo.
A longo prazo será necessário trabalhar com as Universidades para reabrir os cursos específicos para a docência. Reabilitar a imagem dos professores (talvez a parte mais difícil depois de anos a fazerem o contrário). Repensar o concurso nacional e o tamanho dos QZPs.
Obviamente que será necessário algum dinheiro para realizar estas propostas, mas se não se fizer nada vamos regressar ao tempo dos anos 80 e ter pessoas a lecionar sem formação própria para o efeito.

 

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Dia Mundial dos Professores e os Professores na linha da frente – Webinar

 

 

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Audiências caíram mais de 70%?

Não é de admirar. Já todos estávamos à espera, afinal de contas o ensino presencial está de regresso e veio para ficar (dê por onde der).

Não me entendam mal, eu sou a favor que a emissão continue. Pode ser que alguns dos alunos que cumprem ou terão de cumprir quarentena aproveitem (pelo menos os interessados ou com pais responsáveis). Sempre pode ser que evitemos de construir uns quantos planos de recuperação de aprendizagens por via das quarentenas que por aí proliferam.

#EstudoEmCasa voltou, mas as audiências caíram mais de 70%

 

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O Medo – Santana Castilho

O Medo

Começou um ano lectivo marcado pelo sacrifício de boa parte das necessidades de crescimento de crianças e jovens à decantada segurança sanitária. Os alunos regressados à escola tiveram certamente dificuldade em reconhecer os rostos dos colegas e dos professores, parcialmente tapados por máscaras sanitárias. A comunicação verbal, elemento essencial em aula, sairá fortemente limitada pelas máscaras, dificultando as aprendizagens. A quase supressão dos recreios, as limitações de todo o tipo de convívio e de contacto físico, as restrições ao uso das casas de banho, bares e refeitórios, não contribuirão para o bem-estar dos alunos.
A perturbação angustiante da nossa vida social e das nossas emoções, causada pelo cemitério de números e dados estatísticos sobre a covid-19, pobremente contextualizados e explicados, em que se transformaram os noticiários televisivos, terá consequências de caráter permanente.
Uma informação séria relacionaria sempre o aumento do número de infectados com o incremento do número de testes aplicados. Com efeito, a duplicação desse número não quer dizer, necessariamente, que tenha aumentado a disseminação do vírus. Uma informação séria daria mais importância à evolução do número de mortos e internados que ao número de infectados. Com efeito, se este número aumenta e aqueles diminuem, uma leitura possível é que o vírus esteja a perder perigosidade. Uma informação séria alarmaria menos e relativizaria mais. Por exemplo, poderia recordar-nos dados fornecidos por Graça Freitas (30.1.19), sobre a epidemia de gripe de então: taxa de incidência de 89,3 casos por 100 mil habitantes, quando hoje 20 por 100 mil nos atiram para o índex de país perigoso; 12.380 óbitos no mês de Janeiro; 23 pessoas internadas em cuidados intensivos numa só semana.
Muita informação do mesmo tipo, despejada continuamente sobre as pessoas, acaba desempenhando o papel de trolls perniciosos, apostados em moldar as nossas emoções e fomentar o medo, para nos dispor a aceitar regras, sem lhes questionar a validade.
As zaragatoas nas ventas de quem não tem sintomas, procurando um coronavírus em cada esquina, trouxeram aos trabalhadores com piores salários (restaurantes e zonas turísticas) desemprego e layoff e às empresas com crónicas fragilidades financeiras (a maioria) uma espiral de falências. Já em finais de Abril, os números divulgados pelo Banco de Portugal eram assustadores e ainda a procissão ia no adro. O medo transformou os lares dos velhos em prisões e condenou-os a penas que não podem entender. O medo encerrou os parques infantis ao ar livre, castrando imbecilmente as crianças do direito de brincarem. As múltiplas proibições e obrigações, redefinidas hora-a-hora por catadupas de informações inúteis, incoerentes e contraditórias, são impostas pelas novas brigadas dos costumes sanitários, que despejam álcool-gel na inteligência dos cidadãos, enquanto o vírus comtempla o esplendor da desumanização que os humanos criaram e o pivot da pátria é expulso da comissão de honra de Luí Filipe Vieira.
Poucos parecem reflectir sobre o preocupante modo de governar pelo medo, a pretexto da segurança sanitária, aceitando as constantes restrições à liberdade, decididas sem respeito pela legalidade constitucional, num apagar sistemático das interacções sociais fundadoras do relacionamento humano.
O medo é um fenómeno psicológico caracterizado pela tomada de consciência de que estamos expostos a um perigo, seja ele real ou imaginário. Quem não se lembra do papão e do escuro, ameaças da nossa infância, ou dos espectros recentes dos vários fins do mundo, dos choques apocalípticos dos meteoros com a terra, do terrível bug informático, que sorveria toda a organização da nossa sociedade no virar do milénio, ou dos sucessivos anúncios da iminente terceira guerra mundial?
Só a inteligência e a análise serena dos factos nos pode ajudar a distinguir o medo legítimo e razoável do medo despropositado e exagerado, originado por coisas que acabam por nunca acontecer. O medo favorece a ascensão dos piores, corrói a lucidez e é terreno fértil para demonizar os que não vão na onda da histeria colectiva. A continuarmos assim, não me surpreenderá que eu ainda viva para lutar contra vacinações obrigatórias, impostas a sociedades sem vontade própria e alimentadas por sistemas de ensino meramente utilitários.
In Público de 30.9.20

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Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Os alunos portugueses foram os únicos da OCDE que têm vindo a melhorar significativamente os seus desempenhos a Leitura, Matemática e Ciências, segundo uma análise que compara o desempenho académico de jovens de 15 anos desde 2010.

Esta é uma das conclusões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com base nos resultados que os alunos de 15 anos têm nos testes PISA (Programme for International Student Assessment), desde 2010.

Na última década, os gastos médios por aluno nos países da OCDE aumentaram mais de 15% mas este investimento não se traduziu em grandes melhorias de desempenhos escolares, revela o relatório divulgado esta terça-feira.

A única exceção é Portugal. O país destaca-se por ser o único país da OCDE que conseguiu que os seus alunos “melhorassem significativamente” os seus conhecimentos ao longo dos anos a Leitura, Matemática e Ciências.

Os resultados foram divulgados esta terça-feira na publicação “Effective Policies, Successful Schools” (Políticas Efectivas, Escolas de Sucesso), que constitui o quinto e último volume de série PISA 2018, que agrega dados de 79 países e economias.

Nesta comparação entre o dinheiro investido e os resultados académicos, o secretário-geral da OCDE, Angek Gurría, chama também a atenção para o caso de sucesso registado em quatro províncias da China: Pequim, Xangai, Jiansgsu e Zheijiang.

Os alunos chineses obtiveram melhores resultados a Matemática e Ciências, quando comparados com os restantes alunos dos outros 78 sistemas de ensino analisados.

Além disso, numa análise comparativa entre estudantes de diferentes meios sócio-económicos, os chineses mais carenciados conseguiram ter melhores resultados do que o aluno médio da OCDE. O grupo de 10% de alunos desfavorecidos chineses estão ao mesmo nível de desempenho que o grupo dos 10% de alunos favorecidos de alguns países da OCDE.

 

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Há idiotas no “recreio” das redes sociais…

Os alunos portugueses não andam ao molho, mas também não andam separados e sem qualquer contato com os colegas de turma. São as tais “bolhas”. No recreio os alunos brincam e sociabilizam com os colegas de turma por uma questão de controle no caso de contágio. As regras assim o definem. As escolas tudo fazem para que assim seja e não se tornem fontes de surtos para a sociedade. (O que se passa fora dos portões da escola já são outros quinhentos…)

Mas, há sempre quem tente denegrir, da pior forma, a imagem das escolas… para isso já temos os políticos, não necessitamos de “idiotas”.

Escola portuguesa afasta crianças no recreio?

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O que falha em Portugal para termos uma Educação de sucesso?

 

Uma distribuição mais equilibrada dos recursos materiais entre escolas desfavorecidas e favorecidas ou, existindo diferença, é a favor das primeiras; uma menor diferença de recursos educacionais entre alunos favorecidos e desfavorecidos; um maior e melhor acesso às novas tecnologias e à internet e a existência de programas de promoção de um uso correto e responsável das mesmas; frequência do pré-escolar por dois ou mais anos; um menor número de retenções; mais professores qualificados; menos alunos por turma; um número adequado de pessoal não docente; horários letivos equilibrados, nem horas a mais nem horas a menos (o ideal é entre 24 a 27 horas por semana. Menos de 20 e mais de 39 são nocivas); existência de espaços na escola para os estudantes fazerem os seus trabalhos de casa, com funcionários que os ajudem e supervisionem nessa tarefa; disponibilização de atividades extracurriculares culturais, desportivas ou musicais; programas de tutoria para os alunos; comunicação assídua com os pais e um maior envolvimento destes na comunidade escolar. Em traços gerais, estes são os pontos fortes de um bom sistema de educação.

 

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Portugal no 3.º lugar na falta de Assistentes Operacionais

É o tal problema dos rácios… 1 para 21, mas esquecem-se de ter como critério o horário das escolas…

 

Portugal é o terceiro país onde os diretores de escolas sentem mais falta de funcionários

Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

s diretores das escolas portuguesas são dos que mais sentem a falta de recursos humanos e consideram que isso influencia negativamente o desempenho escolar dos alunos, segundo um estudo da OCDE que coloca o país em terceiro lugar.

Logo a seguir ao Japão e a Marrocos surge Portugal como o país onde os diretores mais lamentaram a falta de recursos humanos, revela o inquérito divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado em 2018, durante a realização dos testes PISA (Programe for Internacional Student Assessment).

Além dos testes PISA feitos por estudantes de 15 anos, a OCDE realizou inquéritos a alunos e diretores e um dos temas abordados foi precisamente a perceção sobre a falta de professores e restantes funcionários assim como as suas qualificações.

Quando se analisa todos os funcionários – professores, assistentes técnicos e operacionais – Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

Já os diretores da Bulgária, Montenegro e Polónia são os que menos relatam este problema, segundo o estudo Effective Policies, Successful Schools (Políticas Efetivas, Escolas de Sucesso), que analisa dados de 79 países e economias.

Alguns diretores sentem que o maior problema é a falta de professores enquanto outros se queixam da falta de funcionários. Em Portugal, os diretores apontam mais o dedo à escassez de assistentes técnicos e operacionais, considerando que prejudica o ensino.

 

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Plenário Sindical online  30 de setembro de 2020 – 18:00 h  – SPZC

 

Plenário Sindical online

 30 de setembro de 2020 – 18:00 h 

ORDEM DE TRABALHOS
  1. Análise Político Sindical;
  2. Impacto da Pandemia (COVID 19) na vida das escolas;
  3. Progressões na carreira e Avaliação de Desempenho;
  4. Concursos de Professores

Inscrição obrigatória 

Plataforma zoom: 

Como requisito técnico necessário, terá que instalar a aplicação ZOOM

Em alternativa pode aceder à reunião online no site do Zoom.us, colocando o ID que vai receber no seu e-mail após a inscrição.

Para esclarecimentos adicionais e personalizados podem utilizar os nossos contactos que pode consultar em www.spzc.pt

Inscreva-se aqui até às 12:00 h do dia 29 de setembro

 

Com a confirmação da inscrição serão enviadas credenciais e instruções para participar no Plenário

Saudações sindicais

 

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Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

O Arlindo referiu todos os números aqui no Blog.

A Zona de Lisboa e Algarve vão ser as primeiras a sentir, mas não as únicas…

 

Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

Na semana passada, havia mais de três mil vagas para preencher nas escolas portuguesas. O vice-presidente da Associação Nacional de Professores, Manuel Oliveira, diz que a tendência é para piorar e que as reservas de recrutamento estão a esgotar-se. Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos, assegura que o problema é estrutural e não se resolve a “apagar fogos”.

A contabilidade não está feita, mas serão muitos os alunos portugueses, sobretudo das regiões de Lisboa e vale do Tejo e do Algarve, que começaram as aulas com furos no horário. Filosofia, Matemática, Geografia, Inglês e Informática/TIC são as disciplinas com mais falta de docentes.

Todas as segundas-feiras chegam às escolas novos professores contratados para suprir as faltas ou substituir os colegas de atestado ou baixa médica, que entregaram a declaração por pertencerem a grupo de risco da covid-19 ou, ainda, que se reformaram.

Até agora, nas três reservas de recrutamento realizadas, já foram colocados 18 335 professores, o que corresponde a mais do dobro do ano passado pela mesma altura (em que tinham sido colocados 7204) e a mais de metade dos professores que concorreram neste ano e fazem parte das listas de contratação inicial.

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O que é ser professor? É ter uma tarefa de grande nobreza.

 

 

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Regulamentação da contratação de mais 1500 assistentes operacionais

 

Está publicada em Diário da República a portaria que regulamenta a contratação de mais 1500 assistentes operacionais para as escolas.
Tal como anunciado, trata-se de um procedimento que visa implementar um processo de contratação mais célere.
No recrutamento poderá recorrer-se a trabalhadores que já constam das reservas de recrutamento internas.
Estes 1500 assistentes operacionais vão reforçar o corpo de pessoal não docente em escolas de todo o país, incluindo nos municípios já abrangidos pela transferência de competências na área da Educação, no âmbito da descentralização.
A esta contratação acrescerá a revisão da portaria de rácios, que comportará um aumento adicional de assistentes operacionais nas escolas, com vinculação à Administração Pública.

 

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12 escolas com surtos ativos de Covid-19

E muitas mais com “surtos inativos” ou casos isolados… Porque não dão as informações completas?

 

Há doze escolas com surtos ativos de Covid-19

a conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus em Portugal, Graça Freitas afirmou que a Direção-Geral da Saúde (DGS) foi notificada, até à data, de 12 surtos de covid-19 em escolas.

Segundo a diretora-geral da Saúde, cinco escolas com surtos estão localizadas na região Norte, uma no Centro e seis em Lisboa e Vale do Tejo.

“No total temos nestes surtos 78 pessoas implicadas com casos positivos para SARS-coV-2”, disse Graça Freitas, esclarecendo que não estão incluídos nestes números as pessoas que têm de estar em isolamento.

A diretora-geral da Saúde disse ainda que estes dados dizem apenas respeito aos surtos que foram reportados, podendo ter aparecido em várias escolas um caso isolado, que habitualmente vêm da comunidade.

 

 

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63% dos Professores do quadro têm mais de 50 anos

Professores do quadro com 50 ou mais anos já são mais de 60%

Últimos dados da DGEEC confirmam a entrada no ensino público de milhares de contratados não está a contribuir para o rejuvenescimento da carreira.

Cerca de 63% dos professores que estavam no quadro em 2018/2019, último ano para o qual há informação, tinham idades iguais ou superiores a 50 anos, segundo mostram dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) a que o PÚBLICO teve acesso

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Perguntas e respostas aos trabalhadores em caso de isolamento profilático

 

Isolamento profilático por covid-19

Clique na imagem

 

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No caso dos professores não há lugar a teletrabalho quando em isolamento profilático

 

Qualquer trabalhador que a autoridade de saúde determine que deve permanecer em casa, seja por estar doente com covid-19, seja por haver uma probabilidade de ter sido exposto a um foco de infeção, tem direito a um subsídio de doença que não está sujeito a período de espera e cujo valor corresponde a 100% da remuneração de referência.

Sempre que o trabalhador fique impedido de exercer a sua atividade profissional no período indicado para o isolamento, quer esteja ou não doente, e não possa exercer a sua atividade no regime de teletrabalho, o isolamento profilático é equiparado a situação de doença. Mas tem de ser decretado por uma autoridade de saúde e motivado por uma situação de grave risco para a saúde pública.

No caso dos professores não há lugar a teletrabalho, porque as aulas estão a acontecer em regime presencial, mas não só. Para que tal acontecesse a entidade patronal teria que pôr ao dispor de cada docente em isolamento os meios para que tal acontecesse. Como bem sabemos as escolas não dispõe desses meios (computadores, internet portátil…).

Se algum diretor, mais zeloso, vos tentar impingir a continuidade do que aconteceu no terceiro período, recorram aos vossos sindicatos

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Só 16 estabelecimentos com casos positivos?

Não é esse número que nos chega via email e msn… por exemplo, ontem chegou-nos uma mensagem a alertar para casos em 3 agrupamentos em V. N. de Gaia… verdade ou não? Não temos confirmação.

Há (pelo menos) 16 escolas com casos de covid-19, mas não há dados oficiais

Nem o Ministério da Educação, nem a Direcção Geral de Saúde (DGS) revelam o número de casos de covid-19 nas escolas, depois da reabertura do ano lectivo. Mesmo sem dados oficiais, é possível contabilizar, pelo menos, 16 estabelecimentos com casos positivos.

Esta contagem foi feita pela Rádio Renascença junto das instituições de ensino público e privado que reportaram infecções do novo coronavírus. No total, são 16 as escolas assinaladas com casos de covid-19 entre alunos, professores e funcionários, considerando dados contabilizados até sexta-feira às 16 horas.

Começando a norte, o Agrupamento de Escolas António Feijó, em Ponte de Lima, reportou um aluno infectado que deixou a sua turma de quarentena em casa, mas a escola continua aberta.

No Centro Escolar da Lixa e na Escola Secundária da Lixa, em Felgueiras, há uma pessoa infectada que deixou 21 alunos e dois profissionais do Agrupamento em isolamento.

No Colégio Eurythmia no Porto, há quatro profissionais infectados. Mas depois de ter encerrado inicialmente para reforço de higienização, a escola já está a funcionar.

Liceu Francês Internacional no Porto reportou dois casos que colocaram 161 alunos a ter aulas à distância, mas que já voltaram às aulas.

No Colégio de Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, três alunos da mesma família testaram positivo na primeira semana de aulas, levando três turmas ao isolamento.

No Jardim de Infância da Escola Básica Nº 3 de Espinho, há 20 pessoas em quarentena depois de uma funcionária e de uma criança terem sido diagnosticadas com covid-19, mas o estabelecimento não fechou.

Em Viseu, a Escola Básica 2,3 de Penedono encerrou por falta de funcionários depois de uma ter testado positivo à covid-19 e continua sem abrir.

Na Guarda, a Escola Secundária Afonso Albuquerque tem um aluno infectado, mas as aulas seguem normalmente e nenhuma turma ficou de quarentena.

Em Leiria, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, um aluno infectado foi à aula de apresentação do ano lectivo, mas usava máscara e nenhuma turma ficou isolada, continuando a funcionar normalmente.

Na Escola Profissional de Leiria, foi reportado um caso positivo de covid-19, mas nenhuma turma ficou em isolamento.

Politécnico de Leiria também continua a funcionar depois de dois casos positivos, um na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e outro na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar que funciona em Peniche.

Colégio do Planalto em Lisboa colocou 59 estudantes em quarentena depois de dois alunos terem testado positivo, mas não encerrou.

Escola Secundária Básica 1 / Jardim de Infância das Laranjeiras, em Lisboa, encontra-se encerrada por tempo indeterminado depois de funcionários terem testado positivo. É a falta de funcionários que mantém o espaço fechado.

No Colégio Saint Julian’s em Lisboa, três alunos da mesma família testaram positivo, deixando três turmas em isolamento, mas continua a funcionar.

Escola Secundária de Palmela colocou 21 turmas no regime de aulas à distância, depois de ter sido confirmado um caso positivo num assistente operacional. A escola encerrou inicialmente por falta de funcionários, mas já está a funcionar.

Finalmente, a Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, tem uma turma em isolamento após uma aluna ter testado positivo.

 

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O martírio, dos professores, de andar com a casa às costas

 

“Às vezes, acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”

São 18 586 os professores contratados colocados até ao momento. Quantos deles foram colocados, e aceitaram a colocação, longe de casa não se sabe ao certo, mas estima-se que sejam alguns milhares. Que vida levam e como é que a pandemia veio afetá-la?

É de Mirandela e há 12 anos que o seu futuro profissional tem o prazo de validade de um ano letivo, que só conhece em finais de agosto, princípios de setembro, e que é diferente a cada ano.

Ilda Cristina Contins, 40 anos, professora de Matemática e Ciências Naturais, já passou pelo Laranjeiro, em Almada, por Odivelas e Amadora, na Grande Lisboa, por Pias e Amareleja, no Alentejo, por Faro, Silves e agora Loulé, no Algarve. A cada ano, volta à casa de partida, que é a da família, e de lá sai rumo a sul, à procura de casa adotiva. Já perdeu a conta àquelas por onde passou, mas são uma das maiores dificuldades que um professor deslocado enfrenta. Em poucas semanas, há que encontrar alojamento e os preços raramente são de feição.

“Na região de Lisboa e arredores são incompatíveis com o salário de um professor contratado, a maioria divide casa ou aluga quarto. No Algarve, os preços são um bocadinho melhores, mas em junho, julho, os senhorios querem as casas para alugar aos turistas. É complicado”, diz.

Este ano, a pandemia jogou a favor de Cristina, no que à casa diz respeito, porque permitiu-lhe manter a que tinha. “Com a quebra no turismo, os senhorios preferiram jogar pelo seguro e eu fiquei. Com os anos, os contratados vão conseguindo fazer alguns cálculos que lhes permitem antecipar em que zona serão colocados e com que horários. Esta vida requer jogo de cintura”.

Requer. E Cristina parece tê-lo. Assim como dedicação à causa. Em março, quando as escolas fecharam, não pôs sequer a hipótese de voltar para Mirandela e fazer de lá a base para o ensino à distância. A dar aulas ao primeiro ciclo do ensino básico num meio desfavorecido e a uma turma em que a maioria não tinha computador ou acesso às tecnologias, a professora ficou por perto, para garantir que não deixava ninguém para trás. “Todas as semanas ia entregar fichas e trabalhos ao agrupamento, que os encarregados de educação iam buscar e depois traziam. Assim, os meus meninos não perderam o contacto com a escola”.

A 700 quilómetros de casa, que permitem apenas visitas em período de férias letivas, este ano nem na Páscoa pôde matar saudades da família, devido ao confinamento.

Em todos os concursos, “por descargo de consciência”, candidata-se a colocações na sua região, mas sem qualquer esperança de conseguir vaga. “A maioria dos professores são do norte e a maioria das vagas está no sul. Seria preciso que um elevado número de professores lá em cima se reformasse para existir uma hipótese de ficar lá e mesmo assim as vagas que vão surgindo vão para os mais graduados e efetivos que pedem mobilidade. Às vezes acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”, diz Cristina, que tem o Algarve e o Alentejo como alternativas de eleição.

Apesar de este ser o seu terceiro ano na região algarvia, o que pode dar ideia de alguma estabilidade, a verdade é que quando o ano acaba, nunca sabe, com certeza, o que o próximo lhe reserva. Este ano, foi colocada na terceira reserva de recrutamento, no agrupamento de escolas Duarte Pacheco, em Loulé, com turmas de 5.º e 6.º anos, a dias de o novo ano letivo arrancar. “Ainda fui a tempo da receção aos alunos e da reunião de pais da minha direção de turma”.

Não é fácil estar longe da família, não é fácil manter um relacionamento amoroso estável nem tantas vezes adiar a vida pessoal (e os filhos) à espera que a carreira assente, não é fácil a solidão e o isolamento dos lugares novos, que pesam (e desmotivam) mais à medida que o tempo passa, mas Cristina não desiste de ser professora. Nem em tempos de pandemia, que levou muitos colegas a não concorrerem (ou aceitarem colocação) a lugares muito longe de casa. “Para quem tem filhos e família constituída é mais complicado sempre, mas acho que este ano ainda mais. Por não quererem estar longe neste contexto, mas também porque não estão para se deslocar, com tudo o que isso implica, por um horário incompleto e temporário, que pode deixar de existir se se passar a teletrabalho, por exemplo”.

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Que dirá, agora, a Graça em relação a esta informação?

Que medidas serão aplicadas? Quando? Continuarão a passar a mensagem que a escola é o lugar mais seguro para se estar? O uso de máscara passará a ser obrigatório para todos os alunos? A resposta a estas e mais perguntas durante os próximos capítulos diários…

“Crianças com sintomas transmitem o vírus como os adultos”

Perito da organização encarregado de vigiar e controlar as ameaças para a saúde dos europeus, o italiano Bruno Ciancio tem uma certeza: nunca vamos estar totalmente preparados para os ataques da Natureza e o que é verdade num momento pode deixar de o ser logo a seguir.

Ao contrário do que aconteceu há seis meses, agora parece assente que o confinamento deve ser a última opção. O responsável do ECDC garante que o foco na covid-19 não fez aumentar as mortes por outras doenças, está preocupado com as sequelas deixadas pelo vírus nos doentes ligeiros e assegura que as crianças com sintomas, sobretudo as mais pequenas, transmitem o vírus até mais do que os adultos.

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Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

Mas devia tornar-se uma prática corrente…

Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

A falta crónica de assistentes operacionais pode tornar-se uma ameaça às aulas presenciais. As escolas só na próxima semana devem receber a autorização para contratar os 1500 funcionários prometidos pelo primeiro-ministro. Uma semana após o arranque do ano letivo, o balanço é “positivo”. Mas o disparar das baixas pode determinar o fecho das escolas, alerta o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.

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Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Para garantir mais rapidez na colocação, os novos 1500 assistentes operacionais prometidos esta semana pelo Governo poderão ser retirados das bolsas que se destinavam apenas à substituição de funcionários de baixa. Processo deve iniciar-se na próxima semana.

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas 

A partir da próxima semana, os directores das escolas poderão ir buscar assistentes operacionais que estão em lista de espera para assegurarem funções permanentes nos seus estabelecimentos. Esta será uma das formas através das quais o Ministério da Educação (ME) tentará assegurar um processo mais rápido de contratação dos assistentes operacionais, cuja escassez tem vindo de novo a ser denunciada por directores e pais neste início do ano lectivo.

 

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Turma fica de quarentena profilática, mas os professores não?!!!

Tudo assenta no “presume-se”. Presume-se que o professor não circula pela sala de aula. Presume-se que as salas de aula têm espaço para que o afastamento de 2 metros seja cumprido entre o professor e os alunos. Presume-se que o professor não tocou em nenhum objeto tocado pelos alunos. Presume-se que nenhum aluo foi ao quadro resolver um exercício e ficou durante algum tempo a ma distância inferior à recomendada do professor. Presume-se que no final da aula nenhum aluno se aproximou do professor para tirar uma dúvida. Presume-se… Julga-se segundo certas probabilidades. Conjetura-se. Supõe-se e tem-se suspeitas…

Se isto dá para o torto lavam-se as mãos, porque os critérios que estão a ser usados pelos delegados de saúde no que diz respeito a casos que surgem nas escolas não são de conhecimento público. Ou seja, do que não sabes, não podes reclamar. Mas podes sempre reclamar por não saber.

Turma do secundário fica de quarentena profilática, os professores não

 

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Cartoon do Dia – Espirrei!!!

 

 

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Dois casos de covid-19 deixam vinte pessoas de escola de Espinho em quarentena

Segundo o coordenador da Proteção Civil, Pedro Louro, apesar de terem sido apenas diagnosticados dois casos é possível que o número venha a “aumentar nos próximos dias“.

Dois casos de covid-19 deixam vinte pessoas de escola de Espinho em quarentena

Vinte pessoas do jardim-de-infância da Escola Básica N.º 3 de Espinho, em Aveiro, estão a cumprir um período de quarentena, depois de terem sido detetados dois casos de covid-19 no estabelecimento, entre os quais uma funcionária que se encontrava assintomática.

A funcionária realizou o teste após ter sido sinalizada como contacto de risco, depois de um dos seus familiares ter sido infetado com covid-19. A turma acabou por ser submetida a testes de despiste ao novo coronavírus e uma das crianças testou positivo ao vírus.

Segundo declarações do coordenador da Proteção Civil, Pedro Louro, à Lusa, apesar de existirem 500 pessoas que frequentam o estabelecimento escolar só uma sala é que foi encerrada. “A escola continua a funcionar porque só fechámos a sala da turma em questão e a cantina, já que todo o edifício estava com circuitos de circulação separados. Ao fim do dia já vamos fazer a desinfeção dos espaços do jardim-de-infância”, declarou.

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Cartoon do Dia – É apenas uma constipação!!

 

 

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ADSE: ATÉ 31 DE DEZEMBRO PODEM INSCREVER-SE COMO BENEFICIÁRIOS DA ADSE OS PREVPAP OU EM CASOS ANÁLOGOS

Até 31 de dezembro podem inscrever-se como beneficiários da ADSE os PREVPAP ou em casos análogos e não tenham renunciado expressamente à sua inscrição como beneficiários da ADSE 

 

Foi aberto um período excecional de inscrições na ADSE para os trabalhadores que tenham constituído novo vínculo de emprego público, no âmbito do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários da Administração Pública (PREVPAP) ou em casos análogos e não tenham renunciado expressamente à sua inscrição como beneficiários da ADSE.

A inscrição deve ser requerida necessariamente até 31 de dezembro de 2020.

O modelo de requerimento encontra-se disponível na página da ADSE (aqui) e será igualmente enviado às entidades empregadoras que o devem facultar aos interessados, acompanhado do correspondente boletim de inscrição.

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Protestos por segurança nas escolas face à Covid

 

 

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Porque falham as nações com turmas numerosas, por Paulo Prudêncio

 

Porque falham as nações com turmas numerosas

O ensaio Porque Falham as Nações, de Daron Acemoglu e James Robinson, conclui sobre a história universal dos últimos três milénios: as nações não falham por causa da geografia, da cultura ou da ignorância, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em “elites” e oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). E sublinha que só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se repercute positivamente no crescimento económico, nas empresas, na cultura e na escolarização.

Congo, que tem abundantes riquezas naturais, permanece há séculos nos lugares cimeiros dos países pobres porque vive subjugado à extracção. Mobutu é o exemplo recente. E é curioso: foram os portugueses que deram a conhecer a escrita aos congoleses, no século XVI, mas em pleno século XXI a nação de Camões e Pessoa ainda não erradicou o abandono escolar precoce nem a pobreza do seu território. O facto também se deve a “elites” extractivas. Foi assim com a escravatura, com o ouro, com as especiarias, com o colonialismo e com a recente crise de empresas parasitárias associadas ao sistema bancário, que resultou no desinvestimento nos últimos 15 anos em estruturas como a escola pública, depois de duas ou três décadas promissoras (sublinhe-se que os resultados em educação surgem duas décadas depois).

O excesso de alunos por turma é um indicador extractivo que a pandemia radiografa. E, nem por acaso, o parlamento reprovou, em Junho, a inclusiva redução de alunos por turma (é preferível uma lei que estabeleça turmas de 20 com excepções por inexequibilidade, do que turmas de 30 com as mesmas excepções). Foi Nuno Crato quem decretou o aumento das turmas e a extracção resiste a tudo: fim da troika, geringonça, superavit e pandemia. Explicou a sentença em 15 de Junho de 2013: “Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade.” O ex-ministro contrariou o sistema inclusivo relatado por William Golding, Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante três décadas, numa entrevista à RTP2 nesse ano: “Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes.”

A epifania de Crato tornou-se imutável e não apenas por pragmatismo. É aconselhada e considerada madura por “gurus” da inclusão escolar, uma área muito prejudicada com as turmas numerosas. A educação tem este azar com políticas extractivas, suportadas por “gurus”, que a representação institucional não consegue transformar em inclusivas. Na educação até existem associações científicas de professores nas mais diversas áreas, só que não são ouvidas; também por culpa própria. E há 16 sindicatos.

Noutro exemplo da mesma família que explica a prevalência extractiva, os governos de Sócrates, e também de Barroso, impuseram um elenco de medidas reprovadas por todos, mas que continua vigente. Destacam-se: avaliação de profissionais assente numa burocracia impessoal que saturou os exercícios, sistemas de avaliação de alunos “amigos” da exclusão da educação especial ou daqueles de quem se espera fracos resultados académicos, e modelo extractivo de gestão das escolas públicas.

Até se criam instituições para alargar a representatividade, só que rapidamente passam a ilusões. Transformam-se em câmaras de eco mediático de quem governa. É assim nas nações que falham. Nesta fase, salientam-se as diligentes organizações de dirigentes escolares (é um exercício temporário que representa 0,8% dos professores e que, pasme-se, já vai em três espécies de associações) e de encarregados de educação. Têm a palavra mediática ajustada sobre tudo o que é didáctico, científico e organizacional. Para se perceber melhor, e pensando na actualidade, é como se na saúde, e quando se mediatizam actos médicos, infecções e epidemias, não se ouvissem especialistas, ordens e sindicatos, mas o dirigente hospitalar e o profissional dos utentes e amigos dos hospitais.

Acima de tudo, se o ensino tivesse representação institucional inclusiva, era difícil avançar com propostas destinadas ao insucesso, havendo soluções estruturais, exequíveis e sustentadas para o problema. A redução de alunos por turma foi reprovada no parlamento, mas os papéis partidários satisfizeram os desígnios populares e anularam um imperativo que é um indicador inclusivo para o sucesso das nações a médio e longo prazo, e uma componente crítica decisiva em tempos de pandemia.

 

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Quantas escolas fechadas e quantas turmas em casa? – Alexandre Homem Cristo

 

Quantas escolas fechadas e quantas turmas em casa? 

Se a pergunta do título fosse dirigida à situação em França, haveria uma resposta objectiva. Devido a casos de Covid-19 nas escolas francesas, a 4 de Setembro, contavam-se 22 estabelecimentos escolares encerrados. Uma semana depois, a 10 de Setembro, eram 32. E, nas últimas contas (18/09), havia 89 estabelecimentos escolares encerrados — ou seja, apenas 0,15% dos mais de 61 mil estabelecimentos da rede pública. E se a pergunta do título fosse destinada à situação no Reino Unido, haveria igualmente uma resposta concreta: cerca de 99,9% das escolas mantêm-se abertas. Mas os dados vão mais longe e explicam-nos que 900 escolas estatais (4% do total) não estão integralmente abertas (i.e. enviaram alunos ou turmas para quarentena doméstica) — um número que corresponde à contagem da semana passada e que quadruplicou a da semana anterior.

Se alguém colocar a mesma pergunta sobre a situação em Portugal, não encontrará resposta. Pelo menos, não encontrará resposta oficial. Ao contrário dos exemplos acima, onde membros do governo ou autoridades públicas de educação comunicam com transparência e fazem um ponto de situação semanal, não existe esta sistematização da informação no nosso país. Assim, os dados conhecidos referentes ao arranque do ano lectivo neste contexto de pandemia são aqueles que a comunicação social (nacional ou regional) e canais informais vão reportando, com todas as insuficiências desse exercício casuístico, pois imensas situações não chegam ao conhecimento público. Deveríamos então fazer como os franceses e os ingleses? Sim, sem qualquer dúvida. E desengane-se quem classificar esta informação como desnecessária: que o Governo não cumpra este dever de transparência é um erro que poderá custar-lhe caro na própria gestão da pandemia nas escolas.

Primeiro, porque a informação parcial e de má qualidade gera uma percepção pública errada sobre o regresso ao ensino presencial. Neste caso, o melhor travão para os alarmismos corporativos e para os receios das famílias é mesmo disponibilizar informação oficial com transparência. Se partirmos da experiência de França e Reino Unido, os dados mostram que o encerramento de escolas foi residual e que é ainda muito baixo o número de situações onde surgiu a necessidade de quarentenas de alunos e turmas. Ao contrário do que levaria a crer o frenesim noticioso, que diariamente dá nota de encerramentos e turmas enviadas para casa, a situação nas escolas está (ainda) relativamente tranquila. A partilha dos dados por parte do Ministério da Educação teria, certamente, um efeito apaziguador.

parte indispensável da gestão da pandemia em contexto escolar. Sem essa recolha de dados, não é possível avaliar a situação actual das escolas e perceber a sua evolução, compará-la com os indicadores nacionais dos contágios, medir a eficácia dos protocolos sanitários em vigor nas escolas e, por fim, proceder aos ajustes necessários (sanitários ou educativos). E, claro, não se podem escrutinar as opções tomadas. Note-se que, em França, essa utilidade já se manifestou: face à experiência das primeiras semanas de aulas e aos dados obtidos, as autoridades francesas consideraram que o protocolo sanitário nas escolas tinha de ser revisto, nomeadamente em relação às quarentenas. Assim, perante um caso positivo numa turma, em vez de envio automático para casa dos alunos e do professor, a opção passará a ser de os manter na escola — a quarentena apenas será accionada quando existirem três casos na mesma turma. O objectivo das autoridades francesas é evidente: prevenir que as escolas encerrem desnecessariamente, ou que o ensino presencial seja interrompido para milhares de alunos de forma desproporcional.

Em Portugal, quando as quarentenas começarem a suceder-se, inviabilizando, na prática, o ensino presencial, também as orientações sanitárias serão revistas, seguindo o exemplo francês? Com que dados avaliará o Ministério da Educação essa possibilidade? E que informação terão as comunidades escolares (e a sociedade civil) para escrutinar a situação pandémica nas escolas? Nenhuma destas perguntas tem resposta. E esse grande vazio começa a ganhar forma de elefante na sala.

O Governo pediu ao país que o arranque do ano lectivo e o retomar do ensino presencial fossem abraçados com responsabilidade e serenidade por parte das famílias e dos profissionais da educação. Sim, essa mensagem está correcta. Mas contém também uma omissão que faz toda a diferença: se o Governo não comunicar com transparência e não confiar nas famílias e professores, o ambiente nas comunidades escolares será sempre de tensão, ansiedade, receios e desconfiança. Há uns meses, demorou-se muito a gerar o consenso social sobre a necessidade de reabrir as escolas para que as crianças voltassem a ser crianças. Agora, para manter as escolas abertas, tornou-se importante tratar os portugueses como adultos e, com transparência, divulgar os dados sobre o impacto da pandemia nas escolas. Era bom que, desta vez, o Governo não demorasse demasiado tempo para o entender.

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Turma de Coimbra em isolamento profiláctico

Começo a questionar esta dualidade de critério. Temos turmas em que o isolamento só se aplica ao infetado e temos outras em que se aplica a toda a turma.

É de referir que esta turma é do 1.º ciclo e que as crianças não são obrigadas a usar máscara nem dentro nem fora da sala de aula. Será por isso? Se for este o critério, vai ser uma “sangria” de isolamentos, durante todo o ano, neste ciclo de ensino e no EPE…

 

Turma da Solum – Sul em isolamento profiláctico

Um caso de covid-19 na Escola Básica (primeiro ciclo) da Solum – Sul, Coimbra, ditou, hoje, que uma turma fosse posta em isolamento profiláctico.

 

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Com falta de auxiliares nas escolas pais foram «convidados a ser voluntários»

 

Com falta de auxiliares nas escolas pais foram «convidados a ser voluntários»

A situação aconteceu na Escola Primária de Aldeia dos Chãos, em Santiago do Cacém, onde a falta de auxiliares tem causado muita preocupação aos encarregados de educação, que segundo a ‘SIC’, foram «convidados a ser voluntários» na impossibilidade de colocarem mais gente.

De acordo com o canal televisivo os pais enviaram um pedido ao Ministério da Educação para colocar cinco pessoas nas escolas do concelho do Cacém, mas a resposta do organismo não foi a esperada, pois sugeriu uma mobilização de auxiliares, apenas durante três horas e meia por dia.

«Não é com três horas e meia que se consegue higienizar, tomar conta das crianças e manter o distanciamento, se num ano normal já é difícil, este ano ainda é pior», disse uma das mães à ‘SIC’, adiantando também que o agrupamento fez inclusive um convite aos pais para que fossem voluntários nas escolas.

«O Ministério diz que o agrupamento tem funcionários a mais. O agrupamento diz que não, devido ao desdobramento de horários. A solução foi convidar os pais a serem voluntários nas escolas. Os pais entenderam que não pode ser assim», explicou.

A encarregada de educação revelou que são 66 crianças com cinco professores, sublinhando que a falta de profissionais «causa muito transtorno às famílias e este é um ano que os pais não podem deixar passar, não pode valer tudo».

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Professores de 1º ciclo participam em projeto de investigação e divulgação da astronomia

Professores de 1º ciclo participam em projeto de investigação e divulgação da astronomia

 CoAstro: Um Condomínio de Astronomi@ é um projeto de ciência cidadã, que procurou descobrir se o envolvimento de professores do 1º ciclo na investigação em astronomia promove a disseminação, quer de resultados, quer de processos científicos, às crianças e restantes membros da comunidade escolar.

Para Ilídio André Costa, o autointitulado “administrador do condomínio“: “O CoAstro permitiu perceber como um projeto de ciência cidadã, sem recursos humanos ou financiamento próprios, pode contribuir, com efeitos duradouros e abrangentes em termos de público, para que a escola se abra à comunidade e esta à escola, e para que o público se abra à investigação e esta se abra ao público“.
Este projeto de investigação, coordenado pelo Planetário do Porto – Centro Ciência Viva e desenvolvido na Unidade de Ensino das Ciências (UEC1) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA2), foi o tema da tese3 de doutoramento de Ilídio André Costa. Costa é professor no Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara (Fânzeres, Gondomar), mas está atualmente destacado no Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), a desenvolver trabalho no Planetário do Porto.

Para Costa, o autointitulado “administrador do condomínio”: “O CoAstro permitiu perceber como um projeto de ciência cidadã, sem recursos humanos ou financiamento próprios, pode contribuir, com efeitos duradouros e abrangentes em termos de público, para que a escola se abra à comunidade e esta à escola, e para que o público se abra à investigação e esta se abra ao público”.

Uma das orientadoras do projeto é Carla Morais (UEC & Dep. Química e Bioquímica da FCUP), que acrescenta: “O projeto de ciência cidadã CoAstro permitiu que ao longo de vários meses professores do 1.º ciclo, astrónomos e divulgadores de ciência participassem de forma colaborativa em processos de investigação e de divulgação da astronomia”.

Numa primeira fase, professores do 1.º ciclo participaram em dois projetos de investigação do IA, um relacionado, com a determinação de parâmetros estelares e outro com a deteção de exoplanetas.

No projeto “Estrelas”, os professores analisaram espectros de estrelas-padrão e calcularam a respetiva luminosidade, recorrendo ao Data Release 2 da missão GAIA (ESA). No projeto “Planetas” e após aprenderem linguagem de programação Python, os professores produziram um vídeo do trânsito de Mercúrio. Analisaram ainda curvas de luz de estrelas obtidas com o satélite TESS (NASA), para sinalizar, através da plataforma online Planet Hunters, a eventual presença de exoplanetas, pelo método dos trânsitos4.

Numa segunda fase, desenvolveram iniciativas de divulgação de astronomia junto dos seus alunos e comunidade escolar, com o apoio de comunicadores e de investigadores do IA.“O projeto constituiu-se como uma via de alcançar a consciencialização, a compressão e o envolvimento com a ciência e a com a natureza do conhecimento científico, tendo alcançado expressividade não apenas pela participação empenhada e competente de todos os intervenientes diretos, mas também pelo seu alargamento à comunidade destinatária das iniciativas de divulgação – grupos de professores, alunos, encarregados de educação, outros membros da comunidade educativa”, comenta Carla Morais, que também é investigadora no Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto (CIQUP).

Desta forma, a astronomia alcançou diretamente cerca de um milhar de participantes, mas pelo efeito desmultiplicador de influências que a escola permite, terá alcançado indiretamente um número muito maior de pessoas e que não é possível de contabilizar.

Para além dos contributos científicos para a astronomia, Os resultados do CoAstro revelam, para os professores do 1º ciclo, aumento de conhecimentos da área da astronomia e dos processos envolvidos na produção de conhecimento. Houve ainda uma alteração nas suas atitudes e crenças em relação à astronomia, bem como um aumento na qualidade das suas práticas de divulgação científica.

Para astrónomos e profissionais da divulgação, o CoAstro contribuiu para a alteração da perceção que tinham da classe profissional dos professores. Por outro lado, consideraram que o trabalho desenvolvido reforçou neles a perceção sobre a importância e finalidades das práticas de divulgação, promovendo novas competências comunicacionais e novas formas de estruturar essas mesmas práticas de divulgação.

Para o investigador do IA e diretor do Dep. de Física e Astronomia da FCUP, Mário João Monteiro: “este projeto, enquanto estudo de caso, foi importante ao permitir explorar a forma como comunidades distintas – divulgadores, investigadores, professores – podem colaborar para benefício de todos os envolvidos, tendo ainda um impacto significativo nas comunidades ligadas a estes profissionais. A Astronomia pode efetivamente ser um bom ponto de partida para reforçar o papel e a importância da Ciência na sociedade através de um projeto de Ciência Cidadã com características muito particulares”.
Imagens e vídeo em alta resolução disponíveis em: https://tinyurl.com/IA-CoAstro

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Prorrogada a declaração da situação de contingência

 

Comunicado do Conselho de Ministros de 24 de setembro de 2020

 1.  O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que prorroga a declaração da situação de contingência em todo o território nacional, no âmbito da pandemia da doença Covid-19, até às 23h59m do dia 14 de outubro de 2020.

 

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Caso positivo de covid-19 numa escola implica fazer «gestão do risco» mas não justifica isolamento da turma

 

Caso positivo de covid-19 numa escola implica fazer «gestão do risco» mas não justifica isolamento da turma

O primeiro caso positivo de covid-19 identificado ontem entre os alunos da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, levantou algumas dúvidas sobre os procedimentos a seguir. Foram realizados testes aos contactos considerados de risco identificados pelo jovem e os restantes elementos da turma a que pertencia o aluno prosseguiram com as actividades lectivas. «Foi feita uma análise ao percurso do aluno e identificados os contactos mais próximos», explicou ao TB, o delegado de saúde, José Valbom.

Os colegas referenciados pelo aluno foram contactos que aconteceram em «períodos em que não se consegue estar com máscara ou porque almoçaram juntos ou estiveram na explicação». Caso haja algum resultado positivo será «aberto um segundo anel de observação» e assim consecutivamente «as vezes que forem precisas».

O delegado de saúde da Guarda, José Valbom, explicou ao TB que não se justifica ter a comunidade escolar parada e do ponto de vista «epidemiológico também não é eficaz». «A comunidade escolar precisa de vida. Deve continuar a sua actividade. É um grupo pouco vulnerável». Além disso, José Valbom sublinha que é suposto que comunidade educativa adopte as medidas correctas. «Se houver comportamento de risco numa sala de aula em que esteja o professor é porque alguma coisa falhou. A comunidade escolar tem de se auto-responsabilizar e não pode ter comportamentos de risco», aponta.

O delegado de saúde reitera a necessidade de cumprir o plano de contingência das instituições, como o uso de máscara, cumprir a etiqueta respiratória e o distanciamento social e reduzir os contactos ao mínimo entre professores e alunos.

José Valbom diz ter «confiança» na comunidade escolar e que «os professores são pessoas diligentes e competentes e penso que isso está a ser feito». «Penso que os pais devem ter também essa expectativa sobre a comunidade escolar. Estou convencido que no ambiente de turma não há comportamentos de risco», reforça.

José Valbom sublinha que outras situações venham a acontecer e que o risco «é global». O delegado de saúde refere que os pais e a comunidade em geral «está com ideia pré-definida que este problema se resolve com a separação», mas esta fase, sublinha, «não se vai resolver com a separação física». E avisa que não é a autoridade de saúde local ou regional que vai decidir encerrar uma escola. «Tem de ser uma decisão do Ministério. E é altamente desaconselhável privar os miúdos do seu meio ambiente natural», sustenta.

Sempre que surge um caso positivo numa escola é necessário fazer «a gestão do risco» e analisar «porque cada caso é um caso», explica José Valbom. E as medidas que se tomam num caso identificado num lar são diferentes das de uma escola. «Num lar as pessoas são altamente dependentes e vulneráveis. Numa escola estamos a falar de um grupo que é muito resistente a este vírus». O delegado de saúde sustenta que «parar uma comunidade escolar não é gestão de risco. É uma medida cega de intervenção». «A probabilidade de adoecer e as sequelas são radicalmente diferentes», sublinha José Valbom.

 

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Workshop Online – Desenvolvimento da Competências Sócio Emocionais Baseadas em Mindfulness

 

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