Essa devia ser a reivindicaçâo central dos professores e do setor da educação em geral. Não morder os iscos das outras questões segmentadas, que são importantes, fazem gastar energia, mas não tocam a todos.
Querem unidade? Falem de salários.
De recuperação do valor da carreira, de compensação das perdas da inflação e de reposição proporcional face ao salário mínimo.
Todos trabalhamos para receber salário e temos salário porque trabalhamos. É óbvio, mas temos de tirar a conclusão nas discussões sobre o trabalho.
Os horários incompletos são mais suportáveis se forem melhor pagos. As vagas do 5º e 7º escalão são problema porque prejudicam melhor salário. As horas a mais de trabalho são discussão porque não são voluntárias e não são pagas. A colocação longínqua podia ser aceitável, se paga.
O discurso missionário sobre educação tem de ser combatido com a ideia simples: querem trabalho educacional, façam o que fazem noutras áreas e paguem o valor justo.
Em termos agregados, Portugal gasta menos que a média da UE em educação. Porque os políticos que representam o patrão (o povo português) acham que a educação não deve ser despesa prioritária, embora batam com a mão no peito a falar da sua importância.
Tudo pode ser discutido mas, primeiro, tem de ser discutido o preço justo do trabalho.
Por isso, a discussão do tempo de progressão perdido não deve ser esquecida.
Do PIB português quanto se vai reservar para financiar o futuro, através do justo pagamento a quem escolheu ensinar e ser educador?
Educação são pessoas a trabalhar. São “recursos humanos”. E se acham que recursos gastos em educação são caros, experimentem a ignorância.
E isso é dito simplesmente: quanto vale o nosso trabalho? Quanto nos pagam para dedicar a vida a educar?
Quanto vão gastar os portugueses a financiar uma educação de qualidade? Isso será o nosso salário.




21 comentários
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Caro, Luís Braga,
“Querem unidade? Falem de salários”, correto mas absolutamente insuficiente (este Luís “insuficiente” parece uma versão nova…).
Quere(m) unidade fale(m) de salário, democracia e liberdade. Tudo o que é NEGADO aos professores e às escolas. O ambiente é pidesco e cheiro fétido, não nada para comemorar em cada 25 de abril. Ou será que ficaria/ficará feliz com um Putin no poder desde que você seja bem pago?
Eu NÃO.
Eu acho tanta graça a estes comentários torcidos…. Diga ao que vem …. Não use meias palavras… Tenha coragem de não se esconder nas meias palavras e insinuações…..
Excelentíssimo, Luís Braga,
o meu comentário nada tem de “torcido”, nem contém qualquer insinuação, é muito objetivo. Liberdade, democracia e salário, por esta ordem. Se vê nisto algo de “torcido”, então é vossa excelência que terá alguma “agenda escondida”.
Concordo! É preciso não castigar os professores… obrigá-los a imenso trabalho de casa, Exmo Senhor, esquece-se que os professores têm família. A sua frustração é o salário… más a democracia precisa – se! Ser companheiro dos colegas, perder o mau feitio, como afirmou na TVI, que tem muitos processos em tribunal e que ganha sempre! Lamento que os professores tenham medo de si!
Não conheço o dr. Braga, mas parece muito “popular” entre os colegas …
Conheço, no entanto, muitos assim.
Pelos estudos serão mesmo a esmagadora maioria.
https://capasjornais.pt/Capa-Jornal-Publico-dia-12-Agosto-2018-9909.html
Concordo plenamente!
Salários
Nas negociações, estão “em cima da mesa ” duas propostas:
Proposta 1 – diferenciação de carreiras e salários, conforme: a) o nível de ensino; b) o “conteúdo funcional” de cada disciplina . (lembram os negociadores que nestas duas “variáveis” já existe diferenciação no que respeita ao tipo, exigência científica, duração etc. das habilitações académicas exigidas em cada daquelas alíneas).
Proposta 2 – Carreira e tabela salarial IGUAL para todos – da creche à Universidade. ( Somos todos iguais, trabalhamos todos para o mesmo – argumentam os acérrimos defensores desta proposta) .
Professora de português, licenciada numa universidade, há 22 anos. Contratada há 3 na mesma escola TEIP, mas o sistema continua a afirmar que não precisa de mim. Com níveis distintos, cuja exigência intelectual e emocioal é avassaladora. Diretora de turma, professora PLA, português lingua de acolhimento, à noite, sem.por isso receber nem mais um centimo. Sou totalmente a favor de uma distinção de salários, deixemo-nos de hipocrisias.
Concordo plenamente! Os professores do 1ºciclo devem receber muito mais do que os outros! Pois ensinam, os outros “dão” aulas!…. É como dizem: “com o trabalho dos outros posso eu bem”… Ah! Sou professora de português, matemática, ciências, expressões, licenciada há 24 anos numa ESE.
Maria a outra Maria vem cá sempre com a mesma lengalenga…
Se na realidade querem fazer distinção entre ciclos comecem logo pelas horas efetivas de aulas com os alunos.
A definição de hora em Portugal para uns é de 60 minutos e para outros apenas 45.
Depois alguns trabalham 5 dias por semana sem dias de folga nem redução de horário enquanto outros não…
Feitas as contas alguém está a ser nitidamente prejudicado.
Na lógica das ditas disciplinas “importantes” qual vale mais? A aula de Filosofia da prof. Maria que ensina os seus alunos a ver o mundo por diferentes perspetivas ou a aula de geometria descritiva do prof. Afonso que ajuda a ver o mundo pela perspetiva cavaleira? Ou será aula de História do prof. Casimiro para nos ensinar os erros do passado que não devemos repetir no presente/futuro.
Tudo isto é tão ou mais importante do que ensinar um aluno as primeiras letras, ensiná-lo a ser um cidadão às direitas, que distingue bem do mal, o certo do errado?
25 anos de serviço e ainda conheço muita gente cheia de teias de aranha na cabeça que acha que ainda trabalha em liceus e que os outros são subalternos. Gente que pergunta aos professores que o sistema insiste em não contratar definitivamente se são colegas ou contratados. Na realidade são verdadeiros professores, já quem lhes pergunta tenho muitas dúvidas.
o dobro ainda seria pouco para aturar esta merda
Caro LSM – várias vezes estivemos em desacordo. Desta vez, subscrevo. E na verdade , com melhores salários tudo se resolveria, e com horários completos para contratados e maior estabilidade para estes e entrarem na carreira já que são necessários. Parece que ninguém pensa nisso.
Quanto à MPD, seria curioso saber a sua opinião se agora acha fantástica a alternativa que estão a “oferecer”. ERS
Subscrevo!
É verdade. A ckasse professorinha tem que se unir. E nao esperemos que sejam as storinhas do 8.9.10 escalao que vao lutar por nos. Essa gente esta de barriga cheira. Moram a 2 passos de casa. Teem horarios reduzidos. E ainda dizem ter um lugar marcado na salas de profesdores. Sao muitas vezes os q andam com os firetores ao colo. Nesta profissao outro probblema, q convem ao governo, sao esses diretores. A maioria deles nem pra professores servem. Se poderem estao sempre a estragar a vida aos subalternos. VALORIZACAO DOS SALARIOS SIM. MAS DO LIQUIDO. O INLIQUIDO É UMA RATOEIRA.
CARO DOUTOR BRAGA;
Vou acompanhando por aqui os posts e no caso deste , tenho que concordar com o DR.
Apenas gostava que além de tudo que considerou no post , nao tivesse uma adenda destas:
– eleição do diretor ( não aprecio o termo , visto ser um termo que me recorda a PIDE-ou a DGS , e que seja uma eleição por sufrágio universal direto , e não por um consílio de personas imaculadas , e escrevo isto tendo já sido eleito para tal consilio que rapidamente pedi a exoneração .
Não acha vossa excelencia que era uma medida excelente ?
– outra medida que penso ser importante :
que a lei fosse clara ; em que todos os membros da SAAD, CONSELHOS PEDAGÓGICO , AVALIADORES INTERNOS E OU EXTERNOS fossem responsabilizados cível e criminalmente pelos atos praticados no caso de serem danosos e com fundamentações que nem a Deus lembra.
De resto como escrevi estou 100% de acordo com vossa exclencia.
P.s. alguém aqui escreveu que o DR não falou na MPD está enganado esse colega , o (a)colega desconhece que todos os docentes MPD que foram colocados na escola ABELHEIRA tem 35 h de serviço.
quem não leciona turmas logo trabalhava as 35h e MUITO BEM.
Tavez por isso tivessem deixado de concorrer para a dita escola.
RESPEITOS CUMPRIMENTOS
–
Na escola ABELHEIRA quem não leciona turmas trabalha as 35h e MUITO BEM
35 horas sempre cronometradas ao micro segundo?
Trabalha 35 horas quem não tem componente letiva ou não aceita a que há.
E a cronometragem é com relógio de sol…..
Esperemos que a cronometragem não seja antes feita com o relógio do Rei Sol!
por lei serão 28 ou 29 tempos pois continuam a ser professores e a terem horários por minutos.
depois, quem está por mpd por si, e não por familiares tem mesmo direito a não ter que ter componente lectiva – como os directores não confiam e não têm acesso a saber quem é o quê, exigem mais um relatório médico que são obrigados a aceitar se reitera que a pessoa não está em condições de dar aulas. basta ir à dren ou o que agora lhe é equivalente e falar com o Dr Sérgio Afonso.
De resto, ter outras funções está na lei, seja dar apoios, tutorias, biblioteca ( a trabalhar a sério), ajunto da direcção, verificar atas, o que seja.
p.s
em caso de algum docente querer contraditorio nao tem problema estou ao dispor
[email protected]
ou 919979096.
respeitosamente
queres dinheiro vai ao totta