Mais novos saíram prejudicados com o ensino à distância

 

Estudo do Conselho Nacional de Educação revela que a pandemia acentuou desigualdades já existentes. Ensino Superior faz balanço “muito positivo” de adaptação

Covid-19: mais novos saíram prejudicados com o ensino à distância

O Conselho Nacional de Educação (CNE) avaliou, a pedido do Parlamento, os efeitos da pandemia na educação e concluiu que perto de “23% dos alunos poderão não ter participado com a devida regularidade nas tarefas escolares durante o ensino à distância, no primeiro confinamento”. No entanto, de acordo com o jornal “Público”, as dificuldades não foram sentidas da mesma forma, refletindo as já existentes desigualdades entre os contextos socioeconómicos das escolas e entre regiões. Já os mais novos demonstraram que “foi mais difícil aprender à distância do que presencialmente”.

“Mais de três quartos dos alunos participaram regularmente nas tarefas escolares”, mas “2% dos alunos não participaram em qualquer atividade escolar durante o primeiro período de encerramento”. Contudo, a situação é pior se considerarmos as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), situadas em zonas de maior carência: a percentagem de alunos que não participou em qualquer atividade escolar sobe para mais de 5%.

Segundo o inquérito da CNE, “70% dos professores notaram o aumento das dificuldades de aprendizagem, sobretudo os do 1.º ciclo do ensino básico (76%)”. Quando ao ensino superior, a adaptação foi “muito positiva”.

 

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