Professores (e outros) morrem à espera de atestado multiusos
Mais um caso em que o Sistema Nacional de Saúde e o governo português falharam e deixaram que uma mulher perdesse a vida, sem os devidos cuidados médicos e descanso necessários. Ana Margarida Lopes não resistiu um cancro de mama.
Era natural de Viseu e sempre foi professora. O seu cancro espalhou-se por todo o corpo e já estava muito mal de saúde: “Estou há uma semana sem sair do quarto. Estou a receber oxigénio”. Deixou uma bebé de um ano e meio e um marido.
Susana Gomes, de 44 anos, também doente oncológica, conta as últimas palavras da amiga: “A mim já me vão levar o atestado ao caixão”. “Nesse dia, ela estava alegre, mas conformada que não iria ter o atestado. Demos um abraço forte e senti a sua revolta. Para a Ana Margarida foi o fim de uma luta, mas ela agarrou-se sempre à vida, pelos filhos e pelo marido”.
“Eu estou à espera do atestado desde maio. Nos meses que mais sofri, o Estado não me ajudou e continua sem o fazer”. As duas não tiveram direito aos atestados devido às pandemia da COVID-19, quando o governo suspendeu as juntas médicas.
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2 comentários
RIP…
A nossa civilização está assim… Se dependesse do PAN, mais depressa teria apoio do SNS um qualquer animal… Do BE, qualquer LGBTQI+++ teria prioridade… E os restantes a dizerem que está tudo bem!
Pre-con-cei-to? Horrível, para uma “professora”… Espero que não sejo o ódio e medo ao “diferente” que passa nas suas aulas.