As Escolas Ubuntu inserem-se no âmbito do plano de recuperação da aprendizagem do Ministério da Educação e no presente ano letivo, pela primeira vez, todas as escolas se podem candidatar a esta ferramenta de trabalho.
Para já, estão envolvidas cerca de 350 escolas, o que representam 50% do sistema, em 150 concelhos do país.
“Esta é uma iniciativa que o Ministério da Educação apoia para as escolas públicas que, voluntariamente, decidam aderir. E acreditamos que muitas mais vão aderir”, disse Rui Marques.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, afirmou que o Ubuntu “tem muitas provas dadas de eficácia na promoção do bem-estar e do envolvimento dos próprios alunos”.
“Por isso, estamos a fazer esta parceria, permitindo que todos os agrupamentos que desejem adiram a este programa tão transformador”, referiu.
E acrescentou: “Sabemos que, para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem se devem a obstáculos em gerirem as suas emoções, em se relacionarem consigo e com os outros, com consequências na autoestima, na confiança e no controlo das atitudes”.
“Quisemos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, dar um impulso grande ao trabalho sobre competências sociais e emocionais, apoiando os professores tutores das escolas, tanto mais que uma das grandes faturas da pandemia está ao nível da perturbação das emoções”, prosseguiu.
O método Ubuntu passa pelo aprofundamento do conhecimento de si e das suas capacidades e forças — os três primeiros passos — seguindo em direção ao outro — os dois últimos passos, numa dinâmica perpétua e circular, onde se volta sempre ao centro de cada um, para poder ir ao encontro do outro de forma renovada e melhorada.
Segundo Rui Marques, esta é uma ferramenta com resultados positivos comprovados na promoção do sucesso escolar, no combate ao bullying, entre outras áreas.
Os resultados expectáveis passam por “uma comunidade educativa, quer do lado dos educadores Ubuntu, quer dos jovens participantes nas academias, que seja capaz de cuidar melhor — de si próprio, dos outros e do planeta — tanto na dimensão da liderança servidora, como na dimensão da construção de pontes. Uma comunidade mais inclusiva, que promova o pleno desenvolvimento de todos e qualquer um dos seus elementos, uma comunidade mais solidária, mais humana e capaz de avançar para os desafios que sempre estarão no seu caminho”.
A primeira fase, em curso, está a formar 1.700 formadores, seguindo-se as semanas Ubuntu, com grupos de vários alunos, que realizam todo o trajeto, que começa pela liderança com Nelson Mandela, e por último a criação dos clubes Ubuntu nas escolas, aos quais cabe pôr em prática estes princípios, através dos planos de atividades da escola.
O método Ubuntu aposta no desenvolvimento de cinco competências centrais: Autoconhecimento, autoconfiança e resiliência, a empatia e serviço.
A Academia de Líderes Ubuntu é um espaço onde se privilegia a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos participantes, promovendo outras competências, como o trabalho de equipa, o pensamento crítico e autorreflexivo, a comunicação, a resolução de problemas, entre outras.




13 comentários
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Quando é que o governo faz o descongelamento salarial na carreira dos professores?
Mudei de escalão mas não de salário.
Isso é que é prioritário e não merdices de ubuntos …
Boa!
Ou seja, enquanto em países como a China ou Singapura se trabalha e aprende, por cá continua o circo. Depois admiram-se, ou fingem, quando o país mantém desempenhos miseráveis em diferentes áreas.
Isto vai de mal a pior. Esta gente não sabe mesmo o que anda a fazer, escolas incluídas. Sempre atrás do acessório.
Ubuntu já faz o ministério, mas só para ele!
“Eu sou porque eu sou”, tu, zeco de caca, não tiveste pandemia nem emoções, por isso trabalha, sê viluntário à força porque “eu que sou” não te pago, congelo-te, roubo-te tempo de serviço, ultrapasso-te pelos reposicionados e não abro plataformas para receberes o teu salário, mesmo que tenhas mudado de escalão!
Além disso, ainda te grelho com maias, obrigo-te a passar todos os alunos, a contorceres as articulações com artrose e a ler zurrapa de arianismodominguistacostico!
Querido ME, mete o umbuntu no…
Congelador!
Reciprocidade?! Liderança servil?!
Isto merece que todos entrem em zelo relativamente ao que é ensinar. Só ensinar os programas, como eram e com exigência! Tudo ao mesmo tempo. Que se lixem os projetos, a ADD e a competição entre pares, a flexibilização, o maio e o ubuntu!
Dê o exemplo, caro MÉ!
Independentemente do Ministério da educação estar envolvido ou não, eu também sou contra a situação na educação. Mas é mesmo outro “departamento”.
Só quem passa pela experiência em direto é que sente a diferença, nestes jovens.
Quem faz a formação como eu fiz e depois a replica com centenas de jovens, é que sentimos e vemos que dentro deste “sistema” que nos sufoca, algo nos jovens desperta e dá-lhes animo.
Todos, mas todos precisávamos de experiências desta natureza, para além das politiquices que nos “inundam” por todo o lado.
Formadores/professores (Ubuntu), tentam fazer a diferença, ao falar de sentimentos, emoções, abertamente e sem serem lamechas com os jovens, para além das aprendizagens….
A organização está muito bem orientada e todas as formações que fazemos ‘on-line’ ou presencial, deviam ser assim, mesmo as das nossas áreas específicas. Os formadores que nos dão formações das diversas áreas, podiam aprender a dar formação em Matemática, FQ ou português, com base nesta metodologia. Tal a possibilidade de se aplicar a tudo…
Por isso, para lá das frustrações como profissional docente e do não reconhecimento do nosso trabalho por ninguém, ainda bem que sou formadora Ubuntu. Agradeço a experiência e a possibilidade de ver os mais pequenos, saírem dessas experiências com ar de “estou pronto para a luta…venham eles…” e isso é impagável.
É assim mesmo Clementina! Dá-lhes! Insufla-os de confiança, motivação, auto-conhecimento, resiliência e auto-estima, para serem bons líderes servidores (a expressão não é minha) nas três dimensões do eu, eu-outro e eu-mundo! Muito bom! Está tudo certo, venham daí os Mandela’s e os Gandhi’s deste Novo Mundo Pós Moderno.
Mas… já agora, se houver um Ubuntu que os ensine a ler, escrever e contar, não te esqueças de os levar também! Andam um bocadinho necessitados.
Ubuntu , mais um tacho €€€€ para amigos darem formações e livros.
Tachistas de meeeerda.
Não há palavras. Mas há “clientes” para todo o tipo de banha da cobra.
Já agora, 350 escolas não representam 50% das escolas do país. Já a “geografia” da Academia de Líderes Ubuntu (cuja “equipa” e “Conselho Científico” me levantam certas reservas) coloca-nos ali bem a par dos países mais subdesenvolvidos em termos educacionais.
Temo turmas tipo turmas do Ensino Vocacional de má memória, só com um nome à século xxi.
Gosto mais do ubuntu-linux, como sistema operativo!!! É muito mais fiável em relação a tantas tretas que tentam enfiar pela Escola “adentro”, tudo é apresentado como: positivo, transformador, milagreiro…formações fantásticas, dizem! Continuem…Tretas ….e mais tretas…
Mas com estas “tretas”, muitos se vão safando com os dinheiros do Programa de Recuperação e Resiliência. Essa é que é essa! Projetos “inovadores” vão ser paletes deles (sobretudo dos amiguinhos do regime).
Em vez de ubuntu porque não ensinar as crianças a lutar ? A maior parte é mariquinhas e muitos pais não têm dinheiro para aulas de Boxe ou Krav Maga .
Há subsídio para as peofessoras comprarem as capulanas?