O João é professor, apesar de ter partido ensina-nos que temos que aproveitar cada momento, porque, tal como ele, podemos partir a qualquer momento.
O João andava contente, finalmente iria chegar a sua oportunidade em agosto de se dedicar a ter tempo. Tempo para fazer aquilo que mais gostasse, para aproveitar a vida, para passear, para ler um jornal, lenta e calmamente na mesa de um qualquer café ou banhado pelo Sol de primavera sentado num banco de jardim. O João atingiria a idade de aposentação em agosto. O COVID-19 chegou primeiro que a aposentação e retirou-lhe o descanso em vida, retirou-lhe o direito de observar a vida a passar lenta e ociosa.
O João deu a sua vida à educação.
Hoje estamos de luto, perdemos o João.
Pensem nisso.
(João é um nome fictício para proteger a verdadeira identidade do nosso professor)




10 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Mas eu conheço mesmo esse João….
E eu também conheço esse João que se transformou numa estrela brilhante no CÉU…
Verdade , cada vez mais temos que aprender a viver o aqui e agora.
A minha homenagem sincera a todos os Joões que por estes país travam uma luta desigual, perante uma tutela desumana, que oferece condições de “um metro se possível” e 3 máscaras de tecido tipo 3. À família deste colega, um abraço apertado, neste momento, incomensurável de dor.
Os bandidos que destruiram a esperança de atingir a aposentação de acordo com as conquistas de abriil e de muitos abriles, deviam ser assombrados todos os dias, todo o dia, pelos fantasmas de todos os que durante dezenas de anos tinham uma meta e depois lhes foram adicionados mais dez anos de serviço. Sócrates, mionistros da educação e sindicalistas da CGTP apodreçam nos confins do inferno mas, antes disso, possam sofrer as dores de todos os que se finaram antes de terem a possíbilidade de gozarem uns dias, meses ou anos de paz e tranquilidade.
Concordo plenamente consigo. Que assim seja, que ardam no inferno e sofram muito em vida.
———–
—————————-
O João possivelmente esteve até ao ultimo momento a arrastar-se para não ser penalizado em termos de reforma.
Muitos Joões ainda acreditam que se vão aposentar com o ultimo Ordenado, mas estão profundamente enganados porque o valor da Aposentação é, grosso modo, uma Média Aritmetica de todos os Vencimentos auferidos ao longo de todos os anos de trabalho.
Muitos Joões (infelizmente) continuam a acreditar no Menino Jesus, mas estão ENGANADOS.
Este João queria (possivelmente) que o valor da sua Aposentação não fosse penalizado em um centimo. Equivocou-se, porque nem sequer a Aposentação teve direito. Partiu com o COVID.
É Triste. Mas a vida é assim…..há um velho ditado que diz: “quem tudo lo quer, tudo lo perde”…..neste caso verificou-se……
Muitas vezes, mais vale sair com um valor de aposentação com algum tipo de penalização e vir gozar o resto do tempo sem ter que se ARRASTAR pela escolinha……mas, cada um faz as suas opções…..é a vida….
Paz á sua Alma!
————
———————————
Eu conhecia este João. Era da minha terra. Conhecia-o desde rapaz…
Este João não se arrastava, gostava do que fazia. O Atento está desatento.
Paz à sua alma!
Então não há nada a lamentar, exceto a morte, como é evidente. Ou seja, ou gostava do que fazia, que era ensinar, e lamentaria a saída da profissão, ou gostava mais de fazer o que esta escrito no texto e, então, nesse caso, já deveria ter saído há muito.
Assim sendo, a colocação do Atento é bem desenterrada.
Este João era um professor com paixao pela sua profissão. Tinha odo o direito de trabalhar até quando ele queria, esse assunto só a ele e à sua fzmia dizia respeito…E essa vontade e intenção deve ser respeitadz pelos colegas, pelo menos aqueles de verdadeiro sentimento.
João, lá onde estiveres que a tua alma repouse junto dos Deuses pelo bem fizeste para o bem da Humanidade. Os sinceros sentimentos à familia.
Gil