Revisão das condições de trabalho dos professores do 1.º ciclo do ensino básico e dos educadores de infância – SDPA

Revisão das condições de trabalho dos professores do 1.º ciclo do ensino básico e dos educadores de infância em situação de equidade com os pares

A singularidade do exercício das funções dos docentes do 1.º ciclo do ensino básico e educadores de infância deve suscitar medidas de compensação do desgaste específico a que estes profissionais da educação estão sujeitos, pela especificidade da atividade que desempenham de trabalharem com crianças em idades muito precoces, pouco autónomas e com um grau de exigência ímpar, de entre as quais o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores invoca as seguintes:
– O horário semanal de trabalho dos docentes em apreço carece de uma revisão da distribuição do tempo de trabalho entre a componente letiva e a componente não letiva;
– Direito a uma redução do horário letivo por idade e tempo de serviço em condições de equidade com os docentes de outros ciclos e níveis de docência;
– Gratificação aos docentes titulares pelo desempenho de funções de direção de turma;
– Condições específicas de aposentação.

É tão legítima, possível e vantajosa para todas as partes a adoção destas medidas que ninguém tem a perder – e muito podem ganhar – pelas repercussões decisivas na atratividade da profissão, no estatuto profissional e social, na autoestima e na motivação e na qualidade da
educação.
Assim, a componente letiva dos docentes na educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico deverá ser fixada em equidade com as unidades de tempo letivo dos restantes docentes.
A componente não letiva de estabelecimento dos docentes na educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico fixada numa única hora é manifestamente insuficiente pelo que deverão ser fixadas em similitude com os demais níveis de docência e destinarem-se ao desenvolvimento de atividades colaborativas e de articulação pedagógica, atividades colaborativas de desenvolvimento do projeto educativo e reuniões.

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17 comentários

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    • Aurélio Bogalho on 15 de Outubro de 2020 at 9:27
    • Responder

    De acordo. Mas quando as reformas destes professores (comparativamente) eram maiores do que os restantes professores dos outros ciclos e a sua formação se limitava ao 5ºano e magistério primário e por arte mágica ficaram com uma licenciatura, aí havia equidade ?
    Peço desculpa…mas….

      • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:42
      • Responder

      Temos velhos do Restelo? E as licenciaturas do Bolonha . E os mestrados que agora toda a gente tem? Os tempos evoluem e as pessoas têm de acompanhar. Ou então, como naqueles tempos haviam injustiças, agora vamos fazer os seus descendentes pagar eternamente só porque sim, até o Equilíbrio Cósmico ser estabelecimento. Olha que novidade até já nem temos Estado Novo.

    • Cury1 on 15 de Outubro de 2020 at 12:36
    • Responder

    Aurélio Bagulho, tem toda a razão. Acresce o facto de que, com essa “licenciatura’ terem progredido e até ultrapassado milhares de professores licenciados. Foi um Bodo aos pobres ( not).

    • Falcão on 15 de Outubro de 2020 at 13:02
    • Responder

    E quantos se reformaram no topo da carreira aos 52 ou 53 anos? Tb havia equidade?
    Não gosto muito de atirar profs contra profs (ou educadores), mas convém que todos tenham a noção exata das dificuldades e especificidades de cada ciclo de ensino antes de começarem a comparar-se e a dizer que são muito injustiçados. Eu duvido mesmo muito que um colega do 1º ciclo trabalha mais do que eu, considerando todas as obrigações que temos e todo o trabalho que nos é exigido ao longo de todo um ano letivo. E por aqui me fico porque reconheço e respeito o trabalho de todos.

      • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:44
      • Responder

      É isso mesmo . . . vamos castigar todos os descendentes desses Professores até à 10 geração, para Equilibrar o Cosmo.

    • Águia on 15 de Outubro de 2020 at 17:45
    • Responder

    Artigo 79º do Estatuto da Carreira Docente

    2 — Os docentes da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico em regime de monodocência, que completarem 60 anos de idade, independentemente de outro requisito, podem requerer a redução de cinco horas da respectiva componente lectiva semanal.
    3 — Os docentes da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico que atinjam 25 e 33 anos de serviço
    lectivo efectivo em regime de monodocência podem ainda requerer a concessão de dispensa total da componente lectiva, pelo período de um ano escolar.

    Onde está a equidade aqui?

      • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:45
      • Responder

      Se é tão bom . . . concorra ao 1.º ciclo. Até o desafio a isso.

    • Rui on 15 de Outubro de 2020 at 19:17
    • Responder

    Não percebo continuarem a bater nesta tecla da injustiça, os docentes do 1º ciclo estão favorecidos em relação aos outro níveis, educadores de infância então nem se fala, só pode ser complexo de inferioridade. São profissões diferentes esqueçam isso. Quando muito deveriam os professores do ensino secundário reclamar, esses sim injustiçados em relação aos outros ciclos, são níveis muito mais exigentes e de maior responsabilidade, ao nível da preparação das aulas, do trabalho em casa, reuniões, avaliações, tudo… E corrigir exames nacionais de borla nas férias também querem?
    Agora tempos para trabalhar o projeto educativo e articulação pedagógica no pré-escolar… não me façam rir.

      • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:45
      • Responder

      Se o 1.º ciclo é bem melhor que os outros, porque é que não o vejo a concorrer para esse nível?

      • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:46
      • Responder

      Se o 1.º ciclo é bem melhor que os outros, porque é que não o vejo a concorrer para esse nível?
      Até o desafio a experimentar 1 ano letivo

    • Maria Simões on 15 de Outubro de 2020 at 19:45
    • Responder

    Santa Ignorância!!!

    • António B. on 15 de Outubro de 2020 at 20:14
    • Responder

    “Dividir para reinar”. Acredito que os professores “secundários” conheçam este ensinamento secular e infalível.

    • Fartinhadeles on 15 de Outubro de 2020 at 21:41
    • Responder

    Õ 1.º ciclo é tão bom que os colegas dos outros ciclos nem em coadjuvação lá querem estar.

    • Maria Simões on 15 de Outubro de 2020 at 21:47
    • Responder

    Lamentável este discurso de professores para professores. É por isso que a opinião pública nos arrasa. Como os compreendo, ao ler isto! 🙁

    • ACard on 16 de Outubro de 2020 at 0:23
    • Responder

    É triste ler o que se escreve…quando se quer opinar é melhor saber do que que fala!!! Só posso dizer: falam muito e não dizem nada de jeito…com tanta escolaridade …queria ver os “secundarios” numa sala do 1.CEB 5 h por dia!!!!

    • Domingos on 19 de Outubro de 2020 at 11:54
    • Responder

    É lamentável, diria mesmo muito baixo, atacarmos os outros apenas com a pretensão que não consigam aquilo que reivindicam… se algum professor dos 2.º e 3.º ciclos entender que está prejudicado em relação aos do 1.º ciclo, pois muito bem, que faça as suas reivindicações, mas sem por em causa aquilo que os professores do 1.ºciclo defendem… devíamos entender que somos todos uma classe, embora, cada grupo tenha as suas especificidades… eu não posso opinar sobre as condições de trabalho dos 2.º e 3.º ciclos, assim como os professores dos 2.º e 3.º ciclos não podem opinar sobre as condições de trabalho destes… talvez, apenas o possam fazer aqueles professores que já lecionaram os vários graus de ensino… ( e mesmo neste caso, nem sempre são opiniões imparciais)… Cada grupo de ensino que faça as reivindicações que entender… é um direito de todas as classes de trabalhadores ( pelo menos, enquanto vivermos numa sociedade democrática)… ninguém tem o direito de contrapor… apenas o governo poderá dar ou não razão ao reivindicado.

    • Faroia on 20 de Março de 2022 at 20:57
    • Responder

    Ocasionalmente este assunto volta à baila.

    Sou Professor do 1.º ciclo e do 2.º ciclo, sei falar dos dois assuntos porque passei por ambos. Aquilo que os Docentes do 2.ºciclo passam é muito diferente, do que passam os Docentes do 1.ºciclo.
    Só pelos desafios que cada nível tem de passar, não pode haver equidade:
    – Os Professores do 1.ºciclo são o bode expiatório dos docentes do 2.ºciclo, se alguma coisa está mal com um aluno, a culpa é “do professor primário”.
    – As Direções de Turma normalmente são dadas aos mancebos, mas no 1.ºciclo, cada docente é o DT da sua turma.
    – No 2.º ciclo os Docentes têm várias turmas para dar a sua disciplina, no 1.ºciclo os Docentes têm todas as disciplinas para dar à mesma turma . . . é que estamos a falar da mesma turma do inicio ao final do dia . . . os mesmos. No 2.ºciclo temos direito a não gostar de uma turma, porque depois aparece outra diferente, que já corre melhor.
    – No 1.ºciclo todos os anos nos dão direito a ter contacto com os Encarregados de Educação. No 2.ºciclo nem sempre é preciso.
    – No 1.ºciclo temos vários níveis na turma, por vezes até vários anos na mesma turma. No 2.ºciclo a diferenciação pedagógica já não é tão acentuada.
    – E para terminar, porque isto não é um trabalho de mestrado (que não tenho, porque só sai com licenciatura), todos os Professores de Variante que conheci no 1.ºciclo, fugiram para o 2.ºciclo . . . e só me conheço a mim, como Docentes de Variante e ficou no 1.ºciclo.

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