Cortes acima de 50% no ensino artístico especializado

 

Escolas contestam cortes acima de 50% no ensino artístico especializado

Já com os alunos matriculados e as turmas organizadas, as escolas e conservatórios de música e dança ficaram a conhecer o montante de financiamento pelo Ministério da Educação. Em Leiria, há cortes acima de 50% e os dirigentes do Orfeão e da SAMP, duas instituições sem fins lucrativos, dizem estar em curso a decapitação do ensino artístico especializado numa cidade que é candidata a capital europeia da cultura e foi recentemente aceite na rede das cidades criativas da Unesco.

No Orfeão de Leiria, 65 alunos estão matriculados e prontos para começar o quinto ano de escolaridade em ensino articulado, na área da música, mas o Ministério da Educação só financia 29 vagas, segundo os resultados do concurso, agora conhecidos.

Trata-se do maior corte no País, garante o presidente do Orfeão de Leiria, Vítor Lourenço: 80% na lista provisória de contratos de patrocínio com o Estado para o período 2020-2026 e 60% na lista definitiva, divulgada pela DGEstE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares “depois de as matrículas estarem feitas”.

“Se isto é válido para vários anos, com o número de alunos que nos estão a atribuir, a escola fica completamente desequilibrada em termos da sua função e da sua sustentabilidade para o futuro”, conclui.

 

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1 comentário

    • Alecrom on 9 de Setembro de 2020 at 12:20
    • Responder

    Pois…
    mas agora isso é gestão inteligente de recursos.
    Há uns anos era economicismo austeritário.

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