Sindicato anuncia pré-aviso de greve para os primeiros dias de aulas

 

Sindicato anuncia pré-aviso de greve para os primeiros dias de aulas

O Sindicato de Todos os Professores fez esta quarta-feira um pré-aviso de greve de docentes e funcionários para os primeiros dias de aulas caso não estejam garantidas condições de segurança que minimizem riscos de contágio de covid-19

Expresso

SOCIEDADE

Covid-19. Sindicato anuncia pré-aviso de greve para os primeiros dias de aulas

02.09.2020 às 12h55

MARCOS BORGA (MB)

O Sindicato de Todos os Professores fez esta quarta-feira um pré-aviso de greve de docentes e funcionários para os primeiros dias de aulas caso não estejam garantidas condições de segurança que minimizem riscos de contágio de covid-19

Em declarações à Lusa, o coordenador nacional do Sindicato de Todos os Professores (STOP), André Pestana, revelou que entregou pré-avisos de greve para os dias 14 a 17 de setembro, de forma a “garantir a segurança de alunos, professores e funcionários que vão regressar às escolas e que são mais de um milhão”.

As aulas começam entre os dias 14 e 17 de setembro, em plena pandemia de covid-19, tendo sido emitidas várias orientações por parte do Ministério da Educação (ME) e da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o funcionamento dos estabelecimentos de ensino, desde regras de segurança e higiene, até ao distanciamento e etiqueta respiratória.

No entanto, o sindicato entende que existem ainda três motivos que justificam o protesto: a falta de assistentes operacionais, o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores que englobem os grupos de risco e algumas das orientações emitidas para as escolas.

Neste momento, André Pestana diz não existirem condições para o início das aulas, mas espera que nos próximos dez dias a situação se altere e que as greves não avancem.

“Faltam assistentes operacionais. Já muitas escolas tinham este problema e, no atual contexto, com a intensificação das tarefas, nomeadamente no que toca a limpeza dos espaços, a situação agravou-se. Até ao momento ainda não houve um reforço de assistentes operacionais”, alertou.

A menos de duas semanas do início das aulas, os professores e funcionários que pertencem aos grupos de risco de covid-19 “continuam sem saber quais serão os seus direitos”, alertou o coordenador do STOP.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/09/sindicato-anuncia-pre-aviso-de-greve-para-os-primeiros-dias-de-aulas/

66 comentários

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    • greve on 2 de Setembro de 2020 at 14:26
    • Responder

    Obrigado, STOP. Espero que alarguem este pré-aviso de greve até ao dia 5 de outubro a todo o serviço docente, de modo a que cada um, possa fazer greve, nos dias que bem entender, fazendo, efetivamente, efeito. Só assim, passarão a ver-nos como uma classe a que têm que respeitar e que fazemos, falta.

      • Alecrom on 2 de Setembro de 2020 at 18:47
      • Responder

      A luta continua!

      Governo para a???

    • Atento on 2 de Setembro de 2020 at 14:34
    • Responder

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    ……………………………………………………………

    Parabéns ao Sindicato STOP por serem os unicos a intrepretar corretamente o Sentir dos Professores.

    Neste momento, com o António BOSTA (também conhecido pelo TORRESMO) a defender o Ensino Presencial é certo e sabido que Muitos Alunos, Funcionários e Professores irão Tombar em Serviço. É obvio que irão ter que contar os CAIXÕES….mas só isso não basta. É importante vir a RESPONSABILIZAR o António Bosta e o seu Governo (quer em Tribunais Nacionais como Internacionais) pelas MORTES que venham a ocorrer.

    Lembro que já MORRERAM vários Professores com COVID 19.

    Sei que Muitos colegas meteram já os papeis para a APOSENTAÇÃO, outros vão colocar ATESTADOS MÉDICOS……..mas só estes mecansmos não são suficientes……..

    O STOP deve colocar os pré-avisos de GREVE para todo o 1º periodo lectivo deixando ao criterio de cada um aderir ou não á GREVE.

    Bem Hajam!……..

    Obrigado!……

    …………………………………
    ………………………………………………………………………..

      • Su on 2 de Setembro de 2020 at 15:52
      • Responder

      Morreram professores, alunos e toda uma população afetada e não resistiu. Quem não pode trabalhar coloca atestado e deixa os novos trabalharem.

        • PipaII on 2 de Setembro de 2020 at 17:45
        • Responder

        Estamos numa de Seleção Natural?
        Se é assim os desprovidos de inteligência como o Su, deviam ser os primeiros a morrer, visto a esta ser a característica que distingue os humanos dos animais e que contribuiu para toda a sua evolução.

          • Su on 2 de Setembro de 2020 at 17:49

          Cara colega. Penso que tanto eu como a senhora podemos ser afetados e até morrer. A solução qual é para as pessoas de risco? Se tem alguma faça o favor de enviar a sua proposta ao governo.

          • Tu on 2 de Setembro de 2020 at 17:56

          Pessoas inteligentes como piball devem ter a fórmula certa. Ficam em casa e recebem o ordenado por inteiro e outros vão para a escola trabalhar e quem sabe contaminar- se. Solução perfeitas para pessoas tão inteligentes.

        • Ty on 2 de Setembro de 2020 at 20:59
        • Responder

        Qual ê problema meterem baixa se não podem trabalhar? Não percebo!!!!! Querem estar em casa e não fazerem nada? Alguns aposto que foram de férias e não se importaram com o vírus. Vão iniciar o ano letivo, já se lembram do vírus!!!!
        Já que criticam podem dar soluções!!’
        Fico à espera!

          • resposta on 3 de Setembro de 2020 at 11:32

          O problema é que a lei não permite meter baixa, na medida em que um doente crónico, não lhe é passada baixa, não estando em crise. E, neste caso, trata-se de uma proteção da lei aos doentes crónicos, porque se estes apanharem Covid-19, têm grande probabilidade de falecerem, pois as suas doenças são, altamente, incapacitantes. Eis o grande problema. Para que estas pessoas possam meter baixa é necessário que saia um despacho a permitir que doentes crónicos e de risco a Covid-19, lhes possa ser passada baixa. Isto de se falar, sem se saber das coisas é muito bonito. Pimenta no “ú” dos outros é refresco!

    • Alberto Costa on 2 de Setembro de 2020 at 15:01
    • Responder

    Eu não vou fazer.
    Não há pachorra para tanta estupidez.
    Primeiro queixam-se que as aulas não podem ser à distância.
    Agora queixam-se que não podem ser presenciais.
    Soluções para lidar com o Covid dentro das possibilidades económicas do País?
    Não as apontam.
    Só apontam problemas.

      • Ana on 2 de Setembro de 2020 at 15:10
      • Responder

      És burro ou fazes-te?
      Deves ser mesmo burro.

      Ora faz lá um esforço para perceberes o que se exige.

        • Rosa on 2 de Setembro de 2020 at 15:20
        • Responder

        Ora volta lá a estudar, se alguma vez estudaste, e lê qualquer coisa que te ilumine. Queres é receber o salário e continuar a fazer o que tens feito até hoje.. .Tanto solipede.

      • Roberto Paulo on 2 de Setembro de 2020 at 15:19
      • Responder

      Costa? Compreende-se a sua defesa.

      Haverá professores que não queiram voltar à escola (deduzo que alguns calões e muitos outros que levam com grunhos disfarçados de alunos), mas a maioria sempre disse que desejava regressar, só que com segurança.

      • Ruca on 2 de Setembro de 2020 at 16:10
      • Responder

      Uma coisa que poderiam fazer, e não fazem, seria desdobrar turmas, rever currículos, cargas horárias. Estranhamente, as condições de trabalho serão as mesmas que existiam há um ano, com a única diferença de que se irá andar com um pano (meio sujo), de protecção duvidosa a tapar a boca.

      • Alberto Miranda on 2 de Setembro de 2020 at 19:04
      • Responder

      Cito: “No entanto, o sindicato entende que existem ainda três motivos que justificam o protesto: a falta de assistentes operacionais, o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores que englobem os grupos de risco e algumas das orientações emitidas para as escolas.”
      No agrupamento onde eu leciono faltam 12 funcionários, por exemplo.

    • TempM on 2 de Setembro de 2020 at 15:03
    • Responder

    Circula uma petição pedindo a livre opção pelo ensino presencial ou online.
    Para familas com crianças em idade escolar e doentes de risco no agregado é uma opção importante.

    Todos poderão assinar já que assinar a petição não implica que a pessoa esteja a optar pelo ensino online, apenas facilita a opção a quem o queira, ou necessite seguir, por isso ajudem estas famílias.

    Assinem e partilhem!

    https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT101644&fbclid=IwAR1XAnl4qw3wfcbqU6FoWBZxHl-PO731LLPzDsQVH4vG-9hE8mk48ZKPn6s

      • PipaII on 2 de Setembro de 2020 at 17:50
      • Responder

      Tudo muito certo, dar a optar, mas já agora quem assegura este ensino à distância, agora que os horários já estão prontos e os alunos inseridos nas respetivas turmas?

        • Su on 2 de Setembro de 2020 at 17:58
        • Responder

        Então agora já está preocupado com o valor a pagar no ensino à distância. Mudança de opinião.

    • Su on 2 de Setembro de 2020 at 15:50
    • Responder

    Não há soluções perfeitas. Pergunto os docentes que pretendem teletrabalho, como fazem para tomar conta da turma? Os alunos ficam na sala com quem ?
    Se não podem lecionar pedem baixa

      • Atento on 2 de Setembro de 2020 at 16:19
      • Responder

      …………………………………..
      ……………………………………………………………

      Querida SU!…só para te dizer que ou és burrinha ou em vez de “parida” foste “cagada”.

      Minha querida (mesmo correndo o risco de seres um panasca trato assim) o que se exige é condições de trabalho. Faz um esforço e vê o que se passa na Alemanha…..mas se quizeres mais perto, olha para Madrid.

      Se és novinha (como dizes ser) vai dar umas quecas (sem mascara e sem preservativo) que ganhas mais do que a lecionar os conteudos que te forneceram no curso á bolonhesa.

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      ……………………………………………………………………………………….

        • Su on 2 de Setembro de 2020 at 16:24
        • Responder

        Não percebo comentários ordinários. Ainda bem que não é docente porque é uma vergonha para a classe.

        • Ana on 2 de Setembro de 2020 at 16:32
        • Responder

        Coitado, não sabe responder. Deve ser daqueles que quer ganhar dinheiro a fazer tricô em casa. Tenho muita pena dos alunos, porque só devem aprender ordinarices.

        • Ty on 2 de Setembro de 2020 at 16:50
        • Responder

        Há pessoas muito mal formadas. Quando não tem berço de nascença não sabem responder de forma educada.
        Relativamente aos docentes de risco, como em tudo na vida há desigualdades. Podem fazer trabalho administrativo em casa. O trabalho docente é na escola. Quem não pode fica em casa de baixa.

      • Ilda Lopes on 2 de Setembro de 2020 at 23:03
      • Responder

      Podem leccionar aos alunos que fiquem também em casa.

    • Luluzinha on 2 de Setembro de 2020 at 16:34
    • Responder

    No que me diz respeito, NÃO assino petição alguma (já não há paciência) e NÃO farei greve.

      • Luluzinha on 2 de Setembro de 2020 at 16:38
      • Responder

      E, se me permitem, exigem tanta correcção aos colegas que querem, e não conseguem, participar naquilo a que ainda chamam chat, mas não se compreende como podem permitir uma linguagem tão profundamente ordinária e obscena a um utilizador chamado Atento! Enfim, paradoxos incompreensíveis!

        • Atento on 3 de Setembro de 2020 at 10:55
        • Responder

        …………..
        ……………………..

        Tu e que es um paradoxo. Es educadora das infancias?….es novinha?…..tem juizinho!……

        ………..
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      • Su on 2 de Setembro de 2020 at 18:00
      • Responder

      Então agora já está preocupado com o valor a pagar no ensino à distância. Mudança de opinião.

    • Kita on 2 de Setembro de 2020 at 16:35
    • Responder

    Querida Su, eu traduzo o Atento. De uma forma um quanto rude, ele tentou dizer que a questão não é assim tão simples, cara colega. Não será de todo justo que em setores da função pública os grupos de risco estejam contemplados e nesta profissão de… não estejam. Não se trata de querermos ou não trabalhar, exigimos condições de acordo com a realidade: cerca de 12 mil docentes com doenças que poderão acabar mal. Alguma coisa estranha? Ou é tão nova que se acha imortal? Então deixo-lhe uma mensagem: ninguém é e a possibilidade de alguém saudável sucumbir também existe, embora menor. Que tal ter um carcinoma de mama tratado só há um ano, ter as defesas em baixo, filhos adolescentes que precisam de pai e mãe, e sentir que pode correr mal? Pois, é o meu caso. Não acho que tenha que ser eu a perder ordenado para me proteger, o estado tem esse dever, afinal não escolhi o destino… espero que tenha compreendido algo…

      • Su on 2 de Setembro de 2020 at 16:43
      • Responder

      Cara colega, desejo lhe muita saúde.

        • Kita on 2 de Setembro de 2020 at 19:40
        • Responder

        Agradeço, apesar de sentir uma ironia terrível nas suas palavras. Se assim for, que o destino lhe seja favorável!

          • Su on 2 de Setembro de 2020 at 20:52

          Não foi com ironia. Foi com sinceridade pk a qualquer um pode acontecer. Apenas Disse que quem não pode trabalhar na escola terá de ficar em casa de baixa. Uma vez que, os docentes referiram que as aulas ã distância não foi positivo para ambos os lados. Logo o que se faz? Paga se aos pais para ficar em casa com os filhos? Que solução teremos para as turmas com professores de risco? O professor não tem culpa mas os encarregados de educação tb não pela situação atual. Longe de mim quer mal aos docentes de risco. Todos estamos sujeitos ao vírus. Deste modo desejo muita saúde para todos.

        • Kita on 2 de Setembro de 2020 at 21:43
        • Responder

        Por mim, veria a situação assim: caso o MEC quisesse desembolsar o que devia pela saúde de todos, os docentes de risco seriam sempre titulares da turma. Apenas um colega o coadjuvava em sala de aula. Esta era uma solução que não ia mexer na vida dos pais nem dos alunos, pelo menos na generalidade. Mas como politizar a situação e economizar a todo o custo é mais importante, que se lixem os milhares de docentes, que, à custa da baixa pessoal ainda vão contribuir para os cofres do estado. É esta a minha opinião, Su, vale o que vale…

      • Maris on 2 de Setembro de 2020 at 19:08
      • Responder

      Kika, tem toda a razão. Estou consigo

      • Maria Indignada on 2 de Setembro de 2020 at 21:30
      • Responder

      Estou confiante que a situação dos profs e alunos de risco será salvaguardada dentro de poucos dias, bem como dos outros trabalhadores.

      Mas mesmo que tenha que ficar em casa sem receber nenhum dinheiro, prefira estender a mão e pedir a qualquer um que conhece, do que expor-se a uma situação de risco como esta.

      Estou confiante que dentro de 6 meses a pandemia estará a extinguir-se.

      Aguente protegida. Preserve a sua vida, e daqueles que dependem de si.

    • Filipe on 2 de Setembro de 2020 at 16:51
    • Responder

    Qual segurança contra o vírus ? Se os humanos que andam vestidos tipo escafandros onde nem os olhos aparecem e apanham o vírus … ainda não perceberam os burros dos humanos que a utilização de máscara e desinfeção das mãos é apenas um placebo tal como o Pervertin era dado a soldados para os incentivar a combater , apenas para os endrominar a espatifar euros e a encherem os cemitérios locais .

      • Maria Indignada on 2 de Setembro de 2020 at 17:04
      • Responder

      Não é assim linear como julga.

      A possibilidade de contaminação é proporcionalmente direta à concentração vírica nas superfícies e no ar.

      Por isso é vital mantê-la baixa, com as medidas que todos nós conhecemos (excepto para as escolas, que irá ser o local do país com maior concentração de pessoas em ambiente fechado por área, ie, exatamente igual à anterior à pandemia), reduzindo drasticamente a taxa de transmissão.

      • Eu on 2 de Setembro de 2020 at 17:46
      • Responder

      Isso é absolutamente falso. Se não fosse seria impossível tratar doenças como o ébola.

        • Maria Indignada on 3 de Setembro de 2020 at 17:24
        • Responder

        É possível se houver erro humano, como colocação ou remoção incorreta do equipamento, ou defeito no próprio equipamento.

        Por isso nem fui por aí pois existirá sempre casos pontuais.

        Por isso não me admira que possa haver notícias sensacionalistas a reportar esses casos, sem noticiar de forma honesta e consciente o motivo de tais ocorrências pontuais, levando a opinião pública em geral a formular juízos de valor incorretos.

        Mas mais importante do que isto, é importante que todos percebam, que o mecanismo mais eficaz e exequível em sociedade de diminuir de forma considerável a transmissão deste vírus, é a necessidade de promoção ativa da diminuiçãod a concentração vírica, muito em particular em ambientes fechados, onde a dissipação deste é muito reduzida.

        Estou a antecipar uma catástrofe social, económica e sanitária com o arranque do ano letivo, devido à incompetência escandaloso da preparação do seu arranque. Só evitável, se entretanto voltarmos a um confinamento semelhante ao que já ocorreu, com graves consequências económicas e sociais para o país.

        Fomos incapazes de agir, ou fazer quem de direito agir.

        Vai-nos restar apenas medidas reativas.

        Infelizmente e com grande indignação minha. Pois era possível agir muito, mas muito mais.

    • JJM on 2 de Setembro de 2020 at 17:09
    • Responder

    O que é que os professores desejam? Exclusivamente teletrabalho? Não sendo este exequível em muitos casos, que condições razoáveis e possíveis almejam para o exercício da sua profissão? É fácil recordar inúmeras profissões, muitas delas mais expostas que a profissão docente, onde as medidas gerais em vigor têm tido sucesso. Certamente os professores não querem viver numa redoma. Não percebo esta resistência da parte da classe docente.

      • Roberto Paulo on 2 de Setembro de 2020 at 17:21
      • Responder

      Resistência a quê?

      • Eu on 2 de Setembro de 2020 at 17:52
      • Responder

      Diga-me, por favor, umas quantas profissões estão mais expostas do que que as de um indivíduo , principalmente no 1º ciclo e pré escolar, onde estão , por vezes, 27 ou mais pessoas num espaço reduzido, por várias horas, sem uso de máscara e com uma concentração proporcional de aerossóis , a maior parte das vezes sem renovação do ar…

        • JJM on 2 de Setembro de 2020 at 19:26
        • Responder

        Não é favor. É o mundo. São as pessoas. São as profissões e os profissionais em muitos sectores de actividade. Como exemplo, algumas fábricas, alguns armazéns, alguns escritórios, algumas minas, alguns transportes públicos, algumas recepções, algumas secretarias, alguns centros de fisioterapia, alguns transportes públicos, alguns hotéis, alguns restaurantes, algumas oficinas, alguns centros de dia, alguns centros de noite. Alguns teatros, alguns museus…

          • Roberto Paulo on 2 de Setembro de 2020 at 21:12

          Que exemplos patetas. Vai comparar um teatro a uma sala onde está tudo ao monte?

          Com sua licença, vá obrar!

          • Eu on 2 de Setembro de 2020 at 22:57

          Nem um único exemplo parecido com uma sala de aula, em termos de dimensão e, logo, de risco… Para não falar sequer do que são adultos e crianças pequenas…. Aconselho-lhe a ler mais, tente, por exemplo, alguns tipos de Harvard da área e… Já agora qual a quantidade de aerossóis numa sala com 25 alunos ao fim de três horas e compare com os exemplos que citou… Também há estudos sobre isso… Para não falar que a maioria dos epidemiologistas, fora aqueles que olham as mortes como danos colaterais, são contra a abertura das escolas quando a circulação do vírus for alta… Informações mais completas sobre o que estamos a falar em:

          https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/13725/2/Conceitos%20e%20Metodos%20V4_Virologia.pdf

      • Alberto Miranda on 2 de Setembro de 2020 at 19:09
      • Responder

      Cito: “No entanto, o sindicato entende que existem ainda três motivos que justificam o protesto: a falta de assistentes operacionais, o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores que englobem os grupos de risco e algumas das orientações emitidas para as escolas.”
      No agrupamento onde eu leciono faltam 12 funcionários, por exemplo.

      • ginbras on 2 de Setembro de 2020 at 19:26
      • Responder

      Está a falar de hospitais ou clínicas? Num consultório só entra 1 de cada vez e equipado de máscara com medição de febre. Nos hospitais quase que até se pode lamber as paredes de tão higienizado que aquilo está.
      Nas escolas acha o quê? A separação de 1 metro entre secretárias? hahaha…acredito até que meia dúzia de grunhos vão andar sem máscara no corredor só para chatear ….até na sala de aulas vão atiçar os professores …enfim…quer comparar? Ou nunca esteve numa escola com milhares de alunos?

    • JJM on 2 de Setembro de 2020 at 17:41
    • Responder

    Ou é ironia ou procura uma discussão virtual? Sabe decerto que a greve, independentemente das piores ou das mais nobres razões, é uma forma de resistência, para além de outras determinações.

    • JJM on 2 de Setembro de 2020 at 19:26
    • Responder

    Não é favor. É o mundo. São as pessoas. São as profissões e os profissionais em muitos sectores de actividade. Como exemplo, algumas fábricas, alguns armazéns, alguns escritórios, algumas minas, alguns transportes públicos, algumas recepções, algumas secretarias, alguns centros de fisioterapia, alguns transportes públicos, alguns hotéis, alguns restaurantes, algumas oficinas, alguns centros de dia, alguns centros de noite. Alguns teatros, alguns museus…

    • Maria Indignada on 2 de Setembro de 2020 at 20:03
    • Responder

    De todos os exemplos que enunciou, só desconheço o sector mineiro. Nem sequer sei se cá em Portugal existe ainda alguma mina ativa.

    Todos os outros, estão a funcionar com planos de contingência muito restritos.

    Se exercitarmos a sua lógica extrapolando, nem vale a pena usar máscara e ter havido esta maçada toda nos últimos meses.

    Acredito que em muitos países do 3ºmundo, será quase impossível aplicar qualquer plano de contingência, e aceita-se a inevitabilidade das fatalidades associadas a esta pandemia.

    Aredito, também, que muitos defendem essa abordagem, a circulação livre do vírus e aniquilação dos mais vulneráveis ( a nível de saúde, economicamente, culturalmente , socialmente, etc), seja esta aniquilação uma consequencia direta ou indireta de tal pandemia.

    Quero acreditar que não é o caso da esmagadora maioria dos portugueses. 🙂

      • minas on 2 de Setembro de 2020 at 20:22
      • Responder

      Mas eu conheço o setor mineiro e há minas ativas a serem exploradas em Portugal (poucas) e, com um plano muito apertado contra Covid-19. Usam fatos, atualmente, melhores que os médicos e material de proteção também melhor. Têm balneários novos. Foram adquiridos novas formas de higienização mais eficientes dos balneários e dos acessos às minas. Lavandaria nova. Para além disso, estão em mineração rotativa, por 4 grupos. Cada grupo trabalha 3 semanas. Ao fim de uma semana entra o grupo seguinte e, o anterior fica de quarentena. O terceiro e quarto grupo são mais pequenos e são das substituições, de elementos dos 2 anteriores, por motivos de doença e afins. Minas com donos Canadeenses.

    • Zaratrusta on 2 de Setembro de 2020 at 21:55
    • Responder

    Tenho estado a ouvir os secretários de estado da educação Filinto Lima e Jorge Ascenção. Nunca o ME esteve tão bem representado. Vergonhoso. Deus ajude os professores e os alunos.

      • enfim on 2 de Setembro de 2020 at 22:14
      • Responder

      Vamos precisar! Pois com a ajuda destes dois, vamos parar à cova.

      • Luluzinha on 2 de Setembro de 2020 at 22:14
      • Responder

      Lá tinha de vir este debitar tolices! Bem, pelo menos, não sai do registo habitual.

    • JJM on 2 de Setembro de 2020 at 23:27
    • Responder

    Como exemplo final, lembrando que escrevi alguns – não me referi à totalidade de cada sector profissional – indico os aeroportos e as reuniões políticas, sindicais, partidárias, governativas, assembleias em geral e assembleia da república em particular.

      • Eu on 2 de Setembro de 2020 at 23:31
      • Responder

      Faço parte de algumas dessas coisas… quer mesmo comparar com uma turma com 25 alunos de 8 ou 9 anos sem máscara?

    • Eu on 2 de Setembro de 2020 at 23:33
    • Responder

    Em Espanha os professores serão testados… Vai impedir a pandemia? Não, mas vai dar mais segurança e calma social… Em Portugal?
    https://elpais.com/espana/madrid/2020-09-02/caos-en-los-test-de-la-vuelta-al-cole-en-madrid.html

    • Mariana on 2 de Setembro de 2020 at 23:35
    • Responder

    Está tudo igual aos anos anteriores com pequenas diferenças como por exemplo menos intervalos, mais tempo na escola, uma máscara, professores a andar de sala em sala e alunos na sala sem sair.
    Por enquanto ainda se pode abrir as janelas. E quando chegar o frio e a chuva? Continua tudo no mesmo ar contaminado.
    Coitados dos que são grupos de risco, têm familiares de risco e país e avós já com idade avançada.

    • Maria on 2 de Setembro de 2020 at 23:48
    • Responder

    Lei nº31/2020 de 11 de agosto
    Artigo 25ºA
    1 — Os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco, designadamente os hipertensos, os diabéticos, os doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica, os doentes
    oncológicos e os portadores de insuficiência renal, podem justificar a falta ao trabalho mediante declaração médica, desde que não possam desempenhar a sua atividade em regime de teletrabalho ou através de outras formas de prestação de atividade.

    • Maria on 3 de Setembro de 2020 at 0:16
    • Responder

    Decreto-Lei nº10-A/2020 de 13 de março
    CAPÍTULO X
    Formas alternativas de trabalho
    Artigo 29.º
    Teletrabalho
    1 — Durante a vigência do presente decreto -lei, o regime de prestação subordinada de teletrabalho pode ser determinado unilateralmente pelo empregador ou requerida pelo trabalhador, sem
    necessidade de acordo das partes, desde que compatível com as funções exercidas.
    2 — O disposto no número anterior não é aplicável aos trabalhadores abrangidos pelo artigo 10.º

    • Maria on 3 de Setembro de 2020 at 0:24
    • Responder

    Convite: Se houver por aí alguém com disposição e disponibilidade de, em vez de vir aqui mandar postas de pescada, fazer uma recolha e avaliação da legislação em vigor acerca da temática da proteção dos doentes de risco, está a fazer um serviço muito útil a muitas pessoas. Grata!

    • Pirilau on 3 de Setembro de 2020 at 2:14
    • Responder

    O Sr Primeiro Ministro já disse que as escolas não podem fechar porque é preciso tratar da recuperação ecnómica.
    Para quem não percebeu estas palavras, elas significam duas coisas:
    1. não há dinheiro para pagar a quem fica em casa a cuidar dos filhos que não estariam na escola se estas encerrassem nem há dinheiro para financiar empresas encerradas;
    2. estando em casa a cuidar dos filhos, muitos dos pais não poderiam trabalhar pois há inúmeras actividades que não podem ser realizadas via teletrabalho.
    Tendo em conta o que acima foi referido, o facto de não estarem reunidas as condições sanitárias para que as escolas sejam locais seguros relativamente à propagação do covid é irrelevante para quem manda.
    São opções políticas tomadas por quem tem o poder de decidir, o qual lhe foi autorgado via sufrágio universal e também pelos arranjos geringôncicos.
    A possibilidade de virem a falecer alguns dos que trabalham nas escolas ou, indirectamente, familiares destes ou familiares dos alunos é encarada pelos dirigentes políticos do país como efeito colateral inevitável e como um mal menor.
    Não pensem que tais dirigentes estão minimamente preocupados com a possível morte de umas dezenas, centenas ou mesmo milhares de professores, seus familiares ou familiares dos alunos. E só não falo da possível morte de alunos porque, devido à sua idade, tal parece pouco provável.
    É isto que, neste momento, vale a vida de algumas pessoas: zero! Além do mais, sempre se poupam uns euros em reformas que se deixam de pagar.
    E não se iludam: a maioria está de acordo com as medidas dos governantes e só ficaria indignada se maltratassem um cão. Portanto, há pessoas que são consideradas abaixo de cão. Principalmente os velhos.
    E pelo que tenho lido por aqui, parece que há quem deseje havidamente que morram uns quantos professores mais velhos pois assim sobrariam uns horariozitos… Para esses, mas não só, deixo aqui uma lenda que me contava a minha avó:

    Antigamente, quando os velhos se tornavam um estorvo, os filhos levavam-nos às costas até à serra e lá os deixavam, para serem comidos pelos lobos e morrerem longe dos seus olhos.
    Talvez para sossegar a consciência, um desses filhos levou uma manta, com que cobriu o pai, inválido. Ao deixá-lo na serra, ouviu o pai chamar. Tinha rasgado ao meio a manta, oferecendo metade ao filho. “Porque me dá metade da sua manta pai? Vai ter frio”. Sempre com uma voz meiga, o velho explicou ao filho que guardasse aquela metade de manta, pois dela poderia precisar quando, já velho, um dia fosse abandonado na serra para ser comido pelos lobos.

      • Zaratrusta on 3 de Setembro de 2020 at 8:44
      • Responder

      Muito bem Pirilau, muito bem.

        • Matilde on 3 de Setembro de 2020 at 10:04
        • Responder

        Pirilau, há malta que não pensa nisso e que acha que vai ser sempre novo, ser velho é só para os outros… Coitados, terão a desilusão das suas vidas, se lá chegarem…

          • enfim on 3 de Setembro de 2020 at 11:42

          E também pensam que serão sempre saudáveis! Pobres de espírito!

      • Maria Indignada on 3 de Setembro de 2020 at 15:00
      • Responder

      Subscrevo e sem dúvida que há muito tempo que essas conclusões são inevitáveis.

      Quando os alunos começarem, a chegar a suas casas infetados mas sem sintomas, e começarem a surgir infetados nas suas famílias, os pais finalmente também vão perceber o que está em causa. As deficientes condições sanitárias nas escolas estão a entrar-lhes pelas casas dentro, sem grande possibilidade de se defenderem.

      Mas isso não invalida que muitas mais medidas de preparação do ano letivo poderiam ter sido tomadas, com pouco, ou quase nenhum, encargo económico adicional.

      Por isso considero-os uns gestores profundamente incompetentes, criminosamente incompetentes. Fechados sobre si, com incapacidade de diálogo e de planeamento atempado.

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