Querem professores em Lisboa, Algarve e Setúbal?

Façam como em Cinfães se fez com os médicos.

Lisboa, Algarve, Setúbal e brevemente a região do Porto não terão outra solução para fixar professores.

Não julgue o ME que vai ser o novo diploma de concursos que irá resolver o problema da falta de professores.

O problema vem de há muito tempo e é estrutural. A grande parte dos professores que estão disponíveis são da região norte e centro, no sul e região de Lisboa nunca se formaram professores em número suficiente para às necessidades, o que levou a que, agora, estejam nesta situação.

Com a redução de candidatos a professores a que temos vindo a assistir na última década a solução para estas e outras zonas do país onde o problema surgirá a breve prazo, passará, não por impor a deslocação de professores, mas por apoiar a deslocação.

A falta de visão estratégica, a longo prazo, para a falta de professores vai levar o país a seguir os maus exemplos de outros países europeus.

Fica o exemplo de Cinfães…

 

A Câmara de Cinfães voltou a dar apoios a médicos de família para ficarem no concelho. Mais três clínicos vão receber apoios de 200 euros por mês, aprovados pelo município.

Os apoios foram entregues “ao abrigo do regulamento municipal de apoio à fixação de médicos de família no concelho”, enaltece o executivo local.

O objetivo é atrair e fixar médicos de família em Cinfães, comparticipando a compra ou arrendamento de casa e as despesas de deslocação para o centro de saúde.

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8 comentários

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    • ISSOSIM on 13 de Abril de 2023 at 18:09
    • Responder

    À semelhança com o que fizeram com os refugiados onde lhes ofereceram casa, trabalho e mais subsídios, se ajudassem os professores através de apoios financeiros para deslocações e ainda casa com rendas acessíveis ou facilidades na compra de casa, certamente que haveria mais candidatos interessados em fixarem-se nas regiões menos procuradas. Sem dúvida, seria uma medida inteligente contra a desertificação do interior do país e todos saíriam beneficiados .

      • professora on 13 de Abril de 2023 at 20:19
      • Responder

      Por acaso sabe o que é um refugiado?
      Reprovo a comparação infeliz.

        • LMFGD80 on 13 de Abril de 2023 at 22:31
        • Responder

        Pois eu acho uma comparação muito pertinente.

        • Estou farta de tanta hipocrisia on 13 de Abril de 2023 at 22:42
        • Responder

        Sabe o que é pagar três casas sem qualquer tipo de ajuda?
        “Tratem bem os que cá estão”

          • The Trues on 14 de Abril de 2023 at 10:07

          18 anos de serviço. Mestrado. Dedicação total à causa pública.
          3.º escalão nunca podendo chegar para além do 5.º e, mesmo assim, se lá chegar será com muita sorte, por causa das vagas.
          Se houver reforma quando lá chegar, será uma de miséria.
          Vale mesmo a pena vir para esta profissão… se forem suicidas.
          Ninguém no seu juízo perfeito, sério e honesto inteletualmente virá para esta profissão. Não vale a pena!

    • Não paramos on 13 de Abril de 2023 at 22:12
    • Responder

    Se fossem juízes, até se tivessem casa nestas cidades ou noutras quaisquer onde fosse parar, ganhavam um subsídio de 900 euros.
    Mas são só professores.

    DEVOLVAM O TEMPO DE SERVIÇO ROUBADO!!
    ACABEM COM A TRAMPA DAS VAGAS AOS 5.º E 7.º ESCALÕES QUE NÃO EXISTEM EM NENHUMA OUTRA PROFISSÃO!!

    NÃO PARAMOS NUNCA!!

    • Verdades on 13 de Abril de 2023 at 22:26
    • Responder

    Querem professores?

    DEVOLVAM O TEMPO DE SERVIÇO ROUBADO!!
    ACABEM COM A TRAMPA DAS VAGAS DOS 5.º E 7.º ESCALÕES QUE NÃO EXISTEM EM NENHUMA OUTRA PROFISSÃO!!

    • Pois é... sem palavras on 18 de Abril de 2023 at 9:58
    • Responder

    Pelos vistos a Educação não é mesmo uma prioridade deste governo e o país vai pagar muito caro hoje e futuramente por não ter professores suficientes para os alunos … Só não vê quem não quer ver… A esperança agora está na atitude do Sr. Presidente da República. Aguardemos com serenidade.

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