Progressão na carreira dos professores continuará dependente da existência de vagas

Progressão na carreira dos professores continuará dependente da existência de vagas

 

No tempo mais próximo, número de vagas será igual aos dos professores em condições de progredir para o 5.º e 7.º escalões.

O acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira docente vai continuar dependente da existência de vagas para tal, embora o seu número passe a ser igual ao dos docentes em condições de progredir. Isto no tempo mais próximo e só para um universo pré-definido de professores. É uma das clarificações patentes no anteprojecto de decreto-lei que o Ministério da Educação (ME) enviou, nesta terça-feira, aos sindicatos de professores e que será debatido na reunião da tutela com as estruturas sindicais marcada…

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13 comentários

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  1. Ou seja, como é só por um ano, quem está nos primeiros anos de 4º e 6º escalões, recebe…NADA! Mais uma “proposta armadilhada” vinda do Sonso…

      • Gil Ensinas on 7 de Abril de 2023 at 22:32
      • Responder

      Ora bem! O amtigo secretário do Tiago B R. segue a cartilha do nestre TBR que desapareceu mas está bem presente.
      A união de todos os docentes e profissionai da educação tem de continuar com estratégias de luta para as avaliações e sem medos.

    1. Parece que Não é apenas por um ano. Será até passar estes escalões para professores que passaram pela crise.

    • Carlos Moreira on 5 de Abril de 2023 at 15:40
    • Responder

    Não percebo nada das mentes destes “artistas”!!…

  2. Este anteprojecto só vem estabelecer mais uma série de injustiças. Para além de não benefeciar em nada que não está do 7º escalão para cima, os que ficaram retidos nas listas no 4º e 6º escalão só recuperam o tempo que estiveram à espera. Isso significa que , os que estão entre o 7º escalao e o 9º recuperam efectivamente 1 ano de tempo congelado, os outros ou não recuperam nada ou, na melhor das hipoteses o tempo que estiveram à espera para progredir!

      • Maria Costa on 7 de Abril de 2023 at 13:52
      • Responder

      Que me lembre, na escola onde sou professora do quadro, quem queria contornar as vagas ao 5.° e 7.° escalão, solicitava aulas assistidas. Tinha sempre Muito Bom e nesses casos progrediam imediatamente.
      Quem não pedia aulas assistidas, podia ter uma classificação superior  a 8, ou seja, Muito Bom, mas o Conselho Pedagógico/Direção proponho 7,9.
      Os professoras sempre lutaram pelos seus direitos: fizemos greves aos exames; fizemos greves às avaliações finais (faltávamos à vez e a reunião era consecutivamente adiada).
      Fizemos petições públicas e fomos defendê-las à Assembleia da República.
      A proposta da Maria de Lurdes Rodrigues era a de todos terem aulas assistidas, mas conseguimos que revogasse o diploma e passou a ser facultativo.
      Mas quando os partidos/sindicatos não estão do nosso lado, nada feito.
      Esta luta deveria ter acontecido no tempo da geringonça! Mas as pessoas de esquerda andavam eufóricos por terem corrido com o Passos Coelho.
      O Ministro não tem a culpa toda, se não lhe dão verba, ele não pode fazer nada. A culpa é do Costa e do Medina.
      Quando estava o PSD diziam que havia mais vida para além do défice. E agora?
      O Costa tem a lata de dizer que nunca a carreira dos professores esteve tanto tempo descongelada.
      O PS nunca foi bom de contas: a carreira esteve congelada 9 anos, 4 meses e 18 dias, se o PSD esteve no governo 4 anos, qual foi o partido que congelou a maior parte do tempo? É fazer as contas!
      E os dois congelamentos foram iniciativa do Sócrates, 30/8/2005 (antes da crise de 2008) e 1/1/2011. E este, se é assim tão bom, descongelava, mal tomou posse, em 2015, já que tinha folga, na medida em que a troika foi embora a 17/5/2014.
      A isto chamo desonestidade intelectual!

  3. Mas afinal quem está preso na lista do 4ºescalão quando é que passa para o 5º- quando entrar em vigor este decreto-lei proposto agora ou produz efeitos a 1 de janeiro de 2023? E recupera de imediato o tempo de retenção nessa lista? É que no meu caso já vou no segundo ano de retenção na maldita lista. E o 5º escalão são só 2 anos e é preciso ter avaliação da ADD e as ações de formação feitas também tem de contar!!!! é preciso ver se a seguir não se perde outra vez tempo de serviço, pois este ME pensam em tudo para lixar quem aparentemente até irá recuperar alguma coisinha!

    É triste.

    1. Artigo 4.º
      Entrada em vigor e produção de efeitos
      O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos no
      primeiro dia útil do mês seguinte ao da sua publicação.

  4. E quem usou o tempo de serviço do faseamento para conseguir ocupar um lugar decente na lista de acesso ao 5° escalão e progredir, também o vai recuperar? Será considerado como tempo de permanência no 4° escalão? Isto são uns disparates atrás dos outros. Enquanto não considerarem a totalidade do serviço prestado para progressão, haverá sempre ultrapassagens.

    • Lucinda Pereira on 6 de Abril de 2023 at 0:33
    • Responder

    Colegas,

    Não haverá ultrapassagens, o que haverá é sempre percas sucessivas. De que adiantou as opções do regime de recuperação faseada, se a seguir não houve vagas e os professores tiveram de ir para a lista de espera um ou dois anos . Afinal, recuperou-se algum tempo? Claro que não! Isto é sempre o dá-se com uma mão e tira-se com duas. É sempre a cenoura à frente do burro, para ele ir andando, claro!
    De facto, estas negociações são cada vez mais insultuosas e a política do papa tolos continua. O grande problema foi a classe docente ter deixado arrastar os vários problemas até ao estado da destruição completa da carreira e do próprio sistema que é a Escola Pública. Agora, são muitos os problemas para resolver e torna-se tudo mais difícil!
    De facto, a classe tem de tomar decisões muito drásticas com paragens totais de Norte a Sul do país que tenha impacto a valer na sociedade. Esquecer vigílias, greves de fome e afins. Isto só lá vai com medidas drásticas que causem moça e mais nada!
    Para começar, no feriado do 25 de Abril, manifestação de arromba para contestar o direito à greve e a seguir paragem total por tempo indeterminado. Vão enganar quem eles quiserem e vão buscar professores onde acharem melhor!

      • Pedro Garcia da Silva on 7 de Abril de 2023 at 11:53
      • Responder

      “…haverá é sempre percas sucessivas…”
      Não são percas, são perdas!

      1. Ambas as formas estão corretas, embora perca seja mais erudito.

    • luisfernando2012 on 7 de Abril de 2023 at 6:21
    • Responder

    A separação dos sindicatos nas mesas de negociação cheira esturro, deve ser para fazerem o número que o Nogueira conseguiu alguma coisa. Sabemos que háuma campanha concertada para enfraquecer o STOP. No verdade o que Nogueira não suporta é a grande campanha de desvinculação na Fenprof por inação nos anos de geringonça a mandado do PCP. E também não suporta isto:
    O único sindicato na Educação com mandatos consecutivos finitos para os seus dirigentes. Defendemos todos os Profissionais da Educação (docentes e não docentes). Não estamos condenados aos sindicatos tradicionais, agendas partidárias e desunião!

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