Governo garante serviços mínimos nos exames nacionais após ameaça de greve dos professores
O ministro da Educação quer tranquilizar alunos e professores em relação às provas que se aproximam. João Costa diz ainda que o Governo tem tentado ir ao encontro das exigências dos docentes.

O Ministro da Educação garante que serão decretados serviços mínimos caso os professores avancem com uma paralisação durante os exames nacionais. João Costa diz ainda que o Governo tem apresentado propostas que se aproximam das posições dos docentes.
“Temos vindo a apresentar inúmeras propostas, muitas delas que se aproximam das posições dos professores”, afirmou este sábado o ministro da Educação.
João Costa diz que o Governo apresentou às organizações sindicais uma proposta para introduzir “fatores de aceleração da carreira” aos professores que tiveram as suas carreiras congeladas durante todo o período em que não houve progressões.
De acordo com o ministro, esta proposta consagra duas possibilidades: “através da recuperação do tempo em que estiveram a aguardar vagas para progressão de escalão” ou “através da isenção de vagas para aqueles que ainda não passaram por essas etapas na carreira”.
João Costa assinalou que esta proposta “permitirá que estes professores consigam chegar aos escalões mais altos da carreira”, o que estaria inviabilizado em propostas e circunstâncias anteriores.
“É a resposta possível e sustentável do Governo para uma reclamação dos professores sobre o tempo de serviço”, acrescentou.
O responsável pela pasta da Educação disse que o Governo não consegue dar resposta a todas as reivindicações dos professores – que considerou legítimas -, mas que têm sido dados “passos para, pelo menos, mitigar o que foi esse efeito do período de congelamento”.
A reunião de quinta-feira entre Ministério da Educação e sindicatos terminou sem acordo e com os professores a ameaçar continuar com greves até aos exames nacionais caso a tutela recuse recuperar todo o tempo de serviço congelado.
Sem acordo, os sindicatos prometem continuar a lutar e ameaçam com novos protestos, além da greve por distritos que está a decorrer desde segunda-feira e vai terminar em 12 de maio em Lisboa.




14 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Oh Sonso, de que vão servir os serviços mínimos nos exames, se os professores se deixarem de acampamentos, vigilias, cordões humanos, e depois de evacuarem nos Sindicatos e a sua representação submissa, resolverem fazer uma greve selvagem e não aparecerem nos exames? Estás a ver-te a pores 120 000 processos disciplinares a professores? Tencionas dar tu as aulas nos proximos 20 anos pois esses professores não têm substitutos?
E depois de eliminados do processo todos os sindicatos, de que forma vão os professores juntar-se para decidir coletivamente declarar a tal greve total selvagem? Ou pensas que basta que tu a declares comentando num blog para automaticamente os tais outros 120 000 professores a fazerem?
Pelo menos alguém estaria a fazer alguma coisa. Dos Sindicatos ultimamente, só têm vindo pseudo-greves como a da Fenprof, ou convivios ( acampamentos, vigilias, cordoes humanos) como o do STOP, a maior deceção dos últimos anos, e uma competição para ver quem consegue marcar a maior manifestação, enquanto vão recebendo quotas para uma representação de m*rda
Vamos a isso!
Só os Sindicatos podem declarar greve, mas concordo consigo em vários pontos colega. Estamos mal representados com os sindicatos que existem. Aquela atitude submissa, aquele deixar que o ministro marque a agenda – em vez de se levantarem da mesa e romperem esta farsa negocial – aquela insistência em greves pífias ou destruídas por serviços mínimos, a falta de rebeldia e a obediência cega a tudo que vem de um colégio arbitral – aquilo não é um Tribunal, é um colégio – e formas de luta inofensivas como terem ido para os aeroportos lançar avioezinhos de papel … Com formas de luta destas, não é de admirar que o ministro apareça a sorrir
Sim, onde está afinal a força de 120 000 professores que são “apenas e só” insubstituíveis, pois não há outros, e haverá cada vez menos? Ou se cria um novo Sindicato – sem elementos do STOP ou da Fenprof – ou se aposta na Ordem. A luta como está a ser conduzida pelos Sindicatos atuais, não passa de um mascarar de um fracasso que é cada vez mais evidente.
De todos os disparates que proferiu, nada se aproveita excepto a palavra “vergonha”… de si mesmo. Vir para aqui dizer sempre o mesmo só poderá ter duas interpretações: ou é pago pelo sistema político (aí é um canalha) ou é doente mental (trate-se).
Ninguém aqui estará interessado em aturar má educação e gente rude! Para isso já temos o desgoverno de Portugal (lamentavelmente). Não se esqueça que a sua liberdade de expressão não lhe dá direito de ofender a liberdade dos outros…
Já que não aprende a argumentar, aprenda, pelo menos, a escrever.
BURGESSO!!
Burgesso
Apaguem os comentários deste bácoro, por favor.
Poupem-nos à boçalidade deste monte de esterco.
Não há fracasso nenhum!
Só num dia, um sindicato perdeu 400 sócios!
O sonso sorri por aconselhamento da equipa de comunicação. Vejam como ele está mais magro!
Já ninguém consegue parar os professores. Isso é óbvio!
Ninguém quer 1 reforma igual ao salário mínimo depois de ter andado anos numa universidade a aprender para ensinar. Ou depois de ter dado 40 anos a uma profissão que o reduziu a bode expiratório das corrupções políticas, disfunções sociais e maquiavelismos de gestão!
Perdidos por 100, perdidos por 1000!
É uma questão de sobrevivência!
Interessante, foi a entrevista na SIC a Ricardo Silva (as 00:11h!) onde apesar das tentativas mal disfarçadas do entrevistador de “entalar” RS com argumentação próxima do Sonso, não teve hipóteses perante alguns factos. A reter: O governo não tenciona negociar, pois se o quisesse fazer, não precisaria de mais de 15 dias e 2 grupos de trabalho e não os 7 meses que estas pseudo-negociações já duram – com o beneplácito submisso e obediente dos nossos “representantes sindicais” que parecem alinhar nesta farsa. A reter: os protestos são para continuar e se o ministro julga que arrastando as coisas no tempo, consegue desmobilizar os protestos, é mais burro do que se pensa. A reter: frase de Salgueiro Maia nas vésperas do 25 de Abril e a propósito do uso abusivo de serviços mínimos para condicionar e destruir greves: “Há alturas em que é preciso DESOBEDECER”. Quem quiser que tire as suas conclusões.
Em RR.sapo.pt
Uma petição pública em defesa de “uma generalizada ação de desobediência” aos “serviços mínimos ilegais” decretados para a greve nas escolas de 26, 27 e 28 de abril reúne já mais de três mil assinaturas, segundo o seu promotor.
“Neste contexto de luta, arrastada no tempo, devido à postura do ministro da Educação, muito mais determinado a anular os efeitos da greve do que a escutar as preocupações dos profissionais do ensino e a resolver as justíssimas reivindicações apresentadas pelos sindicatos, os professores decidiram desobedecer aos serviços mínimos recentemente decretados para a greve do S.TO.P., de 26 a 28 de abril”, lê-se na fundamentação do abaixo-assinado.
“Fazem-no por considerarem que são efetivamente ilegais os serviços mínimos que o Ministério da Educação tem vindo a requerer, de forma sistemática, ao Colégio Arbitral da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público, pondo em causa o direito constitucional à greve”, acrescenta-se no texto. Fim de citação.