Ministério da Educação: proposta atamancada

É uma questão de justiça contar para todos os professores o tempo recuperado. Todos os professores trabalharam esse tempo e fizeram descontos. Esta proposta é atamancada, má e desconexa.
Esta proposta do governo é inconstitucional viola o princípio da igualdade, em que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Qualquer trabalhador sem distinção de idade tem os mesmos direitos no trabalho.
É uma questão de justiça contar para todos os professores o tempo recuperado. Todos os professores trabalharam esse tempo e fizeram descontos. Esta proposta é atamancada, má e desconexa.
Os constrangimentos da carreira docente já vêm do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, não são de agora.
A questão da carreira docente é muito complexa, cada professor tem uma situação especifica para resolver com o Ministério.
Apresentar uma proposta, somente, durante a reunião com os sindicatos mostra má-fé e uma ideia pré-concebida de impor e decidir sem discussão.
Tudo que tem que ver com carreira docente exige reflexão, análise e ponderação. Não pode ser feito à pressa.
O governo de António Costa hipotecou a sua maioria absoluta. A história repete-se, o que aconteceu com o governo de José Sócrates, vai acontecer com Antonio Costa.
Diz a decência, por vezes, há propostas ofensivas e humilhantes.
Os professores têm tanto peso e força na sociedade portuguesa que a sua luta fez com que o governo viesse anunciar aumentos salariais na restante Administração Pública.
Os professores perante este embuste negocial deveriam fazer “greve de zelo”, iam para a sala com os seus alunos e, em vez, de darem matéria de aula, escreviam no sumário: explicação aos alunos das condições de trabalho de um professor, a burocracia na escola, as dificuldades para exercerem a sua profissão, o tempo dado à Escola, entre outros.
Joaquim Jorge




7 comentários
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Defender greve de zelo é outra espécie de brincadeira, tal e qual, as greves fofinhas…
Defender greves fofinhas, NÃO!
TUDO O MAIS SUBSCREVO.
Sugerir que o professor vá para a sala de aula é “apoiar” a CONFAP. Ora, estar na sala de aula sem dar matéria, seria levar os alunos e os Pais a queixarem-se aos Diretores, à Inspeção…, sem falar dos potenciais inúmeros problemas disciplinares causados pelos alunos…
Os professores não são “depósitos” de alunos em salas de aula!
Mais uma greve fofinha!!!
Tenha noção…
Muito bem!!
A rasteirice, falta de categoria e competência destas “mentes brilhantes” que grassam pelo ME já dura há duas décadas!
A LUTA continuará!!
Quero acima de tudo RESPEITO!!
A proposta de pseudo-recuperação do tempo para quem está nos escalões mais abaixo é um nojo, insultuosa e mentirosa!!
Quem era provisório ou contratado em 2005 não é abrangido. Houve muitos que eram provisórios (quadros provisórios) e que entraram para serem congelados em 2005. Só passaram a quadros definitivos em 2008 e ainda foram prejudicados porque não os reposicionaram indiciariamente antes de 2011, como o deveriam ter feito pela lei.
Apanharam os congelamentos todos!
Foram ultrapassados por outros com menos tempo, em 2018, com o Despacho 119/2018!!
E agora ainda vão ser mais ultrapassados ficando em listas aos 5.º e 7.º (daqui a 7 ou 8 anos, se passarem), enquanto outros com menos tempo vão diretamente para esses índices!
ISTO É UM INSULTO!!
GREVE JÁ!! E A TUDO!!
Todos os professores, velhos ou novos, trabalharam de igual forma. O governo quer mesmo isso dar umas migalhas a uns para nos dividir e enfraquecer a luta! Não sejamos ingénuos!
Portanto, qual é a dúvida? o tempo tem que ser contado para todos os professores! A todos para progredirem e aos que estão no último escalão que lhes sirva para poderem sair mais cedo e dar lugar aos mais novos! Ganhavam todos e, sobretudo , o sistema de ensino
Engraçado que os Costas sempre admitiram que afinal houve mais que um congelamento, melhor dizendo, mais que um roubo a muitos professores. De 2005 a 2007, de 2011 a 2019, na fila do quarto escalão, com pelo menos mais 2 anos e mais 3 anos na fila do sexto escalão. Ora srs. Costas, tudo somado, irá refazer a módica quantia de aproximadamente 15 anos de roubos contínuos. Isto é a que se chama de ladroagem à lá PS.