75% dos docentes discordam da continuação da greve por tempo indeterminado iniciada em dezembro.
Os apelos para que o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) termine com a greve por tempo indeterminado têm-se multiplicado por parte de diretores e restantes organizações sindicais. Alegam que a greve tem pouca adesão e que os serviços mínimos (SM), que obrigam a três horas de aulas diárias por turma, complicam muito a vida nas escolas e limitam a adesão a outras greves.
Maioria dos professores pede fim da greve do STOP




13 comentários
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Boa tarde!
Não sou sindicalizado no STOP, tenho mais de 35 anos de serviço docente e fui penalizado do 6º para o 7º escalão.
A questão resume-se aos dividendos para a nossa classe!! e podemos concluir que até este momento temos uma mão cheia de nada.
O governo, já, assumiu que o número de docentes descontentes, não passa de um valor estatístico.
Não será melhor tentar outra forma de luta, mesmo com serviços mínimos!
Sugestão: serviços mínimos nas escolas (não a tudo que não seja obrigatório, cumprimento integral do horário, desconexão da escola fora do nosso horário….).
Passo a citar: “O presidente do SOJ disse ainda que a greve dos oficiais de justiça está decretada por tempo indeterminado, até que sejam alcançadas um conjunto de reivindicações para garantir o funcionamento dos tribunais, como o aumento do número de efetivos, a concretização das promoções e a integração do suplemento de recuperação processual.
Não podemos contestar o sistema e continuar a sermos subservientes.
Carlos
Boa noite!
Viva o Pestana! Viva!
Isso é que era doce, ficava o ministro a rir-se. Que vergonha de resultado, a classe docente sempre a vergar a coluna, assim como os sindicatos do sistema.
Há muitas lutas que podem ser travadas com os serviços mínimos. Façam greve aos outros tempos… causaria muitos estragos. E greve às reuniões do 2 período, porque não a fazem?
Sempre às mesmas desculpas para justificar a inacção.
Quando os Diretores assumem que as 3 horas diárias a assegurar devem ser para os professores e não para a turma, isto impede que se possa faltar não só por greve como por qualquer outra razão. Mas acho que desistir também não é a solução, há que encontrar alternativas para contornar esta situação.
” a maioria dos professores…”? os diretores não são a maioria dos professores, não representam os professores, representam o ME, aliás a maioria deles é contra os professores são os “paus mandados” do ME e dos encarregados de educação!
A posição dos outros “cem”?!! sindicatos percebe-se bem!!!!
Sem o STOP ainda estávamos todos à espera que algo acontecesse!
A melhor decisão a tomar será do STOP e dos seus associados e dos professores! Eles Saberão optar pela melhor decisão!
O que está errado são os serviços mínimos.
A greve é um direito e esta é justa.
Ainda não houve nada de positivo por parte deste ME.
Continua a:
escravizar
manipular
enganar
e a fingir que faz para enganar anjinhos…
burocracias + injustiças + desautorização do professor + roubo no tempo de serviço + ditadura de gestão + turmas enormes + pobreza curricular + ideologia disfarçada de cidadania + …
É isto que não queremos + !
Julgo que uma mudança de estratégia do STOP e seus associados, nomeadamente para uma greve às avaliações já neste 2º Período, causaria bem mais mossa do que esta greve atual por tempo indeterminado que, infelizmente, está bastante condicionada na sua aplicação e cujos efeitos são bastante incipientes.
Viva o STOP. Se não fosse o STOP ninguém se mexia.
Acordem…
Que parvoíce.
Quem quiser fazer greve faz, quem não fizer não faz.
Ninguém obriga a maioria dos professores a fazer greve.
Mais uma manobra a atirar areia aos olhos.
Se não fosse pelo STOP nada acontecia.
O STOP foi uma lufada de ar fresco, sem medo, sem subserviência, não vamos conseguir nada com esta mentalidade passiva, de bons alunos, somos números não mandamos nada, o governo tem a maioria e democraticamente assume as suas opções ideológicas. Nunca haverá falta de professores, as habilitações necessárias serão desvalorizadas e abrangerão muitos atuais desempregados.
Os professores pedem o fim da greve do STOP, tal como ela está – os serviços mínimos ilegais que o Sonso deitou mãos, destruíram em grande parte a eficácia da greve. Mas não pedem que não haja greves em outros moldes que “fintem” estes serviços mínimos, e muito menos, pedem que o STOP deixe de lutar. E convenhamos, quando os Tribunais se pronunciarem pela ilegalidade dos serviços mínimos – o que deve acontecer lá para Outubro ou Novembro… – há sempre hipótese de retomar a greve, neste moldes. Esta luta é até ao final da Legislatura, se não houver acordo entretanto. Não é até ao final do 2.º Período deste ano. Se os Costas pensam que, publicando à força no DR os diplomas rejeitados por nós, a luta acaba, então são mais estúpidos que eu pensava.
Então a proposta do ministro é a de que quem estava na carreira no início de 2005 pode passar para o 5.º e para o 7.º escalões à vontade. Ou seja, não terá nunca entraves na carreira.
Os outros, que até são mais novos e foram muito mais prejudicadas (e serão sempre porque lhes roubaram anos iniciais na carreira, o que diminuiu para sempre as suas contribuições para a Caixa Geral de Aposentações ou para a Segurança Social), esse levam outra vez com a dose e ficam tramados para sempre na carreira e na reforma!
NÃO GOZEM COM A NOSSA CARA!!
GREVE TOTAL JÁ!!!! E A TUDO!!
Sou contra as “greves fofinhas”, portanto, greve todos os dias a todo o serviço (inclui às reuniões de avaliação do 2º Período…), até às próximas eleições.