IHRU e DGAE assinam protocolo para garantir habitação a professores deslocados
Com vista a garantir a fixação de docentes deslocados em territórios onde existem dificuldades de acesso a habitação, os Ministros Marina Gonçalves e João Costa, estiveram ontem em Portimão, no âmbito da assinatura de um protocolo entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Direção Geral da Administração Escolar (DGAE).
Para este efeito, o IHRU tem já identificados 15 apartamentos no centro da cidade de Portimão (13 com tipologia T2, 1 T3 e 1 T4), que se destinam não só a professores, mas também a profissionais da saúde deslocados, área que será brevemente alvo de um protocolo semelhante.
Ainda neste âmbito, há igualmente outras 14 apartamentos em Lisboa (2 de tipologia T0, 9 T1 e 3 T2), alocadas ao mesmo fim.
A política de habitação é «universal”» lembrou a Ministra da Habitação, Marina Gonçalves, mas deve ter «respostas a situações específicas», como esta dos profissionais deslocados das suas zonas de residência.
Já o Ministro da Educação, João Costa, sublinhou que «este é um primeiro passo fundamental para fixar professores nas regiões onde a habitação constitui um problema específico para a classe docente».
Com este protocolo são criadas condições para que os profissionais deslocados acedam a uma casa a custos comportáveis pelos seus orçamentos tal como contribui para o aumento da dimensão do parque habitacional público, dotando-o de maior capacidade de resposta aos diferentes tipos de carências habitacionais existentes no território nacional.




10 comentários
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Arrepiadinha de comoção.
Já estou a ver em todos os meios de comunicação social a letras garrafais e a negrito:
ME disponibiliza alojamento para professores deslocados!!!
Bravo, timing perfeito!
São tão, tão queridos e bem intencionados.
Parece tudo fácil para este Governo a dar Palpites …
Se um Professor ou um Médico tiver a pagar um crédito habitação, seguro de vida, gaz electricidade, Internet para trabalho , bens alimentares etc ….. Se tiver Filhos mais despesas.
Ainda com as deslocação vai ter de pgar outra renda , gaz , electricidade, Internet, alimentação etc . E diz o Governo que ordenados dos Professores e Médicos vai dar para nova vida fora da sua Habitação Permanente…..
Mas esta Ministra da Habitação, vem com ar de felicidade a pensar que resolve tudo . Quando está numa função que não tem a noção da vida. Porque nunca passou por dificuldades nenhumas de esforço de trabalho e outras perdidas e a concorrer para Professor. Ou horas a fundo como Médico e desgaste físico emocional .
– E agora vem aqui com uma ideia sem pés nem cabeça, para Professores com Famílias e pensar que uma Habitação resolve tudo.
É ideia do ME com sua mobilidade interna ou por MPD.
E Professores/as com problemas doenças incapacitantes :
– Oncológicos
– Invisuais
– Com deficiência permanente
– outras doenças incapacitantes.
Pelos vistos não pensou nestas situações como ME e os deslocar para mais 100 kilometros, como tem acontecido.
E sem terem apoios familiares, ou outras prestações médicas e enfermagem, na área das suas Habitações Permanente.
Como Médicos/as , com doenças incapacitantes.
https://www.dinheirovivo.pt/lusa/governo-disponibiliza-casas-para-professores-deslocados-em-lisboa-e-portimao-15933700.html
Então com esta Lei , querem prejudicar os Professores , vão ter mais gastos económicos com outra Habitação de uma forma obrigatória pelo Governo e Ministra Habitação e ME .E com ordenado que recebem vão passar dificuldades financeiras , para pagar contas com sua Habitação Permanente e na vida Familiar e seus Filhos.
Afinal que forma emocional vai ter os Professores para ensinar nas localidades, que são obrigados a sair da área de suas Habitações Permanente, quando estão a pensar como vão pagar suas contas, para as duas Habitações ????
– Afinal cada vez se vê, que afinal é perseguição excessivas do PM , ME , e atualmente se juntou Ministra da Habitação na geringonça. Para e só prejudicar os Professores…
– E novamente a prejudicar a parte Educativa. Ao deslocar das Escolas da área de residência estes Professores…
As Escolas nessas áreas, vão ficar sem Professores.
E os Pais vão ser prejudicados , por seus filhos nem terem estes professores para os ensinar. E não vão ter outros Professores.
Quando é que aprende a escrever “gás”?
Uma “farturinha” de casas … será que desconhecem o número de professores deslocados? Só pode. Para não falar dos médicos, que em início de carreira também não conseguem pagar rendas em Lisboa e Algarve.
Isto é apenas uma jogada política (usando 29 apartamentos para profs e profissionais de saúde) para mais uma vez tentar que a opinião pública se canse (Olá Marcelo).
Permite grandes cabeçalhos, grande parte do povo só lê os títulos e assim ficam com a ideia que os profs deslocados vão passar a ter casas acessíveis/disponíveis. O número 29 e demais detalhes desvanecem-se.
Agora espero que os sindicatos apresentem um levantamento do nº de professores deslocados.
Quando é que aprende a escrever “gás”?
Assim escrevi em Francês (;Gaz ) …
Que tem o mesmo significado em Português..
– Agora é necessário dar Gaz e Gás ….. na Luta até ao Fim…
E boa noite , e feliz sexta feira..
Estive (apenas) 5 anos longe de casa, tanto a 250 como a quase 700kms de distância, entre Ribatejo, Alentejo e Algarve e “perdi” 20 mil euros nesses quase 5 anos. Isto a poupar muito, não levando o carro, indo de comboio 3 e 4 horas, de autocarro 5 horas, 10 horas de viagem. Cheguei inclusivamente a ir de avião 2 vezes. Sim, avião. De boleias imensas vezes. Tudo para poupar uns trocos. Arranjei sempre quartos/apartamentos baratos, não pagando mais de 200€ por um apartamento impecável, este em Quarteira, pois o senhor tinha uma filha professora e percebia a nossa luta diária, quando outros pagavam 300 e 350 na mesma zona com piores condições. Tive a sorte de ficar não muito longe dos centros populacionais centrais.
Nem quero imaginar aqueles colegas que vão parar a Lisboa, local para onde nunca concorri, assim como na margem sul. Nem quero fazer contas para não me assustar e perceber que esses 20 mil rapidamente se transformam em 30 mil ou mais euros e agora vem esta ministra toda contente porque arranjou 30 apartamentos para professores e profissionais de saúde??? Mas ela tem noção do que quer que seja, já que o nosso ministro já a perdeu há muito?
Fico curioso com dois aspetos:
1. As habitações serão disponibilizadas gratuitamente ou terão uma renda? Se tiverem renda (que me parece o mai provável) fica claro que esses docentes terão um vencimento inferior, já que terão de descontar o valor da renda que o próprio empregador disponibiliza.
2. Se forem apenas disponibilizados estes 14 apartamentos, serão obviamente insuficientes, não chegarão sequer para acomodar os professores deslocados de um dos agrupamentos de Portimão. Como é que vão escolher quem tem direito a esses alojamentos?