Habituem-se… às Opções do Costa, PM

Mariana Mortágua: “Benefício fiscal para residentes não habituais custa o triplo do descongelamento das carreiras dos professores”

 

 

Não é radical, mas sim “muito determinada na denúncia e na oposição a um monstro que existe em Portugal, que é uma oligarquia financeira, de portas giratórias, uma política de favores, que nos arrasta para baixo”. As palavras são da candidata à liderança do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, em entrevista ao programa “Hora da Verdade”, do jornal “Público” e da rádio “Renascença”, esta quinta-feira.

“Gostaria de pôr essa ideia da radicalização em contexto. Há um benefício fiscal em Portugal que custa quase mil milhões de euros. É um benefício fiscal dado a residentes não habituais e que lhes dá uma taxa plana de IRS de 20% ou isenção no caso de rendimentos de capitais. Estes 900 milhões de euros por ano que custa este benefício fiscal é cerca de três vezes o que custa repor o tempo de serviço aos professores”, argumentou Mortágua, seguindo-se uma série de questões dirigidas à oposição que a acusa de radicalismo:

“Eu gostaria de perguntar onde é que está a radicalidade e onde é que está a sensatez? É manter este benefício fiscal para negar aos professores o tempo de carreira? É isso que é sensato? E radical é negar, radical é não querer o benefício fiscal e querer proteger os professores? Acho que esta ideia de que lutar por uma vida boa e lutar pela dignidade das pessoas se tornou radical mostra o quanto é preciso fazê-lo.”

Antes de mais, foi o Código Fiscal do Investimento, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 249/2009, de 23 de setembro, que “criou o regime fiscal para o residente não habitual em sede do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), tendo em vista atrair para Portugal profissionais não residentes qualificados em atividades de elevado valor acrescentado ou da propriedade intelectual, industrial ou know-how, bem como beneficiários de pensões obtidas no estrangeiro”.

Em números, a isenção parcial ou total de imposto aos estrangeiros residentes em Portugal ao abrigo deste regime pesou bastante no IRS em 2021, assim como tinha acontecido em 2020. Nesse ano, o benefício gerado tinha-se situado nos 893 milhões de euros. Um ano depois, mostra a Conta Geral do Estado de 2021 (CGE), a despesa relativa aos benefícios atribuídos a residentes não habituais registou um aumento de 66,6 milhões de euros (7,5%), subindo assim para os 959,6 milhões de euros e representando 61,7% da despesa fiscal só em IRS.

Quanto aos professores, e tal como o Polígrafo já verificou tendo por base informação enviada pelo Ministério das Finanças, em janeiro deste ano, “o descongelamento de dois anos, nove meses e 18 dias” tem um “impacto permanente anual na despesa pública estrutural de 244 milhões de euros”.

Já o “impacto adicional atualizado da proposta de recuperação de seis anos, seis meses e 23 dias seria de 331 milhões de euros anuais”, tal como referiu Mariana Mortágua.

 

 

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6 comentários

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  1. Não se deixem intimidar pelo PM , ME e atualmente a Ministra da Habitação….
    É necessário Lutar contra esta Politiquice deste Governo.
    Que só pensa e continua a querer prejudicar os Professores numa perseguição excessivas e sem limites.
    Não querem cooperação PM e ME, querem desorganização nas Escolas.
    Tem gosto de arranjar formas diárias, para tentar meter clima de Medo.

    – Os Professores não tem receios , nem se deixam intimidar.
    Está na altura dos Sindicatos terem outra força de Luta ..

    E outros Fontes Sindicais dos Médicos, Enfermeiros, Judiciais etc se unirem nas lutas , e combater esta forma obsessiva deste Governo contra todos que trabalharam arduamente para bem de todos os Portugueses.

    Lutar e o Destino Mudança…

    • Maria on 2 de Março de 2023 at 21:47
    • Responder

    Só agora é que acordou? Onde esteve nos últimos 7anos?

    • Alutacontinua on 2 de Março de 2023 at 21:52
    • Responder

    O que fez a geringonça? ABSOLUTAMENTE NADA.

    • Paulo Anjo Santos on 2 de Março de 2023 at 22:54
    • Responder

    Que ninguém tenha dúvidas, a conversa do «não há dinheiro para» é uma falácia, estas coisas têm apenas a ver com opções políticas e ideológicas!

    • Carlos Moreira on 3 de Março de 2023 at 10:05
    • Responder

    Eu penso que, há alguns anos, este BE, é o único partido em condições que temos atualmente no cenário politico!

    • Maria on 3 de Março de 2023 at 11:21
    • Responder

    Pelo menos sempre disse a verdade e apresenta as contas de forma séria. Vejam que até aos banqueiros ela confrontou de forma a que nenhum a desmentiu! Sabe o que faz e o que diz é de forma fundamentada.
    Por isso o Costa detesta tanto a Catarina e a Mortágua…acreditem que gosta bem mais do PSD…porque são iguais.

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