Mas disso pouco ouvimos falar. Aos sindicatos não interessa falar muito sobre isso, não é uma causa comum.
Enquanto os 6 anos, 6 meses e 23 dias é uma causa comum a todos os docentes, tirando os 16% que já se encontram no 10.º escalão que só poderão recuperar algum tempo se anteciparem a reforma destes, as Ultrapassagens só afetaram alguns. Umas dezenas de milhar de alguns…
São docentes que cumpriram um ano de probatório no índice 126, mais três anos no índice 151 e ainda alguns que cumpriram um escalão de 5 anos em vez dos 4 anos atuais. Ou seja, quem entrou na carreira antes de 2011 ainda espera ser integrado na carreira atual no escalão e índice devidos.
Na transição de carreiras, que nestes casos foram três, não foram acauteladas futuras ultrapassagens.
Esta não é uma luta de hoje. Há processos a correr em tribunal, há anos, à espera de despacho de prenuncia por parte de um juiz.
Será destes docentes que ouvi o Ministro da Educação referir-se quando falou de docentes que foram apanhados em fases diferentes pelo congelamento e que o Primeiro Ministro se referiu numa entrevista à TVI?
João Costa disse que se vai olhar para o “segmento de professores” que ficou “mais prejudicado” com o congelamento das carreiras. Posso dizer que quem entrou na carreira entre 2005 e 2008 já entrou congeladíssimo, além de ter congelado pouco tempo depois do primeiro descongelamento. Neste período houve duas carreiras docentes diferentes que levaram às ultrapassagens. Será a estes docentes que João Costa se refere?
(Pode existir por aí alguém que julgue que este artigo vai dividir as forças da luta, mas como pode um artigo dividir o que está dividido por motivos justos?)




18 comentários
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E quem entrou na carreira em 2000?
Ver post e comentários em: Professores em Luta (proposta de gestão de docentes), do membro Maria Quinteira.
E quem está prestes a sair de vez, que levou com as quotas de um 6° e se encontra num 8°?
Qual quê, sr. Ministro e sua turpe! Antigamente havia uma única carreira docente. Agora, uma série delas … A vida está boa prós graxistas.
Desculpem, mas as situações não serão comparáveis. Já todos percebemos que a carreira não é e, já mais será, igual à dos colegas mais velhos. Não o é, financeiramente e, até, no desenvolvimento da atividade profissional.
Todos somos de opinião que é JUSTO recuperar o tempo de serviço. Igualmente será JUSTO garantir que não haja colegas com menos tempo de serviço em índices remuneratórias superiores.
Isto não é Dividir! É exigir para Todos os professores, o que defendemos perante o país! Justiça e Honestidade!
Uma verdade é uma…estes colegas que efetivaram antes de 2011 ficaram muito mais prejudicados. Se houver migalhar para devolver, que seja primeiro a estes! Mas a luta continua para recuperar tudo para todos!!!
Eu efetivei dp em 2014 e ultrapassei alguns amigos que já estavam no quadro desde 2008.
E os que entraram na carreira em 88/89 e que em 2005 estavam no 7º escalam (na antiga carreira), mas com os retrocessos, congelamentos na carreira e transição entre carreiras se encontram em 2023 no 7º escalam (os que estão e não ficaram retidos nas cotas e estão no 6º). Estes nunca chegaram sequer ao 9º escalaram se o tempo de serviço não for reposto já e todo o que foi roubado.
E JÁ AGORA QUE NÂO HAJA COLEGAS CONTRATADOS COM 3 ANOS DE SERVIÇO A VINCULAR ULTRAPASSANDO QUEM TEM 20 ANOS DE SERVIÇO:
É muito injusto o que refere. Mas a vinculação neste altura pode ser sinónimo de prisão!
ULTRAPASSANDO VINCULANDO E OUTROS COM 20 ANOS DE SERVIÇO CONTRATADOS NÃO CONSEGUIREM VINCULAR POR CAUSA DAS REGRAS INTRODUZIDAS A MEIO DO JOGO:
NÃO PODE SER!!!!!
As ultrapassagens e as diferentes da recuperação do tempo de serviço são juridicamente as mais fáceis de resolver em tribunal porque são incontitucionais. As cotas são de uma injustiça enorme mas não inconstitucionais….são do foro politico…politicas do governo. Devemos lutar por todos mas a níveis diferentes…as primeiras deviam ser também em tribunal europeu uma vez que os nossos tribunais não “respondem”
Maria, se é tão fácil assim, porque razão as ultrapassagens dos colegas q efetivaram antes de 2011 não ficaram ainda resolvidas? Tribunal europeu? Estes já disseram qt a isso nada poder fazer! É o próprio país que tem total soberania na sua decisão.
Atenção! Não dividir para reinar.
Unidos somos mais fortes e o inimigo é mais poderoso.
Atenção às cascas de banana!
Esta narrativa das ultrapassagens é um “NÃO CASO”. E assim, eu também quero ser ressarcida! Importa esclarecer esta polémica de uma vez: Sou profissionalizada desde 1993, mas tive que trabalhar com contratos sucessivos durante VINTE anos. Por imposição Europeia, conseguimos vincular em 2013 (éramos cerca de 750) mas continuaram a remunerar-nos como contratados durante mais CINCO anos, a aguardar a publicação de uma vergonhosa portaria que regulamentasse o nosso reposicionamento (Artº33 do ECD, onde os contratados nao são considerados docentes, mas sim “indivíduos”). Finalmente, publicaram a maldita portaria do reposicionamento em 2019, mas só nos pagaram os retroativos a partir de 2018. Como é óbvio, também não recuperámos o tempo congelado. (Mas há quem ande a afirmar que sim!). Conclusão: Entre 2013 e 2018 TRABALHÁMOS CINCO ANOS COMO VINCULADOS, MAS FOMOS TODOS REMUNERADOS COMO CONTRATADOS. (E ainda nos acusam de termos ultrapassado os colegas!…)
Dinossáurio, eu comecei a exercer as minhas funções docentes em 1981 /1882. No tempo da Maria de Lurdes Rodrigues & Sócrates estava no 8°. Como eu, muitos colegas. Essa ” senhora”, que nem sei que nome lhe hei-de chamar ” inventou” as quotas. Eu retrocedi dois anos, como muitos colegas. Outros apenas um. Eu caí no 6°. Outros, no 7°. Eu fiquei aí, preso. Congelamentos, lista nacional durante 3 anos e ainda dois faseamentos que consegui apanhar, estou no 8°. A um ano da reforma. E nesse escalão sairei. Em contrapartida, os que estavam no 7° congelaram avançaram, apanharam 3 faseamentos e … 10°. Que equidade??? Dois pesos e duas medidas. Farto disto? Claro que estou. E tenho razões para estar.
Não é nada, não é nada, mas numa reforma deve ser uma bruta diferença de 400€ mensais, se não for mais. Agora pergunto, uns são filhos de cão e outros de gente?
Haja equidade, tanto na carreira docente mais idosa, como nos atuais, pois a idade também corre para eles.
Todos trabalhámos, independentemente do escalão em que estávamos! Todos andámos para trás! Se os mais velhos chegam ao 8º ou 9º é porque são “velhos” , logo, começaram a trabalhar nos anos 80, há muito, muito tempo, quando outros ainda andavam na Universidade!… Devolver a todos o que a todos foi roubado : os 6 anos! Isto, sim, é justiça! Isto é equidade! Se isto não acontecer, nunca mais farei uma greve!
Muitos professores já se aposentaram com os prejuízos que se conhecem. O tempo de serviço congelado teve graves consequências na aposentação desses docentes.
O tempo congelado, as cotas .. tudo. Mas ainda há muitos docentes, já velhos e que ainda estão no ativo, embora prestes a reformarem-se. Que se olhe para os novos, mas que haja qualquer compensação para os mais velhos. Assim, sim! Não se podem compensar mudando de escalão? Que nos remetam tudo aquilo que nos foi roubado. Isto é um roubo vivo!
Eu, com a transição da carreira, estava a um dia de ir para o antigo 5º escalão e fui remetida para o segundo; só aí perdi 6 anos; por isso o meu prejuízo já vai em mais de 12 anos.