Diretores escolares revelam que Ministério vai reunir-se com sindicatos “sem temas tabus”
Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas sente “que houve abertura por parte do Governo para encontrar soluções”.

Os diretores escolares revelaram esta segunda-feira que o Ministério da Educação vai reunir-se com sindicatos sem “temas tabu”, estando disponível para debater todos os assuntos que preocupam os professores, como a recuperação do tempo de serviço.
“Sentimos que houve abertura por parte do Governo para encontrar soluções e que não haverá temas tabu nas reuniões negociais com os sindicatos”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) no final de uma reunião que se realizou esta segunda-feira com responsáveis do Ministério da Educação.
Segundo Filinto Lima, “todas as questões que preocupam os professores estarão em cima da mesa da reunião com os sindicatos que vai realizar-se na quarta-feira e irão ser abordadas pelo ministério”.
A recuperação dos cerca de seis anos e meio de tempo de serviço congelado é uma das principais exigências dos sindicatos que afirmam estar disponíveis para uma recuperação faseada, tendo em conta o impacto financeiro da medida.
Questionado sobre se o Ministério está disponível para negociar a recuperação do tempo de serviço, o representante dos diretores lembrou que “os sindicatos são os parceiros privilegiados nas negociações” e que os diretores não sabem quais serão as propostas do Ministério. “Mas sabemos que os assuntos estarão em cima da mesa”, disse.
Filinto Lima defendeu que “não pode haver extremismos nem de um lado nem do outro” e lembrou que “para se chegar a acordo tem de haver cedências de ambas as partes”.
Para os diretores é importante que na próxima reunião entre sindicatos e tutela “se acenda uma luz ao fundo do túnel, que está apagada”.
O confronto entre sindicatos e tutela começou depois de o ministério ter apresentado em setembro uma proposta para um novo regime de seleção e colocação de professores, que foi sendo alterado ao longo dos últimos meses.
Entretanto, os sindicatos começaram a exigir também que o ministério aceitasse negociar outras matérias, como a recuperação do tempo de serviço, o fim das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões ou um novo modelo de aposentação.
Em dezembro do ano passado, o Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) iniciou uma greve que continua a decorrer nas escolas e inclui professores e pessoal não docente.
Perante a duração da greve, a tutela solicitou serviços mínimos, um pedido aceite pelo Tribunal Arbitral.
Para o presidente da ANDAEP, a greve decretada pelo STOP “acaba por prejudicar a luta justa dos professores”, porque “está a decorrer há demasiado tempo e já não tem qualquer impacto nas escolas”.
“Estão a gastar uma arma importante de forma desnecessária”, defendeu.
No sábado, o STOP anunciou que iria continuar a luta, apelando para que a sociedade civil se junte numa grande manifestação no dia 25 de abril, em Lisboa.
A ANDAEP enviou na semana passada um pedido de reunião “urgente” ao Ministério, perante a situação que se vive nas escolas públicas, lembrando que há serviços mínimos nas escolas desde fevereiro.




7 comentários
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Mas afinal, perante o senhor ministro, os diretores disseram ao mesmo que os serviços mínimos eram ilegais?
Será que foram para Lisboa tomar café? Ou, negociar outras estratégias para prejudicar mais os professores?
Esta é uma casa sem rumo!
Falaram da mobilidade por doença? Registaram os lucros obtidos mudando a lei da MPD?
A que conclusão chegaram? Obtiveram lucros ou prejuízos? Todos a pensar chegaram a conclusões brilhantes!…
Tenho a ligeira impressão que não foi para isto que o chefe dos kapos foi passear a Lisboa …
Uhau, uhau, uhau…Deixa-me rir. Essa história não é tua.
🤣
Se não há temas tabu, então será de discutir o fim do regime de concursos que acabou de ser unilateralmente aprovado!😇
Os comissários políticos ao serviço do sonso, a trazerem, para manipular a opinião pública, informação FALSA.. Do que foram lá fazer e o que ele lhes PROMETEU (mais TACHO) nem uma palavra .É apenas para isso que eles servem.
Ui…meu deus. Vão falar de pornografia!! Pornografia dura e pura…como nos podem F**** +
Tudo para denegrirem a nossa imagem.
Acho que as manifestações não devem ser só contra os ministros mas também contra alguns diretores e alguns colegas que acham que estão acima da lei. Que são mais papistas que o papa. Que se FO… todos.
Sem surpresa, infelizmente estamos habituados a que persigam ou lancem olhares de soslaio aos professores que se recusam a ser meros executores duma cartilha estafada e oca, e se atrevem a dar aulas. Têm transformado a escola, instrumento libertador e de liberdade, num espaço da delação, da intriga e da inveja.
Se tivessem um pingo de vergonha, o que tinham a fazer era aquilo que disse o ‘braguinha’ há dias em Amarante: dar um prazo ao Governo para se começarem a resolver os problemas, (que vão muito, mas muito além do tempo de serviço) e assumir que não estão em condições de continuar.