COMUNICADO DO S.TO.P. sobre a greve de dia 17 de março

Como é público, foi a inédita greve por tempo indeterminado dinamizada pelo S.TO.P. que potencia a MAIOR luta de sempre na Educação e que coloca como nunca antes a sociedade a olhar para a Escola Pública. Essa greve por tempo indeterminado (brutalmente atacada pelo ME e poderosos interesses instalados) mantém-se desde há vários meses.
Ainda assim, o S.TO.P. apela à convergência de ação e participação nas greves da Função Pública de dia 17 de março. Tendo como referência que a 2 e 3 de março – além dos serviços mínimos decretados para a greve do S.TO.P., foram decretados também serviços mínimos para essas greves dinamizadas por outros sindicatos/federações -, o Acórdão nº10, o qual abrange o pré-aviso de dia 17 de março (ao contrário dos anteriores), especifica concretamente que “os serviços mínimos e os meios são para a greve convocada pelo S.TO.P.”.
Além da incongruência denunciada pela Câmara de Setúbal de que tivemos conhecimento ontem, o nosso departamento jurídico considera que os Profissionais da Educação que queiram aderir à greve convocada por outros sindicatos/federações/centrais sindicais NÃO ESTÃO ABRANGIDOS pelos serviços mínimos definidos para a greve do S.TO.P.
Os trabalhadores dos serviços públicos irão expressar o seu descontentamento generalizado perante as políticas do governo e também repudiando os ataques ao direito de greve, nomeadamente, a imposição de “serviços mínimos” no setor da Educação.
PARECER do nosso departamento jurídico:
“Os profissionais da Educação (docentes e não docentes) que decidam aderir às greves de professores e de outros trabalhadores da administração pública que se encontram agendadas para amanhã (dia 17 março 2023) e que, ao que é dado saber, não têm decretados serviços mínimos, não estão obrigados a prestá-los. Ao que se sabe, apenas estão decretados serviços mínimos para a greve do mesmo dia (dia 17) declarada pelo S.TO.P.
JA Ferreira da Silva“
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11 comentários
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Por amor da santa… estes serviços júridicos?? então como é sabemos se faz uma greve do estop ou outra. vai ter um distico??? Se acabassem com a treta da greve eterna era bem melhor
Sem “greves eternas” não vamos a lado nenhum.
Os Costas que desapareçam.
Respeito!
Ou bem que lutam à séria, ou bem que fazem convívios, marchinhas da treta, cordões humanos e piqueniques ,que depois publicam orgulhosamente para dar a ideia que estão a lutar mesmo. O governo vai impor as suas ideias publicando em DR este atentado que foi rejeitado. O que é que têm previsto para enfrentar esta situação? E não me refiro a mais convívios, passeatas e piqueniques. ou insistir em greves destroçadas por serviços mínimos que dizem ser ilegais, mas apesar de acórdãos da Relação em situações anteriores, continuam a estar em vigor sem ser desafiados pelos Sindicatos. Queremos saber o que os Sindicatos têm preparado para esta situação, se é que têm alguma coisa.
O governo vai impor em DR o seu ponto de vista, pelo que é evidente que os professores estão a perder a luta. Não perderam, mas de momento estão a perder. E porquê? Porque não responderam às iniciativas do Sonso e continuam a brincar, pensando que luta é convívio, manifs, cordões humanos, acampamentos e piqueniques. Começaram bem, mas não tardaram a transformar isto num circo. O STOP continuar as Greves como até aqui, sem deitar abaixo os serviços mínimos, é uma situação típica de dar murros em ponta de faca. Nada adianta e deixa pouco a pouco, instalar a ideia que “vamos perder”. Convinha repensarem a estratégia e quanto mais cedo, melhor.
Vivam todas as greves!
Sendo constitucionais, claro.
E as do STOP são-no.
Concordo com o dito por outros comentadores e não percebo como é que na direção do STOP ainda não viram que estão a falhar, marcando greves parcialmente destruídas por serviços mínimos que ninguém desafia, por perceber que não teria apoio jurídico do STOP se o fizessem. Cancelem a greve como ela está. Marquem greve sem termo a atividades não letivas, a serviço extraordinário, a tudo o que não venha nos horários como observação externa de aulas ou acompanhamento de estágios, façam com que só o horário seja executado o que é mais que suficiente, se declarado e se se denunciar à inspeção o bullying de alguns diretores, para desorganizar o ano escolar. Voltem a fazer greve às atividades letivas só quando os Tribunais disserem que os S.M. são ilegais. E claro, greve às avaliações e correções de provas de Exame. Qualquer coisa. O que estão a fazer agora é um circo inútil, e não se percebe como a cúpula dirigente do STOP não vê isso.
As greves do STOP são constitucionais!
É incrível como há descrentes! Mas pior do que isso!!! Ainda falam dos alunos! Tenham vergonha! Não deixem que sejam, só!, os outros a lutar por todos!
Só espero que o STOP convoque greves aos conselhos de turma do 2º Período (todo o serviço, todo o dia).
Aliás, se isto continuar assim, que convoque até às próximas eleições.
Quem quiser/puder faz…
FORÇA!!!
A LUTA continua e continuará até ser preciso!!!
As greves por tempo indeterminado foram muito boas no inicio, agora estão a ser muito prejudiciais, porque ninguém sabe o que fazer- Eu estou a ser obrigada a cumprir os serviços minimos até ao meio dia e depois faço greve. A diretora do agrupamento pediu esclarecimento ao ministerio da educaão que não lhe repondeu. É assim está tudo num caos! Ninguém sabe o que fazer! Uns fazem outros não fazem.
Seria bem melhor o stop marcar greve por semanas. Assim já não haveria serviços minimos.
Quem tanto nos ajudou está agora apiorar a nossa situação. Temos muito que agradecer ao STOP, mas agora tem que mudar de estratégia. Não pode estar sempre a olhar para o mesmo lado.