Alguns truques do Ministério da Educação: a aposta nos “erros processuais”…

Alguns truques do Ministério da Educação: a aposta nos “erros processuais”…

 

O Ministério da Educação parece estar muito empenhado na procura de eventuais “erros processuais”, tentando, dessa forma, inviabilizar e travar a presente luta dos profissionais de Educação…

Depois de intentar, sem sucesso, a ilegalização da Greve decretada pelo STOP, aquando da divulgação do Parecer da PGR, o Ministério da Educação alega, agora, que os Pré-Avisos de Greve, anunciados pela Plataforma de nove Sindicatos, não foram apresentados com dez dias úteis de antecedência…

Paralelamente, o Ministério da Educação tem-se mostrado incapaz de refutar os motivos invocados pelos profissionais de Educação e que fundamentam a luta em curso…

Em vez de apresentar uma argumentação válida, que contrarie os motivos anteriores, o Ministério da Educação parece ter escolhido a via das tentativas desesperadas de anular a presente luta, assentes na alegação da existência de “erros processuais”, ao nível da execução de algumas acções referentes à mesma…

Ou seja, à falta de argumentos válidos, que permitam refutar cabalmente as acusações que lhe são imputadas, o Ministério da Educação tem recorrido a uma estratégia que terá como principal objectivo introduzir ruído e artificialidade, distrair as atenções e desfocá-las do essencial…

E o essencial não poderá deixar de ser:

– Os motivos que levaram à presente contestação mantêm-se, dado o impasse decorrente das “negociações” entre a Tutela e os Sindicatos…

E o Ministério da Educação não refuta os motivos e as justificações que levaram os profissionais de Educação à presente luta porque, na verdade, não consegue desmentir factualmente nenhum dos fundamentos apresentados por estes últimos…

Estando privado dessa refutação, paradoxalmente pela sua própria acção ao longo dos últimos anos, pejada de erros que agora, mais do que nunca, se “pagam muito caro”, restará ao Ministério da Educação a “política do vale tudo”…

Nessa política pautada pela arrogância, muito pouco corajosa e parca de honestidade, inclui-se, naturalmente uma atitude que se refugia e escuda na procura de “erros processuais”, ao mesmo tempo que se esquiva ao enfrentamento das queixas e reivindicações dos profissionais de Educação…

Os “truques de ilusionismo”, as “manobras de diversão” e as tentativas de intimidação, umas mais veladas do que outras, sucedem-se, mas os problemas essenciais continuam por resolver…

No fim, fica esta impressão:

“Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.” (Fernando Pessoa)

Por analogia: O Ministro da Educação será um dependente…

(Paula Dias)

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