Os professores andaram, durante anos, a encher a sua capacidade de resiliência perante sucessivas injustiças e a serem vilipendiados no seu profissionalismo por diversos governos.
Perante o estado limite de toda uma classe que já não aguenta mais, como é que o ministro da Educação pretende resolver a falta de professores e a instabilidade constante de um corpo docente que nunca sabe onde irá lecionar no dia de «amanhã»?
Com uma proposta de concursos terrível e insultuosa para tantos profissionais que andam há décadas a correr as escolas do país, atirando-os definitivamente para longe das suas residências sem esperança de poderem regressar às suas famílias.
Com esta panela de pressão, pronta a explodir, o ministro opta pelo decretar de serviços mínimos, fechando a válvula de escape e, com a inflexibilidade de alterar as propostas de negociação, ateia-lhe ainda mais lume.
E a consequência é mais do que óbvia – a panela vai explodir.
E no dia em que isso acontecer, João Costa e António Costa, terão de se justificar perante os portugueses pelo que irá acontecer devido ao tratamento de terrorismo psicológico que estão a causar a uma classe que está a ser continuamente torturada por atitudes altamente desrespeitadoras e cujas reivindicações estão a ser completamente ignoradas.
Que não se atrevam a continuar a pressionar e a subestimar os professores pois, para defender uma escola pública de qualidade e a dignidade das suas vidas, estão dispostos a tudo. Desta vez, ninguém os conseguirá parar enquanto não forem tratados com a justiça que merecem.
Carlos Santos




15 comentários
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ATENÇÃO
Ontem escrevi isto:
Acabamos de ser altamente insultados no programa ” O último apaga a luz”.
Insultos e má informação. É digno de ser visto. Vergonhoso, tanto veneno, e pagamos para haver comentadores que não sabem o que dizem.
A Loira disse mais do que uma vez que nós já tínhamos tudo o que queríamos. É urgente desmascarar, bem como elucidar esta gentalha.
Pelos discursos dos ministros, a opinião pública está a ficar convencida, de que estão a decorrer as negociações.
A Loira e os 2 Morenos.
Só a Raquel Varela se salva (nem sempre concordo com ela).
De 4 “comentadores”, 3 nada disseram a favor dos docentes, antes pelo contrário.
A Sra. Inês Pedrosa CADA VEZ mais feita com o PS! Só disse mentiras!
O programa O Último Apaga a Luz, da RTP 3 (23:15), tem vindo, pelo menos pela segunda vez consecutiva, a malhar nos professores.
Só a Raquel Varela disse algumas verdades.
Existe uma solução para os serviços mínimos, é os sindicatos avançaram também com os serviços mínimos, isto é, os professores estão nas salas de aulas mas não dão matéria, tomam conta dos meninos tal como muitos país assim o desejam.
Sumário: Serviços mínimos.
Todos ficam contentes e felizes, até o governo e os país entenderam que os professores têm razão e fazem falta.
Concordo inteiramente e até já estou a praticar isso desde o 1º dia de serviços mínimos: nem dou matéria nem marco faltas, a não ser disciplinares. No final do ano quando as boas médias darem lugar a médias sofríveis… não se queixem. Para que é que queriam ser médicos ou engenheiros?
As instituições portuguesas, nas mãos dos boys e girls PS fingem não ver e ouvir, e as outras, nada resolvem. É chegada a altura de apelar para Bruxelas e para os Tribunais da UE, levando o governo português a Tribunal Europeu. Nuno Melo começou o procedimento de denuncia dos atropelos e o BE parece também começar a mexer-se nesse sentido. Se na frente política há novidades, convém que também as haja na frente jurídica. E para os que duvidam, lembrem-se que essa “vinculação” de 10500 professores de que os Costas não param de falar, não é uma “cedência” do governo, mas uma imposição de Bruxelas depois de muitas queixas dos colegas precários.
Sumário nos serviços mínimos:
“A democracia portuguesa e os direitos dos trabalhadores”.
Vamos ver!! Quando chegarem os exames depois é coitadinhos dos alunos, não podemos fazer greve!! Alunos, que a maioria deles, também tem uma total falta de respeito pelos professores!!!!
num País com governo “de costas” o que estavam à espera?
É preciso lembrar a estes “pseudo-republicanos” que estão no “poleiro” à custa e não às costas de um professor!!
Há uma situação que me intriga pese embora não queira ser mal interpretado:
Porque é que os Sindicatos quando decretam as greves (o que apoio incondicionalmente), não pagam aos docentes e não docentes esses dia ou dias de greve? É do conhecimento geral que recebem todos os anos milhares e milhares de euros em descontos sindicais!
Para onde vai esse dinheiro?
Lembram-se da CGT do início do século xx? É tempo de distribuir quando é necessário e a quem de direitosempre que necessário!
Já agora uma pergunta? Os membros do Sindicato recebem o dia de greve ou também ficam sem ele como os demais?
Respondam-me se puderem ou quiserem!
O dinheiro das quotizações nunca chegaria para isso. a não ser que se fizesse um fundo de greve antecipadamente para isso, embora, depois, apenas os sindicalizados pudessem usufruir dele.
Estou completamente de acordo quanto aos fundos de greves e sobre eles incidir sobre os sindicalizados, mas tenho a dizer que as quotizaçoes também servem para isso e não só para pagar ordenados a pessoas encostadas em Sindicatos. Para bom entendedor…
P.ex. na França quando os professores fazem greve recebem metade do seu vencimento, no caso de quem está, nos escalões mais altos e 3/4, no caso de quem está nos primeiros escalões. Assim, a grande maioria é sindicalizada e, também quando há greve, fazem-na.
Então de que estão à espera os Sindicatos “fossilizados” em Portugal para avançar? Do 31 de Fevereiro?
E será que prestam contas anuais ou bianuais das quotas recebidas?
Alguns Sindicatos fazem lembrar a “com a devida distância e respeito a “Ditadura Salazarista”: Os homens ou mulheres eternizam-se no Tacho!
Venham para as Escolas e dêm entrada a novas ideias!
Desculpem: incidirem
Não são só os professores que estão, justificadamente, no limite. Sou terapeuta da fala e estou no limite. Vejo os serviços públicos a degradarem-se e os profissionais a fugirem para o privado, onde conseguem ter mais estabilidade e respeito. Nós queremos trabalhar! Deixem-nos trabalhar!!! Este governo, supostamente socialista, está a acabar com a escola pública, com o SNS e outros serviços públicos. Que legado deixará esta maioria? Um país devastado? Em que só os ricos podem ter educação, saúde e justiça?