O Primeiro Não Acordo

FNE sem acordo na mobilidade por doença e renovação de contratos

 

A FNE esteve esta manhã, de 30 de maio de 2022, no Ministério da Educação (ME) para a negociação suplementar relativa às matérias das regras de mobilidade por doença e da criação de um quadro de maior estabilidade nas Escolas para os Docentes contratados.

Desde início deste processo de negociação (a 16 e 18 de maio de 2022) que a FNE mostrou discordâncias de fundo em relação a cada uma destas matérias que o ME quer implementar de forma apressada e para contribuir para respostas de índole imediata e transitória para problemas que deviam ter sido analisados, discutidos e com soluções encontradas mais cedo e com maior consistência para ambas as matérias.

Em relação à questão do regime de mobilidade por doença, o ME reduziu de 25 para 20 km a distância em que os professores podem escolher as escolas da sua preferência, de forma que garantam o acompanhamento médico que precisam para si ou familiares e no restante pouco alterou daquilo que era essencial da proposta de partida, nomeadamente na insistência de um limite por escola para o acolhimento dos professores em situação de mobilidade.

Para a FNE não há assim o acolhimento daquilo que eram os seus pressupostos para este regime. No seu entendimento, todos os professores deveriam ter a possibilidade de serem colocados na escola que lhes permita a maior proximidade com o apoio médico necessário. A proposta do ME não responde a este objetivo, é incompleta, cria limitações e vai criar situações de injustiça ao permitir que uns professores sejam acolhidos e outros fiquem de fora deste regime de mobilidade.

Sobre as renovações de contratos a FNE considera que este mecanismo vem subverter a lógica com que as pessoas concorreram e as consequências de concursos futuros para os docentes que agora vão ver renovados os seus contratos. O processo traduz-se em situações acumuladas de injustiças que, podendo responder ao que é a preocupação do ME em ter professores já colocados através da renovação de contrato, vem introduzir fatores de enorme perturbação no respeito pela lista graduada e pelas expetativas daqueles que concorreram de uma determinada forma e outros que agora percebem que as suas expetativas são, afinal de contas, defraudadas. Todos estes motivos impediram qualquer acordo da FNE, nestas matérias, com a tutela.

Na verdade, registaram-se durante a negociação alguns avanços e pequenas alterações em relação a cada um dos modelos. Mas aquilo em que o ME evoluiu não significou qualquer alteração de fundo dos pressupostos de partida, o que provocou um grande distanciamento entre a proposta governamental e as soluções defendidas pela FNE.

Os educadores e professores podem confiar que, da parte da FNE, fica a garantia da continuação do acompanhamento quer em relação a um novo regime de mobilidade por doença justo no quadro do futuro diploma de concursos, como também no que vier a ser o novo regime de seleção e recrutamento de professores, em defesa da justiça, equidade e transparência do sistema educativo e em nome de melhores condições de vida e de trabalho para todos os profissionais da Educação.

Declaração de João Dias da Silva no final da reunião:

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5 comentários

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    • dremler gomes on 30 de Maio de 2022 at 16:41
    • Responder

    VEJAM ali aqule video;
    acham com sinceridade que aquelas 5 personagens estão mesmo preocupados com as mobilidades?
    acham mesmo?
    É so folclore , o bando ali dos 5 estão todos acima do 8ª escalão nao representam 85% dos docentes que nunca vão chegar esses esclaões.REPRESENTAM SÓ 15%
    Esses não necessitam de MPD nem de resolver o problema dos contratados , andam a reunir n tasca apenas para o boi ver.
    O sindicatos devem eleger professores que se encontrem até ao 6º esclão como o meu sindicato.
    ESTA gente da FNE E a fenprof são os cartilheiros do PCP e do PS .
    Acham que iam fazer milagres ?
    Acham que lecionam ?
    acham que defendem os interesses de alguem ?
    Não conseguem impor se , nao conseguem ganhar uma batalha ,, resta ao professores e todos ,contrados e do quadro abrir uma guerra feroz contra esta gente , contra o governo , e como fariamos?
    -GREVE DE ZELO-
    eu nao admito ter reuniões fora das 35h trabalho ;
    dizem -me tem muitas férias , simples que me mandem para escola fazer algo que esteja dentro da minha categoria de docente que eu vou.
    As férias sempre foram as desculpas da sociedade para mlhar em nós , mas quando tiveram os filhos em casa com esta pandemia , santo deus , os paizinhos estavam f doidos, nao os aturavam.
    No atual ssitema de ensino SEM REI NEM ROQUE , os docentes ao fim de 9 a 10 meses estão todos malucos da cabeça , facil será comprova -la, que me deixem gravar as aulas em audio e video.
    NUNCA , acreditei nestes sindicatos ABRILADOS , O JOÃO PREONÇA DA UGT agora é o predidente da ADSE , sao isto sindicatos ou centris sindicais .
    ESTA GENTE nunca defeudeu os nossos direitos , LÁ estão eles nas tvs a dizer sempre o mesmo .
    Para dialogar com governos nao se pode estar á espera de benesses , de empregos como alguns sindicalista fazem.
    PARA ser sindicalista as pessoas deviam saber que
    é preciso dar luta , ir até ao fim.
    E SE NINGUEM CORRIGIR OS EXAMES NACIONAIS=?
    SE TODOS METEREM BAIXA?
    SE NINGUEM SE APRESENTAR PARA VIGIAR EXAMES METER BAIXA?
    É A NOSSA UNICA ARMA COLEGAS.
    JA perdemos tudo , agora não esperem por milagres do bando dos sindicalistas .
    SOMOS NÓS UNIDOS !

    • sapinhoverde on 30 de Maio de 2022 at 16:48
    • Responder

    Obviamente que “só e apenas” meterei baixa se na MPD ou MI não tenha as condições para trabalhar e fazer tratamentos. Não será por birra, isto porque com 29 meses para ser chamado para junta médica estou à vontade com a fiscalização…. precisamente é essa fiscalização que falhou que falha e falhará.
    O justo paga pelo pecador? Então não irei ser mais justo.

      • Margarida Maria Gorette Afonso Alexandre on 30 de Maio de 2022 at 18:23
      • Responder

      29 meses para ser chamado para junta médica dica? Depois da escola mandar a informação nem 1 mês esperei. E já estive mais vezes e nunca esperei mais de 3 meses. Não sei onde são essas juntas…por mim não posso pedir este ano mobilidade e é só a 2 vez q peço e sei q vai ser o meu fim…não vou conseguir de certeza aguentar. No mei caso é a distancia a impedir.

    • Betmate on 1 de Julho de 2022 at 18:04
    • Responder

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    • Betmate on 6 de Julho de 2022 at 18:03
    • Responder

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