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Eis, colegas, que se encontrou a resposta a todos os nossos problemas – Carlos Santos

Ao ler detidamente a proposta de trabalho negocial do ME sobre a Mobilidade por Doença eis, colegas, que se encontrou a resposta a todos os nossos problemas.
Pois eu gostaria de saber se dois professores com a mesma doença, passam a poder deixar de ser tratados da mesma maneira só porque um é QA e o outro é QZP?! Será que, por decreto, as doenças passam a doer de maneira diferente consoante o vínculo profissional da pessoa que a tem?
Foi com esta mentalidade enviesada de diferenciação seletiva que se cometeram e ainda se continuam a praticar atos hediondos, como o holocausto nazi.

E será que contar 50km em linha reta até à sede de concelho é justo? E de onde veio esse número mágico? Se for em autoestrada faz-se em 25 minutos, se atravessar p. ex. uma serra ou uma grande metrópole, estaremos a falar de uma viagem penosa de mais de uma hora e meia que, ida e regresso, contabilizaria mais de 3 horas ao volante. Que ato de transbordante generosidade este a que se propõe o ME para com quem está em sofrimento ou com doença incapacitante.
Este princípio é profundamente ilegal e vai contra a igualdade de direitos entre os cidadãos consignados na Constituição portuguesa e atenta contra os próprios direitos humanos. Não me considero um cidadão de segunda só porque sou quadro de agrupamento ou um inválido com direito a ser perseguido e descartado pelo meu governo apenas por ter uma doença incapacitante.

Ainda pensei que estas almas se lembrassem que pessoas com doenças degenerativas, crónicas e incuráveis, ficassem dispensadas de todos os anos terem de passar por este processo concursal. Mas, não, fizeram precisamente o contrário. Olhando para esta proposta do ME, nota-se como torna tão apetecível este imaginário de caça às bruxas. Havemos de as caçar todas e queimá-las vivas na praça pública para gáudio do povo, para que se faça justiça… e para que esqueçam da barriga cheia de misérias em que a maioria vive, sobretudo para o povo que está no ensino! Pega-se em algum caso de suspeição, generaliza-se e admoesta-se severamente todos os outros.

O país está a deparar-se com um corpo docente muitíssimo envelhecido, desgastado, desmotivado e doente e com uma tremenda falta de professores. Após anos a fio a destratar e explorar os profissionais da educação que descambou numa situação de falta de professores, uma vez que muitos abandonaram uma profissão pouco atrativa e quase ninguém quer formar-se para ser professor, a solução encontrada foi continuar a maltratar e perseguir que contribui para que o ensino vá funcionando.

Conheço bem essa proverbial piedade cristã inquisitória, persecutória e de maus costumes que nunca saiu da nossa cultura nem da nossa maneira de estar de tão enraizada que está entre nós, como sucedeu com a inquisição onde foram cometidas tantas atrocidades, como aconteceu numa das mais longas ditaduras do mundo (quase meio século) onde se alimentaram perseguições, torturas, denúncias e censura. Ao que parece, nada disto mudou. As pessoas passaram a usar smartphones e a tecnologia de última geração (quase tudo importado), mas a mentalidade continua na mesma (só é pena não terem também importado alguns valores e atitude social e de cidadania de alguns povos do norte da europa).

O retrato acabado desta mentalidade umbiguista e pouco recomendável foi facilmente revelada pela primeira figura do estado quando anunciava que a desgraça do Covid19 noutros destinos turísticos, era uma oportunidade para o turismo nacional; que a guerra e instabilidade no leste da europa causados pela guerra na Ucrânia, eram uma oportunidade para o país propiciando investimento neste nosso canto onde reina a estabilidade longe do conflito sangrento. A ruína moral não conhece limites.
Perdoem-me eu não me conseguir rever nesta mentalidade tão portuguesa que, na ausência de conseguir fazer melhor, se satisfaz em tirar proveito da desventura dos outros e sentir-me, por vezes, altamente inadaptado ou mesmo um marginal face a esta cultura.
Encontramos esta tremenda capacidade de encontrar vantagens na miséria alheia na típica cínica observação portuguesa “Estamos mal, mas olha que há quem esteja pior!” Que medíocre.

Este projeto de intenções, altamente pernicioso, só irá somar desgraça em cima de quem já está desafortunado, despejando mal sobre quem já está mal. Isto só irá fazer com que os professores, que já de si estão mal, ainda fiquem pior e acabem por não aguentar vendo-se obrigados a meter baixa médica e a ficarmos com menos professores disponíveis. Que bela solução para resolver o problema da falta de professores. Que medidas tão atrativas para puxar mais gente para a profissão.
Isto está longe de ser um processo de escrutínio relativamente à veracidade da situação dos professores doentes; trata-se, isso sim, de um cáustico e penoso processo de humilhação sumária de pessoas que se encontram debilitadas por estarem doentes para verem desistem e metem aposentação antecipada, algumas das quais sem direito praticamente a uma reforma. Dissimuladamente, pretendem que os professores morram para não terem de lhes pagar as reformas.

Os governos continuam a dividir para reinar e os professores, numa ignorância maliciosa e numa cobiça desmedida quase científicas, continuam a aplaudir a desgraça alheia, esquecendo-se que amanhã lhes poderá acontecer o mesmo. Ontem amputavam-se os membros e os ouvidos taparam-se; hoje cortam-se as orelhas e a língua cala-se; amanhã corta-se a língua e os olhos observam; depois extraem-se os olhos e o nariz torce para o lado; então chega ao ponto que nada mais há a retirar num cadáver disforme e sem préstimo… assim está o corpo docente, doente e sem alma.
Não é, certamente, preciso assim tanta perspicácia para se descobrir como esta profissão se tornou tão mal-amada, a classe docente tão dividida quanto humilhada e as suas condições profissionais tão degradadas.
(Carlos Santos)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2022/05/eis-colegas-que-se-encontrou-a-resposta-a-todos-os-nossos-problemas-carlos-santos/

44 comentários

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    • farto disto tudo on 18 de Maio de 2022 at 8:50
    • Responder

    Subscrevo, em pleno, pois identifico-me com tudo o que escreveu. Não sou QA, sou QZP.

      • Salaz on 18 de Maio de 2022 at 12:45
      • Responder

      E falou veladamente de Salaz sem se pôr em sentido e bater a pala. Já dá para tudo.

    • Professor com orgulho on 18 de Maio de 2022 at 9:20
    • Responder

    Subscrevo, em pleno, pois identifico-me com tudo o que escreveu!

    E subscrevo o que disse a nossa colega Paula:

    “NÃO ME TIREM O DIREITO DE ME PROPOR À MPD!
    Depois de ler e reler uma proposta que mais parece “lei”; prontinha para colar do DR, isso preocupa-me em diferentes vertentes:
    – Como pode um governo querer mudar as regras tão drasticamente, sem antes criar condições de escolha para os “concorrentes”? Com isto quero dizer que só não estou colocada no Concelho de Residência, porque sendo a condição MPD “dada como certa” pela patologia, fui deixando o lugar para outros…
    – Como pode, num ano em que não há concurso interno “mudar essas regras” à conta de Quilómetros em linhas e raios, quando É DE SAÚDE QUE SE FALA?
    – Como pode um governo IMPEDIR-ME DE “CONCORRER” a MPD, não pela condição que me afeta, mas porque não tenho os quilómetros que decidiram que me faz mais ou menos doente que outro com 51 Km.
    – Ser IMPEDIDA de me propor por” uma conta Km” não pode ser “CONSTITUCIONAL” (será?)
    Independentemente de todas as “estranhezas” que escreveram nesta “proposta” eu só peço: Deixem-me continuar a recorrer a MPD e decidam depois (juntas médicas, fiscalização e a polícia se for preciso) se é ou não de considerar/atribuir.!”

    Tenham consideração por quem está doente, não dificultem mais a vida a estas PESSOAS!

    1. Pois, o problema é que não é ano de concurso, os professores em MPD têm de regressar às suas escolas, ficam em horário zero e depois como é? os senhores governantes nem as pensam

        • Camões on 18 de Maio de 2022 at 14:39
        • Responder

        o Ministerio da Educação devia Gerir bem os Recursos Humanos

        Se ganham o Ordenado ao dia 23 de cada mês é para trabalharem. Não é para Chularem quem trabalha no Setor Privado e faz os seus descontos pagando IMPOSTOS para ter Serviços Publicos com qualidade.

        Se ganham um Ordenado tem que justificar o ordenado ao dia 23 de cada mês. São é uns Valentes Chulos e Chulas………….há Muita Puta Sitôra na escola publica.

          • EmpreZário5custadusencustadus on 18 de Maio de 2022 at 14:48

          Camiões, o que seria do privado sem o púbico?
          Nas guerras e nas doenças é vê-los fugir com o rabinho à seringa, mas se houver umas oportunidades de negociata à custa dos contribuintes do público, ou um cheirinho a parceria, ou a subvenção lá vão eles a correr dar emprego aos filhos e parentes dos ministros!

  1. “Os governos continuam a dividir para reinar e os professores, numa ignorância maliciosa e numa cobiça desmedida quase científicas, continuam a aplaudir a desgraça alheia, esquecendo-se que amanhã lhes poderá acontecer o mesmo.”.
    “Não é, certamente, preciso assim tanta perspicácia para se descobrir como esta profissão se tornou tão mal-amada, a classe docente tão dividida quanto humilhada e as suas condições profissionais tão degradadas.”.

    E está tudo dito…

  2. Junte-se a isso o poderão ser irregularidades que poderão ter passado despercebidas às escolas: receio ter sido ultrapassada por candidatos que andaram de 3ª prioridade para 2ª prioridade e depois voltaram para a 3ª prioridade e de novo para a 2ª, em anos de concurso sucessivos. Alguns(algumas) nem passaram pela 3ª prioridade, tendo ido directamente para a 2ª, isto sem terem, aparentemente, colocação anterior em escola com 365 dias nos anos anteriores. Analisei alguns na lista do conc externo 2022/2023 após ler um comentário de um colega e para mim é no mínimo estranho, espero bem que não haja ilegalidades e que as escolas de validação estejam atentas. Com graduações elevadas, poderão ter ultrapassado, quando estavam na 2ª prioridade.

      • Também do 510 on 18 de Maio de 2022 at 10:09
      • Responder

      Também vi essas aparentes anomalias.
      Colega, leia na Nota Informativa da validação das reclamações:
      “13. Esclarece-se ainda que, os candidatos ao Concurso Externo, só podem ser ordenados
      na 1.ª prioridade alínea a) do n.º 3 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de
      junho, na redação em vigor, se reunirem os requisitos previstos no artigo 42.º do referido
      diploma. Assim, as entidades de validação deverão prestar especial atenção à
      validação dos campos que determinam a aferição da prioridade (Opções de candidatura
      – campos 4.1.1.1 e 4.1.1.1.1). ”
      A responsabilidade agora é das escolas de validação. Poderão ser responsabilizadas caso pactuem com tentativas de contornar o sistema de concurso

        • Manuel on 18 de Maio de 2022 at 10:28
        • Responder

        Deverá ser uma situação a denunciar, para se os candidatos o estiverem a fazer intencionalmente serem responsabilizados!!

          • Atento on 18 de Maio de 2022 at 14:50

          Foda-se………………puta que pariu…………

          Agora anda tudo armado em Bufo………..só querem denunciar á Inspeção – IGEC

          Fazem Muito Bem em Denunciar…………..já devia ter sido á mais tempo para não se chegar aqui…………puta-que-pariu……………………foda-se……………………

          Ide á merda………………é só vigarices nas mobilidades e destacamentos….muito pior que o Oliveira e Costa….muito pior que o Jo Berardo……………..foda-se………….puta-que-pariu esta merda…………..

          Vigaristas Unidos já mais serão Vencidos…………vamos todos para a MPD………………foda-se, já estou a preparar os documentos para meter essa merda…………….

      • Manuela Gustavo on 18 de Maio de 2022 at 12:13
      • Responder

      Quando até os próprios docentes dos quadros são ultrapassados por outros que ainda nem o são, do que está à espera.
      Vale tudo neste país!

        • Outro do 510 on 18 de Maio de 2022 at 12:36
        • Responder

        É verdade, deveremos agir, caso veja algum ou alguns candidatos dessa zona do país e desse grupo a vincularem e se tiverem feito o que o colega GR510 diz, irregularidades, deverão ser denunciados! Recomendo que os colegas de outros grupos estejam atentos a eventuais irregularidades desse tipo.

          • Powerflash on 18 de Maio de 2022 at 13:31

          É isto que acontece quando os senhores dos ministérios querem descentralizar e passar responsabilidades para terceiros. Não fiscalizam, abrem as portas ao compadrio , ao erro e pior mas, em contrapartida, levam uma vida mais laureada a fazer poses e a cortar fitas de propulsão pessoal para vôos mais altos!
          Querem os píncaros e não as respectivas responsabilidades, pois essas há que chutar para os mexilhões do meio.
          E isto justifica-se num dos países mais pequenos do mundo e com mais simetria identitária validada por fronteiras sólidas há quase 1000 anos!

  3. E o ME mantém a postura de vitória, senão verifiquem no artigo https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-ha-professores-e-agora-perguntas-e-respostas-para-perceber-o-problema.
    Vai buscar 6000 alunos com aulas como se os problemas estivessem todos resolvidos, não referindo que é só este ano. Sabe lá ele que não resolveu o problema. Certa comunicação social também tem colaborado com o ME na degradação da imagem dos docentes, pois sempre que aparece uma situação que realmente revela o que se passa, surgem logo a seguir notícias e afins a relatar o que há de negativo, só o que há de negativo. Coincidências?

    • Rosalia Constantino on 18 de Maio de 2022 at 10:03
    • Responder

    Já alguém se pronunciou sobre o ponto 12 c)?
    Há professores que tem a seu cargo filhos ou cônjuge deficientes, que têm certificado multiusos, são seguidos periodicamente nos hospitais , mas não fazem tratamentos.

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 18 de Maio de 2022 at 10:50
    • Responder

    “Olhando para esta proposta do ME, nota-se como torna tão apetecível este imaginário de caça às bruxas. Havemos de as caçar todas e queimá-las vivas na praça pública para gáudio do povo, para que se faça justiça… e para que esqueçam da barriga cheia de misérias em que a maioria vive, sobretudo para o povo que está no ensino! Pega-se em algum caso de suspeição, generaliza-se e admoesta-se severamente todos os outros.”

    Bravo!!!!!
    É profundamente lamentável que nos deixemos enredar por estas teias, vezes sem fim.
    Apela-se ao ódio e escárnio entre e contra os docentes e nós, manipulados tão facilmente, caímos em mais um ciclo de cegueira funcional.

    • Calves on 18 de Maio de 2022 at 10:58
    • Responder

    O texto do Carlos Santos é um verdadeiro muro de lamentações.
    Comparar a mentalidade dos atores do ME com a mentalidade dos criminosos do holocausto nazi é uma bacoquice, uma obscenidade e um descaramento.
    A V. agenda é dizer mal. Esquecendo o muito que se avançou no sistema educativo português nos últimos quarenta anos. Não é com este pensamento que se constrói uma cultura de escola de cooperação e de diálogo.
    Duvido de que estes senhores professores tenham a mesma compaixão pelas dores, doenças e infortúnios dos meninos e jovens que se sentam na sua sala de aula todos os dias. Avaliados por igual com as mesmas “grelhas” de ponderação.
    Nós, professores, não temos o exclusivo do sofrimento. Nem o exclusivo do “chico-espertismo”! Alertar consciências não tem, necessariamente, de ser uma longa litania da fatalidade. Recuso esta estratégia da auto-comiseração. Também há desumanidade nos professores que contaminam o sistema com os seus egos e as suas habilidades em contornar a lei. A classe docente está em mau estado. Claro que está!
    Mas muito por má cabeça dos próprios.

      • Pois é on 18 de Maio de 2022 at 11:34
      • Responder

      Na mouche.

      “A classe docente está em mau estado. Claro que está!
      Mas muito por má cabeça dos próprios”.

      1. Nos docentes há muitos oportunistas. Esta realidade é conhecida. Muita fraude com a MPD.
        Muitos colegas desonestos e eu conheço vários casos. Aliás, acho que toda a gente conhece casos evidentes de fraude na MPD.

          • Alfredina on 18 de Maio de 2022 at 14:45

          tambem conheço vários casos de fraude
          não tem existido fiscalização
          as professoras e professores não são santinhos nenhuns e há os que são uns trastes que alinham na vigarice.
          acabar com a MPD é uma das soluções.
          a MPD é uma benesse da função publica, não existe em mais lado nenhum

          • Cury1 on 18 de Maio de 2022 at 16:39

          Tem razão.
          Gente baixa que prejudica quem é realmente doente.mn as AINDA acredito que os justos verão a justiça resposta.
          Para a Alfredina: Que Seja retribuída a seu tempo.

      • NêsPreira on 18 de Maio de 2022 at 11:48
      • Responder

      Tão feliz que andas!
      Quanta involução!
      Os últimos 20 anos foram uma meda e uma grande meda, não topas? É porque algo te deixa feliz. Que bom para ti, há sempre quem não veja, ou não queira ver! Sabe-se lá para quê o teu “Empurrão para a colisão!”. Devias era clamar pela correcção da trajectória e assim integrares pela positiva um enorme contributo para o futuro da Educação em Tortugali!
      Agora fingir que está tudo beeeem…é muita leviandade e abuso juntos!

      1. Essa é para o Calves. Há tantos ingénuos!
        Então não era de agarrar o touro pelos cornos e dizer que o que está mal precisa de ser mudado é as regras dos concursos, a ADD, a gestão escolar, a flexibilização .
        O espírito do serviço educativo não se enquadra em lógicas de mercado. É mais que vender ideias baratas e não é com estes remendos mal amanhados e lançados para dividir e virar a opinião publica contra os professores que se vai lá!
        Também não é tapando o sol com a peneira como os calves.

    • Dremler on 18 de Maio de 2022 at 11:07
    • Responder

    Resumindo e concluindo,;
    Este protótipo de decreto lei ou o wue quer que seja e INCONSTITUCIONAL.
    Cabe aos sindicatos e ao meu levantar o labeu da inconstitucionalidade.
    Se o nao fizerem ,eu irei faze-lo .
    Vou gastar umas valentes centenas de euros ,até bem sei se is tenho, mas irei ganhar.
    Em todas as demandas que tive em 33 anos de trabalho ganhei sempre; fossem recursos para SAAD ,PROVIDÊNCIAS CAUTELARES DEVIDO AO MEU HIRAHORÁRIO RIO , ANULAÇÃO DE ELEIÇÕES PARA O DEPARTAMENTO.
    O colega CARLOS tocou na ferida,INQUISIÇÃO MEDIEVAL AGORA sem fogueira mas com o beneplácito dis pais.
    Propaganda Russa é oque vejo .
    Dizem ” interessa é os nossos alunis terem aulas , quem as dá nao intetessa ”
    Aqui chegados quando os colegas precisarem do relatório médico vão ao sapateiro” interessa é o relatorio nao ser médico ”
    Regredimos 30 anos .
    Nao existem profs.
    Nao existe verdade nos concursos.
    Resolução disto?
    Colicam-se profs com12 ano como 30 anos.
    Agora entendi porque se colocam os filhos nos colégios.
    Nao é pelas faltas no público é pirque os pais so lerem o ministro a fuzer interessa é ter aulas , os pais sabem que essa não é solução.
    Eu até entendo.
    Falta agora construir escolas no mar pirque o tal raio entra no mar .
    idiotas.

    • ZéZé Camarinha on 18 de Maio de 2022 at 14:20
    • Responder

    .
    Há uma cambada de MAMONAS e MAMÕES (Vigaristas) que fazem da MPD uma forma de mamarem nas Têtas do Estado (contribuintes) para não fazerem um caralhinho e ganharem o ordenado ao dia 23 de cada mês. Atenão, esta gentinha ainda fala do Rendimento Social de Inserção (RSI). Esta gentinha (sitôras e sitôres da merda) são bem piores em termos de FRAUDE.

    Isto é gente sem vergonha no focinho.

    Conheço um caso (que já denunciei junto da IGEC) de uma gaja (uma Puta de uma Sitôra) que meteu MPD para tomar conta da mãe. Não faz um caralhinho, não dá aulas e mama á grande nas Têtas do Estado – 1.600,00 euros é o ordenado de entrada na Carreira Unica (Merda Unica) (sim, daqueles que nas empresas privadas, geerando riqueza para o País e fazem descontos).

    Acabem com as Mobilidades.

    Quem não pode trabalhar tem direito ao Rendimento Social de Inserção – RSI

    Sitôras candidatem-se ao RSI e sejam felizes…….mas não roubem quem Trabalha

    .

    1. TUA MÃE TUA AVÓ TUA PRIMA

    • José Alberto S. on 18 de Maio de 2022 at 15:06
    • Responder

    Lava o bico ordinário. P…foi aquela que te pariu!

      • ZéZé Camarinha on 18 de Maio de 2022 at 15:39
      • Responder

      és mais um CHULO da MPD

      Vai para o Caralho que te Foda

  4. «Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade!..»

    • sapinhoverde on 18 de Maio de 2022 at 16:04
    • Responder

    É ilegal e anticonstitucional colocar quotas o acesso a cuidados médicos de saúde.

    Nem todos os concelhos têm todas as especialidades médicas, Bragança, o caso mais mediático, é porque nesse concelho (sede de distrito) existem sim todas as especialidades médicas. A sugestão é que se distribuam os 100 DoentesDocentes pelos 12 estabelecimentos de ensino.
    Além do mais e porque é um território de baixa densidade e no interior profundo, os DoentesDocentes e demais deveriam ser incentivados a procurar o interior.

    Com a mesma doença ou ainda mais grave, um professor QE não pode pedir mobilidade a menos de 50kms, um QZP concorre a mais de 50kms da sua área de tratamentos e pode já pedir mobilidade…. Não só é beneficiado o QZP, como atrasa as colocações.

    Depois na forma como se apuram as vagas … Sr Diretor quantas vagas tem disponíveis para os “DoentesDocentes” ??? o quê – responde o Exmo Diretor: colocar na escola “Deficientes” para estorvarem???? nem pensar, NÃO HÁ VAGAS!!!! Uma discriminação a Pessoa Portadora de Deficiência.

    Nem todos os Professores têm carta de condução nem são obrigados a utilizar o seu automóvel. (o ECD não obriga ninguém a utilizar o automóvel próprio, e a nota informativa das despesas em deslocações o reafirma)
    Da Covilhã a Seia são 23,7kms, se for pela serra são perto de 50kms e mais de uma hora, de inverno são 110 kms e quase duas horas. De transporte público são 2 horas e meia ….

    Um Professor mora em ESPINHO. Está colocado no Marco de Canavezes a 45 kms, fazia tratamento em Espinho e estava obviamente destacado MPD em Espinho.
    Segundo as novas regras, tem mesmo que ir para o Marco de Canavezes, não tem nessa cidade os cuidados de saúde que precisa, não pode conduzir … demora 05:54 (quinta-feira) – 08:27 (2 h 33 min) ou seja passa 5 horas em transporte público DIARIAMENTE!!!, se tiver diabetes, artrozes, for invisual, deficiente físico … o que será do DESGRAÇADO!?!?.
    Mas o “Deficiente” é esperto e coloca Estarreja que fica a 60kms do Marco de Canavezes para fazer tratamentos… pode ser Colocado em ESPINHO!!!! sim pode fazer tratamentos em Estarreja já que tem transporte decente entre 18 a 30 minutos … sim dá para conciliar …. mas isto era caso fosse colocado em ESPINHO!!!!
    Azar dos diabos, foi parar a Mortágua, mora em Espinho e faz tratamento em Estarreja mesmo em automóvel próprio passa 3 horas diárias a conduzir (se puder conduzir, porque em transporte público o que mais aproximado e rápido tive foram 4 horas para cada lado!!!! Espinho -> Mortágua).

    Assim sendo:
    Mobilidade por doença para escola X do mesmo concelho só é permitida para o próprio e casos excecionais.
    exemplo Estou colocado na Manuel Laranjeira (Espinho) obviamente não posso pedir mobilidade em específico para a Manuel Gomes de Almeida (Espinho), pedir posso, mas deve ser deferida em casos muito específicos. MPD para terceiros NÃO!
    Mobilidade por doença para um concelho diferente é em princípio autorizada. Neste caso o Docente indica qual o concelho (ou concelhos) de seu interesse, podendo indicar também e pela ordem que desejar escolas e/ou concelho(s), isto porque pode existir tratamento em Espinho, Feira, Gaia, Estarreja, mas não em Ovar.
    Prioridades, MPD pelo próprio prioridade 1, MPD por terceiros prioridade 2. Fator de desempate graduação profissional.
    Apuramento (a tal auscultação ao Diretor não existirá) é automática, Na MI RR1 RR2 RR3 devem ser considerados todos os horários completos/completados, ou a partir de por exemplo das tais 6 horas … Caso surja um horário mais favorável o Docente é colocado automaticamente. Tal como a MPD teve prioridade sobre a MI, deve continuar a ser assim, primeiro ocupam as vagas pela MPD e depois pela MI.

      • Aura Borges on 18 de Maio de 2022 at 16:43
      • Responder

      terminem, o mais rapido possivel, com as Mobilidades e Destacamentos e vão ver que há Excesso de Professores

      Acaba-se a suposta falta de professores.

        • sapinhoverde on 18 de Maio de 2022 at 18:08
        • Responder

        Se calhar até pode haver, e na escola de Bragança é um exemplo disso, mas se distribuíssem pelos 12 centros escolares já com certeza não haveria falta/excesso deles.
        Depois cara Aura, admito que existam fraudes, mas mais vale fazer a distribuição equitativa, e ter professores a “mais” em casos pontuais, do que depois termos os problemas das baixas, substituições (que não há professores em número suficiente) …
        MPD sim, mas com regras novas (apetece-me ir para a escola do outro lado da rua porque é mais fixe ….)
        Na maioria dos casos as doenças estão comprovadas, documentadas, e até foram geradas por anos e anos com a casa às costas, para quem chama uns nomes “simpáticos” aturarem as suas criaturas.
        Também se vê, e pelo (baixo) nível de alguns comentários que realmente não tiveram bons professores.

    • MamboJambo on 18 de Maio de 2022 at 16:46
    • Responder

    Cum caraças!!! o Zezé Camarinha deve ter comprado um sardão novo, hoje até relincha!!

    • Interior.montanhoso on 18 de Maio de 2022 at 17:57
    • Responder

    A linguagem está excelente.
    QUE belos profs devem ser.
    É vergonhoso alguem ler o que alguns escrevem ….VERNÁCULO DE TABERNA DA MINHA ALDEIA.
    MUITO sinceramente até na minha aldeia nos confins do Minho quase tras montes não utilizam alguns vocábulos que aqui se lêem.
    Como é possível a classe ter CLASSE nao havendo classe?
    Pensem bem a forma que escrevem.
    Usem liberdade expressão sem limitar a dos outros .
    Haja CLASSE!

      • CHEGA on 18 de Maio de 2022 at 18:15
      • Responder

      Colega
      o problema disto tudo é as injustiças.
      os colegas estão revoltados porque veem mutos a passearem-se junto da sua residência e a coçar esquinas na escolinha á custa da MPD
      mas, diz bem, isto mais parece uma taberna.

        • diabo on 18 de Maio de 2022 at 18:34
        • Responder

        ainda não começou já diz que está bom!!

    • Carlos Guedes on 18 de Maio de 2022 at 19:08
    • Responder

    Eu concordo com a proposta do Ministério no que diz respeito á MPD. Penso ser a forma mais justa de acabar com os abusos.
    Isto tem sido anos consecutivos de anarquia e de chico-espertice.

    Quem não estiver bem que mude de emprego, de preferência para uma empresa do setor privado.

  5. Excelente opinião. Muito bem escrito, só gostava era que o Sr. Ministro da Educação lê-se o texto deste post!
    Só é pena que haja os que pensam que sabem tudo e que nem imaginam o que lhes pode acontecer um dia…

    • Luís Miguel Cravo on 20 de Maio de 2022 at 11:40
    • Responder

    EXCELENTE! Gostaria de crer que o senhor que, supostamente, durante (já não são 4 anos certinhos) vai afundar isto tudo em definitivo, leria este comentário de Carlos Santos. Mas aí, eu seria crente de que aquele indivíduo tem capacidade para sair do seu problema de negação concomitante em que se encontra (após a entrevista dada ao Expresso, pode-se avaliar rapidamente o indivíduo que se encontra à frente da Educação e acha que vai, imagine – se, num delírio delicioso de se ler, conseguir “atrair” mais pessoas para serem professores…). O senhor não gosta de meriticracia, repare-se bem. Mérito faz-lhe mal. Como linguista, provavelmente deverá repensar na definição deste vocábulo que se deverá tornar um anátema, futuramente. A questão salarial (a questão fulcral) não é um problema, para este indivíduo (aqui é que percebemos a inabilidade completa deste fulano em pensar!), bem como aquilo que se está a fazer nas escolas e que o senhor aplaude (ou seja, a formar massa acrítica…. Algo que lhe dá jeito, como é natural. Quando se massifica, a massa acrítica é altamente desejável). Não há palavras para descrever quem temos a tratar da casa mas, parafraseando o senhor João Costa, não satisfaz. Pior, é um caso clínico de negação que deve (e pode!) ser um novo e estimulante case-study.

  6. Será que os comentários com uma linguagem obscena que vão aparecendo são de professores?
    Que grande falta de respeito!!!
    Quanto a mim acho que o gestor deste Blogue deveria ter o cuidado de bloquear este tipo de pessoas que fazem estes comentários.
    Subscrevi este Blogue por ser muito elucidativo e alertar-nos para os diversos assuntos ligados à Educação, mas estou muito desiludida com os comentários que vão sendo postados
    VERGONHOSO

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