CRISE NAS ESCOLAS: A GRANDE FUGA DOS PROFESSORES

Até 2030, metade dos docentes que hoje trabalha estará reformada. Precisamos de contratar milhares de professores pois, daqui a um ano, 110 mil alunos estarão sem aulas a, pelo menos, uma disciplina. Mas onde estão eles? O que aconteceu a esta profissão outrora prestigiada? Histórias de amor e ódio por esta vida errante e cansativa, e soluções propostas pelos especialistas

CRISE NAS ESCOLAS: A GRANDE FUGA DOS PROFESSORES

“Vais ser professor? Depois não digas que não te avisei.” O “aviso” veio de um amigo de Adolfo Ribeiro, 26 anos, mestre em Engenharia de Materiais. Vemo-lo a atravessar, agora como professor, os conhecidos corredores da Escola Secundária de D. Luísa de Gusmão, em Lisboa, onde foi aluno. Traz na bagagem a experiência como explicador e apenas o “receio” de ter de lidar com alunos malcomportados.

O temor passou depressa. “Portaram-se melhor do que eu estava à espera e ficaram muito contentes por terem novamente professor e por eu ser jovem”, conta, pouco antes de ir para mais uma aula. As cinco turmas do 9.º ano que lhe foram atribuídas estavam sem aulas de Físico-Química há dois meses. “Contei-lhes que sou engenheiro, que não tenho formação de professor e que também preciso da ajuda deles.” E assim tem funcionado, com um espírito de entreajuda.

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7 comentários

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  1. grande filme “A fuga dos paralíticos de Meca para Medina”

    • Manuel on 5 de Maio de 2022 at 14:39
    • Responder

    “…e por eu ser jovem” . A sério, é um recado para os docentes velhotes? 😂

    • Emanuel on 5 de Maio de 2022 at 14:44
    • Responder

    Pronto, ficou tudo resolvido!! Venham mais como o Afonso!
    Agora é que é! O ME que ponha os olhos nisto e que se liberte dos docentes contratados e profissionalizados.

    • Carlos Manuel Moreira on 5 de Maio de 2022 at 15:48
    • Responder

    Amigo espera! São bem comportados?!, não deites os foguetes antes da festa!

    • N. Ribeiro on 5 de Maio de 2022 at 18:05
    • Responder

    1 nível, 5 turmas!!!
    Este país não é para profs velhos…

  2. Quem aguenta o sistema a funcionar são os mais velhos que exaustos fazem tudo: níveis puxadotes, turmas imensas, trabalho de secretaria e trabalho de contínuo a custo zero.
    Testemunhei sete recusas de um horário de um colega que se reformou. Alegações: muito difícil, não sou capaz, não tenho preparação…nem com as planificações todas prontinhas e oferecidas de bandeja tiveram coragem de agarrar a tarefa!

    1. Qual o ordenado do professor que se reformou?
      Qual o ordenado dos tarefeiros de horário incompleto que recusaram?
      Os mais velhos aguentam o sistema? O sistema já colapsou!
      Parabéns, colegas como o José são os “maiores”, os contratados não querem fazer nenhum…

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