Alunos com medo da Covid-19 na Escola Tomás de Borba

 

O surgimento do caso de um aluno com familiar próximo que testou positivo à Covid-19 fez aumentar, ontem, o receio de que possa haver mais contágios na Escola Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo.
Para além dos apelos de pais e alunos, surgiram, entretanto, cartazes e uma petição pública para que a escola seja encerrada como medida preventiva.
Numa conferência de imprensa realizada quarta-feira, o coordenador regional de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, justificou a decisão de não encerrar a Escola Tomás de Borba, com o facto dos cinco casos ativos detetados de professores e funcionários implicarem um “risco mínimo para os alunos”, tendo em conta as medidas que foram tomadas como o encerramento de duas turmas e a realização de testes a todos os funcionários.
A Associação de Pais da Escola Tomás de Borba emitiu, quarta-feira, um comunicado onde refere que “confia nos critérios que levaram à determinação de manter a escola em funcionamento, nomeadamente critérios médicos, epidemiológicos e científicos que levam à tomada de decisões de forma consciente e responsável”.
Adianta que “todos os contactos de alto risco foram identificados e isolados e já foram ou serão testados na altura própria, não havendo, neste momento, situação de risco que implique o encerramento da escola”.
Apreensão e confiança
As opiniões de alunos, pais e avós ouvidos pelo DI sobre a decisão de manter a Escola Tomás de Borba aberta dividem-se.
Inês Silva, aluna do 7º ano, considera que a escola deveria ter encerrado quando foram detetados os primeiros casos positivos de Covid-19 de funcionários e professores.
“Tenho muito mais cuidado, mas não me sinto segura porque sinto que há casos à minha volta”, afirmou.
De acordo com Iúri Dutra, aluno do 11º ano, a opção mais acertada teria sido o encerramento da escola durante alguns dias.
“Na minha opinião, a escola deveria ter sido fechada pelo menos até à próxima sexta-feira (hoje) para dar tempo aos funcionários e professores poderem fazer de novo o teste ao 6º dia, porque alguns casos aparecem nessa altura”, argumentou.
Para Maria Losane, aluna do 11º ano, deveria ter sido tomada a decisão de encerrar a escola.
“Quase todos alunos defendem que a escola deve ser fechada. Estamos com medo, temos família em casa”, disse.
No que se refere aos pais e encarregados de educação as opiniões sobre o encerramento ou não da escola divergem.
Francisco Silva, pai de um aluno, considera que a atual situação “está a ser difícil para toda a gente” por isso a escola deveria estar fechada.
Opinião contrária tem Paulo Vicência, pai de um aluno, que entende que se deve confiar nas decisões das autoridades de saúde.
“Se houvesse perigo a escola fechava”, afirmou ao DI.
Por seu turno, Nelsina Oliveira, avó de dois alunosda Tomás de Borba, também remeteu para as autoridades de saúde a decisão sobre o que fazer na escola, masvincou que esperava que os alunos também tivesse sido “chamados para fazer o teste” da Covid-19.
in, Diário Insular

 

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