Da direcção das escolas e agrupamentos
Quanto mais sólido for o modelo de autonomia das escolas mais importante se torna o papel e função da direcção, independentemente do modelo.
…
Dito isto, parece-me que tanto quanto ou mais do que o modelo de direcção, unipessoal ou colegial, julgo de reflectir na forma de eleição, participam todos os docentes ou um pequeno grupo que “representa” o corpo docente no conselho geral, o mesmo se passando com os funcionários.
Por outro lado, também me parece que deve existir um claro reforço do papel dos Conselhos Pedagógicos no funcionamento de escolas e agrupamentos.
Importa também que a reflexão sobre a direcção de escolas e agrupamentos seja acompanhada de uma verdadeira ponderação sobre o quadro de autonomia nas suas várias dimensões e equilíbrios. Serão ainda de considerar os eventuais efeitos da anunciada municipalização ou “proximidade”, como também lhe chamam, na autonomia de escolas e agrupamentos.
É claro que quanto mais sólido for o modelo de autonomia das escolas mais importante se torna o papel e função da direcção, independentemente do modelo.




7 comentários
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+ autonomia + tachos
De uma experiência de décadas no Sistema Público de Educação o que se me oferece dizer sobre o actual modelo de Gestão Escolar e, em particular, sobre os “directores” é que estes, na sua maioria, do meu ponto de vista, nem para gerir uma mercearia serviam.
Significa isto que, a generalidade dos “directores”, são uma valente MERDA. Não possuem conhecimentos nem perfil para gerir seja o que for. Repito nem para gerirem uma mercearia eu os queria.
O actual modelo de Gestão Escolar é um ESCARRO, uma VERGONHA…Seria preferível voltar ao modelo do “conselho directivo” porque mais económico para o ESTADO (digo, contribuintes), mais eficaz, mais democrático……
Eu terminava imediatamente com o pagamento de “Suplemento Remuneratório” a todos os elementos da “direcção” das Escolas Públicas.
No Modelo de Gestão anterior a equipa que geria as Escolas dava pela designação de “Conselho Directivo” e não lhe era atribuído qualquer “suplemento remuneratório”, logo era mais económico para os contribuintes.
Por outro lado, o anterior modelo era também mais democrático, porque era eleito pela totalidade dos elementos que trabalham nas Escolas.
O atual modelo de gestão das escolas espelhado no DL nº 137/2012 não valoriza em nada a democraticidade nas escolas. Está feito para serem sempre os mesmos incompetentes autocratas à frente das escolas, com as suas simpatias e a sua parcialidade. O diretor deveria ser eleito através da votação de todos os professores, de todos os auxiliares e dos representantes dos alunos e encarregados de educação. Apresentam uma lista, um projeto de intervenção para os 4 anos e todos votam!!! Na eventualidade de existir apenas um candidato a diretor só deverá ser nomeado com pelo menos 50% dos votos. As pessoas que não se revissem na candidatura única votavam em branco. A direção do meu agrupamento (e de tantos outros) está desejosa para que não saia legislação nova antes do final do ano letivo. Têm o Conselho Geral todo minado e já têm a garantia de pelo menos 2/3 dos elementos a favor da recondução. Se todos votassem levavam automaticamente um chuto no cu!!! Na zona de Leiria há um agrupamento em que o diretor está no poder há 33 anos e outro em que a diretora é a mesma há 26. Inadmissível.
TODOS REZAM PARA QUE NÃO SAIA LEGISLAÇÃO OS CONSELHOS GERAIS ESTÃO TODOS CONTROLADOS
anunciada municipalização ou “proximidade …mais uma desgraça que se avizinha. A escola necessita de autonomia e não ser refém dos pais e das câmaras. Muitos problemas de indisciplina deve-se a este compadrio local, “as amizades locais, aos favores locais. Uma escola independente que sirva os cidadãos…
https://duilios.wordpress.com/2017/01/31/sem-sucesso/
“Entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti”
“Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos…”
Esta coisa da democracia entranhou-se de tal maneira, que agora tão afastada, com as assinaturas das Marias de Lurdes, Cratos e Tiagos, sinto alguma dependência, que me provoca dores de cabeça e falta de vontade de continuar.