O direito a ignorar os e-mails…

De repente um não assunto, passou a assunto badalado e discutido pelos intelectuais do burgo…

Tudo isto porque os “franciú”, povo iluminado, (porque raio é que o português passa a vida a olhar para o do lado) decretou legislação que permite aos trabalhadores ignorarem os e-mails profissionais fora do horário de trabalho. Muito bem, dizem em coro, deviam fazer o mesmo por cá.

Por cá, é uma escolha do próprio, pelo menos nesta área de trabalho (penso eu de que…). O problema é que se alguém abre uma exceção, passa a ser regra.

Não é, nem nunca vai ser. É uma cortesia de que alguns gostam de abusar. Escondem-se atrás da componente não letiva para prevaricar o nosso tempo.

Fora do horário de trabalho, seja ele qual for, quem não o souber que arranje forma de o definir ou que lho definam, ninguém é obrigado a ler um e-mail. Porquê? Porque para entrar nesta profissão não é requerida a posse de um aparelho “leitor de e-mails”, seja lá o que isso for. Também não é requerido que se gaste os megabytes lá de casa em trabalho, ou sequer a ter megabytes lá em casa.

Se querem que se leia e-mails, permitam o acesso aos aparelhos “leitores de e-mails” dentro do horário de trabalho e no local de trabalho, com megabytes fornecidos pela entidade empregadora. Definam no horário um intervalo de tempo para ler essas missivas.

Se o país estivesse financeiramente “recomendável”, sempre se poderia auferir um subsidio mensal para a compra do tal aparelho e para aquisição de megabytes… mas isto sou eu a sonhar…

Pensem nisto, o excesso de e-mails profissionais desgastam o nosso cérebro de forma inútil por tão inúteis que tendem a ser….

(e quando algum se lembrar de realizar uma reunião via Skype, logo pela fresquinha, às seis da matina)

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5 comentários

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  1. Não concordo nada com a posição fundamentalista do autor.
    O que se deve combater são os abusos, que não resultam do uso do mail, mas sim da má organização das pessoas e das instituições.
    Resta saber se quem se recusa a estar contactável após as suas aulinhas e não tem “leitor de mails” estaria disposto a ter uma reunião obrigatória na escola, todas as semanas, para se proceder à leitura dos mails.
    Ou se gostaria de ter as 35 horas marcadas no horário, incluindo uma ou duas semanais para proceder à leitura dos mails profissionais em vez de gerir a sua componente de trabalho individual, conciliando os seus interesses com os da escola para a qual trabalha.
    https://escolapt.wordpress.com/2017/01/06/o-direito-a-desligar/

      • Alex on 7 de Janeiro de 2017 at 20:02
      • Responder

      O sarcasmo do autor é evidente.
      Mesmo assim, fica a saber que quem anda pelas escolas talvez preferisse as 35 horas semanais na escola às 50 horas que presentemente trabalha dentro e fora dela. Mas isso só o sabe quem está dentro de uma sala de aula.

      • José Afonso on 11 de Janeiro de 2017 at 23:56
      • Responder

      Chamas posição fundamentalista, porque não pensas fora da caixa. Estás dentro do sistema e comungas com as suas ideias. És um ser subjugado a esse sistema que demoniza quem dele discorda ou quem o põe em causa. És um produto e defensor do sistema mesmo que digas que não. Alimenta-lo com o teu discurso. Queres fazer passar a sua palavra e formatar as pessoas para que “ele” vingue. És um Formatador.

    • Ana on 7 de Janeiro de 2017 at 15:30
    • Responder

    Nem 8 nem 88.

    • mria on 8 de Janeiro de 2017 at 0:02
    • Responder

    Concordo com o Rui Cardoso. Hoje é mail institucionais a toda a hora. É um exagero. O envio deveria ser apenas de 2ª a 6ª. Eu recebo aos sábado, domingos, férias …

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