… andam por aqui.
E dou hoje por finalizado o trabalho de apuramento de vagas ao concurso de vinculação extraordinária de 2017 com o apuramento final de 2987 vagas de QZP distribuídos pelos grupos de recrutamento do quadro de baixo.
Espero que amanhã haja bom senso para a conclusão do processo negocial e que de uma vez por todas se elimine as diferenças de posições que serão apresentadas entre Ministério da Educação e sindicatos.
É preciso paz e justiça para o que vier a ser acordado ou imposto.
Julgo que por aqui se foi mostrando os dados que nem sindicatos nem Ministério da Educação conseguiram mostrar à opinião pública.
O formulário será hoje apagado e os registos guardados para memória futura.
Existem os vinculados que aparentemente o foram por 13 dias, outros que o poderão ter sido por apenas 7 dias e ainda aqueles que o seriam pela soma das duas propostas.
Espero que tudo fique adiado de decisões definitivas no dia de amanhã e que a vinculação seja feita de acordo com a graduação de cada um, mas lembro que já por diversas vezes disse que a graduação tal como existe, pode não ser a melhor forma de selecção dos professores.
E se calhar mais importante que estes números ou as decisões de amanhã é saber se o tempo de serviço (antes e após a profissionalização) e a nota de curso são suficientes para ordenar os professores.




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Além de lhe agradecer todo o tempo que passa a fazer recolha de informação e tratamento de dados, quero dizer-lhe que na minha insignificante opinião a maioria dos restantes professores que constavam na lista não a preencheu de propósito. Visitaram-na para perceber quem lhes passava à frente e pelos vistos até tentaram apagar informação… Era do interesse de todos o seu preenchimento… uma pena que até nisto, cada um só espere obter o melhor para si e não em fazer algo em prol de todos.
A ideia de ser pela graduação é a correta, a graduação dos docentes é que está demasiado contaminada para trazer a justiça que tanto queríamos que trouxesse…
Arlindo obrigada.
Qual o critério mais justo? Graduação ou tempo de serviço?
Eu já considerei a graduação o critério mais justo, por ser coerente com os concursos regulares que adotam a graduação como critério, mas no entanto considero que o tempo de serviço também será justo e até talvez mais justo em termos de precariedade laboral, porque a graduação contempla apenas 0,5 do tempo antes da profissionalização, retirando metade do tempo de serviço efetivo antes da profissionalização (durante o qual se exerceram as mesmas funções dos profissionalizados, com a penalização de remunerações mais baixas). Como se vê, isto confirma de certa forma e vem dar razão àqueles que dizem que o tempo de serviço de outros grupos não devia ser contabilizado para o grupo em que se pretende vincular. Isto é ainda mais injusto do que as possíveis discrepâncias em relação à nota de profissionalização. Enfim, como se costuma dizer, venha o diabo e escolha. Será sempre mais justo para uns e menos justo para outros, seja qual for o critério. Mas se ainda adicionarem mais critérios/requisitos para além de um destes, criar-se-ão ainda mais discrepâncias e mais injustiças. Antigamente, costumava-se dizer que, a velhice é um posto. E devia ser, pois são esses os que estão em situação de precariedade há mais tempo.
Nem um nem outro! É de rir aquela parte do ano em que se distribui o trabalho nas escolas e a velharada escolhe primeiro apenas porque são velhos…
É de rir ordenar profissionais numa profissão apenas por tempo de serviço!!! LOL. Pensam que a escola é uma igreja onde os padres mais antigos têm de ter o respeito só porque são velhos! Isto é único de portugal e da nossa profissão!!!
Imaginem que o médico mais conceituado era medido apenas pela idade… seria um disparate não e?
Claro que os velhos do restelo não concordam comigo!
A ordenação deveria ser por MÉRITO!
Comentário lamentável.
O (a) menino (a) pensa que os professores sobem nos escalões, como? e sabe como chegam à aposentação? Julga que é apenas pela idade? O tempo de serviço é sim muito importante.
Deves ser mais uma paraquedista que se tem e muito boa conta (que o mundo não reconhece) e que, por isso, tem de ultrapassar a qualquer custo os que provavelmente até foram seus professores.
Cresce e trabalha muito.
Pois não é “pois é!”. Se fosse por mérito você nunca iria vincular, porque pelos vistos nem sabe interpretar um texto de 16 linhas. Para começar, não faz sentido quando faz referência à palavra “idade”, pois eu nunca a referi, se não conhece a expressão “A velhice é um posto”, então é porque tem pouca experiência profissional, mas eu explico-lhe, esta expressão reporta-se única e exclusivamente ao tempo de serviço exercido num determinado local de trabalho, sendo que uma pessoa mais nova pode ter mais tempo de serviço do que um “velhadas” que iniciou funções há pouco tempo. Não desrespeite os “velhos do restelo”, pois você parece nem sequer atingir 1/10 da sabedoria dessas pessoas. E quem é que lhe disse que eu sou velho? Já dou aulas desde 1996 e acredite que não sou velho, a sua atitude e os seus comentários é que demonstram um grau de rudeza, própria de um velhadas rude e intransigente. Vem para aqui criticar sem sequer apresentar uma proposta/alternativa coerente ou bem estruturada. Mérito? Em que parâmetros? Nota de curso? Nota de profissionalização? Avaliações internas com quotas que as condicionam ou que em muitas situações é feita mediante quem lambe mais ou melhor as botas do chefe? A situação de precariedade laboral é medida pelo período de tempo em que se verifica, portanto, o tempo de serviço, será sempre a forma mais justa de ordenação dos candidatos à desprecarização. Não se trata aqui de subir de posto mas sim de entrar definitivamente na empresa, trata-se de um direito. Se isto não acontecer, então é porque persistem ilegalidades. Para que conste aqui, eu já preenchi os requisitos da “norma travão” e das várias propostas para a VE numa fase em que ainda não existiam travões nem coisas extraordinárias, e você? São pessoas assim como a(o) “pois é” que denigrem a imagem dos professores em Portugal, pois vêm para aqui criticar, sem sequer saber interpretar um texto, vêm ofender e como se não bastasse lançam piropos para o ar e nem sequer sabem nem conseguem apresentar uma proposta coerente e bem estruturada.
Errata (do “pois é!”): Onde se lê “portugal”, deve-se ler “Portugal”. (Lamentável, este erro ortográfico, vindo de um professor português.)
Antes de mais, não sei que raio de escola é essa em que “se distribui o trabalho” e se dá aos mais velhos a possibilidade de escolher! Quando muito, os docentes com maior antiguidade dirão se preferem o turno da manhã ou da tarde, ou se lhes convém mais horário misto e há direções que procuram ir ao encontro das necessidades das pessoas, dentro do possível, o que é de louvar e não dá nenhuma vontade de rir.
Quanto à questão da ordenação dos professores, penso que a graduação (classificação profissional + tempo de serviço) poderá não ser sempre o critério mais justo, mas será sempre o menos injusto, por ser o mais objetivo.
Quando diz que a ordenação deveria ser por mérito, está a introduzir um fator de enorme subjetividade. Como lhe respondeu, mais abaixo, o comentador Luís, estaria mal quem não gostasse de bajular a Direção. Eu não pertenço ao grupo dos “velhos do Restelo”, que também merecem o meu respeito, mas pertenço ao grupo que preza a liberdade de expressão e não gosta de ficar a dever favores.
Por último, devo dizer-lhe que, apesar de só ter 45 anos e de ainda ter muito caminho para percorrer, senti-me agredida pelo tom desprezível com que se refere às pessoas mais velhas! “a velharada”!!!!???? É inadmissível. Com toda a certeza, se não fosse a graduação a prevalecer, mas outros critérios subjetivos, o “pois é” não teria lugar em nenhuma escola decente, pela arrogância e desrespeito que demonstra. Talvez tenha algum mérito, no âmbito da sua disciplina, não faço ideia, mas como pessoa e como formador de pessoas deixou bem claro que não vale um caracol.
Só haverá pacificação se houver cumprimento da legislação laboral e da diretiva europeia. E só vejo a proposta faseada da Fenprof como a solução mais viável. O resto são malabarismos para a desunião. Deveríamos, todos os contratados, abrangidos ou não por esta vinculação, exigir esta solução em respeito pela profissão docente, e por todos os colegas.
Cada professor puxa à brasa a sua sardinha, poucos são aqueles que olham para o sistema como um todo. Muitos criticam as posições dos sindicatos, dizendo que estes funcionam por interesses instalados, assim como criticam as posições dos diversos governos. Sejamos coerentes, não devemos apontar o dedo quando os próprios professores divergem uns dos outros, porque será que isto acontece? Todos têm as suas “razões”, as quais pretendem ir de encontro aos seus próprios interesses e isto não deixa de ser “normal” pois a precariedade já está instalada desde há muito tempo e as leis vão surgindo promovendo ainda mais injustiças para uns e, por outro lado, mais justiça para outros. Todos temos sonhos, todos merecemos dignidade, todos temos família. Haja bom senso, principalmente daqueles que têm o poder de alterar o rumo dos acontecimentos, ou seja, de desprecarizar esta classe, a qual vem sendo muito maltratada desde há muito tempo.
Arlindo de acordo com o seu último parágrafo, qual é na sua opinião a melhor forma de ordenar os professores???
Julgo que não é tempo para debate sobre isso neste momento, mas basicamente acho que o tempo de serviço prestado num determinado grupo deve ser valorizado para esse grupo no concurso.
Mas não deixa de ser uma questão complicada para cursos que conferem habilitações para dois grupos como por exemplo 300/320 300/330. Por exemplo há horários que são mistos, colocada no 320 mas tb para dar 300… depois só me contariam na hab que tivesse sido recrutada… Cursos profissionais dados nas escolas públicas em que acontece isto… também seria uma lotaria…
A colega tem toda a razão. Eu não percebo é que quando foi o tempo de quem tem agora tão sábias opiniões, vincular, com a exceção da norma travão, se tivesse preocupado com estas questões! Mais uma vez se discriminaria quem tem mais do que uma habilitação e tem a sorte ou não de ficar numa ou noutra. Assim como agora se discute muito a sorte do completo e incompleto. O nosso problema é que quem opina e quem decide a nossa vida, não seja contratado.
A colega ficou colocada num grupo especifico no concurso, não num grupo misto porque isso não existe (já parecem as privadas onde não interessam os concursos). Quanto muito a escola deu-lhe turmas de outro grupo mas no seu registo está o grupo em que ficou colocada e em que lhe devem contar o tempo de serviço. Possivelmente no outro nem seria colocada porque haveria pessoas melhor posicionadas. E pelo menos é necessário um tempo mínimo num grupo para vinculação, não pode ser 0 dias ou 365 dias, isso é vergonhoso!
Completamente de acordo! A graduação de cada grupo deveria estar em conformidade com o tempo de serviço prestado só nesse grupo (e contra mim falo). A formação complementar também deveria ser tida em conta na graduação, mas isso é também outra discussão!
Como se pode ver na carta aberta dirigida ao Presidente da República
Portuguesa publicada na internet (https://www.facebook.com/FilhosnoNorteSoDepoisdaRR2/), qualquer critério que
implique uma discriminação norte/sul deve ser erradicado para efeitos de
vinculação extraordinária. Assim, em prol de uma equidade regional, e
equidade profissional entre docentes, as vagas de QZP ao longo do país,
assim como os critérios que permitirão a vinculação extraordinária,
terão de ser conduzir a um maior equilíbrio entre grupos de recrutamento
e zonas de QZP.
Não estão a cobrir esta notícia.
Ainda bem que este processo está prestes a terminar. Já estou farto de tanto burburinho. Todos merecíamos vincular, mas tal será impossível. Qualquer que seja a solução encontra muitos irão ficar contentes, pois irão vincular e outros irão gritar injustiça por ficarem de fora. Boa sorte a todos.
A melhor forma de ordenar os professores é por mérito! Deixar as escolas escolher, tal como acontece em TODO O MUNDO! Ordenar os professores pelo critério “Deixar passar o tempo” é o disparate maior que existe, único na nossa profissão!!!
Quem o defende, claro, são os velhos do restelo!
Pelo seu prisma, quem se desse melhor com a direção de agrupamento estava sempre bem mas aquele que não goste de “lamber botas” está feito ao bife. Quem iria, no seu entender, avaliar o mérito dos docentes?
Acho que precisava de passar um anito no privado para perceber… Há algumas coisas no funcionamento dos colégios com as quais as escolas públicas teriam muito a ganhar.
Estes tipos do privado pensam que podem ensinar alguma coisa a quem está no público e passou por todo o tipo de escolas:boas, más, assim assim etc.O modelo sinistro de gestão diretor copiado dos colégios só atrasou algumas das escolaspúblicas .Muitos professores iam para os colégios porque eram incapazes de lidarem com os problemas dos alunos do público de bairros com problemas sociais.Agora com a crise dá-lhe jeito virem apanhar os melhores lugares no público em escolas de boa reputação.Os anos de serviço no privado deviam valer 0 como nos anos de 1990.Esta gente só quer o bem bom e um diabo para os outros.muitos deles até tiraram licenciaturas nas privadas depois de lecionarem anos e anos com habilitações incompletas, Nos colégios é o lambe botas e valha-nos a graxa
Dos 15 anos de experiência que tenho, 3 foram passados num privado que o melhor que fazia eram as entrevistas aos alunos que se propunham a entrar. Acredite, o privado, a meu ver, neste país, é uma anedota.
Luís, acho que não se deveria confundir as coisas, apesar de ter de concordar, em parte, com o que diz. A avaliação por mérito, na sua definição pura, não é, ou não deve ser, efetuada com base nas “lambidelas de botas” mas sim no trabalho desenvolvido durante o ano letivo. Também não se deve confundir “lamber botas” com disponibilidade para ajudar a atingir os objetivos definidos pela escola. Todavia, e como já mencionei, concordo consigo, em parte, pois todos sabemos que, por norma, que quem cai nas graças de quem tem o poder é melhor avaliado do que os que se esforçam e se dedicam.
Caro colega
Compreendo o seu ponto de vista e respeito-o. Muitas foram as vezes em que, por ter vontade de ajudar em problemáticas de última hora passei horas não retribuídas na escola, para desconsolo da família. Sabe o que recebi em troca, por vezes dos colegas a quem ajudei? “Coices” porque eu iria “ter uma estátua à porta da escola”…, Penso que me entende. Mas quando vejo defender este modelo de progressão ou seja lá do que for pelos adeptos do “cunhedo” fico louco. Que eu saiba, os alunos ainda não alcançam os objetivos por cunhas e tenho visto colegas que só singram pelo poder do compadrio, colocando o nosso trabalho no ridículo. Só quem passa por elas. Quanto aos particulares, isso nem comento. Pelo conhecimento de causa que tenho, acho melhor calar-me.
lololol. Para quem tem tanto mérito, fazer afirmações tendo por base a ignorância, é muito triste. Com que então, a seleção dos professores em todo o mundo (maiúsculas) é pelo mérito :).
E já agora: sabia que todos “deixamos passar o tempo”, porque ele passa para todos? menos para si, pelos vistos, porque tem mérito. 🙂
Já agora diga lá o que entende por meritocracia, para os “burros velhinhos”, que lhe estão a atrapalhar a vida, perceberem.
Arlindo, os contratos feitos em AEC, mas pelo ministério da educação também contam como contratos válidos para a vinculação extraordinária?
Pessoalmente, só hoje tive oportunidade de incluir os dados que me faltavam, ano de 2011/2012 e 2013/2014. Foi um trabalho digno, para um estudo que permitiu apurar alguns dos casos elegíveis, de acordo com o estabelecido até então. Aguardemos pelo terminus das negociações e pela publicação da legislação. Obrigado Arlindo
[…] que as 3.000 e 3.200 vagas tenham sido apuradas como fiz aqui. De entre os colocados em horário anual e completo até à RR2 e que reúnem os requisitos do […]