Março 2016 archive

O Conceito de Hora

A DGAE solicitou contributos para o Despacho de organização do ano lectivo 2016/2017 que devem ser enviados por um prazo de 10 dias úteis a contar desde ontem para o endereço eletrónico [email protected], podendo igualmente ser remetida, por via postal, para a Av. 24 de Julho, nº 142, 1399-024 Lisboa Portugal ou para o fax n.º +351213943493. Os contributos devem ser dirigidos à Diretora-Geral da Direção-Geral da Administração.

Para dar início a uma série de artigos com esses contributos vou centrar-me no conceito de hora que é definido no despacho de organização do ano lectivo.

Se o ECD considera que os educadores de infância e os professores do 1° ciclo têm um horário de 25 horas e os docentes dos outros níveis de ensino têm um horário de 22 horas é apenas do DOAL que existe a definição do conceito de hora que é diferente de uns e de outros.

Vejamos:

b) ―Hora‖— o período de tempo de 60 minutos, no caso da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, e o período de 50 minutos, nos restantes níveis e ciclos de ensino;

a-hora-de-fazer-intercambio-e-agora

O tempo de trabalho de uns e de outros fruto da definição deste conceito de hora faz com que o horário de trabalho de componente lectiva seja de 1500 minutos para uns e 1100 minutos para outros.

A diferença que existe com este conceito são de 400 minutos semanais de trabalho.

 

Para que exista uma igualdade de tratamento no despacho de organização do ano lectivo para 2016/2017 entre todos os docentes o conceito de hora devia ser idêntico para todos, ou seja de 50 minutos. É perfeitamente justificável que por cada hora de trabalho na área do ensino, 10 minutos seja considerado como período de “carregamento de baterias”. E as baterias também se desgastam na educação pré-escolar e no 1° ciclo.

Assim, o horário de trabalho da Educação pré-escolar e do 1° ciclo seria de 1250 minutos semanais e o dos restantes níveis de ensino de 1100 minutos, isto como componente lectiva.

Nestes artigos não se irá questionar a injustiça do número de horas ser diferente porque isso decorre do ECD e não do DOAL.

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Reserva de Recrutamento 24

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 24ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

Serviços

 

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Andam as escolas a ficar perigosas?…

 

No 1º ciclo, tem-se assistido a um aumento substancial de violência por parte dos alunos. Quase todos os dias  chegam relatos em catadupa… Não se encontram as razões, não se tomam medidas.

É verdade que há alguns anos, trabalhar no 1º ciclo era um sossego, no que diz respeito a comportamentos desviantes, hoje não. Embora não existam números, é algo que não deve interessar a alguém, é um facto que os comportamentos das crianças do 1º ciclo têm vindo a degradar-se dentro da escola. Já não se trata de pequenos episódios esporádicos, nesta ou naquela escola, ou limitado a certos estratos da população. Hoje, está-se a generalizar. As razões são muitas. Há quem continue a apontar o dedo a jogos e programas de televisão, mas vão muito para além disso…

As mudanças na sociedade têm sido muitas e com elas vieram as mudanças de valores. A educação e transmissão de valores às crianças tem sido, sistematicamente, passada à escola, mas a escola não está preparada para isso. Os atuais encarregados de educação, devido aos seus afazeres, não têm tempo de passar os valores do convívio em sociedade aos seus educandos. Resta a escola, que não está equipada para isso.Violência

No 1º ciclo, as crianças, veem-se fechadas, dentro de uma sala de aula, seis horas por dia. Quando saem da escola são fechadas em ATL´S, Centros de Estudo, atividades várias, ou até em casa, não têm tempo de brincar, de sociabilizar… A consequência é que não estão a aprender a viver em sociedade. Com isso vem a agressividade, entre pares, aluno/assistente operacional, aluno/professor… encarregado de educação/assistente operacional, encarregado de educação/professor… Os Centros Escolares, neste aspecto, não vieram ajudar, juntaram um número quase incontrolável de alunos, perante o rácio aluno/adulto na escola.

Há uns anos, era difícil ouvir relatos de um aluno ter sido mais agressivo com um adulto, com quem contactava na escola. Hoje já não é assim, é usual. As escolas estão a ficar perigosas.

Das alterações ao Estatuto do Aluno pela Lei 51/2012 de 5 de setembro, não resultaram grandes efeitos práticos. As escolas, também têm a sua culpa. A tendência em desvalorizar e de não atuar, tem sido persistente. É mais fácil olhar para o lado e assobiar. Não dá trabalho…

Mas vamos a exemplos: Um aluno, em sala de aula, não acata um pedido de realização de uma tarefa por parte da professora. A professora insiste. O aluno amua e diz que não faz. A professora tenta dissuadi-lo e levá-lo a realizar a tarefa. O aluno insiste que não faz. A professora não desiste. O aluno levanta-se e diz, já “chateado”, que se vai embora. A professora tenta dissuadi-lo de sair da sala de aula. O aluno não está para aí virado. A professora vê-se obrigada levantar a voz, dando-lhe a ordem para se sentar de imediato. O aluno desata num pranto e acaba por se sentar, depois de alguma insistência. Choraminga toda a manhã e não realiza nenhuma das tarefas nesse espaço de tempo. No meio dos soluços e da insistência da professora em que realize as tarefas, a educação polida do menino revela-se. Fica de castigo e não vai ao intervalo. Durante a hora de almoço, frustrado pela manhã de “clausura”, desentende-se com um colega, enquanto “chutam umas bolas” e empurra-o, levando o outro a uma queda. Não contente, ainda lhe “espeta uns chutos” na parte abdominal. A assistente operacional que o tenta dissuadir de continuar a agressão, é insultada. Não leva um “chuto”, porque se desvia a tempo. O aluno fica de castigo, novamente, no intervalo da tarde. Durante a aula de Educação Física, AEC, decide ajustar contas com o colega, pois sente-se injustiçado. Distribui mais uns “chutos”. O professor intervém. O aluno amua novamente, remetendo-se a um canto, não realizando a aula. No dia seguinte, logo pela manhã, a encarregada de educação espera pela chegada da professora. A revolta é evidente no seu olhar. O seu rebento foi vítima de um abuso por parte, da professora, da assistente operacional e do professor de Educação Física. A professora explica-lhe o sucedido no dia anterior e em outros em que ela “aturou”, mas relevou este tipo de atitudes. A encarregada de educação, mais calma, atira com a questão dos “nervos” do petiz. “É dos nervos, senhora professora. Ele é muito nevoso. Já não sei o que lhe fazer…” (se ela não sabe, queres ver que é a professora que vai saber…) Também pode acontecer que o encarregado de educação não queira “diálogo” com a professora e se vá queixar ao Sr. Diretor… e lá vai a professora explicar-lhe o que ele já devia saber…

O que fazer nestes casos?

Situação 1: Nada! Continua-se a “aturar” as crises nervosas, os insultos, os desafios, as agressões, o descontentamento dos outros encarregados de educação… e vai-se levando até ao final do ano…

Situação 2: Faz-se uma participação de ocorrência. E depois espera-se… espera-se pelo quê? Pela aplicação de uma medida disciplinar corretiva ou sancionatória, de acordo com os Art.º 24º, 25º, 26º, 27º e 28º da Lei 51/2012 de 5 de setembro? No 1º ciclo, isso é tão raro, que devia estar sobre proteção da ONU. No máximo dá-se-lhe uma tarefa, que deve executar durante um determinado período de tempo como, ajudar a levantar a loiça das mesas do refeitório, ou ajudar a professora bibliotecária durante os intervalos. Não há garantias de que o aluno realize as tarefas se, estiver “chateado com a vida ou num dia de nervos”…

Se uma criança tem este tipo de atitude no 1º ciclo, será que quando transitar para o 2º ciclo “vai ganhar juízo”?

(Há colegas de outros ciclos a ter que chamar as autoridades policiais para que alunos abandonem as salas de aulas.)

A autoridade do professor foi dilacerada. Nos dias que correm, se o professor levanta a voz, já não é um pedagogo, é um bruto. A sociedade perdeu valores, mas mesmo assim quer que a escola continue a “educar” o futuro.

Estamos assistir a uma transição, já longa, de métodos de educação. Vimos de uns pais “autoritários” e de certa forma “distantes”, conscientes do seu papel na educação dos filhos, para uns pais “amigos e próximos” (tão próximos que às vezes se confundem com os filhos) que ainda não perceberam como educar os filhos nesse papel.

Entretanto, o ambiente na escola vai-se degradando e o espaço torna-se perigoso para todos…

Até quando?…

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Inicio de procedimento relativo à organização do próximo ano letivo

Publicados hoje na página da DGAE…

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Início-do-procedimento-relativo-à-elaboração-do-despacho-normativo-relativo-à-organização-do-ano-letivo.pdf”]

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Publicitação-do-início-do-procedimento-relativo-à-elaboração-do-despacho-normativo-relativo-à-organização-do-.pdf”]

 

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Para Além do Vencimento Também Retiram o Tempo de Serviço?

Porque a nota informativa 3 do IGeFE apenas se refere ao efeito do vencimento dos contratos.

Mas será que a DGAE entende que o tempo de serviço também tem de ser retirado nestas situações?

E como está a data de início de contrato dos vossos contratos na aplicação SIGRHE para horários pedidos ou colocações feitas até ao último dia do início das actividades lectivas?

 

 

O meu nome é XXXXX XXXXX, professora contratada colocada este ano em BCE,
Fiquei colocada e aceitei o horário a 04/09/15, tendo inicialmente a data de início de contrato a 01/09 na plataforma da DGAE.
 
Qual não é o meu espanto que há 2 semanas, entro na minha plataforma e reparo que me mudaram a data de início de contrato para 07/09/15.
 
Na escola, interroguei a Secretaria que não sabia de nada. Já tinham visto, mas colocam no Registo biográfico o que lá está: 07/09. O Sr. Diretor não sabe de nada e da DGAE não respondem.
 
Gostaria de saber se tem conhecimento de outros casos em que esta situação esteja a ocorrer ou se tem alguma explicação lógica (que eu não tenho) para esta súbita modificação.

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O professor secreto…

Desculpem-me a tradução livre que fiz do texto, mas achei importante divulgar. Os problemas na educação e no que isso representa para a vida pessoal de cada professor não está circunscrito ao nosso país, mas…

O texto foi retirado do “theguardian” e é o testemunho de uma professora inglesa.

 

Hoje é um bom dia. Levantei-me e lavei a louça e talvez, se hoje continuar a ser um bom dia, vou tomar um banho, lavar meu cabelo e trocar de roupa. Poderia até ir buscar os meus filhos à escola. Estas podem parecer pequenas tarefas, mas nas últimas três semanas tenho vivido numa névoa provocada pela medicação que comecei a tomar para a ansiedade aguda e depressão. À medida que o nevoeiro levanta, a realidade acena e decisões terão que ser tomadas. Estou paralisada de medo, mas não posso continuar com minha vida assim. Preciso ser corajosa, olhar profundamente para dentro de mim e aceitar o que me está a tornar doente. Eu já decidi – nunca mais porei um pé numa sala de aula. Já não sou professora. Estou farta. Porque é que os professores devem falar sobre saúde mental com os alunos e colegas?   Há três semanas, considerava o suicídio. Estava disposto a acabar com a confusão, dúvidas e inutilidade que sentia. Não queria ir – ou assim eu pensava. Durante meses, uma nuvem escura de depressão tinha sido pendurada sobre a minha cabeça. Não conseguia dormir; não conseguia comer; eu duvidava que tudo o que fiz; fui esquecida; estava confusa; e, o mais preocupante, estava perdendo a minha confiança dentro da sala de aula. Como a depressão piorou, comecei a ter ataques de pânico. Eu levantava-me às 4 da manhã, realizando determinados rituais, antes de conseguir encontrar a coragem para conduzir até ao trabalho. No dia em questão, tive duas aulas terríveis. Eu não conseguia controlar a turma e sentia que não poderia continuar. Mas, em determinado ponto, num frio e cinzento momento, tive uma epifania. A realidade era, que eu queria viver. Eu sou uma mãe, sou uma mulher, sou uma filha, sou uma irmã, sou uma amiga para muitos. O que eu não quero, é ser professora.

.Ao longo da minha carreira de professora de 13 anos, foi-me dito por colegas professores, inspetores de Ofsted, alunos e pais que eu sou uma boa professora – uma “natural”. Tenho obtido excelentes resultados, sentia entusiasmo ao falar sobre a matéria, e interessei-me apaixonadamente em relação ao bem-estar dos meus alunos. Apenas algumas semanas antes, o nosso gerente de comportamento, tinha transferido um “difícil” estudante de 11 anos para a minha turma. No final da aula, o rapaz disse-me que tinha acabado de ter a aula mais interessante e agradável da sua vida e desejou ter escolhido estudar sobre os assuntos abordados nessa aula. Quando saiu da sala de aula, acrescentou: “Você é uma excelente professora.” No entanto, o ensino tem arruinado minha vida. Ele rasgou a minha alma, comeu-me e cuspiu-me. Eu já não sou uma pessoa despreocupada, tagarela, como já fui. Ele roubou-me a saúde, roubou-me a minha auto-estima e, o mais importante, quase me roubou a vida.

Texto parcial

(clicar na imagem) in theguardian 27/02/2016

the guardian

 

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O fim do ensino como o conhecemos…

 

Cientistas desenvolvem método de aprendizagem que no futuro irá acabar com a escola…

 

Quando aprende alguma coisa, o seu cérebro muda fisicamente», explica Phillips. «Conexões são realizadas e multiplicadas, num processo chamado ‘neuroplasticidade’. O que acontece é que algumas funções do cérebro, como a fala e a memória, ficam localizadas em regiões muito específicas do cérebro, do tamanho do nosso dedo mindinho. O que o nosso sistema faz é accionar essas mudanças em regiões específicas do cérebro enquanto se aprende.

 

(clicar na imagem) DD

 

 

giphy

 

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ASSINADOS CONTRATOS COM 130 PROFESSORES DE PORTUGUÊS PARA TIMOR-LESTE

Passados dois meses…

O Ministério da Educação informa que, após um intenso trabalho de finalização do respetivo concurso e de inscrição orçamental que não tinha sido anteriormente acautelada, foram esta semana assinados os contratos com os 130 docentes que ensinam em português em Timor Leste, no quadro do maior projeto de cooperação deste Ministério: Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE).

O Governo de Timor Leste, parceiro deste projeto, encontra-se neste momento, e após conclusão deste processo da parte de Portugal, a organizar a logística correspondente à viagem destes para Dili e para os restantes 12 municípios timorenses, todos dotados de uma destas escolas CAFE.

Trata-se de um projeto de cooperação importante para ajudar a desenvolver o ensino, a fala e a escrita do português em Timor Leste, formando alunos e também docentes que, num futuro próximo, assumirão eles a docência da língua de Camões e de Pessoa para as novas gerações timorenses, representando um esforço financeiro deste Ministério na ordem dos três milhões de euros anuais.

Neste momento, o projeto CAFE contra-se já presente nas capitais dos 13 municípios timorenses, envolve 80 docentes estagiários timorenses e 130 docentes portugueses que trabalham para mais de 5000 alunos timorenses que, assim, aprendem português e em português nos diferentes anos de escolaridade.

 

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Aposta Para Hoje

Ainda vai valendo a persistência.

 

euromilhoes 1 março

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E Pouco Mais do Que Isto Aconteceu Ontem

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Jornal de Notícias (01-03-2016)

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